terça-feira, 27 de março de 2012

O cheiro e a força de vendas

Compartilho nesta semana a frase célebre de Henry Ford "Não encontre falhas, encontre soluções. Qualquer um sabe reclamar.”
O cheiro e a força de vendas
                Resgato um tema apresentado no capítulo 4 de nosso livro “Gestão estratégica de vendas”, onde discutimos e mostramos pesquisas que indicam as potencialidades do uso dos aromas para vender mais e melhor, pois o chamado marketing olfativo tem se ampliado e amadurecido no Brasil especialmente nos últimos tempos. 
Ações pontuais, utilizando datas comemorativas e a tematização dos ambientes, também são formas efetivas de aplicar o Marketing Olfativo. Na Páscoa de 2001 duas redes de supermercados que aromatizaram as gôndolas com cheiro de chocolate, contabilizaram um aumento de 30% no faturamento em comparação ao mesmo período do ano anterior. Claro que para funcionar, também é preciso uma boa exposição, bons produtos, dentre outros fatores. O dia das mães, segunda data de maior faturamento do comércio, vem aí e também é um excelente momento para utilizar o marketing olfativo de forma eventual.
A melhor estratégia é ter cheiros harmonizados com a temática dos pontos de venda. Toda a empresa é construída para atingir um determinado público e a aromatização precisa contribuir de forma harmônica com a marca e a imagem que se deseja construir e consolidar. A chamada marca olfativa deve fazer parte do conceito da marca, harmonizada com as cores, com a visão, missão, objetivos e variações geográficas. Se os produtos e a proposta da empresa se identificam com o litoral, por exemplo, deve-se buscar aromas que lembram o mar, enquanto empresas e produtos que querem se identificar com o interior devem procuram por essências que lembrem o campo, como flores. É preciso ter bem claro quais são os objetivos desta identidade olfativa para o seu negócio. Determinados aromas são mais estimulantes, outros são mais ligados à comida, como de café, chocolate e pão. Associar estes aromas aos produtos contribui para o processo de decisão de compra. Clóvis Alves, Diretor da Agência Bio Mist, agência que trabalha com Marketing Olfativo desde 2000 afirma que “Apesar do conceito de marketing olfativo ter até hoje um apelo mais utilizado para a moda, ele pode ser explorado em supermercados, lojas de eletro-eletrônicos, móveis, consultórios, domicílios e produtos, como possibilidade para as empresas de obter uma receita adicional” (www.mundodomarketing.com.br)
As pesquisas mostram que a aromatização dos ambientes representa até 6% do faturamento, mas o maior benefício é manter a marca na memória dos clientes, conforme explica Priscila Tesser, Gerente de Marketing da Equus “Ao levar o aroma para casa, permitimos ao consumidor estar em contato com a marca por mais tempo. Assim, começamos a fazer parte do dia a dia dos clientes, inconscientemente. (www.mundodomarketing.com.br)
Qualificação dos negócios da gastronomia
                Para os empreendedores de restaurantes e outros serviços de alimentação, como eventos gastronômicos, que desejam qualificar seus negócios, a Referenda Consultoria está estendendo sua área de atuação para a gastronomia. A nova área é dirigida para quem desejar melhorar seus pratos e cardápios, estabelecer ou revisar fichas técnicas, qualificar o atendimento, o marketing, organizar eventos temáticos, harmonizar pratos, serviços e bebidas. Também são oferecidos cursos livres e treinamentos de equipes, nos mais diferentes aspectos. O ingresso de 2 novos profissionais sendo um Técnico e outro Bacharel em Gastronomia, que juntaram-se as 2 consultoras mestres que já atuavam na área de alimentos focadas em qualidade e produtividade e aos 2 consultores que também atuam em gestão, atendimento e estratégias de mercado para os serviços de gastronomia, permitiram a formação de uma equipe especializada e com capacidade para atender as diferentes demandas da área.

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quarta-feira, 14 de março de 2012

Como tornar a sua empresa mais amada


Para iniciar nossa reflexão da semana, compartilho com os amigos leitores uma frase de Henry Ford "Não encontre falhas, encontre soluções. Qualquer um sabe reclamar." Acredito que aquele que deseja se diferenciar apresentando o seu melhor, deve lembrar desta premissa todos os dias da sua vida, pondo sua energia para melhorar as coisas, ao invés de reclamar do que está ao seu redor, ou apresentar desculpas pelo que não fez, reclamando.

