quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

O conceito que você oferece

                Que está tudo mais competivivo, mais disputado, necessitando de mais esforço para mostrar que a sua opção é melhor do que as de todas as demais que pretendem a atenção e a preferência do cliente nem é  preciso discorrer muito, pois isso é sentido a todo o momento. Como sobreviver e mais do que isso, como crescer mais do que os concorrentes é que precisamos sempre entender melhor.
                Já mostrava Porter na matriz concorrencial que quanto maior a rivalidade entre os competidores, mais os clientes e fornecedores ganham poder de barganha, ficando mais exigentes, mais seletivos, diante do maior volume de escolhas e facilidades ao seu alcance. Mais competição, exigências, ofertas, produtos, anúncios e estímulos visuais simultâneos, maior é o desafio para as marcas tanto de produtos, quanto de varejo, obterem a atenção e a preferência dos clientes. Com a recessão fica mais evidente que quem somente vende algo para um consumidor numa relação fria, pragmática e até distante, passa a ter maior dificuldade.
                Marca é o conceito do que se oferece, podendo ser tanto o seu mesmo, ou a marca pessoal, como do varejo, ou marca da loja, como dos produtos da indústria ou dos serviços, ou a marca do produto. Para vender mais a sua marca pessoal, ou a marca de sua empresa e de seus produtos é preciso buscar uma ligação com os consumidores por meio de valores, ou seja, é preciso ter um significado, um conceito real para quem vai decidir entre o que você oferece e o que tantos outros oferecem.
                Podemos ver entre os recentes sucessos de algumas grandes marcas que atuam no Brasil como na prestação de serviços o Itaú, na indústria de bens de consumo a Heineken e no varejo a Magazine Luiza, que deixaram de colocar todo o foco e esforço em vender respectivamente, serviços financeiros, cervejas e bens duráveis, para se preocupar em construir uma relação real e significativa com seus clientes. As marcas não podem mais se preocupar apenas em vender seus produtos e construir uma imagem para elas que será projetada aos consumidores através da mídia. É preciso gerar conceitos do que possa proporcionar um significado o quanto mais relevante possível para as pessoas que queremos atrair.
                Nada mais fica parado, estático, estanque, pois neste momento volátil, líquido, com relações, capital, patrimônios e até reputações escorrendo entre os dedos, ou evaporando, é preciso repensar a todo o momento as ações, valores e estratégias.
                Pense no conceito que você está criando sobre o que você oferece e em como as pessoas que você pretende atrair poderiam mais facilmente entender e preferir este conceito ao invés dos conceitos que os seus competidores oferecem. É preciso lembrar que o marketing não é e nunca foi uma batalha entre produtos, pois é uma guerra mental e é na mente de quem queremos atrair, que ocorrem os embates. As vitórias são percebidas nos resultados financeiros que são sempre consequência do conjunto de ações que fizemos melhor do que os outros que disputam a mesma atenção e o mesmo dinheiro.

                Desejando mais e melhores negócios a todos, deixo um abraço e até a próxima!

