terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Um Ano Novo melhor para todos nós



Li outro dia que em alguns idiomas antigos, como os originais da bíblia, crise é sinônimo de decisão. É sabido que para os chineses, o sinal que representa a palavra crise é o mesmo que oportunidade, tempo, perigo e solução.
Se observarmos ao longo de um dia, de uma semana, é impressionante o número de vezes que ouvimos falar em crise por todo o nosso país neste 2015 que se encerra. Lembro o significado da palavra crise em outros idiomas, pois só temos visto e ouvido notícias sobre crise na política, na economia, na saúde, na infraestrutura, nas instituições, nas relações, como a expressão de situações difíceis em que fica-se com poucas oportunidades e praticamente nunca como oportunidade.
O que parece ser a maior crise da história brasileira não exige menos do que as nossas maiores e melhores forças e energias para superá-la. É preciso atitude, frente aos desafios da vida de cada um de nós, aliada a determinação, esforço, cooperação, criatividade, inovação e persistência. Tivemos neste 2015 muitas oportunidades para aprender como viver, conviver e se desenvolver neste cenário tão controverso. Eu, você e cada um dos nossos conterrâneos estamos desejando um ano novo melhor para todos os seus mais queridos e é preciso que tenhamos aprendido bem as lições de 2015. Não podemos admitir que o sacrifício de nosso bem estar, o risco de nossos negócios, os empregos, o desenvolvimento seja corroído pela inércia de ficarmos mais tempo esperando para ver o que vai acontecer com a política, com a próxima eleição municipal, com o clima.... Não merecemos, nem nossas famílias, que as nossas expectativas, nossas esperanças sejam frustradas pela paralisia que toma conta quando todos ficam com medo. A capacidade de investimento, o movimento do comércio, o aquecimento da indústria está ligado diretamente ao nível de otimismo das pessoas que fazem a economia girar.
Há poucos, é verdade, mas corajosos, talentosos e bons brasileiros e brasileiras iniciando novos ou ampliando seus negócios atuais, inovando, construindo e fazendo a sua parte. Há muita gente esperando uma boa oportunidade e um empurrãozinho para investir, comprar, decidir. Estes esperam um pouco mais de segurança, de certeza, de garantia de valor, para movimentar o dinheiro que está parado em locais que parecem mais seguros. Em 2016 precisamos fazer mais uso da sabedoria popular onde se diz que “os exemplos arrastam” para mostrar mais do que está dando certo, do que está funcionando. Semanas atrás trabalhei no extremo oeste de Santa Catarina onde fiquei além de impressionado, comovido e motivado com a qualidade dos empreendimentos e com os volumes de investimento e movimento da economia das pequenas cidades daquela região. É visível que lá há bons exemplos e que estão arrastando vários “vizinhos”. Sou um admirador e especial incentivador dos negócios que surgem nas Incubadoras de empresas, onde temos excelentes exemplos de novos negócios com grande potencial surgindo em números cada vez maiores em várias partes do país. Precisamos olhar mais para estes movimentos tão positivos neste ano novo e menos para as tragédias, sejam elas econômicas, naturais, políticas, pois as vezes parece que quanto mais notícias ruins vemos, mais notícias ruins aparecem.
Num texto de Charles Chaplin se lê algo como ...se não gostei do que tive até aqui, tenho o hoje e toda a vida para ser o que eu quiser... Todavia, para isso é preciso mais atitude, aceitando dirigir a sua própria vida ao invés de permitir que ela seja decidida pelos acontecimentos ao seu redor.
Que neste ano novo, você querido/a leitor/a possa voar mais alto, continuar com a inspiração, mas ter muito mais atitudes positivas para realizar os seus melhores sonhos!
Um feliz, próspero e iluminado 2016 para todos!
  