Como tornar a sua empresa mais amada
Com a publicação do livro “Lovemarks – o futuro além das marcas”, de Kevin Roberts, que teve grande difusão entre executivos, profissionais de marketing, estudiosos, ficou ainda mais evidente as práticas de sucesso de muitas empresas que colhem resultados excelentes porque souberam transforma-se em marcas amadas pelos clientes.
As marcas, os produtos e as empresas amadas e admiradas, são claramente mais lucrativas que as demais e que portanto, já é excelente motivo você buscar tornar a sua empresa e/ou a sua marca, mais amada. Listo algumas dicas para você fazer sua marca e sua empresa mais amadas, de forma simples e direta:
- Lembre sempre que as pessoas gostam das empresas e marcas que fazem bons produtos, mas elas amam as empresas que fazem produtos simples. Então, faça um produto cada vez melhor, que seja cada vez mais simples para os clientes.
§  - Não esqueça que as pessoas gostam das empresas que tenham bom atendimento, mas que elas amam empresas que possuem colaboradores inesquecíveis, que produzam experiências que possam ser lembradas por muito tempo.
§  - Todos gostamos de empresas, marcas e produtos que se comunicam bem, mas amamos empresas, marcas e produtos que vivem e compartilham suas histórias. Quantas vezes paramos para ler, ou ouvir a bela história de uma empresa, de um empreendedor ou como foi criado e como se desenvolveu determinado produto. Quais são as histórias que são contadas sobre seus produtos, suas marcas e a sua empresa? É possível estimular mais pessoas a contarem estas histórias? Não esqueça que esta história precisa ser alimentada continuamente, com fatos positivos.
§  - As pessoas gostam de empresas inovadoras, mas amam principalmente empresas que realmente as inspiram. A sua empresa e suas marcas inspiram as pessoas? Como podem inspirar mais e melhor? O que você, gestor pode fazer para isso?
§  - Gostamos muito das empresas que são diferentes, elas nos chamam naturalmente a atenção, por se destacar na “paisagem”, todavia, amamos as empresas que nos surpreendem e nos fazem sorrir. Pense em como a sua empresa, a sua marca e seus produtos podem surpreender mais frequentemente seus públicos e também, como você, sua equipe e a comunicação de sua empresa podem fazer as pessoas sorrirem.
§  - Todos gostamos de organizações e marcas que educam, mas amamos principalmente empresas que nos fazem sentir parte de cada ação ou acontecimento.
Se você deseja ter um negócio mais lucrativo, precisa realmente entregar mais valor para seus sócios, clientes, parceiros e comunidade. O fato destas pessoas gostarem de sua empresa, sua marca e seus produtos, já não é mais suficiente. As pessoas que amarem sua empresa, vão indicá-la para quem se relaciona com elas, quem amar seus produtos e sua marca, pagarão mais por eles e ainda os defenderão, indicarão e terão muita satisfação em tê-los e mostrá-los a outros.
Para finalizar, deixo uma lembrança básica de John Jantsch para as empresas que querem ser mais amadas e conseqüentemente, mais lucrativas: “Antes de ser único e revolucionário, seja útil ao seu cliente.”

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quarta-feira, 7 de março de 2012

Como vender por mais?

