quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Como não fidelizar um cliente

Lemos, vemos e ouvimos muito sobre a importância de fidelizar clientes e o quanto ações nesta linha impactam positivamente no caixa das empresas. Todavia, sabemos também que a implementação de boas práticas de atendimento, busca da fidelização pelo relacionamento saudável e duradouro com o cliente parecem ainda estar incipientes em muitas empresas. Em alguns momentos é mais fácil mostrar como não fazer e para ilustrar, relato uma situação que ocorreu comigo recentemente.
Chegado o momento de fazer a revisão dos X km do meu carro, agendei a data na central de assistência marca. Em função da época, houve certa demora para obter a agenda e para não piorar agendei numa cidade onde eu ficaria de passagem por termos escritório, mas a 400km de casa. Chegado o dia, chovia torrencialmente e meu sócio que mora na cidade, se ofereceu para me acompanhar, pois estava pensando em trocar de carro, um sedan 4 volumes, ano 2011, ao longo do ano e aproveitaria para dar uma olhada nos veículos da empresa onde eu iria e depois iríamos juntos para o escritório. Ao chegar na concessionária, fui informado que a pessoa responsável por receber o meu carro estava atrasada e eu deveria aguardá-la pois somente ela poderia receber o veículo. Fui então para a loja encontrar o colega que iria olhar os veículos. Após alguns minutos olhando os primeiros carros, recebi a ligação do colega dizendo que não conseguiu entrar no pátio da empresa por ter furado um pneu na rua em frente. Considerando que estava chovendo, estávamos prontos para o trabalho no escritório e ainda que o colega tem 74 anos, perguntei se a oficina não poderia nos auxiliar, trocando o pneu. No início pareceu que fariam o trabalho, mas ao ser comunicado, o chefe da oficina ao saber que o veículo era de outra marca, sugeriu que chamássemos a seguradora. Imaginando que demoraria, decidimos nós mesmos trocar o pneu. Após a troca, voltei para fazer a entrega formal do veículo para revisão, checar as atividades a serem feitas e estando com as roupas molhadas precisamos voltar para a casa do colega antes de seguir ao escritório, desistindo de olhar os veículos.
A história poderia ter sido diferente, não é mesmo? Primeiramente, se foi realizado a agenda com data e horário, alguém deveria estar apto para receber o veículo a ser revisado, ao invés de comprometer a agenda do cliente pelo atraso da responsável. Mas o mais contundente é que ao solicitar o auxílio para a troca de pneu, poderíamos ter sido gentilmente atendidos, convidados a olhar os automóveis disponíveis, conversar com um vendedor, enquanto o pessoal da oficina trocaria o pneu e talvez ainda, avisados pelo vendedor, alguém poderia aproveitar o tempo e fazer a avaliação prospectando a troca do veículo do colega. Proporcionando experiências positivas é que fidelizamos clientes, geramos encantamentos e pessoas dispostas a falarem bem de nossas empresas e produtos para as pessoas de nossas relações, que podem se tornar futuros clientes.
                No fim da tarde meu sócio gentilmente ofereceu carona para buscar o veículo da revisão e o convidei novamente aquela olhada nos veículos em exposição. Chegando lá, enquanto fiz os acertos e ouvi o parecer da revisão, o colega foi para a loja. Curiosamente, a pessoa responsável me explicou que não conseguiram fazer 3 dos 7 serviços combinados, pois uma máquina estava estragada, um técnico de outra faltou e o outro serviço foi esquecido e não era mais possível concluir pois passaria da hora do pessoal sair. Lamentei lembrando que foi difícil agendar e que seria desagradável andar mais de 400km com os 3 problemas não resolvidos. Enquanto ouvia a pessoa me sugerir para voltar na próxima semana (sem noção de distância e tempo), meu colega já havia saído da loja e estava ao meu lado dizendo que os vendedores sugeriram para ele vir outro dia, pois se ele estivesse interessado em olhar mais detalhadamente iria demorar e passaria da hora de saírem.
Assim fica difícil voltar a fazer revisão na mesma concessionária e fica mais difícil ainda ter interesse em trocar para veículos daquela marca, não é mesmo? Este é um exemplo do quanto uma empresa renomada pode ser um exemplo de como não fidelizar os clientes.

