terça-feira, 29 de novembro de 2016

Respondendo aos boatos

                A nossa capacidade de gerar boatos e proliferá-los é quase infinita, assim como as técnicas utilizadas na guerra de informações em que quase tudo o que é polêmico se transforma, a partir da abundância de informações que chegam a nós diariamente. Consumimos boatos como boatos, como dúvidas, suspeitas e as vezes como verdade. Passamos boatos adiante, depois nos arrependemos de alguns quando descobrimos a verdade. Por vezes aumentamos os boatos “apimentando” os detalhes até para deixar mais emocionante, ou para confirmar algumas ideias que estavam em nosso imaginário a respeito. Um boato quando repetido diversas vezes e quando não é tratado adequadamente se transforma em fatos.
                Os profissionais, as empresas, as instituições vivem de credibilidade e a medida em que a credibilidade é abalada, clientes, fornecedores, investidores, e outros deixam de apostar, investir, comprar, frequentar, por diversos motivos, como não correr o risco de perder dinheiro, pelo receio de ser enganado e ainda, para evitar se confundido ou envolvido. Quando estas situações não são bem tratadas, o afastamento de clientes, frequentadores, recursos, compras, vendas... começa a transformar o boato em fato, proliferando, avolumando, diversificando, gerando ou potencializando crises, por vezes rápidas, outras vezes mais significativas.
                Trocar ideias com mais pessoas, preferencialmente com um grupo de formação diversificada como direito, comunicação, estratégias de mercado, administração é altamente salutar e é o que melhor funciona. Analisar cuidadosamente cada ação e cada reação é mais importante do que a velocidade da reação de quem foi atingido. Assistimos vez por outra bem próximo de nós, verdadeiros desastres cometidos na tentativa de “responder” aos boatos. Declarações em redes sociais, informes em rádio e nota de esclarecimento em jornais são algumas das mais lamentáveis medidas, provavelmente tomadas “de cabeça quente”, após ouvir duas ou três pessoas que “...ouviram falar que...”.
                Pensem naquela situação em que um concorrente desleal, ou empregado cuja recisão não foi pacífica, ou desafeto pessoal que lança um boato de que empresa “X” adquire produtos de carga roubada ou falsificados, ou que a empresa está a beira da falência, ou que não tem o cuidado adequado na manipulação de insumos e alimentos, ou ainda, que não estão habilitados legalmente para o que fazem, dentre outros possíveis boatos que surgem na nossa sociedade. Há várias atitudes que podem ser tomadas nestes casos, que vão desde ignorar, passando por reforçar a comunicação de valor de marca, uma campanha que fortaleça a credibilidade da marca, melhoraria do processos internos alvos dos boatos, divulgação de certificações de qualidade, até a busca de reparação judicial por quem lançou e propagou os boatos. Para escolher as melhores opções diante da situação, é preciso serenidade, racionalidade e principalmente deixar de lado a indignação que toma conta nesta hora, que impulsiona atitudes que podem transformar os boatos em fatos.            
                Quando o boato era um comentário a “boca pequena” estava só entre um pequeno número de pessoas, mas a partir do momento em que o atingido publica na imprensa uma tentativa de resposta,  milhares de leitores e ouvintes que tinham uma imagem positiva da organização que se defende, outros que até nem a conheciam bem, passam a imaginar que o problema existe e é grande, para justificar a vinda a público para se defender. Ao dizer “a empresa X não pratica tal situação”, as milhares de pessoas que não ouviram o boato passam a se perguntar “o que houve” e alguns mais curiosos vão pesquisar para saber os motivos do “porque vieram a público se defender”. Logo vai se ouvir  alguém dizer “sempre confiei neles, mas onde há fumaça, há fogo” e assim por diante. É justamente em atitudes como esta que os próprios atingidos pelo boato o transformam em fatos.
                Gerir bem, principalmente as emoções, e se assessorar bem na hora de reagir a um boato é fundamental para não transformar as especulações em fatos difíceis de reverter. Serenidade, frieza e racionalidade nas horas mais difíceis “é o melhor remédio”.

                Um abraço, e até a próxima!  

