quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

O que se vê da sua empresa

              Embora muitos empresários já entenderam que a aparência da sede da empresa é fundamental para o aumento da confiança nos produtos, sejam eles bens ou serviços e na imagem mental que os clientes tem do negócio, ao circular pelas nossas cidades é visível que muitos outros ignoram o fato da fachada ser o grande outdoor de qualquer empresa.
                Como é que alguém pode cuidar tão mal daquilo que o sustenta e a sua família? ... É a pergunta que me faço toda a vez que me deparo com uma empresa cujo pátio e a frente acumula lixo, sucata e sujeira, e/ou cuja fachada está desgastada com a pintura vencida, desbotada, pichada, descascando, revestimento soltando, iluminação queimada, fraca ou desligada, e/ou ainda, vitrine mal organizada, escura, ou com muito reflexo externo. Quando as empresas cuidam tão mal do que é deles e do que deveria atrair clientes que garantissem a sobrevivência do negócio que é deles, a desconfiança sobre a forma como vão cuidar do que é dos clientes, é inevitável, causando afastamento e baixa do valor percebido pelo que oferecem.
                A força do conjunto do que se vê da empresa é que garante uma boa lembrança, cria imagem da marca e gera conceito na mente das pessoas que se deseja atrair e influenciar. Os aspectos externos da apresentação da empresa, seja ela de qualquer ramo de atividade, por terem um forte impacto na imagem devem ser planejados cuidadosamente e serem conservados com cuidado de detalhamento para garantir a atração do consumidor e a satisfação de quem trabalha e compra deste lugar.
                Mesmo que os bens ou serviços sejam bons e que tenham a confiança de parte dos clientes, é normal que muitos deles se constranjam ao serem vistos, ou até se constranjam ao terem que responder que são clientes de serviços ou adquiriram determinados bens da empresa X que possui uma aparência e imagem mental fragilizada. Antes mesmo de conhecerem você, sua equipe e bens e serviços ofertados, a visibilidade, o tamanho, o estilo arquitetônico, as cores, a conservação da pintura, das aberturas e dos materiais de acabamento, assim como a comunicação visual externa, as vitrines, projetam uma imagem e criam conceitos na mente das pessoas sejam clientes, formadores de opinião ou futuros clientes alvo. Quando bem planejadas e cuidadas, a fachada e a vitrine podem representar as mais importantes mídias de uma empresa.
                Além dos aspectos de conservação, o que se vê da sua empresa constrói conceitos desejáveis ou não, que vão desde o sofisticado ou popular, conservador ou jovem, artigos de especialidades ou populares, a uma empresa alegre, inovadora e de sucesso ou triste, decadente que oferta produtos de baixa qualidade e ultrapassados. Pesquisas nesta área indicam que as empresas de varejo e de serviços ao consumidor devem alterar a fachada e a apresentação a cada 3 anos, buscando a atenção de quem passa pelas imediações, garantindo a satisfação e o orgulho de quem prestigia o lugar.
                Independente do setor ou ramo de atividade não se pode minimizar a importância da apresentação visual começando pela área externa e adentrando ao estabelecimento, com a organização das prateleiras, limpeza, aromas, iluminação e luminárias, decoração, manutenção dos pisos, da pintura, infiltrações, passando pela exposição, identificação e precificação dos produtos. Quando os clientes novos passam a ser menos frequentes, os clientes antigos vão se afastando aos poucos e as dificuldades começam a ser vistas no caixa, é preciso avaliar se não é o caso de sair do comodismo e promover uma grande limpeza, organização, identificação, seguidas de melhorias na fachada, vitrine, expositores, iluminação e pintura.
                Com o mercado mais restrito, a concorrência fica cada vez mais acirrada e por isso, a apresentação tanto externa quanto interna bem desenvolvida pode significar uma substancial vantagem competitiva, pois são elementos que determinam não apenas a capacidade de atrair novos clientes, mas também são fatores relevantes para reter os consumidores atuais, valorizar a marca e as pessoas que lá trabalham.

