terça-feira, 4 de abril de 2017

Quando a falência motivacional chega primeiro

   Anos atrás um colega professor ao fazer uma analogia sobre a falência das organizações nos lembrava que um avião não cai por uma causa apenas, pois quando ocorre um problema, sempre é devido há alguns procedimentos e mecanismos que deixaram de ser usados, ou de funcionar antes, e que a solução sofrendo interferência de outros dispositivos e a fragilidade do momento, culmina no acidente. A metáfora é para lembrarmos que nunca é apenas uma situação e sim um conjunto de fatores, que culminam na falta de condições para se sustentar e ir em frente.
   O Presidente mundial da Nissan, brasileiro Carlos Ghosn, é tido como o responsável por tirar a Nissan da falência pela sua forma de liderar. Ao ser questionado sobre a história recente da  empresa em ótima fase, ele costuma repetir que “A única coisa que faz a diferença é a motivação. Se você perder a motivação, aos poucos você perde tudo.”
   É do lendário e admirável engenheiro e empreendedor Henry Ford a máxima “Se você pensa que pode ou pensa que não pode, de qualquer forma você está certo.” Quando o líder e os liderados de uma organização entendem que está difícil, que as ameaças são cada vez maiores, que as fraquezas são muitas, eles estão tão certos, quanto as pessoas daquelas outras organizações que entendem que as oportunidades são maiores que as ameaças, que os pontos fortes são maiores do que as fraquezas e de que eles podem fazer muito pelo futuro do negócio e pelas suas vidas. Assim, podemos entender que a falência financeira é precedida pela falência motivacional há uns cinco anos antes, talvez. A falta de motivação, o marasmo impedem a inovação, matam a iniciativa, e os processos de melhoria, de adequação, de acompanhamento de tecnologias e mercados permitindo que a concorrência avance e a organização fique para trás.
   Concordo com o Jorge Paulo Lemann dizendo que prefiro ser otimista, pois não conheço muitos pessimistas bem sucedidos nos negócios. A efetividade maior dos otimistas é atribuída ao fato de que os otimistas tentam fazer, enquanto os negativos reclamam ou desdenham de quem vê o lado positivo das coisas. Sobre o otimismo ou do negativismo é que cada pessoa constrói os caminhos que irá trilhar. Toda a ação é precedida por um pensamento e pensamentos criam palavras, sentimentos e atitudes.
   Ao escolher deliberadamente mudar de atitude, é possível concentrar seus pensamentos no que quer. Quando queremos atrair algo para nossa vida, como uma empresa próspera, um trabalho melhor, é muito importante que nossas atitudes não contradigam nossos desejos. Quando queremos uma vida melhor, um trabalho melhor, uma organização mais próspera, focar no que está ruim, reclamar do que não se tem, pensar “pequeno”, limita as oportunidades e dificulta o alcance dos desejos.
   Mais de 80% das maiores empresas do mundo tem escrito em suas histórias fatos que mostram as precárias condições que seus empreendedores iniciaram o negócio, ou seja, do mais  absoluto nada, muitas vezes para tentar sobreviver, resolvendo um problema para alguém. Assim, é possível afirmar que é sobre as dificuldades que se constroem as oportunidades que proporcionam a prosperidade.
   A falência emocional vem antes da falência financeira, que é uma consequência de vários fatores para os quais faltaram ações. Para se prevenir da falência motivacional algumas questões particulares podem ser respondidas frequentemente por cada um de nós:
- O que estamos fazendo com as nossas ideias?
- O que estamos fazendo com nossos pensamentos?
- Como andam os planos de vida?
- Como anda o planejamento de carreira e o trabalho atual?
   Considerando que motivação é literalmente “motivo para ação”, cada um de nós precisa encontrar a todo o momento os motivos para agir em favor dos nossos desejos.
   Desejando muitos motivos para agir positivamente, deixo um abraço e até a próxima!

