quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

A Confiança

Muitas vezes repeti em aulas, palestras, textos que “a confiança é a base dos relacionamentos”. Sendo os relacionamentos os propulsores de muito do que vivemos, precisamos entender o quanto a confiança impacta na vida de cada um, mas também em nossos negócios e na nossa sociedade. Estimulado por um amigo, passei a ler mais sobre o efeito da confiança nas sociedades e estou cada vez mais convencido de que seu impacto é muito maior do que conseguimos imaginar.
                Quem reside em regiões produtoras de grãos sabe o quanto as empresas e cooperativas que recebem os produtos dependem da confiança para se manterem e fazerem bons negócios. Quando a confiança é questionada por algum cliente, associado ou fornecedor, o risco de redução de entregas e de abalo no faturamento aumenta consideravelmente. O mesmo pode-se constatar em outros setores, mesmo que com repercussão menor.
                Na vida pessoal certamente você já pode sentir que as amizades, os namoros, casamentos, começam a entrar em dificuldades, a medida em que a confiança de alguma forma passa a ser questionada, ou abalada por algum episódio. O ciúme inclusive é a falta de confiança em si mesmo e na pessoa envolvida e quando surge, corrói as melhores relações. A falta de confiança nas próprias competências, cria barreiras para conquistas pessoais e profissionais que poderíamos ter, se tivessemos mais confiança. “A confiança em si próprio é o primeiro segredo do êxito.” (Ralph Waldo Emerson)
                Os seus próprios negócios e de muitos que você conhece foram constituidos a partir da confiança entre as partes, que decidem investir e prosperar juntos. Se a confiança entre as partes é abalada por algum motivo, imediatamente os negócios passam a ter impacto e a sociedade corre risco de ser rompida, abalando renda, emprego e estabilidade dos sócios, empregados e famílias. A frase de Publílio Siro “Quem perdeu a confiança não tem mais o que perder.” talvez resume o que ocorre em famílias, empresas, cooperativas e sociedades. Quando se perde a confiança, a racionalidade fica de lado e a emoção passa a influenciar muito mais, gerando efeitos que por vezes não são mais controláveis, acabando com excelentes relações e iniciativas.
                A relação entre o volume de poupança de uma comunidade e o volume de investimentos na economia local também está diretamente ligada a confiança. Circulo em cidades em que o empreendedorismo está abaixo da média e por outro lado há uma série de oportunidades a serem exploradas. Em algumas destas cidades tenho questionado sobre os motivos pelos quais não há este ou aquele empreendimento e as respostas muitas vezes não correspondem à realidade. Quando sabe-se que os moradores vão investir e consumir em outras cidades, isso representa uma oportunidade local não explorada. No entanto, a pior situação é aquela onde se diz que não há dinheiro para investir localmente, pois sabe-se que os volumes de depósito em poupança nas agências locais alcança cifras que a maioria não imagina.
                O depósito em poupança é chamado capital estéril, pois o rendimento é tão baixo que mal repõe a inflação e o poder de compra e quem melhor sabe disso é quem investe em poupança. Obviamente é a falta de confiança em outras possibilidades que mantem pessoas mantendo e depositando na poupança. Os que são capazes de confiar em si próprios, em outras pessoas e na sua própria comunidade, usam este recurso para investir em novos negócios para ganhar mais dinheiro, tendo como efeito colateral a sua comunidade mais desenvolvida. Os recursos depositados em poupança, poderiam atender as muitas necessidades e oportunidades de negócios em nossas cidades, gerando mais renda para os investidores, mais empregos, mais tributos, mais prosperidade e principalmente mais qualidade de vida para todos. Todavia, para isso, nos falta muita confiança.
                Já dizia Friedrich Schiller que “a confiança é a mãe dos grandes atos”.

                Desejando mais confiança a todos, um abraço e até a próxima!