                Mãos à obra e vamos em frente, com um abraço e até a próxima!

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Vender mais e melhor

             Mais do que nunca, estamos todos querendo e precisando vender mais e melhor. Todavia, muitos não estão sabendo como ou não estão sendo capazes de colocar em prática o que sabem.
                Vender é o que sustenta todo o negócio e por isso precisa da maior atenção de todos os que pensam e vivem a partir dele. O que mais tem chamado atenção tanto de consumidores como de investidores atualmente são exatamente os pequenos negócios, que são a maioria dos empreendimentos. Ninguém mais precisa esperar o negócio ser maior do que é para fazer um esforço em criar uma referência positiva. Também é melhor não esperar pelas notícias positivas pelo rádio, jornal, televisão, internet. Para gerar os resultados que precisamos e desejamos, as decisões mais importantes e as ações mais efetivas, são para agora e só nós mesmos podemos tomá-las. Embora os governos, os políticos e o judiciário são os protagonistas do noticiário, não estão tomando as decisões da sua vida, nem dos seus negócios.
                Há muitos consumidores atrás de descontos, e é verdade que há muitas empresas entrando “na onda”, mas melhor do que descontos e liquidações, é promover a agregação de valor oferecendo serviços e novidades. Lembre-se que é sempre importante fazer algumas pesquisas antes de ofertar os novos serviços agregados, novos produtos e as novidades.
                Uma questão da maior importância é que a hora de fazer mais propaganda é agora, quando você quer e precisa vender mais e melhor e quando os seus concorrentes menos preparados se encolheram e entraram em dificuldades. Quando você estiver ocupando a maior parte da capacidade produtiva, vendendo muito bem, muito provavelmente não seja tão importante anunciar, quanto nos momentos de maior dificuldade. Muitas pessoas perderam parte do poder de compra, mas ainda possuem muitas necessidades, desejos e interesses. O que ocorre em períodos como estes é que as pessoas estão mais seletivas, avaliando bem mais se agora é o melhor momento e se realmente vale a pena aquele desembolso. Para vender mais e melhor é preciso mostrar porque agora é o melhor momento para a decisão e o quanto será vantajoso realizar o negócio que você propõe. A diversidade de mídias disponíveis para cada um dos diferentes públicos é cada vez maior e é preciso aproveitar da melhor maneira o momento e as condições para promover os negócios.
                Junte sua equipe e pensem nos clientes que desejam conquistar, identificando o que eles mais gostam, suas preferências, estilos, perfis, e avaliem que as pessoas são atraídas e estão dispostas a pagar por algo que gostam muito e lhes dá satisfação. É muito comum ouvir vendedores e até empresários culparem o mercado, a concorrência, o governo, a crise, os impostos, o clima, o noticiário, e tantos outros, como resposta a simples pergunta “Porque não está vendendo mais?”. Proponho algo diferente, como rever alguns pontos que já discutimos neste espaço, como a vitrine, o estado da fachada, a atratividade do seu ponto de vendas, a iluminação, o aconchego do ambiente, os aromas, a sonorização, a temperatura, a limpeza, a apresentação, dentre outros.
                Vende bem quem entende que o cliente é o protagonista da venda. Ele nunca será fiel, se não formos fiéis e leais a ele. Para quem acha que faz “tudo” pelo cliente, procure refletir se o “tudo” é o seu melhor e mais, se a concorrência não faz melhor, especialmente aquilo que o cliente realmente valoriza. Reflita se não é o caso de ter produtos, serviços e formas de atender e vender que você e sua equipe consideram melhores, mas que não é exatamente o que o CLIENTE que você quer, considera melhor.
                As empresas que vendem mais e melhor, são aquelas que entendem antes de atender, os clientes que elas desejam. As pessoas compram mais, quando recebem mais, portanto, ofereça algo a mais e terá clientes fiéis, fãs e amigos.
                    Esperando ter ajudado a refletir como vender mais e melhor, deixo um abraço a todos e até a próxima!  