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

A oferta irresistível

                A melhor época do ano para o faturamento do varejo chegou, num dos períodos mais desafiadores para a economia e para o mercado de consumo em praticamente todo o país. A crise política, que agrava a cada dia mais a crise econômica, somadas a sensação de falta de tempo e do acúmulo de tarefas do fim do ano fazem este momento ser considerado “uma loucura” por muita gente. Quem quer a atenção de alguém neste período precisa ser atrativo e hábil para obtê-la num verdadeiro “piscar de olhos”. Precisamos vender para aproveitar o maior volume de dinheiro e a maior disposição das pessoas em consumirem bens e serviços, mas muitos negócios também precisam vender mais ainda para tentar recuperar parte do que não foi faturado ao longo do ano.
               O consumidor com menos disponibilidade e se apavorando com o acúmulo de notícias negativas de toda a ordem, se sensibiliza mais com aquela “oferta irresistível” para estar mais “seguro” da decisão de compra. Quem quer e precisa vender, busca atrativos, formas, apresentações e condições para tornar a sua oferta irresistível, mas muitas vezes não sabe bem como efetivá-la. Mark Joyner, autor do livro The irresistible offer (A oferta irresistível), prega que o vendedor tem poucos segundos para garantir um negócio, pois perdendo o momento certo, haverá um caminho bem mais difícil para conquistar a adesão do cliente.
                Para garantir a venda é preciso ter sempre presente que para pensar uma oferta irresistível para o cliente que está a sua frente é fundamental conhecer pelo menos um pouco dos desejos e necessidades desta pessoa. Imagino que principalmente os leitores que atuam em vendas devem estar se perguntando agora, afinal, para o meu cliente, o que é uma oferta irresistível? Para o autor de “A oferta irresistível” o produto, seja ele um bem de consumo, um bem durável ou um serviço, deve haver uma perspectiva de retorno seguro para o comprador, comunicada de uma maneira tão clara que ele entenda que não comprar será perder uma grande oportunidade. Para ser irresistível, o consumidor precisa acreditar que não pode perder aquela oportunidade que o vendedor está oferecendo.
                Uma oferta irresistível deve “atiçar” a imaginação do possível cliente, criando um senso de urgência, passando a acreditar que precisa comprar agora, para não perder ou deixar de ganhar ou aproveitar algo. Aproveito para lembrar que prometendo mais do que a empresa e o produto podem fazer pelo cliente, corre-se o risco de haver rápida frustração e por consequência, má fama, incluindo eventuais problemas legais para o vendedor, para o produto e para a empresa.
                Para ser irresistível, uma oferta precisa ser factível, proporcionar bom retorno e ter critérios. Como afirma Mark Joyner “As pessoas têm que acreditar que não estão negociando com um charlatão. A oferta só funciona se houver credibilidade na proposta (imagem, texto e voz) de quem oferece. Ninguém vai colocar a mão no bolso achando que a outra mão estirada à sua frente só quer seu dinheiro, custe o que custar”. Tanto quem vende quanto quem compra precisa ter um alto retorno de investimento. A oferta precisa deixar claro que o cliente vai obter benefícios suficientes com a compra para justificar o dinheiro pago. Quando o cliente sai do ambiente de vendas pensando que pagou muito por algo que não vai dar tanto retorno, a probabilidade é que ele não volte a comprar desta empresa a longo prazo e ainda poderá fazer comentários negativos como “olha o que me venderam”, ou “veja o que me fizeram” para toda a rede de contatos. É preciso trabalhar a negociação para que renda muitos resultados e a longo prazo.
                Para decidir para quem e quando fazer uma oferta irresistível é preciso ser criterioso. Lembrem-se que a todo o momento, principalmente pelas mídias, recebemos um bombardeio de ofertas de tudo que se possa imaginar, sendo ou não do nosso perfil de consumo. Uma oferta irresistível precisa se diferenciar, elegendo critérios, considerando o perfil do cliente, as informações que foram coletadas anteriormente sobre ele e a forma como ele se abre para a comunicação, tendo sempre em mente que é necessário ser claro, breve e simples.

                Desejando muito mais vendas neste fim de ano, deixo um abraço e até a próxima!

