segunda-feira, 24 de abril de 2017

Um novo Brasil

       Precisamos acreditar que um novo Brasil é possível, pois a crença é fundamental para termos mais força para que cada um mude a realidade ao seu redor e com a soma dos esforços individuais.
       Acredito que não haja dúvidas de que o comportamento médio do brasileiro precisa mudar para haver um novo Brasil. Aqueles pais que se vangloriam pelas colas que faziam na escola, que fazem manobras arriscadas e ilícitas no trânsito, dentre outros, precisam entender que os filhos veem os pais como exemplos de vida. As ocasiões que a vida reserva, vão revelar em ações, o que cada um aprendeu ao longo da vida e as colas, as transgressões, os jeitinhos, que foram naturalmente se incorporando a jeito de levar a vida, tendem a se transformar em propinas, desvios, golpes pequenos ou grandes, dependendo do tamanho dos recursos que estiverem a sua frente.
Algumas gerações mais velhas, com as quais ainda convivemos e pode-se compartilhar ricas experiências, tiveram bem mais dificuldades no acesso aos estudos do que as gerações mais novas. O estudo era um privilégio para muito poucos e mesmo quem queria, muitas vezes não tinha como estudar. Hoje vivemos tempos em que não se precisa mais de tanto esforço ou distâncias para estudar, considerando a quantidade, proximidade e variedade de cursos, além da sobra vagas e até mesmo bolsas de estudos e financiamentos facilitados. Outra diferença importante, é que os mais antigos viveram tempos em que quem não demonstrava esforço suficiente para bom desempenho nos estudos precisava dar satisfações para escola e para os pais, sendo muitas vezes repreendidos e até castigados. Hoje, são os professores que muitas vezes precisam dar satisfações as famílias quando os filhos são desleixados, não tem frequência suficiente, são indisciplinados, desistem, reprovam ou faltam com respeito. A gratidão pela insistência em tentar ensinar alguém que muitas vezes está sem vontade para aprender, é certamente uma das maiores raridades da atualidade. 
O tempo vai passando, as práticas ganhando escala e já vivemos tempos em que muitas vezes são membros das equipes que fazem queixas dos seus líderes, quando estes se sentem cobrados por melhores resultados, por mais empenho, mais entusiasmo. Os que reclamam aos colegas e protestam aos superiores quando o líder quer que façam o que foram contratados para fazer tem grande chance de ser parte daqueles estudantes que tentam responsabilizar professores e instituições quando não tem frequência e desempenho satisfatório.
Precisamos de um novo Brasil, começando no seio das famílias com valores morais e éticos passados em boas conversas e bons exemplos, de pais para filhos, que cheguem na escola e vão para faculdade com capacidade para terem vergonha de querem aprovação sem frequência, falta de estudo e empenho insuficiente. Um novo Brasil com profissionais, líderes e gestores bem formados técnica e moralmente que tenham consciência do certo e do errado não aceitando vender ou comprar algo em troca de favores e benefícios pessoais, daria poucos espaços para os que insistirem em levar vantagens pessoais em tudo. Precisamos de um novo Brasil onde filhos sejam educados em casa e que possam seguir para as escolas e faculdades sabendo que o certo é o certo, mesmo que ninguém esteja vendo e mesmo que possa parecer que só eles estejam fazendo, assim como o errado é errado, mesmo quando pode parecer que todos estejam fazendo.
Podemos ter um novo Brasil, mudando o jeito de pensar de cada um, sendo disciplinados e educando filhos para uma vida em que se tenha claro que não há vantagem se não for ético, legal ou outros ficarem no prejuízo. Precisamos de um novo Brasil que inicie dentro de nossas famílias, passe pelas nossas organizações e alcance todas as esferas de poder.        

         Um abraço e até a próxima!