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Escolhendo candidatos

Em 4 meses escolheremos os prefeitos e vereadores que administrarão nossos municípios até 2020. Por hora as notícias são de bastidores e muitas articulações seguem sendo feitas em cada localidade, até que daqui algumas semanas saberemos quais são as opções que o eleitor terá para definir a quem serão entregues os destinos da administração pública mais próxima e mais presente onde vivemos.
Dias atrás, caminhando na rua um amigo repórter falava sobre eleições quando me encontrou e sem que eu pudesse refletir muito sobre o assunto, sugeriu que eu opinasse a respeito das eleições e da administração pública. A verdade é que até falamos bastante, mas pensamos e fazemos pouco para uma administração pública melhor. É preciso repensarmos o entendimento de administração pública, que me parece que precisa ser muito mais articuladora das forças da sociedade, do que “fazedora” de obras e muito menos entregadora de bens e serviços. Quando se entende que a administração pública precisa ser a provedora de patrimônio, bens e serviços para um conjunto cada vez maior e mais variado de necessidades, ficam evidentes alguns vícios de origem. Todavia, esta infelizmente, é a tônica da nossa sociedade, tendo consequência a necessidade de onerar cada vez mais a quem produz para sustentar o que muitas vezes torna-se insustentável.
Precisaríamos de lideranças públicas com habilidades de articulação capaz de mobilizar as forças da sociedade para planejarmos o futuro das comunidades para daqui a 50 anos. O que você, os grupos que você participa, sua empresa, as entidades locais querem e precisam do município em que vivem, para daqui 20, 30, 40 anos? O que deve ser feito a cada ano, em cada setor da sociedade para se chegar lá? Seria o plano estratégico municipal, com objetivos claros para cada área do município. Um plano pensado de forma profissional, com objetivos claros sobre o que oferecer para a comunidade, de onde virão os recursos e as responsabilidades de quem vai transformar os objetivos em ações.
As comunidades que tem um bom plano de longo prazo, que sabem o que querem e o que precisam para 2020, 2030, 2040, não devem ter dificuldades para escolher seus candidatos a candidato. Cada grupo político deveria escolher entre os seus integrantes, qual o melhor candidato do momento para liderar a comunidade rumo ao projeto de futuro que todos escolheram.
A disputa das eleições deveria ser sobre a melhor forma com que cada grupo político pretende administrar o plano de futuro escolhido por todos, que ao longo dos anos desencadeará resultados de desenvolvimento em todas as áreas. Há cada 4 anos, avaliando os resultados obtidos em busca da visão de futuro da comunidade, muda-se ou mantém-se a metodologia, trocando ou não o grupo gestor do plano escolhido por todos.
Entendo que as comunidades que tem muita dificuldade para se desenvolver são aquelas que não conseguiram articular-se entre si para definir o que desejam para o seu futuro e por isso escolhem candidatos e elegem líderes atribuindo a eles expectativas que muitas vezes não são capazes de atender. A expectativa aliás, é elevada pelos próprios candidatos em campanha, que pela necessidade de obter votos e o desejo de vencer, prometem resultados que mesmo querendo muito, não sabem se vão e nem como vão atender.  
Por estas e outras entendo que precisamos mudar a forma de entender e de praticar administração pública, começando por entender que todos somos parte dela e que só vamos conseguir decidir bem o candidato quando tivermos um bom projeto futuro para nossos municípios e a partir dele, escolher quem reúne as melhores condições de liderar a todos rumo aos grandes objetivos escolhidos de forma coletiva.

Precisamos melhorar em muito a administração pública em todas as instâncias do país e as eleições municipais estão aí para darmos a melhor contribuição no que está mais próximo de nós. Desejando que Deus ilumine a todos em suas escolhas, deixo um abraço e até a próxima!

