Já passou mais de 15 anos quando numa determinada cidade estávamos promovendo um curso de estudos de comportamento do consumidor, quando nos relataram que os empregados de uma determinada empresa gostaram da ideia pois os clientes realmente não estavam se comportando bem e precisavam mesmo de um curso. Com frequência lembramos da situação que consideramos bem engraçada e inusitada. Obviamente, estudamos o comportamento do consumidor para entender e fazer melhor uso das informações para influenciar a tomada de decisões dos clientes em favor da empresa e dos produtos.
São muitos os fatores que interferem na maneira como os clientes se comportam, e por isto mesmo é preciso procurar entender com o maior número de detalhes possível, quais são as influências diretas e indiretas em cada negócio e o quê determina quem vem até a empresa, porque o faz, quem não vem, porque não vem, porque buscam outras opções, qual o motivo de aderirem à determinada opção e não a outras, por exemplo.
Entender o comportamento do cliente vai muito além de manter um bom atendimento ou qualificar o relacionamento da empresa com os clientes, pois é preciso observar como é a composição do público alvo como as diferentes gerações, gêneros, níveis de renda e de formação, fatores regionais e locais. As empresas que investem tempo, energia e atenção em entender o cliente o fazem baseadas nas características dos segmentos e procurando entender as atividades mentais e emocionais envolvidas na seleção, adesão e uso de serviços ou dos bens para a satisfação das necessidades e desejos do seu público alvo.
Com informações detalhadas, analisadas estatística e mercadologicamente, para sustentar a tomada de decisões, planejamento e investimentos, é possível buscar uma vantagem competitiva maior do que os concorrentes cada vez mais fortes, mais numerosos e vindos de diferentes partes do mundo. Sabemos que para que um consumidor tome a atitude de aderir a uma opção é preciso que na sua mente já tenha se instalado um desejo, traduzido por um sentimento mais confortável como a consciência de uma necessidade que o leve a adesão.
Temos no Brasil, como em outras economias que evoluem, um aumento cada vez mais significativo do consumo de serviços e isso está diretamente ligado ao comportamento do consumidor que busca sempre uma maior conveniência para satisfazer seus desejos e necessidades. Desta forma, quanto mais os profissionais e as empresas puderem agregar ao que é oferecido aos clientes, com serviços que proporcionem facilidade, agilidade, praticidade, menor esforço do cliente, maior será a probabilidade da adesão do cliente.
Ao aprofundar os estudos e o entendimento sobre o comportamento do cliente fica mais evidente o tamanho do erro daqueles que pensam que há um comportamento padrão da clientela, traduzido em expressões como “os clientes só querem...”, “os clientes precisam de ...”, “ninguém gosta de...”. Quem pensa que todos os seus clientes se comportam da mesma maneira comete um erro básico. É preciso conhecer a sensibilidade e as motivações do consumidor às variações de ofertas, sendo que cada indivíduo se comportará de maneira diferente, dependendo das crenças ou predisposições ativadas pela necessidade e o desejo que ele possui no momento. As diferenças individuais influenciam e proporcionam combinações, habilidades, interesses, reações e motivações que determinarão a adesão ou não do cliente a proposta que ele encontrou, ou que foi apresentada a ele.
Manter informações completas e atualizadas sobre o cadastro dos clientes, bem como acompanhar pesquisas publicadas nos mais diversos meios sobre o comportamento dos consumidores do que se oferece e ainda, contratar pesquisas sobre como o público alvo se comporta em relação ao setor que a empresa atua, são as formas mais objetivas de conhecer, estudar e gerir o seu negócio a partir do entendimento do comportamento do cliente.
Desejando ótimos negócios, um abraço e até a próxima semana!
segunda-feira, 14 de agosto de 2017
sexta-feira, 4 de agosto de 2017
Ponto de Encontro
Um dos pontos mais marcantes da transformação vivida pelo varejo é o aumento da conveniência na disputa pela preferência do cliente, especialmente na facilidade em encontrar, chegar, estacionar, agendar, entregar, instalar, contratar, consumir, transportar, e tantos outros. Uma boa conveniência também exige um aprimoramento dos ambientes de encontro entre clientes e produtos, sejam eles bens ou serviços.
