sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Escolhendo candidatos

Em 4 meses escolheremos os prefeitos e vereadores que administrarão nossos municípios até 2020. Por hora as notícias são de bastidores e muitas articulações seguem sendo feitas em cada localidade, até que daqui algumas semanas saberemos quais são as opções que o eleitor terá para definir a quem serão entregues os destinos da administração pública mais próxima e mais presente onde vivemos.
Dias atrás, caminhando na rua um amigo repórter falava sobre eleições quando me encontrou e sem que eu pudesse refletir muito sobre o assunto, sugeriu que eu opinasse a respeito das eleições e da administração pública. A verdade é que até falamos bastante, mas pensamos e fazemos pouco para uma administração pública melhor. É preciso repensarmos o entendimento de administração pública, que me parece que precisa ser muito mais articuladora das forças da sociedade, do que “fazedora” de obras e muito menos entregadora de bens e serviços. Quando se entende que a administração pública precisa ser a provedora de patrimônio, bens e serviços para um conjunto cada vez maior e mais variado de necessidades, ficam evidentes alguns vícios de origem. Todavia, esta infelizmente, é a tônica da nossa sociedade, tendo consequência a necessidade de onerar cada vez mais a quem produz para sustentar o que muitas vezes torna-se insustentável.
Precisaríamos de lideranças públicas com habilidades de articulação capaz de mobilizar as forças da sociedade para planejarmos o futuro das comunidades para daqui a 50 anos. O que você, os grupos que você participa, sua empresa, as entidades locais querem e precisam do município em que vivem, para daqui 20, 30, 40 anos? O que deve ser feito a cada ano, em cada setor da sociedade para se chegar lá? Seria o plano estratégico municipal, com objetivos claros para cada área do município. Um plano pensado de forma profissional, com objetivos claros sobre o que oferecer para a comunidade, de onde virão os recursos e as responsabilidades de quem vai transformar os objetivos em ações.
As comunidades que tem um bom plano de longo prazo, que sabem o que querem e o que precisam para 2020, 2030, 2040, não devem ter dificuldades para escolher seus candidatos a candidato. Cada grupo político deveria escolher entre os seus integrantes, qual o melhor candidato do momento para liderar a comunidade rumo ao projeto de futuro que todos escolheram.
A disputa das eleições deveria ser sobre a melhor forma com que cada grupo político pretende administrar o plano de futuro escolhido por todos, que ao longo dos anos desencadeará resultados de desenvolvimento em todas as áreas. Há cada 4 anos, avaliando os resultados obtidos em busca da visão de futuro da comunidade, muda-se ou mantém-se a metodologia, trocando ou não o grupo gestor do plano escolhido por todos.
Entendo que as comunidades que tem muita dificuldade para se desenvolver são aquelas que não conseguiram articular-se entre si para definir o que desejam para o seu futuro e por isso escolhem candidatos e elegem líderes atribuindo a eles expectativas que muitas vezes não são capazes de atender. A expectativa aliás, é elevada pelos próprios candidatos em campanha, que pela necessidade de obter votos e o desejo de vencer, prometem resultados que mesmo querendo muito, não sabem se vão e nem como vão atender.  
Por estas e outras entendo que precisamos mudar a forma de entender e de praticar administração pública, começando por entender que todos somos parte dela e que só vamos conseguir decidir bem o candidato quando tivermos um bom projeto futuro para nossos municípios e a partir dele, escolher quem reúne as melhores condições de liderar a todos rumo aos grandes objetivos escolhidos de forma coletiva.

Precisamos melhorar em muito a administração pública em todas as instâncias do país e as eleições municipais estão aí para darmos a melhor contribuição no que está mais próximo de nós. Desejando que Deus ilumine a todos em suas escolhas, deixo um abraço e até a próxima!

