terça-feira, 5 de janeiro de 2016
terça-feira, 22 de dezembro de 2015
Atitudes para Natal, Ano Novo e sempre
Aos queridos
leitores que nos acompanharam neste 2015 deixo os agradecimentos pelo prestígio
e pela companhia, propondo atitudes diferentes na busca de momentos felizes que
ultrapassem o Natal que está por vir. O envolvimento com as pendências que
precisam ser concluídas antes do fim do ano, arrumação do espaço de trabalho,
limpeza e arrumação da casa, compras para visita da família e para viagens, os
presentes... isso tudo, dentre outras, nos envolve tanto que o tempo para curtir
e celebrar o espírito de Natal acaba ficando pouco.
Ser grato é muito poderoso e precisamos
de maior gratidão pelo que conseguimos ao longo deste ano, assim como
precisamos ser gratos a quem direta ou indiretamente participa das nossas
conquistas, pois tudo o que conseguimos depende em parte de várias outras
pessoas, que nem sempre lembramos. Agradecer é a melhor maneira de deixar os
outros motivados. Além disso, quem agradece realmente se sentindo grato, vive
bem melhor. Aproveito para sugerir que você experimente ir ao encontro e dar um
abraço forte e prolongado em quem fez bem para você em 2015.
Uma forma de
agradecer e desenvolver auto aprendizado para novas vitórias é celebrar.
Mesmo as pequenas conquistas, ou grandes sucessos, devem ser compartilhados com
pessoas que auxiliaram e também com as pessoas queridas, comemorando e enchendo-se
de energia para os desafios seguintes.
Busque a simplicidade e evite o
que possa te levar a arrogância e a soberba. O que só dá trabalho, incômodos,
preocupações desnecessárias e não traz satisfações reais, pode ficar fora da
sua vida.
A preocupação precisa ser
controlada, pois facilmente vira um vício. Viver tenso e estressado parece
está virando moda e não podemos passar a acreditar que ser competente e levar a
vida com harmonia, de bem com a vida são coisas incompatíveis. Precisamos
definir bem as metas diante das nossas condições, deixando as “neuras” de lado,
para chegar mais facilmente ao que se quer.
As metas
precisam ser claras para evitarmos desperdício de tempo, energia e
dinheiro. Talentos que não levam a carreiras de sucesso, amores que não geram
satisfações, relações que não são enriquecedoras, devem ser revistas e
reacordadas com clareza, objetividade e desapego. Diga adeus ao que e a quem
não o/a merece. Seremos muito mais felizes limpando a vida de situações e
problemas desnecessários, concentrando energia naquilo que nos sustenta e nos
faz mais felizes.
Seja digno
e ético para que as vitórias realmente mereçam ser comemoradas com todo o
seu valor, reafirmando valores profundos para a sua vida e evidenciando que os
esforços valeram a pena. O que vencermos com dignidade e ética é que realmente nos
enriquece e os que estão ao nosso redor.
Pessoas com sonhos grandes
obtêm mais energia para crescer e assim elevar suas expectativas sobre sua vida
pessoal, profissional, amores e amigos.
Enquanto perdedores dizem: "isso não é para mim" ou “isso é
muito para nós” os vencedores ajustam constantemente diversos pontos da sua
vida pensando em como realizar seus objetivos.
As glórias normalmente pertencem
àqueles que têm algo especial para oferecer aos outros. Por isso é
preciso estudar bastante e sempre, para ser a melhor opção e ter algo
diferenciado a oferecer. Há diferentes formas de buscar o conhecimento e se
eventualmente não encontraste a sua ainda, busque uma que melhor combina
contigo, para poder alcançar plenamente seus objetivos e a sua felicidade.
Cuidar bem
do corpo com boa alimentação, sono e exercícios são atitudes fundamentais
para uma vida saudável. Você já ouviu várias vezes que seu corpo é seu templo. Gostar
de nós mesmos é o primeiro e mais importante passo para outros gostarem também.
Finalizo lembrando que agradecer é
muito poderoso e conversar com Deus em agradecimento é muito bom! Oração
e meditação são fontes de inspiração, independente do credo. Recomendo!
