quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Liderança e gestão contemporânea

Ao observar as organizações ao nosso redor, vemos muitas formas de liderar e gerir e também um grande esforço de quem pesquisa e estuda o setor, para identificar, compartilhar e auxiliar na profissionalização da gestão e por consequência na melhoria da competitividade das organizações em nosso meio. A partir das leituras do momento, aponto de forma muito sucinta, devido ao espaço, pontos que precisamos priorizar no dia-a-dia como gestores:
Estimular a equipe a fazer melhor – Todos as pessoas da organização devem se preocupar com a satisfação do consumidor. Se executivos de mega empresas como a Luiza Trajano, da Magazine Luiza, afirmam responder pessoalmente os e-mails mais graves, porque você deveria deixar para outros resolverem as questões mais relevantes sobre o cliente? É necessário estimular a equipe para que todos estejam comprometidos com a cultura de atenção ao cliente e para que isso seja disseminado a ponto de um colega auxiliar o outro no melhor atendimento ao anseio do cliente, como um esforço diário.
Identificar reclamações em todas as plataformas possíveis Caixa de sugestões, pesquisas de satisfação, Facebook, Twitter, Google+, Instagram, Chats, Reclame Aqui, 0800, SAC, dentre outros, devem ser monitorados o tempo todo, para que a organização possa agir o mais rápido possível nos encaminhamentos. É preciso lembrar que atualmente o cliente escolhe o canal, a hora e o dia em que quer se comunicar com a empresa, e muitas vezes não é no horário de expediente. É importante estar presente em todos os canais, para cuidar bem do seu cliente e não ter surpresas desagradáveis, como por exemplo, um terceiro lhe informar que circulam comentários a respeito de sua empresa e que os mesmos deveriam ser respondidos. Mesmo ao receber elogios ao produto ou a empresa, é preciso agir respondendo rapidamente e copiando a mensagem para utilizar em motivações internas ou em promoções externas. As queixas devem ser resolvidas de maneira rápida, eficiente e preferencialmente com alguma compensação, se o cliente ficou com a sensação de que teve algum prejuízo.
Prefira investir seu tempo em inovações – Quem investe em inovação, precisará de menos tempo para resolver reclamações. Há empresas como Netshoes, Cielo e outras que procuram fazer de tudo para que os clientes não precisem ligar para eles, buscando fazer um grande trabalho para que o cliente fique satisfeito com a experiência da compra desde o primeiro contato. O tempo evitado com atendimento de dúvidas, reclamações e outros, pode ser investido na conquista de novos clientes.
Disponha-se a escutar o que não gosta – Nem sempre uma pessoa que assume um cargo de gestão está bem preparada para tal. É preciso que os gestores estejam atentos às informações passadas por seus subordinados, mas normalmente, as pessoas não gostam de relatar determinados problemas ao escalão. Executivos experientes dizem que para crescer numa organização é preciso ver como o cliente está sendo atendido pessoalmente e verificar quais problemas os subordinados não gostam de relatar.
A central de atendimento precisa ser própria – Embora há muitas empresas terceirizando inclusive a central de atendimento, esta prática não é adequada no que tange ao estímulo à equipe, além de deixar os novos processos e ideias mais lentos. Todos precisam “se incomodar” com os processos internos ainda não resolvidos, quando o um cliente reclama da empresa.
Disseminar o otimismo É fundamental ser um otimista responsável, pois se dentro do mesmo segmento, em localização geográfica semelhante, há empresas que possuem desempenho melhor que as outras, é evidencia suficiente de que a liderança influencia mais no desempenho do que os governos, os tributos, o clima, a população, etc.
                A manutenção dos clientes atuais de forma que estes tragam mais clientes, a visão estratégica de longo prazo, a sensibilidade ao mundo ao seu redor, a valorização das novas ideias, o alinhamento das iniciativas atuais e futuras com os objetivos de longo prazo precisam ser acrescentadas aos pontos abordados, para termos organizações prósperas e com vida longa.

                Um abraço a todos e até a próxima!