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Transformando o sonho em resultados

Já refletimos neste espaço que nos períodos em que o ritmo dos negócios fica reduzido, é tempo de planejar, projetar e prospectar novos negócios, novos produtos, novos mercados, enfim, dedicar-se mais a inovação. Tenho falado (e escrito) também que é preciso um bom planejamento e bons projetos para transformar sonhos em realização pessoal e profissional, e não em pesadelos.
Com frequência vemos pessoas com ideias para novos produtos e novos negócios que estão sendo pensado há tempos, mas que precisam de uma melhor reflexão o que somente é possível, com o planejamento e projeções geradas por um bom plano de negócios. Para evitar que o sonho do negócio vire pesadelo, tenho proposto a definição do problema, do público, da visão, da estratégia, dos objetivos e do monitoramento.
Acredito que a primeira reflexão sobre uma ideia destas é definir se o melhor é um novo produto, ou um novo negócio. Qual o potencial de desdobramento deste produto ou deste negócio, em amplitude e profundidade e ainda, qual o potencial de agregação para o negócio maior no qual ele será inserido?
Com um pouco mais de clareza sobre o potencial do produto ou do negócio, é preciso definir bem qual o problema que o produto ou o negócio resolve. Qual a necessidade de empresas ou o desejo das pessoas que o novo produto ou novo negócio se proporá atender?
Definido qual o problema que o produto/negócio irá resolver, é preciso pensar no público alvo. Público alvo é um grupo restrito dentro da população toda, para quem o produto ou negócio será mais atrativo e que terá potencial para adquiri-lo. Quem pagaria pelo que o produto ou negócio oferece? Para quem vamos trabalhar? Quem são, quantos são, onde estão, quais são os principais hábitos em comum do público alvo?
Resolvido o público alvo que o novo produto ou negócio pretende atingir, é preciso definir a visão de futuro, ou seja, onde queremos chegar. Porque estamos desenvolvendo este produto? Porque estamos desenvolvendo este negócio? Como queremos ver este produto daqui a 10 anos? Onde queremos que este negócio esteja daqui a 10 anos?
Tendo claro aonde se quer chegar com o produto/negócio, é preciso escolher a melhor estratégia, ou seja, qual o melhor caminho para chegar lá. Qual das opções existentes é a mais adequada para transformar esta ideia naquele resultado que se quer? Com a estratégia definida, é imprescindível definir os objetivos do que se quer realizar. Os objetivos poderiam ser comparáveis aos quesitos, às etapas para que a visão de futuro seja alcançada. O que se quer realizar ao longo da caminhada para o alcance da visão de futuro neste produto ou neste negócio pretendido.
Um objetivo terá mais condições de ser alcançado com a definição dos indicadores e das metas de cada um deles. É preciso ter claro de que o que não é medido, não é gerido. Desta forma, para saber em cada etapa quais resultados já foram atingidos, quanto falta para alcançar o que se pretende, saber se é preciso mais ou menos investimento, mais ou menos esforço, é fundamental ter definido como serão monitorados os resultados que darão suporte para a tomada de decisões.
Definir o problema que o seu sonho vai resolver, para quem ele será uma solução, quem pagará pelo que será oferecido, aonde se quer chegar a longo prazo, como você fará para chegar lá, quais as etapas do caminho e como serão monitorados os resultados, é a fórmula para transformar sonhos em resultados de médio prazo, evitando os pesadelos futuros. 

Desejando que alguns dos seus muitos sonhos possam ser concretizados mais rapidamente, deixo um abraço e até a próxima!

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Como está a sua empregabilidade?