Desejo um Feliz e Abençoado Natal, com muita paz, harmonia e amor para sempre.
Desejo um Feliz e Abençoado Natal, com muita paz, harmonia e amor para sempre.
quarta-feira, 16 de dezembro de 2015
Oportunidades na crise
Acompanhando
o cenário político, econômico, policial e ambiental a pergunta mais comum é
quando vai parar de piorar e por consequência ficamos com a sensação mais comum
de que estamos no caos, não é mesmo? Manter-se atualizado neste caos é
desgastante, mas é preciso lembrar que toda a crise traz oportunidades. No entanto, conforme
já discutimos aqui e mais de uma vez, poucos são os que conseguem aproveitar as
oportunidades, sendo estes, em geral, os que se preparam.
A percepção de caos
e confusão deixa a maioria que está despreparada, ignorando boa parte do que
está ocorrendo. É sabido que há duas formas de manter pessoas ignorantes:
dificultando o acesso a informação e ao conhecimento, ou “despejando” grandes
volumes de informações ao mesmo tempo e ainda, algumas desencontradas e
controversas. Sabemos que tudo o que é abundante tem seu valor depreciado e uma
forma de fazer com que uma notícia ou um fato se torne irrelevante é mostrar na
sequencia, vários outros fatos que tenham semelhanças.
Em geral as pessoas se desinteressam pelo que é
complexo e preferem acreditar em tudo o que tem uma explicação simples. O
problema é que compreender uma explicação não significa que ela esteja correta.
Só para citar um exemplo, é fácil encontrar explicações em português, de
descobertas, conceitos e casos descritos em inglês que foram traduzidos de
forma equivocada, fazendo com que a explicação parcialmente errada seja
entendida a partir da tradução e não do conhecimento e da informação correta.
Ser capaz de ler em inglês faz muita diferença no entendimento de muitas coisas
que ocorrem no seu setor de atividade e no mundo, sem a interferência dos
interesses de quem traduziu, ou dos que encomendaram a tradução.
A crise vivida no Brasil fica mais profunda e mais
complexa a cada momento, pela incompetência, desonestidade, impunidade,
corporativismo, vícios culturais, desrespeito, falta de estrutura, dentre
outros, exigindo uma preparação mais profunda e mais complexa para quem quer
superar o momento difícil e que se agrava. Quem quer mesmo se preparar precisa se
planejar para saber como agir se esta crise se agravar, se ficar mais complexa
e principalmente se surgirem outras crises. Lembre-se que enquanto prestamos
muita atenção no turbilhão de informações da crise financeira e política, há um
avanço das rivalidades religiosas, raciais, geopolíticas, tanto interna quanto
externamente. Quem quer se preparar, precisa considerar estas crises também,
estando consciente de que parado, assistindo a tudo, sem consumir, nem
investir, só comentando e não agindo, está muito longe de ser previdente e
preparado para uma crise.
Infelizmente a grande maioria das pessoas tende a
simplificar tudo, fugindo do que é complexo e preferindo as soluções que
parecem mais simples. Lembro com frequência de um professor que sempre nos
lembrava que um avião nunca cai por um motivo apenas, assim como uma empresa,
uma organização só sucumbe após um conjunto de falhas em sequencia, contribuindo
umas com as outras para determinar o final trágico.
Todos os ciclos econômicos, financeiros, climáticos,
políticos, demográficos afetam nossas vidas e alguns deles representam grandes
oportunidades, que alguns poucos vão aproveitar. Para aproveitar é preciso
estar preparado, sabendo o que se quer da vida, para então poder ver as
oportunidades. Dos poucos que veem as oportunidades, poucos, estão preparados
para terem atitudes de tomar a melhor decisão, no melhor momento. Selecionar as
ideias, ter claro o que deseja para o futuro, colocar o foco das energias
nestes objetivos e procurar informações e conhecimento o mais original possível
é o caminho. Informações a partir de opiniões e interpretações que possam
conter, mesmo que implícitas, algumas tendências sejam elas quais forem,
ideológicas, religiosas, pessimistas, ou otimistas, não devem ser a fonte de
informações para a tomada final de decisões.