A intenção deste texto é que os leitores reflitam sobre os diferentes ambientes em que seus negócios encontram-se com seus clientes e parceiros. Sabendo que cada dia mais se descobre que a venda ocorre pela conveniência, a pergunta que deve estar presente todos os dias nos setores comerciais de nossas organizações é: Como facilitar, estimular e proporcionar uma experiência mais prazerosa do encontro dos bens e serviços oferecidos, com os públicos alvo?
Localização e estruturação dos pontos de vendas, escolha de nomes, identificações próximas, na frente e no interior do espaço, conforto físico e visual dos ambientes, estacionamento, horários de atendimento, qualidade das relações entre quem atende e quem demanda, merchandising físico e digital, presença em market places, integração com aplicativos, articulação com modais logísticos, formas de pagamento, são decisivos na disputa pela preferência pelo cliente. Identificação na rua, na calçada, a fachada, as vitrines, a arquitetura interna, a exposição dos produtos, a iluminação direta nos produtos e indireta no espaço todo ao longo do dia e a noite, a sonorização, a aromatização, as cores, a organização e a limpeza desde as proximidades, fazem muito mais pelo volume de vendas, atração dos melhores clientes e segmentação dos públicos do que quem não pesquisa e estuda o assunto imagina.
Nas cidades em que tenho circulado, passo na frente de ambientes de vendas que me deixam com muita vontade de entrar e ver de mais perto, mesmo não estando no momento com necessidade de comprar algo que tenham a oferecer. Por vezes registro a imagem para estudar e guardar como bons exemplos, pois o ponto de venda precisa ser o grande atrativo para as pessoas passarem nas proximidades e serem estimuladas a entrar. Uma boa impressão visual é fundamental para isso. Quando o aplicativo de CRM da empresa tiver uma comunicação criativa e efetiva ponto a ponto com o smartphone do cliente, a atração vai sendo potencializada.
Outros que me fazem pensar bastante são aquelas lojas, sedes de empresas, espaços de produção ou negócios cuja identificação é deficiente ou até inexistente, pintura, ou lonas desbotadas, descascadas no todo ou em partes, gerando percepção de abandono ou desleixo, assim como a sujeira, entulhos, iluminação deficiente. Sempre penso no que estes empresários e suas equipes consideram ao apresentar aquela situação como o seu espaço de negócios e produção para clientes, fornecedores e parceiros.
Cada ponto de encontro da marca com seus públicos, podendo ser além dos ambientes físico e virtual de vendas, outdoors, participação em feiras, espaços de representação, refletem também como os proprietários, seus executivos e suas equipes cuidam das suas fontes de renda, de onde vem a comida das mesas de suas casas, os recursos para a saúde e educação de suas famílias, seu conforto, laser e preparação do seu futuro. Por este motivo, refletir sobre: Quem são os clientes que serão atraídos para aquele espaço como ele se apresenta? Quais são os fornecedores que querem ter seus produtos naquele lugar, pois o ponto de venda influencia na imagem dos produtos que vendem? Qual o tempo de troca de panos, cores e estruturas de fundos de vitrines? Como está a limpeza de vidros das portas, vitrines e luminárias? Qual o tempo de trocas dos produtos expostos? Qual a capacidade da vitrine e fachada atraírem os públicos que a empresa precisa e deseja?
Desejando que tenham pontos de encontros cada vez melhores com seus clientes, um abraço e até a próxima semana!
sexta-feira, 28 de julho de 2017
Conselhos e sinais
Quem recebe conselhos, sinais,
recomendações, têm presentes lhes sendo entregues. Como todo o presente, alguns
conselhos têm mais valor para nós e terão mais proveito do que outros, porém,
precisamos ser gratos a todos. Hoje quero relembrar alguns conselhos que
recebemos e refletir que gostando ou não do presente, temos que dar atenção a
todos, pois por algum motivo, alguém dedicou tempo e energia para tentar nos aconselhar
e orientar.