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Transformando o sonho em resultados

Já refletimos neste espaço que nos períodos em que o ritmo dos negócios fica reduzido, é tempo de planejar, projetar e prospectar novos negócios, novos produtos, novos mercados, enfim, dedicar-se mais a inovação. Tenho falado (e escrito) também que é preciso um bom planejamento e bons projetos para transformar sonhos em realização pessoal e profissional, e não em pesadelos.
Com frequência vemos pessoas com ideias para novos produtos e novos negócios que estão sendo pensado há tempos, mas que precisam de uma melhor reflexão o que somente é possível, com o planejamento e projeções geradas por um bom plano de negócios. Para evitar que o sonho do negócio vire pesadelo, tenho proposto a definição do problema, do público, da visão, da estratégia, dos objetivos e do monitoramento.
Acredito que a primeira reflexão sobre uma ideia destas é definir se o melhor é um novo produto, ou um novo negócio. Qual o potencial de desdobramento deste produto ou deste negócio, em amplitude e profundidade e ainda, qual o potencial de agregação para o negócio maior no qual ele será inserido?
Com um pouco mais de clareza sobre o potencial do produto ou do negócio, é preciso definir bem qual o problema que o produto ou o negócio resolve. Qual a necessidade de empresas ou o desejo das pessoas que o novo produto ou novo negócio se proporá atender?
Definido qual o problema que o produto/negócio irá resolver, é preciso pensar no público alvo. Público alvo é um grupo restrito dentro da população toda, para quem o produto ou negócio será mais atrativo e que terá potencial para adquiri-lo. Quem pagaria pelo que o produto ou negócio oferece? Para quem vamos trabalhar? Quem são, quantos são, onde estão, quais são os principais hábitos em comum do público alvo?
Resolvido o público alvo que o novo produto ou negócio pretende atingir, é preciso definir a visão de futuro, ou seja, onde queremos chegar. Porque estamos desenvolvendo este produto? Porque estamos desenvolvendo este negócio? Como queremos ver este produto daqui a 10 anos? Onde queremos que este negócio esteja daqui a 10 anos?
Tendo claro aonde se quer chegar com o produto/negócio, é preciso escolher a melhor estratégia, ou seja, qual o melhor caminho para chegar lá. Qual das opções existentes é a mais adequada para transformar esta ideia naquele resultado que se quer? Com a estratégia definida, é imprescindível definir os objetivos do que se quer realizar. Os objetivos poderiam ser comparáveis aos quesitos, às etapas para que a visão de futuro seja alcançada. O que se quer realizar ao longo da caminhada para o alcance da visão de futuro neste produto ou neste negócio pretendido.
Um objetivo terá mais condições de ser alcançado com a definição dos indicadores e das metas de cada um deles. É preciso ter claro de que o que não é medido, não é gerido. Desta forma, para saber em cada etapa quais resultados já foram atingidos, quanto falta para alcançar o que se pretende, saber se é preciso mais ou menos investimento, mais ou menos esforço, é fundamental ter definido como serão monitorados os resultados que darão suporte para a tomada de decisões.
Definir o problema que o seu sonho vai resolver, para quem ele será uma solução, quem pagará pelo que será oferecido, aonde se quer chegar a longo prazo, como você fará para chegar lá, quais as etapas do caminho e como serão monitorados os resultados, é a fórmula para transformar sonhos em resultados de médio prazo, evitando os pesadelos futuros. 

Desejando que alguns dos seus muitos sonhos possam ser concretizados mais rapidamente, deixo um abraço e até a próxima!

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Como está a sua empregabilidade?