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Mais transformações no varejo

O comportamento do consumidor há muito vem provocando transformações no varejo, mas a evolução da tecnologia da informação vem provocando uma onda impressionante de mudanças em favor de mais benefícios ao consumidor e de maior competitividade para as lojas.
                Temos um cliente que independente da idade, renda, local de residência, busca cada vez mais informações sobre produtos, empresas, preços, e muitas vezes dentro da sua própria loja. Por outro lado, as próprias lojas, com maior uso da tecnologia tem contribuído sobremaneira para conhecer melhor o cliente, garantir melhores relacionamentos, mais vendas e mais valor percebido. Este conjunto aponta a necessidade de um grande número de negócios se reinventarem.
                Muitas destas mudanças além do fato do consumidor estar cada vez mais conectado, são motivadas pela transformação demográfica da população brasileira. A redução drástica no número de nascimentos e a maior longevidade, mostra um envelhecendo médio acelerado da população. Muitas parcelas da população fazem parte do grupo que hoje está no auge do uso da internet e da mobilidade. Essa mudança, gera uma grande necessidade de ampliar, qualificar e fortalecer os pontos de contato com o consumidor.
                Temos na integração do mundo on-line e do off-line, na proliferação rápida das redes sociais, na mobilidade, na personalização e na desintermediação, uma transformação na relação entre clientes e empresas. O e-commerce parece intrigar mais gente, mas é só a ponta do iceberg. Os executivos do varejo precisam aprimorar a visão de longo prazo e adaptar os negócios de forma mais rápida, para não sucumbirem diante da concorrência que está mais atenta e mais ágil.
                Vendedores munidos de tables para mostrar opções que estejam no estoque, ou em outras filiais, ou ainda do que está encomendado e por vir, assim como lojas do varejo físico entregando as compras em casa, dispositivos para interatividade do cliente com a loja e produtos, são situações cada vez mais frequentes e responsáveis por aumentos significativos na fidelidade, no relacionamento e consequentemente nas vendas. As redes sociais tem sido outro ponto crítico da estratégia de transformação do varejo. Quem tem um bom produto, boa estrutura, bons serviços, tem cada vez mais o consumidor como seu promotor, por outro lado, para quem tem mau atendimento, falta ética, comete falhas graves, tem o consumidor como algoz, buscando relatar para uma grande número de pessoas as situações desagradáveis pelas quais passou. Pesquisas mostram que mais de 80% das pessoas das gerações Y e Z, acredita que deve compartilhar a satisfação, as boas experiências com empresas, produtos e suas marcas para amigos, família e colegas, usando redes sociais e os contatos físicos. O resultado disso é que muitas empresas já contabilizam bom incremento no faturamento, utilizando bem as redes sociais.
                As possibilidades dos mais diversos serviços móveis, aumento da conveniência, facilidades, proximidade, seguem aumentado, o que amplia a necessidade de atenção das empresas e impacta diretamente na cadeia de fornecimento e na logística. O consumidor moderno quer o melhor, quer agora, pelo menor preço possível, o que gera uma sensação de imediatismo para quase tudo. 
                A necessidade de inovação pode ser um grande desafio para a mente de muitos gestores, porém, estes desafios quando bem aproveitados podem produzir bons resultados para todos. As empresas que oferecerem soluções para economizar o tempo das pessoas, podem ganhar muito dinheiro, no entanto, quem não souber fazer isso estará “fora do jogo”.  Os gestores, principalmente do varejo, precisam lembrar da máxima do evolucionista Charles Darwin que dizia que sobrevive mais não os mais fortes, nem os mais rápidos, e sim aqueles que melhor se adaptam.

                Desejando que você adapte seu negócio ao melhor para seu cliente e que ele retribua prosperidade para seu negocio, um abraço a todos e até a próxima!