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Liderança inspiradora

A Endevor, uma das instituições que mais incentiva o desenvolvimento do empreendedorismo em várias partes do mundo, incluindo o Brasil, lança vídeos, mini-cursos e seguidamente livros, que ficam disponíveis sem custo para mais pessoas empreenderem mais e melhor. Um dos que foi disponibilizado recentemente tem por título “Liderança inspiradora” e mostra ao leitor vários exemplos de sucesso onde o fato de ter uma liderança inspiradora faz funcionários felizes, e funcionários felizes sempre fazem uma empresa melhor.
                O livro mostra, baseado em pesquisas nas organizações mais bem colocadas nas listas das melhores empresas para se trabalhar, o quanto estes casos apontam para o fato de que o tempo passa, a tecnologia avança e muda muitas coisas, mas pelo menos uma não muda: as pessoas com quem trabalham sempre serão pessoas. Nas melhores empresas para se trabalhar é fácil constatar que é possível gerar um bom ambiente de trabalho, mesmo sendo um pequeno negócio e sem ter altos salários e benefícios. Mais do que o tamanho da empresa, os salários e os benefícios, manutenção e atração de talentos profissionais estão baseados em pontos mais intangíveis como: compartilhar sonhos, valores, cultivar relacionamentos e ter uma liderança inspiradora. 
                Quando ouço um empresário queixando-se da falta de envolvimento dos seus empregados, tenho vontade de perguntar até onde aquele grupo faz parte do sonho dele e até onde ele compartilha os sonhos com a equipe. É preciso prover as bases da organização para que elas cheguem no sonho que os líderes tem, para que o coletivo contribua mais efetivamente para o alcance em conjunto destas grandes metas. É preciso entender também quais os benefícios eles realmente valorizam, quais a organização pode oferecer e quais os que os mantém na organização.
                Não existe mais "deixe seus problemas em casa" ou "deixe seus problemas no trabalho". Cada vez mais empresas enxergam a vida de seus colaboradores como um todo. Mais líderes entendem que motivarão mais quando conseguem aliar o interesse individual das pessoas, ao interesse da organização, gerando mais gente motivada e maior a produtividade. Aqui cabe uma frase de Sam Walton, fundador da Walmart, uma das maiores empresas de varejo do mundo: Se as pessoas acreditam nelas mesmas, é impressionante o que elas conseguem realizar.”
                Para todos estes pontos, manter o ouvido aberto é essencial e é o primeiro passo. Aumentar a sensibilidade sobre o que os outros valorizam, precisam, esperam, é fundamental. Os próximos passos devem ser na identificação da
cultura e dos valores a serem compartilhados pela direção e equipe funcional.
                Ao contrário do que a maioria entende, os maiores desafios não estão no mercado, na concorrência, na legislação, na política, nos governos. Mesmo que crises como a que estamos vivendo no Brasil atrapalhem a maioria dos negócios, os maiores desafios estão dentro das organizações. As maiores barreiras para novos produtos, novos negócios, novos segmentos, ampliações, desenvolvimento são a falta de inovação, iniciativa, produtividade, efetividade do grupo de líderes e colaboradores. É preciso “misturar” os diferentes talentos e estimular o intraempreendedorismo em todos os setores. Quanto mais gente empreendendo novos projetos, tendo iniciativa, querendo mais, dentro da sua equipe, mais a organização vai se desenvolver e mais vai motivar o grupo.
                Por estes e outros motivos, quanto mais inspirador for a liderança de cada setor e da organização como um todo, maiores os resultados a serem obtidos. Para finalizar, deixo uma conhecida frase de William Arthur Ward “O mestre medíocre diz, o bom explica, o mestre superior demonstra e o grande mestre inspira.”

                Desejando muita inspiração a todos, um abraço e ótima semana! 