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Energia positiva para 2016

                Há tanta notícia negativa ao nosso redor que às vezes parece que nossas energias são absorvidas e ficamos sem forças, desanimados, precisando de mais esforço para ter iniciativas, fazer planos e ver melhores momentos para nossa vida. 2016 vem aí e precisaremos de muita energia positiva para fazê-lo melhor do que 2015. Podemos começar por não absorver as energias negativas do ambiente ao nosso redor. Aprender a se proteger desta energia negativa é uma importante habilidade para superar momentos como estes.
                A tentativa de agradar a todos deve ser evitada assim como devemos selecionar melhor de quem nos aproximamos, para o que prestamos mais atenção, no que nos inspiramos, lembrando de nos responsabilizarmos pelo que pensamos, sentimos e fazemos.
                Nem todos os que convivem conosco vão gostar de nós e enquanto não convivermos bem com isso, vamos sofrer e gastar energia em algo sem solução. Aqueles que reclamam da gente, assim como aqueles que nos desrespeitam, ofendem, criam fofocas, cometem assédio moral, podem sugar nossa energia positiva se tentarmos convencê-los a gostar de nós. Além disso, é preciso tomar cuidado para não ficar dependente da opinião destas pessoas sobre o que você faz ou pretende fazer.
                Para preservar a energia positiva também é preciso selecionar melhor quem faz e quem fará parte da nossa vida. É ótimo ser generoso, mas há uma linha tênue que precisamos perceber, entre ser generoso com quem precisa de auxílio e quem acaba por explorar a boa vontade e a generosidade de quem está próximo. Aprender a dizer e lembrar de dizer “não” auxilia bastante na melhoria das suas relações e da sua estima.
                Toda a vez que prestamos atenção a alguém, ou algum fato, gastamos parte de nossa energia positiva. Quando nos concentramos em pessoas e fatos negativos, temos uma redução drástica da energia que nos permite ficar animados, entusiasmados, ter iniciativa, inovar, investir, viver melhor. Algumas pessoas tem a habilidade de “despejar” nos outros a energia negativa que possuem e passarem adiante seguindo a sua vida e nos deixando com aquela carga negativa. É uma escolha de cada um de nós receber ou não esta carga negativa. Claro que é bom ouvir o outro e melhor ainda é ter um ouvido amigo, todavia, ouvir muitas frustrações pode drenar a nossa energia positiva e fazer com que passamos a limitar nossa vida de uma maneira não produtiva.
                Ao receber uma carga negativa precisamos descarregar imediatamente e não dá para economizar, quando o assunto é rejeitar energia tóxica. Os especialistas recomendam procurarmos a natureza para meditar, relaxar e respirar, para que esta auxilie na absorção da energia negativa que nos rodeia. É preciso, no entanto, muita confiança, mantendo a cabeça erguida e não permitindo que ninguém faça nos sentir inferior. Teremos uma vida melhor e sob o nosso total controle, se nos responsabilizarmos por nossos pensamentos e sentimentos. A forma como nos percebemos é maior e mais intensa do que a percepção que os outros têm de nós.
                Muitos esquecem que ninguém tem poder sobre nós, mas convivemos todos os dias com quem acredita equivocadamente, que há pessoas com tal poder sobre eles e assim passam a culpar os outros pelas suas frustrações e dificuldades. Ao nos conscientizarmos de que somos responsáveis direta ou indiretamente por tudo o que ocorre com a nossa vida, acessamos um nível mais profundo de nós mesmos, gerindo melhor o desenrolar da nossa vida, não se sentindo abatido nem projetado para fora do nosso foco tão facilmente. Precisamos nos colocar em situações que aumentam nossas próprias energias. Para cada pessoa com quem convivemos, pode-se fazer uma avaliação se ela nos faz sentir bem e se fazemos esta pessoa se sentir bem. Cada um de nós é merecedor de ótimas experiências e não precisamos, seja consciente ou inconscientemente, nos aproximarmos e tão pouco repetir experiências negativas. Para nos protegermos das energias negativas, precisamos ter muito amor-próprio e lembrar constantemente do quanto é importante estar feliz e em paz, pronto para dizer não para as energias negativas.
                Um grande abraço e o desejo de mais energia positiva para todos os amigos neste 2016!