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Atitudes para Natal, Ano Novo e sempre

                Aos queridos leitores que nos acompanharam neste 2015 deixo os agradecimentos pelo prestígio e pela companhia, propondo atitudes diferentes na busca de momentos felizes que ultrapassem o Natal que está por vir. O envolvimento com as pendências que precisam ser concluídas antes do fim do ano, arrumação do espaço de trabalho, limpeza e arrumação da casa, compras para visita da família e para viagens, os presentes... isso tudo, dentre outras, nos envolve tanto que o tempo para curtir e celebrar o espírito de Natal acaba ficando pouco.
                Ser grato é muito poderoso e precisamos de maior gratidão pelo que conseguimos ao longo deste ano, assim como precisamos ser gratos a quem direta ou indiretamente participa das nossas conquistas, pois tudo o que conseguimos depende em parte de várias outras pessoas, que nem sempre lembramos. Agradecer é a melhor maneira de deixar os outros motivados. Além disso, quem agradece realmente se sentindo grato, vive bem melhor. Aproveito para sugerir que você experimente ir ao encontro e dar um abraço forte e prolongado em quem fez bem para você em 2015.
                Uma forma de agradecer e desenvolver auto aprendizado para novas vitórias é celebrar. Mesmo as pequenas conquistas, ou grandes sucessos, devem ser compartilhados com pessoas que auxiliaram e também com as pessoas queridas, comemorando e enchendo-se de energia para os desafios seguintes.
                Busque a simplicidade e evite o que possa te levar a arrogância e a soberba. O que só dá trabalho, incômodos, preocupações desnecessárias e não traz satisfações reais, pode ficar fora da sua vida.
                A preocupação precisa ser controlada, pois facilmente vira um vício. Viver tenso e estressado parece está virando moda e não podemos passar a acreditar que ser competente e levar a vida com harmonia, de bem com a vida são coisas incompatíveis. Precisamos definir bem as metas diante das nossas condições, deixando as “neuras” de lado, para chegar mais facilmente ao que se quer.
                As metas precisam ser claras para evitarmos desperdício de tempo, energia e dinheiro. Talentos que não levam a carreiras de sucesso, amores que não geram satisfações, relações que não são enriquecedoras, devem ser revistas e reacordadas com clareza, objetividade e desapego. Diga adeus ao que e a quem não o/a merece. Seremos muito mais felizes limpando a vida de situações e problemas desnecessários, concentrando energia naquilo que nos sustenta e nos faz mais felizes.
                Seja digno e ético para que as vitórias realmente mereçam ser comemoradas com todo o seu valor, reafirmando valores profundos para a sua vida e evidenciando que os esforços valeram a pena. O que vencermos com dignidade e ética é que realmente nos enriquece e os que estão ao nosso redor.
                Pessoas com sonhos grandes obtêm mais energia para crescer e assim elevar suas expectativas sobre sua vida pessoal, profissional, amores e amigos.  Enquanto perdedores dizem: "isso não é para mim" ou “isso é muito para nós” os vencedores ajustam constantemente diversos pontos da sua vida pensando em como realizar seus objetivos.
                As glórias normalmente pertencem àqueles que têm algo especial para oferecer aos outros. Por isso é preciso estudar bastante e sempre, para ser a melhor opção e ter algo diferenciado a oferecer. Há diferentes formas de buscar o conhecimento e se eventualmente não encontraste a sua ainda, busque uma que melhor combina contigo, para poder alcançar plenamente seus objetivos e a sua felicidade.
                Cuidar bem do corpo com boa alimentação, sono e exercícios são atitudes fundamentais para uma vida saudável. Você já ouviu várias vezes que seu corpo é seu templo. Gostar de nós mesmos é o primeiro e mais importante passo para outros gostarem também.