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

O vendedor “sabe tudo”

É possível que você já tenha sido atendido por algum vendedor que pensa que sabe tudo. Eu já passei por isso e mais de uma vez. Estes não conseguem controlar algumas reações e acabam perdendo a venda, ou até o cliente, por não focarem nos elementos fundamentais para posicionar o cliente para efetivar a compra. Jeffrey Gitomer, autor de “A bíblia de vendas” (M.Books) pesquisa este assunto e aponta os erros mais comuns dos profissionais de vendas que pensam que sabem muito e que devem ser corrigidos por eles mesmos e pelos seus gestores. Compartilho a seguir, alguns dos erros que devem ser evitados.
- Pré-julgar o cliente potencial – um equívoco conhecido e bastante comentado é cometido pelos professionais quando julgam o que oferecer e se vão atender com maior ou menor atenção, a partir da observação da  aparência, das roupas, da fala, e dos objetos portados pelos clientes no momento da venda.
- Fraca qualificação do prospect – não fazer as perguntas certas sobre o que o cliente potencial procura, aumenta em muito a possibilidade de perder a venda e logo no início do processo.
- Não ouvir – é um erro conhecido e que irrita muitos clientes. Ocorre quando o profissional de vendas entende que já sabe o que o cliente quer e segue oferecendo sem prestar atenção no que ele está pedindo e orientando.
- Esnobismo – é uma atitude deplorável em vendas e ocorre quando o vendedor fala e age julgando-se superior ao cliente potencial. Isso faz o cliente/comprador sentir-se desigual no processo de venda/compra. Este sentimento ruim em geral é propagado pelo cliente para toda a sua rede de contatos, causando prejuízos importantes para a empresa.
- Pressão para comprar imediatamente – quase sempre o cliente imagina que se o vendedor precisa fazer muita pressão para a venda imediata, é porque tem receio de que ele vai encontrar uma proposta melhor em outro lugar.
- Não tratar de necessidades – se o vendedor ouvir os clientes potenciais, eles dirão exatamente o que querem e é por isso que quando se oferece algo que atenda as necessidades, os negócios se efetivam mais rápido. A venda não ocorre por suas ideias e sim pela necessidade do cliente.
- Definir fechamento e mostrar-se agressivo – “Se eu puder fazer esse preço, você vai comprar hoje?” é uma frase que a maioria dos clientes tem repulsa e em geral mostra um profissional de vendas que precisa de um bom treinamento, pois esta atitude faz perder vendas e clientes.
- Gerar dúvidas sobre suas intenções – quando o vendedor muda de uma atitude amável, simpática e próxima, no início das tratativas, para pressionar, ou alterar preços e condições ao final da apresentação, o comprador perde a confiança e a venda estará perdida para a empresa e para o vendedor.
- Não ser sincero – é preciso lembrar que a sinceridade é a chave para construir a confiança e estabelecer um relacionamento com um prospect, que se tornará cliente se o vendedor conseguir transmiti-la. Atitudes que levam a desconfiança impedem o processo de vendas de prosseguir, aumenta as perdas e reduz os lucros.
- Ter atitude inadequada – “Estou fazendo um favor de vender para você.” E/ou “Não peça para me desdobrar, pois isso não vai acontecer.” Estas frases revelam uma grande inadequação da atitude do vendedor, além de macular a imagem da empresa e do profissional. Mesmo que haja uma certa intimidade entre o vendedor e o comprador, estas atitudes devem ser evitadas.
                Independente de nossa profissão, somos todos clientes de muitos vendedores e passamos diaramente pelos mais diferentes tipos e situações provocadas por eles. Como cliente, há um conjunto grande e crescente de formas de se defender de maus profissionais, começando por evitá-los, comprando onde somos bem tratados, com atenção, profissionalismo, cordialidade e responsabilidade. Com o aumento da oferta e o consumidor mais conservador, os profissionais de vendas precisam gerar um esforço cada vez maior para manter o volume de vendas. Muitas vezes, aparecem estratégias mirabolantes de vendas, mas evitar os erros mais comuns e que mais afastam os clientes, já é um ótimo começo.

                Um abraço e ótima semana! 

