quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Como está a sua empregabilidade?

         Um dos resultados nefastos das crises política, econômica, de confiança, especulativa e cambial, é o impacto sobre o emprego. Vamos refletir hoje sobre alguns pontos que por vezes ficam esquecidos para quem se prepara para a seleção de uma nova vaga, para quem quer se manter no emprego e também para quem quer alcançar uma promoção na carreira.
Com mais gente a procura de emprego, quem está recrutando e selecionando tem mais candidatos qualificados para avaliar e escolher quem mais se encaixa no que a organização está precisando. Tempos atrás ouvíamos os responsáveis pelo recrutamento e seleção dizer que estavam pegando a “rapa do tacho”, ou seja, contratavam mesmo sem as condições necessárias e tentavam treinar e qualificar depois de contratados.
O volume de curriculuns que chegam com qualificação e experiência maior do que quem já está ocupando uma vaga é cada vez maior e os executivos passam a se perguntar se não é o caso de trocar algumas peças do seu time, que ainda não conseguiram alcançar a produtividade e o trabalho desejado.
Este cenário deveria fazer com que cada um de nós avaliasse algumas condições que vão além do curriculum. Por força das atividades profissionais tenho conversado seguidamente com pessoas responsáveis pelo recrutamento e seleção em empresas com números elevados de empregados. Seguidamente ouço relatos de profissionais com boa capacidade técnica e boa formação, não são selecionados para novas vagas e também não ascendem na carreira por terem dificuldades com a escrita, com a fala, com conhecimentos gerais, com a dificuldade em demonstrar atitudes positivas em relação a sua vida e pretensões da carreira, além de dificuldades em aprimorar o relacionamento em grupo.
É comum vermos pessoas se perguntando os motivos pelos quais não recebem uma promoção ou uma oportunidade que gostariam. Alguns atribuem a uma “perseguição” ou preconceito de quem seleciona, alegando que tem tal formação, tal experiência, dentre outros. Antes de culpar os outros, é sempre muito importante uma autoavaliação, com crítica as suas condições atuais. Questões como: Há quanto tempo você não faz um curso novo? Quando foi a última vez que você buscou uma nova habilidade profissional? Quanto tempo você está na mesma função? Quais foram as últimas melhorias nas quais você contribuiu para implantar e que geraram bons resultados para o local em que trabalha? A sua imagem pessoal representada pela limpeza e condição de cabelos, unhas, roupas, calçados, é condizente com a função que a organização precisa que você desempenha A sua escrita tem erros de ortografia, acentuação, pontuação e concordância? A sua fala tem forte sotaque e/ou tem erros como dificuldades no plural e singular, ou com os “erres”, muitas gírias, e outros? A forma com que você cumprimenta, pergunta e responde as outras pessoas é cordial, atenciosa e prestativa, demonstrando interesse, dedicação e compromisso com o bem estar no trabalho?
Nem todos percebem em si próprios as dificuldades que abordamos aqui e por isso, muitas vezes precisa-se do auxílio de um colega, um superior e até de profissionais. Há tantas opções de cursos e profissionais que auxiliam a melhorar a escrita, que não precisaríamos ver bons técnicos perderem oportunidades por fazerem textos, laudos, pareceres cheios de erros na forma de escrever. Há tantas oportunidades em qualificar a oralidade em cursos de dicção, desinibição e oratória, bem como no trabalho dos fonoaudiólogos, que não deveríamos ver tantas pessoas perderem oportunidades por dificuldades ao se expressar. Também há em vários locais, especialmente na internet e sem custo, lista de dicas de como cuidar da aparência no local de trabalho em diferentes funções, que não deveríamos mais ver pessoas que perdem vagas que gostariam, por cuidar mal de si mesmo. Por este motivo, antes de dizer que não tem oportunidades, analise tudo o que é oferecido e que você não aproveita e busque melhorar todos os aspectos da sua carreira.
            Desejando uma melhoria contínua na empregabilidade dos amigos leitores, deixo um abraço e até a próxima!