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Mais inovação para 2017

        Para os novos tempos que desejamos para nosso país, é preciso uma onda de inovação que passe por nossas vidas pessoais, nosso trabalho, propriedades e empresas alcançando o setor público. É preciso mais gente falando e promovendo inovação em diferentes segmentos.
Para começar por nós, uma sugestão é investir 15 minutos por dia formulando perguntas que desafiam a condição e a situação atual da empresa e da equipe. Outra sugestão é buscar experiências novas. Quem lê livros e textos técnicos, deve buscar ler alguns livros de ficção, por exemplo, assim, como quem lê ficção e romance deve escolher alguns livros tipo “casa e jardim”, antiguidades ou mais técnicos. Sugere-se também acompanhar conferências fora da área de atividade, abrindo a mente ao que é novo, assim como voluntariar-se para eventos que não têm muito a ver com seu o trabalho.
Aproveite cada oportunidade para viajar, preferencialmente para locais diferentes, para ver, ler e ouvir coisas novas. Os pesquisadores documentaram que em quanto mais países uma pessoa viveu, mais essa pessoa tende a aproveitar essa experiência para criar ideias, processos ou métodos inovadores.
Para ter uma equipe inovadora, é preciso contratar pessoas fora das regras convencionais. Está comprovado que equipes mais criativas, mais inovadoras são formadas por pessoas de diferentes talentos, personalidades e atitudes, com diferentes áreas do conhecimento, que vão se complementar na busca de soluções inovadoras. Lembro que um dos anúncios da Apple, considerada uma das empresas mais inovadoras do mundo foi “As pessoas malucas o suficiente para acreditar que podem mudar o mundo, são as que realmente o mudam.”
Todos os dias temos oportunidades para ficar pensando no que ocorreu até aqui, assim como investir o tempo para inventar o amanhã. É novamente uma escolha de cada um de nós.
Quando se tratar do cliente, não se trata da empresa e sim, da vida dele. Os clientes não se interessam pela empresa e sim, por resolverem os seus próprios problemas e alcançarem seus próprios sonhos. Cada um de nós antes de pensar em comprar alguma coisa, se pergunta, “como este produto (ou serviço) pode tornar a minha vida melhor?”. Escutar o cliente é fundamental, mas não é tão valioso quanto conhecer bem o cliente. É preciso criar uma obsessão de toda a equipe para melhorar a experiência do cliente, que sabe ser generoso com quem lhe proporciona boas novidades.
Vivemos um tempo em que a simplicidade é a máxima sofisticação. O simples, claro e fácil está mais valorizado, porém, mais difícil de ser alcançado. Tem muitas coisas desnecessárias ao nosso redor, nos serviços, nos produtos, em nossas empresas. Precisamos descomplicar nossos negócios, bem como a forma dos clientes encontrá-los e utilizá-los.
Em alguns momentos da vida podemos chegar a conclusão de que as decisões mais importantes são aquelas que decidimos não fazer. Aqueles que têm muitas coisas ao mesmo tempo para fazer, devem enfocar as áreas em que mais se destacam e delegar o restante para dizerem “não” com mais frequência.
Outras dicas para inovar nos negócios são:
- listar todos os dias 3 coisas que é possível fazer hoje para progredir;
- perguntar-se “Qual é o motivo pelo qual as pessoas compram meus produtos?” – a resposta deve se tornar o foco do produto, ao mesmo tempo que tudo o que o tira do foco deve ser eliminado;
- examine tudo sobre seu produto ou serviço pela perspectiva do cliente;
- facilite os encontros dos seus produtos com seus clientes;
- deixe tudo mais simples e elegante;
- reduza o tempo dedicado aos projetos e às tarefas que não promovem o propósito básico e a sua paixão.
Desejando muita inovação e prosperidade para nossos negócios, deixo um abraço e até a próxima!