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Lidando com um adversário no trabalho

Como existem conflitos não é mesmo? Havendo algumas pessoas reunidas por algum interesse, não demora a surgir algum conflito. Mesmo que o ambiente seja familiar, empresarial, social, religioso, enfim, o conflito é inevitável em algum momento. Alexandre Prates, é um autor que fala do assunto e segundo ele, “os conflitos surgem por um simples motivo: as pessoas possuem valores diferentes, logo, o que é importante para um, não é importante para outro. O que me incomoda, não incomoda o outro. E, nesse contexto, as desavenças ocorrem a todo o instante, pois eu, assim como você, quero preservar os meus valores, aquilo que eu não abro mão.”
                Mais importante do que saber que o conflito estará presente em todos os grupos, é compreender que o problema não está no conflito e, sim, na consequência gerada por ele. É preciso saber que se discutir com você, debater ideias, depois é possível sair juntos para almoçar. O debate de ideias é saudável, no entanto, a maioria das pessoas, quando questionadas, contrariadas, tem a sua vaidade ferida e tende a atacar para se defender. Alguns relutam a reconhecer que a ideia do outro é melhor, pois não querem perder a razão, ou não querem arriscar o status que acham que tem. Outros, por receio de perder uma posição ou promoção, criam atritos para diminuir a reputação de colegas que eventualmente poderiam gerar alguma sombra ou comparação.
                Neste contexto, criar um adversário no trabalho, muitas vezes é rápido. O autor citado nos lembra algumas dicas, de como lidar com este adversário:
permita-me lhe trazer algumas dicas para lidar com esse incômodo:
1. Saiba que ter adversários é normal - Se você não tem adversários é por que não está fazendo o seu trabalho direito. Vários autores têm pregado que quando as pessoas se incomodam conosco, é sinal de que estamos nos destacando. Mas, entenda bem que estamos falando de resultados, de entrega, de comprometimento e não de destaque por comportamentos inadequados, ou seja, bajular o chefe, vestir roupas extravagantes, extrapolar nas brincadeiras, etc. Se você é bom, vai se destacar e, quando isso acontecer, terá adversários.
2. Fortaleça a sua reputação - A reputação é o maior patrimônio de cada pessoa, como quem contribui com as pessoas, preserva a sua imagem, não entra em fofocas e, principalmente, faz o seu trabalho de forma extraordinária. Amplie a percepção de valor que as pessoas enxergam em você, caso deseje que seu valor percebido, é pouco no seu entendimento.
3. Entregue resultados - Eles podem te protegem, pois comprovam o tamanho da sua competência. Se você é um grande vendedor, vai ter muitos adversários, mas jamais conseguirão fazer nada contra você. Quem tem resultado e apresenta-os nos locais certos e adequados, tem credibilidade.
4. Seja firme e verdadeiro – O seu adversário pode ser falso, desonesto, dissimulado, isso não importa. Se você agir igual, dará armas para que ele use contra você. Se ele fez uma fofoca a seu respeito, chame-o e esclareça imediatamente. Se ele mente, fale sempre a verdade. As pessoas sempre ficam perto de quem fala a verdade. Se ele não parar, chame-o para uma reunião, não esqueça de convidar o seu superior, e apresente o que está acontecendo com muita calma e serenidade.
5. Não se desespere - Lembre-se, você está certo! O sucesso está sempre ao lado de quem faz as coisas certas. Sei que a vontade, muitas vezes, é gritar, brigar, mas isso não ajudará. Coloque a pessoa no seu devido lugar e da melhor forma que você pode fazer: com sabedoria! Nenhum adversário ou inimigo resiste a ser colocado no seu lugar.
Sucesso!

Um abraço a todos e até a próxima!