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Reinventando o Governo

                Precisamos reinventar o Governo em todas as instâncias, pois embora o governo federal é o que mais vem chamando atenção há tempos, é preciso reinventar a estrutura e a forma de governar no país, os Estados e os municípios.
                Disse Ted Gaebler que "as sociedades funcionam de forma efetiva com governos efetivos" e também, que “o principal objetivo de um governo é ser o catalisador na assistência a comunidade.”
               Em verdade, o problema de um governo não está nas suas pessoas, mas sim, no sistema com que trabalham. Governar é navegar, catalisar, facilitar, promover, juntar recursos públicos e privados, para alcançar objetivos da comunidade. Infelizmente, muitas vezes temos a impressão de que o governo dificulta, emperra, desperdiça, espalha e não auxilia a vida da comunidade.
              Governar demasiadamente é o maior perigo dos governos, dizia Honoré de Balzac. Precisamos reinventar os governos municipais, estaduais e federal, para que eles sejam orientados por missões, buscando resultados, não somente recursos.
              Precisamos nos perguntar por que é que todos precisamos ser avaliados e avaliar performances e desempenhos, e os governos não. O governo deve atender seus clientes, que são os cidadãos e as organizações que juntos sustentam toda a máquina pública com impostos, taxas, multas e contribuições, ao invés de privilegiar os burocratas. Como é possível um governo gastar quase tudo o que produz, com a folha de pagamento? Há quem pense que mais gente e mais organizações devam ser sustentadas pelo governo. Quem pensa desta forma deve imaginar que o governo tem um fim em si mesmo e não deve ter idéia de quem sustenta os governos.
               O governo deve ouvir os seus “clientes” periodicamente, deve ser preventivo sempre e não somente curativo, devendo ser descentralizado atuando por equipes e prioritariamente, deve planejar estrategicamente o futuro. O planejamento deve ser junto com a comunidade, por vários motivos, mas principalmente porque as comunidades compreendem bem melhor os seus problemas que os burocratas que ficam fechados em suas salas. As comunidades são mais criativas e flexíveis e seus serviços custam menos, sendo muito mais rápidos e efetivos. As comunidades focalizam mais as possibilidades, do que os problemas.
Vivemos num momento muito infeliz do país, onde tudo o que se diz e escreve é ideologizado, assim como este texto fatalmente o será. Todavia, antes de um posicionamento ideológico deveria se avaliar que a questão de fundo não é a discussão de “público” versus “privado” e sim, de “competição” versus “monopólio”. O monopólio tende a priorizar os interesses de seus burocratas em detrimento dos seus clientes, independente de ser monopólio público, ou monopólio privado. Quando há competição, quem está na disputa tende a priorizar o atendimento e o respeito das necessidades dos clientes por uma questão de sobrevivência no ambiente e na competição. A competição força os monopólios a atenderem as necessidades dos clientes, encoraja a inovação, aumenta o orgulho e o prestígio dos envolvidos direta ou indiretamente.
É preciso reinventar o governo federal seguindo na pressão por mudanças fortes e estruturais, assim como é preciso prestar mais atenção nos governos estaduais exigindo mudanças de postura para que possam reinventarem-se, saindo da condição de intermediários. Obviamente quem está mais perto de nós todos é o governo municipal e neste podemos e é preciso contribuir agora mesmo, enquanto estão sendo sondadas as alianças, os nomes, as pretensões de quem poderão ser os candidatos ao pleito de outubro. Depois que os grupos estejam formados, com os diferentes compromissos firmados restará a cada um de nós duas ou três opções e em muitos casos, velhas escolhas. Com os compromissos feitos, os candidatos definidos, restará nas urnas, em verdade, poucas escolhas ao cidadão. Para reinventar os governos, precisa-se agir agora, ou conformar-se até que uma próxima geração faça a sua tentativa.

Um abraço e até a próxima!