                Finalizo lembrando que agradecer é muito poderoso e conversar com Deus em agradecimento é muito bom! Oração e meditação são fontes de inspiração, independente do credo. Recomendo!
                Desejo um Feliz e Abençoado Natal, com muita paz, harmonia e amor para sempre.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Oportunidades na crise

                Acompanhando o cenário político, econômico, policial e ambiental a pergunta mais comum é quando vai parar de piorar e por consequência ficamos com a sensação mais comum de que estamos no caos, não é mesmo? Manter-se atualizado neste caos é desgastante, mas é preciso lembrar que toda a crise traz oportunidades. No entanto, conforme já discutimos aqui e mais de uma vez, poucos são os que conseguem aproveitar as oportunidades, sendo estes, em geral, os que se preparam.
                A percepção de caos e confusão deixa a maioria que está despreparada, ignorando boa parte do que está ocorrendo. É sabido que há duas formas de manter pessoas ignorantes: dificultando o acesso a informação e ao conhecimento, ou “despejando” grandes volumes de informações ao mesmo tempo e ainda, algumas desencontradas e controversas. Sabemos que tudo o que é abundante tem seu valor depreciado e uma forma de fazer com que uma notícia ou um fato se torne irrelevante é mostrar na sequencia, vários outros fatos que tenham semelhanças.
                Em geral as pessoas se desinteressam pelo que é complexo e preferem acreditar em tudo o que tem uma explicação simples. O problema é que compreender uma explicação não significa que ela esteja correta. Só para citar um exemplo, é fácil encontrar explicações em português, de descobertas, conceitos e casos descritos em inglês que foram traduzidos de forma equivocada, fazendo com que a explicação parcialmente errada seja entendida a partir da tradução e não do conhecimento e da informação correta. Ser capaz de ler em inglês faz muita diferença no entendimento de muitas coisas que ocorrem no seu setor de atividade e no mundo, sem a interferência dos interesses de quem traduziu, ou dos que encomendaram a tradução.
                A crise vivida no Brasil fica mais profunda e mais complexa a cada momento, pela incompetência, desonestidade, impunidade, corporativismo, vícios culturais, desrespeito, falta de estrutura, dentre outros, exigindo uma preparação mais profunda e mais complexa para quem quer superar o momento difícil e que se agrava. Quem quer mesmo se preparar precisa se planejar para saber como agir se esta crise se agravar, se ficar mais complexa e principalmente se surgirem outras crises. Lembre-se que enquanto prestamos muita atenção no turbilhão de informações da crise financeira e política, há um avanço das rivalidades religiosas, raciais, geopolíticas, tanto interna quanto externamente. Quem quer se preparar, precisa considerar estas crises também, estando consciente de que parado, assistindo a tudo, sem consumir, nem investir, só comentando e não agindo, está muito longe de ser previdente e preparado para uma crise.
                Infelizmente a grande maioria das pessoas tende a simplificar tudo, fugindo do que é complexo e preferindo as soluções que parecem mais simples. Lembro com frequência de um professor que sempre nos lembrava que um avião nunca cai por um motivo apenas, assim como uma empresa, uma organização só sucumbe após um conjunto de falhas em sequencia, contribuindo umas com as outras para determinar o final trágico.
                Todos os ciclos econômicos, financeiros, climáticos, políticos, demográficos afetam nossas vidas e alguns deles representam grandes oportunidades, que alguns poucos vão aproveitar. Para aproveitar é preciso estar preparado, sabendo o que se quer da vida, para então poder ver as oportunidades. Dos poucos que veem as oportunidades, poucos, estão preparados para terem atitudes de tomar a melhor decisão, no melhor momento. Selecionar as ideias, ter claro o que deseja para o futuro, colocar o foco das energias nestes objetivos e procurar informações e conhecimento o mais original possível é o caminho. Informações a partir de opiniões e interpretações que possam conter, mesmo que implícitas, algumas tendências sejam elas quais forem, ideológicas, religiosas, pessimistas, ou otimistas, não devem ser a fonte de informações para a tomada final de decisões.
                Temos um excesso de opiniões, polêmicas e debates desnecessários e uma terrível carência, quase desesperadora, de pessoas capazes de tomar decisões e ações que contribuam de fato com o que precisamos para viver dignamente, em paz e melhor.