A
maioria das pessoas está focada no que precisa fazer, para alcançar seus
objetivos e desejos. Todavia, muitas vezes precisamos desistir de algumas
posições, situações, para então, conseguir a condição desejada. Ao fazer isso,
vemos que algumas situações que idealizamos para nossa vida são incompatíveis
entre si e é fundamental abrir mão de algumas coisas, para tirarmos o melhor de
nossas vidas.Seguem aqui um reforço nas lembranças dos conselhos que quem gosta de mim e de você, tem nos feito, até sem que estejamos dando o devido valor:
- Ter um estilo de vida mais saudável – Se o nosso corpo é o único lugar que temos para viver, tudo que queremos conquistar começa por cuidar do que comemos e manter atividades físicas.
- Pensar grande e a longo prazo – Focar em coisas grandiosas contribui mais com a construção do nosso legado, mas para isso, precisamos deixar de lado nossos medos. Pensar grande ou pequeno dá o mesmo trabalho, mas proporciona resultados diferentes. Pensar grande também requer planos de longo prazo, pois o mais importante não é urgente, sendo construído ao longo dos nossos dias.
- Deixe as desculpas – Quantas vezes deixamos de focar nas causas reais das dificuldades? As desculpas sempre nos deixam menores do que os problemas, nos limitam, atrapalham e ainda causam mal estar aos que estão próximos de nós.
- Ter uma mentalidade flexível – Temos visto pessoas deixarem legados incríveis se mantendo abertos ao aprendizado, a inovação e sendo flexíveis ao que se apresenta. Um pensamento fixo muitas vezes nos limita e atrapalha nosso desenvolvimento.
- Tenha paciência e persistência – Precisamos fazer o que deve ser feito, desistir de algumas coisas pelo caminho, ter um bom planejamento, com flexibilidade, paciência e persistência para seguir no caminho. A ansiedade pelos resultados faz com que muita gente desista de sonhos, objetivos, mesmo estando perto.
- Perfeccionismo sempre atrapalha – Estar em movimento rende mais resultados e satisfação do que tentar deixar algo perfeito. Muitas oportunidades são perdidas quando esperamos pelo melhor momento.
- Ser multitarefa não ajuda – Para fazermos algo bem feito precisamos estar focados naquilo. Da mesma forma, quem tenta ser reconhecido por várias coisas, terá mais dificuldades do que aqueles que escolhem estar de forma completa naquele momento e põe toda a sua energia naquela ação.
- Desista de controlar tudo – Algumas coisas não dependem de nós e para sermos melhor sucedidos em nossos objetivos temos que aprender quais são aquelas que devemos confiar que andarão sem a nossa participação e terão resultados mais rápido do que se intervíssemos.
- Aprender a dizer “não” – A partir do momento em que sabemos onde e como queremos chegar, é preciso abrir mão da participação em atividades que não contribuem significativamente para nosso foco e objetivos.
- Reveja sua convivência – Somos a média das pessoas com quem mais convivemos e por este motivo, rever a convivência com pessoas mal-humoradas, pessimistas, desmotivadas e que nos colocam para baixo, é muito importante. Prefira a companhia de quem faz bem para você e que tem alguns aspectos que você quer atrair para sua vida.
Desejando que você seja cada dia melhor, um abraço e até a próxima semana!
sábado, 22 de julho de 2017
Precisamos construir novos líderes
Talvez eu
esteja sendo repetitivo e óbvio ao dizer que temos uma carência de líderes, não
somente em quantidade, mas principalmente em qualidade, pois está cada vez mais
fácil constatar esta realidade. Tamanha carência gera dificuldades de sucessão tanto
nas entidades associativas, nas comunidades, quanto nas empresas, nas
propriedades rurais e nos poderes públicos. Esta dificuldade que já vem de
tempos gera consequências desastrosas para o desenvolvimento em todos os seus
aspectos.
Fazendo coro com outros pensadores e pesquisadores da área, entendo que a responsabilidade por formar outros líderes, é dos líderes atuais. Peter Druker (considerado o pai da administração moderna) chega afirmar que a principal função de um líder é formar outros líderes e justifica tal afirmação pela necessidade de sucessão e continuidade dos projetos estratégicos, em geral de longo prazo. Uma família, uma entidade associativa, uma propriedade rural, uma empresa, uma cooperativa, uma universidade, um projeto de desenvolvimento local ou regional são por natureza, de longo prazo. Ações cujos resultados dependem do longo prazo para serem desenvolvidas precisam que os atuais líderes planejem suas sucessões, considerando mais de uma alternativa. O motivo é simples, somos todos falíveis, não sabemos quanto tempo Deus nos permitirá na atual condição e se não construirmos quem e como será a sucessão colocaremos em risco tudo o que já foi construído.