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Para superar o subdesenvolvimento

             Lembram quando o discurso vigente era trabalhar para superar subdesenvolvimento? O Presidente dizia na TV que tínhamos que “apertar o cinto” e meu pai falava que já não havia “mais furos no cinto para apertar”. Descobrimos agora que há uma situação bem pior do que o subdesenvolvimento, que é a recessão com PIB negativo por 2 anos consecutivos, o que nunca antes na história deste país havia ocorrido. Dizem que sempre há o que piorar e assistimos a destruição das bases econômicas com passividade, e pior que isso é assistir passividade de quem teria que pelo menos tentar algo para salvar o país. Sinceramente, tenho grande dificuldade de entender como é que tanta gente com tanto poder consegue assistir ao país que em que nasceram, cresceram, cuja população lhes deu o comando da nação, se deteriorar sem nada fazer, ao longo de tanto tempo.
                Errar todos erramos, proteger nossos grupos é sempre o primeiro instinto, mas é inacreditável ver tanta gente que possui os cargos, as condições e os comandos necessários sequer tentar implementar medidas que pudessem evitar tamanha insegurança jurídica, fechamento de empresas, desemprego, perda de poder de compra e manutenção pela inflação, dentre outras dificuldades.
                Mais do que em qualquer outro momento na história precisaremos de todas as forças para gerar renda, empregos e principalmente tributos para pagar um pouco da impagável dívida pública que se construiu com argumentos comoventes e ações deficientes. Ainda que nós que não temos os cargos, o poder e o comando não podendo fazer muitas coisas grandiosas, precisamos conseguir fazer coisas pequenas ao nosso alcance, de forma grandiosa.
                É fácil entender que o país só pode investir recursos em infra-estrutura e direitos sociais, se arrecadar mais. O que parece muito difícil de se entender é que a arrecadação não tem outra fonte que não justamente do setor produtivo, que tem sido destruído nos últimos anos. Um dos principais pilares para a reestruturação da economia de nosso país e estados é a reconstrução do setor industrial. O agronegócio, que amenizou o desemprego e a queda de vendas de varejo em algumas regiões, especialmente ao nosso redor, tem sido a base das exportações brasileiras. Todavia, pela falta de plantas industriais pequenas ou grandes, com capacidade de transformar a soja, o milho, o leite, a carne, das quais nossos municípios e regiões são grandes exportadores, seguimos vendendo commodities para comprar produtos de alto valor agregado de outras regiões e de outros países. Vejam o caso inusitado, do Rio Grande do Sul, com o 3º maior volume de produção de soja, possui atualmente uma única planta industrial completa para transformar o grão em óleo (!!) e somente outras duas (!!) plantas que exclusivamente refinam e em baixo volume no contexto.

               Para superar as dificuldades econômicas o país precisa exportar, mas a política tributária em vigor é destruidora da indústria nacional, já tendo dado várias amostras de que corrói a economia do país e dos cidadãos. Não precisa ser especialista em economia ou comércio exterior para saber que exportar grãos e comprar os co-produtos e ingredientes diversos do setor de alimentos, condimentos, cosméticos, tintas... exportar aço e comprar veículos, motocicletas, bicicletas, máquinas e equipamentos para a indútria, componentes, aparelhos eletroeletrônicos... dentre outros, é insustentável.
                Não acredito que tenhamos a curto prazo governantes com capacidade de fazer esta mudança, que embora pareça simples, exige visão de negócios e coragem. No entanto, não vejo como recuperar o país sem desonerar a produção de bens de consumo e bens duráveis de maior valor agregado. Uma ação em larga escala para incentivar a agregação interna de valor reduziria a necessidade de importação, reduziria custos internos de transporte das commodities que enchem os caminhões e as estradas rumo aos portos e aumentaria a receita exportando produtos de maior valor.
                Nas áreas em que os governos não conseguem e em algumas em que não deveriam atuar, precisamos de governantes capazes de articular, regular, incentivar, organizar. Para termos governos assim precisamos primeiro, de cidadãos conscientes de que não há geração espontânea de recursos quaisquer que sejam e de eleitores com melhor entendimento do papel dos seus governantes.

                Um abraço e até a próxima!

