quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Um brinde a 2016!

Passou mais rápido do que pensamos que seria, tivemos mais surpresas desagradáveis do que gostaríamos, mas também não foi tão ruim quanto alguns prospectavam e retrospectiva de 2016 tem manchetes boas e más. O fim de um ano é mais uma daquelas situações em que podemos lamentar pelo que não saiu como desejávamos, nos incomodarmos com as coisas ruins, ou celebrarmos as coisas boas do ano e agradecer o que conseguimos.
Como será 2017? Esperamos que seja melhor, claro, mas de qualquer sorte a minha vida e a sua, são sempre resultados de uma combinação entre o que já fizemos e o que estamos fazendo agora. O escritor T. Harv Eker lembra que “Pensamentos conduzem a sentimentos. Sentimentos conduzem a ações. Ações conduzem a resultados.” Assim, para começar bem o próximo ano, precisamos ser mais agradecidos com o ano que finda.
Sermos gratos é a primeira e mais importante atitude para terminarmos bem um ciclo e partir para outro. Proponho um brinde a 2016, lembrando especialmente:
- do que conseguimos, mesmo que com muito mais esforço do que imaginávamos;
- aos que não perderam a esperança e seguiram em frente, sem reclamar do “azar”;
- pelas metas que estabelecemos e conseguimos alcançar;
- aos que sabem exatamente o que querem e não perdem o foco, mesmo com muitos ruídos ao seu redor;
- àqueles que antes de gastar, buscam uma fonte de receita;
- a todos os que fazem a diferença positiva na vida de outras pessoas;
- aos que sabem retribuir o amor que recebem;
- a quem sabe dar atenção aos verdadeiros amigos;
- as várias descobertas de novas formas de resolver antigos problemas;
- a quem consegue rir dos seus momentos difíceis;
- aos que compartilham o que sabem e o que tem de bom;
- a quem distribuiu felicidade por onde passou;
- a quem decidiu não participar da crise, planejou e investiu preparando-se e aos seus negócios para o novo ano e um novo ciclo de prosperidade;
- a quem investiu no seu próprio desenvolvimento pessoal e profissional;
- aos que cuidaram dos negócios, da mente, do corpo e da alma;
       Sabe-se que é mais feliz quem aprende a gostar do que tem, mesmo buscando condições melhores em alguns pontos da vida. Agradecer a Deus o que conseguimos deste desafiador 2016, gostando do que temos é no meu entender, fundamental para iniciarmos melhor o novo ano.
Ser grato ao que os outros fizeram por nós, é um sinal de grandeza, mas ser grato pelos outros terem permitido que pudéssemos fazer algo para tornar a sua vida melhor, é ainda maior. Ser grato pelo que conseguiu para si e pelos outros é de uma grandeza permitida somente aos mais simples, bondosos e verdadeiros. Samuel Johnson escreveu “A gratidão é um fruto de grande cultura, não se encontra entre gente vulgar.”, enquanto que Esopo pregava que “A gratidão é a virtude das almas nobres.”
Tenhamos todos simplicidade, nobreza, bondade, cultura, verdade, virtude e valores para agradecer o que conseguimos por nós mesmos e com apoio de outros neste 2016.
            Aproveito o espaço para desejar um feliz e abençoado ano novo na alegria da companhia dos nossos mais queridos!

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Precisamos construir marcas fortes