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Mentalidade vencedora

      
De tanto ouvir conhecidos, amigos, familiares falarem das pessoas reconhecidamente bem sucedidas, enganosamente, muitos são levados a acreditar que a prosperidade ou o sucesso é determinado por fatores que estão fora do controle de cada um. Há muitos fatos, pesquisas, artigos e livros versando sobre o tema e na última semana tive a satisfação de ler o livro “Singular – o poder de ser diferente”, onde Jacob Pétri e o amigo de longa data, Valdir Bündchen, escrevem sobre “como transformar suas habilidades em ferramentas de sucesso”.
A obra parte do princípio de que no século 20 era mais fácil obter sucesso, se preparando e trabalhando para um emprego numa grande corporação, adequando-se aos moldes tradicionais, mostrando dentro deles um desempenho excelente. Naquela época, quanto mais você se ajustava ao padrão da organização, mais facilmente alcançava posições de destaque, segurança e bons salários. Analisando casos de vários profissionais, empreendedores, grandes líderes e empresas bem sucedidas do momento atual, fica evidente que quanto mais avançamos no século 21, mais o sucesso depende da habilidade de ser único, diferente, singular.
O lugar, a família, o ambiente que nos cerca no início ou para toda vida é parte da contingência, mas não é determinante do destino de ninguém. Analisando a biografia e pesquisando as histórias de pessoas e empresas é possível afirmar que mentalidade adequada para cada situação é muito mais determinante dos resultados, do que os fatores que não podem ser escolhidos como o lugar onde se nasce, a família, ou algum fator pessoal que não pode ser alterado ou determinado. Cada um de nós é responsável pelas nossas escolhas e elas proporcionaram a vida que temos hoje. Quem quer resultados melhores em qualquer dimensão da sua vida precisa avaliar as escolhas que determinam as situações que deseja mudar. As atitudes, o caráter, convicções, crenças, intenções e tudo o que compõe a nossa mentalidade determina nossas ações. Em todos estes muitos pontos podemos agir, mudar e produzir resultados diferentes. O que se chama de destino, como o local, a família e as condições onde e como nascemos, apesar de serem impostas, são apenas parte de um contexto com uma gama de opções nas quais temos liberdade de escolhas, nos dando poder de ação, o que nos permite agir sobre as condições dadas pelo ambiente.
O tipo de reação que cada um de nós tem sobre o que recebeu da vida é um dos principais fatores responsáveis pelos resultados que obtemos. Esta ação é reflexo da nossa mentalidade dominante e é este o principal motivo pelo qual podemos mudar os resultados da nossa vida, pois podemos alterar a maneira como agimos sobre o que está posto no momento para a nossa vida. Para isso é fundamental mudar a nossa mentalidade dominante.
Aqueles que creem que para realizar seus sonhos e desejos precisam ser ajudados pela sorte, nascer num determinado lugar, ou numa família de posses, ou ter inteligência superior, etc., desenvolvem uma mentalidade de impotência e escassez. A dificuldade em acreditar nas suas capacidades bloqueia a autoestima, cria inveja, frustração, ressentimento e inferioriza, gerando uma mentalidade de desculpas, criticismo, vitimização, estresse e autossabotagem.
Uma mentalidade vencedora para 2014 e para o resto de sua vida exige que você se responsabilize pelos seus pensamentos e ações, buscando a solução para os seus problemas por você mesmo, utilizando o seu poder de escolha. Você poderá mudar os resultados de sua vida fazendo-se algumas perguntas diante dos problemas: “O que eu mesmo posso fazer a respeito?”, “Como posso corrigir o que errei para chegar a esta condição?”
Você terá melhores resultados em 2014 se avaliar melhor como reage diante dos desafios da sua vida e procurando assumir a responsabilidade pelos resultados que espera e quer da sua vida!  

                Pense diferente, mude suas atitudes e feliz 2014!