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

O sucesso do Vale do Silício

Quem conhece pessoalmente, diz que todo o empreendedor deveria visitar o Vale do Silício, no estado da Califórnia, nos Estados Unidos. Ainda não conheço pessoalmente, mas tenho lido muito a respeito desse conjunto de pequenas cidades que ano após ano se mostra como o lugar onde o empreendedorismo mais surpreende e tem os maiores casos de sucesso e inovação do planeta. Este lugar vem reunindo nos últimos anos mentes brilhantes das instituições de ensino, boa infraestrutura pública e capital privado na criação de empresas de muito sucesso e por este motivo, atraindo a atenção de quem quer, como nós, reproduzir parte daquela experiência, em nosso meio.
               A fortíssima articulação entre as instituições de ensino, poderes públicos e iniciativa privada tem propiciado descobertas, inovações incrementais e principalmente as disruptivas, neste local que se desenvolve de forma única e especial. Quem quer que seu município e sua região se desenvolvam deve prestar a atenção e perguntar como é que conseguiram esta articulação no Vale do Silício e como é que poderia se conseguir em seu meio.
                Dizem que as pessoas vivem no Vale desenvolveram uma cultura de estarem sempre inconformados com a maneira como as coisas funcionam e buscam propor alternativas melhores. A identificação de uma oportunidade a partir de um problema ou necessidade é a origem dos negócios deles. O que vemos em nosso meio muitas vezes é o contrário: primeiro o empreendedor define o produto e depois busca mercado para o que ele está fazendo.
                Nas instituições de ensino do Vale, cuja principal é a Universidade de Stanford, os estudantes são estimulados a aprender constantemente, e a empreender desde o primeiro dia de aula. Os professores não procuram preparar os jovens para serem empregados de grandes multinacionais ou funcionários públicos, mas para ensinar a aprender constantemente ao longo da vida e aplicar o que aprendem na solução problemas que podem resultar na criação de novos empreendimentos.
                Outra questão importante e muito diferente do nosso meio é que é possível abrir uma empresa em pouco tempo, até no mesmo dia, e se não der certo, pode fechá-la em poucos dias. No Vale, se destaca a cultura empreendedora dos Estados Unidos, ou seja, não há medo do fracasso, pois o fracasso de ontem entende-se que é o aprendizado de hoje para o sucesso de amanhã!        A infraestrutura de transportes, telecomunicações, energia, logística, segurança e outros funciona muito bem e as novas empresas têm incentivos fiscais reais. O governo americano evita criar dificuldades, barreiras e empecilhos diversos, sem falar dos malabarismos normativos como temos no Brasil, pois lá sempre entenderam que são as pequenas empresas que geram a maioria dos novos empregos, da inovação e que muitas destas pequenas vão crescer e fazer girar a economia, gerando impostos, empregos e renda.
                Dizem que no Vale, ao invés de boataria e pessoas “agorando” os novos negócios, fazendo previsões pessimistas das empresas e da economia, há cada vez mais pessoas querendo investir nas empresas que surgem, e querendo que elas dêem certo para todos crescerem juntos.
                Empresas maduras, tanto jovens, quanto maduros empreendedores, poderes públicos, universidades e lideranças focadas em incentivar novos negócios formam um ecossistema empreendedor. Um conjunto articulado de esforços gerando um impacto cada dia maior, por estar insido em redes de relacionamento e cooperação, podendo assim multiplicar o que aprenderam, seus negócios, suas oportunidades de mercado, seus sonhos, expectativas, e desenvolvimento mútuo.
                É possível que leve-se muitos anos para uma outra região se aproximar e mais ainda para superar o sucesso do Vale do Silício, mas eles estão lá mostrando como é possível. Precisamos aprender mais sobre este sucesso e começar em casa. Começar em casa também quer dizer que devemos incentivar nossos filhos a inovarem e serem empreendedores e este incentivo deve ter continuidade no incentivo dos professores, depois da comunidade, e assim por diante.

                Desejando mais inovação e empreendedorismos a todos, um abraço e ótima semana! 