             Se de um lado o câmbio volta a favorecer as exportações brasileiras e burocracia para exportar reduziu um pouco, por outro os produtos brasileiros presentes na pauta de exportações tem baixa agregação de valor, o que resulta numa das maiores dificuldades para que a balança comercial penda a favor da economia brasileira. Há muito tempo que se sabe que para superar os produtos industrializados chineses, por exemplo, é necessário que os empresários decidam competir agregando de valor ao que produzem.
                Muitas empresas já estão fazendo a “lição de casa”, mas muitas mais precisam fortalecer suas marcas, produzindo produtos mais desejados com maior valor percebido. Nossas empresas precisam promover os valores de sua produção que respeita as pessoas e o meio ambiente, dentre outras ações de agregação de valor a marca, que as empresas chinesas e outras que distribuem produtos que competem com preços mais baixos no mundo todo, não fazem. Toda e qualquer tentativa de empresas brasileiras regionais ou nacionais de virarem o jogo em relação ao mercado interno e externo precisa ser na linha da agregação de valor, fortalecendo suas marcas, pois buscar vantagem competitiva em custo é algo que não pertence a grande maioria dos setores de atividade considerando em especial, o chamado custo brasil.
                Certamente há mais custo inicial, mas o fortalecimento das marcas é a única chance de melhorar as posições brasileiras tanto no mercado interno, quanto nas exportações. Milhares de micro e pequenas empresas brasileiras tem oportunidade para exportar, a exemplo do que ocorre em países com melhor relação na balança comercial. Isso reduziria a longo prazo a imagem do Brasil como país exportador de commodities e passaria a criar uma imagem de país exportador de produtos de maior qualidade.
                Quem estuda estratégias mercadológicas têm feito “coro” ao alertar os empresários brasileiros para a necessidade de inovação e qualificação de suas atividades tanto no mercado interno, quanto externo. As empresas brasileiras independente do tamanho e do setor de atividade podem ter produtos para competir internamente com os produtos importados que a a cada ano chegam em maior volume no Brasil, vindo de diferentes países, assim como é sabido que podem competir no mercado internacional de igual para igual com produtos manufaturados de valor agregado.
                Quem vem se sentindo pressionado a reduzir as suas margens há tempos e já tem dificuldades de seguir neste ritmo, pode estar na pior posição competitiva de seu mercado. As empresas que não querem ou não podem mais ficar disputando preço até comprometer o negócio, precisam alterar a estratégia para não arriscar mais o futuro dos seus negócios. É preciso um mix de produtos que seja visto como melhores que a média, onde a marca e a apresentação sejam componentes que deem confiança e credibilidade para que os clientes decidam pagar mais. No mercado, não basta ser, é preciso também parecer melhor. Construir marcas fortes, bem vistas, confiáveis e bem relacionadas com os seus públicos, é o caminho do sucesso e a saída para quem não quer arriscar tudo o que já fez, reduzindo preços a cada nova negociação, ou tentando enfrentar de forma inglória importados de diferentes origens.
                Uma marca que transmita confiança ao cliente, com benefícios bem focados no que o cliente espera e está disposto a pagar, contando com características únicas que permitam uma experiência positiva para quem consumir ou utilizar, proporciona maiores margens e assim melhores condições de competição para empresas independentemente do tamanho.

                Desejando inovação e ótimos negócios, um abraço e até a próxima! 

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Não espalhe o medo e o caos!

                 Amigos, quando tiverem problemas pessoais, procurem ajuda e encaminhem logo antes que haja um desgaste maior. Se tiverem problemas de gestão, resolvam, pois quem é gestor, proprietário, executivo de um negócio tem por função liderar e decidir. Todos esperam isso de um líder e gestor, que precisa assumir o seu papel.
                  A empresa que tem problemas de gestão (quem não tem?) precisa focar nas soluções!
               Não se reúne uma equipe para lamentar, reclamar, espalhar o medo e o caos. Isso só vai gerar comentários negativos dentro e fora da organização. Nestes casos, os melhores colaboradores vão começar a buscar outras opções e a desmotivação vai corroer o que ainda está funcionando bem. De nada adianta ficar reclamando e esperando dos subordinados as soluções que na realidade, somente uma boa liderança tem o poder para fazer surgir. É preciso que tanto o líder quanto os membros da equipe assumam seus papeis e caminhem juntos rumo a uma nova fase. Ser mais crítico com a própria relação de líder e liderados é importante para ir adiante. Quem mantém relações ruins, acomodando-se nas reclamações ao invés de desacomodar-se com as ações está doente ou então poderá ficar. Muitas vezes o maior motivo dos problemas das organizações está numa liderança fraca, omissa, procrastinadora, desorganizada, que não está qualificada para a complexidade das suas atividades e para enfrentar o momento da organização, do setor ou da economia.
                As vezes ouço ou leio gestores que se queixam de suas equipes, porém, por vezes os problemas relatados, são vagos, ou incoerentes e outras vezes com razão, porém, sem agir diferente, não vai se obter resultados diferentes. Segue algumas sugestões bem simples e conhecidas que costumam melhorar o desempenho das equipes:
Conversar periodicamente com a equipe: por incrível que pareça, há equipes que não se reúnem e sem saber, por conta disso, vão gerando mais problemas. É fundamental ter uma periodicidade semanal ou quinzenal, para reunir as equipes e estabelecer um diálogo tranquilo e respeitoso onde todos possam falar sem receio de retaliações, seja na hora ou depois. As falas do líder e de quem mais falar devem ser transparentes, diretas e objetivas deixando claro o que se espera da equipe e de cada um. Seriedade e positivismo são duas palavras-chave para agir coletiva, ou individualmente. Para buscar soluções, gerar comprometimento e ainda, garantir a participação, a última reunião deve ser sempre uma boa lembrança.
Boas equipes são qualificadas permanentemente e intensivamente: A falta de qualificação das equipes gera falta de argumento e de conhecimento e a consequência são os problemas sentidos na organização. Qualificar é caro, mas não qualificar é mais caro ainda. Qualificar é arriscado, mas não qualificar é mais arriscado ainda. Colaboradores bem preparados cuidarão melhor e de mais detalhes para garantir o melhor atendimento aos colegas e aos clientes.
Não confunda qualificação da equipe com motivação: Há quem parece confundir a necessidade da equipe aprender, com a necessidade de terem motivos para agir. A qualificação profissional tem a função de ensinar a fazer melhor e a motivação deve auxiliar a terem mais e melhores motivos para agirem, ou seja, mais vontade de fazer. As duas atividades são fundamentais em qualquer organização e por isso, é preciso espaços e momentos adequados.