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

O Poder na negociação

2013 está encerrando e ainda tem negociações importantes para fechar? É o caso de muitos profissionais e para estes casos, trago algumas dicas de Sílvia Campos (consultora e escritora), que lembra que ter poder ajuda na negociação, mas quem confundir poder com arrogância, não fará bons negócios.
                Tenha o hábito de levantar algumas informações sobre o cliente antes de negociar. No caso de vender para outras empresas, você encontrará facilmente na internet, muitas informações, mas uma visita rápida à empresa para pegar folhetos e conversar com funcionários também é recomendável. No caso da venda direta ao consumidor, isso acontece na fase de levantamento de necessidades.
                Usar da humildade para influenciar a negociação em geral funciona bem. Substitua os eventuais “o senhor não entendeu” por “ perdão, não expliquei direito este ponto”, e assim por diante. A intenção é passar para o cliente ou prospect a ideia de que ele é inteligente e que é ele quem tem o maior poder na negociação. Você pode estabelecer em sua mente diálogos imaginários para ir treinando como colocar o cliente em uma posição em que ele tenha a percepção de que é o superior na negociação.
                O principal é insistir, pois negociação precisa ser praticada sempre, de várias maneiras, procurando avaliar cada detalhe do seu desempenho e da outra parte, memorizar os pontos que merecem mais atenção, para aplicar de forma melhor na oportunidade seguinte. Negociação é uma habilidade que podemos praticar e exercitar muitas vezes ao dia, de muitas formas, com muitas pessoas diferentes, em casa, ou no trabalho. Finalizando, inspirado em Aristóteles lembro sempre que excelência é alcançada por aquilo que repetidamente fazemos, de uma forma melhor do que a anterior, portanto não é um efeito e sim um hábito que construímos em nós mesmos.

Atendimento é quase tudo!
                Nova pesquisa do Instituto de Estudos e Marketing Industrial (www.iemi.com.br), realizada com 3.300 consumidores em todo o Brasil revela que 51% dos entrevistados disseram que o mais importante durante uma compra é o atendimento. O maior impacto no entanto, é em relação a perda de clientes, pois 76% dos entrevistados responderam que profissionais despreparados os fazem comprar de outra empresa.
                  
Sensibilidade aos preços
Nova pesquisa da Nielsen consultoria (www.br.nielsen.com), divisão de provimento de informações sobre o que o consumidor assiste e compra, aponta a região Sul do Brasil como a mais sensível a preços, em toda a América Latina. Os indicadores socioeconômicos desta região se equivalem parcialmente a realidade de países desenvolvidos, com 40% dos que decidem as compras classificados como classes A e B. Conforme a pesquisa, o consumidor do Sul do Brasil é mais criterioso e mais racional do que a média de toda a área avaliada.
Portanto, para vender bem no Sul do Brasil, é preciso ter profissionais mais bem preparados, com melhores argumentos, com bens e serviços que atendam aos benefícios que foram prometidos pelas propagandas e pela força de vendas.


                Desejo ótimas vendas e um feliz e abençoado Natal a todos!

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Mais resultados no Natal e Fim do Ano

Seguindo no incentivo aos amigos leitores para buscarem mais resultados neste fim do ano, traço aqui mais recomendações para aproveitar melhor esta época de prosperidade para o comércio. Mesmo que seja difícil recuperar eventuais atrasos e tempo perdido ao longo do ano, ainda é possível provocar mudanças para buscar melhores resultados de Natal e Fim de Ano. Então não será agora que você vai sanar os problemas estruturais da empresa e por isso, ao reunir o pessoal para apresentar as propostas, discutir inovações, organizar a equipe para as semanas mais movimentadas que vem por aí, procure dar um feedback destacando as questões positivas do ano que finda e como podem utilizar isso para obterem melhores resultados nos próximos dias.
No desenvolvimento do seu plano para Natal e Ano Novo é preciso que o comércio priorize dois objetivos que são aumentar o tráfego e aumentar o fluxo de clientes e prospects. Para aumentar o tráfego, podem ser utilizados folhetos, vitrine atrativa, mídias de massa, redes sociais, promoções de vendas, e outras ações que façam com que o público alvo do seu negócio, vá até os pontos de venda. Para aumentar o fluxo é preciso criar situações para a maior circulação de pessoas no interior dos pontos de vendas e maior interação com as diferentes categorias de produtos, pois isso vai estimular a compra de itens que não estavam no planejamento inicial do cliente. Sabe-se que até 80% das compras dos brasileiros é por impulso e se você souber explorar bem este fator, comprovará que é na venda por impulso que se constrói o diferencial positivo no caixa. Para vender mais por impulso, além de um “ambiente vendedor”, os profissionais de vendas e de atendimento precisam ser preparados para assessorar a compra do cliente. Fornecendo interação, gerando curiosidade, riqueza de ideias, atratividade e informação, se desperta mais desejo pelo que é oferecido e deixará bons resultados no caixa.
A fachada e a vitrine são as principais mídias do seu ponto de venda neste momento e não esqueça destes importantes fatores, pois é o cartão de visitas da sua empresa. Claro que rever a fachada suja, desbotada, com pouca comunicação, é tão básico quanto colocar bolinhas, luzinhas, guirlandas, árvore, neve e Papai Noel, pois o cliente espera no mínimo isso.
Quanto ao atendimento, prepare o pessoal para não se deixar levar pela correria que se abate em algumas horas do dia e realmente ouvir, o cliente que está na sua frente. Faça perguntas-chave, deixe-o falar e assim poderá oferecer várias coisas que ele desejará. É crucial investir em bom atendimento neste período. Para concentrar o tempo dos seus vendedores na busca de resultados, você pode estruturar um apoio operacional temporário neste período, liberando os profissionais de venda de algumas tarefas de logística e organização.
Não fique esperando o aumento natural das vendas neste período, pois já vi muitas empresas se frustrarem ao descobrir ao final do período, que perderam muitos negócios para os concorrentes que se estruturaram e se organizaram melhor.
No Natal todos esperamos ser encantados com o clima que vai se criando, não é mesmo? Não é isso que chamam “magia do Natal”?  As pessoas vão se contagiando com todos estes estímulos, que vão alterando o modo com que agem costumeiramente. A sua empresa, se quiser vender mais, precisa entrar neste clima, contribuir com o encantamento do cliente ousando com coisas mais lúdicas, divertidas como montar temas diferentes e criar situações engraçadas com eles, provocando interações e momentos marcantes. Você e sua equipe precisam acreditar que ótimos resultados serão alcançados de acordo com o entusiasmo que forem capazes de ter e mostrar, trazendo o Natal para dentro para dentro do seu ponto de vendas e para dentro de cada pessoa da sua empresa.