                Vamos em frente! Desejando melhores dias a todos, um abraço e até a próxima!

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

O conceito que você oferece

                Que está tudo mais competivivo, mais disputado, necessitando de mais esforço para mostrar que a sua opção é melhor do que as de todas as demais que pretendem a atenção e a preferência do cliente nem é  preciso discorrer muito, pois isso é sentido a todo o momento. Como sobreviver e mais do que isso, como crescer mais do que os concorrentes é que precisamos sempre entender melhor.
                Já mostrava Porter na matriz concorrencial que quanto maior a rivalidade entre os competidores, mais os clientes e fornecedores ganham poder de barganha, ficando mais exigentes, mais seletivos, diante do maior volume de escolhas e facilidades ao seu alcance. Mais competição, exigências, ofertas, produtos, anúncios e estímulos visuais simultâneos, maior é o desafio para as marcas tanto de produtos, quanto de varejo, obterem a atenção e a preferência dos clientes. Com a recessão fica mais evidente que quem somente vende algo para um consumidor numa relação fria, pragmática e até distante, passa a ter maior dificuldade.
                Marca é o conceito do que se oferece, podendo ser tanto o seu mesmo, ou a marca pessoal, como do varejo, ou marca da loja, como dos produtos da indústria ou dos serviços, ou a marca do produto. Para vender mais a sua marca pessoal, ou a marca de sua empresa e de seus produtos é preciso buscar uma ligação com os consumidores por meio de valores, ou seja, é preciso ter um significado, um conceito real para quem vai decidir entre o que você oferece e o que tantos outros oferecem.
                Podemos ver entre os recentes sucessos de algumas grandes marcas que atuam no Brasil como na prestação de serviços o Itaú, na indústria de bens de consumo a Heineken e no varejo a Magazine Luiza, que deixaram de colocar todo o foco e esforço em vender respectivamente, serviços financeiros, cervejas e bens duráveis, para se preocupar em construir uma relação real e significativa com seus clientes. As marcas não podem mais se preocupar apenas em vender seus produtos e construir uma imagem para elas que será projetada aos consumidores através da mídia. É preciso gerar conceitos do que possa proporcionar um significado o quanto mais relevante possível para as pessoas que queremos atrair.
                Nada mais fica parado, estático, estanque, pois neste momento volátil, líquido, com relações, capital, patrimônios e até reputações escorrendo entre os dedos, ou evaporando, é preciso repensar a todo o momento as ações, valores e estratégias.
                Pense no conceito que você está criando sobre o que você oferece e em como as pessoas que você pretende atrair poderiam mais facilmente entender e preferir este conceito ao invés dos conceitos que os seus competidores oferecem. É preciso lembrar que o marketing não é e nunca foi uma batalha entre produtos, pois é uma guerra mental e é na mente de quem queremos atrair, que ocorrem os embates. As vitórias são percebidas nos resultados financeiros que são sempre consequência do conjunto de ações que fizemos melhor do que os outros que disputam a mesma atenção e o mesmo dinheiro.

                Desejando mais e melhores negócios a todos, deixo um abraço e até a próxima!

