sexta-feira, 7 de julho de 2017

O 1º dia

Você lembra do dia de abertura de sua empresa? E do seu 1º dia daquele trabalho que tanto quis? Lembra do seu nível de motivação, ansiedade e principalmente, de tudo o que você queria realizar... das contribuições que queria dar?
Quanto tempo alguém que monta um negócio fica pensando, sonhando, elaborando mentalmente tudo o que gostaria de fazer e oferecer? Seja quanto tempo for, de semanas a anos, até que tudo amadureça na mente e se possa partir para a prática, se acumulam muitos desejos, expectativas e vontade de fazer acontecer a partir deste 1º dia. Ter o emprego, cargo ou função desejada também leva algum tempo, na maioria das vezes anos, que igualmente acumulam muita vontade de realizações, a partir do 1º dia.
Deixar o seu legado, a sua marca nas pessoas, na comunidade, no meio em que você gosta é considerado por muitos, o principal elemento de motivação no trabalho, seja como empreendedor, ou profissional de uma organização. Os primeiros dias numa atividade precisam ser de ambientação, de conhecer as pessoas, entender a estrutura, como tudo funciona, etc., mas isso é a rotina, as normas, e as necessidades que se impõe. O sentimento dentro de cada um neste 1º dia na atividade não tem descrição, nem normas, mas em maior ou menor nível, sabe-se que a expectativa gera sempre muita vontade de acertar e de realizar muito.
Seja você empresário, gestor, empregado, servidor público, a intenção deste texto sugerir que procures resgatar um pouco daquele sentimento do 1º dia na atividade, querendo fazer muito, desejando proporcionar o melhor ao dar suas contribuições, deixando seu legado neste lugar e para estas pessoas.
No conhecidíssimo filme o treinador Mickey diz para Rocky Balboa “o pior que pode acontecer a um lutador é ele tornar-se domado”. Amigos, olhem para os lados e nos lugares que frequentam, para ver quantas pessoas parecem ter sido “domadas” pelo conformismo, pela  acomodação com o que está vivendo. Quantos espíritos empreendedores, quantos novos empregados entusiasmados foram “domados” pelo passar dos anos, pelas limitações que eles mesmos estabeleceram em suas mentes ao pensar que a idade, que a família, que a cidade, que fatores externos são barreiras para fazerem mais e melhor?   
O empresário gaúcho Raul Anselmo Randon, das indústrias Randon, articulou a criação e o desenvolvimento de outros 5 grandes e excelentes negócios na área de vinhos, laticínios, frutas, logística depois dos 70 anos. Erick Clapton compôs “I Still Do”, o 23º álbum da carreira, tido por muitos como o melhor da carreira. Estes e tantos outros que admiro, mas o espaço não permite mencionar não precisam mais provar nada para ninguém, nem precisam sustentar suas famílias, mas criam, fazem, empreendem, até o fim da vida como se estivessem no 1º empreendimento, no 1º dia de trabalho, na 1ª empresa, na 1ª música, no 1º álbum, querendo muito fazer melhor do que tudo o que já fizeram. Por estes tantos bons exemplos, tenho certeza que quando aprendemos a gostar do que temos, de quem temos, do que fazemos, conseguimos manter um tanto do entusiasmo, motivação e esforço do 1º dia, para fazer mais e deixar um legado melhor.
Ao pensar sobre a estagnação de determinadas empresas, instituições, ou de carreiras de gente conhecida, parece que haviam estabelecido uma linha de chegada, mas esqueceram de seguir adiante, para o próximo desafio. Depois de curtir, comemorar a chegada, descansar, precisamos planejar e partir para o próximo desafio. Além disso, a construção do legado, onde várias etapas podem ser concluídas já podendo contribuir com os outros e gerar satisfação a quem proporcionou, me parece ser mais importantes do que a tradicional linha de chegada.