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Como você trata quem influencia seus clientes?

Por ter começado a trabalhar cedo e por ser sócio de um negócio de prestação de serviços aos 17 anos, sempre fui muito atento ao atendimento ao cliente das empresas que frequento. Com o passar do tempo, avaliando como cada profissional atende, passei tentar ver e imaginar como cada empresa cuida, trata, aqueles que acompanham e influenciam seus clientes. É fácil concluir que muita gente não se dá conta de que cliente é o conjunto de pessoas que acompanham direta e indiretamente o consumidor do bem ou serviço, mesmo que não esteja presente fisicamente. Equivocadamente, há quem tenha a visão tão curta, que entende como cliente apenas aquela pessoa que compra ou que paga as contas.
                Há um conjunto de atores no processo de compras, independente de terem ou não o poder de decidir a compra, pois são influenciadores, tanto da decisão da compra, quanto dos sentimentos do cliente sobre a transação. Há os que trazem as informações, os que analisam, ou ajudam a analisar, os que trazem informações de quem já usou, ou comprou o bem ou o serviço analisado, os que pagam, os que utilizarão, os que terão efeitos diretos ou indiretos dos resultados do bem ou serviço, os que apressam a decisão e os que atrasam e atrapalham a decisão, enfim, todos estes influenciam na decisão da compra e na satisfação com o atendimento e com resultados daquilo que você vende. Por este motivo, é preciso levar em conta todos estes influenciadores na abordagem, atendimento, venda e relacionamento com o cliente.
                Infelizmente, percebe-se que ainda são poucos os estabelecimentos atentos a todos que acompanham e influenciam o cliente. Anos atrás, ao sair de uma reunião já no início de uma noite chuvosa, o vigilante/porteiro de uma fornecedora de nossa empresa ao ver um pneu furado no veículo em que estávamos nos surpreendeu, solicitando para trocar o pneu antes mesmo de termos chegado ao veículo e percebido o problema. Com o tempo, conhecendo-o melhor e sabendo das práticas da empresa fornecedora, percebemos que o vigilante/porteiro mesmo não sendo parte da equipe de vendas, ou da direção, ou ainda da comunicação da empresa, tinha uma percepção muito apurada da importância dos cuidados com os clientes. Ele influenciou a nós e a muitos clientes da sua empresa, sobre a percepção de atendimento que temos sobre ela. Outro exemplo são aquelas lojas de pneus e serviços agregados que instalaram espaços de recreação, com brinquedos e outros entretenimentos para os filhos das senhoras que vão trocar pneus e revisar balanceamento e geometria de seus veículos. Em matéria a respeito, a empresa diz que identificou em pesquisa que 42% dos clientes são mulheres e mais da metade vão a loja após buscar os filhos na escola. Sendo um ambiente com riscos de acidente para as crianças, nada mais lógico do que implantar o espaço para as crianças. Há o exemplo também, das lojas de roupas femininas com iniciativas semelhantes, visando atender e entreter as crianças, para que as mães, e ou avós, tias, possam dar mais atenção aos produtos expostos, escolher e provar com mais calma as peças oferecidas. Sem a pressa, ou a distração para atender os filhos, compra-se mais e melhor, tornando o investimento no pequeno playground altamente viável.   
                Há os pais que acompanham os filhos, os homens que acompanham as mulheres, as mulheres que acompanham seus maridos e namorados, assim como há cada vez mais cães que acompanham os donos. Por isso pergunte-se: O que o seu estabelecimento pode fazer para atendê-los melhor? Pense em quem está em casa e vai dar opiniões antes e, ou depois da compra. Como você pode atendê-los melhor? O que pode ser enviado, levado, distribuído para estes influenciarem mais positivamente em favor do seu produto e de sua empresa?
                Convide a sua equipe a pensar sobre o que mais pode ser feito para os que “acompanham”, assim como para os influenciadores do seu o cliente! Não são invisíveis, não podem ser ignorados e vão fatalmente causar impactos importantes no comportamento e nas decisões dos clientes. Muitas vezes o sucesso da avaliação do nível de satisfação com o atendimento vai depender da percepção dessas pessoas.