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Proatividade na prática

Você se considera proativo? Ao analisar muitos curriculuns profissionais e acadêmico, é possível observar que muitas pessoas inserem em seus curriculuns esta qualidade, que é imprescindível para bom profissional. Todavia, ao fazer as entrevistas com alguns, constata-se que muitas pessoas não sabem o real significado de ser proativo, ou não tem um bom autoconhecimento. Por exemplo, ser proativo é bem diferente de ser reativo e em nada tem a ver com a passividade com que alguns encaram as situações que a vida impõe.
               Uma pessoa proativa se caracteriza por antecipar soluções para evitar possíveis problemas futuros, bem como desenvolve ações antes de ser cobrado para que seja feito. A proatividade também implica num comportamento onde a pessoa se responsabiliza por suas próprias escolhas, sabendo que está colhendo o que de alguma forma plantou no passado e que para ter dias melhores, precisa mudar hoje o que está fazendo em relação aos pontos em que pretende que sua vida seja melhor.
                A leitura do meio em que vive e do ambiente em que trabalha, aponta para quais situações futuras? Uma pessoa proativa faz esta leitura e se prepara, se antecipando a estas possíveis situações, visando tirar o melhor proveito para sua vida pessoal e profissional. Desta forma, uma pessoa proativa acaba sendo vista como ágil, inteligente, produtiva e otimista.
                Não pode se considerar proativo uma pessoa que apenas reage diante do que surge na sua vida como aqueles que passam “apagando incêndios” na vida pessoal e profissional, aqueles que frequentemente culpam os outros pelas coisas que não deram certo, ou que não gostam na sua vida, ou ainda, que ficam esperando por resultados melhores no futuro, sem mudar nada no seu presente. Ser reativo, é melhor do que ser passivo, claro, mas é preciso muito mais para se considerar proativo.
                Os gestores preferem os proativos, porque são pessoas que estão sempre em busca de soluções e estes são muito melhores de se trabalhar, do que aqueles que estão frequentemente trazendo problemas para os gestores solucionarem. Os proativos não precisam ser tão cobrados, pois eles buscam propostas antes que o gestor lhes cobre uma solução e eles também são preferidos, porque os reativos ficam esperando que o gestor esqueça e ao invés de buscar solução, preocupam-se mais com os argumentos que vão utilizar, quando forem cobrados pelo gestor. Assim, um empregado proativo é mais valorizado porque é mais comprometido com a busca de soluções. Uma pessoa passiva fica impressionada com os incidentes e no máximo dispara o velho “Viu? Eu avisei!”, enquanto uma pessoa reativa sai correndo para acudir e depois busca algum culpado pelo incidente. Já um proativo busca sinais de possíveis incidentes e providencia a solução de problemas que poderão ocorrer e quando vislumbra situações positivas pela frente, desenvolve ações para aproveitar melhor os resultados.
                Ser proativo requer mais esforço constante, ficando atento aos sinais do que pode ocorrer, tanto positiva, quanto negativamente. Todavia, esta postura evita esforços e stress quando as coisas ocorrem e precisam ser aproveitadas ou evitadas de forma rápida e eficiente.  Assim, convido vocês amigos leitores para uma reflexão sobre a sua proatividade, observando quantas vezes fica passivo diante das situações, quantas vezes reage e até precipitadamente, ou buscando em outros a responsabilidade pelo que acontece e enfim, quantas são as situações nas quais há uma antecipação, permitindo maior planejamento e aproveitamento, ou evitando problemas para si e para os outros.
                Para quem gostou e quer aprofundar os conhecimentos, faço algumas sugestões de leituras como os livros “Seja a pessoa certa no lugar certo”, de Eduardo Ferraz, “Atitude”, de Justin Heral e “Se tiver pressa ande devagar”, de Lothar Seiwert.

                A propósito, reflita sobre a sua proatividade e veja se deves incluir, manter ou excluir do seu curriculum, a proatividade como uma das suas virtudes! Um abraço e até a próxima!

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Aumentar a sua produtividade