                Um abraço e até a próxima, lembrando ainda, que gente motivada, não sabendo bem o que fazer, pode gerar uma grande confusão!!

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Hoje é o dia!

                Convido os amigos leitores para refletirem hoje sobre aquelas intenções que não são transformadas em ações, porque a pessoa fica esperando o melhor momento. Eu e muitas outras pessoas também temos esta dificuldade, contudo, há diferentes níveis de postergação. A demora, lentidão e a indecisão para tomar atitudes e realizar determinadas atividades como concertar algo, fazer um exame, comprar um bem, solicitar um serviço, resolver um problema gera dificuldades muito maiores com o passar do tempo.
                Todos têm problemas e os nossos parecem bem maiores que os dos outros, mas postergar, ou popularmente “empurrar com a barriga”, ou ainda “deixar para amanhã”, como forma de fuga dos problemas, não só não vai resolver, como na maioria das vezes agrava a situação, e/ou gera perdas importantes. Problemas vêm e vão, sendo fundamental o entendimento de que cada um de nós pode escolher qual rumo dar a nossos próprios problemas. Aquela consciência de parar de culpar os outros pelos problemas que se tem, assumindo o controle da própria vida, é fundamental para assumir uma postura de controle sobre os problemas ao invés de refém dos problemas e dos outros, principalmente se for de quem você não gosta.
                Eu, você, todos nós temos o dia de hoje para fazer tudo o que não gostamos em nossa vida de modo diferente, principalmente quando queremos mais da vida. E para evoluirmos temos que querer mais da vida, com mais paz, saúde, conforto, diversão, reconhecimento, prosperidade, felicidade, menos stress, preocupações, dores, retrabalho, decepções...
                É importante termos pessoas, muitas vezes figuras de destaque que nos inspiram, mas é fundamental conhecer bem suas trajetórias, percebendo que não são perfeitos e não tiveram vidas perfeitas. Particularmente gosto de ler sobre a vida de empreendedores de destaque tanto da atualidade, quando de tempos idos. Todas as histórias que lembro de ter lido, tem em comum o fato de terem “dado a volta por cima” e quantas vezes foi preciso para alcançar seus objetivos. Problemas de gestão? Problemas pessoais? Resolva! Se você é o gestor, lidera e decide, assuma o seu papel. Se é pai/mãe, vizinho, parente, tem um relacionamento... com problemas, você é normal, mas é preciso assumir o seu papel e resolver também.
                Deixando para amanhã, aquela compra, aquele concerto, aquele serviço, aquela conversa, aquele projeto, apresentação, visita, agenda de viagem, encontro, dentre outros, deixa-se de aproveitar mais tempo os bons resultados que poderíamos usufruir se tivermos atitude para resolver e encaminhar hoje. Deixando para amanhã não vai aparecer ninguém para resolver os problemas por nós. Resolvendo hoje, pode ser que eles parem de agravar e certamente deixarão de nos preocupar.
                Se negócios estão ruins, alguns detalhes da vida não estão como você gostaria, hoje é o dia de combinar para conversar com alguém para trocar uma ideia, desabafar, pedir conselhos... É preciso encontrar motivação (motivo para ação) para fazer tudo o que tiver que ser feito, para superar logo os obstáculos e seguir em frente. A família, os negócios, os amigos, as muitas e muitas coisas boas da sua vida são motivos mais do que suficientes para acreditar que hoje é o dia!