Temos um excesso de opiniões, polêmicas e debates
desnecessários e uma terrível carência, quase desesperadora, de pessoas capazes
de tomar decisões e ações que contribuam de fato com o que precisamos para
viver dignamente, em paz e melhor.
Vamos em frente! Desejando melhores dias a todos, um abraço e até a próxima!
quarta-feira, 9 de dezembro de 2015
O conceito que você oferece
Que está tudo mais
competivivo, mais disputado, necessitando de mais esforço para mostrar que a
sua opção é melhor do que as de todas as demais que pretendem a atenção e a
preferência do cliente nem é preciso
discorrer muito, pois isso é sentido a todo o momento. Como sobreviver e mais
do que isso, como crescer mais do que os concorrentes é que precisamos sempre
entender melhor.
Já mostrava Porter
na matriz concorrencial que quanto maior a rivalidade entre os competidores,
mais os clientes e fornecedores ganham poder de barganha, ficando mais
exigentes, mais seletivos, diante do maior volume de escolhas e facilidades ao
seu alcance. Mais competição,
exigências, ofertas, produtos, anúncios e estímulos visuais simultâneos, maior
é o desafio para as marcas tanto de produtos, quanto de varejo, obterem a
atenção e a preferência dos clientes. Com a recessão fica mais evidente que quem
somente vende algo para um consumidor numa relação fria, pragmática e até
distante, passa a ter maior dificuldade.
Marca é o conceito do que se oferece,
podendo ser tanto o seu mesmo, ou a marca pessoal, como do varejo, ou marca da loja,
como dos produtos da indústria ou dos serviços, ou a marca do produto. Para
vender mais a sua marca pessoal, ou a marca de sua empresa e de seus produtos é
preciso buscar uma ligação com os consumidores por meio de valores, ou seja, é
preciso ter um significado, um conceito real para quem vai decidir entre o que
você oferece e o que tantos outros oferecem.
Podemos ver entre os recentes
sucessos de algumas grandes marcas que atuam no Brasil como na prestação de
serviços o Itaú, na indústria de bens de consumo a Heineken e no varejo a
Magazine Luiza, que deixaram de colocar todo o foco e esforço em vender respectivamente,
serviços financeiros, cervejas e bens duráveis, para se preocupar em construir
uma relação real e significativa com seus clientes. As marcas não podem mais se
preocupar apenas em vender seus produtos e construir uma imagem para elas que
será projetada aos consumidores através da mídia. É preciso gerar conceitos do que
possa proporcionar um significado o quanto mais relevante possível para as
pessoas que queremos atrair.
Nada mais fica parado, estático,
estanque, pois neste momento volátil, líquido, com relações, capital,
patrimônios e até reputações escorrendo entre os dedos, ou evaporando, é
preciso repensar a todo o momento as ações, valores e estratégias.
Pense no conceito que você está
criando sobre o que você oferece e em como as pessoas que você pretende atrair
poderiam mais facilmente entender e preferir este conceito ao invés dos
conceitos que os seus competidores oferecem. É preciso lembrar que o marketing
não é e nunca foi uma batalha entre produtos, pois é uma guerra mental e é na
mente de quem queremos atrair, que ocorrem os embates. As vitórias são
percebidas nos resultados financeiros que são sempre consequência do conjunto
de ações que fizemos melhor do que os outros que disputam a mesma atenção e o
mesmo dinheiro.
Desejando mais e melhores negócios a todos, deixo
um abraço e até a próxima!
quarta-feira, 2 de dezembro de 2015
A oferta irresistível
A melhor época do ano para o faturamento do varejo
chegou, num dos períodos mais desafiadores para a economia e para o mercado de
consumo em praticamente todo o país. A crise política, que agrava a cada dia
mais a crise econômica, somadas a sensação de falta de tempo e do acúmulo de
tarefas do fim do ano fazem este momento ser considerado “uma loucura” por
muita gente. Quem quer a atenção de alguém neste período precisa ser atrativo e
hábil para obtê-la num verdadeiro “piscar de olhos”. Precisamos vender para
aproveitar o maior volume de dinheiro e a maior disposição das pessoas em
consumirem bens e serviços, mas muitos negócios também precisam vender mais
ainda para tentar recuperar parte do que não foi faturado ao longo do ano.