         Um dos resultados nefastos das crises política, econômica, de confiança, especulativa e cambial, é o impacto sobre o emprego. Vamos refletir hoje sobre alguns pontos que por vezes ficam esquecidos para quem se prepara para a seleção de uma nova vaga, para quem quer se manter no emprego e também para quem quer alcançar uma promoção na carreira.
Com mais gente a procura de emprego, quem está recrutando e selecionando tem mais candidatos qualificados para avaliar e escolher quem mais se encaixa no que a organização está precisando. Tempos atrás ouvíamos os responsáveis pelo recrutamento e seleção dizer que estavam pegando a “rapa do tacho”, ou seja, contratavam mesmo sem as condições necessárias e tentavam treinar e qualificar depois de contratados.
O volume de curriculuns que chegam com qualificação e experiência maior do que quem já está ocupando uma vaga é cada vez maior e os executivos passam a se perguntar se não é o caso de trocar algumas peças do seu time, que ainda não conseguiram alcançar a produtividade e o trabalho desejado.
Este cenário deveria fazer com que cada um de nós avaliasse algumas condições que vão além do curriculum. Por força das atividades profissionais tenho conversado seguidamente com pessoas responsáveis pelo recrutamento e seleção em empresas com números elevados de empregados. Seguidamente ouço relatos de profissionais com boa capacidade técnica e boa formação, não são selecionados para novas vagas e também não ascendem na carreira por terem dificuldades com a escrita, com a fala, com conhecimentos gerais, com a dificuldade em demonstrar atitudes positivas em relação a sua vida e pretensões da carreira, além de dificuldades em aprimorar o relacionamento em grupo.
É comum vermos pessoas se perguntando os motivos pelos quais não recebem uma promoção ou uma oportunidade que gostariam. Alguns atribuem a uma “perseguição” ou preconceito de quem seleciona, alegando que tem tal formação, tal experiência, dentre outros. Antes de culpar os outros, é sempre muito importante uma autoavaliação, com crítica as suas condições atuais. Questões como: Há quanto tempo você não faz um curso novo? Quando foi a última vez que você buscou uma nova habilidade profissional? Quanto tempo você está na mesma função? Quais foram as últimas melhorias nas quais você contribuiu para implantar e que geraram bons resultados para o local em que trabalha? A sua imagem pessoal representada pela limpeza e condição de cabelos, unhas, roupas, calçados, é condizente com a função que a organização precisa que você desempenha A sua escrita tem erros de ortografia, acentuação, pontuação e concordância? A sua fala tem forte sotaque e/ou tem erros como dificuldades no plural e singular, ou com os “erres”, muitas gírias, e outros? A forma com que você cumprimenta, pergunta e responde as outras pessoas é cordial, atenciosa e prestativa, demonstrando interesse, dedicação e compromisso com o bem estar no trabalho?
Nem todos percebem em si próprios as dificuldades que abordamos aqui e por isso, muitas vezes precisa-se do auxílio de um colega, um superior e até de profissionais. Há tantas opções de cursos e profissionais que auxiliam a melhorar a escrita, que não precisaríamos ver bons técnicos perderem oportunidades por fazerem textos, laudos, pareceres cheios de erros na forma de escrever. Há tantas oportunidades em qualificar a oralidade em cursos de dicção, desinibição e oratória, bem como no trabalho dos fonoaudiólogos, que não deveríamos ver tantas pessoas perderem oportunidades por dificuldades ao se expressar. Também há em vários locais, especialmente na internet e sem custo, lista de dicas de como cuidar da aparência no local de trabalho em diferentes funções, que não deveríamos mais ver pessoas que perdem vagas que gostariam, por cuidar mal de si mesmo. Por este motivo, antes de dizer que não tem oportunidades, analise tudo o que é oferecido e que você não aproveita e busque melhorar todos os aspectos da sua carreira.
            Desejando uma melhoria contínua na empregabilidade dos amigos leitores, deixo um abraço e até a próxima!