sexta-feira, 31 de março de 2017

O olhar e a percepção

               O modo de ver as coisas afeta diretamente a percepção de cada um de nós, o que altera o conceito particular de tudo o que nos rodeia. Por isso antes de alterarmos algo em nossas vidas, organizações, cidades, país, é preciso entender a percepção dos outros a respeito, pois muitas vezes se produz melhores resultados ao agir sobre a percepção, do que construir, reformar, comprar, reestruturar.
           Quando olhamos para o que mais temos na vida, o que existe de positivo em nossa empresa, em nossa cidade, em nosso estado e país, podemos perceber que temos muito. Quando olhamos para o que não temos, o que falta ao nosso redor, ficamos com sensação de que falta muito em tudo. Ao focar no que conseguimos, no que temos de positivo, podemos ficar satisfeitos e gratos pelos resultados, enquanto que para quem foca no que não tem, mesmo o muito não é o bastante.
              Gostar do que se tem, não significa acomodar-se na situação atual, mas estar estruturado para evoluir, desenvolver e poder criar mais coisas boas na vida. Trata-se de gostar e de valorizar o que se tem, ao invés de desejar o que não se tem. Friedrich Nietzsche, consagrado filósofo e escritor alemão lembrava que “Tudo é precioso para aquele que foi, por muito tempo, privado de tudo!”. Quem tem pouco e valoriza este pouco, está mesmo que inconscientemente se preparando para ser e ter muito mais. Quem não se dá conta disso vive, em diferentes escalas, aquela situação de só dar valor ao que tem ou tinha após perder.
                Cada um de nós vive como percebe sua vida. Um homem do campo, que gosta da sua propriedade a percebe como o seu império, e o exemplo oposto é aquele milionário que não fica satisfeito com o que possui, percebendo um verdadeiro império como se fosse uma pequena propriedade onde faltaria muito. Fernando Pessoa lembra que “não possuímos mais que as nossas próprias sensações”. Temos do mundo, da vida, dos outros, do que está ao nosso redor, o que percebemos deles.
            O modo como vemos e percebemos tudo ao nosso redor impacta diretamente no sentimento de felicidade. Thomas Hardy escreveu “A felicidade não depende do que nos falta, mas do bom uso do que temos.” Acrescento que o mesmo conceito pode ser levado para nossa casa, nossa equipe de trabalho, nossos negócios. O sucesso depende mais do bom uso que fazemos dos talentos que temos. Um pequeno negócio, bem planejado, bem gerido, bem cuidado, por uma pequena equipe bem treinada e que ama o que faz, certamente gerará muito mais e melhores resultados do que uma grande estrutura, mal cuidada, com uma equipe numerosa, sem propósito e sem compromisso.
             A beleza, os valores e a natureza de uma pessoa podem ser observados a partir do modo como ela vê o mundo. Podemos cultivar este modo de ver e perceber a vida e o que está ao nosso redor com nossa família, com nossos colegas de trabalho e amigos. Num meio em que mais gente valoriza o que tem, apaixonada pelas coisas ao seu redor, é sempre mais evidente a prosperidade, passando muito mais tranquilos pelas intempéries do ambiente externo.

                Desejando uma melhoria de percepção a todos, um abraço e até a próxima!

quinta-feira, 30 de março de 2017

Pessoas compram pelos seus próprios motivos

Mesmo com o comércio no melhor momento do ano, para aproveitar melhor, é preciso que muitos profissionais de vendas se deem conta de que as pessoas compram pelos seus próprios motivos, não pelos deles ou de suas empresas.
Talvez por falha na qualificação profissional, ou na repetição de hábitos de um profissional para o outro, um grande número de vendedores procura apresentar todos os argumentos pelos quais o cliente deveria comprar o que ele quer vender. Todavia, o primeiro a fazer é descobrir os motivos pelos quais a pessoa compraria o que se quer vender.
As pessoas adoram comprar, mas não gostam que lhes seja vendido. Essa premissa pode ser conferida na diferença como a maioria de nós se refere ao relatar uma insatisfação quanto ao que compraram dizendo “...veja o que me venderam...”, dizendo por outro lado quando estão satisfeitas “...veja o que eu comprei...”.
Os motivos pelos quais eu ou você queremos comprar alguma coisa, são infinitamente mais importantes para efetivar uma negociação, do que as técnicas ou habilidades do profissional de vendas. Saber o “por que” os clientes compram é mais importante do que “como vender” por exemplo. Serão necessários menos esforços e técnicas de vendas, se o profissional sabe bem o que vende em termos de necessidades e desejos para o cliente. Ao invés de focar na necessidade de vender, os melhores profissionais focam na solução do problema, na necessidade e no desejo que identificou no cliente.
Quando o profissional entende os motivos do cliente para comprar, as habilidades irão levá-lo ao coração da venda e aos desejos do cliente agir em busca da satisfação. O vendedor pode identificar o motivo da compra fazendo perguntas sobre as compras anteriores, experiências, sabedorias, propriedades, usos, do cliente. Mantendo o foco nas questões corretas, o profissional de vendas deverá ouvir atentamente as histórias que começarão a ser reveladas a partir das perguntas baseadas no motivo. Sabe-se que sempre que perguntado sobre a experiência a respeito, o cliente conta uma história, que via de regra contém dicas importantes sobre o que eles gostam ou não gostam e sobre como estabelecer um verdadeiro relacionamento. As experiências passadas pelos clientes levarão a histórias boas e ruins. O trabalho do vendedor é ouvir atentamente para entender, nunca interromper e no final da história, fazer mais perguntas. Quanto mais perguntas fizer, mais informações serão reveladas e o profissional de vendas entenderá mais motivos para o cliente comprar.
As necessidades também dizem muito sobre a urgência ou não em comprar, e por isso, é muito importante entender usos, soluções, e outros que o cliente terá a partir do fechamento do negócio, como e quanto o cliente usará e lucrará com o que está sendo oferecido. O desejo é a parte emocional do processo de vendas. Quanto mais o cliente deseja aquilo, mais ele encontrará um meio de possuir. O desejo de possuir gera um efeito similar às necessidades, só que com mais orgulho por parte do cliente. O orgulho de posse é melhor do que o sentimento de atender a uma necessidade. Todos querem ter o melhor daquilo que gostam, só que nem todos estão dispostos a pagar pelo melhor, e é o vendedor que deve criar a diferença.
As paixões são as maiores formadoras de emoção e as compras são feitas emocionalmente, só que justificadas de forma racional e logica pelo cliente. Quanto mais forem reveladas as paixões do cliente, mais ele estará disposto a compartilhá-las, e maior a probabilidade da venda ser realizada. 
A melhor parte sobre descobrir as “razões para comprar” do cliente é que isto irá diferenciar o profissional de vendas dos concorrentes, lhe dando muito mais chance para fechar o negócio.

