segunda-feira, 21 de novembro de 2016

O legado

                Vivemos tempos líquidos, lembra o sociólogo polonês, Zygmunt Bauman, em “Vida líquida” e outras obras. Os avanços tecnológicos nos proporcionam melhorias significativas e mais rapidamente que em qualquer outro momento da humanidade. Vivemos um paradoxo em relação ao tempo, pois a tecnologia abrevia o tempo de muitas tarefas, facilitando, agilizando e aumentando a produtividade, enquanto que nós todos, sendo usuários de boa parte desta tecnologia dizem que o que mais falta em suas vidas é justamente, o tempo.
                Os valores mais nobres e elevados, estabelecidos até alguns anos na cultura ocidental diluem-se como a água com o passar dos anos, escorrendo entre os dedos, sem que alguém seja capaz de segurar. Refletimos sobre os relacionamentos, os empregos, as empresas, os negócios, as famílias, os credos. A vida líquida é uma vida precária enquanto segurança e confiança, pois é vivida em condições de incerteza constante. Quanto tempo ficaremos neste emprego? Quanto tempo conseguimos ficar com este empregado? Quanto tempo permaneceremos no relacionamento atual? Quantos dos meus amigos são fieis e confiáveis? O quanto eu realmente sou amigo dos meus amigos? Por quanto tempo conseguirei conviver com meus familiares, meus colegas, meus amigos?
                Há o tempo de Deus e o tempo dos homens. O tempo de Deus muitas vezes nos liberta, enquanto o tempo dos homens muitas vezes nos escraviza e até distorce conceitos.
                Entendo que uma forma de não nos escravizarmos ao tempo dos homens é pensar no legado que nós e nossas organizações podemos deixar. Em tempos líquidos, tenho proposto pensarmos e agirmos avaliando nossa atividade e as nossas relações pela intensidade e pelo legado e não pelos dias, meses e anos que duraram.
                De forma prática, antes de avaliarmos se alguém partiu mais cedo de nossas vidas, de nosso convívio, de nossa empresa, passaríamos a avaliar o que cada pessoa deixou de contribuições a nossa vida, a nossa organização, a nossa comunidade, país... ao mundo. Em tempos líquidos ainda temos quem fica por muitos anos conosco e cada vez mais, aqueles que ficam fisicamente pouco tempo conosco. Este tempo fica relativo, quando alguém que fica menos tempo do que gostaríamos, deixa um legado que lembraremos por muito tempo.
                Os tempos líquidos vieram para que possamos aprender a valorizar mais a intensidade dos momentos em que vivemos uma condição, ou convívio, que gostamos, do que o número de dias e de anos. As vezes alguém parte mais cedo do que gostaríamos de nossas vidas. Com o passar dos anos, passei a preferir pensar no legado que cada um deixa em nossas vidas, nos empreendimentos, no município, na região, no Estado e no país. Sabemos que o tempo do relógio e do calendário é relativo para quem consegue intensidade no que faz, deixando um legado importante.
                Sentimos os dias passando cada vez mais rápidos, as semanas que parecem horas, os anos voando… e a vida se vai como o vento inesperado: não a vimos chegando, mal podemos dizer quando ela se foi. Só nos resta tentar deixar um legado que possa enriquecer as lembranças e estimular aqueles que também queiram deixar boas lembranças nas vidas, nas organizações e nas comunidades com as quais convivem.

                Um abraço, e até a próxima!  

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Alinhando as escolhas da vida