Com o entusiasmo e a motivação do 1º texto, da 1ª aula, da 1ª palestra, da 1ª consultoria, da 1ª gestão, da 1ª empresa, do 1º livro, da estreia no jornal, desejo ótimos dias e até a próxima!

terça-feira, 4 de julho de 2017

Você conhece o mercado do seu negócio

Para inovar mais, empreender mais, desenvolver e fazer novos e melhores negócios é preciso conhecer melhor o mercado onde você faz ou quer fazer negócios. Um dos temas que tenho contribuído com debates e palestras em vários municípios é inovação e oportunidades para empreendedorismo, assuntos que também refletimos por aqui algumas vezes.
Ao preparar um painel e as palestras sobre inovação, empreendedorismo e desenvolvimento dos municípios temos levantado informações sobre investimentos e resultados de cada setor de atividade, números de empreendimentos, renda e empregados em cada setor. Um dos pontos que chama a atenção é que muitas lideranças tanto empresariais quanto públicas, trabalham com percepções que muitas vezes não condizem com vários indicadores fundamentais para entender e contribuir com o desenvolvimento local e regional.
Um dos equívocos que se comete ao não saber com precisão os dados da economia local é ignorar o fato de que o setor de serviços é o mais importante para os empregos e a renda da  maioria dos municípios. A quem quiser saber mais, sugiro verificar quantas empresas de serviços como saúde, engenharia, contabilidade, direito, assistência técnica, mecânica, elétrica, terraplanagem, costura, construção, transportes, informática, bares, restaurantes, hotelaria, limpeza, e outros existem no seu município? Quantas pessoas elas empregam? Qual o valor adicionado deste setor na economia local? Quanto é investido para desenvolver o setor de serviços e quanto ele retorna em tributos?
Quantas empresas de varejo como comércio de roupas, veículos, máquinas, peças, alimentos e bebidas, móveis e eletrodomésticos, produtos agropecuários e outros e quantas indústrias tem no município? Quantas pessoas elas empregam? Qual o valor adicionado deste setor na economia local? Quanto o município investe para desenvolver o varejo e a indústria e quanto este setor retorna em tributos?
Quantas propriedades rurais existem no seu município? Quantas pessoas elas empregam? Qual o valor adicionado deste setor na economia local? Quanto o município investe para que este setor tenha um maior valor agregado e como a agropecuária pode ampliar a contribuição em agregação de valor, empregos e tributos para aumentar o retorno sobre o que recebem de investimentos e incentivos?
Quais são os serviços e os produtos que os moradores não encontram localmente? Qual o volume de cada um deles? Quais os motivos dos moradores comprarem em outros locais fisicamente ou pela internet? Quantos e quais destes produtos e serviços poderiam ser incorporados ao portfólio das empresas locais? Quantos e quais deles poderiam ser desenvolvidos com o apoio do Parque Tecnológico mais próximo? Quantos poderiam estimular o surgimento de novas empresas apoiados ou não pela Incubadora local, ou mais próxima?
Qual é a renda média do município em cada segmento da população por faixa etária, grau de instrução, setor de atividade? Muitas lideranças de muitos municípios desconhecem os números que mostram por exemplo, o quanto a renda média das pessoas com ensino profissionalizante e principalmente com ensino superior impacta positivamente na economia local, pois se soubessem, certamente trabalhariam mais para aumentar esta fatia da população.
Certamente é preciso mais do que estas informações para um município decidir suas prioridades, mas para decidir investimentos, já é um bom começo. Embora alguns estes números até possam ser bem conhecidos, é preciso se perguntar se quem decide investimentos também tem estas informações e as suas consequências. Precisamos reduzir significativamente a tomada de decisões baseada em opiniões pessoais, ou de um pequeno grupo e aumentar o uso dados estatísticos, informações precisas, atualizadas e confiáveis para decidir detalhes da vida de pessoas, empreendimentos, negócios e municípios.