Fazendo coro com outros pensadores e pesquisadores da área, entendo que a responsabilidade por formar outros líderes, é dos líderes atuais. Peter Druker (considerado o pai da administração moderna) chega afirmar que a principal função de um líder é formar outros líderes e justifica tal afirmação pela necessidade de sucessão e continuidade dos projetos estratégicos, em geral de longo prazo. Uma família, uma entidade associativa, uma propriedade rural, uma empresa, uma cooperativa, uma universidade, um projeto de desenvolvimento local ou regional são por natureza, de longo prazo. Ações cujos resultados dependem do longo prazo para serem desenvolvidas precisam que os atuais líderes planejem suas sucessões, considerando mais de uma alternativa. O motivo é simples, somos todos falíveis, não sabemos quanto tempo Deus nos permitirá na atual condição e se não construirmos quem e como será a sucessão colocaremos em risco tudo o que já foi construído.
Liderança se aprende em casa, se
completa na escola e ao longo da vida pessoal e profissional, principalmente no
convívio com bons exemplos. Cursos específicos também auxiliam, mas praticar a
liderança nas decisões familiares, no grupo de jovens, na igreja, no centro de
tradições, na sala de aula e em muitos momentos que a vida proporciona desde
cedo, geram um grande aprendizado. Estes espaços auxiliam na formação de
hábitos que contribuem significativamente para o estilo de lideranças que a
sociedade necessita, como carisma, valorização das pessoas, estímulos para a
motivação dos colegas, desejo de bem estar dos pares, ouvindo e dando retornos
sobre as ações de quem está ao seu lado.
Os líderes são pontos-chaves tanto de uma unidade de negócio, um setor, uma filial, quanto de toda a organização. O sucesso de um setor e da organização como um todo é altamente dependente das atitudes dos líderes, pois uma organização nunca é e nem será maior do que a capacidade dos seus líderes de fazerem acontecer. Da mesma forma é lógico dizer que a liderança mal desempenhada é a maior razão de episódios de estagnação, desmotivação, declínio, perda de atratividade para quem trabalha e para seus públicos de interesse. Um líder precisa manter as condições de unir as pessoas, comungar objetivos, amar e respeitar o próximo.
Os líderes são pontos-chaves tanto de uma unidade de negócio, um setor, uma filial, quanto de toda a organização. O sucesso de um setor e da organização como um todo é altamente dependente das atitudes dos líderes, pois uma organização nunca é e nem será maior do que a capacidade dos seus líderes de fazerem acontecer. Da mesma forma é lógico dizer que a liderança mal desempenhada é a maior razão de episódios de estagnação, desmotivação, declínio, perda de atratividade para quem trabalha e para seus públicos de interesse. Um líder precisa manter as condições de unir as pessoas, comungar objetivos, amar e respeitar o próximo.
Bons
gestores e bons líderes são atualmente os ativos mais valiosos que uma
organização pode ter. Sabendo que a manutenção de talentos é a cada dia que
passa um desafio maior para as organizações que desejam desenvolver-se e atrair
públicos de interesse, é preciso lembrar sempre que as palavras movimentam, mas
os exemplos arrastam. Os líderes precisam saber e mostrar aos
seus seguidores que o futuro não é o lugar para onde estão indo, e sim, o lugar
que estão construindo. Refletir como estamos preparando nossos sucessores e
também, como estamos construindo o futuro, é uma tarefa diária.
Uma
das dificuldades para exercer a liderança, é entender que um líder se constrói pelo
exercício das competências e não pela posse ou pelo cargo. Da mesma fora é
preciso agir sabendo que os seres humanos são complexos e que possuem grandes
diferenças entre si, principalmente quanto aos interesses e motivações
individuais. É preciso ficar claro também, que líderes são pessoas comuns, que
possuem habilidades comuns e constroem algumas competências também comuns ao
longo da vida, mas que no seu conjunto,
formam uma pessoa incomum, capaz de gerar nos seguidores, influências
positivas, estimulando a motivação individual, para buscar objetivos coletivos
e da organização.