                Acredito que não precise dizer que gosto de escrever... mas ler é melhor e não se pode escrever muito sem ler bastante. Palavras e ideias melhoram a mente e também alimentam a alma.
                Deepak Chopra autor de muitos livros e artigos conhecido mundialmente, em parte de sua obra fala das leis espirituais do sucesso, onde uma delas é a “Lei do Distanciamento”. Para usarmos esta lei em nosso favor quando estamos em busca de soluções para os problemas que surgem, precisamos desapegar do profundo envolvimento com o problema. Quando ficamos muitíssimo envolvidos com um problema, temos uma compulsão pela solução que pode sair forçada, podendo não ser a melhor solução. Quando nos distanciamos, conseguirmos ficar mais alertas as muitas possibilidades que podem surgir para solução do problema e assim decidir e agir melhor, fazendo as melhores escolhas.
                Chopra diz que “Todo o problema representa uma semente de oportunidade para algum benefício maior. A partir do momento em que atingir essa percepção, uma série completa de possibilidades se abrirá, fato que manterá vivos o encantamento e a excitação.” É preciso abandonar o apego pelo que conhecemos, pois sempre buscamos soluções dentre o que já conhecemos, sendo que o que conhecemos é sempre muito restrito, enquanto o que não conhecemos pode ter infinitas possibilidades.
                Os problemas nos abrem muitas possibilidades de reorganização, reestruturação a partir de uma situação nova. Uma boa solução pode abrir muitos horizontes até então ignorados. É sabido que quando estamos predispostos e preparados para as soluções, ao aprendizado, as boas coisas, vemos melhor as oportunidades. Esta situação, onde a oportunidade se encontra com a preparação/predisposição, que inclusive alguns chamam equivocadamente de sorte, é uma receita de sucesso!
                Deus nos permite decidir por tudo o que quisermos na vida e nos deu muitos talentos. Todavia, muitos não pensam assim e acumulam reclamações sobre muitas das coisas que os rodeia. Infelizmente muitas pessoas não definiram ainda o seu propósito de vida e isso as faz sofrer, assim como os muitos que os cercam. É comum ver gente admirada, ou até fantasiando sobre como determinada pessoa conseguiu isso ou aquilo. A primeira lição a ser aprendida é que quando alguém tem um propósito de vida claro e se prepara para este propósito, este alguém está alinhando as suas escolhas, as suas atitudes e a sua visão, ao propósito de vida, parecendo aos olhos dos outros mais fácil o caminho para chegar ao sucesso pessoal e profissional.
                É muito difícil alguém ser bem sucedido sem ter tido antes uma visão de futuro da sua vida alinhando as suas escolhas, preparação e atitudes para aquele foco. É preciso se conhecer muito bem, para estabelecer um propósito de vida e uma visão de futuro. Reconhecer e reforçar os seus talentos exclusivos tornando-se cada vez mais diferenciado nos meios em que você pretende seguir, é outra necessidade. Além disso, é preciso definir bem o que você pode fazer pelo outros. Perguntando “como eu posso servir”, “de que maneira eu posso auxiliar?” você verá muitas possibilidades de auxiliar os outros com o seu talento e a si mesmo, enquanto valor social, espiritual e consciência.
                É preciso lembrar sempre que a gratidão é poderosa em nossa vida e nos que estão ao nosso redor. Auxiliar verdadeiramente a quem precisa, também é uma forma de ser grato a Deus, a sua família e a sociedade, pela vida que temos.

                Um abraço e até a próxima!  

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

A nova revolução industrial

                Temos discutido as mudanças que se aceleram em relação ao perfil de consumo e o alinhamento de forma mais profunda das indústrias com o comportamento do consumidor, ocasionando a chamada 4ª Revolução Industrial, com sinais muito evidentes em vários lugares do mundo. Voltamos neste assunto já abordado na semana passada, considerando sua amplitude e também os feed backs de vários leitores da coluna e do blog. Definitivamente, tanto a administração pública, quanto as empresas brasileiras precisam entrar mais rapidamente nesta onda. O Fórum Econômico Mundial, que ocorreu na semana passada em Davos, na Suíça teve como tema justamente a 4ª Revolução Industrial.
                O aumento da presença de tecnologias digitais, mobilidade e conectividade de pessoas, já é plenamente perceptível. Todavia, para os brasileiros viverem, prosperarem e ganharem mais num ambiente plenamente conectado desde a produção até o consumo, é necessário educação de melhor qualidade e mais tecnologia.
                Enquanto no Brasil ainda se discute se o Mercosul deve ser incentivado ou não, a Europa discute a criação do mercado digital comum, além do incentivo as cadeias regionais de tecnologias e produtos “verdes” (ecológicos/sustentáveis). Infelizmente o Brasil é conhecido no mundo pelos baixos investimentos em educação e bem pior que isso, pela má gestão dos recursos da educação e dos investimentos em tecnologia. Talvez pelo volume de jovens brasileiros conversando e se entretendo nas redes sociais e em games, poderia parecer que estamos ficando bons em tecnologia. No entanto, no volume de pesquisas de novos conhecimentos, na compreensão de leituras disponíveis na internet e na própria navegação em sites, os jovens brasileiros estão nas últimas posições do ranking mundial de Inovação Digital. (BBC Brasil, 2016)
                Avança rápido e quem quer acompanhar melhor precisa acelerar, o alinhamento da indústria com o consumo hiperconectado e super informado em tempo real, além das mudanças nos sistemas de produção e consumo, amplo uso da inteligência artificial, com sistemas preditivos com memória de nossas rotinas, hábitos e costumes. As ações buscam gerar conveniência, para facilitar a vida das pessoas e também para ganhar competitividade para as empresas, por saber exatamente o que cada um precisa e prefere. A preocupação com as energias e tecnologias verdes vai determinar a prosperidade das empresas nos próximos anos.
                É preciso nivelar por cima a formação dos jovens, a qualificação dos profissionais e os incentivos ao setor industrial. Não podemos seguir nos satisfazendo com algum consumo de tecnologia superficial que é desenvolvida no mundo. Na última década o Brasil deixou de utilizar adequadamente em fundos de reserva e fundos de investimentos em tecnologia, as rendas e tributos extras oriundas do superciclo de exportações quando as commodities como grãos e minério de ferro estavam bem valorizados no mundo.
                A ineficiência da gestão pública é sempre subsidiada com o dinheiro dos contribuintes, mas pior que isso é que a negligência da gestão dos recursos. Os governos têm resolvido os problemas de caixa com mais impostos, mas para a melhoria da gestão dos recursos, é preciso melhores gestores que desenvolvam melhores processos de gestão. Ações desenvolvimentistas sempre podem ajudar a evitar tendências recessivas e recuperar empregos. Também é sabido que mais acesso, assim como aumento da qualidade da educação e da saúde encorajam demanda agregada e aumento de produtividade, melhorando os indicadores econômicos. Para que nosso país dê mais alguns passos no ambiente da indústria 4.0, estas condições são fundamentais.
                Podemos começar direcionando novas e antigas tecnologias para utilização mais eficiente de recursos naturais, energias renováveis e sustentáveis, e desenvolver casas, empresas e cidades mais inteligentes e sustentáveis.
                Um abraço e um 2016 de bons negócios para nós! 


sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Mudanças mais profundas na sociedade e no consumo

                Que a sociedade está mudando e cada vez mais rápido, assim como consumo, que por vezes, muda ainda mais, já sabemos. Que mudanças são estas, em parte sabemos e em parte tentamos imaginar, preparando-nos para o que vem pela frente, a partir das pesquisas e sinais que conseguimos ler em diferentes meios. Em recente entrevista para a Revista Exame, Reinaldo Lorenzato, especialista em indústria da HP – Hewlett-Packard Enterprise, uma das maiores indústrias do mundo, nos revela alguns pontos que segundo os estudos de sua equipe, mudarão a sociedade e o consumo nos próximos anos.
                Apesar de continuamente haverem transformações a partir de evoluções constantes, a história mostra momentos em que ocorrem grandes ondas de mudanças. Assim é na indústria com as revoluções industriais, sendo que na entrevista, Lorenzato defende que no Brasil precisamos nos preparar para a indústria 4.0, na qual vários países desenvolvidos já ingressaram. A 1ª revolução industrial, em 1.700 foi marcada pelo uso do vapor e mecanização, a 2ª revolução ficou marcada pelo uso da energia elétrica, o aumento da escala e a redução de custos de produção, enquanto a 3ª revolução industrial tem sido feita pela automação e inserção da robótica nos processos repetitivos, insalubres, ou que exigem muita precisão.
                No passado as descobertas da indústria que vinham para o mercado balizavam o comportamento da sociedade, ditando tendências. Hoje, são muito claras as evidências de que mais indústrias são influenciadas pelas pessoas e pela sociedade, o que exige que as empresas se reinventem, assim como os diferentes setores de serviço.
                Phillip Kotler no livro Marketing 3.0 já afirmou que o avanço da tecnologia exige colaboração e a integração. Reinaldo, por sua vez tem afirmado que as mudanças devem vir para conectar o ecossistema industrial aos sistemas de consumo, suprimentos, sustentabilidade e outros. Ele diz que podemos esperar indústrias cada vez mais limpas, assim como sua produção e por consequência, o próprio consumo mais limpo. Quando um produto é produzido e vai para uma prateleira está estocando recursos diversos, entre eles matéria prima, energia, mão de obra. Isso quer dizer que dependendo do produto, se ele não for usado, pode ser reaproveitado. Por outro lado, o que muita gente esquece de analisar, é que energia, mão de obra, tempo e outros, nunca poderão ser reaproveitados. Quando a indústria, a sociedade e o consumo colaborarem entre si, teremos um consumo mais consciente, mais limpo e mais sustentável.
                Vemos a desindustrialização do Brasil em função da alta carga tributária, assim como a acelerada desindustrialização de alguns países europeus pelo custo da mão de obra e normas ambientais. Em contrapartida, vemos a forte industrialização de vários países asiáticos, com escalas impressionantemente gigantes. Todavia, veem-se sinais de que a longo prazo haverá um freio no consumismo, fazendo com que indústria, sociedade e consumidor revejam seus processos e hábitos. O que se pode ver é surgir tanto no Brasil, como na Europa, em especial na Alemanha e França, produções em menor escala, mais personalizada, com mais tecnologia e mais valor agregado.
                Sempre que atendo a alguns pais, com dúvidas sobre a formação de seus filhos costumo lembrar que as revoluções industriais, com a mecanização, informatização e agora com automação/robotização nunca reduziram o uso da mão de obra a ponto de desempregar em massa, como alguns apocalípticos diziam a cada nova onda. O que ocorre é que vemos de forma mais acelerada a migração do volume de mão de obra braçal, para uma mão de obra bem mais intelectual, com capacidade de criação, inovação, pesquisa, análise e bastante conhecimento técnico em algumas áreas. É fácil ver que na indústria temos cada vez menos gente carregando coisas e apertando parafusos e mais Engenheiros projetando.
                Nossas empresas precisam ser mais limpas, mais inteligentes e buscar um alinhamento cada vez mais rápido e mais forte com o seu público. Assim, teremos mais chances de ver nossos negócios prosperarem também, ao invés de somente admirar o que os outros estão conseguindo.

