Acredito num Deus justo e amoroso e quem mais pensa assim, deve entender que não seriam distribuídos talentos a alguns e a outros não. É visível que alguns têm muito talento para algumas atividades específicas, enquanto para outras não. Precisamos descobrir quais são todos os nossos talentos e ser mais solidários ao auxiliar outros, na descoberta dos seus.
Quem é talentoso precisa saber que isso não significa que ganhou algo, mas que tem algo a oferecer aos outros, e que isso pode lhe proporcionar satisfação, alegria, companhia, e melhores condições para viver. Claro que nem todos tem esta visão dos seus talentos e dos talentos dos outros. A visão muitas vezes se torna clara somente quando for feita uma autoavaliação, uma avaliação interna olhando profundamente de coração, alma e espírito, feita com muita consciência e convicção. Dizem que quem olha para fora sonha e quem olha para dentro, desperta. Assim, nossa percepção se tornará clara somente quando pudermos olhar para dentro de nós.
Uma das maiores dificuldades que precisamos superar é ter consciência de que a mente de cada um de nós oscila entre o que faz sentido e o que é absurdo para a forma que cada um vê o mundo e a vida, e não entre certo e errado!
Mesmo pensando que conseguimos controlar totalmente a nós mesmos, ao conversar com um amigo honesto e sincero, podemos ter facilmente revelado algo sobre nós, do qual não temos absolutamente nenhuma ideia. Os outros são muito importantes em nossa vida, inclusive para nos conhecermos por completo. Quem tem algum contato conosco sempre revela algo sobre nós que precisamos ficar mais atentos, seja nos mostrando explicitamente algo que não vemos, seja agindo de alguma forma que nos incomoda. Tudo o que diz respeito às outras pessoas que não satisfaz a uma pessoa sábia, deve alertar e ajudar a se entender melhor.
Nunca somos o que aconteceu conosco, somos o que escolhemos ser. Não somos consequências do que fizeram para nós, mas consequências do que fizemos e do que deixamos de fazer.
Uma parábola é uma pequena história contada para explicar uma verdade complexa. A famosa parábola dos talentos mostra como não devemos desperdiçar as oportunidades que Deus nos dá. Os verdadeiros seguidores de um Deus bondoso, aproveitam as oportunidades e obtêm bons resultados. Os falsos seguidores desperdiçam tudo que recebem e até culpam a Deus por aquilo que não gostam em suas vidas.
Jesus dá tesouros a cada um de nós: Sua palavra, o Espírito Santo, amor, dons... E com esses tesouros vem a responsabilidade de os administrar bem. Jesus conhece nossas capacidades e não nos dá mais do que conseguimos administrar em cada momento da vida. A cada um ele dá de acordo com suas habilidades (1 Coríntios 12:4-7).
Que possamos utilizar nossos talentos para oferecer algo da melhor forma para os outros e para nós mesmos!
Que Deus ilumine aos líderes comunitários, aos professores, aos gestores de equipes, aos pais, para auxiliar aquelas pessoas que ainda não descobriram todos os seus talentos a despertar, terem consciência de suas habilidades e assim, oferecer o que tem de melhor aos outros e a eles mesmos!
Um abraço e até a próxima!
sábado, 26 de maio de 2018
sexta-feira, 18 de maio de 2018
Falta de gratidão e terceirização de problemas
Depois de assistir ao vídeo da
palestra de Geraldo Rufino, empresário conhecido como “catador de sonhos”,
passei a olhar de forma ainda mais crítica para as atitudes de muitas pessoas
ao redor, no que tange a alguns dos valores mais importantes para o convívio em
harmonia consigo próprio e com os outros.
Rufino é um empresário brasileiro
conhecido no Brasil e exterior por sua empresa de desmanche de caminhões, muito
bem sucedida em vários aspectos, que iniciou catando e reciclando latinhas.
Viajando pelo mundo a passeio ou eventualmente palestrando, ele afirma, considerando
os problemas de outros países, “o Brasil é o melhor país do mundo e o problema
dos brasileiros é a “falta de gratidão” e a “terceirização” dos problemas”. Disposto
a entrevistas, palestras e diálogos francos, o empresário entende que o
brasileiro médio “agradece pouco, lamenta muito e terceiriza a culpa” pelos
insucessos. Peço que os amigos leitores façam uma avaliação do que veem e ouvem
ao seu redor, nas suas casas, na vizinhança, no trabalho, nas entidades. Para
mim, olhando “de fora” de algumas situações, é impressionante e lamentável
ouvir as reclamações e argumentos de pessoas que receberam bastante e por
qualquer motivo ignoram tudo isso, esquecendo também do seu poder pessoal, limitando
sua ação às culpas aos outros e até à Deus.