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

A oferta irresistível

                A melhor época do ano para o faturamento do varejo chegou, num dos períodos mais desafiadores para a economia e para o mercado de consumo em praticamente todo o país. A crise política, que agrava a cada dia mais a crise econômica, somadas a sensação de falta de tempo e do acúmulo de tarefas do fim do ano fazem este momento ser considerado “uma loucura” por muita gente. Quem quer a atenção de alguém neste período precisa ser atrativo e hábil para obtê-la num verdadeiro “piscar de olhos”. Precisamos vender para aproveitar o maior volume de dinheiro e a maior disposição das pessoas em consumirem bens e serviços, mas muitos negócios também precisam vender mais ainda para tentar recuperar parte do que não foi faturado ao longo do ano.
               O consumidor com menos disponibilidade e se apavorando com o acúmulo de notícias negativas de toda a ordem, se sensibiliza mais com aquela “oferta irresistível” para estar mais “seguro” da decisão de compra. Quem quer e precisa vender, busca atrativos, formas, apresentações e condições para tornar a sua oferta irresistível, mas muitas vezes não sabe bem como efetivá-la. Mark Joyner, autor do livro The irresistible offer (A oferta irresistível), prega que o vendedor tem poucos segundos para garantir um negócio, pois perdendo o momento certo, haverá um caminho bem mais difícil para conquistar a adesão do cliente.
                Para garantir a venda é preciso ter sempre presente que para pensar uma oferta irresistível para o cliente que está a sua frente é fundamental conhecer pelo menos um pouco dos desejos e necessidades desta pessoa. Imagino que principalmente os leitores que atuam em vendas devem estar se perguntando agora, afinal, para o meu cliente, o que é uma oferta irresistível? Para o autor de “A oferta irresistível” o produto, seja ele um bem de consumo, um bem durável ou um serviço, deve haver uma perspectiva de retorno seguro para o comprador, comunicada de uma maneira tão clara que ele entenda que não comprar será perder uma grande oportunidade. Para ser irresistível, o consumidor precisa acreditar que não pode perder aquela oportunidade que o vendedor está oferecendo.
                Uma oferta irresistível deve “atiçar” a imaginação do possível cliente, criando um senso de urgência, passando a acreditar que precisa comprar agora, para não perder ou deixar de ganhar ou aproveitar algo. Aproveito para lembrar que prometendo mais do que a empresa e o produto podem fazer pelo cliente, corre-se o risco de haver rápida frustração e por consequência, má fama, incluindo eventuais problemas legais para o vendedor, para o produto e para a empresa.
                Para ser irresistível, uma oferta precisa ser factível, proporcionar bom retorno e ter critérios. Como afirma Mark Joyner “As pessoas têm que acreditar que não estão negociando com um charlatão. A oferta só funciona se houver credibilidade na proposta (imagem, texto e voz) de quem oferece. Ninguém vai colocar a mão no bolso achando que a outra mão estirada à sua frente só quer seu dinheiro, custe o que custar”. Tanto quem vende quanto quem compra precisa ter um alto retorno de investimento. A oferta precisa deixar claro que o cliente vai obter benefícios suficientes com a compra para justificar o dinheiro pago. Quando o cliente sai do ambiente de vendas pensando que pagou muito por algo que não vai dar tanto retorno, a probabilidade é que ele não volte a comprar desta empresa a longo prazo e ainda poderá fazer comentários negativos como “olha o que me venderam”, ou “veja o que me fizeram” para toda a rede de contatos. É preciso trabalhar a negociação para que renda muitos resultados e a longo prazo.
                Para decidir para quem e quando fazer uma oferta irresistível é preciso ser criterioso. Lembrem-se que a todo o momento, principalmente pelas mídias, recebemos um bombardeio de ofertas de tudo que se possa imaginar, sendo ou não do nosso perfil de consumo. Uma oferta irresistível precisa se diferenciar, elegendo critérios, considerando o perfil do cliente, as informações que foram coletadas anteriormente sobre ele e a forma como ele se abre para a comunicação, tendo sempre em mente que é necessário ser claro, breve e simples.

                Desejando muito mais vendas neste fim de ano, deixo um abraço e até a próxima!