                Um abraço e até a próxima!

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

O que se vê da sua empresa

              Embora muitos empresários já entenderam que a aparência da sede da empresa é fundamental para o aumento da confiança nos produtos, sejam eles bens ou serviços e na imagem mental que os clientes tem do negócio, ao circular pelas nossas cidades é visível que muitos outros ignoram o fato da fachada ser o grande outdoor de qualquer empresa.
                Como é que alguém pode cuidar tão mal daquilo que o sustenta e a sua família? ... É a pergunta que me faço toda a vez que me deparo com uma empresa cujo pátio e a frente acumula lixo, sucata e sujeira, e/ou cuja fachada está desgastada com a pintura vencida, desbotada, pichada, descascando, revestimento soltando, iluminação queimada, fraca ou desligada, e/ou ainda, vitrine mal organizada, escura, ou com muito reflexo externo. Quando as empresas cuidam tão mal do que é deles e do que deveria atrair clientes que garantissem a sobrevivência do negócio que é deles, a desconfiança sobre a forma como vão cuidar do que é dos clientes, é inevitável, causando afastamento e baixa do valor percebido pelo que oferecem.
                A força do conjunto do que se vê da empresa é que garante uma boa lembrança, cria imagem da marca e gera conceito na mente das pessoas que se deseja atrair e influenciar. Os aspectos externos da apresentação da empresa, seja ela de qualquer ramo de atividade, por terem um forte impacto na imagem devem ser planejados cuidadosamente e serem conservados com cuidado de detalhamento para garantir a atração do consumidor e a satisfação de quem trabalha e compra deste lugar.
                Mesmo que os bens ou serviços sejam bons e que tenham a confiança de parte dos clientes, é normal que muitos deles se constranjam ao serem vistos, ou até se constranjam ao terem que responder que são clientes de serviços ou adquiriram determinados bens da empresa X que possui uma aparência e imagem mental fragilizada. Antes mesmo de conhecerem você, sua equipe e bens e serviços ofertados, a visibilidade, o tamanho, o estilo arquitetônico, as cores, a conservação da pintura, das aberturas e dos materiais de acabamento, assim como a comunicação visual externa, as vitrines, projetam uma imagem e criam conceitos na mente das pessoas sejam clientes, formadores de opinião ou futuros clientes alvo. Quando bem planejadas e cuidadas, a fachada e a vitrine podem representar as mais importantes mídias de uma empresa.
                Além dos aspectos de conservação, o que se vê da sua empresa constrói conceitos desejáveis ou não, que vão desde o sofisticado ou popular, conservador ou jovem, artigos de especialidades ou populares, a uma empresa alegre, inovadora e de sucesso ou triste, decadente que oferta produtos de baixa qualidade e ultrapassados. Pesquisas nesta área indicam que as empresas de varejo e de serviços ao consumidor devem alterar a fachada e a apresentação a cada 3 anos, buscando a atenção de quem passa pelas imediações, garantindo a satisfação e o orgulho de quem prestigia o lugar.
                Independente do setor ou ramo de atividade não se pode minimizar a importância da apresentação visual começando pela área externa e adentrando ao estabelecimento, com a organização das prateleiras, limpeza, aromas, iluminação e luminárias, decoração, manutenção dos pisos, da pintura, infiltrações, passando pela exposição, identificação e precificação dos produtos. Quando os clientes novos passam a ser menos frequentes, os clientes antigos vão se afastando aos poucos e as dificuldades começam a ser vistas no caixa, é preciso avaliar se não é o caso de sair do comodismo e promover uma grande limpeza, organização, identificação, seguidas de melhorias na fachada, vitrine, expositores, iluminação e pintura.
                Com o mercado mais restrito, a concorrência fica cada vez mais acirrada e por isso, a apresentação tanto externa quanto interna bem desenvolvida pode significar uma substancial vantagem competitiva, pois são elementos que determinam não apenas a capacidade de atrair novos clientes, mas também são fatores relevantes para reter os consumidores atuais, valorizar a marca e as pessoas que lá trabalham.