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Reinventando o Governo

                Precisamos reinventar o Governo em todas as instâncias, pois embora o governo federal é o que mais vem chamando atenção há tempos, é preciso reinventar a estrutura e a forma de governar no país, os Estados e os municípios.
                Disse Ted Gaebler que "as sociedades funcionam de forma efetiva com governos efetivos" e também, que “o principal objetivo de um governo é ser o catalisador na assistência a comunidade.”
               Em verdade, o problema de um governo não está nas suas pessoas, mas sim, no sistema com que trabalham. Governar é navegar, catalisar, facilitar, promover, juntar recursos públicos e privados, para alcançar objetivos da comunidade. Infelizmente, muitas vezes temos a impressão de que o governo dificulta, emperra, desperdiça, espalha e não auxilia a vida da comunidade.
              Governar demasiadamente é o maior perigo dos governos, dizia Honoré de Balzac. Precisamos reinventar os governos municipais, estaduais e federal, para que eles sejam orientados por missões, buscando resultados, não somente recursos.
              Precisamos nos perguntar por que é que todos precisamos ser avaliados e avaliar performances e desempenhos, e os governos não. O governo deve atender seus clientes, que são os cidadãos e as organizações que juntos sustentam toda a máquina pública com impostos, taxas, multas e contribuições, ao invés de privilegiar os burocratas. Como é possível um governo gastar quase tudo o que produz, com a folha de pagamento? Há quem pense que mais gente e mais organizações devam ser sustentadas pelo governo. Quem pensa desta forma deve imaginar que o governo tem um fim em si mesmo e não deve ter idéia de quem sustenta os governos.
               O governo deve ouvir os seus “clientes” periodicamente, deve ser preventivo sempre e não somente curativo, devendo ser descentralizado atuando por equipes e prioritariamente, deve planejar estrategicamente o futuro. O planejamento deve ser junto com a comunidade, por vários motivos, mas principalmente porque as comunidades compreendem bem melhor os seus problemas que os burocratas que ficam fechados em suas salas. As comunidades são mais criativas e flexíveis e seus serviços custam menos, sendo muito mais rápidos e efetivos. As comunidades focalizam mais as possibilidades, do que os problemas.
Vivemos num momento muito infeliz do país, onde tudo o que se diz e escreve é ideologizado, assim como este texto fatalmente o será. Todavia, antes de um posicionamento ideológico deveria se avaliar que a questão de fundo não é a discussão de “público” versus “privado” e sim, de “competição” versus “monopólio”. O monopólio tende a priorizar os interesses de seus burocratas em detrimento dos seus clientes, independente de ser monopólio público, ou monopólio privado. Quando há competição, quem está na disputa tende a priorizar o atendimento e o respeito das necessidades dos clientes por uma questão de sobrevivência no ambiente e na competição. A competição força os monopólios a atenderem as necessidades dos clientes, encoraja a inovação, aumenta o orgulho e o prestígio dos envolvidos direta ou indiretamente.
É preciso reinventar o governo federal seguindo na pressão por mudanças fortes e estruturais, assim como é preciso prestar mais atenção nos governos estaduais exigindo mudanças de postura para que possam reinventarem-se, saindo da condição de intermediários. Obviamente quem está mais perto de nós todos é o governo municipal e neste podemos e é preciso contribuir agora mesmo, enquanto estão sendo sondadas as alianças, os nomes, as pretensões de quem poderão ser os candidatos ao pleito de outubro. Depois que os grupos estejam formados, com os diferentes compromissos firmados restará a cada um de nós duas ou três opções e em muitos casos, velhas escolhas. Com os compromissos feitos, os candidatos definidos, restará nas urnas, em verdade, poucas escolhas ao cidadão. Para reinventar os governos, precisa-se agir agora, ou conformar-se até que uma próxima geração faça a sua tentativa.

Um abraço e até a próxima!