         Um dos resultados nefastos das crises política, econômica, de confiança, especulativa e cambial, é o impacto sobre o emprego. Vamos refletir hoje sobre alguns pontos que por vezes ficam esquecidos para quem se prepara para a seleção de uma nova vaga, para quem quer se manter no emprego e também para quem quer alcançar uma promoção na carreira.
Com mais gente a procura de emprego, quem está recrutando e selecionando tem mais candidatos qualificados para avaliar e escolher quem mais se encaixa no que a organização está precisando. Tempos atrás ouvíamos os responsáveis pelo recrutamento e seleção dizer que estavam pegando a “rapa do tacho”, ou seja, contratavam mesmo sem as condições necessárias e tentavam treinar e qualificar depois de contratados.
O volume de curriculuns que chegam com qualificação e experiência maior do que quem já está ocupando uma vaga é cada vez maior e os executivos passam a se perguntar se não é o caso de trocar algumas peças do seu time, que ainda não conseguiram alcançar a produtividade e o trabalho desejado.
Este cenário deveria fazer com que cada um de nós avaliasse algumas condições que vão além do curriculum. Por força das atividades profissionais tenho conversado seguidamente com pessoas responsáveis pelo recrutamento e seleção em empresas com números elevados de empregados. Seguidamente ouço relatos de profissionais com boa capacidade técnica e boa formação, não são selecionados para novas vagas e também não ascendem na carreira por terem dificuldades com a escrita, com a fala, com conhecimentos gerais, com a dificuldade em demonstrar atitudes positivas em relação a sua vida e pretensões da carreira, além de dificuldades em aprimorar o relacionamento em grupo.
É comum vermos pessoas se perguntando os motivos pelos quais não recebem uma promoção ou uma oportunidade que gostariam. Alguns atribuem a uma “perseguição” ou preconceito de quem seleciona, alegando que tem tal formação, tal experiência, dentre outros. Antes de culpar os outros, é sempre muito importante uma autoavaliação, com crítica as suas condições atuais. Questões como: Há quanto tempo você não faz um curso novo? Quando foi a última vez que você buscou uma nova habilidade profissional? Quanto tempo você está na mesma função? Quais foram as últimas melhorias nas quais você contribuiu para implantar e que geraram bons resultados para o local em que trabalha? A sua imagem pessoal representada pela limpeza e condição de cabelos, unhas, roupas, calçados, é condizente com a função que a organização precisa que você desempenha A sua escrita tem erros de ortografia, acentuação, pontuação e concordância? A sua fala tem forte sotaque e/ou tem erros como dificuldades no plural e singular, ou com os “erres”, muitas gírias, e outros? A forma com que você cumprimenta, pergunta e responde as outras pessoas é cordial, atenciosa e prestativa, demonstrando interesse, dedicação e compromisso com o bem estar no trabalho?
Nem todos percebem em si próprios as dificuldades que abordamos aqui e por isso, muitas vezes precisa-se do auxílio de um colega, um superior e até de profissionais. Há tantas opções de cursos e profissionais que auxiliam a melhorar a escrita, que não precisaríamos ver bons técnicos perderem oportunidades por fazerem textos, laudos, pareceres cheios de erros na forma de escrever. Há tantas oportunidades em qualificar a oralidade em cursos de dicção, desinibição e oratória, bem como no trabalho dos fonoaudiólogos, que não deveríamos ver tantas pessoas perderem oportunidades por dificuldades ao se expressar. Também há em vários locais, especialmente na internet e sem custo, lista de dicas de como cuidar da aparência no local de trabalho em diferentes funções, que não deveríamos mais ver pessoas que perdem vagas que gostariam, por cuidar mal de si mesmo. Por este motivo, antes de dizer que não tem oportunidades, analise tudo o que é oferecido e que você não aproveita e busque melhorar todos os aspectos da sua carreira.
            Desejando uma melhoria contínua na empregabilidade dos amigos leitores, deixo um abraço e até a próxima!