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

O tempo passa

                Nesta semana completei 46 anos de vida. Passou tão rápido que as vezes parece que há um equívoco nas contas! Fiz e fui a poucas festas, viajei pouco, trabalhei muito, estudei bastante e talvez por esta combinação, o tempo parece ter voado!
                Neste mês completei 30 anos desde que meu nome esteve pela primeira vez no contrato social de uma empresa. Foi cedo e permitiu aprendizado para as outras sociedades e negócios. Também completei 28 anos desde a primeira vez que assumi uma turma como professor. Foi no ensino fundamental, sendo que depois passei para a educação profissional e para o ensino superior, onde no último dia 1º de março completei 20 anos de atividades. Tive diferentes negócios, sendo docente em paralelo e em diferentes instituições e trabalhando para diferentes organizações. Mudei de cidade algumas vezes, viajo bastante a trabalho, conheci muita gente e muitos destes tenho a felicidade de manter contatos, mesmo que esporádicos.
                Sempre que penso neste tempo, lembro da intrigante questão de Liv Ullmann: “Porque o tempo é tão implacável, roubando-nos as oportunidades se não formos suficientemente rápidos para agarrá-las imediatamente?”
                Por mais que sejamos rápidos, sempre fica a sensação de que deixamos de fazer coisas importantes e há tempos a frase de Charles Darvin, quando disse que “o homem que tem coragem de desperdiçar uma hora do seu tempo não descobriu o valor da vida.” contribui para incentivar um momento constante na vida e a tentativa de avaliar o que fazer e o que deixar de fazer. O tempo passa rápido e por vezes temos a impressão de que a vida passa por nós. Os filhos cresceram muito mais rápido do que eu pensava que seria. Os amigos ficaram mais velhos, principalmente aqueles que não vejo a mais tempo (rs, rs) e fazem anos que entendi que o tempo com a família e os amigos é ganho e aquele gasto com os inimigos é perdido!
                Sou daqueles que entende que viemos para a vida para aprender sempre e que é preciso deixar boas contribuições nesta passagem. Para aprender é preciso viver e conviver e para ensinar realmente é preciso deixar melhor a vida dos outros. Penso que importa muito menos quantas horas ou quantos anos, ficamos aqui, ou lá, com este ou com aquele, do que o que deixamos de legado, por onde passamos e na vida de quem conviveu conosco. Aprender a deixar melhores aqueles por quem passamos é algo que só nos engrandece e se pudermos passar adiante formando uma corrente do bem, podemos iluminar nossa vida e as vidas de quem mais influenciamos.
           O tempo deixa muitas marcas em quem passa pela vida e tenho muitas. Uma delas é o fato de entender que o que está ocorrendo é tão relativo que não faz tanta diferença, pois é a forma como percebemos tudo que importa e realmente conta para cada um de nós.
             Muito obrigado a cada um que lendo, ouvindo, convivendo, ensinando, aprendendo, fazendo, curtindo, compartilhando, contribuindo, amando, odiando, dificultando, desafiando, incentivando, discordando, aceitando, rejeitando... tempera esta vida fazendo-a cada dia mais enriquecedora!

                Um abraço, e até a próxima!  