Na semana dedicada às mulheres deixo meu reconhecimento e a homenagem desta coluna para aquelas que sempre lutaram por um mundo muito melhor e que cada vez mais vêm fazendo negócios melhores, com gestões mais eficientes e mais humanizadas. Escolhi nesta semana, o pensamento de Clarice Lispector, que como tantas mulheres, sabe expressar numa frase, sentimentos que provocam profundas reflexões: “As pessoas mais felizes não têm as melhores coisas, elas sabem fazer o melhor das oportunidades que aparecem em seus caminhos.”
Como vender por mais?
Muitas vezes ouço vendedores e gestores afirmarem seus receios (e suas dificuldades) de vender quando têm produtos mais caros. No entanto, muitas pesquisas mostram que esta situação tem mais relação com a percepção de quem vende, do que de quem compra. Por isso, costumo dizer que quem vende mais caro, para vender mais, precisa adicionar valor ao que oferece. Deixo a seguir, alguns pontos que podem ser aprimorados no seu negócio:
- Estamos mais dispostos a pagar mais por mais qualidade e/ou eficiência. Veja o quanto você consegue comparar e mostrar claramente as vantagens dos seus produtos sobre a concorrência.
- Estamos mais dispostos a pagar mais por serviços superiores e/ou agregados aos bens oferecidos. Veja quais são os serviços agregados que você pode incluir nas suas vendas.
- Você deve sempre mostrar a verdade. O principal resultado será que a médio e longo prazo a confiança em você e nos seus produtos será transformada em mais disposição para pagar mais e não arriscar com promessas ilusórias de outros.
- As pessoas pagam mais por confiança, por isso, se você tiver um bom histórico de relacionamento com clientes, fidelidade e percepções positivas de qualidade, explore bem estes fatores, mostrando quantas pessoas você já deixou satisfeitas e há quanto tempo. Lembre-se de refletir sobre o que você está fazendo para demonstrar o quanto é confiável.
- Pagamos mais por confiança + agilidade. Estamos todos cada vez mais ocupados e quando encontramos alguém confiável e que atenda logo o que precisamos, o mais provável é não fazermos muitas pesquisas de preços. Lembre-se também, que muita gente paga mais para ter o mais rápido possível, aquilo que comprou. Veja o quanto você pode ser mais ágil que a concorrência e o quanto você é confiável na percepção dos clientes. Depois procure  qualificar o seu preço com estes fatores.
- A maioria dos consumidores dispostos a comprar qualidade, valoriza também as empresas e produtos que possuem valores ecológicos e/ou sociais, estando inclusive, dispostos a pagar mais quando for o caso. Procure valorizar mesmo que para alguns pareçam pequenas, as ações como: utilização de papel reciclado em embalagens e correspondências, utilização de combustíveis renováveis, destinação dos resíduos produzidos pela sua empresa, destinação de componentes utilizados nos seus produtos, dentre outros.
- As opções de pagamento são ótimas formas de diminuir a importância do preço. Quanto mais opções de pagamento você oferecer para o cliente, mais você passa a imagem de empresa que valoriza-o suficientemente, para ser flexível no momento de pagar.
- As pessoas valorizam sentir-se melhor, portanto, não importa o que você esteja vendendo, veja como você pode adicionar algum fator que faça seus clientes se sentirem melhor e inclusive se divertirem, sempre nos casos em que for possível e adequado.
                Finalizando, espero que com estas dicas você e sua equipe consigam valorizar cada vez mais seus negócios, bens e serviços oferecidos, deixando os clientes mais satisfeitos, vendendo mais e rentabilizando seus investimentos.
                Bons negócios e até a próxima semana!
                Marcelo Blume

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terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Mercado para alimentação/gastronomia é bom e está crescendo

Temos acompanhado pesquisas e desenvolvido outras, sobre o mercado da alimentação/gastronomia, setor com potencial invejável no Brasil. As associações tanto de indústrias quanto de serviços de alimentação estimam que em 2012, o brasileiro gastará em média, até 30% de sua renda com alimentação fora de casa. Esta informação tem movimentado o interesse de empreendedores de diferentes áreas, incluindo redes de franquia, que são as que mais investem nesse setor.
Cursos de Chefs têm se desenvolvido rápido nas grandes cidades e pelo interior já surgem bons cursos de Gourmets, que desejam qualificar seu hobby e o talento de cozinhar. Todavia, para ter um negocio na área, é preciso ser empreendedor e bom gestor. Neste segmento ainda há uma caminhada a ser feita. Muitas vezes observamos negócios com bons ambientes, boa comida entrar em dificuldades e até fechar as portas, por falta de uma boa gestão. Uma boa consultoria e um bom curso de Gestão de Negócios da Gastronomia/Alimentação, podem garantir que o sonho e o talento também se concretizem num bom negócio para os empreendedores se manterem na atividade.
No horário das refeições, 27 milhões de pessoas estão fora de casa. Estima-se que só o segmento de fast food (comida rápida) fature R$ 60 bilhões por ano e gere 1 milhão de empregos diretos e indiretos no Brasil. A velocidade da vida moderna, o tempo e os riscos no trânsito, os desejos de sabores inovadores e diversos, o aumento da renda das classes C e D, os grandes eventos que o Brasil vem atraindo, são fatores que aumentam as oportunidades para os negócios de alimentação. Existe uma demanda grande e crescente, mas é preciso entender do negócio e saber que é um mercado dinâmico onde não se pode permanecer parado, fazendo sempre a mesma coisa.
O que o líder precisa saber
Como sabem gosto e estudo liderança há anos e compartilho com os amigos leitores, algumas dicas de Ana Cristina Chaer Dib Netto do “Papo de Empreendedor”, sobre o que um líder deve saber…
Ser objetivo: Direcionar o progresso do negócio com metas claras e pré-estabelecidas. Desperdiça-se dinheiro, tempo, mão-de-obra e equipamentos por falta de objetivos a curto, médio e longo prazo de forma clara.
Somar competências: É importante ser um bom conhecedor da atividade, pois se a equipe, investidores, parceiros precisam ver no líder alguém capaz de liderar e preparado para a gestão deste negócio.
Montar um time forte: Todo empreendedor, por mais capacitado que seja, tem pontos fracos. É fundamental para o sucesso, montar um time com profissionais de diversas áreas e também reconhecer que não sabe tudo, contratando quem tem habilidades e competências que o gestor não possui. O líder deve estar aberto a novas ideias e ter uma equipe em quem possa confiar na capacidade.
Comunicar bem: A comunicação eficiente tanto com a equipe, quanto com parceiros e clientes, é a alma de qualquer empresa. Um chefe que não se comunica bem, terá mais dificuldades de coordenar atividades. A conversa face a face ainda é o melhor meio para evitar ruídos na comunicação.
Ter bom relacionamento: Líderes de sucesso são, em geral, acessíveis, amáveis, extrovertidos, confiantes e agregadores, além de saberem decidir e delegar tarefas. Essas características são fundamentais para motivar pessoas a darem o seu melhor e obter resultados melhores.
Inspirar a equipe: As equipes precisam de alguém para se espelhar e ser uma fonte de inspiração, que é mais um dos papéis do líder. Mesmo quando o trabalho vai bem, é fundamental manter as pessoas estimuladas, apoiando as iniciativas e a criatividade.