                Desejo ótimas vendas e um feliz e abençoado Natal a todos!

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Prepare-se melhor para as vendas no Natal

Você, eu, nossas famílias enquanto consumidores e clientes de muitas empresas, admiramos muitos acertos, mas também erros, nesta fase tão esperada pelo comércio do mundo todo, que é o Natal. Cada um de nós poderia fazer uma lista daqueles pontos que nos faz comprar mais, voltar sempre, ou ainda, não mais voltar e ainda avisar os amigos. A partir destas observações e de algumas leituras a respeito, listo a seguir alguns pontos, incluindo alguns baseados na opinião de Raul Candeloro, editor da Venda Mais, a serem observados pelos lojistas, buscando a melhor preparação para esta época de boas vendas.
- Faça um bom planejamento para aproveitar todas as muitas oportunidades que o Natal oferece, deste o momento em que as famílias se preparam e que cada momento é mais cedo;
- Envolva TODA a sua equipe na busca pelo aproveitamento dessas oportunidades;
- Defina claramente as metas de vendas para o Natal, inclusive com metas específicas por linha de produto ou serviço, por profissional, por loja, etc.;
- Procure criar campanhas promocionais com produtos e serviços adicionais que agreguem valor percebido e lucratividade;
- Se nas campanhas for possível acrescentar prêmios que gerem experimentação de novos produtos e serviços, você ainda aproveita para gerar mais possibilidades de vendas e propagação dos seus produtos;
- Crie campanhas internas estimulando a equipe comercial e as equipes de apoio. Não esqueça destes, que na maioria das vezes são chaves do processo e nem todos percebem;
- Estimule a antecipação de compras por parte de clientes, utilizando a criatividade da sua equipe para criar diversas ações. Assim você se antecipa a concorrência e ainda reduz o acúmulo de clientes no mesmo período, o que sempre dificulta o bom atendimento;
- Utilize as mídias sociais e pesquisas por e-mail para detectar rapidamente o que vai vender mais e certifique-se de que a falta de produtos não vai atrapalhar;
- Seja ágil e esteja preparado em termos operacionais e de logística para receber um fluxo maior de clientes, telefonemas, e-mails, pedidos, reclamações, etc.;
- Treine e reforce a equipe para receber um fluxo maior de clientes, telefonemas, e-mails, pedidos, reclamações, etc.;
- Crie e distribua para os clientes mais fiéis e com maior potencial, um vale-compras ou vale-desconto para estimular compras futuras e recompras. Você sabe que uma parte dos clientes só compra da sua loja neste período e é o melhor momento para estimular o aumento da frequência;
- Dê e faça ofertas especiais e tratamento VIP a quem JÁ É cliente. Quem já é seu cliente espera ser tratado de forma especial, principalmente neste momento em que há um acúmulo de clientes na empresa e muitos deles eventuais;
- Cadastre os clientes novos para contatos futuros e pós-venda. É preciso investir um pouco de tempo de sua equipe agora, para colher depois, então, o cadastro precisa ter informações corretas e completas para os futuros contatos;
- Prepare a equipe para fazer o pós-venda e construir relacionamentos. Será fundamental para melhorar o desempenho nos meses seguintes, onde normalmente reduz o movimento;
- Alinhe-se a uma causa social (responsabilidade social), mas atenção, a uma, para dar foco e que a sua contribuição traga resultados para a causa e para a sua empresa.
Finalizando, com este check-list como referência, você pode acelerar os preparativos para os negócios do Natal. Quais as primeiras 3 ações que você pode fazer de prático e objetivo – agora – para ter certeza de aproveitar melhor as oportunidades de vendas no Natal?
Se a lista estiver grande para você, prefira alguns itens como prioritários, convide a sua equipe e mãos a obra!