                Um abraço e um 2016 de bons negócios para nós!  

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Desafio de gestão 2016

Iniciamos 2016 com indicativos de alta de inflação, queda no PIB, dólar elevado, retração no consumo e incrivelmente, mais impostos. Considerando ainda que muitas organizações precisariam recuperar perdas de 2015, ainda em 2016, as perspectivas econômicas são de um ano que proporcionará muitos e bons desafios para empresários e executivos. Para quem gosta de gamificação, ou seja, transformar em jogo para ficar mais atraente, imagino que este seria um bom jogo: “Desafio de gestão – versão 2016”.
                Na semana que passou conversei com um empresário e um executivo, de empresas diferentes do setor metalomecânico que têm em comum o fato de estarem na “contramão” do que vem sendo divulgado no noticiário comum. Ambas investindo, uma em volume de pessoal qualificado e a outra duplicando a planta industrial. Uma preparando-se para um cenário de maior exportação e outra para um cenário nacional de crescimento de vendas de seus produtos. Além do crescimento, estas empresas tem em comum o fato de terem feito ao longo de 2015 bons planejamentos, aprimorado o sistema de gestão pela qualidade e terem feito minuciosas avaliações na empresa para entender os cenários internos, externos, os clientes e a concorrência. Alguns diriam em outras palavras, fizeram um “raio X” das suas organizações.
                Quem está no mercado querendo e precisando seguir em frente, deve fazê-lo com foco de qualquer negócio, ou seja, na rentabilidade. Para tanto, revisão dos custos, análise das margens, ampliação, ou redução da amplitude e profundidade do mix de produtos, assim como a análise dos principais pontos do planejamento estratégico é fundamental. O equilíbrio da boa avaliação tanto dos fatores internos (dentro da equipe e da empresa), quanto dos fatores externos (comportamento dos clientes, ações da concorrência e dos fornecedores), é fundamental. Olhar somente para fora da empresa, sem considerar todas as condições internas é tão equivocado quanto olhar somente para dentro da empresa, sem considerar todas as informações relevantes que afetam clientes, fornecedores, concorrentes.
                Conforme já refletimos em outros textos, o consumidor está retraído mais pelo que circula nas diferentes rodas de conversa e no noticiário de rádio, jornal, mídias sociais e TV, do que pelas suas economias. De qualquer forma, é fato que temos uma redução de vendas, o que é normal em tempos de crise. Assim, mesmo que faça calor, não haverá o mesmo volume de vendas de ar condicionado, ventilares, roupas de banho, piscinas, que haveria, do que se tivéssemos o PIB crescendo, câmbio estável, a política mais tranquila.
                Aquela velha conhecida análise do ambiente interno (listando pontos fortes e pontos fracos), comparando com o ambiente externo (ameaças e oportunidades) precisa ser feita urgente para quem não tem e periodicamente, para quem ainda não estruturou. Esta análise pode determinar o cenário das prioridades e proporcionar o desenvolvimento de planos de ação para identificar as prioridades e atacar o que mais gera impacto na rentabilidade.