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Determinação e genialidade

    Há algum tempo a inovação vem sendo mais falada, escrita e também por isso, tendo ações efetivas e mais diretas em várias áreas. O pano de fundo das ações é sempre o estímulo à criatividade e o desafio ao aprimoramento da inteligência dos envolvidos.
    Sabe-se há um bom tempo que o QI (Quociente de Inteligência) não é garantia de um trabalho de sucesso, pois há mais fatores que influenciam a criatividade do que a inteligência. "Criatividade não é um talento. É uma forma de agir", disse o ator John Cleese.
    Uma matéria da revista Inc. e outra da revista Época Negócios mostram que gênios reconhecidos pela sua criatividade são capazes de reunir elementos aparentemente contraditórios de uma forma incomum e não esperada. A análise mostra que apesar de cada um ter seu estilo e seu método, Wolfgang Amadeus Mozart, Albert Einstein e Pablo Picasso, compartilhavam certas características em comum para expressarem a criatividade em suas respectivas artes. Mais do que inteligência e criatividade, fica claro que eles tinham a determinação necessária para alcançar o nível de domínio em suas áreas, o que fez toda a diferença na vida e na obra de cada um.
    Determinação tem se mostrado em muitas pesquisas a respeito do sucesso pessoal e profissional, um indicador mais importante do que o talento pessoal. Conhecemos gente muito talentosa, mas parte delas não é capaz de se aperfeiçoar constantemente, não conseguindo transformar o talento em sucesso numa carreira, como outros tão talentosos quanto.
    Pessoas muitíssimo criativas têm uma grande motivação, o que evidencia que apenas talento nunca é o suficiente. Os gênios, do passado e do presente podem ser analisados e reconhecidos pela perseverança, concentração e foco absoluto naquilo que eles querem fazer de melhor. Dedicação em um nível fora do comum é pré-requisito para conquistar o status de gênio numa arte, ofício, trabalho. Einstein, por exemplo, tinha uma inteligência altíssima, mas ele realmente amava e era obcecado em buscar a sua teoria da relatividade. Ele estava sempre curioso e disposto a estudar ideias novas e radicais.
    Para ser mais criativos, é preciso o desejo mais de trabalhar duro e concentrar esforços em longos períodos naquilo em que se acredita. Também é preciso ter a coragem suficiente para abraçar o desconhecido, estimulando novos caminhos de seus pensamentos. A disposição para arriscar-se, saindo da zona do conforto ou do jeito que sempre se pensou e se fez as coisas, fazem um bem enorme à criatividade. Só é possível explorar todo o potencial pessoal abraçando o risco associado ao fazer coisas diferentes, inovando. Ninguém conseguirá atingir o ápice de uma carreira sem tolerar e lidar com o desconhecido. A história mostra que os gênios criativos arriscavam mais para obter melhores resultados.
   Na análise feita nas matérias citadas, gênios de sucesso como Einstein, Mozart e Picasso valorizaram seus processos de trabalho, tanto quanto os resultados, pois viam os obstáculos como oportunidades para conseguir progredir mais a cada dia. Eles direcionam a insatisfação para aprender, criar, inventar e fazer algo além. Numa entrevista famosa Einstein disse "Eu não tenho nenhum talento especial. Sou apenas alguém profundamente curioso." Outra expressão que revela o quanto o sucesso de um gênio depende de sua determinação é o texto de Mozart a um amigo: “As pessoas pensam que a arte é algo que vem fácil a mim. Mas eu garanto a você, meu caro amigo, que não há ninguém mais devotado e que dedica tanto tempo a uma composição quanto eu. Não deve haver um mestre famoso que eu não tenha estudado minuciosamente diversas e diversas vezes".
    Escutar música clássica potencializa a atividade cerebral, mostra a pesquisa da Universidade de Helsinque (Finlândia). Todavia, está provado que determinação, criatividade, curiosidade são componentes da inovação que precisam acompanhar a inteligência para gerarem sucesso.
    Um abraço e até a próxima!