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Energia positiva para 2016

                Há tanta notícia negativa ao nosso redor que às vezes parece que nossas energias são absorvidas e ficamos sem forças, desanimados, precisando de mais esforço para ter iniciativas, fazer planos e ver melhores momentos para nossa vida. 2016 vem aí e precisaremos de muita energia positiva para fazê-lo melhor do que 2015. Podemos começar por não absorver as energias negativas do ambiente ao nosso redor. Aprender a se proteger desta energia negativa é uma importante habilidade para superar momentos como estes.
                A tentativa de agradar a todos deve ser evitada assim como devemos selecionar melhor de quem nos aproximamos, para o que prestamos mais atenção, no que nos inspiramos, lembrando de nos responsabilizarmos pelo que pensamos, sentimos e fazemos.
                Nem todos os que convivem conosco vão gostar de nós e enquanto não convivermos bem com isso, vamos sofrer e gastar energia em algo sem solução. Aqueles que reclamam da gente, assim como aqueles que nos desrespeitam, ofendem, criam fofocas, cometem assédio moral, podem sugar nossa energia positiva se tentarmos convencê-los a gostar de nós. Além disso, é preciso tomar cuidado para não ficar dependente da opinião destas pessoas sobre o que você faz ou pretende fazer.
                Para preservar a energia positiva também é preciso selecionar melhor quem faz e quem fará parte da nossa vida. É ótimo ser generoso, mas há uma linha tênue que precisamos perceber, entre ser generoso com quem precisa de auxílio e quem acaba por explorar a boa vontade e a generosidade de quem está próximo. Aprender a dizer e lembrar de dizer “não” auxilia bastante na melhoria das suas relações e da sua estima.
                Toda a vez que prestamos atenção a alguém, ou algum fato, gastamos parte de nossa energia positiva. Quando nos concentramos em pessoas e fatos negativos, temos uma redução drástica da energia que nos permite ficar animados, entusiasmados, ter iniciativa, inovar, investir, viver melhor. Algumas pessoas tem a habilidade de “despejar” nos outros a energia negativa que possuem e passarem adiante seguindo a sua vida e nos deixando com aquela carga negativa. É uma escolha de cada um de nós receber ou não esta carga negativa. Claro que é bom ouvir o outro e melhor ainda é ter um ouvido amigo, todavia, ouvir muitas frustrações pode drenar a nossa energia positiva e fazer com que passamos a limitar nossa vida de uma maneira não produtiva.
                Ao receber uma carga negativa precisamos descarregar imediatamente e não dá para economizar, quando o assunto é rejeitar energia tóxica. Os especialistas recomendam procurarmos a natureza para meditar, relaxar e respirar, para que esta auxilie na absorção da energia negativa que nos rodeia. É preciso, no entanto, muita confiança, mantendo a cabeça erguida e não permitindo que ninguém faça nos sentir inferior. Teremos uma vida melhor e sob o nosso total controle, se nos responsabilizarmos por nossos pensamentos e sentimentos. A forma como nos percebemos é maior e mais intensa do que a percepção que os outros têm de nós.
                Muitos esquecem que ninguém tem poder sobre nós, mas convivemos todos os dias com quem acredita equivocadamente, que há pessoas com tal poder sobre eles e assim passam a culpar os outros pelas suas frustrações e dificuldades. Ao nos conscientizarmos de que somos responsáveis direta ou indiretamente por tudo o que ocorre com a nossa vida, acessamos um nível mais profundo de nós mesmos, gerindo melhor o desenrolar da nossa vida, não se sentindo abatido nem projetado para fora do nosso foco tão facilmente. Precisamos nos colocar em situações que aumentam nossas próprias energias. Para cada pessoa com quem convivemos, pode-se fazer uma avaliação se ela nos faz sentir bem e se fazemos esta pessoa se sentir bem. Cada um de nós é merecedor de ótimas experiências e não precisamos, seja consciente ou inconscientemente, nos aproximarmos e tão pouco repetir experiências negativas. Para nos protegermos das energias negativas, precisamos ter muito amor-próprio e lembrar constantemente do quanto é importante estar feliz e em paz, pronto para dizer não para as energias negativas.
                Um grande abraço e o desejo de mais energia positiva para todos os amigos neste 2016!