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Erros honestos que destroem carreiras

                Em tempos de preocupação com a manutenção de empregos é importante se perguntar quanto tempo faz que você aprendeu uma nova habilidade, ou superou uma dificuldade na carreira profissional, por iniciativa própria.
                Gente do bem e dedicada podem ter suas carreiras prejudicadas por erros honestos que até nem percebem, mas que as levam a consequências graves, de maneiras sutis. Uma pesquisa recente feita pela VitalSmarts descobriu que 83% das pessoas já viram alguém cometer um erro que teve resultados catastróficos para sua carreira, reputação ou negócio, e 69% admitiram que eles mesmos já fizeram algo que prejudicou suas carreiras: 31% disseram que lhes custou uma promoção, um aumento ou até um emprego; 27% disseram que prejudicou um relacionamento de trabalho e 11% disseram que destruiu sua reputação.
                A ideia da pesquisa é mostrar como o próprio profissional pode ser prejudicial para sua carreira, se não souber como cuidar dos detalhes. O Dr. Travis Bradberry, nos livros Inteligência emocional 2.0 e O Código da Personalidade evidencia as dificuldades que destroem carreiras, como os erros honestos: prometer muito e entregar pouco, o medo de mudar, o ego inflado, a perda da visão do panorama geral, negatividade, baixa inteligência emocional, bajulação dos chefes, jogos políticos e junção de pequenos erros. A boa notícia é de que o mesmo autor identifica que se o profissional estiver consciente das suas dificuldades, quaisquer delas podem ser controladas antes de criar mais dificuldades na carreira.
                Quem promete muito e entrega pouco precisa aprender a controlar este ímpeto, que provavelmente seja desnecessário. Quando se promete, ou mesmo se insinua que vai fazer algo, as pessoas vão ficar esperando e se não ocorrer no tempo ou no volume prometido, haverá frustração. Neste caso, é preciso ser mais realista na hora de prometer metas, prazos, resultados, mencionado apenas o que com certeza entregar. Se puder entregar mais no final, vai surpreender positivamente a todos.
                A carreira profissional precisa ser aprimorada continuadamente para obter melhores resultados. A mudança é inevitável, então, melhor do que de vez em quando fazer uma grande mudança, é ter um crescimento e desenvolvimento contínuo na vida e carreira. Quem se prende muito no que está bem e no que sempre deu certo, tendo medo de arriscar, mudar, pode ser atropelado por aquilo que nem estava considerando. As pesquisas de Bradberry mostram que 91% dos profissionais de mais sucesso são aqueles que conseguem se adaptar melhor as mudanças do local de trabalho e do setor de atividade.
                Sucesso é ótimo, muita gente busca e realmente impulsiona a carreira, fazendo o profissional se sentir melhor. Todavia, é lei do mercado e da vida, que o sucesso pode levar a arrogância e a arrogância pode conduzir ao fracasso. Um ótimo profissional precisa aprender a controlar o seu ego para evitar que o sucesso vire fracasso.
                Os profissionais que trabalham muito naquilo que está a sua frente podem perder a visão do panorama geral. Os profissionais mais bem preparados aprendem a equilibrar as prioridades diárias com metas bem planejadas. Não é perder o foco, nem deixar de lado o que é urgente, mas equilibrar a atenção com o que é urgente e o que é importante e o ambiente interno, com o externo do seu trabalho e setor de atividade.
                Um profissional é contratado para deixar a vida do líder e dos colegas mais fácil e a organização melhor e mais próspera. Quem não está fazendo isso e ainda espalha negatividade, está complicando a vida para todos.  Muitas pessoas cometem o erro de pensar que elas prejudicarão suas carreiras apenas ao cometerem um grande erro, mas a realidade é que geralmente não é algo tão dramático. As pequenas coisas podem ser fatais no longo prazo e por isso é fundamental equilibrar a construção e a condução da carreira evitando erros e mantendo-se em qualificação continuada.

                Um abraço e até a próxima!

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Na minha época...