terça-feira, 4 de abril de 2017

Quando a falência motivacional chega primeiro

   Anos atrás um colega professor ao fazer uma analogia sobre a falência das organizações nos lembrava que um avião não cai por uma causa apenas, pois quando ocorre um problema, sempre é devido há alguns procedimentos e mecanismos que deixaram de ser usados, ou de funcionar antes, e que a solução sofrendo interferência de outros dispositivos e a fragilidade do momento, culmina no acidente. A metáfora é para lembrarmos que nunca é apenas uma situação e sim um conjunto de fatores, que culminam na falta de condições para se sustentar e ir em frente.
   O Presidente mundial da Nissan, brasileiro Carlos Ghosn, é tido como o responsável por tirar a Nissan da falência pela sua forma de liderar. Ao ser questionado sobre a história recente da  empresa em ótima fase, ele costuma repetir que “A única coisa que faz a diferença é a motivação. Se você perder a motivação, aos poucos você perde tudo.”
   É do lendário e admirável engenheiro e empreendedor Henry Ford a máxima “Se você pensa que pode ou pensa que não pode, de qualquer forma você está certo.” Quando o líder e os liderados de uma organização entendem que está difícil, que as ameaças são cada vez maiores, que as fraquezas são muitas, eles estão tão certos, quanto as pessoas daquelas outras organizações que entendem que as oportunidades são maiores que as ameaças, que os pontos fortes são maiores do que as fraquezas e de que eles podem fazer muito pelo futuro do negócio e pelas suas vidas. Assim, podemos entender que a falência financeira é precedida pela falência motivacional há uns cinco anos antes, talvez. A falta de motivação, o marasmo impedem a inovação, matam a iniciativa, e os processos de melhoria, de adequação, de acompanhamento de tecnologias e mercados permitindo que a concorrência avance e a organização fique para trás.
   Concordo com o Jorge Paulo Lemann dizendo que prefiro ser otimista, pois não conheço muitos pessimistas bem sucedidos nos negócios. A efetividade maior dos otimistas é atribuída ao fato de que os otimistas tentam fazer, enquanto os negativos reclamam ou desdenham de quem vê o lado positivo das coisas. Sobre o otimismo ou do negativismo é que cada pessoa constrói os caminhos que irá trilhar. Toda a ação é precedida por um pensamento e pensamentos criam palavras, sentimentos e atitudes.
   Ao escolher deliberadamente mudar de atitude, é possível concentrar seus pensamentos no que quer. Quando queremos atrair algo para nossa vida, como uma empresa próspera, um trabalho melhor, é muito importante que nossas atitudes não contradigam nossos desejos. Quando queremos uma vida melhor, um trabalho melhor, uma organização mais próspera, focar no que está ruim, reclamar do que não se tem, pensar “pequeno”, limita as oportunidades e dificulta o alcance dos desejos.
   Mais de 80% das maiores empresas do mundo tem escrito em suas histórias fatos que mostram as precárias condições que seus empreendedores iniciaram o negócio, ou seja, do mais  absoluto nada, muitas vezes para tentar sobreviver, resolvendo um problema para alguém. Assim, é possível afirmar que é sobre as dificuldades que se constroem as oportunidades que proporcionam a prosperidade.
   A falência emocional vem antes da falência financeira, que é uma consequência de vários fatores para os quais faltaram ações. Para se prevenir da falência motivacional algumas questões particulares podem ser respondidas frequentemente por cada um de nós:
- O que estamos fazendo com as nossas ideias?
- O que estamos fazendo com nossos pensamentos?
- Como andam os planos de vida?
- Como anda o planejamento de carreira e o trabalho atual?
   Considerando que motivação é literalmente “motivo para ação”, cada um de nós precisa encontrar a todo o momento os motivos para agir em favor dos nossos desejos.
   Desejando muitos motivos para agir positivamente, deixo um abraço e até a próxima!