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Reinventando o Governo

                Precisamos reinventar o Governo em todas as instâncias, pois embora o governo federal é o que mais vem chamando atenção há tempos, é preciso reinventar a estrutura e a forma de governar no país, os Estados e os municípios.
                Disse Ted Gaebler que "as sociedades funcionam de forma efetiva com governos efetivos" e também, que “o principal objetivo de um governo é ser o catalisador na assistência a comunidade.”
               Em verdade, o problema de um governo não está nas suas pessoas, mas sim, no sistema com que trabalham. Governar é navegar, catalisar, facilitar, promover, juntar recursos públicos e privados, para alcançar objetivos da comunidade. Infelizmente, muitas vezes temos a impressão de que o governo dificulta, emperra, desperdiça, espalha e não auxilia a vida da comunidade.
              Governar demasiadamente é o maior perigo dos governos, dizia Honoré de Balzac. Precisamos reinventar os governos municipais, estaduais e federal, para que eles sejam orientados por missões, buscando resultados, não somente recursos.
              Precisamos nos perguntar por que é que todos precisamos ser avaliados e avaliar performances e desempenhos, e os governos não. O governo deve atender seus clientes, que são os cidadãos e as organizações que juntos sustentam toda a máquina pública com impostos, taxas, multas e contribuições, ao invés de privilegiar os burocratas. Como é possível um governo gastar quase tudo o que produz, com a folha de pagamento? Há quem pense que mais gente e mais organizações devam ser sustentadas pelo governo. Quem pensa desta forma deve imaginar que o governo tem um fim em si mesmo e não deve ter idéia de quem sustenta os governos.
               O governo deve ouvir os seus “clientes” periodicamente, deve ser preventivo sempre e não somente curativo, devendo ser descentralizado atuando por equipes e prioritariamente, deve planejar estrategicamente o futuro. O planejamento deve ser junto com a comunidade, por vários motivos, mas principalmente porque as comunidades compreendem bem melhor os seus problemas que os burocratas que ficam fechados em suas salas. As comunidades são mais criativas e flexíveis e seus serviços custam menos, sendo muito mais rápidos e efetivos. As comunidades focalizam mais as possibilidades, do que os problemas.
Vivemos num momento muito infeliz do país, onde tudo o que se diz e escreve é ideologizado, assim como este texto fatalmente o será. Todavia, antes de um posicionamento ideológico deveria se avaliar que a questão de fundo não é a discussão de “público” versus “privado” e sim, de “competição” versus “monopólio”. O monopólio tende a priorizar os interesses de seus burocratas em detrimento dos seus clientes, independente de ser monopólio público, ou monopólio privado. Quando há competição, quem está na disputa tende a priorizar o atendimento e o respeito das necessidades dos clientes por uma questão de sobrevivência no ambiente e na competição. A competição força os monopólios a atenderem as necessidades dos clientes, encoraja a inovação, aumenta o orgulho e o prestígio dos envolvidos direta ou indiretamente.
É preciso reinventar o governo federal seguindo na pressão por mudanças fortes e estruturais, assim como é preciso prestar mais atenção nos governos estaduais exigindo mudanças de postura para que possam reinventarem-se, saindo da condição de intermediários. Obviamente quem está mais perto de nós todos é o governo municipal e neste podemos e é preciso contribuir agora mesmo, enquanto estão sendo sondadas as alianças, os nomes, as pretensões de quem poderão ser os candidatos ao pleito de outubro. Depois que os grupos estejam formados, com os diferentes compromissos firmados restará a cada um de nós duas ou três opções e em muitos casos, velhas escolhas. Com os compromissos feitos, os candidatos definidos, restará nas urnas, em verdade, poucas escolhas ao cidadão. Para reinventar os governos, precisa-se agir agora, ou conformar-se até que uma próxima geração faça a sua tentativa.

Um abraço e até a próxima!