                Acredito que os amigos leitores também ouvem seguidamente a expressão “...na minha época...”. Claro que não sei quanto a vocês, mas particularmente e para os mais íntimos eu aproveito para apimentar a conversa perguntando “De que época você é?”. A intenção é fazer as pessoas próximas se darem conta de que vivem no presente e que sua época é agora também.
                Estamos vivendo uma era única de mudanças! Vejam que nunca antes na história, uma geração mais jovem havia ensinado a outra. Quantos jovens ensinando tecnologia para pais e avós? Quantos professores universitários jovens ensinando turmas com pessoas de mais idade que voltam a estudar pensando numa nova carreira? Nunca antes na história, os “velhos” puderam trabalhar até morrer, completando duas ou mais carreiras profissionais, por viverem mais, com mais saúde e passarem a trabalhar com o que gostam. 
                Nossos filhos, nossos estudantes, nossos colaboradores querem aliar trabalho, estudo e diversão, valorizam experiências e novidades, querem conveniência, terão cada vez menos vínculos, manterão vínculos apenas com o que lhes der prazer, viverão muitos anos, ficarão mais anos na casa dos pais e buscarão mais satisfação e alegria ao longo de toda a vida, não pretendendo aguardar a aposentadoria, até porque sabem que ela chegará para muito poucos.
                Precisamos de um melhor convívio e melhor entendimento entre aqueles que construíram sua vida com base na era dos vínculos e aqueles que já nasceram e aprenderam a viver na era do “ficar”. Respeito tem ligação com a boa educação de casa, da escola, mas também tem tudo a ver com a atitude de cada um. Há quem tenha, outros, não! Todo mundo erra, muitos admitem e conseguem transformar o erro em superação e coisas boas, outros não!
                Em muitos momentos de nossas vidas podemos nos queixar, mas também temos a opção de mudar. Deus nos deu o livre arbítrio para mudar sempre que quisermos e ao longo de toda a vida. Estamos vendo surgir uma sociedade exigente que quer o melhor, quer agora, o mais rápido possível, com o menor esforço possível e pelo menor custo possível! Sempre que ouço alguém falar que está errado, que a juventude de hoje é isso, ou aquilo, que não sabe o que será desta nova geração, eu fico lembrando o que eu ouvia dos mais velhos (geração baby boomer) comentarem sobre a minha geração, os X. A maioria dos comentários era pessimista e erram muito feio! Tempos atrás tive a oportunidade de ler textos (da geração de Veteranos) que versavam sobre as incertezas de como a sociedade seria quando a geração dos meus pais (baby boomers) ficasse adulta e alguns bastante pessimistas, que erraram muito mais feio. Quando leio ou ouço alguém se posicionando de forma pessimista quanto a sociedade futura (gerações Z e Y), fico pensando que é uma repetição de “maus agouros” que certamente não contribui. Graças a Deus e aos esforços de muitos pelo bom convívio, aprendizado mútuo, tem frustrado os pessimistas e teremos sim, uma sociedade cada vez melhor, só que diferente do que idealizamos.
                A vida que temos é resultado do que fizemos e do que deixamos de fazer até aqui! O futuro de cada um segue dependendo das escolhas que cada um faz ao longo da vida. E assim seria irracional esperarmos resultados diferentes, fazendo sempre a mesma coisa e do mesmo jeito. Os que encaram a vida e os negócios diferentemente de nós não estão necessariamente errados e talvez estejam encontrando outras formas de fazer o melhor que podem.
                Você vive neste momento e a sua época é agora, onde precisamos dar o melhor de nós, cada qual do seu modo ao entender-se com a vida, para seguirmos evoluindo, nos dando conta que já conseguimos muito em qualidade de vida, longevidade, saúde, respeito, paz, e tenho certeza que conseguiremos muito mais, quanto maior a “mistura” das idades, das gerações na condução das famílias, das organizações, do planejamento, no respeito as diferenças e no aprendizado de quanto é salutar a diversidade de pensamento e de visão de mundo.
                Para o que não estamos completamente satisfeitos, podemos ficar felizes por temos hoje, amanhã e o restante de nossas vidas para fazermos diferente na busca do melhor.

                Um abraço e até a próxima!