O consumidor com menos disponibilidade e se
apavorando com o acúmulo de notícias negativas de toda a ordem, se sensibiliza
mais com aquela “oferta irresistível” para estar mais “seguro” da decisão de
compra. Quem quer e precisa vender, busca atrativos, formas, apresentações e
condições para tornar a sua oferta irresistível, mas muitas vezes não sabe bem
como efetivá-la. Mark Joyner, autor do livro The irresistible offer (A oferta
irresistível), prega que o vendedor tem poucos segundos para garantir um negócio,
pois perdendo o momento certo, haverá um caminho bem mais difícil para
conquistar a adesão do cliente.
Para garantir a venda é preciso ter sempre presente
que para pensar uma oferta irresistível para o cliente que está a sua frente é
fundamental conhecer pelo menos um pouco dos desejos e necessidades desta
pessoa. Imagino que principalmente os leitores que atuam em vendas devem estar
se perguntando agora, afinal, para o meu cliente, o que é uma oferta
irresistível? Para o autor de “A oferta irresistível” o produto, seja ele um bem
de consumo, um bem durável ou um serviço, deve haver uma perspectiva de retorno
seguro para o comprador, comunicada de uma maneira tão clara que ele
entenda que não comprar será perder uma grande oportunidade. Para ser irresistível,
o consumidor precisa acreditar que não pode perder aquela oportunidade
que o vendedor está oferecendo.
Uma oferta irresistível deve “atiçar” a imaginação do
possível cliente, criando um senso de urgência, passando a acreditar que
precisa comprar agora, para não perder ou deixar de ganhar ou aproveitar algo. Aproveito
para lembrar que prometendo mais do que a empresa e o produto podem fazer pelo
cliente, corre-se o risco de haver rápida frustração e por consequência, má
fama, incluindo eventuais problemas legais para o vendedor, para o produto e
para a empresa.
Para ser irresistível, uma oferta precisa ser
factível, proporcionar bom retorno e ter critérios. Como afirma Mark Joyner “As
pessoas têm que acreditar que não estão negociando com um charlatão. A oferta
só funciona se houver credibilidade na proposta (imagem, texto e voz) de quem
oferece. Ninguém vai colocar a mão no bolso achando que a outra mão estirada à
sua frente só quer seu dinheiro, custe o que custar”. Tanto quem vende quanto quem compra precisa ter um alto retorno de
investimento. A oferta precisa deixar claro que o cliente vai obter
benefícios suficientes com a compra para justificar o dinheiro pago. Quando o
cliente sai do ambiente de vendas pensando que pagou muito por algo que não vai
dar tanto retorno, a probabilidade é que ele não volte a comprar desta empresa a
longo prazo e ainda poderá fazer comentários negativos como “olha o que me
venderam”, ou “veja o que me fizeram” para toda a rede de contatos. É preciso trabalhar
a negociação para que renda muitos resultados e a longo prazo.
Para decidir para quem e quando fazer uma oferta
irresistível é preciso ser criterioso. Lembrem-se que a todo o momento,
principalmente pelas mídias, recebemos um bombardeio de ofertas de tudo que se
possa imaginar, sendo ou não do nosso perfil de consumo. Uma oferta
irresistível precisa se diferenciar, elegendo critérios, considerando o perfil
do cliente, as informações que foram coletadas anteriormente sobre ele e a
forma como ele se abre para a comunicação, tendo sempre em mente que é
necessário ser claro, breve e simples.
Desejando muito mais vendas neste fim de ano,
deixo um abraço e até a próxima!
quarta-feira, 25 de novembro de 2015
Energia positiva para 2016
Há tanta notícia negativa ao nosso redor que às vezes
parece que nossas energias são absorvidas e ficamos sem forças, desanimados,
precisando de mais esforço para ter iniciativas, fazer planos e ver melhores
momentos para nossa vida. 2016 vem aí e precisaremos de muita energia positiva
para fazê-lo melhor do que 2015. Podemos começar por não absorver as energias negativas
do ambiente ao nosso redor. Aprender a se proteger desta energia negativa é uma
importante habilidade para superar momentos como estes.