                Mãos à obra e vamos em frente, com um abraço e até a próxima!

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Vender mais e melhor

             Mais do que nunca, estamos todos querendo e precisando vender mais e melhor. Todavia, muitos não estão sabendo como ou não estão sendo capazes de colocar em prática o que sabem.
                Vender é o que sustenta todo o negócio e por isso precisa da maior atenção de todos os que pensam e vivem a partir dele. O que mais tem chamado atenção tanto de consumidores como de investidores atualmente são exatamente os pequenos negócios, que são a maioria dos empreendimentos. Ninguém mais precisa esperar o negócio ser maior do que é para fazer um esforço em criar uma referência positiva. Também é melhor não esperar pelas notícias positivas pelo rádio, jornal, televisão, internet. Para gerar os resultados que precisamos e desejamos, as decisões mais importantes e as ações mais efetivas, são para agora e só nós mesmos podemos tomá-las. Embora os governos, os políticos e o judiciário são os protagonistas do noticiário, não estão tomando as decisões da sua vida, nem dos seus negócios.
                Há muitos consumidores atrás de descontos, e é verdade que há muitas empresas entrando “na onda”, mas melhor do que descontos e liquidações, é promover a agregação de valor oferecendo serviços e novidades. Lembre-se que é sempre importante fazer algumas pesquisas antes de ofertar os novos serviços agregados, novos produtos e as novidades.
                Uma questão da maior importância é que a hora de fazer mais propaganda é agora, quando você quer e precisa vender mais e melhor e quando os seus concorrentes menos preparados se encolheram e entraram em dificuldades. Quando você estiver ocupando a maior parte da capacidade produtiva, vendendo muito bem, muito provavelmente não seja tão importante anunciar, quanto nos momentos de maior dificuldade. Muitas pessoas perderam parte do poder de compra, mas ainda possuem muitas necessidades, desejos e interesses. O que ocorre em períodos como estes é que as pessoas estão mais seletivas, avaliando bem mais se agora é o melhor momento e se realmente vale a pena aquele desembolso. Para vender mais e melhor é preciso mostrar porque agora é o melhor momento para a decisão e o quanto será vantajoso realizar o negócio que você propõe. A diversidade de mídias disponíveis para cada um dos diferentes públicos é cada vez maior e é preciso aproveitar da melhor maneira o momento e as condições para promover os negócios.
                Junte sua equipe e pensem nos clientes que desejam conquistar, identificando o que eles mais gostam, suas preferências, estilos, perfis, e avaliem que as pessoas são atraídas e estão dispostas a pagar por algo que gostam muito e lhes dá satisfação. É muito comum ouvir vendedores e até empresários culparem o mercado, a concorrência, o governo, a crise, os impostos, o clima, o noticiário, e tantos outros, como resposta a simples pergunta “Porque não está vendendo mais?”. Proponho algo diferente, como rever alguns pontos que já discutimos neste espaço, como a vitrine, o estado da fachada, a atratividade do seu ponto de vendas, a iluminação, o aconchego do ambiente, os aromas, a sonorização, a temperatura, a limpeza, a apresentação, dentre outros.
                Vende bem quem entende que o cliente é o protagonista da venda. Ele nunca será fiel, se não formos fiéis e leais a ele. Para quem acha que faz “tudo” pelo cliente, procure refletir se o “tudo” é o seu melhor e mais, se a concorrência não faz melhor, especialmente aquilo que o cliente realmente valoriza. Reflita se não é o caso de ter produtos, serviços e formas de atender e vender que você e sua equipe consideram melhores, mas que não é exatamente o que o CLIENTE que você quer, considera melhor.
                As empresas que vendem mais e melhor, são aquelas que entendem antes de atender, os clientes que elas desejam. As pessoas compram mais, quando recebem mais, portanto, ofereça algo a mais e terá clientes fiéis, fãs e amigos.
                    Esperando ter ajudado a refletir como vender mais e melhor, deixo um abraço a todos e até a próxima!  