                As horas do dia seguem as mesmas, mas a cada semana parece que temos mais compromissos. Aumentar a produtividade e aproveitar melhor o tempo, é um desafio para um número cada vez maior de pessoas. Para melhorar a minha produtividade, busco saber o que especialistas em gestão do tempo nos sugerem. É fato que nossa produção diária é totalmente relacionada aos hábitos que cultivamos. Encontrei no site Lifehack uma lista de sugestões do que deve-se EVITAR para aumentar a produtividade e compartilho uma síntese com os amigos:
- Dizer "sim" para tudo – quem tem este hábito precisa repensar imediatamente. Pessoas como seu chefe, seu cônjuge e seus amigos devem ter prioridade, mas tem muitos outros que você pode escolher dizer "não". Assim, você administra melhor o tempo e só se envolve com coisas realmente importantes para você.
- Fazer tudo sozinho – Querendo ser um super-humano e tentando fazer tudo sozinho muita gente falha. Delegar tarefas é difícil, mas é muito importante para aumentar a sua produtividade, liberando seu tempo para as coisas em que as suas habilidades são fundamentais.
- Checar seu e-mail e redes sociais a toda hora – pouca gente um cronograma para ler e responder e-mail e mensagens das redes sociais. Acessar as contas de acordo com a vontade pode fazer com que se gaste em poucos minutos aqui e ali, um tempo precioso. Separe dois ou três momentos do dia e só acessar nestes horários é uma ótima dica.
- Tentar ser perfeito – Não somos perfeitos e nem devemos tentar ser. Um estudo publicado pela University Affairs mostrou que professores que eram perfeccionistas tinham a produtividade mais baixa que a daqueles que aceitavam seus erros. Muitas vezes o que é apenas bom para você já é excelente para os outros, e é o suficiente.
- Ficar ocupado o tempo todo - Um estudo de Harvard e outras evidências científicas mostraram que passar um tempo sozinho é mais importante do que você imagina. Intitulado The Power of Lonely (O Poder da Solidão, tradução livre), o estudo sugere que se ocupando menos você pode conseguir momentos de introspecção, que são necessários para realmente conhecer a si mesmo e se tornar um sucesso.
- Dizer "eu não posso"Esta expressão te leva ao fracasso, pois é preciso parar de se impor obstáculos para pensar que você pode e que fará algo. Para se livrar de um hábito como parar de fumar, por exemplo, não diga que você não pode fumar, e sim que você não fuma. Assim, suas chances serão bem maiores, pois acreditar no nosso potencial tem um impacto muito positivo na produtividade diária.
- Fazer várias coisas ao mesmo tempo - Nossa cultura tem encarado o “multitarefas”como algo normal, mas a ciência já provou que fazer várias coisas ao mesmo tempo só divide a atenção e a eficiência, fazendo a qualidade cair. Focar-se em uma tarefa de cada vez dará mais agilidade, qualidade e produtividade. 
- Ser pessimista – Um pouco de pessimismo pode ser compreensível diante de várias situações, mas muito pessimismo apenas limita seu estilo e o impede de alcançar objetivos e sucesso. Todavia, apenas "parar" de ser pessimista exige uma mudança comportamental demorada, por isso, um pessimista deve tentar um dia de cada vez e com o tempo mudará sua rotina, com a níveis de produtividade muito mais altos.
- Ignorar o cansaço - Todo mundo possui uma queda natural na produtividade depois praticar a mesma atividade entre 90 e 120 minutos. Especialistas afirmam que faz parte do ciclo ultradiano, que altera nosso estado entre alerta e sonolência durante todo o dia e não deve ser ignorado. Em vez de tentar combater seu cansaço mental, faça um intervalo e recarregue as energias. Uma pequena pausa entre atividades dará mais energia, criatividade e foco.

                Certamente quem precisa ocupar o tempo e/ou ter mais produtividade precisa deixar de fazer algumas coisas e espero que assim, os amigos leitores possam ser mais produtivos e felizes! Um abraço a todos e até a próxima!

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Crie ambientes produtivos com otimismo