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Para superar o subdesenvolvimento

             Lembram quando o discurso vigente era trabalhar para superar subdesenvolvimento? O Presidente dizia na TV que tínhamos que “apertar o cinto” e meu pai falava que já não havia “mais furos no cinto para apertar”. Descobrimos agora que há uma situação bem pior do que o subdesenvolvimento, que é a recessão com PIB negativo por 2 anos consecutivos, o que nunca antes na história deste país havia ocorrido. Dizem que sempre há o que piorar e assistimos a destruição das bases econômicas com passividade, e pior que isso é assistir passividade de quem teria que pelo menos tentar algo para salvar o país. Sinceramente, tenho grande dificuldade de entender como é que tanta gente com tanto poder consegue assistir ao país que em que nasceram, cresceram, cuja população lhes deu o comando da nação, se deteriorar sem nada fazer, ao longo de tanto tempo.
                Errar todos erramos, proteger nossos grupos é sempre o primeiro instinto, mas é inacreditável ver tanta gente que possui os cargos, as condições e os comandos necessários sequer tentar implementar medidas que pudessem evitar tamanha insegurança jurídica, fechamento de empresas, desemprego, perda de poder de compra e manutenção pela inflação, dentre outras dificuldades.
                Mais do que em qualquer outro momento na história precisaremos de todas as forças para gerar renda, empregos e principalmente tributos para pagar um pouco da impagável dívida pública que se construiu com argumentos comoventes e ações deficientes. Ainda que nós que não temos os cargos, o poder e o comando não podendo fazer muitas coisas grandiosas, precisamos conseguir fazer coisas pequenas ao nosso alcance, de forma grandiosa.
                É fácil entender que o país só pode investir recursos em infra-estrutura e direitos sociais, se arrecadar mais. O que parece muito difícil de se entender é que a arrecadação não tem outra fonte que não justamente do setor produtivo, que tem sido destruído nos últimos anos. Um dos principais pilares para a reestruturação da economia de nosso país e estados é a reconstrução do setor industrial. O agronegócio, que amenizou o desemprego e a queda de vendas de varejo em algumas regiões, especialmente ao nosso redor, tem sido a base das exportações brasileiras. Todavia, pela falta de plantas industriais pequenas ou grandes, com capacidade de transformar a soja, o milho, o leite, a carne, das quais nossos municípios e regiões são grandes exportadores, seguimos vendendo commodities para comprar produtos de alto valor agregado de outras regiões e de outros países. Vejam o caso inusitado, do Rio Grande do Sul, com o 3º maior volume de produção de soja, possui atualmente uma única planta industrial completa para transformar o grão em óleo (!!) e somente outras duas (!!) plantas que exclusivamente refinam e em baixo volume no contexto.

               Para superar as dificuldades econômicas o país precisa exportar, mas a política tributária em vigor é destruidora da indústria nacional, já tendo dado várias amostras de que corrói a economia do país e dos cidadãos. Não precisa ser especialista em economia ou comércio exterior para saber que exportar grãos e comprar os co-produtos e ingredientes diversos do setor de alimentos, condimentos, cosméticos, tintas... exportar aço e comprar veículos, motocicletas, bicicletas, máquinas e equipamentos para a indútria, componentes, aparelhos eletroeletrônicos... dentre outros, é insustentável.
                Não acredito que tenhamos a curto prazo governantes com capacidade de fazer esta mudança, que embora pareça simples, exige visão de negócios e coragem. No entanto, não vejo como recuperar o país sem desonerar a produção de bens de consumo e bens duráveis de maior valor agregado. Uma ação em larga escala para incentivar a agregação interna de valor reduziria a necessidade de importação, reduziria custos internos de transporte das commodities que enchem os caminhões e as estradas rumo aos portos e aumentaria a receita exportando produtos de maior valor.
                Nas áreas em que os governos não conseguem e em algumas em que não deveriam atuar, precisamos de governantes capazes de articular, regular, incentivar, organizar. Para termos governos assim precisamos primeiro, de cidadãos conscientes de que não há geração espontânea de recursos quaisquer que sejam e de eleitores com melhor entendimento do papel dos seus governantes.

                Um abraço e até a próxima!