Pensem nisso, amigos! Um abraço e até a próxima!

sexta-feira, 23 de junho de 2017

O que controlamos em nossa vida

É bastante frequente ouvirmos e lermos as pessoas reclamando sobre acontecimentos indesejados em suas vidas. Há quem trate a vida como se tivesse que seguir um roteiro sobre o qual não tem domínio, assim como há aqueles que procuram determinar o que ocorre com suas vidas. Infelizmente estas últimas parecem ser a minoria.
Quem estuda o assunto afirma que a grande maioria dos acontecimentos na vida de uma pessoa são consequências do que ela faz, portanto, controláveis por serem frutos das suas escolhas. O autor Stephen Covey é um dos que prega que apenas uma pequena parte dos acontecimentos de nossas vidas depende das circunstâncias. Para ele temos domínio sobre 90% do que ocorre conosco, assim como muitos outros autores dizem que somos nós que decidimos os fatos que terão resultados e consequências em nossas vidas e seus detalhes.
Se o celular caiu e quebrou, se derramou café na roupa, se a comida queimou, se chegamos atrasados, se perdemos algum momento importante... é certo que poderíamos ter feito algo diferente antes de cada um destes pequenos acidentes para evitar as situações desagradáveis decorrentes deles. Mas mesmo quando não nos prevenimos e estas situações ocorrem, ainda está sob o nosso controle as reações que teremos a partir destes eventos. Culpar os outros, ou a Deus, se lamentar, repetir frases sobre azar, desgraça..., ou então, entender que você é que não conseguiu evitar, que o melhor é resolver logo, com calma e tranquilidade, levantando a cabeça e seguindo em frente sem perder o foco, nem energias no que não vai auxiliar. Temos estas escolhas a todo o momento!
O horário do transporte, da aula, do trabalho, da reunião, a fila, o congestionamento, assim como o frio, o calor, o vento, a chuva, é certo que não podemos controlar, mas estes fatos correspondem a uma pequena parte de nossas vidas. Por outro lado, sair com um tempo de folga, planejar horários e trajetos, evitar horários de pico de trafego, o que levar, quando sair, quando voltar, o que aceitar e o que recusar, revisar o veículo com tempo para algum concerto preventivo, fazer exames preventivos e de rotina, dentre muitas outras ações estão sob o nosso pleno domínio.
Quando alguém nos ultrapassa numa manobra arriscada no trânsito e corta a frente para ocupar o espaço da folga de segurança que havia entre nosso veículo e o outro, é irritante, não é mesmo? Todavia, ao lembrar que não estamos no trânsito para competir e que queremos chegar com segurança, em paz e concentrados no que temos no destino, nos damos conta de que não temos motivos para gastar tempo e energia com aquela situação. Quando um evento, um voo, uma carona, ou familiares se atrasam podemos ocupar o tempo para ler, ou então, para conhecer outras pessoas que também estão aguardando. Irritar-se e até repreender alguém pelo tempo que você ficou na espera não vai auxiliar ninguém e ainda pode criar dificuldades para os relacionamentos, assim como para a imagem e marca pessoal.
Experimente controlar as suas reações diante dos acontecimentos indesejados da sua vida, se dando conta de que a energia gasta será muito maior e os resultados serão ainda piores. Em seguida, busque analisar o que você poderia ter feito de diferente para evitar a consequencia negativa, ou obter um resultado melhor. Analise os últimos acontecimentos negativos de sua vida considerando como teriam se desenrolado se você tivesse feito graça de alguns, resolvido logo outros e sem reclamar, simplesmente aguardado com paciência e uma leitura (no smartphone mesmo), ou uma boa conversa sobre amenidades, esquecido algumas mágoas, ou perdoado mais cedo...
Precisamos ter mais consciência de que temos domínio sobre quase tudo o que ocorre em nossa vida, assim como saber que daquela pequena parte que não dominamos, podemos ter o controle de nossas reações. Com a consciência do empoderamento de nossas vidas e o controle de nossas reações ao pouco que não podemos mudar, é possível termos vidas muito melhores.

Um abraço com o desejo de ótimos dias a todos!