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Mais inovação para 2017

        Para os novos tempos que desejamos para nosso país, é preciso uma onda de inovação que passe por nossas vidas pessoais, nosso trabalho, propriedades e empresas alcançando o setor público. É preciso mais gente falando e promovendo inovação em diferentes segmentos.
Para começar por nós, uma sugestão é investir 15 minutos por dia formulando perguntas que desafiam a condição e a situação atual da empresa e da equipe. Outra sugestão é buscar experiências novas. Quem lê livros e textos técnicos, deve buscar ler alguns livros de ficção, por exemplo, assim, como quem lê ficção e romance deve escolher alguns livros tipo “casa e jardim”, antiguidades ou mais técnicos. Sugere-se também acompanhar conferências fora da área de atividade, abrindo a mente ao que é novo, assim como voluntariar-se para eventos que não têm muito a ver com seu o trabalho.
Aproveite cada oportunidade para viajar, preferencialmente para locais diferentes, para ver, ler e ouvir coisas novas. Os pesquisadores documentaram que em quanto mais países uma pessoa viveu, mais essa pessoa tende a aproveitar essa experiência para criar ideias, processos ou métodos inovadores.
Para ter uma equipe inovadora, é preciso contratar pessoas fora das regras convencionais. Está comprovado que equipes mais criativas, mais inovadoras são formadas por pessoas de diferentes talentos, personalidades e atitudes, com diferentes áreas do conhecimento, que vão se complementar na busca de soluções inovadoras. Lembro que um dos anúncios da Apple, considerada uma das empresas mais inovadoras do mundo foi “As pessoas malucas o suficiente para acreditar que podem mudar o mundo, são as que realmente o mudam.”
Todos os dias temos oportunidades para ficar pensando no que ocorreu até aqui, assim como investir o tempo para inventar o amanhã. É novamente uma escolha de cada um de nós.
Quando se tratar do cliente, não se trata da empresa e sim, da vida dele. Os clientes não se interessam pela empresa e sim, por resolverem os seus próprios problemas e alcançarem seus próprios sonhos. Cada um de nós antes de pensar em comprar alguma coisa, se pergunta, “como este produto (ou serviço) pode tornar a minha vida melhor?”. Escutar o cliente é fundamental, mas não é tão valioso quanto conhecer bem o cliente. É preciso criar uma obsessão de toda a equipe para melhorar a experiência do cliente, que sabe ser generoso com quem lhe proporciona boas novidades.
Vivemos um tempo em que a simplicidade é a máxima sofisticação. O simples, claro e fácil está mais valorizado, porém, mais difícil de ser alcançado. Tem muitas coisas desnecessárias ao nosso redor, nos serviços, nos produtos, em nossas empresas. Precisamos descomplicar nossos negócios, bem como a forma dos clientes encontrá-los e utilizá-los.
Em alguns momentos da vida podemos chegar a conclusão de que as decisões mais importantes são aquelas que decidimos não fazer. Aqueles que têm muitas coisas ao mesmo tempo para fazer, devem enfocar as áreas em que mais se destacam e delegar o restante para dizerem “não” com mais frequência.
Outras dicas para inovar nos negócios são:
- listar todos os dias 3 coisas que é possível fazer hoje para progredir;
- perguntar-se “Qual é o motivo pelo qual as pessoas compram meus produtos?” – a resposta deve se tornar o foco do produto, ao mesmo tempo que tudo o que o tira do foco deve ser eliminado;
- examine tudo sobre seu produto ou serviço pela perspectiva do cliente;
- facilite os encontros dos seus produtos com seus clientes;
- deixe tudo mais simples e elegante;
- reduza o tempo dedicado aos projetos e às tarefas que não promovem o propósito básico e a sua paixão.
Desejando muita inovação e prosperidade para nossos negócios, deixo um abraço e até a próxima!

sexta-feira, 31 de março de 2017

O olhar e a percepção

               O modo de ver as coisas afeta diretamente a percepção de cada um de nós, o que altera o conceito particular de tudo o que nos rodeia. Por isso antes de alterarmos algo em nossas vidas, organizações, cidades, país, é preciso entender a percepção dos outros a respeito, pois muitas vezes se produz melhores resultados ao agir sobre a percepção, do que construir, reformar, comprar, reestruturar.
           Quando olhamos para o que mais temos na vida, o que existe de positivo em nossa empresa, em nossa cidade, em nosso estado e país, podemos perceber que temos muito. Quando olhamos para o que não temos, o que falta ao nosso redor, ficamos com sensação de que falta muito em tudo. Ao focar no que conseguimos, no que temos de positivo, podemos ficar satisfeitos e gratos pelos resultados, enquanto que para quem foca no que não tem, mesmo o muito não é o bastante.
              Gostar do que se tem, não significa acomodar-se na situação atual, mas estar estruturado para evoluir, desenvolver e poder criar mais coisas boas na vida. Trata-se de gostar e de valorizar o que se tem, ao invés de desejar o que não se tem. Friedrich Nietzsche, consagrado filósofo e escritor alemão lembrava que “Tudo é precioso para aquele que foi, por muito tempo, privado de tudo!”. Quem tem pouco e valoriza este pouco, está mesmo que inconscientemente se preparando para ser e ter muito mais. Quem não se dá conta disso vive, em diferentes escalas, aquela situação de só dar valor ao que tem ou tinha após perder.
                Cada um de nós vive como percebe sua vida. Um homem do campo, que gosta da sua propriedade a percebe como o seu império, e o exemplo oposto é aquele milionário que não fica satisfeito com o que possui, percebendo um verdadeiro império como se fosse uma pequena propriedade onde faltaria muito. Fernando Pessoa lembra que “não possuímos mais que as nossas próprias sensações”. Temos do mundo, da vida, dos outros, do que está ao nosso redor, o que percebemos deles.
            O modo como vemos e percebemos tudo ao nosso redor impacta diretamente no sentimento de felicidade. Thomas Hardy escreveu “A felicidade não depende do que nos falta, mas do bom uso do que temos.” Acrescento que o mesmo conceito pode ser levado para nossa casa, nossa equipe de trabalho, nossos negócios. O sucesso depende mais do bom uso que fazemos dos talentos que temos. Um pequeno negócio, bem planejado, bem gerido, bem cuidado, por uma pequena equipe bem treinada e que ama o que faz, certamente gerará muito mais e melhores resultados do que uma grande estrutura, mal cuidada, com uma equipe numerosa, sem propósito e sem compromisso.
             A beleza, os valores e a natureza de uma pessoa podem ser observados a partir do modo como ela vê o mundo. Podemos cultivar este modo de ver e perceber a vida e o que está ao nosso redor com nossa família, com nossos colegas de trabalho e amigos. Num meio em que mais gente valoriza o que tem, apaixonada pelas coisas ao seu redor, é sempre mais evidente a prosperidade, passando muito mais tranquilos pelas intempéries do ambiente externo.