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Erros honestos que destroem carreiras

                Em tempos de preocupação com a manutenção de empregos é importante se perguntar quanto tempo faz que você aprendeu uma nova habilidade, ou superou uma dificuldade na carreira profissional, por iniciativa própria.
                Gente do bem e dedicada podem ter suas carreiras prejudicadas por erros honestos que até nem percebem, mas que as levam a consequências graves, de maneiras sutis. Uma pesquisa recente feita pela VitalSmarts descobriu que 83% das pessoas já viram alguém cometer um erro que teve resultados catastróficos para sua carreira, reputação ou negócio, e 69% admitiram que eles mesmos já fizeram algo que prejudicou suas carreiras: 31% disseram que lhes custou uma promoção, um aumento ou até um emprego; 27% disseram que prejudicou um relacionamento de trabalho e 11% disseram que destruiu sua reputação.
                A ideia da pesquisa é mostrar como o próprio profissional pode ser prejudicial para sua carreira, se não souber como cuidar dos detalhes. O Dr. Travis Bradberry, nos livros Inteligência emocional 2.0 e O Código da Personalidade evidencia as dificuldades que destroem carreiras, como os erros honestos: prometer muito e entregar pouco, o medo de mudar, o ego inflado, a perda da visão do panorama geral, negatividade, baixa inteligência emocional, bajulação dos chefes, jogos políticos e junção de pequenos erros. A boa notícia é de que o mesmo autor identifica que se o profissional estiver consciente das suas dificuldades, quaisquer delas podem ser controladas antes de criar mais dificuldades na carreira.
                Quem promete muito e entrega pouco precisa aprender a controlar este ímpeto, que provavelmente seja desnecessário. Quando se promete, ou mesmo se insinua que vai fazer algo, as pessoas vão ficar esperando e se não ocorrer no tempo ou no volume prometido, haverá frustração. Neste caso, é preciso ser mais realista na hora de prometer metas, prazos, resultados, mencionado apenas o que com certeza entregar. Se puder entregar mais no final, vai surpreender positivamente a todos.
                A carreira profissional precisa ser aprimorada continuadamente para obter melhores resultados. A mudança é inevitável, então, melhor do que de vez em quando fazer uma grande mudança, é ter um crescimento e desenvolvimento contínuo na vida e carreira. Quem se prende muito no que está bem e no que sempre deu certo, tendo medo de arriscar, mudar, pode ser atropelado por aquilo que nem estava considerando. As pesquisas de Bradberry mostram que 91% dos profissionais de mais sucesso são aqueles que conseguem se adaptar melhor as mudanças do local de trabalho e do setor de atividade.
                Sucesso é ótimo, muita gente busca e realmente impulsiona a carreira, fazendo o profissional se sentir melhor. Todavia, é lei do mercado e da vida, que o sucesso pode levar a arrogância e a arrogância pode conduzir ao fracasso. Um ótimo profissional precisa aprender a controlar o seu ego para evitar que o sucesso vire fracasso.
                Os profissionais que trabalham muito naquilo que está a sua frente podem perder a visão do panorama geral. Os profissionais mais bem preparados aprendem a equilibrar as prioridades diárias com metas bem planejadas. Não é perder o foco, nem deixar de lado o que é urgente, mas equilibrar a atenção com o que é urgente e o que é importante e o ambiente interno, com o externo do seu trabalho e setor de atividade.
                Um profissional é contratado para deixar a vida do líder e dos colegas mais fácil e a organização melhor e mais próspera. Quem não está fazendo isso e ainda espalha negatividade, está complicando a vida para todos.  Muitas pessoas cometem o erro de pensar que elas prejudicarão suas carreiras apenas ao cometerem um grande erro, mas a realidade é que geralmente não é algo tão dramático. As pequenas coisas podem ser fatais no longo prazo e por isso é fundamental equilibrar a construção e a condução da carreira evitando erros e mantendo-se em qualificação continuada.

                Um abraço e até a próxima!

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Na minha época...