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Escolhendo candidatos

Em 4 meses escolheremos os prefeitos e vereadores que administrarão nossos municípios até 2020. Por hora as notícias são de bastidores e muitas articulações seguem sendo feitas em cada localidade, até que daqui algumas semanas saberemos quais são as opções que o eleitor terá para definir a quem serão entregues os destinos da administração pública mais próxima e mais presente onde vivemos.
Dias atrás, caminhando na rua um amigo repórter falava sobre eleições quando me encontrou e sem que eu pudesse refletir muito sobre o assunto, sugeriu que eu opinasse a respeito das eleições e da administração pública. A verdade é que até falamos bastante, mas pensamos e fazemos pouco para uma administração pública melhor. É preciso repensarmos o entendimento de administração pública, que me parece que precisa ser muito mais articuladora das forças da sociedade, do que “fazedora” de obras e muito menos entregadora de bens e serviços. Quando se entende que a administração pública precisa ser a provedora de patrimônio, bens e serviços para um conjunto cada vez maior e mais variado de necessidades, ficam evidentes alguns vícios de origem. Todavia, esta infelizmente, é a tônica da nossa sociedade, tendo consequência a necessidade de onerar cada vez mais a quem produz para sustentar o que muitas vezes torna-se insustentável.
Precisaríamos de lideranças públicas com habilidades de articulação capaz de mobilizar as forças da sociedade para planejarmos o futuro das comunidades para daqui a 50 anos. O que você, os grupos que você participa, sua empresa, as entidades locais querem e precisam do município em que vivem, para daqui 20, 30, 40 anos? O que deve ser feito a cada ano, em cada setor da sociedade para se chegar lá? Seria o plano estratégico municipal, com objetivos claros para cada área do município. Um plano pensado de forma profissional, com objetivos claros sobre o que oferecer para a comunidade, de onde virão os recursos e as responsabilidades de quem vai transformar os objetivos em ações.
As comunidades que tem um bom plano de longo prazo, que sabem o que querem e o que precisam para 2020, 2030, 2040, não devem ter dificuldades para escolher seus candidatos a candidato. Cada grupo político deveria escolher entre os seus integrantes, qual o melhor candidato do momento para liderar a comunidade rumo ao projeto de futuro que todos escolheram.
A disputa das eleições deveria ser sobre a melhor forma com que cada grupo político pretende administrar o plano de futuro escolhido por todos, que ao longo dos anos desencadeará resultados de desenvolvimento em todas as áreas. Há cada 4 anos, avaliando os resultados obtidos em busca da visão de futuro da comunidade, muda-se ou mantém-se a metodologia, trocando ou não o grupo gestor do plano escolhido por todos.
Entendo que as comunidades que tem muita dificuldade para se desenvolver são aquelas que não conseguiram articular-se entre si para definir o que desejam para o seu futuro e por isso escolhem candidatos e elegem líderes atribuindo a eles expectativas que muitas vezes não são capazes de atender. A expectativa aliás, é elevada pelos próprios candidatos em campanha, que pela necessidade de obter votos e o desejo de vencer, prometem resultados que mesmo querendo muito, não sabem se vão e nem como vão atender.  
Por estas e outras entendo que precisamos mudar a forma de entender e de praticar administração pública, começando por entender que todos somos parte dela e que só vamos conseguir decidir bem o candidato quando tivermos um bom projeto futuro para nossos municípios e a partir dele, escolher quem reúne as melhores condições de liderar a todos rumo aos grandes objetivos escolhidos de forma coletiva.

Precisamos melhorar em muito a administração pública em todas as instâncias do país e as eleições municipais estão aí para darmos a melhor contribuição no que está mais próximo de nós. Desejando que Deus ilumine a todos em suas escolhas, deixo um abraço e até a próxima!
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