                Cada vez mais pesquisas mostram que ambientes onde há pessoas felizes, alegres, de bem com a vida, há mais produtividade. Também é importante salientar que o otimismo não deve estar restrito ao emprego, afinal, os pesquisadores identificaram que viver com mais otimismos é como escolhem viver aqueles que acreditam que mudar é possível e necessário.
                Lembrei de um texto do consultor  Ozinil Martins de Souza, onde prega que encarar a vida com otimismo significa ter projetos e metas estabelecidas a cada etapa da vida, inclusive no trabalho. Conduzir esses objetivos, comemorar cada vitória, por mais simples que seja, se envolver em atividades voluntárias e construir a partir de um sonho são atitudes típicas de pessoas otimistas.” Todavia, é preciso muita atenção nestes assuntos, pois ser otimista demais pode ser prejudicial para o indivíduo e as organizações ao seu redor, pois quem só vê o lado bom em tudo acaba por fugir da realidade. O melhor é buscar o equilíbrio entre realidade e confiança, pois assim, há melhores condições de encarar o futuro.
                Convido aos amigos leitores para atentarem aos ambientes em que trabalham e também nos ambientes de trabalho de suas equipes, quando for o caso. Tenho certeza que observarão pontos em que podem contribuir para transformá-los em fortes aliados ao otimismo das pessoas. Os empregados podem ser estimulados a chegar ao trabalho com mais alegria e assim contagiar os colegas e os seus superiores, que por sua vez os contagiarão com o retorno de um bom clima de trabalho. É preciso criar definitivamente o hábito de cumprimentar os outros com alegria e satisfação, assim como o hábito de  ficar a disposição para ajudar tanto os colegas, sejam eles novos ou mais experientes, além de evitar de todas as formas, participar de fofocas. Outro estímulo importante para a equipe é sobre as notícias que circulam, pois faz bem para a imagem do indivíduo e para o clima de trabalho, comentar notícias positivas. Com boas notícias é possível ajudar as pessoas a formar opiniões críticas sobre assuntos que, às vezes, lhes são desconhecidos. Comentar longa e repetidamente sobre acidentes, mortes, doenças, crises e outros além de criar um clima depressivo e antiprodutivo, cria sobre o iniciador dos comentários uma aura de pessimismo que atrapalha a sua imagem diante do grupo.
                Quem ocupa um cargo de coordenação, gerência ou chefia, pode contribuir bastante com a melhoria do ambiente de trabalho gerando mais descontração. Restringir as regras mais rígidas, para as questões mais importantes e propiciar mais respeito às individualidades também é muito importante para melhorar a produtividade com otimismo. Outra atitude importante de quem lidera é aumentar o seu grau de envolvimento com o que acontece na equipe e na empresa, buscando fazer menos cobranças e reconhecendo com mais elogios, os que merecem.
                A estrutura física do ambiente também pode contribuir significativamente com o otimismo e por isso, avaliar bem as cores deste espaço, quer seja das paredes, dos móveis ou da decoração é fundamental! A disposição e o tipo de mobiliário também influencia bastante e podem ser revistas tanto por quem está disposto a investir, quanto por quem não quer investir, mas quer melhorar a descontração do local, tornando-o mais produtivo, pois muitas vezes um rearranjo, uma reutilização, podem alterar positivamente o sentimento de estar ali. Atualmente, os escritórios e demais ambientes de trabalho das empresas prósperas e que ganham rápida notoriedade são alvos de estudos e há muito o que se aprender com estes espaços. Coordenando cores, iluminação, aromas, mobiliário, conforto, descontração, praticidade, dimensões dos espaços, com possibilidades das pessoas terem individualidade e trabalhar melhor coletivamente, alcançam-se resultados impressionantes. Já é comum vermos nas empresas destaques em produtividade, mais cores vivas, espaços para leituras, espaços para jogos, espaços para um café especial com os colegas, espaços para acomodar-se em poltronas, pufs e trocar uma ideia, ou mesmo construir individualmente uma ideia que está difícil de ser gerada nos espaços convencionais da empresa, enfim, ambientes mais confortáveis e mais descontraídos.
                Finalizando, trabalhar e viver com mais alegria, respeitando compromissos assumidos, sem  abdicar das responsabilidades e com bons estímulos, fazendo com que todos saibam o quanto são responsáveis pelo que acontece, ajuda a construir lares melhores, organizações melhores, com pessoas mais positivas e produtivas.

                Um abraço a todos e até a próxima!