A tentativa de agradar a todos deve ser evitada assim
como devemos selecionar melhor de quem nos aproximamos, para o que prestamos
mais atenção, no que nos inspiramos, lembrando de nos responsabilizarmos pelo
que pensamos, sentimos e fazemos.
Nem todos os que
convivem conosco vão gostar de nós e enquanto não convivermos bem com isso,
vamos sofrer e gastar energia em algo sem solução. Aqueles que reclamam da
gente, assim como aqueles que nos desrespeitam, ofendem, criam fofocas, cometem
assédio moral, podem sugar nossa energia positiva se tentarmos convencê-los a
gostar de nós. Além disso, é preciso tomar cuidado para não ficar dependente da
opinião destas pessoas sobre o que você faz ou pretende fazer.
Para preservar a energia
positiva também é preciso selecionar melhor quem faz e quem fará parte da nossa
vida. É ótimo ser generoso, mas há uma linha tênue que precisamos
perceber, entre ser generoso com quem precisa de auxílio e quem acaba por
explorar a boa vontade e a generosidade de quem está próximo. Aprender a dizer
e lembrar de dizer “não” auxilia bastante na melhoria das suas relações e da
sua estima.
Toda a vez que
prestamos atenção a alguém, ou algum fato, gastamos parte de nossa energia
positiva. Quando nos concentramos em pessoas e fatos negativos, temos uma
redução drástica da energia que nos permite ficar animados, entusiasmados, ter
iniciativa, inovar, investir, viver melhor. Algumas pessoas tem a habilidade de
“despejar” nos outros a energia negativa que possuem e passarem adiante
seguindo a sua vida e nos deixando com aquela carga negativa. É uma escolha de
cada um de nós receber ou não esta carga negativa. Claro que é bom ouvir o
outro e melhor ainda é ter um ouvido amigo, todavia, ouvir muitas frustrações
pode drenar a nossa energia positiva e fazer com que passamos a limitar nossa vida
de uma maneira não produtiva.
Ao receber uma
carga negativa precisamos descarregar imediatamente e não dá para economizar, quando
o assunto é rejeitar energia tóxica. Os especialistas recomendam procurarmos a natureza
para meditar, relaxar e respirar, para que esta auxilie na absorção da energia negativa
que nos rodeia. É preciso, no entanto, muita confiança, mantendo a cabeça erguida e não permitindo
que ninguém faça nos sentir inferior. Teremos uma vida melhor e sob o
nosso total controle, se nos responsabilizarmos por nossos pensamentos e sentimentos.
A forma como nos percebemos é maior e mais intensa do que a percepção que os
outros têm de nós.
Muitos esquecem que
ninguém tem poder sobre nós, mas convivemos todos os dias com quem acredita
equivocadamente, que há pessoas com tal poder sobre eles e assim passam a
culpar os outros pelas suas frustrações e dificuldades. Ao nos conscientizarmos
de que somos responsáveis direta ou indiretamente por tudo o que ocorre com a nossa
vida, acessamos um nível mais profundo de nós mesmos, gerindo melhor o desenrolar
da nossa vida, não se sentindo abatido nem projetado para fora do nosso foco tão
facilmente. Precisamos nos colocar em situações que aumentam nossas próprias
energias. Para cada pessoa com quem convivemos, pode-se fazer uma avaliação se
ela nos faz sentir bem e se fazemos esta pessoa se sentir bem. Cada um de nós é
merecedor de ótimas experiências e não precisamos, seja consciente ou
inconscientemente, nos aproximarmos e tão pouco repetir experiências negativas.
Para nos protegermos das energias negativas, precisamos ter muito amor-próprio
e lembrar constantemente do quanto é importante estar feliz e em paz, pronto
para dizer não para as energias negativas.
Um
grande abraço e o desejo de mais energia positiva para todos os amigos neste
2016!
quarta-feira, 18 de novembro de 2015
Criatividade e competência
Criatividade esta cada vez mais
presente e cada vez mais valorizada na descrição das qualidades desejadas para
as mais diferentes funções nos processos de recrutamento e seleção de pessoal,
independente das funções e do nível hierárquico. É hoje talvez a competência
mais desejada na busca por novos empregados e nas seleções de quem será
promovido. Você tem criatividade suficiente? Como pode ser mais criativo/a?