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Criatividade e competência

                Criatividade esta cada vez mais presente e cada vez mais valorizada na descrição das qualidades desejadas para as mais diferentes funções nos processos de recrutamento e seleção de pessoal, independente das funções e do nível hierárquico. É hoje talvez a competência mais desejada na busca por novos empregados e nas seleções de quem será promovido. Você tem criatividade suficiente? Como pode ser mais criativo/a?
                Sugiro algumas leituras para entender melhor a sua criatividade e obter dicas para desenvolvê-la como “O espírito criativo” de Goleman, Kaufman e Ray, assim como “Criatividade e modelos mentais” de Pereira Filho, Medina da Rocha e Silveira, e ainda os escritos do conhecido sociólogo Domenico De Masi, com o conceito do ócio criativo.
                Para ser criativo é preciso primeiro reduzir as suas próprias resistências à mudança. Depois é possível desenvolver ações para envolver toda a equipe da sua empresa, ou todas as pessoas da família na missão de serem mais criativos e incentivar o espírito criativo dos demais. Para isso é preciso entender que para ser criativo precisa haver mais liberdade e nem toda a organização, nem toda a família está preparada para as pessoas terem maior liberdade. Pessoas criativas precisam poder misturar um pouco de fantasia e concretude no que estão desenvolvendo e isso exige liberdade de ações e pensamentos. A fantasia gera ideias, mas as ideias passam a ter valor real quando são aplicadas e passam a gerar resultados. Um fantasioso que concretiza muitas das suas ideias é um gênio, mas estes são poucos. Cada um de nós pode ser um pouco mais fantasioso, concretizando uma parte destas ideias, que já seremos mais criativos.
                As leituras indicam que as pessoas que possuem mais traços de criatividade interessam-se por um conjunto de diferentes interesses, embora sejam orientadas ao futuro, seu e dos outros, além de demonstrarem maior grau de felicidade. De Masi atribui ao fato de Brasil e Itália terem empresas mais criativas, terem um maior número de pessoas mais criativas, o fato de culturalmente termos atitude mais alegre em relação à vida, do que outros países.
                É sabido que não é fácil montar equipes que possam ter muitas ideias e concretizar boa parte, mas é possível. A ideia do ócio criativo, defendida por De Masi e outros pensadores mistura trabalho e lazer, o que temos visto em imagens, relatos e casos de empresas grandes e ricas como Google, Apple, Facebook e outras inclusive em nosso meio. Essas empresas estão quebrando as barreiras da jornada tradicional de trabalho tanto em relação ao horário de início e fim da jornada, quando a função permitir, é claro, como organizar livremente o seu espaço de trabalho, permitindo inclusive em alguns casos, que as pessoas levem seus animais de estimação para ficarem junto da estação de trabalho.
                Para aumentar a criatividade no trabalho, é preciso estimular a cultura intelectual da equipe. Os estudiosos do assunto têm apontado para um futuro breve em que apenas um terço das vagas serão voltadas para tarefas operárias e o restante será trabalho criativo e intelectual. Portanto, caminhamos rapidamente para uma alteração no volume de vagas de emprego das tarefas operárias, para mais vagas em atividades criativas e intelectuais, com muita gente não percebendo e correndo o risco de ficar fora do mercado, por falta destas capacidades que crescem rápido em procura e importância.
                Se somos criativos 24 horas por dia, podemos ter muito boas ideias em qualquer lugar ou situação e este é o principal motivo de se defender o trabalho associado ao lazer, para gerar mais produtividade criatividade. Para as pessoas liberarem sua criatividade também é preciso alimentar sentimentos de confiança e respeito, para que as pessoas se sintam seguras para expressar ideias, pensamentos, sem medos de ridicularização, repreensão, ou qualquer censura direta ou indireta. Precisa-se rever duas forças que impedem e que encorajam a criatividade nas nossas organizações e até em nas famílias: a atitude interior das pessoas para com a inovação e a atmosfera da empresa. Quando estão em harmonia, consegue-se criar e inovar, mas como isso é difícil, o ímpeto criativo fica travado.

                Desejando mais criatividade e capacidade de colocar as boas ideias em prática, deixo um abraço e até a próxima!
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