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Entusiasmo e motivação

Dias atrás conversei longamente com um amigo pequeno empresário do setor industrial, que relatou que depois de vários anos de atividade e diferentes crises, pela primeira vez se via sem entusiasmo com a atividade empresarial. Também recebi reações de leitores, se dizendo desmotivados com tantos golpes sofridos especialmente pelas micro, pequenas e médias empresas que representam 99% da iniciativa privada no Brasil, sendo preponderantemente familiares.
Onde buscar entusiasmo e motivação, me perguntaram alguns, lembrando que nosso país não proporciona segurança jurídica para desenvolver investir ou empreender e mesmo assim, alguns tem se referido a este grupo como “poderosos”, “exploradores”, dentre outros, sendo mal tratados por segmentos do sindicalismo, da fazenda pública, do poder judiciário e de políticos brasileiros. Empresário, profissional liberal, empregado do setor privado ou servidor público, todos precisamos buscar motivação e entusiasmo para superar as dificuldades que estamos vivendo.
A gramática nos mostra que a palavra entusiasmo em português tem origem no latim, que derivado do grego significa inspiração, êxtase, normalmente ligado ao divino, pois os gregos diziam-se entusiasmados quando se sentiam arrebatados pelos deuses. A gramática também mostra que motivação tem origem nas expressões para movimento e motivo para agir, no latim e grego que originaram o português. Me parece que assim, fica mais fácil responder onde buscar entusiasmo e motivação, entendendo que significam inspiração, fatores e motivos para agir.
Tenho 2 filhos, esposa, pai, mãe, irmã, cunhados, sobrinhos, e demais familiares que todos os dias me inspiram mesmo que indiretamente a dar o melhor de mim em tudo o que eu faço, pois as minhas atividades, seus resultados e consequências repercutem na vida deles. Sugiro sempre que pensem no futuro da sua família, quando faltar entusiasmo e motivação. Tenho um nome, assim como cada um dos leitores, que é a marca pessoal e profissional, construído com muito trabalho duro, durante anos, que precisa ser mantido diariamente. Contribuo com a direção de uma instituição que impacta a vida de muitas pessoas que precisam que eu dê o melhor de mim, para que possam ter um futuro melhor. Quando faltar entusiasmo e motivação, sugiro que pensem quantas vidas são afetadas pelo que fazemos tanto profissional, quanto voluntariamente.
Vejam que entusiasmo e motivação são diferentes de otimismo, pois estamos falando de inspiração e motivos para agir. Estar entusiasmado é ter Deus dentro de si, dando força, fé e energia para transformar a realidade onde nossa ação puder alcançar, apesar das dificuldades aparentes. Eu não acredito que basta entusiasmo para vencer as dificuldades na busca do que se necessita e deseja. Acredito que sem entusiasmo não é possível vencer os muitos obstáculos que a vida impõe a cada um de nós. Motivação é o conjunto de fatores que nos colocam em movimento, então, como é que tudo o que ainda queremos fazer na vida, familiares, colegas e suas famílias, os clientes de onde trabalhamos, os clientes e familiares deles não seriam motivos suficientes para darmos menos atenção a política, a violência, as catástrofes ambientais e aos indicadores econômicos, para que eu dê o meu máximo em cada ação?
Naquilo que somos apáticos, mornos, demostrarmos mesmo que indiretamente pouca vontade, não conseguiremos motivar, nem entusiasmar ninguém a seguir conosco. Para vencer nestes tempos loucos e competitivos, concretizar sonhos em que talvez poucos acreditem, precisamos paixão, entusiasmo, Deus dentro de nós e todos os motivos para nos movimentarmos e agir presentes em nossas mentes, o tempo todo!
Pensem nisso, amigos!