Sugiro algumas leituras para
entender melhor a sua criatividade e obter dicas para desenvolvê-la como “O
espírito criativo” de Goleman, Kaufman e Ray, assim como “Criatividade e
modelos mentais” de Pereira Filho, Medina da Rocha e Silveira, e ainda os
escritos do conhecido sociólogo Domenico De Masi, com o conceito do ócio
criativo.
Para ser criativo é preciso primeiro
reduzir as suas próprias resistências à mudança. Depois é possível desenvolver
ações para envolver toda a equipe da sua empresa, ou todas as pessoas da
família na missão de serem mais criativos e incentivar o espírito criativo dos
demais. Para isso é preciso entender que para ser criativo precisa haver mais
liberdade e nem toda a organização, nem toda a família está preparada para as
pessoas terem maior liberdade. Pessoas criativas precisam poder misturar um
pouco de fantasia e concretude no que estão desenvolvendo e isso exige
liberdade de ações e pensamentos. A fantasia gera ideias, mas as ideias passam
a ter valor real quando são aplicadas e passam a gerar resultados. Um
fantasioso que concretiza muitas das suas ideias é um gênio, mas estes são
poucos. Cada um de nós pode ser um pouco mais fantasioso, concretizando uma
parte destas ideias, que já seremos mais criativos.
As leituras indicam que as
pessoas que possuem mais traços de criatividade interessam-se por um conjunto de
diferentes interesses, embora sejam orientadas ao futuro, seu e dos outros, além
de demonstrarem maior grau de felicidade. De Masi atribui ao fato de Brasil e
Itália terem empresas mais criativas, terem um maior número de pessoas mais
criativas, o fato de culturalmente termos atitude mais alegre em relação à vida,
do que outros países.
É sabido que não é fácil montar
equipes que possam ter muitas ideias e concretizar boa parte, mas é possível. A
ideia do ócio criativo, defendida por De Masi e outros pensadores mistura
trabalho e lazer, o que temos visto em imagens, relatos e casos de empresas
grandes e ricas como Google, Apple, Facebook e outras inclusive em nosso meio.
Essas empresas estão quebrando as barreiras da jornada tradicional de trabalho
tanto em relação ao horário de início e fim da jornada, quando a função
permitir, é claro, como organizar livremente o seu espaço de trabalho,
permitindo inclusive em alguns casos, que as pessoas levem seus animais de
estimação para ficarem junto da estação de trabalho.
Para aumentar a criatividade no
trabalho, é preciso estimular a cultura intelectual da equipe. Os estudiosos do
assunto têm apontado para um futuro breve em que apenas um terço das vagas serão
voltadas para tarefas operárias e o restante será trabalho criativo e
intelectual. Portanto, caminhamos rapidamente para uma alteração no volume de
vagas de emprego das tarefas operárias, para mais vagas em atividades criativas
e intelectuais, com muita gente não percebendo e correndo o risco de ficar fora
do mercado, por falta destas capacidades que crescem rápido em procura e
importância.
Se somos criativos 24 horas por
dia, podemos ter muito boas ideias em qualquer lugar ou situação e este é o
principal motivo de se defender o trabalho associado ao lazer, para gerar mais
produtividade criatividade. Para as pessoas liberarem sua criatividade também é
preciso alimentar sentimentos de confiança e respeito, para que as pessoas se
sintam seguras para expressar ideias, pensamentos, sem medos de
ridicularização, repreensão, ou qualquer censura direta ou indireta. Precisa-se
rever duas forças que impedem e que encorajam a criatividade nas nossas
organizações e até em nas famílias: a atitude interior das pessoas para com a
inovação e a atmosfera da empresa. Quando estão em harmonia, consegue-se criar
e inovar, mas como isso é difícil, o ímpeto criativo fica travado.
Desejando mais criatividade
e capacidade de colocar as boas ideias em prática, deixo um abraço e até a próxima!
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