                Desejo ótimas vendas e um feliz e abençoado Natal a todos!

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Respeito ao cliente e confiança nos serviços

                Falamos tanto em respeito ao cliente, que nos dias de hoje, com a legislação e principalmente com a concorrência crescente, não deveria mais ter questões a resolver neste aspecto e o mesmo vale em relação a busca pela confiança do cliente. Todavia, há ainda aqueles esquecem tudo isso e mais um pouco, e seguem complicando a vida dos clientes, ignorando que assim, a vida dos seus negócios está ameaçada.
                Quem viaja semanalmente, passando dias fora de casa e em cidades diferentes, sabe o quanto é importante ao final do dia, e no meu caso sempre no final da noite, após aulas, ou palestras, encontrar o hotel que foi reservado, com tudo organizado conforme o combinado. Há cerca de dois anos, numa noite de inverno, chuvosa, após a aula da noite, cheguei no hotel que havia reservado, onde me hospedo há anos, numa determinada cidade e para minha surpresa o atendente me informou que pensaram que pela hora, eu não iria e como haviam clientes solicitando, anularam a minha reserva e ocuparam a vaga. Com muita chuva, frio e já bastante cansado, mesmo com compromissos naquela cidade no primeiro horário do outro dia, tive que me deslocar até a cidade vizinha para poder passar a noite. Após este episódio, minha equipe tem confirmado no dia da hospedagem, a reserva feita no início da semana, ou na semana anterior, ou seja, criamos uma rotina para assegurar uma noite tranquila. No entanto, parece que não há organização ou rotina que consiga superar falta de respeito, ética, consciência e o mínimo de responsabilidade de algumas pessoas. Na semana que passou, fiz várias reservas para a semana, já na segunda-feira pela manhã. No início da tarde de quinta-feira, após sair de um compromisso, vi várias chamadas no celular do mesmo número e retornei logo para ver o que seria. Era do hotel reservado para aquela noite, perguntando se eu realmente confirmava a reserva, pois havia uma lista de espera. Lembrei a pessoa que eu já havia me hospedado lá outras vezes, que era professor no campus local da universidade e que após a aula, eu faria o check in. Sem saber disso, no fim da tarde, seguindo a rotina, uma pessoa da minha equipe, ligou confirmando novamente a reserva em meu nome. Segui a agenda concorrida daquele dia viajando, atendo orientandos, ministrando as aulas e ao fim da noite, ao abrir a pasta vi que durante as aulas houveram chamadas no telefone. Devido ao avançado da hora, decidi ir para o hotel, que fica em frente ao campus da universidade e retornar as ligações a partir de lá. Chegando ao hotel, o incrível aconteceu! O proprietário do hotel, que me ligou a tarde, estava bem sentado na recepção, tomando vinho e assistindo a TV e quando me apresentei solicitando minha reserva, ele teve a capacidade de dizer que me ligou durante a aula e que como eu não atendi, ele passou a vaga adiante, pensando que eu não iria mais!! Como assim? Faço reserva no início da semana, ele liga no início da tarde, eu confirmo, o pessoal do escritório confirma novamente no fim da tarde e porque eu não interrompi a aula para atender o telefone, fazendo a terceira confirmação do dia para a vaga ele a cancela, passando para outro?? Onde está o respeito com o cliente, queridos leitores? E o bom senso? Sim, pergunto sobre respeito e bom senso pois, sendo atitudes razoáveis para qualquer ser humano, este problema já não deveria ter ocorrido! Para um empresário então, um mínimo de responsabilidade e profissionalismo também deveriam ser suficientes para que esta irracionalidade não ocorresse.
É por estas e outras situações a que eu, você e todos que somos consumidores de bens e serviços de diversos ramos e diversos lugares, estamos expostos, que é preciso prestigiar mais aquelas empresas que são capazes de nos respeitar, com cordialidade, profissionalismo, responsabilidade. Assim é possível um relacionamento honesto, saudável, duradouro e de confiança, que possa gerar fidelidade do cliente, indicações de novos clientes e disposição para pagar o preço considerado justo pelo que a empresa entrega.