                Desejando uma melhoria de percepção a todos, um abraço e até a próxima!

quinta-feira, 30 de março de 2017

Pessoas compram pelos seus próprios motivos

Mesmo com o comércio no melhor momento do ano, para aproveitar melhor, é preciso que muitos profissionais de vendas se deem conta de que as pessoas compram pelos seus próprios motivos, não pelos deles ou de suas empresas.
Talvez por falha na qualificação profissional, ou na repetição de hábitos de um profissional para o outro, um grande número de vendedores procura apresentar todos os argumentos pelos quais o cliente deveria comprar o que ele quer vender. Todavia, o primeiro a fazer é descobrir os motivos pelos quais a pessoa compraria o que se quer vender.
As pessoas adoram comprar, mas não gostam que lhes seja vendido. Essa premissa pode ser conferida na diferença como a maioria de nós se refere ao relatar uma insatisfação quanto ao que compraram dizendo “...veja o que me venderam...”, dizendo por outro lado quando estão satisfeitas “...veja o que eu comprei...”.
Os motivos pelos quais eu ou você queremos comprar alguma coisa, são infinitamente mais importantes para efetivar uma negociação, do que as técnicas ou habilidades do profissional de vendas. Saber o “por que” os clientes compram é mais importante do que “como vender” por exemplo. Serão necessários menos esforços e técnicas de vendas, se o profissional sabe bem o que vende em termos de necessidades e desejos para o cliente. Ao invés de focar na necessidade de vender, os melhores profissionais focam na solução do problema, na necessidade e no desejo que identificou no cliente.
Quando o profissional entende os motivos do cliente para comprar, as habilidades irão levá-lo ao coração da venda e aos desejos do cliente agir em busca da satisfação. O vendedor pode identificar o motivo da compra fazendo perguntas sobre as compras anteriores, experiências, sabedorias, propriedades, usos, do cliente. Mantendo o foco nas questões corretas, o profissional de vendas deverá ouvir atentamente as histórias que começarão a ser reveladas a partir das perguntas baseadas no motivo. Sabe-se que sempre que perguntado sobre a experiência a respeito, o cliente conta uma história, que via de regra contém dicas importantes sobre o que eles gostam ou não gostam e sobre como estabelecer um verdadeiro relacionamento. As experiências passadas pelos clientes levarão a histórias boas e ruins. O trabalho do vendedor é ouvir atentamente para entender, nunca interromper e no final da história, fazer mais perguntas. Quanto mais perguntas fizer, mais informações serão reveladas e o profissional de vendas entenderá mais motivos para o cliente comprar.
As necessidades também dizem muito sobre a urgência ou não em comprar, e por isso, é muito importante entender usos, soluções, e outros que o cliente terá a partir do fechamento do negócio, como e quanto o cliente usará e lucrará com o que está sendo oferecido. O desejo é a parte emocional do processo de vendas. Quanto mais o cliente deseja aquilo, mais ele encontrará um meio de possuir. O desejo de possuir gera um efeito similar às necessidades, só que com mais orgulho por parte do cliente. O orgulho de posse é melhor do que o sentimento de atender a uma necessidade. Todos querem ter o melhor daquilo que gostam, só que nem todos estão dispostos a pagar pelo melhor, e é o vendedor que deve criar a diferença.
As paixões são as maiores formadoras de emoção e as compras são feitas emocionalmente, só que justificadas de forma racional e logica pelo cliente. Quanto mais forem reveladas as paixões do cliente, mais ele estará disposto a compartilhá-las, e maior a probabilidade da venda ser realizada. 
A melhor parte sobre descobrir as “razões para comprar” do cliente é que isto irá diferenciar o profissional de vendas dos concorrentes, lhe dando muito mais chance para fechar o negócio.