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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Algumas dicas para estabelecer metas de vendas

Muitas empresas ainda estão construindo as metas para 2012 e aproveito o momento para algumas dicas, iniciando pela frase de Jean-Jacques Rousseau “Aqueles que mais demoram a fazer uma promessa, são os mais fiéis na hora de cumpri-la.”
Algumas dicas para estabelecer metas de vendas
Antes de estabelecer metas tanto para a sua equipe, se for gestor, quanto para você mesmo, se for vendedor, é preciso responder a si mesmo algumas questões como: “Quanto você pretende vender hoje, nesta semana, neste mês, neste ano?”, “Quanto deseja de comissão?”, “Qual é mesmo a sua meta?”, “Quais são todas as metas que terei?”.
Lembre-se que as metas precisam ser claras e mensuráveis no tempo e no volume, respondendo prioritariamente “o quê?”, “quanto?” e “até quando?”. Não esqueça que estes prazos e quantidades precisam ser desafiadores, mas alcançáveis por você e/ou pela sua equipe. Não cometa exageros, planejando e propondo metas que sejam alcançáveis em cada um dos diferentes momentos e segmentos do seu negócio. Antes de estabelecer metas, olhe para os dados internos passados, para os dados da concorrência e do mercado e principalmente para as tendências do seu setor de atividade, da economia local e do seu segmento.
Se tiver metas anuais, divida em pequenas metas mensais, se tiver metas mensais, divida-as em metas semanais e se possível, diárias. Esta ação fará com que você visualize mais facilmente o quanto está se aproximando ou se distanciando da meta final, permitindo correções preventivas, se for o caso. Definidas as metas, estabeleça compromissos fortes com você mesmo e priorize-os sobre as eventuais “urgências” que forem aparecendo, lembrando que raramente o urgente é importante, assim como raramente o importante é urgente. Priorizar as “urgências” é normalmente o principal motivo do não atendimento das metas.
Negociar e vender por telefone
                Negociar e vender por telefone tem suas regras para obter os melhores resultados, assim como em qualquer outra atividade. Na Venda Mais deste mês, o palestrante André Silva (motivação e vendas), apresenta algumas regras para vender ao telefone e trago uma síntese delas aqui:
- Tom de voz – É só que o cliente perceberá da sua empresa naquele momento e você está causando uma ótima impressão ao telefone? Estima-se que os primeiros 20 segundos de uma ligação determinam a impressão da empresa, portanto, coloque entusiasmo na voz, mostre energia e determinação, com gentileza e receptividade. Isso pode proporcionar ótimos resultados para você no futuro próximo.
- Planejamento – Antes de ligar, certifique-se de que tudo o que precisará para negociar esteja na mesa do local de trabalho. Se você vacilar, é provável que perderá a venda, pois muitos clientes esperam uma chance para encerrar o contato.
- Secretária – É uma peça chave no processo, concordam? Portanto, uma ótima relação com a secretária do seu cliente é fundamental! Seja claro, objetivo e não dê a ela qualquer informação falsa. Valorize-a e sempre que ela auxiliar, agradeça com um breve e-mail de agradecimento ou um novo breve telefonema.
- Objeções – Liste as 5 principais objeções que você recebe por telefone e crie para você (simule) uma saída para cada uma delas. Após, quando um cliente apresentar uma destas objeções, ouça-o atentamente até o final e mostre seu ponto de vista. Você mostrará respeito pela posição do cliente e sabedoria para argumentar no momento certo.  
- Cartas na manga – Não entregue todos os benefícios do produto (bem ou serviço) para o cliente. Guarde pelo menos 3 argumentos fortes para o momento do fechamento e, preferencialmente, que a concorrência não possui.