                Claro que não dá pra ter uma centena de planos de ação de uma vez e por isso precisa-se ter claro as prioridades da organização e de cada setor. O foco inicial é naqueles que são considerados básicos, como reduzir despesas e aumentar as receitas. Para reduzir as despesas, o foco é determinar quais áreas e o que não pertence ao foco principal do negócio. A partir daí, é possível ter mais claro o que pode ser terceirizado ou mesmo eliminado. Já para aumentar as receitas, é preciso buscar novos mercados, vender mais produtos (complementares) para os clientes que já estão na base, prospectar novos clientes e criar novos produtos. Para qualificar a gestão, reduzir custos e ter os principais indicadores de desempenho da organização a mão, o uso de sistemas de gestão é determinante. Eles oferecem a integração das informações, onde todos os processos ficam em uma mesma base e a tomada de decisão se torna mais eficaz. Com estes pontos básicos, o empresário, os executivos e a equipe de apoio terão condições de manter a organização competitiva neste ano de muitos desafios de gestão!

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Um Ano Novo melhor para todos nós



Li outro dia que em alguns idiomas antigos, como os originais da bíblia, crise é sinônimo de decisão. É sabido que para os chineses, o sinal que representa a palavra crise é o mesmo que oportunidade, tempo, perigo e solução.
Se observarmos ao longo de um dia, de uma semana, é impressionante o número de vezes que ouvimos falar em crise por todo o nosso país neste 2015 que se encerra. Lembro o significado da palavra crise em outros idiomas, pois só temos visto e ouvido notícias sobre crise na política, na economia, na saúde, na infraestrutura, nas instituições, nas relações, como a expressão de situações difíceis em que fica-se com poucas oportunidades e praticamente nunca como oportunidade.
O que parece ser a maior crise da história brasileira não exige menos do que as nossas maiores e melhores forças e energias para superá-la. É preciso atitude, frente aos desafios da vida de cada um de nós, aliada a determinação, esforço, cooperação, criatividade, inovação e persistência. Tivemos neste 2015 muitas oportunidades para aprender como viver, conviver e se desenvolver neste cenário tão controverso. Eu, você e cada um dos nossos conterrâneos estamos desejando um ano novo melhor para todos os seus mais queridos e é preciso que tenhamos aprendido bem as lições de 2015. Não podemos admitir que o sacrifício de nosso bem estar, o risco de nossos negócios, os empregos, o desenvolvimento seja corroído pela inércia de ficarmos mais tempo esperando para ver o que vai acontecer com a política, com a próxima eleição municipal, com o clima.... Não merecemos, nem nossas famílias, que as nossas expectativas, nossas esperanças sejam frustradas pela paralisia que toma conta quando todos ficam com medo. A capacidade de investimento, o movimento do comércio, o aquecimento da indústria está ligado diretamente ao nível de otimismo das pessoas que fazem a economia girar.
Há poucos, é verdade, mas corajosos, talentosos e bons brasileiros e brasileiras iniciando novos ou ampliando seus negócios atuais, inovando, construindo e fazendo a sua parte. Há muita gente esperando uma boa oportunidade e um empurrãozinho para investir, comprar, decidir. Estes esperam um pouco mais de segurança, de certeza, de garantia de valor, para movimentar o dinheiro que está parado em locais que parecem mais seguros. Em 2016 precisamos fazer mais uso da sabedoria popular onde se diz que “os exemplos arrastam” para mostrar mais do que está dando certo, do que está funcionando. Semanas atrás trabalhei no extremo oeste de Santa Catarina onde fiquei além de impressionado, comovido e motivado com a qualidade dos empreendimentos e com os volumes de investimento e movimento da economia das pequenas cidades daquela região. É visível que lá há bons exemplos e que estão arrastando vários “vizinhos”. Sou um admirador e especial incentivador dos negócios que surgem nas Incubadoras de empresas, onde temos excelentes exemplos de novos negócios com grande potencial surgindo em números cada vez maiores em várias partes do país. Precisamos olhar mais para estes movimentos tão positivos neste ano novo e menos para as tragédias, sejam elas econômicas, naturais, políticas, pois as vezes parece que quanto mais notícias ruins vemos, mais notícias ruins aparecem.
Num texto de Charles Chaplin se lê algo como ...se não gostei do que tive até aqui, tenho o hoje e toda a vida para ser o que eu quiser... Todavia, para isso é preciso mais atitude, aceitando dirigir a sua própria vida ao invés de permitir que ela seja decidida pelos acontecimentos ao seu redor.
Que neste ano novo, você querido/a leitor/a possa voar mais alto, continuar com a inspiração, mas ter muito mais atitudes positivas para realizar os seus melhores sonhos!
Um feliz, próspero e iluminado 2016 para todos!
  