Com entusiasmo, motivação, desejo ótimos dias e até a próxima!

quinta-feira, 8 de junho de 2017

A força da gratidão

Na última publicação escrevi sobre minha convicção de que as pessoas do bem são a maioria, mas que ficam quase no anonimato diante do foco da mídia e no volume das notícias de tragédias, fraudes, roubos e violência. Hoje conto um pouco de uma das muitas histórias que entendo serem merecedoras de maior divulgação pelo efeito multiplicador que precisariam ter em nossa sociedade.
Auxiliar as pessoas que querem estudar e se profissionalizar, mas que não tem todas as condições de acesso, assim como realizar doações a instituições de ensino são práticas bastante difundidas nos países mais desenvolvidos. Egressos de escolas, faculdades, universidades com carreiras consolidadas fazem doações para as instituições onde estudaram, assim como algumas empresas que tem empregados formados por estas instituições. Os que se dedicam mais profundamente a esta causa criam fundações que de forma mais robusta angariam recursos em maior volume e contribuem com diferentes instituições. Infelizmente estas práticas ainda são raras no Brasil e ao meu ver, mais raras por não terem seus casos publicados e promovidos para constituir-se num exemplo a ser seguido por mais gente.
 Em Horizotina-RS há um espírito comunitário diferenciado, com várias iniciativas de participação e visando o bem comum e é deste lugar que escrevo para destacar o trabalho da Fundação Capacitar, que está completando 10 anos de atividades, envolvendo um conjunto de voluntários e beneficiários. Relatam os instituidores, Martin e Maitê Mundstock, que sempre foram muito gratos com o que receberam das suas famílias, da comunidade, da instituição em que estudaram e das empresas em que trabalharam. Para expressar esta gratidão, queriam fazer algo que contribuísse decisivamente com a vida de outros. O primeiro movimento para a criação da Fundação Capacitar foi a doação de recursos financeiros para a construção de um prédio para o campus da FAHOR. Gratos pelo gesto, a instituição entendeu que tinha que fazer a sua parte e transformou os recursos recebidos em bolsas de estudos para um fundo rotativo e auxiliou na constituição de um grupo para definir os critérios de concessão do benefício. Foi definido o processo seletivo para que o público alvo fosse candidatos que desejam estudar, mas não tem condições financeiras para bancar totalmente seus estudos e que possam demonstrar gratidão devolvendo o que receberam depois de formados e atuando profissionalmente. Além do financiamento dos estudos, cada beneficiário recebe o acompanhamento de um mentor, voluntário, geralmente profissionais formados na área ou áreas afim com o curso do beneficiário. Vários integrantes do grupo de mentores são profissionais que receberam o auxílio financeiro e mentoria da Fundação, outros são empresários, executivos, professores, profissionais que se engajam na causa e contribuem com o seu tempo, experiência e conhecimentos. Beneficiários e mentores tem um programa de encontros a serem seguidos ao longo dos 4 a 5 anos de estudos, visando o desenvolvimento de competências pessoais e profissionais, que potencializam tanto a inserção e melhor desempenho no mundo do trabalho, quanto o voluntariado e a gratidão.
10 anos depois de sua constituição, a Fundação Capacitar conta com um número significativo de egressos que devolveram e seguem devolvendo os recursos financeiros que receberam para o fundo rotativo que segue auxiliando novos beneficiários a cada semestre. O fundo também recebeu recentemente aportes financeiros de outro casal de beneméritos residentes na cidade e de duas importantes empresas multinacionais, onde o casal instituidor trabalhou, contando ainda com o apoio de uma professora doutora aposentada de uma universidade do EUA. Além dos que doam recursos financeiros, dos que doam tempo e experiência em mentoria, a Fundação conta com o trabalho voluntário de membros da diretoria que planeja e organiza as atividades de formação complementar de mentores e mentorados, de profissionais da psicologia, da comunicação, dentre outros.
Estas pessoas não buscam notoriedade, mas o que fazem merece ter ecos em muitos lugares de nosso país. Por estas e outras, acredito que os de bem são a maioria!  

Um abraço e até a próxima!

terça-feira, 6 de junho de 2017

Os do bem são maioria!