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Sobre o momento de crise

         Vivemos dias de muitas crises, que antes da crise econômica já davam muitos sinais. Há tempos vive-se uma crise de bom senso e de ética nas relações, onde o desejo de levar vantagem tem se propagado até atingir níveis jamais imaginados. Entendo que esta é a crise que tem ocasionado todas as demais.
         Da necessidade de levar vantagem em tudo, que a longo prazo é insustentável, veio a crise política, onde a manutenção de alianças ocorre cada vez mais pelas vantagens individuais e cada vez menos pela intenção de melhorar o coletivo.
Quanto mais gente se deu conta de que a maioria quer levar vantagem em tudo, se instala a crise de confiança, onde o receio de ser enganado, de perder dinheiro ou patrimônio, de arriscar e perder tudo, mesmo que pouco do que foi conquistado com muito esforço, vai sendo elevado a níveis quase insuportáveis. A quebra de contratos, onde o próprio país muda regras que estruturaram determinados setores, que em tese esperam estar em setores e atividades confiáveis, abalou ainda mais a confiança de investidores, aprofundando um sentimento que chegou aos consumidores.
        Chegamos na crise especulativa, que notadamente, é outra crise decorrente do desejo de levar vantagem em tudo, característica muito presente em nossa cultura popular, que de alguma forma, precisamos conseguir superar. Há setores da economia notadamente capitalizados, porém, os clientes não compram esperando a redução dos preços, uma grande oferta, uma queda nos juros, uma redução dos tributos. O varejo de muitos setores praticamente zerou o estoque pensando em comprar por menos e vender por mais, aguardando o cliente pedir. A indústria aguarda um câmbio favorável, incentivos fiscais, redução de encargos sobre a folha. As entidades sindicais de empregados e empregadores, tentando tirar vantagens diversas do momento, barganham situações que ambas podem se arrepender mais tarde. Instituições financeiras seguram o crédito aguardando o aumento dos ganhos com juros em linhas mais vantajosas. Podemos antecipar o fechamento do ciclo com as corretoras de ações especulando a compra de ações baratas agora para ganhar muito numa possível mudança do governo e assim segue-se tentando obter vantagem em tudo.
       Sobre crise também podemos aprender com uma das grandes figuras de nossa história, o físico alemão Albert Einstein, cuja própria vida, é um grande exemplo de superação. Preocupava os pais aos 3 anos ao ter dificuldades em se comunicar e por mais tarde ter reprovado no primeiro vestibular. Na escola, mesmo tendo desempenho com notas acima da média, era considerado mais lento que os colegas de sala na resolução de problemas matemáticos. Foi influenciado por um médico para fazer a leitura de obras complexas, mesmo desde cedo. A superação de dificuldades particulares e as leituras variadas renderam-lhe a condição de ver o mundo muito além de cálculos e física, nos deixando brilhantes pensamentos sobre os momentos de crises, como este: “Não pretendemos que as coisas mudem, se sempre fazemos o mesmo. A crise é a melhor benção que pode ocorrer com pessoas e países, porque a crise traz progressos. A criatividade nasce da angústia, como o dia nasce da noite escura. É na crise que nascem as invenções, os descobrimentos e as grandes estratégias. Quem supera a crise, supera a si mesmo, sem ficar superado.”
      A superação é importante em todos os obstáculos e com ela temos oportunidades de progredir muito. Albert Eintein ainda tem outro pensamento que deve vir a luz neste nosso momento: “Quem atribui à crise seus fracassos e penúrias, violenta seu próprio talento e respeita mais os problemas do que as soluções. A verdadeira crise é a crise da incompetência. O inconveniente das pessoas e dos países é a esperança de encontrar as saídas e as soluções fáceis. Sem crise não há desafios. Sem desafios, a vida é uma rotina, uma lenta agonia. Sem crise não há mérito. É na crise que aflora o melhor de cada um. Falar de crise é promovê-la e calar-se sobre ela é exaltar o conformismo. Em vez disso, trabalhemos duro. Acabemos de uma vez com a única crise ameaçadora, que é a tragédia de não querer lutar para superá-la.” 

        Um abraço, e até a próxima!  