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Dar e receber feedback

                Várias vezes por dia damos e recebemos feedback e mesmo que a maioria deles seja de maneira informal, é preciso aprimorarmos nossas habilidades. Dar e receber feedback é fundamental para a manutenção e a melhoria das nossas relações interpessoais, que interferem em muitas situações de nossa vida pessoal e profissional. Assim, precisamos sempre avaliar até que ponto sabemos dar e receber feedback, pois é uma ferramenta cada vez mais importante no mundo empresarial.
               A partir da literatura e dos diversos conceitos de feedback podemos defini-lo como o processo de comunicação em que uma pessoa fala sobre o desempenho da outra, buscando apontar aspectos positivos e aspectos a melhorar. É mais comum no âmbito profissional, porém, no âmbito pessoal também é comum amigos, casais, familiares, darem e receberem feedback sobre suas relações e expectativas em relação ao outro. Apesar de muita gente pensar que o feedback é só para corrigir algumas situações, este é um entendimento equivocado, pois a intenção é sempre dar um retorno para a pessoa, sobre seus comportamentos e ações. Então, se estivermos gostando e não há do que reclamar, é preciso dar um bom elogio e expressar para a outra pessoa este sentimento, para que haja um aumento da confiança, para que a pessoa se sinta segura e entenda que está no caminho certo e esperado por você.
                Não há um tempo certo para dar um feedback, pois quanto mais constante, melhor, tanto para a organização como para a pessoa que recebe. Sendo assim, nas organizações e na nossa vida pessoal, é preciso aprimorar continuamente nossas habilidades neste sentido, pois não é todo mundo que consegue dar um bom feedback de forma a motivar a pessoa que ouve e principalmente possibilitando-a tornar-se ainda melhor. Um feedback feito de forma inadequada ou errada pode criar muitas dificuldades para a vida da outra pessoa, podendo deixá-la com traumas tanto sobre feedback, quanto sobre os aspectos que foram apontados sobre ela. Um dos pontos chaves é construir um bom relacionamento com a pessoa que irá receber o feedback. A confiança é outro ponto chave para que a pessoa possa receber e realmente aprimorar os aspectos apontados na avaliação de desempenho passada.
                Um feedback que não deixa marcas ruins em quem recebe será visto como um presente, mesmo quando a lista de fatores a melhorar for grande. Nada melhor do que saber quais são os seus pontos fortes e fracos, por alguém que se mostra disposto a te auxiliar e te compreende, pois são poucas as pessoas que estão dispostas a fazer isso por nós. Precisamos aprimorar o entendimento de que estas pessoas só fazem isso por nós, porque querem ver o outro melhor e por realmente se importarem conosco.
                Ao dar e receber feedback é preciso separar bem os comportamentos pessoais, da constituição e personalidade da pessoa em si. Por isso, temos que dar retorno sobre os comportamentos, nunca sobre a pessoa. Muitas pessoas de gerações passadas não aceitavam bem este tipo de situação e é por isso que muitos têm dificuldade de evoluir, limitando-se ao seu próprio entendimento e percepção sobre o seu comportamento. A boa notícia é que as novas gerações têm mais pessoas entendendo a importância de saber se o seu desempenho está satisfatório e também, mais dispostas a conversar com as pessoas próximas orientando frequentemente, o que é preciso melhorar nos outros.
                Ao dar e receber feedback, ambas as partes precisam ter em mente de que estão fazendo uso de uma excelente ferramenta de motivação e de melhoria das relações, nunca, uma ação destrutiva intencional ou não. Por isso, ao falar sobre os pontos a melhorar temos que ressaltar os muitos outros pontos positivos que a pessoa possui e que juntos poderiam transformar em um profissional ou pessoa ainda melhor.
                Finalizando, é preciso lembrar que as pessoas ao seu redor, tanto colegas de trabalho, superiores ou subordinados, quanto familiares ascendentes ou descendentes estão ansiosos por novidades, por saber como podem ser melhor nas suas relações, no seu trabalho. Então, aproveite os  momentos e dê bons feedbacks que auxiliarão muito nas suas relações e no seu trabalho!

                Um abraço a todos e até a próxima!
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