Há tanta desesperança nos comentários pós noticiários que chegamos a temer pelo futuro. Infelizmente vivemos um momento em que “notícia ruim” não falta, mas também é verdade que notícia boa não vira manchete facilmente. As vidas e os feitos da maioria, que é do bem, segue chamando menos atenção, pois é pacata e raramente dá manchete ou “viraliza” em comentários e compartilhamentos.
As notícias de violência, terrorismo e corrupção realmente nos deixam desnorteados e nos perguntando se chegamos ao “fundo do poço”, mas passam-se alguns dias e descobrimos que no fundo do poço tem um alçapão. Se focarmos somente nos atos e fatos nas minorias que fazem malefícios, corremos o risco de paralizarmos. Para mais gente agir melhor, tenho convicção de que precisamos lembrar mais e de todas as formas, dos atos e fatos da maioria que é do bem.
A maioria das pessoas, inclusive os brasileiros (contrariando comentários preconceituosos) não fura a fila, não depreda patrimônio, respeita os direitos do próximo, não passa em sinal fechado, é cordial, não é violento, não comete fraudes, não rouba, paga seus compromissos pontualmente, é sensível aos pedidos de auxílio, colabora com suas comunidades e quer deixar filhos melhores para o mundo.
Para cada terrorista disposto a matar quem não tem os mesmos hábitos que o grupo dele, há dezenas de pessoas para auxiliar sobreviventes e familiares das vítimas. Para cada político que desvia milhões de reais para criar uma fortuna maior do que a do bandido do outro partido, reduzindo recursos da saúde, da educação, da infra-estrutura, há dezenas de pessoas se mobilizando para doações de sangue, campanhas de arrecação de fundos, alimentos e materiais de limpeza, grupos doando equipamentos e recursos para manutenção, famílias fazendo mutirões de construção e reforma. Para cada estudante que cola na prova, copia textos de outros dizendo que são seus, há muitos outros querendo fazer mais do que o mínimo necessário para ser aprovado, fazendo mais do que a média e querendo ser alguém melhor para o mundo. Para cada servidor público tem má vontade pra atender, procrastina, pede ou aceita propina, não tem senso de economicidade, há muito mais servidores querendo solucionar problemas da população. Para cada empregado que não faz o que foi contratado para fazer, não tem produtividade, trabalhando contra a empresa e/ou o empregador, há muitos outros dedicados e gratos com o espaço e a oportunidade que tem. Para cada ladrão existem muitas pessoas que encontram e devolvem objetos perdidos sem violar o que encontraram. Para cada pessoa com o hábito de jogar lixo na rua há mais gente fazendo mutirões para limpar rios, nascentes, arrecadar lixo eletrônico, fazer campanha do agasalho, fazer companhia e contar histórias em hospitais e asilos. Para cada grupo disposto a depredar prédios, ônibus e equipamentos, pixar, riscar, quebrar, destruir o que é dos outros para extravasar seu instinto violento, deixando necessitados sem atendimento, há um grupo disposto a fazer mutirão para limpar, recuperar e repintar. Para cada grupo planejando e arrecadando recursos para invadir, destruir, corromper, ganhar o poder a qualquer custo, há milhares de pessoas nos templos pedindo perdão por seus atos e proteção divina para dias melhores.  
Os do bem são maioria, mas seus atos e fatos não viram notícia!
Será que poderíamos começar por nós? Conseguiríamos criar neste veículo de comunicação uma seção para destacar atos e fatos “do bem” e maior do que a seção policial? Teríamos mais dificuldades ou facilidades? Depois de convencer o comitê editorial, a dificuldade seria encontrar conteúdo, ou patrocínio para esta nova seção? Se promover o bem não fizer parte de nossa missão, o que seria mais importante? Gente do bem, busca fazer o bem, não busca notoriedade! Porém, sabemos que os exemplos e os hábitos da maioria arrastam multidões. Os terroristas, os ladrões, os corruptos, os que destroem o limitado patrimônio de uso público, por sua vez, sempre buscam notoriedade, seja individualmente ou em grupo. Vamos focar nossas atenções, nossos comentários, nossas manchetes, nossos conceitos em que tipo de atos e fatos?
Eu acredito e testemunho a minha volta, que os do bem são maioria!

Um abraço, força, fé e até a próxima!