Desejando
que você possa liderar melhor, um abraço e até a próxima semana!
sexta-feira, 14 de julho de 2017
Fazendo o que deve ser feito
Dias atrás quando eu participava de um
debate sobre gestão empresarial e inovação surgiu uma questão sobre as dúvidas
do que priorizar na tomada de decisões. Rapidamente vários participantes
manifestaram questões e opiniões como “o tempo é curto”, “temos muito a fazer”,
“como escolher o que fazer primeiro?”, “o que não fazer?”, dentre outros. Ainda
enquanto os participantes se manifestavam lembrei que também me sinto assim
seguidamente e aproveito o espaço de hoje para compartilhar o que faço e como
penso nestes casos.
Quando
o tempo é curto e há muito o que fazer, penso primeiro naquilo que não deveria
ser feito naquele momento e isso já permite tirar a atenção momentânea de
algumas demandas. Lembro de uma máxima de Peter Druker quando disse: “Não há
nada mais inútil do que fazer com eficiência algo que não deveria ser feito.” Então,
me pergunto sempre por primeiro, quando e o quanto cada demanda que tenho pela
frente precisa ser atendida e qual o nível de detalhamento e atenção que devo
dar a cada uma.
Diante de uma lista grande de
demandas importantes procuro lembrar sempre da frase de Andrew Carnegie quando disse “Aquele que quer fazer
tudo sozinho, jamais será um grande líder, muito menos aquele que quer ficar
com todo o crédito por fazê-lo.” Desta maneira, vou anotando nomes com os quais
posso contar para assumirem comigo cada demanda. Algumas dependem da minha supervisão
ou orientação, permitindo mais tempo de envolvimento com outras, que dependem
mais das minhas habilidades e competências.
É preciso ter muito claro o que é
prioridade para cada um de nós, tanto no campo pessoal, quanto profissional.
Ter prioridades significa também escolher uma única coisa de cada vez para
fazer em cada área, esquecendo um pouco do que vem depois. Ao concentrar-se
numa coisa de cada vez em cada área acelera-se e qualifica-se o processo,
aumentando a produtividade e o uso do tempo, o que também permite priorizar
logo outra demanda.
Lembrar os motivos pelos quais
estamos atendendo a cada demanda é essencial para podermos ficar mais seguros
de que o que precisa ser feito está bem encaminhado. Por vezes, mesmo sem
querer, vemos como barreiras, aquilo que na verdade são desculpas para não
fazer o que precisa ser feito. “A culpa
não foi minha!”, “Isso sempre foi assim...”, “Mas tem muita gente pior que
eu...” são frases que ouvimos de pessoas próximas demonstrando sinais de
fracasso ao invés de fazerem o que precisa ser feito. Da mesma forma, aqueles
que quando veem um talento diferente nos outros, ao invés de buscar sinergias passam
destacar os defeitos destes, assim como aqueles que entendem que os insucessos
foram causados pelo azar estão demonstrando sinais de fracasso para fazerem o
que precisa ser feito.
Seria maluquice dirigir olhando pelo espelho retrovisor e por isso a
vida também deve ser vivida olhando para o que vem pela frente. O que
ocorreu no passado não deveria representar barreiras significativas para fazer
o que precisa ser feito na vida de cada um de nós. Eu sei que a nossa mente nem
sempre colabora e nos faz pensar seguida e insistentemente em erros e reveses
do passado, mas é preciso saber que é uma armadilha terrível para fazer o que é
preciso daqui para frente.
Ter a mente tão ocupada com os problemas,
com a lista de demandas, com o pouco tempo para fazer muito, deixa pouco espaço
para as soluções e até mesmo para a satisfação que nos dá a busca da solução. Quando
pensamos na solução, no problema resolvido, tudo fica mais fácil. É o que tento
fazer.