                 Um abraço e o desejo de ótimos negócios a todos!

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Aprender é mudar posturas


“Aprender é mudar posturas”, já dizia Platão. Criatividade também se aprende, mudando posturas como dizia Platão, ou mudando o modo de pensar e é o que compartilho hoje com os amigos leitores.
Criatividade se aprender.
Em 17 de novembro comemorou-se o Dia Internacional da Criatividade e aproveito para falar um pouco desta riqueza que precisamos fazer prosperar em nós mesmos e em nossas equipes. A criatividade é inerente ao ser humano que desenvolve ao longo da vida e de diferentes formas, o seu potencial criativo, independente da condição de vida.
Algumas pessoas tendem equivocadamente considerar a criatividade um dom, ou atributo de pessoas especiais, mas a verdade é que todos somos criativos, principalmente considerando a capacidade de associar e combinar conhecimentos e entendimentos adquiridos para obter determinado resultado, que atenda uma necessidade que surge. Criar, de um modo geral significa fazer existir e com maior potencial criativo, podemos gerar melhorias e inovações valiosas para nossas vidas e nossas organizações.
A criatividade está relacionada aos aspectos mais espontâneos do ser, por isso, precisamos estimular a espontaneidade, a ousadia e a imaginação, para buscar soluções mais criativas na vida e no trabalho. Rodolfo Pereira Filho, organizador do livro “Criatividade e Modelos Mentais” prega que os modelos mentais que cada um de nós constrói dificultam formas de pensar e agir diferente e isso inibe o surgimento de soluções criativas. Para Hutchens (2001) modelos mentais são as crenças, imagens e pressupostos profundamente arraigados que temos sobre nós mesmos, nosso mundo, nossas organizações e como nos encaixamos neles. Pereira Filho et al (2005) defendem que estes modelos mentais muitas vezes dificultam a espontaneidade, a ousadia, o entendimento mais amplo das situações, por gerar filtros pelos quais o que ocorre é entendido de uma determinada forma, relativizando a realidade e a verdade ao nosso redor.
Todos nós temos modelos mentais e isso deveria possibilitar uma auto-reflexão constante sobre o que escolhemos para guiar nossas ações e pensamentos. Estes modelos mentais determinam como e o que cada um de nós vê em cada situação. Assim, Hutchens, os modelos mentais afetam nossa criatividade por guiar a forma como pensamos e agimos, nos levando a tratar inferências, ou especulações, como fatos. Para os autores citados, esta forma como pensamos influencia os resultados do que colhemos, e ainda, reforçam as consequências, gerando em todos nós, bloqueios que nos limitam significativamente.
É célebre a frase de Lord Thomas Dewar “A mente é como um pára-quedas: só funciona quando aberta.” E é assim, que podemos nos preparar, as nossas equipes e a nossos filhos, para sermos mais criativos. Nossas empresas e nossas vidas precisam de mais criatividade e por isso precisamos pensar diferente, sem conceitos pré-estabelecidos sobre tanta coisa, pois ao buscar soluções, precisamos de imaginação sem barreiras, para que muitas possibilidades possam surgir.
É preciso ter ambientes e climas inspiradores para termos criatividade em grupo. Individualmente é importante conversarmos com pessoas criativas e interessantes, mas também com muitas pessoas diferentes e de locais, culturas e formações diferentes das nossas. Andar por ruas, locais e cidades diferentes também estimula nosso potencial criativo. Evitar ao máximo manter rotinas, desde horários, a locais e formas, contribui com o aumento do potencial criativo, assim como a redefinição periódica da organização da casa, do lay-out da loja, do escritório, bem como andar com automóveis diferentes, saborear comidas e bebidas diferentes, enfim, ao estimular seu cérebro sendo e fazendo diferente, você vai potencializando o pensamento criativo.

Muito mais criatividade para você, um abraço e até a próxima semana!








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