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Brasília e a sua vida

                É certo que Brasília está dominando o noticiário e é verdadeiramente muito difícil não se ver envolvido em algum comentário, discussão ou análise a respeito. Diante de muitas contrariedades e contradições que vemos e ouvimos, uma das poucas unanimidades é que precisamos retomar o crescimento e o desenvolvimento do Brasil o mais rápido possível.
                A retomada do crescimento e do desenvolvimento, com melhoria das práticas de gestão, depende muito mais, assim como sempre dependeu, do nosso trabalho árduo, pois tem sido assim com tudo o que realmente fez e faz a diferença no país. O governo precisa mais dinheiro, que no caso, vem dos impostos e estes, pelo aumento da movimentação da economia, gerada pelo aumento do volume de comércio, da produção primária e secundária. Eu, você, nós todos, precisamos gerar mais impostos, mais empregos, renda, trabalho digno, resultados honestos para que a economia tenha melhoria de desempenho e não há outra forma.
                Assim, caro leitor, sugiro darmos menos atenção a Brasília e mais atenção para nosso trabalho, nossa empresa, nossos negócios. Como vai se desenrolar o processo contra X, é bem menos importante para você superar as suas dificuldades do que como atender melhor, como vender mais e melhor, como aumentar a rentabilidade dos seus negócios. Faça um pequeno teste e veja se você gasta mais tempo comentando e ouvindo sobre os debates de Brasília, ou com um projeto para melhorar a fachada, a exposição de produtos e a vitrine da sua empresa para atrair mais vendas? Também é possível avaliar em minutos por semana gastos com a especulação sobre a última bomba política ou como melhorar a embalagem, o rótulo, os benefícios oferecidos pelos produtos da sua empresa. Você gasta mais tempo ouvindo as posições políticas das pessoas ao seu redor, a especulação dos próximos capítulos ou em estudos sobre como fazer a equipe produzir mais, como fazer as suas máquinas e equipamentos produzirem melhor?
                Você aposta em qual dos lados desta disputa de Brasília? Com a especulação gerada na Bovespa, onde se deve apostar: títulos da dívida, ouro, fundos de ações, fundos imobiliários, commodities? Se estiver com dúvidas, vou dar uma dica de ouro: A melhor aposta neste momento é em você mesmo!
                Tenho certeza de que o seu futuro depende de muitas coisas, mas principalmente de você, do que você fez, faz e fizer e do que deixará de fazer. Entendo que a maior descoberta que uma pessoa pode fazer é o entendimento de que pode modificar a sua vida apenas mudando suas atitudes e mentalidade. Mentalidade correta permite atitudes corretas e estas produzem ações corretas, que por sua vez proporcionam as melhores soluções. É possível mudar nossas vidas e a vida daqueles que nos cercam, mudando nossa atitude diante da vida e influenciando da mesma maneira, a quem nos cerca.
                Claro que estamos diante de um conjunto de problemas que se acumulam, como a crise econômica, crise política e crise especulativa. Mas é preciso lembrar que todo o conjunto de problemas gera um conjunto de oportunidades. Não há ninguém impedindo você de estudar e se preparar para quando o mercado de trabalho aquecer e voltar a disputar os melhores profissionais! Não há ninguém impedindo a sua empresa de realizar o planejamento estratégico, ou rever processos, sistemas e implantar projetos! Você não está impedido de escrever um plano de negócios para seu possível novo empreendimento. As crises não impedem ninguém de visitar os velhos clientes e verificar como estão, o que estão fazendo, do que eventualmente estejam precisando e que você poderia encontrar uma forma de fornecer. Quando olho por este prisma lembro da frase de Kelly Young, quando disse que “O problema não é o problema, o problema é a atitude em relação ao problema.”
                Assim, convido você para agirmos mais para mudar nossas vidas e nossos negócios, pois o Brasil e os brasileiros estão precisando muito e o mais rápido possível.

                Um abraço e até a próxima!