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Sobre gratidão

                Sei que já escrevi outras vezes neste espaço sobre gratidão, mas considero de tamanha relevância este tema, que sobre gratidão, precisamos todos aprender muito. Começando pelas famílias no convívio e na educação com seus filhos, passando pela educação básica, pela qualificação profissional e ações das organizações empregadoras, há muito que se desenvolver nas pessoas no que se refere a gratidão.
                Peço que o bondoso Deus me ilumine e a cada um dos meus amigos, leitores e conhecidos, para que possam ser gratos ao tanto que recebem seja do poder maior no qual acreditam, no que aprenderam e receberam de suas famílias, nas salas de aula, nos convívios, em eventos, nos estágios, nos empregos, nos trabalhos voluntários. Que possamos ser gratos com cada trabalho no qual nos envolvemos e onde ainda vamos trabalhar, pois sempre há muito aprendizado onde quer que nos envolvemos. Particularmente sou muito grato com todas as organizações para as quais trabalhei, pois em todas aprendi muito e todas, de alguma forma, ajudaram a colocar o “pão na mesa” e proporcionar mais conforto e segurança para minha família. Há como não ser grato a isso? Infelizmente, há!
                Sempre haverá o que não nos agrada em algum detalhe, mas é preciso avaliar se aquele ponto pode ou deve barrar nossa gratidão a todo o restante que foi engrandecedor. Tudo o que tem se pesquisado sobre felicidade mostra que o caminho a ser trilhado primeiro é ser grato por tudo o que já alcançamos e ainda vamos alcançar. O sentimento de ser e estar grato é muito poderoso para atrair o que desejamos de bom. A gratidão é um estado de graça, pois quando estamos gratos à vida nos sentimos mais leves e felizes. Praticar a gratidão é muito importante para atraímos mais coisas positivas para a nossa vida.
               O lamentável é que em algumas pessoas, a gratidão é um sentimento que envelhece muito depressa. A gratidão é um fruto de grande valor, principalmente porque só se encontra em pessoas de grande valor. Pense naquelas pessoas que não conseguem se sentir gratas por mais que tenham recebido! Questionem e avaliem o valor destas pessoas, inclusive para de alguma forma, protegerem-se e aprender sempre. Fazer o bem e ser grato, por mais que haja reveses e grandes decepções proporcionadas seres muito ingratos, infelizes e aproveitados que inoportunamente nos atacam, nunca deveria reduzir o nosso espírito voluntário e pró-ativo em favor dos outros.
            Vivenciei e acompanhei situações das mais diversas em minha caminhada. Por toda a minha vida tenho sido voluntário de diversas entidades, o que também tenho feito de forma individual. Sempre que posso auxiliar pessoas a buscarem colocações profissionais e progredirem na carreira, não meço esforços. O que recebo em troca é a satisfação de ver o sucesso pessoal e profissional destas pessoas. Me inspiro em gente do bem, que faz muito mais do que isso e que me deixam com vontade de fazer muito mais. Assim como muitos leitores, também fui vítima de uma tentativa de um golpe trabalhista e financeiro absurdo e insano, da pessoa que emprestei mais auxílio. Gente ingrata, aproveitadora e golpista nunca deveria conseguir desanimar quem é grato e procura devolver ao mundo parte do que recebe.
            Uma pessoa grata, que faz o bem e sem muito olhar a quem, é muito maior do que ingratidão, traição, tentativas de golpes que alguns poucos infelizes, aos quais o universo implacavelmente retorna o que proporcionam. Mesmo arriscando ser vítima de golpes de aproveitadores, é preciso seguir fazendo bem, com fé e a certeza de que a felicidade está na serenidade e na gratidão ao que se recebe!
             Um abraço, e até a próxima! 


terça-feira, 22 de novembro de 2016

Gente do bem

                Tem uma expressão que eu gosto muito de ouvir, que para alguns conhecidos é a referência ao citarem determinadas pessoas, que é “Esse/a aí é do bem!”
                Claro que o conceito de “ser do bem” pode ser tão diferente para cada um de nós, que tenho certeza que seria injusta e incompleta uma tentativa de definir objetivamente o que é “ser do bem”. Me parece que cada um de nós tem um conceito diferente, mesmo que nos detalhes, sobre quem “é do bem” para nós. A filósofa francesa Simone Weil dizia que “O bem é aquilo que dá maior realidade aos seres e às coisas, enquanto que o mal é aquilo que disso nos priva.”
                Para muitos, fazer o bem é dividir suas riquezas. Para alguns, fazer o bem é revelar as riquezas dos outros. Sempre há o que dividirmos com os outros e sempre há como auxiliar o outro a entender os seus próprios valores. Uma das primeiras coisas que tentamos ensinar aos filhos é a diferença entre o bom e o ruim e depois, entre o bem e o mal. Todavia, falta-nos explicar melhor sobre como fazer o bem. Talvez falte a muitos o próprio entendimento do que é ser e fazer o bem, pois ninguém deveria confundir o bem com a inércia e a passividade. A bondade não pode ficar somente nas palavras, precisa ser percebida nos fatos. Quem fica “na sua”, dizendo que não faz mal a ninguém e entendendo que é do bem, deveria rever seus conceitos. Para ser do bem, precisamos fazer o bem!
                As habilidades que desenvolvemos, a autoridade e os poderes que temos e recebemos deveriam representar competências para fazermos boas ações. Ouço e vejo quem diz que não faz “...porque não merecem...” e sempre que posso, recordo a estes a frase do pensador francês Joseph Joubert “a bondade consiste em estimar e amar os outros para além do que eles merecem”. Quando a gente fica se questionando se alguém merece algo de bom que temos a oferecer, temos que questionar a nossa própria bondade, o nosso próprio conceito de fazer o bem. Ao fazer o bem não se deve esperar algo em troca, pois assim, frequentemente nos frustraremos. Precisamos fazer o bem pelo que acreditamos. Eu mesmo já fui tratado injustamente, assim como já fui traído em relações profissionais, por gente que ajudei muito! No entanto, sigo pensando que fazem parte de um pequeno grupo de infelizes que não conseguirão aproveitar o que recebem, enquanto não entenderem a importância da gratidão e o que é ser do bem, e que não mudarão a minha vontade de promover o bem, independente de quem merece ou não!  
                Aquelas pessoas que ao longo do tempo repetem ações do bem contribuindo com a vida de familiares, colegas, amigos, desconhecidos, com os animais, com a natureza... nos deixam com a percepção de que são do bem. Mas sabemos que há muito mais gente do bem, no anonimato, fazendo muitas coisas boas e outros ainda fazendo pequenas boas ações que poderiam se multiplicar, mas que por falta de uma articulação maior, não se propagam.
                O fato é que precisamos bem mais pessoas para abrir portas, puxar cadeiras, porque também é fato, que já há gente demais “puxando tapetes”. Como é bom estar e conversar com gente do bem! As conversas são mais alegres, mais positivas e as presenças são de melhor astral, deixando o clima sempre mais leve e uma partida em paz, com desejo do próximo encontro. Aquelas conversas em que há um interlocutor pronto para contar situações constrangedoras e difíceis de seus conhecidos, até apimentando um pouco, para ter mais atenção dos ouvintes, não contribuem com a vida de ninguém, não é mesmo? Contar ou comentar uma dificuldade ou uma situação constrangedora de um colega, amigo, conhecido, não faz bem para quem conta, tampouco para quem ouve, mas com certeza faz mal para quem é o alvo do comentário.
                “Só o que faz bem ao homem pode fazê-lo feliz”, foi uma das frases célebres de Santo Agostinho. É possível comprovar esta máxima ao ouvir depoimentos de pessoas que auxiliam ou mantém projetos sociais, ambientais, ou são voluntárias em Igrejas, lar de meninos e meninas, lar de idosos, hospitais, comunidades, grupos de jovens e outros tantos.
                É bom estar com quem é do bem nas amizades, no trabalho, nas equipes e nas relações comerciais. Seja do bem, e faça o bem! É muito melhor para você e para todos!