Para realizar nossos sonhos, precisamos
fazer o que precisa ser feito, o que pode parecer simples, mas não é. Filtrar
os ruídos e fazer o que precisa ser feito, independente do esforço, das horas,
das dores, do tempo, do que temos que deixar de aproveitar, do desconforto, do
que temos que desapegar.
Desejo que faças o que precisas fazer!
Um abraço e até a próxima semana!
sexta-feira, 7 de julho de 2017
O 1º dia
Você lembra do dia de abertura de sua empresa? E do seu 1º dia daquele
trabalho que tanto quis? Lembra do seu nível de motivação, ansiedade e
principalmente, de tudo o que você queria realizar... das contribuições que
queria dar?
Quanto tempo alguém que monta um negócio fica pensando, sonhando,
elaborando mentalmente tudo o que gostaria de fazer e oferecer? Seja quanto
tempo for, de semanas a anos, até que tudo amadureça na mente e se possa partir
para a prática, se acumulam muitos desejos, expectativas e vontade de fazer
acontecer a partir deste 1º dia. Ter o emprego, cargo ou função desejada também
leva algum tempo, na maioria das vezes anos, que igualmente acumulam muita
vontade de realizações, a partir do 1º dia.
Deixar o seu legado, a sua marca nas pessoas, na comunidade, no
meio em que você gosta é considerado por muitos, o principal elemento de
motivação no trabalho, seja como empreendedor, ou profissional de uma
organização. Os primeiros dias numa atividade precisam ser de ambientação, de
conhecer as pessoas, entender a estrutura, como tudo funciona, etc., mas isso é
a rotina, as normas, e as necessidades que se impõe. O sentimento dentro de
cada um neste 1º dia na atividade não tem descrição, nem normas, mas em maior
ou menor nível, sabe-se que a expectativa gera sempre muita vontade de acertar
e de realizar muito.
Seja você empresário, gestor, empregado, servidor público, a
intenção deste texto sugerir que procures resgatar um pouco daquele sentimento
do 1º dia na atividade, querendo fazer muito, desejando proporcionar o melhor
ao dar suas contribuições, deixando seu legado neste lugar e para estas
pessoas.
No conhecidíssimo filme o treinador Mickey diz para Rocky Balboa
“o pior que pode acontecer a um lutador é ele tornar-se domado”. Amigos, olhem
para os lados e nos lugares que frequentam, para ver quantas pessoas parecem
ter sido “domadas” pelo conformismo, pela
acomodação com o que está vivendo. Quantos espíritos empreendedores,
quantos novos empregados entusiasmados foram “domados” pelo passar dos anos,
pelas limitações que eles mesmos estabeleceram em suas mentes ao pensar que a
idade, que a família, que a cidade, que fatores externos são barreiras para
fazerem mais e melhor?
O empresário gaúcho Raul Anselmo Randon, das indústrias Randon,
articulou a criação e o desenvolvimento de outros 5 grandes e excelentes
negócios na área de vinhos, laticínios, frutas, logística depois dos 70 anos.
Erick Clapton compôs “I Still Do”, o 23º álbum da carreira, tido por muitos
como o melhor da carreira. Estes e tantos outros que admiro, mas o espaço não
permite mencionar não precisam mais provar nada para ninguém, nem precisam
sustentar suas famílias, mas criam, fazem, empreendem, até o fim da vida como
se estivessem no 1º empreendimento, no 1º dia de trabalho, na 1ª empresa, na 1ª
música, no 1º álbum, querendo muito fazer melhor do que tudo o que já fizeram.
Por estes tantos bons exemplos, tenho certeza que quando aprendemos a gostar do
que temos, de quem temos, do que fazemos, conseguimos manter um tanto do
entusiasmo, motivação e esforço do 1º dia, para fazer mais e deixar um legado
melhor.
Ao pensar sobre a estagnação de determinadas empresas,
instituições, ou de carreiras de gente conhecida, parece que haviam
estabelecido uma linha de chegada, mas esqueceram de seguir adiante, para o
próximo desafio. Depois de curtir, comemorar a chegada, descansar, precisamos
planejar e partir para o próximo desafio. Além disso, a construção do legado, onde
várias etapas podem ser concluídas já podendo contribuir com os outros e gerar
satisfação a quem proporcionou, me parece ser mais importantes do que a
tradicional linha de chegada.