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Para superar o subdesenvolvimento

             Lembram quando o discurso vigente era trabalhar para superar subdesenvolvimento? O Presidente dizia na TV que tínhamos que “apertar o cinto” e meu pai falava que já não havia “mais furos no cinto para apertar”. Descobrimos agora que há uma situação bem pior do que o subdesenvolvimento, que é a recessão com PIB negativo por 2 anos consecutivos, o que nunca antes na história deste país havia ocorrido. Dizem que sempre há o que piorar e assistimos a destruição das bases econômicas com passividade, e pior que isso é assistir passividade de quem teria que pelo menos tentar algo para salvar o país. Sinceramente, tenho grande dificuldade de entender como é que tanta gente com tanto poder consegue assistir ao país que em que nasceram, cresceram, cuja população lhes deu o comando da nação, se deteriorar sem nada fazer, ao longo de tanto tempo.
                Errar todos erramos, proteger nossos grupos é sempre o primeiro instinto, mas é inacreditável ver tanta gente que possui os cargos, as condições e os comandos necessários sequer tentar implementar medidas que pudessem evitar tamanha insegurança jurídica, fechamento de empresas, desemprego, perda de poder de compra e manutenção pela inflação, dentre outras dificuldades.
                Mais do que em qualquer outro momento na história precisaremos de todas as forças para gerar renda, empregos e principalmente tributos para pagar um pouco da impagável dívida pública que se construiu com argumentos comoventes e ações deficientes. Ainda que nós que não temos os cargos, o poder e o comando não podendo fazer muitas coisas grandiosas, precisamos conseguir fazer coisas pequenas ao nosso alcance, de forma grandiosa.
                É fácil entender que o país só pode investir recursos em infra-estrutura e direitos sociais, se arrecadar mais. O que parece muito difícil de se entender é que a arrecadação não tem outra fonte que não justamente do setor produtivo, que tem sido destruído nos últimos anos. Um dos principais pilares para a reestruturação da economia de nosso país e estados é a reconstrução do setor industrial. O agronegócio, que amenizou o desemprego e a queda de vendas de varejo em algumas regiões, especialmente ao nosso redor, tem sido a base das exportações brasileiras. Todavia, pela falta de plantas industriais pequenas ou grandes, com capacidade de transformar a soja, o milho, o leite, a carne, das quais nossos municípios e regiões são grandes exportadores, seguimos vendendo commodities para comprar produtos de alto valor agregado de outras regiões e de outros países. Vejam o caso inusitado, do Rio Grande do Sul, com o 3º maior volume de produção de soja, possui atualmente uma única planta industrial completa para transformar o grão em óleo (!!) e somente outras duas (!!) plantas que exclusivamente refinam e em baixo volume no contexto.

               Para superar as dificuldades econômicas o país precisa exportar, mas a política tributária em vigor é destruidora da indústria nacional, já tendo dado várias amostras de que corrói a economia do país e dos cidadãos. Não precisa ser especialista em economia ou comércio exterior para saber que exportar grãos e comprar os co-produtos e ingredientes diversos do setor de alimentos, condimentos, cosméticos, tintas... exportar aço e comprar veículos, motocicletas, bicicletas, máquinas e equipamentos para a indútria, componentes, aparelhos eletroeletrônicos... dentre outros, é insustentável.
                Não acredito que tenhamos a curto prazo governantes com capacidade de fazer esta mudança, que embora pareça simples, exige visão de negócios e coragem. No entanto, não vejo como recuperar o país sem desonerar a produção de bens de consumo e bens duráveis de maior valor agregado. Uma ação em larga escala para incentivar a agregação interna de valor reduziria a necessidade de importação, reduziria custos internos de transporte das commodities que enchem os caminhões e as estradas rumo aos portos e aumentaria a receita exportando produtos de maior valor.
                Nas áreas em que os governos não conseguem e em algumas em que não deveriam atuar, precisamos de governantes capazes de articular, regular, incentivar, organizar. Para termos governos assim precisamos primeiro, de cidadãos conscientes de que não há geração espontânea de recursos quaisquer que sejam e de eleitores com melhor entendimento do papel dos seus governantes.

                Um abraço e até a próxima!
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