                Um abraço, e até a próxima!  

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

O legado

                Vivemos tempos líquidos, lembra o sociólogo polonês, Zygmunt Bauman, em “Vida líquida” e outras obras. Os avanços tecnológicos nos proporcionam melhorias significativas e mais rapidamente que em qualquer outro momento da humanidade. Vivemos um paradoxo em relação ao tempo, pois a tecnologia abrevia o tempo de muitas tarefas, facilitando, agilizando e aumentando a produtividade, enquanto que nós todos, sendo usuários de boa parte desta tecnologia dizem que o que mais falta em suas vidas é justamente, o tempo.
                Os valores mais nobres e elevados, estabelecidos até alguns anos na cultura ocidental diluem-se como a água com o passar dos anos, escorrendo entre os dedos, sem que alguém seja capaz de segurar. Refletimos sobre os relacionamentos, os empregos, as empresas, os negócios, as famílias, os credos. A vida líquida é uma vida precária enquanto segurança e confiança, pois é vivida em condições de incerteza constante. Quanto tempo ficaremos neste emprego? Quanto tempo conseguimos ficar com este empregado? Quanto tempo permaneceremos no relacionamento atual? Quantos dos meus amigos são fieis e confiáveis? O quanto eu realmente sou amigo dos meus amigos? Por quanto tempo conseguirei conviver com meus familiares, meus colegas, meus amigos?
                Há o tempo de Deus e o tempo dos homens. O tempo de Deus muitas vezes nos liberta, enquanto o tempo dos homens muitas vezes nos escraviza e até distorce conceitos.
                Entendo que uma forma de não nos escravizarmos ao tempo dos homens é pensar no legado que nós e nossas organizações podemos deixar. Em tempos líquidos, tenho proposto pensarmos e agirmos avaliando nossa atividade e as nossas relações pela intensidade e pelo legado e não pelos dias, meses e anos que duraram.
                De forma prática, antes de avaliarmos se alguém partiu mais cedo de nossas vidas, de nosso convívio, de nossa empresa, passaríamos a avaliar o que cada pessoa deixou de contribuições a nossa vida, a nossa organização, a nossa comunidade, país... ao mundo. Em tempos líquidos ainda temos quem fica por muitos anos conosco e cada vez mais, aqueles que ficam fisicamente pouco tempo conosco. Este tempo fica relativo, quando alguém que fica menos tempo do que gostaríamos, deixa um legado que lembraremos por muito tempo.
                Os tempos líquidos vieram para que possamos aprender a valorizar mais a intensidade dos momentos em que vivemos uma condição, ou convívio, que gostamos, do que o número de dias e de anos. As vezes alguém parte mais cedo do que gostaríamos de nossas vidas. Com o passar dos anos, passei a preferir pensar no legado que cada um deixa em nossas vidas, nos empreendimentos, no município, na região, no Estado e no país. Sabemos que o tempo do relógio e do calendário é relativo para quem consegue intensidade no que faz, deixando um legado importante.
                Sentimos os dias passando cada vez mais rápidos, as semanas que parecem horas, os anos voando… e a vida se vai como o vento inesperado: não a vimos chegando, mal podemos dizer quando ela se foi. Só nos resta tentar deixar um legado que possa enriquecer as lembranças e estimular aqueles que também queiram deixar boas lembranças nas vidas, nas organizações e nas comunidades com as quais convivem.