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Atitudes para Natal, Ano Novo e sempre

                Aos queridos leitores que nos acompanharam neste 2015 deixo os agradecimentos pelo prestígio e pela companhia, propondo atitudes diferentes na busca de momentos felizes que ultrapassem o Natal que está por vir. O envolvimento com as pendências que precisam ser concluídas antes do fim do ano, arrumação do espaço de trabalho, limpeza e arrumação da casa, compras para visita da família e para viagens, os presentes... isso tudo, dentre outras, nos envolve tanto que o tempo para curtir e celebrar o espírito de Natal acaba ficando pouco.
                Ser grato é muito poderoso e precisamos de maior gratidão pelo que conseguimos ao longo deste ano, assim como precisamos ser gratos a quem direta ou indiretamente participa das nossas conquistas, pois tudo o que conseguimos depende em parte de várias outras pessoas, que nem sempre lembramos. Agradecer é a melhor maneira de deixar os outros motivados. Além disso, quem agradece realmente se sentindo grato, vive bem melhor. Aproveito para sugerir que você experimente ir ao encontro e dar um abraço forte e prolongado em quem fez bem para você em 2015.
                Uma forma de agradecer e desenvolver auto aprendizado para novas vitórias é celebrar. Mesmo as pequenas conquistas, ou grandes sucessos, devem ser compartilhados com pessoas que auxiliaram e também com as pessoas queridas, comemorando e enchendo-se de energia para os desafios seguintes.
                Busque a simplicidade e evite o que possa te levar a arrogância e a soberba. O que só dá trabalho, incômodos, preocupações desnecessárias e não traz satisfações reais, pode ficar fora da sua vida.
                A preocupação precisa ser controlada, pois facilmente vira um vício. Viver tenso e estressado parece está virando moda e não podemos passar a acreditar que ser competente e levar a vida com harmonia, de bem com a vida são coisas incompatíveis. Precisamos definir bem as metas diante das nossas condições, deixando as “neuras” de lado, para chegar mais facilmente ao que se quer.
                As metas precisam ser claras para evitarmos desperdício de tempo, energia e dinheiro. Talentos que não levam a carreiras de sucesso, amores que não geram satisfações, relações que não são enriquecedoras, devem ser revistas e reacordadas com clareza, objetividade e desapego. Diga adeus ao que e a quem não o/a merece. Seremos muito mais felizes limpando a vida de situações e problemas desnecessários, concentrando energia naquilo que nos sustenta e nos faz mais felizes.
                Seja digno e ético para que as vitórias realmente mereçam ser comemoradas com todo o seu valor, reafirmando valores profundos para a sua vida e evidenciando que os esforços valeram a pena. O que vencermos com dignidade e ética é que realmente nos enriquece e os que estão ao nosso redor.
                Pessoas com sonhos grandes obtêm mais energia para crescer e assim elevar suas expectativas sobre sua vida pessoal, profissional, amores e amigos.  Enquanto perdedores dizem: "isso não é para mim" ou “isso é muito para nós” os vencedores ajustam constantemente diversos pontos da sua vida pensando em como realizar seus objetivos.
                As glórias normalmente pertencem àqueles que têm algo especial para oferecer aos outros. Por isso é preciso estudar bastante e sempre, para ser a melhor opção e ter algo diferenciado a oferecer. Há diferentes formas de buscar o conhecimento e se eventualmente não encontraste a sua ainda, busque uma que melhor combina contigo, para poder alcançar plenamente seus objetivos e a sua felicidade.
                Cuidar bem do corpo com boa alimentação, sono e exercícios são atitudes fundamentais para uma vida saudável. Você já ouviu várias vezes que seu corpo é seu templo. Gostar de nós mesmos é o primeiro e mais importante passo para outros gostarem também.

                Finalizo lembrando que agradecer é muito poderoso e conversar com Deus em agradecimento é muito bom! Oração e meditação são fontes de inspiração, independente do credo. Recomendo!
                Desejo um Feliz e Abençoado Natal, com muita paz, harmonia e amor para sempre.
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