Voltando ao ex-catador, ele afirma
que “Pobreza vem do pensamento. É um estado de espírito, porque a condição
material você pode mudar”. Ele é mineiro, tem 59 anos e acompanhando os pais e
sete irmãos, quando ainda criança mudou para a favela do Sapê, na zona oeste de
São Paulo. Rufino classifica a favela como um lugar “cheio de empreendedores e
trabalhadores”, lembrando dos pais e dos vizinhos. Ouvindo o empresário,
percebe-se a diferença que faz a postura dos pais na construção da mentalidade
empreendedora e responsável dos filhos: “Mamãe sempre me ensinou que,
independentemente da condição, quem deve estar disposto a mudar é você. Se
tiver disposição de trabalhar, neste País, só passa fome quem quiser”. O
empresário diz que já era otimista desde os tempos da pobreza. “Minha vida não
é boa porque arrumei alguns trocados. Ela é boa lá de trás”. Trazendo um ditado
popular para retratar a situação dos brasileiros, ele lembra que “olham para as
fezes e esquecem do cavalo” e dá uma opinião otimista sobre o futuro “Nosso
cavalo (Brasil) está prontinho, arreado, selado, fortíssimo e gigante”.
A fala do “catador de sonhos” é
realmente motivadora para pobres, ricos, trabalhadores, empresários,
professores e estudantes, afirmando que o primeiro passo para aqueles que
querem começar um negócio e não possuem capital é arrumar um emprego.
“Empreender é um jeito de pensar. Tem que empreender no CNPJ do outro. Se já
começar pensado em CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), não vai crescer.
Você tem 24 horas por dia e só quer trabalhar oito?”, desafiou o empresário,
alegando que a igualdade “se busca através a produtividade”. No vídeo
disponível na internet Geraldo Rufino também criticou a visão estigmatizada
sobre os afrodescendentes, como ele, dizendo que muitas medidas acabam fazendo
muitas pessoas acreditarem que são vítimas, dificultando a crença na sua
própria força e atitudes positivas.
Para o empresário, o governo deve “parar
de atrapalhar” o cidadão, reduzindo a burocracia e fortalecendo o
empreendedorismo. No entanto, ele não atribui à classe política a má situação
do país, dizendo que “É culpa nossa, da omissão dos que se dizem bons”. Rufino
diz que apoiará candidatos a cargos públicos que tentarem “levar às periferias
noções de motivação e empreendedorismo”, dizendo que “o brasileiro só precisa
de trabalho, o resto sabemos fazer.”
O espaço é curto para mencionar a
trajetória de vida deste brasileiro que como tantos outros, e muitos dos
leitores, iniciaram com muito pouco, mas assumiram o protagonismo da sua vida, tendo
atitudes para encarar os problemas como seus e sendo gratos pelo que tem e o
que conseguiram ao longo da caminhada. Entendo que precisamos estimular mais
pessoas ao nosso redor a pensar desta maneira e podemos começar com as nossas
casas, empresas e entidades.
Um abraço e até a
próxima!
sábado, 12 de maio de 2018
Escassez X oportunidade
A relação entre a
escassez e oportunidade gera resultados tão diferentes para os meios e os seres
que convivem em cada espaço que entender como se prospera nestes espaços é
fascinante para mim.
Focando no
desenvolvimento humano, social e econômico, a escassez aniquila iniciativas de
alguns, enquanto parece estimular outros a realizações incríveis. Ao visitar
mais uma vez a capital e região do entorno da província de Mendoza, como Luján
de Cuyo, Maipú, Godoy Cruz, Las Heras, Agrelo, Tupungato, Tunuyán, todas ao pé da
Cordilheira dos Andes reforço o entendimento de que a escassez estimula o que
aos olhos de alguns, poderia parecer impossível. A região seria desértica, não
fosse a iniciativa de quem vive lá, mesmo antes da colonização. Os ventos empurram as nuvens carregadas vindas do pacífico para tão alto em função das
montanhas de mais de 4mil metros acima do nível do mar, que ao cair a chuva congela
caindo em forma de neve sobre as montanhas, ultrapassando-as raramente. Considerando
a distância do Atlântico, deste lado também são raras as possibilidades de
chuvas, que ficam na média de 100mm por ano. Com toda a escassez de água, a
região produz 80% do vinho de toda a Argentina, que ocupa o 5º lugar no ranking
mundial de produtores, crescendo 8% ao ano.