Ótimas vendas, um abraço e até a próxima!

terça-feira, 28 de março de 2017

Quando mudar de atitude

Embora sabemos que o meio influencia os sentimentos e o comportamento das pessoas e o que cada um mais ouve determina boa parte da forma de pensar, especialmente de quem é mais influenciável, ao mensurar quantitativamente este impacto na vida das pessoas impressiona e muito.
Participo de uma pesquisa para uma instituição que desenvolve trabalhos comunitários, estimula o voluntariado e busca a melhoria da qualidade de vida de comunidades com menores índices de desenvolvimento. Recentemente replicamos uma pesquisa repetindo a metodologia e as mesmas questões feitas nas mesmas comunidades há 2 anos atrás, com o objetivo de fazer uma análise do momento e uma comparação das percepções a cerca de como estão se sentindo no momento. Em pontos como “sentimento de felicidade”, o quanto “considera a vida boa” e o “quanto auxilia” e “é auxiliado” pela comunidade, houve uma queda muito significativa na percepção. Um exemplo é o fato de ter baixado 89 para 34 o percentual de pessoas que responde que a vida está “boa” ou “muito boa”. É certo que a vida ficou mais difícil de 2014 para 2016, mas está muito evidente que as pessoas viam a vida melhor do na realidade era, ou então, passaram a ver agora uma realidade pior do que realmente é.
O autor Earl Nightingale, no livro “O segredo mais estranho” apresenta pesquisas que mostram o segredo de uma atitude mais positiva afirmando que: “nós nos tornamos o que pensamos ser”. No meu entender, indica que a mudança de atitude requer disciplina que exige dedicação e prática diária.
Quer começar a mudar de atitude? Trago recomendações de Jefrey Gitomer, um importante autor da área de vendas, para vivermos os seguintes pensamentos e exercícios:
- Quando algo dá errado, lembre-se de que não é falha de alguém - a falha é sua, de alguma forma;
- Você sempre teve e segue tendo opções;
- Se você acha que está tudo bem, está... Se você acha que não está bem, não está;
- Ignore as notícias inúteis, trabalhe num projeto que valha a pena, faça um plano ou algo para melhorar a sua vida;
- Durante o próximo ano, procure ler apenas matérias, livros e ver vídeos com mensagens positivas;
- Assista vídeos, ouça áudios, palestras, seminários sobre atitudes;
- Quando você enfrenta um obstáculo, ou algo dá errado, procure uma oportunidade;
- Ignore as pessoas que dizem que você não consegue e que não será possível, ou que não é hora;
- Analise a sua linguagem, vendo se não está meio chata, vazia, negativa...;
- Diga os motivos pelos quais você gosta das coisas, das pessoas, do emprego e da família e não o porque não gosta;
- Ajude os outros sem esperar nada em troca e sem fazer comparações;
- Quanto tempo você fica de mau humor? Se passar de alguns minutos, algo está errado!
- Reflita sobre suas bênçãos todos os dias.
                Além desta disciplina de pensamento, que tenho certeza que quem seguir pode ver mudada “miraculosamente” a atitude, outras mudanças bem práticas podem melhorar muito a forma como percebemos nossa vida. Há sempre muita gente que reclama de falta de tempo para fazer coisas melhores para sua vida e para alguns grupos sugiro que façam a seguinte conta: se trocarem 1 hora por dia em que assistem noticiário ou novela, ou ainda, que navegam nas redes sociais, ao final de 1 ano há 15 dias de 24h inteiros ou 30 dias de 12h de trabalho, para fazer algo positivo, construindo o seu futuro melhor. A cada minuto, cada hora, cada tempo na frente da TV ou smartphone, é de livre opção e escolha de cada um de nós. Vejam como a mudança de 1 hábito já nos abre um espaço enorme, até mais do que o necessário, para realizarmos aquilo que parece que nos falta “tempo”. Após ver os efeitos da mudança de 1 hábito, será possível imaginar o impacto da mudança de mais 1 ou 2 hábitos. Não é preciso mudar nem toda, nem a maior parte da sua vida, pois 1 ou 2 hábitos podem fazer muita diferença!