Com o entusiasmo e a motivação do 1º texto, da 1ª aula, da 1ª
palestra, da 1ª consultoria, da 1ª gestão, da 1ª empresa, do 1º livro, da
estreia no jornal, desejo ótimos dias e até a próxima!
terça-feira, 4 de julho de 2017
Você conhece o mercado do seu negócio
Para inovar mais, empreender mais, desenvolver e fazer novos e
melhores negócios é preciso conhecer melhor o mercado onde você faz ou quer
fazer negócios. Um dos temas que tenho contribuído com debates e palestras em
vários municípios é inovação e oportunidades para empreendedorismo, assuntos
que também refletimos por aqui algumas vezes.
Ao preparar um painel e as palestras sobre inovação,
empreendedorismo e desenvolvimento dos municípios temos levantado informações
sobre investimentos e resultados de cada setor de atividade, números de
empreendimentos, renda e empregados em cada setor. Um dos pontos que chama a
atenção é que muitas lideranças tanto empresariais quanto públicas, trabalham
com percepções que muitas vezes não condizem com vários indicadores
fundamentais para entender e contribuir com o desenvolvimento local e regional.
Um dos equívocos que se comete ao não saber com precisão os dados
da economia local é ignorar o fato de que o setor de serviços é o mais
importante para os empregos e a renda da maioria dos municípios. A quem quiser saber
mais, sugiro verificar quantas empresas de serviços como saúde, engenharia, contabilidade,
direito, assistência técnica, mecânica, elétrica, terraplanagem, costura,
construção, transportes, informática, bares, restaurantes, hotelaria, limpeza, e
outros existem no seu município? Quantas pessoas elas empregam? Qual o valor
adicionado deste setor na economia local? Quanto é investido para desenvolver o
setor de serviços e quanto ele retorna em tributos?
Quantas empresas de varejo como comércio de roupas, veículos,
máquinas, peças, alimentos e bebidas, móveis e eletrodomésticos, produtos
agropecuários e outros e quantas indústrias tem no município? Quantas pessoas
elas empregam? Qual o valor adicionado deste setor na economia local? Quanto o
município investe para desenvolver o varejo e a indústria e quanto este setor retorna
em tributos?
Quantas propriedades rurais existem no seu município? Quantas
pessoas elas empregam? Qual o valor adicionado deste setor na economia local?
Quanto o município investe para que este setor tenha um maior valor agregado e
como a agropecuária pode ampliar a contribuição em agregação de valor, empregos
e tributos para aumentar o retorno sobre o que recebem de investimentos e
incentivos?
Quais são os serviços e os produtos que os moradores não encontram
localmente? Qual o volume de cada um deles? Quais os motivos dos moradores
comprarem em outros locais fisicamente ou pela internet? Quantos e quais destes
produtos e serviços poderiam ser incorporados ao portfólio das empresas locais?
Quantos e quais deles poderiam ser desenvolvidos com o apoio do Parque
Tecnológico mais próximo? Quantos poderiam estimular o surgimento de novas
empresas apoiados ou não pela Incubadora local, ou mais próxima?
Qual é a renda média do município em cada segmento da população
por faixa etária, grau de instrução, setor de atividade? Muitas lideranças de
muitos municípios desconhecem os números que mostram por exemplo, o quanto a
renda média das pessoas com ensino profissionalizante e principalmente com
ensino superior impacta positivamente na economia local, pois se soubessem, certamente
trabalhariam mais para aumentar esta fatia da população.
Certamente é preciso mais do que estas informações para um município
decidir suas prioridades, mas para decidir investimentos, já é um bom começo.
Embora alguns estes números até possam ser bem conhecidos, é preciso se perguntar
se quem decide investimentos também tem estas informações e as suas
consequências. Precisamos reduzir significativamente a tomada de decisões
baseada em opiniões pessoais, ou de um pequeno grupo e aumentar o uso dados
estatísticos, informações precisas, atualizadas e confiáveis para decidir
detalhes da vida de pessoas, empreendimentos, negócios e municípios.
Pensem nisso, amigos! Um abraço e até a próxima!
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