                Acredito que os amigos leitores também ouvem seguidamente a expressão “...na minha época...”. Claro que não sei quanto a vocês, mas particularmente e para os mais íntimos eu aproveito para apimentar a conversa perguntando “De que época você é?”. A intenção é fazer as pessoas próximas se darem conta de que vivem no presente e que sua época é agora também.
                Estamos vivendo uma era única de mudanças! Vejam que nunca antes na história, uma geração mais jovem havia ensinado a outra. Quantos jovens ensinando tecnologia para pais e avós? Quantos professores universitários jovens ensinando turmas com pessoas de mais idade que voltam a estudar pensando numa nova carreira? Nunca antes na história, os “velhos” puderam trabalhar até morrer, completando duas ou mais carreiras profissionais, por viverem mais, com mais saúde e passarem a trabalhar com o que gostam. 
                Nossos filhos, nossos estudantes, nossos colaboradores querem aliar trabalho, estudo e diversão, valorizam experiências e novidades, querem conveniência, terão cada vez menos vínculos, manterão vínculos apenas com o que lhes der prazer, viverão muitos anos, ficarão mais anos na casa dos pais e buscarão mais satisfação e alegria ao longo de toda a vida, não pretendendo aguardar a aposentadoria, até porque sabem que ela chegará para muito poucos.
                Precisamos de um melhor convívio e melhor entendimento entre aqueles que construíram sua vida com base na era dos vínculos e aqueles que já nasceram e aprenderam a viver na era do “ficar”. Respeito tem ligação com a boa educação de casa, da escola, mas também tem tudo a ver com a atitude de cada um. Há quem tenha, outros, não! Todo mundo erra, muitos admitem e conseguem transformar o erro em superação e coisas boas, outros não!
                Em muitos momentos de nossas vidas podemos nos queixar, mas também temos a opção de mudar. Deus nos deu o livre arbítrio para mudar sempre que quisermos e ao longo de toda a vida. Estamos vendo surgir uma sociedade exigente que quer o melhor, quer agora, o mais rápido possível, com o menor esforço possível e pelo menor custo possível! Sempre que ouço alguém falar que está errado, que a juventude de hoje é isso, ou aquilo, que não sabe o que será desta nova geração, eu fico lembrando o que eu ouvia dos mais velhos (geração baby boomer) comentarem sobre a minha geração, os X. A maioria dos comentários era pessimista e erram muito feio! Tempos atrás tive a oportunidade de ler textos (da geração de Veteranos) que versavam sobre as incertezas de como a sociedade seria quando a geração dos meus pais (baby boomers) ficasse adulta e alguns bastante pessimistas, que erraram muito mais feio. Quando leio ou ouço alguém se posicionando de forma pessimista quanto a sociedade futura (gerações Z e Y), fico pensando que é uma repetição de “maus agouros” que certamente não contribui. Graças a Deus e aos esforços de muitos pelo bom convívio, aprendizado mútuo, tem frustrado os pessimistas e teremos sim, uma sociedade cada vez melhor, só que diferente do que idealizamos.
                A vida que temos é resultado do que fizemos e do que deixamos de fazer até aqui! O futuro de cada um segue dependendo das escolhas que cada um faz ao longo da vida. E assim seria irracional esperarmos resultados diferentes, fazendo sempre a mesma coisa e do mesmo jeito. Os que encaram a vida e os negócios diferentemente de nós não estão necessariamente errados e talvez estejam encontrando outras formas de fazer o melhor que podem.
                Você vive neste momento e a sua época é agora, onde precisamos dar o melhor de nós, cada qual do seu modo ao entender-se com a vida, para seguirmos evoluindo, nos dando conta que já conseguimos muito em qualidade de vida, longevidade, saúde, respeito, paz, e tenho certeza que conseguiremos muito mais, quanto maior a “mistura” das idades, das gerações na condução das famílias, das organizações, do planejamento, no respeito as diferenças e no aprendizado de quanto é salutar a diversidade de pensamento e de visão de mundo.
                Para o que não estamos completamente satisfeitos, podemos ficar felizes por temos hoje, amanhã e o restante de nossas vidas para fazermos diferente na busca do melhor.

                Um abraço e até a próxima!
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