Um abraço e até a próxima!

Fazer ou não fazer?

Todas as pessoas que eu conheço e que tenho notícias, querem uma vida melhor, mais confortável, com mais qualidade, atividades alegres, boas emoções e ótimas companhias. Por que é que poucos têm tudo isso? Ao meu ver, a dificuldade é que grande parte das pessoas tem medo de “agarrar o touro pelos chifres” e encontra facilmente uma desculpa externa, aceitável para disfarçar este medo.
Há uma opção fácil para ter uma vida emocionante e bem legal que é viver a emoção desejada por meio das outras pessoas, como por exemplo, acompanhando pela mídia e falando da vida de atores, artistas, profissionais e empresários de sucesso, assim como vivendo a vida de pais, filhos, parentes, amigos. Assim aproveita-se um pouco do “glamour” por sentir-se de alguma forma parte da vida desta pessoa, com o que é descrito e apresentado aos outros, sem sair do seu conforto para ser o que você queria ser.
A diferença entre quem fica acompanhando, admirando e falando dos outros e aqueles que são admirados e agem, é principalmente o fato de que ao se verem diante de uma decisão, ao longo da vida alguns foram fazendo as escolhas mais seguras e outros as mais ousadas. É fato que quem toma decisões mais ousadas tem menos segurança sobre onde ou como vai chegar. Todavia, nem sempre uma decisão que parece mais segura está livre de perigos, assim como nem sempre uma decisão que parece ousada é realmente carregada de perigo.
Sempre considero melhor arrepender-se de ter feito, do que arrepender-se de não ter feito. Quando se decide não fazer, a verdade é que nem se dá a chance de ter tentado. Algumas pessoas passam pelos 40, 50 anos de vida percebendo que “jogaram a vida fora”. Parte destas ainda se conforma entendendo que já é tarde, mas outros correm atrás do que resta, pois sempre é tempo. Não é raro vermos pessoas que tinham tudo a favor, mas diante do desafio, mesmo que pequeno aos olhos dos outros, faltou coragem para enfrentar e atitude para sair do conforto do momento. Se você que está lendo agora se sente um destes, é preciso entender que ninguém vai cortar seu braço, tomar sua família ou colocá-lo na cadeia se algumas de suas boas decisões não resultarem no que você espera.
Quando se trata de buscar uma condição melhor, tenho dito para estudantes, amigos e colegas que é preciso lembrar que “o ótimo é inimigo do bom”. Em outras palavras é preciso conquistar uma condição boa primeiro, o que dará mais oportunidades de ter uma situação ótima na sequencia. Há quem fique muito tempo tentando a vaga de trabalho dos seus sonhos (ótimo), mas enquanto ela não aparece, deixa de fazer o melhor possível (bom) com o trabalho que está a sua frente. Quem não consegue fazer o melhor com o que já tem, fatalmente tem mais dificuldades para ser lembrado, visto, reconhecido para uma condição ótima.
Se você olha para trás e se arrepende de parte de suas decisões, vendo que haviam opções melhores, isso pode não ser bem assim. Experimente pensar ao contrário e verá que outras decisões poderiam ter levado tanto a situações como a atual, quanto à condições melhores ou piores. A vida é toda feita de escolhas: “hoje a noite vou ler ou ver TV?”, “é melhor ter um carro prático ou um carro veloz?”, “neste sábado a noite vou beber água, refrigerante, vinho ou cerveja?”, “me dedico só a universidade ou concilio com um emprego para ganhar experiência?”.
Tudo o que fazemos ao longo da vida são decisões, baseadas em nossas escolhas e por isso não deveríamos nos arrepender. Temos o dia de hoje para mudar muita coisa daqui para frente. Somos hoje exatamente aquilo que em pequenos detalhes fomos escolhendo ser. Então, do que se arrepender? E cá entre nós, culpar alguém seria insano!
Eu e você somos as pessoas que escolhemos ser e está muito claro que podemos mudar muita coisa para amanhã ou depois. Por isso que a cada noite podemos agradecer a Deus que nos permite toda esta liberdade de escolhas e opções para mudar a cada dia. A cada novo dia temos motivos para sorrir ao acordar, pensando em tudo o que podemos fazer por nós mesmos e pelos outros.