Ótimas vendas, um abraço e até a próxima!

terça-feira, 28 de março de 2017

Quando mudar de atitude

Embora sabemos que o meio influencia os sentimentos e o comportamento das pessoas e o que cada um mais ouve determina boa parte da forma de pensar, especialmente de quem é mais influenciável, ao mensurar quantitativamente este impacto na vida das pessoas impressiona e muito.
Participo de uma pesquisa para uma instituição que desenvolve trabalhos comunitários, estimula o voluntariado e busca a melhoria da qualidade de vida de comunidades com menores índices de desenvolvimento. Recentemente replicamos uma pesquisa repetindo a metodologia e as mesmas questões feitas nas mesmas comunidades há 2 anos atrás, com o objetivo de fazer uma análise do momento e uma comparação das percepções a cerca de como estão se sentindo no momento. Em pontos como “sentimento de felicidade”, o quanto “considera a vida boa” e o “quanto auxilia” e “é auxiliado” pela comunidade, houve uma queda muito significativa na percepção. Um exemplo é o fato de ter baixado 89 para 34 o percentual de pessoas que responde que a vida está “boa” ou “muito boa”. É certo que a vida ficou mais difícil de 2014 para 2016, mas está muito evidente que as pessoas viam a vida melhor do na realidade era, ou então, passaram a ver agora uma realidade pior do que realmente é.
O autor Earl Nightingale, no livro “O segredo mais estranho” apresenta pesquisas que mostram o segredo de uma atitude mais positiva afirmando que: “nós nos tornamos o que pensamos ser”. No meu entender, indica que a mudança de atitude requer disciplina que exige dedicação e prática diária.
Quer começar a mudar de atitude? Trago recomendações de Jefrey Gitomer, um importante autor da área de vendas, para vivermos os seguintes pensamentos e exercícios:
- Quando algo dá errado, lembre-se de que não é falha de alguém - a falha é sua, de alguma forma;
- Você sempre teve e segue tendo opções;
- Se você acha que está tudo bem, está... Se você acha que não está bem, não está;
- Ignore as notícias inúteis, trabalhe num projeto que valha a pena, faça um plano ou algo para melhorar a sua vida;
- Durante o próximo ano, procure ler apenas matérias, livros e ver vídeos com mensagens positivas;
- Assista vídeos, ouça áudios, palestras, seminários sobre atitudes;
- Quando você enfrenta um obstáculo, ou algo dá errado, procure uma oportunidade;
- Ignore as pessoas que dizem que você não consegue e que não será possível, ou que não é hora;
- Analise a sua linguagem, vendo se não está meio chata, vazia, negativa...;
- Diga os motivos pelos quais você gosta das coisas, das pessoas, do emprego e da família e não o porque não gosta;
- Ajude os outros sem esperar nada em troca e sem fazer comparações;
- Quanto tempo você fica de mau humor? Se passar de alguns minutos, algo está errado!
- Reflita sobre suas bênçãos todos os dias.
                Além desta disciplina de pensamento, que tenho certeza que quem seguir pode ver mudada “miraculosamente” a atitude, outras mudanças bem práticas podem melhorar muito a forma como percebemos nossa vida. Há sempre muita gente que reclama de falta de tempo para fazer coisas melhores para sua vida e para alguns grupos sugiro que façam a seguinte conta: se trocarem 1 hora por dia em que assistem noticiário ou novela, ou ainda, que navegam nas redes sociais, ao final de 1 ano há 15 dias de 24h inteiros ou 30 dias de 12h de trabalho, para fazer algo positivo, construindo o seu futuro melhor. A cada minuto, cada hora, cada tempo na frente da TV ou smartphone, é de livre opção e escolha de cada um de nós. Vejam como a mudança de 1 hábito já nos abre um espaço enorme, até mais do que o necessário, para realizarmos aquilo que parece que nos falta “tempo”. Após ver os efeitos da mudança de 1 hábito, será possível imaginar o impacto da mudança de mais 1 ou 2 hábitos. Não é preciso mudar nem toda, nem a maior parte da sua vida, pois 1 ou 2 hábitos podem fazer muita diferença!

Um abraço e até a próxima!
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