A produção de
azeitonas para conservas, azeite de oliva e derivados, bem como pêssegos,
marmelo, figo, damasco, pera, maça, melão, ameixas, nozes, amêndoas, in natura ou secas de excelente qualidade, representam outra marca importante da região. Esta
produção vem de solos muito pobres em matéria orgânica, mas rico em minerais. O
clima muito seco evita insetos, fungos e necessidade de defensivos,
oportunizando produção sustentável, orgânica, tendo vários casos de produção biodinâmica.
Utilizando a
geografia a seu favor, os incas, que habitavam a região já tinham a prática de
represar a água que desce das montanhas, criando lagoas que dão vazão a canais
que alcançam mais de 200 km. A água desce das montanhas com força para alcançar a
todos os locais sem qualquer necessidade de bombeamento, atendendo aos imensos
pomares e vinhedos com irrigação por gotejamento. Parte da água que desce
montanhas abaixo após as represas empurram turbinas que geram energia elétrica para
a região de mais de 1 milhão de habitantes.
Numa região
desértica, com histórico de terremotos, a cidade de Mendoza é uma das mais
arborizadas do planeta. Muitas praças e especialmente as ruas, contam com
árvores centenárias, todas irrigadas diariamente pelas acéquias, canais que passam
em todas as estradas e ruas das cidades próximo ao meio fio. Fato admirável é
que não se encontra lixo nas acéquias, apenas folhas que caem dos grandes
plátanos e álamos durante o outono.
Outro fenômeno
interessante que ocorre na região é redução populacional da capital, em
contrapartida ao crescimento das pequenas cidades ao redor. Com o acesso a
água, energia, estradas asfaltadas e em excelentes condições, os produtores vão
abrindo novos campos de trabalho no terreno árido, gerando riquezas para quem
mora no entorno. A cada ano surgem novos empreendimentos enogastronômicos,
empregando mais pessoas que além de renda, encontram um lugar tranquilo para
manter as famílias, com vistas incríveis das montanhas cobertas de neve e
campos repletos de vinhas.
Como outros locais no planeta, a região
desértica próxima a cordilheira é um excelente exemplo de como a escassez pode
gerar excelentes oportunidades, com a iniciativa de quem vive em cada local. Ao
conhecer estes locais, precisamos rever o comportamento reativo sobre nossas
cidades ao reclamar do clima, do solo, das chuvas, e de tantas outro fatores
externos, esquecendo de avaliar o quando é possível fazer por aqui mesmo.
Um abraço e até a
próxima!
sábado, 5 de maio de 2018
A vida é feita de momentos
Após a leitura de
algumas mensagens enviadas por amigos, lidas um certo tempo após terem sido
enviadas, fiquei pensando nos momentos que a vida proporciona. Li uma atrás da
outra, no tempo que o fim de semana proporcionou, e o conjunto me fez pensar o
quanto a vida é feita de momentos. Se considerar o tempo de uma vida, em
relação ao universo, temos um momento curtíssimo, que precisa de mais
intensidade.
Os momentos tomam
uma dimensão muito maior quando nos demos conta de que 1 segundo pode mudar uma
vida da cabeça aos pés. Vida e morte, sucesso ou fracasso, o 1º do 2º ou 3º
lugar podem ser decididos em 1 ou poucos segundos.
Com 7 bilhões de
pessoas no mundo, enquanto alguns despertam, outros vão dormir, enquanto alguns
estão envolvidos em criar soluções inovadoras para as dores que afligem muita
gente, muitos outros simplesmente passam de um dia para o outro na sua rotina. Enquanto
alguns beijam o seu amor pela primeira vez, outros o fazem pela última vez,
assim como enquanto alguns estão chorando ao lado de uma cama de hospital, outros
estão no bloco ao lado chorando de felicidade e comemorando. Enquanto alguns
estão a fim de partir para muito longe, outros estão, enfim, voltando para casa
e assim a vida vai mostrando que é feita de momentos.
Uma vida plena precisa
de olhares em várias direções, iniciando pela frente, o que parece óbvio, mas
nem tanto quando percebe-se tanta gente que não sabe para onde está indo. É
preciso também olhar para trás lembrando de onde veio, o que foi aprendido
neste caminho, respeitando a história e quem esteve ao lado até aqui e
principalmente, para evitar os erros reconhecíveis no passado. Olhar para baixo
é necessário para se certificar de que não está se pisando em outras pessoas ou
causando ruína ao longo do caminho. Ainda, é preciso olhar sempre para os lados,
procurando ver quem está lá para apoiar, com quem podemos contar e para ver
quem precisa de apoio. Finalizando, é preciso olhar para cima, lembrando que
Deus está no controle, cuidando de tudo e de todos. Por último, é fundamental
olhar para dentro, para lembrar o quanto é preciso melhorar, aprender e
desenvolver-se no caminho.