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Criatividade e competência

                Criatividade esta cada vez mais presente e cada vez mais valorizada na descrição das qualidades desejadas para as mais diferentes funções nos processos de recrutamento e seleção de pessoal, independente das funções e do nível hierárquico. É hoje talvez a competência mais desejada na busca por novos empregados e nas seleções de quem será promovido. Você tem criatividade suficiente? Como pode ser mais criativo/a?
                Sugiro algumas leituras para entender melhor a sua criatividade e obter dicas para desenvolvê-la como “O espírito criativo” de Goleman, Kaufman e Ray, assim como “Criatividade e modelos mentais” de Pereira Filho, Medina da Rocha e Silveira, e ainda os escritos do conhecido sociólogo Domenico De Masi, com o conceito do ócio criativo.
                Para ser criativo é preciso primeiro reduzir as suas próprias resistências à mudança. Depois é possível desenvolver ações para envolver toda a equipe da sua empresa, ou todas as pessoas da família na missão de serem mais criativos e incentivar o espírito criativo dos demais. Para isso é preciso entender que para ser criativo precisa haver mais liberdade e nem toda a organização, nem toda a família está preparada para as pessoas terem maior liberdade. Pessoas criativas precisam poder misturar um pouco de fantasia e concretude no que estão desenvolvendo e isso exige liberdade de ações e pensamentos. A fantasia gera ideias, mas as ideias passam a ter valor real quando são aplicadas e passam a gerar resultados. Um fantasioso que concretiza muitas das suas ideias é um gênio, mas estes são poucos. Cada um de nós pode ser um pouco mais fantasioso, concretizando uma parte destas ideias, que já seremos mais criativos.
                As leituras indicam que as pessoas que possuem mais traços de criatividade interessam-se por um conjunto de diferentes interesses, embora sejam orientadas ao futuro, seu e dos outros, além de demonstrarem maior grau de felicidade. De Masi atribui ao fato de Brasil e Itália terem empresas mais criativas, terem um maior número de pessoas mais criativas, o fato de culturalmente termos atitude mais alegre em relação à vida, do que outros países.
                É sabido que não é fácil montar equipes que possam ter muitas ideias e concretizar boa parte, mas é possível. A ideia do ócio criativo, defendida por De Masi e outros pensadores mistura trabalho e lazer, o que temos visto em imagens, relatos e casos de empresas grandes e ricas como Google, Apple, Facebook e outras inclusive em nosso meio. Essas empresas estão quebrando as barreiras da jornada tradicional de trabalho tanto em relação ao horário de início e fim da jornada, quando a função permitir, é claro, como organizar livremente o seu espaço de trabalho, permitindo inclusive em alguns casos, que as pessoas levem seus animais de estimação para ficarem junto da estação de trabalho.
                Para aumentar a criatividade no trabalho, é preciso estimular a cultura intelectual da equipe. Os estudiosos do assunto têm apontado para um futuro breve em que apenas um terço das vagas serão voltadas para tarefas operárias e o restante será trabalho criativo e intelectual. Portanto, caminhamos rapidamente para uma alteração no volume de vagas de emprego das tarefas operárias, para mais vagas em atividades criativas e intelectuais, com muita gente não percebendo e correndo o risco de ficar fora do mercado, por falta destas capacidades que crescem rápido em procura e importância.
                Se somos criativos 24 horas por dia, podemos ter muito boas ideias em qualquer lugar ou situação e este é o principal motivo de se defender o trabalho associado ao lazer, para gerar mais produtividade criatividade. Para as pessoas liberarem sua criatividade também é preciso alimentar sentimentos de confiança e respeito, para que as pessoas se sintam seguras para expressar ideias, pensamentos, sem medos de ridicularização, repreensão, ou qualquer censura direta ou indireta. Precisa-se rever duas forças que impedem e que encorajam a criatividade nas nossas organizações e até em nas famílias: a atitude interior das pessoas para com a inovação e a atmosfera da empresa. Quando estão em harmonia, consegue-se criar e inovar, mas como isso é difícil, o ímpeto criativo fica travado.

                Desejando mais criatividade e capacidade de colocar as boas ideias em prática, deixo um abraço e até a próxima!

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Mais ânimo, entusiasmo e simplicidade

                Sabe-se que os pensamentos materializam negatividades e positividades que transformam a imaginação que é a responsável pela satisfação ou não em relação as mais diferentes questões de nossa vida. Cada um de nós é dono do seu destino, fazendo com que cada escolha oportuniza uma vitória, ou uma derrota e os consequentes resultados para a história pessoal.
                Não é possível mudar o que já foi feito, mas há toda a vida pela frente para aprender com o que não se gostou e assim, buscar melhores resultados. A cada decisão, é preciso avaliar bem quais são aquelas com maior potencial de trazer satisfações e alegrias. Uma vida sem problemas, saúde inabalável, dinheiro com pouco esforço, relacionamentos perfeitos, raramente é atingível, mas o mais importante é se dar conta de que estes privilégios representam mais a decoração do que a essência, que é o autoconhecimento, este sim, o mais importante para a busca da felicidade.
                É preciso determinação e uma identidade forte para ter ânimo, entusiasmo e que possa contribuir com a vida e a profissão de forma simples. Diferentes autores recomendam otimismo, generosidade, inteligência emocional, autoconfiança, ética, diferenciação, domínio cognitivo e amor para a busca da felicidade.
                O otimismo precisa ser inabalável para valorizar mais as coisas boas do que as ruins, economizando energia, aumentando a longevidade e reduzindo progressivamente a carga emocional naturalmente herdada no estressante e angustiante dia a dia ao nosso redor e do noticiário.
                A generosidade como virtude de ajudar o próximo pode ser vista como investimentos para o universo retribuir as boas ações. É muito importante que as atitudes sejam acompanhadas de alegria, bom humor e autenticidade para que essa doação afetiva seja benéfica para quem recebe o seu apoio e para o retorno que o universo pode lhe dar no futuro.
                Muitos curriculuns excelentes não avançam para o sucesso como deveriam, pela falta de inteligência emocional, pois é preciso ter a capacidade de se recuperar rápido dos problemas, não se ofender com facilidade e não ter preocupações desnecessárias, mantendo-se consciente de que ânimo, entusiasmo e simplicidade estão ao lado de dentro de cada um, representando a consciência.
                A Autoconfiança é a habilidade de fazer com que os julgamentos alheios sejam totalmente irrelevantes, relativizando determinadas convicções. Conforme já comentamos em textos recentes, algumas pessoas permitem que outros os transformem em reféns de críticas, julgamentos, moldes,  restringindo suas vidas a uma espécie de escravidão, pela falta de autoestima e pela pequenez de espírito. Também é preciso desprendimento para evitar neuroses e preocupações excessivas, deixando a vida mais simples, leve e alegre. Quem consegue se desprender é naturalmente mais tranquilo, aprendendo a valorizar a paz interior e evitando ansiedade e vitimização.
                A qualidade de ser irreverente, original e imprevisível faz com que a pessoa seja querida e admirada pela comunidade, por tornar as interações sociais mais agradáveis para todos os participantes deste ciclo social. Quem consegue ser animado, entusiasmado e simples pode ser visto como uma pessoa diferenciada, sendo visto como singular e superior aos seus pares.
                Ao criar uma defesa sólida para enfrentar as mais diversas adversidades para que o peso das pressões cotidianas possa ser reduzido, tem-se maior serenidade para assimilar que os problemas são importantes armas que quando usadas estrategicamente podem potencializar suas competências e encarar os desafios com mais ânimo, entusiasmo e simplicidade.