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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Não responda “Não temos”

Em férias com a família Blume e Viegas, e famílias dos amigos Salomão, Hetwer no litoral catarinense e curioso pelas origens de cada local, ao ouvir mais detalhes sobre Florianópolis, lembrei-me de uma matéria da “Venda Mais” e compartilho uma velha e simples lição, que pode melhorar os negócios de empresários e vendedores.
Conta a história, que o Marechal Floriano Peixoto, 2º presidente do Brasil, teria como sucessor natural, o Almirante Custódio de Melo. Porém, no meio do mandato, os planos mudaram, pois o exército ganhava força e poder no governo. Custódio liderou então, a chamada Revolta da Armada, juntando boa parte da marinha brasileira. A primeira tentativa foi tomar o Rio de Janeiro, sede do governo na época, mas com o exército, os governistas resistiram. Os revoltosos vieram então ao sul do Brasil, buscando o apoio dos gaúchos que descontentes com o governo central, já eram esperançosos por um país próprio. O Almirante atracou a frota em Nossa Senhora do Desterro, onde adicionou vários navios mercantes, aumentando a sua força de combate. As negociações com os gaúchos não progrediram e também por isso, o Presidente Floriano Peixoto não atacou. Também não poderia: como atacar, se não tinha mais marinha? Os canhões e os soldados do exército não alcançariam os navios em nenhuma condição. Foi então que Floriano Peixoto comprou navios de guerra dos Estados Unidos e contratou mercenários e criminosos daquele país para tripulá-los e atacar a frota de Custódio, que já contava com o apoio da população de Nossa Senhora do Desterro, pois as denúncias de corrupção no governo já incomodavam muito por aqui. Após muita luta, os governistas venceram e os revoltosos foram presos, executados e expostos para toda a população local, que havia contribuído com a revolta. Porém, para Floriano Peixoto, não bastava vencer, ele precisava mostrar quem mandava no País e decretou que a partir daquela data, a cidade deixaria de se chamar Nossa Senhora do Desterro, nomeando-a de Florianópolis (cidade de Floriano).
Mais do que a história, o objetivo de tal relato nesta coluna, é lembrar que Floriano Peixoto não parou por não ter navios ao buscar seu objetivo, assim como nenhum empresário ou vendedor pode parar por não ter algo que o cliente quer. “Não temos” não é resposta! Deve-se oferecer alternativas que também o satisfaçam, buscar os produtos em outras lojas filiais, ou parceiras e fazer cronogramas, com um sistema logístico para evitar a falta de produtos. 
Quem pergunta dá o tom da comunicação
                Entre passeios, jantares e brincadeiras com os filhos, a leitura não pode ficar para trás e livro “Coaching de vendas”, de Paulo Gerhardt, está sendo uma ótima leitura, que recomendo para quem quer vender mais e melhor. O autor lembra que “Quem pergunta dá o rumo da comunicação. A venda é um processo de comunicação e, se o vendedor deixar o cliente perguntar e passar a responder, deixará o controle para o comprador. O vendedor deve ser aquele que faz as perguntas.”
                As perguntas certas, feitas pelos vendedores, são chave para a adesão do comprador/cliente, pois a venda decorre da transformação de uma necessidade em um desejo. Uma das fases da venda em que esta situação fica mais evidente é a do “fechamento”. Nesta fase, mais do que nunca, toda a vez que o cliente fizer uma pergunta, o vendedor deve responder com outra pergunta que clareie a decisão e a adesão de compra. Sabemos que o vendedor quer fechar logo a venda, mas apressar o processo pode levar a perda do negócio. É preciso ter paciência e boa percepção, observando os indícios não verbais e a existência de comentários positivos ou perguntas de fechamento. Para gestores, empresários e vendedores, é fundamental que depois de cada processo de venda seja feita uma auto-avaliação sobre quais perguntas contribuíram melhor para o fechamento da venda. Assim, a metodologia de cada um será aprimorada com o passar do tempo.
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terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Brasil obtém bons resultados na criação de empresas