                Desejando melhoria das relações com seus clientes e com a cadeia de influenciadores, um abraço e ótima semana! 

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Pensamentos de um líder empresarial admirável

Realmente admiro a muitos líderes empresariais, especialmente brasileiros que arriscam seus patrimônios, reputação, vida pessoal, para produzir, empregar, gerar tributos, fazendo de fato sua parte para desenvolver nosso país. Uma de minhas leituras favoritas são as biografias e entrevistas sobre a vida, a tragetória e o pensamento de lideres empresariais e nos últimos anos, a mim e a muita gente, chama a atenção o pensamento e a postura de Jorge Paulo Lemann. Segundo a revista Forbes, ele é o brasileiro mais rico do mundo, com uma fortuna calculada em R$ 52 bilhões. Ele e seus dois principais sócios Carlos Alberto Sicupira e Marcel Teles se conheceram no esporte, onde tiveram boa tragetória, partindo depois para negócios em conjunto, quando criaram o Banco Garantia, depois adquiram as Lojas Americanas e a seguir, a Brahma. A gestão exemplar da Brahma permitiu a aquisição das maiores cervejarias do Brasil, iniciando por Skol e Antartica, depois da América do Sul, com Quilmes, Schneider, Patrícia, fusões com as maiores cervejarias da Europa e dos Estados Unidos, criando o conglomerado AB InBev, que é hoje o maior grupo cervejeiro do mundo. Lemann e grupo também são os maiores investidores da 3G Capital, que controla a rede Burger King, a famosa marca de condimentos Heinz, a rede de cafés canadense Tim Hortons, dentre outros.
                Listar que um trio de brasileiros representa o 5º maior negócio de bens de consumo do planeta é uma forma de exemplificar a importância do pensamento de seu líder, Jorge Lemann que considera cinco pontos entre os mais importantes na construção de um negócio ou carreira, que para ele são risco, foco, sonho, gente e eficiência, que detalho a seguir, conforme publicações de entrevistas e ideias deste admirável líder empresarial.
Risco é para ser tomado O risco é uma parte importante da vida, não só na vida comercial, mas em geral. “Tudo tem risco e as pessoas têm que tomá-lo”, diz Lemann. Já está comprovado que quanto mais a pessoa estuda, menos risco ela quer tomar. Quem não se arrisca não faz nada, e quem faz tudo igual aos outros ficará igual aos outros, gerando uma boa dose de mediocridade, por isso, todos deveriam tentar ser excepcionais e fazer algo especial e diferente.
Foco é essencial - Hoje há muita informação circulando e para todos os lados, fazendo com que a maioria das pessoas facilmente perca o foco. Está tudo mudando tão rapidamente, que o foco virou algo essencial. “Esse negócio de ficar fazendo um pouquinho disso, um pouquinho daquilo, não dá certo. Tem que escolher em que você vai focar e ir em frente.”, sugere Lemann. Vemos que muitas das pessoas que conhecemos por grandes sucessos sempre foram “fanáticos” por foco. Sam Walton, que construiu o Walmart, pensava em loja dia e noite. O mega investidor Warren Buffett (6º mais rico do mundo), que é hoje um dos sócios de Lemann, é um sujeito super focado na sua fórmula. Faz negócios diferentes, mas sempre dentro da mesma fórmula e é aí que dá certo.
Sonhar grande – Todos precisam ter um grande sonho, para ter uma meta puxada e isso é extremamente importante para você se motivar e também para atrair outras pessoas pra trabalharem contigo. Todos gostamos de nos aliar a sonhos maiores e Lemann conta que sempre quis ser o melhor tenista do mundo, depois ter a melhor corretora, depois o melhor banco de investimentos, depois a melhor cervejaria do Brasil, depois a maior do mundo e por aí afora. Alguns destes objetivos são alcançados, outros não, mas, na busca do melhor, nos tornamos pessoas melhores.
Gente boa ao seu lado – Ter a capacidade de atrair as melhores pessoas possíveis para se juntarem a sua equipe é fundamental e por isso é preciso investir tempo procurando gente boa, preferencialmente, aqueles que podem se tornar excepcionais.
Eficiência em qualquer lugar - Tudo pode melhorar ou ser feito melhor, em qualquer lugar, mesmo aquilo que já parece bom, sempre pode melhorar. Melhorar a eficiência poupa tempo e dinheiro em qualquer negócio.
                Esta é fórmula de sucesso do admirável Jorge Paulo Lemann: ter gente boa, pensar grande, ser eficiente e ter disposição pra tomar risco. Nada muito incrível, não é? É que sem foco, gestão, dedicação e muito trabalho não há fórmula que dê certo. Os resultados que obteremos serão a partir do risco que queremos correr, de nossas escolhas e nossas atitudes.