                Desejando que possamos conhecer mais a nós mesmos em busca de uma vida mais prazerosa e feliz, deixo um abraço e até a próxima!

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Falam pelas suas costas?

                Outro dia fui entrevistado sobre concorrência desleal, e depois sobre gente que fala pelas costas do concorrente, do colega de profissão, de trabalho... e claro que há sempre muito a dizer a respeito, pois as nuances são muitas. A realidade é que infelizmente há muita mais gente preocupada em cuidar da vida alheia do que de si mesmo. A atriz Fannie Flagg dizia que “...se as pessoas falarem nas suas costas, lembre-se que você está dois passos à frente.” 
                Como em tantas outras situações da vida, quando há alguém falando pelas costas é preciso agir estrategicamente tentando primeiro discernir intenções e interpretando os objetivos daquela ação do seu possível oponente. É a primeira atitude para quem quer fazer com que os ataques pessoais percam força e representatividade. Quando alguém ataca a sua imagem longe da sua presença, é preciso primeiro não se importar e manter-se firme na sua posição. Se você é líder, ou é gestor de uma empresa líder de um segmento, é natural que os desafiadores tentem atacá-lo, mas normalmente destes, se esperam ataques leais. A lado ruim, é que nem todos tem dignidade para competir dignamente, mas não é por isso que se deve desenvolver ódio, ou sentimentos de vingança, pois estes sentimentos costumam atrapalhar a estratégia de defesa e contra-ataque. Em geral um ataque desleal, pelas costas, tem por objetivo desestabilizar, entristecer e revoltar, por este motivo, uma ação inversa acaba por irritar o seu oponente. Via de regra, um ataque só é possível se de alguma forma permitimos, pois somos todos responsáveis pelos acontecimentos de nossa vida.
                Quanto mais forte estiver a sua marca pessoal, mais resistência haverá aos ataques, mesmo que sejam vários. Uma marca pessoal forte por si só já desencoraja muitos ataques, pois o opositor pode perder credibilidade desde o intento, nestes casos. Evidenciar mais as suas virtudes é uma forma de defesa aos ataques desleais. Quanto mais se investe na marca pessoal, mais valor você terá e menor será a possibilidade de ataques infundados criarem dificuldades. O comportamento de cada um de nós reflete quem realmente somos, é preciso lembrar sempre disso.
                Há quem dedique grande energia esperando alguma falha do opositor, para colocá-la em evidência e assim aproveitar-se do momento para tirar o maior proveito. É preciso cuidar das palavras, pois em determinado contexto elas podem comprometer uma trajetória pessoal e profissional. O escritor Oscar Wilde dizia que “Se soubéssemos quantas e quantas vezes as nossas palavras são mal interpretadas, haveria muito mais silêncio neste mundo.” É preciso evitar sobretudo, que a ansiedade e as provocações se transformem em palavras que podem ser utilizadas de forma distorcida mais tarde.
                Sun Tzu em sua obra “A arte da guerra” lembrava com frequencia sobre “a importância de conhecer o inimigo”. A prudência deve ser nossa companheira sempre, impedindo a ansiedade de nos atrapalhar nas decisões e atitudes. Pensar muito antes de agir, avaliar bem o que será dito, são dicas de ouro para a maioria das coisas da nossa vida.
                Infelizmente ainda vemos algumas pessoas que pensam que é possível agradar a todos e isso só causa sofrimento para quem tenta, tanto quanto para quem espera. É preciso lembrarmos todos e com frequencia que a liberdade é mais importante que qualquer outra coisa nessa vida. Todavia, há muita gente que não consegue ser livre por diferentes motivos, entre eles a preocupação sobre o que os outros vão pensar a respeito, de que vão fazer ou deixar de fazer. É preciso ser mais forte, ter mais energia e entusiasmo com a sua vida e o que é capaz de fazer, dando mostras de que você está no controle. Se você ainda não tem todas as suas crenças, valores, princípios, crie-os e a seguir, mantenha-se firme neles mostrando-os a você mesmo e ao mundo.