Na semana passada cometei alguns incentivos à criação de empresas no Brasil a partir de iniciativas públicas, facilitando a criação e o desenvolvimento das micro-empresas, além das atividades de incentivo e orientação por parte de algumas instituições universitárias e associativas. Estas iniciativas, embora necessitem mais qualidade e volume, mostram bons resultados nos últimos anos.
O índice de empresas recém criadas, chamadas de startups, cresceu mais rapidamente no Brasil do que na China e na Índia no período que vai de 2006 a 2010, conforme pesquisa da UHY, uma rede de consultorias com sede em Londres. Pelo estudo, o número de startups no Brasil aumentou em média 7,2% por ano entre 2006 e 2010. Este estudo mostra um ranking com 19 países onde a rede de consultorias atua. Pelo ranking, o Brasil está em 4º lugar, atrás da Rússia, com um aumento anual invejável de 25,6%, da França com exemplares 21,5% de crescimento e até da pequena Estônia com 9,1% de aumento anual na criação de micro-empresas.
Em 2010, foram registradas mais de 617 mil empresas iniciantes no Brasil, contra 467 mil em 2006. Os setores onde o crescimento foi maior, de acordo com o estudo, foram os de serviços e de agricultura familiar. Setores que acredito muito, admiro e considero chaves na agregação de valor dos produtos primários e da mão-de-obra.
Entendo que a criação de micro-empresas e pequenas empresas é um dos indicadores mais evidentes da sustentação econômica de um lugar. Uma evidência é de que os piores resultados neste período ficam com a Espanha, que teve queda de 14,6% no índice, seguida da Irlanda (-7,6%), Estados Unidos (-6,7%) e Japão (-6,2%).
Um alerta importante para o Brasil é que mesmo com o resultado positivo a partir de 2006, o estudo indica que tivemos queda no número de startups entre 2009 e 2010. Nos últimos dois anos pesquisados, o crescimento brasileiro reduziu em 0,7%. As economias com maior aumento no número de empresas iniciantes entre 2009 e 2010 foram Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, com impressionantes, 53,1%, Rússia com não menos admiráveis 22% e China com 20,8%.
Outros dados importantes da pesquisa mostram ainda que somando as economias dos quatro integrantes do BRIC ( Brasil, Rússia, Índia e China) criaram 18% mais novos negócios por ano entre 2006 e 2010, contra 0,4% dos demais países. Já entre 2009 e 2010, a criação de startups entre Brasil, Rússia, Índia e China cresceu 18%, contra 3,3% dos outros países. Entendo que este é um dos principais motivos pelo qual nossas lideranças precisam se mobilizar para aumentar incentivos e orientações para a criação de novas empresas.
Os principais entraves para criação de empresas, conforme o presidente da rede UHY, John Wolfgang, vem dos governos, que deixam passar oportunidades importantes para fazer mais para encorajar o surgimento de startups. Segundo ele, 'Muitos dos entrevistados em nosso estudo destacaram altos impostos e complexa regulamentação trabalhista como barreiras ao crescimento para pequenas empresas', afirma. Quanto ao Brasil, o superintendente da rede UHY, Paulo Moreira, da Moreira Auditores, afirma que o principal dado é a queda na 'mortalidade' das empresas recém-abertas. Em entrevista a BBC Brasil ele disse que 'O Brasil tem criado uma série de facilitadores para as microempresas, como o sistema de tributação Simples e a possibilidade de parcelar o pagamento de impostos. Isso faz com que as empresas consigam durar mais tempo'. No Brasil, os pesquisadores destacam outros entraves importantes, sendo o principal deles o excesso de agentes reguladores, que impõem fiscalizações descabidas e exageradas, criando uma burocracia desnecessária para os empreendedores e que muitas vezes existem somente no Brasil.

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