Um abraço e até a próxima!

quarta-feira, 22 de março de 2017

Para vender mais precisa inovar mais

As lojas tradicionais/físicas precisam ser cada vez mais criativas, inovando mais a cada ano, para fazer frente ao avanço do e-commerce. Estima-se que nos últimos 12 meses o varejo digital cresceu 20% em relação ao período anterior. Isso significa que a crise do varejo atingiu praticamente apenas as lojas tradicionais.
Pelos e-mails que recebo sei que muitos de meus leitores são executivos, gestores e profissionais do varejo. Convido principalmente a estes para refletirem sobre o que estão fazendo efetivamente, para que menos clientes comprem da internet, ficando no varejo tradicional e das suas cidades.  Eleonor Roosevelt escreveu que “Criatividade significa fazer o que não nos é familiar.” Então, vamos procurar fazer diferente, pois o e-commerce vai seguir crescendo e as lojas tradicionais vão perder vendas sem perceber, mantendo as mesmas práticas.
Os consumidores são cada vez menos fiéis a um único canal de vendas e esperam cada vez mais integração entre lojas on-line, mídias sociais, soluções móveis e lojas físicas. Em pesquisas verifica-se que a maioria dos clientes espera que a convergência dos canais se torne uma regra o mais rápido possível, com experiências de compras em canais unificados. No entanto, isso será um desafio, pois a maioria dos varejistas não se posiciona de forma consistente nos diversos canais.
O Brasil está na lista dos países que detém a evolução mais significativa em consumo por meio de canais digitais, junto com China, Índia, México, Turquia e Rússia, confirmando que os países em desenvolvimento têm avançado mais rápido nesses processos do que as economias tradicionais. Os consumidores estão mais inclinados a usar canais digitais ao comprar produtos eletrônicos de alto valor, em comparação com outras categorias (eletrônicos comuns, moda, alimentação, materiais de construção, saúde e cuidados pessoais).
Uma reflexão importante para a loja tradicional é sobre como está o seu website, pois para compras em lojas físicas ou virtuais, o site é via de regra a primeira consulta do cliente. As mídias sociais, aplicativos de celulares e quiosques dentro das lojas estão se tornando cada vez mais populares como canais de varejo alternativos e é preciso qualificar constantemente estas ferramentas para vender mais e melhor. As pesquisas tem mostrado por exemplo, que a maioria dos entrevistados afirma que gasta mais numa loja física, se tiver antes, pesquisado previamente sobre os produtos disponíveis nos sites destas empresas. A explicação é quase óbvia, pois com mais tempo para pesquisar, ver mais produtos sem compromisso, ver mais detalhes, sem a pressão da presença de um vendedor, o cliente chega na loja com mais informação e terá objetividade no que ver e comprar.
É muito provável que muitas lojas físicas de hoje, daqui a 5 anos se tornem apenas showrooms de produtos que poderão ser selecionados e encomendados em lojas virtuais. Em qualquer que seja o cenário, vejo maior longevidade para as lojas físicas que tenham showrooms muito bons, atendimento de excelência, com ótimo relacionamento com os clientes e um conjunto de serviços agregados.
As pesquisas também mostram que a grande maioria dos clientes acredita que os preços das lojas virtuais são mais baixos que os preços das lojas físicas. Muitas vezes pode ser fato, e outras, percepção, pois é notório que o fato de colocar preço nos produtos passa a ideia de preço menor e neste sentido, verifica-se que nas lojas virtuais o preço está sempre ao lado dos produtos, enquanto nas lojas físicas muitas vezes o cliente só sabe o preço se perguntar ao vendedor.
        Finalizando, para vender mais e melhor, é preciso inovar nas atividades de varejo, diversificando e integrando cada vez mais os diferentes canais de vendas e de comunicação com seus clientes.
Um abraço e o desejo de ótimos negócios a todos!


Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...