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

É preciso um novo ciclo

               
           É tempo de soja, de safra e de Fenasoja e de repensar algumas questões desta cultura. O surgimento da cultura da soja no noroeste do Rio Grande do Sul gerou um ciclo de desenvolvimento e prosperidade em muitas regiões de acordo com a expansão que foi tendo pelo interior do Brasil. O grão que ganhou escala de cultura agrícola nas terras vermelhas do noroeste gaúcho é hoje uma das commodities de maior expressão na balança comercial brasileira, sendo a principal do setor agrícola e tendo criado ao seu redor uma cadeia complexa que gera um grande conjunto de oportunidades.
                A cultura que foi o principal motivador para abrir fronteiras, foi decisiva para criar cidades, desenvolver indústrias de máquinas e equipamentos e algumas indústrias de transformação gerando grandes e complexas cadeias produtivas. Conforme dados da FAO e USDA, a soja responde por 56% da área cultivada do Brasil, que é hoje de 58,5 milhões de hectares. O crescimento segue sendo importante, sendo 3,5% maior desta para a última safra e acumulando 7,7% nos últimos 10 anos no Brasil. No mesmo período o Paraguai teve um crescimento de 9,2% e na Argentina, 10,5%, mostrando que o avanço da soja há muito não tem mais fronteiras.
                O preço da soja tem determinado muitos negócios e observa-se uma correlação forte entre os valores recebidos pelos produtores e a cotação do dólar, frente ao real. Desta maneira, gerir a comercialização in natura do grão exige alto conhecimento da dinâmica cambial dos mercados interno e externo. Uma das questões pouco comentadas é a queda constante que se observa nos preços da soja ao longo dos últimos 90 anos, que está atualmente estimada pelo Bureau of Labor Statistics, Bloomberg, Itaú, é de 20,59%, enquanto a área produzida tem aumento de 17%. Uma análise histórica desde 1926, deixa claro que a cadeia da soja auxiliou muito a nossa economia, mas para continuar sendo este pilar importante necessita que os produtores, a sociedade, os governos se ajam de forma mais rápida incrementando a cadeia com vistas ao aumento do valor agregado, frente aos mercados em cada vez maior competição.
                Há muito de nossas vidas e de nossos negócios atrelados a cadeia da soja e exatamente por isso deveríamos entender melhor como evolui ao longo dos anos e desde que surgiu como negócio de grande escala. A medida em que aumenta a oferta do produto no mercado os preços vão caindo e ainda, vão surgindo produtos que direta ou indiretamente substituem a soja como ela é utilizada atualmente, o que faz com que os preços caiam mais do que o aumento da produtividade consegue compensar. 
           Com os sinais de esgotamento do modelo cada vez mais forte, a necessidade de profissionalizar a cadeia da soja, reduzindo custos, aumentando a produtividade, agregando valor ao produto torna-se ainda maior. Desenvolver as indústrias de transformação da soja numa ampla e variada linha, não só é pertinente, como necessário para a prosperidade das regiões que são dependentes da soja.
                Somos a 9ª maior economia do planeta, mas representamos apenas 3% de tudo o que se produz no planeta. Temos a 25ª posição na participação do comércio exterior, representando apenas 1,2 a 1,4% do comércio internacional e isso é resultado de políticas públicas que fecham o país para acordos comerciais internacionais.
                 Poderíamos ter ganhos muito maiores se conseguíssemos ter uma gestão pública melhor, capaz de realmente entender que o setor produtivo é que gera os tributos que são capazes de sustentar todo o restante. Melhores condições logísticas de escoamento da produção, como ferrovias, hidrovias, mais e melhores estradas reduziriam em muito o chamado custo Brasil, mudando muito os resultados para toda a cadeia produtiva da soja. A capacidade de armazenamento estimada em 1/3 do que se produz, gera perdas de produto, de qualidade, ainda mais custos de transportes e retira quaisquer condições de aguardar um bom momento no mercado internacional.
                Assim como outras tantas áreas de nosso país, a cadeia da soja precisa e merece um novo ciclo de inovação para continuar sendo um dos pilares da nossa economia.

                Um abraço e até a próxima!
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