                Desejando sucesso a todos deixo um abraço e até a próxima semana!

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Evite os Extremos!

“Você faz suas escolhas e suas escolhas fazem você.” Steve Beckman

Uma das leituras deste período de férias foi Ralph Marston, pensador que também edita “The Daily Motivator” e dentre vários textos que me chamam atenção é “Extremos”. A leitura fácil e
rápida me levou a pensar nas minhas atividades, mas também em conhecidos, amigos e familiares. O texto lembra que mesmo as melhores coisas da vida podem deixar de nos fazer bem, quando são levadas ao extremo. Muita gente lida com aquilo que gosta como se mais fosse melhor, todavia, isso raramente é verdade. Veja por exemplo, que alguns dias no seu local preferido para as férias é ótimo, mas depois de vários dias os problemas começam a aparecer com maior volume e evidência.
Sabendo que para quase tudo em nossa vida existe um limite, é lógico que “mais” não significa “melhor”.  Marston diz que nem sempre estamos com o foco correto quando queremos mais, pois muitas vezes na verdade o que queremos não é mais do mesmo e sim, aquilo, melhor. Um exemplo, seria quando temos fome e comemos mais, na verdade, estamos precisamos é de comida mais nutritiva e/ou mais saborosa. Outro exemplo é quem já tem bastante e quer muito mais dinheiro, deveria lembrar que esse esforço seria mais bem investido se gastasse o que já tem com mais sabedoria. Outra situação clássica são aquelas pessoas que já são elogiadas por sua beleza e seguem fazendo tratamentos, cirurgias, e outros, mas precisam na verdade é de melhor estima, sabedoria e qualidade de vida, não de mais tratamentos de beleza.
No fundo todos sabemos que quem está constantemente buscando mais e mais e mesmo assim nunca está satisfeito, é porque provavelmente nunca vai se satisfazer com aquilo. Para Marston, conseguir mais é sempre uma resposta óbvia e simples, mas isso não significa que seja a resposta certa. É preciso substituir a busca incessante pela quantidade pela busca da qualidade. Quando você se der conta de que está precisando ir ao extremo para conseguir mais, avalie se não seria melhor mudar um pouco de direção, buscando coisas diferentes e melhores para sua vida. Experiências diferentes, desconhecidas até, são sempre aprendizado e isso pode ser melhor do que ter mais daquilo que você já conhece. Uma vida rica é uma vida diversificada de condições, fatos, experiências, erros e acertos, fracassos e vitórias.
A qualidade pode existir independentemente da quantidade, pois mais do mesmo, mesmo que seja de uma coisa boa, não significa melhor. Ao invés de preocupar-se com conseguir mais, para ser mais feliz, ter uma vida rica, da qual possa se orgulhar no futuro, invista toda essa energia procurando o melhor para você, para sua vida e para quem está próximo de você.

                Reforçando o desejo de um ano iluminado de esperanças de dias melhores para todos nós,  deixo um grande abraço! 
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