              Desejando que cada um dos amigos cuide bem da sua vida, desenvolvendo-a para que seus oponentes tornem-se insignificantes diante dela, deixo um abraço e até a próxima!

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Intoxicado pelas próprias atitudes

                Uma pessoa considerada madura e ponderada deve conseguir colocar a razão, frente a emoção. Embora possa parecer fácil para alguns, são raros os casos em que alguém consegue suportar as pressões diárias sem ter as emoções abaladas de alguma forma. Vivemos num momento em que muitas pessoas abrem mão de cuidados com sua saúde em longo prazo, para buscar mais resultados financeiros e materiais, em curto prazo, onde fica mais difícil agir de forma mais temperada, moderada e equacionada, com ações e atitudes sabiamente controladas para uma vida pacífica e harmônica com os que o rodeiam.
                A inteligência emocional já foi muito mais comentada e escrita do que atualmente, mas a falta desta inteligência segue dificultando a vida de muita gente, desempregando ótimos curriculuns e atrasando o desenvolvimento de negócios e pessoas. Todavia, não é possível gerar mais inteligência emocional de forma rápida. Para quem tem alguma dúvida, sugiro uma pequena reflexão sobre quantas pessoas você conhece, que não aceitam ser contrariadas em suas propostas, ideias e argumentos, assim como quantas amizades sabemos que foram desfeitas quando uma parte foi sincera ao emitir uma opinião mais contundente, e ainda, quantas pessoas revidam da mesma forma, algo que entenderam como sendo um ataque. É preciso lembrar ainda que aqueles que tem muito orgulho, são egocêntricos e vaidosos terão bem mais dificuldade de alcançar a resiliência, pelo fato de colocarem foco em outros pontos como por exemplo, se importar demais com a ignorância alheia.
                Para não ser intoxicado pelas próprias atitudes nem pelas atitudes alheias que não contribuem com o seu desenvolvimento pessoal e profissional, é preciso criar um escudo emocional que suporte eventos ruins e desconfortos das mais diversas formas. Para ter resiliência, não abalar-se tanto e por tanto tempo com dificuldades na vida e na profissão, é preciso esforço continuado e a vida toda. Uma criança cujos pais (tios, avós) a protegem tanto a ponto de tentar evitar qualquer dificuldade, não está sendo preparada para os desabores da vida adulta certamente trará e nestes casos, terão maior impacto.
                Quase todas as conquistas que desejamos exigem esforço, dedicação e alguns  sacrifícios, com paciência e muita tolerância. Quem consegue ter mais paciência e tolerância pode sofrer mais no início, para trilhar um caminho mais tranquilo, com bons frutos a longo prazo. Quem não domina a intolerância tende a não ter grandes problemas a curto prazo, porém dificilmente terá recompensas futuras, pois não é possível colher muito sem ter plantado boas sementes.
                Finalizo com algumas sugestões a partir de um conjunto de textos sobre resiliência, pelas quais pode-se evitar a intoxicação com as próprias ações e atitudes:
- ter mais esperança em si e nas pessoas ao seu redor;
- evitar se preocupar com as picuinhas;
- usar as críticas a seu favor;
- gerir bem as situações desconfortáveis;
- evitar situações cuja probabilidade de trazer disabores são grandes;
- não negociar as situações em que você mais acredita;
- bloquear os seus ímpetos negativos, e se possível, dos mais próximos;
- enfrentar seus medos para ganhar mais energia e coragem;
- amar e compreender ao próximo;
- corrigir os erros o mais rápido possível e evitar valorizar demais suas dificuldades;
- aprender a ser criativo/a e usar a criatividade a seu favor;
- valorizar o que você já possui e que faz a sua felicidade.

                Desejando uma vida mais resiliente a todos os leitores, um abraço e até a próxima!
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