                Um abraço, e até a próxima!  

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Alinhando as escolhas da vida

                Acredito que não precise dizer que gosto de escrever... mas ler é melhor e não se pode escrever muito sem ler bastante. Palavras e ideias melhoram a mente e também alimentam a alma.
                Deepak Chopra autor de muitos livros e artigos conhecido mundialmente, em parte de sua obra fala das leis espirituais do sucesso, onde uma delas é a “Lei do Distanciamento”. Para usarmos esta lei em nosso favor quando estamos em busca de soluções para os problemas que surgem, precisamos desapegar do profundo envolvimento com o problema. Quando ficamos muitíssimo envolvidos com um problema, temos uma compulsão pela solução que pode sair forçada, podendo não ser a melhor solução. Quando nos distanciamos, conseguirmos ficar mais alertas as muitas possibilidades que podem surgir para solução do problema e assim decidir e agir melhor, fazendo as melhores escolhas.
                Chopra diz que “Todo o problema representa uma semente de oportunidade para algum benefício maior. A partir do momento em que atingir essa percepção, uma série completa de possibilidades se abrirá, fato que manterá vivos o encantamento e a excitação.” É preciso abandonar o apego pelo que conhecemos, pois sempre buscamos soluções dentre o que já conhecemos, sendo que o que conhecemos é sempre muito restrito, enquanto o que não conhecemos pode ter infinitas possibilidades.
                Os problemas nos abrem muitas possibilidades de reorganização, reestruturação a partir de uma situação nova. Uma boa solução pode abrir muitos horizontes até então ignorados. É sabido que quando estamos predispostos e preparados para as soluções, ao aprendizado, as boas coisas, vemos melhor as oportunidades. Esta situação, onde a oportunidade se encontra com a preparação/predisposição, que inclusive alguns chamam equivocadamente de sorte, é uma receita de sucesso!
                Deus nos permite decidir por tudo o que quisermos na vida e nos deu muitos talentos. Todavia, muitos não pensam assim e acumulam reclamações sobre muitas das coisas que os rodeia. Infelizmente muitas pessoas não definiram ainda o seu propósito de vida e isso as faz sofrer, assim como os muitos que os cercam. É comum ver gente admirada, ou até fantasiando sobre como determinada pessoa conseguiu isso ou aquilo. A primeira lição a ser aprendida é que quando alguém tem um propósito de vida claro e se prepara para este propósito, este alguém está alinhando as suas escolhas, as suas atitudes e a sua visão, ao propósito de vida, parecendo aos olhos dos outros mais fácil o caminho para chegar ao sucesso pessoal e profissional.
                É muito difícil alguém ser bem sucedido sem ter tido antes uma visão de futuro da sua vida alinhando as suas escolhas, preparação e atitudes para aquele foco. É preciso se conhecer muito bem, para estabelecer um propósito de vida e uma visão de futuro. Reconhecer e reforçar os seus talentos exclusivos tornando-se cada vez mais diferenciado nos meios em que você pretende seguir, é outra necessidade. Além disso, é preciso definir bem o que você pode fazer pelo outros. Perguntando “como eu posso servir”, “de que maneira eu posso auxiliar?” você verá muitas possibilidades de auxiliar os outros com o seu talento e a si mesmo, enquanto valor social, espiritual e consciência.
                É preciso lembrar sempre que a gratidão é poderosa em nossa vida e nos que estão ao nosso redor. Auxiliar verdadeiramente a quem precisa, também é uma forma de ser grato a Deus, a sua família e a sociedade, pela vida que temos.

                Um abraço e até a próxima!  
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...