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Golpe

Tenho escrito os textos deste espaço aos Domingos, ou segundas-feiras pela manhã a partir das leituras do fim de semana, em função da agenda concorrida da semana e pela data limite para envio. O relato se deve ao “golpe” que levamos quando o texto “Preparados” tinha a intenção trazer uma reflexão sobre como cada um se  preparava para a retomada do crescimento da economia brasileira a partir das reformas trabalhista e previdenciária, queda de juros, queda da inflação, fortalecimento da taxa cambial, dentre outros.
Mesmo que ao final do texto eu tenha escrito “...se a política não atrapalhar muito...”, não esperava que depois de tantas prisões e denúncias, as falcatruas continuariam no mesmo nível. Quando saíram as novas denúncias, o texto que já havia sido publicado em alguns jornais e enviado para outros, ao invés “preparados” para crescer, poderia ser uma reflexão sobre  “preparados” para um novo golpe nas esperanças.
Escolhida com maestria pelos marqueteiros de um grupo, a palavra “golpe” passou a ser repetida e eficientemente conseguiu polarizar boa parte das manifestações, debates e comentários. No meu entender a expressão símbolo de quem não queria o impeachment do ano passado seria muito mais apropriada se fosse utilizada pelos brasileiros que tentam sobreviver na plateia deste palco de horrores, onde os bandidos prediletos de um e de outro se digladiam em delações, com cifras de milhões e milhões alcançando patamares inimagináveis e absurdos.
Investidores internos e externos que queriam acreditar novamente no Brasil levaram um golpe logo no início de um novo ciclo. Os pequenos e médios empresários brasileiros, já levaram tantos golpes dos governos e da política que podem ser exemplos de resistência. Quem atua em setores altamente regulados como educação, saúde, alimentos, finanças, cooperativas, dentre outros, leva um golpe atrás do outro com as seguidas alterações de legislação, normas e entendimentos jurídicos. Quem escreve, leciona ou tenta orientar sobre como lidar com investimentos leva um golpe a cada novo acordo político e escuso que tem reações dos mercados.
Enquanto transações coletivas ou individuais de 5 a 500 milhões de reais, circulam de um bolso ao outro sem que a Receita Federal perceba ao longo de anos e anos, a população brasileira que paga imposto de renda na fonte ou na declaração, leva um golpe a cada mês!
“É golpe!” deveria gritar também aquela legião de pequenos empresários que seguem sem acesso aos recursos do BNDES porque o sistema e o gerente do banco dizem que apesar do projeto ser bom, não pode conceder o crédito porque não tem garantias suficientes, enquanto os irmãos, amigo e afilhado do ex-presidente receberam em 22 dias recursos do BNDES para comprar a maior rede de frigoríficos dos Estados Unidos, levar a sede da empresa daqui pra lá e atuar em 150 países, sem qualquer necessidade de análise técnica. Da mesma forma, ao pagar o combustível dos veículos de trabalho e passeio deveríamos gritar “é golpe!”, ao ver o quanto os bandidos eleitos por nós embolsaram deste dinheiro.
Ao transportar a produção agrícola ou industrial, sem pontes e estradas em condições, também deveríamos gritar “É golpe!” ao saber que as empreiteiras que decidiram os candidatos e as eleições dos últimos anos receberam recursos do BNDES para obras faraônicas em países cujas lideranças alinhavam suas ações ao que ocorre no Brasil. É golpe lá e golpe cá!
“É golpe!” deveriam gritar também o pai, a mãe, os filhos, os companheiros de enfermos em fila de espera de atendimentos, tratamentos, transplantes, ao saber por exemplo, dos dois irmãos que entregaram muitas falcatruas de quase 2.000 políticos entre eles os últimos 3 presidentes da república, fizeram acordo com a justiça lhes dando as condições para entre outras, comprar 1 bilhão de dólares (R$ 4bi), com lucro de R$ 200mi num dia antes de serem publicadas as denúncias, além de sair do país para viver num dos endereços mais caros do mundo.
 Para suportar tantos golpes, muito mais do que estas poucas linhas mencionam, somos em verdade, muito fortes, amigos!

Um abraço, força, fé e até a próxima!
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