Não adianta muito
ter mestrado ou doutorado e não cumprimentar o porteiro, assim como não adianta
conhecer vários países e não visitar os familiares mais próximos. Tenha um
momento para analisar-se de dentro para fora. Não dá para confundir falta de
oportunidade com falta de vontade, quando não se tem o que se quer. A maior
parte do sucesso é baseado na persistência e é justamente ela que mais falta, naqueles
que dizem que não lhe é proporcionado o que deseja.
Com um momento
para si, é preciso avaliar e reavaliar as reações diante do ambiente externo,
pois não dá para permitir que o comportamento do outro tire a paz. Um momento
para conhecer-se também evita irritar-se com o que os outros fazem e dizem. Um
bom indicador do caráter de alguém é a forma como a pessoa trata quem não pode
lhe trazer benefício algum. “Trabalhe duro e em silêncio e deixe que o seu
sucesso faça barulho”, dizia Dale Carnegie.
Um pensamento
atribuído a Buda, diz que uma cabeça cheia de medos tem pouco espaço para os
sonhos. O que você pensa, você atrai. O que você sente você atrai. O que você
acredita, torna-se realidade. Assim, os pensamentos determinam ações, que
determinam resultados.
Antes de sermos
bons profissionais precisamos ser bons seres humanos. Roosevelt, dizia que o
ingrediente mais importante na fórmula do sucesso é saber se relacionar com as
pessoas. Há quem diga que os relacionamentos são o maior patrimônio que alguém
pode construir. Uma reputação vale mais do que salário, ou renda, assim como integridade
vale mais do que uma carreira ou curriculum. Momentos que auxiliem a avaliar os
atalhos e os bons resultados que pareçam fáceis demais, são fundamentais no
olhar para dentro de si.
Os momentos
vividos intensamente são aqueles que mais nos trarão satisfação, sobrepondo-se
a tudo o que as horas de trabalho conseguir ou não comprar.
Um abraço e até a
próxima!
sexta-feira, 27 de abril de 2018
Extremismos
Ao entender um
pouco a história da humanidade, o desenvolvimento dos povos, a construção e a
destruição das civilizações, é possível se aprender muito sobre o momento,
e especialmente, se preparar para o
futuro. Já que não é possível mudar o passado, precisamos aprender ao máximo
com as lições que ficam. Com alguma presença nas redes sociais, é possível ler
e ouvir cada dia mais manifestações extremadas a cerca do que é melhor para
nossa sociedade e das soluções para nosso País.
Radicalismos e
extremismos religiosos, ideológicos, econômicos, políticos, nacionalistas, de
gênero ou qualquer que seja ele, no meu entender tem um papel fundamental e
importantíssimo em todos os campos de estudo, principalmente para estender as
fronteiras dos pensamentos, do status quo, dos paradigmas e em especial ampliar
a visão das sociedades e das civilizações. Todavia, como a lei natural,
conhecida no meio acadêmico como a terceira Lei de Newton, “para toda ação há
uma reação oposta e de igual intensidade”. Em outras palavras, cada ação
extrema que ganha força e abre fronteiras para um lado, estimula outra ação com
igual força no extremo oposto. Infelizmente, muita gente não se dá conta desta
lei natural que afeta diretamente nossa vida.
Quando o
extremismo chega ao centro do poder, seja pela radicalização momentânea da
sociedade, seja pelo uso da força, ou pela via da coalização com as tendências
de centro para ganhar votos, será uma questão de tempo para que suas ações
façam o extremo oposto ganhar força de igual intensidade na busca do centro do
poder, para fazer valer os seus valores.
Os extremismos vividos
e presentes nos países que estão na pauta do noticiário provocam ações e
reações de igual intensidade, assim como vemos surgir movimentos na sociedade
brasileira que se recente de extremismos ideológicos que em parte, causaram o
caos econômico e o desequilíbrio político. Dispensa comentar que nosso país
necessita de um novo ordenamento político e social, todavia, tendo claro os
efeitos nefastos do extremismo no centro do poder, não pode-se admitir que a
solução será colocar o extremo oposto no poder. Nas próximas eleições é preciso
prestar muito mais atenção em cada um dos nossos votos, e discutir, buscando
esclarecimentos mútuos, dando uma contribuição real para mudança de rumos
políticos, sociais e econômicos. É tão ou mais importante discutir em quem
vamos votar para Presidente e Governador, quanto discutir em quem vamos votar
para o senado, câmara ou assembleia.
Os próximos
executivos precisarão fazer muito para tentar aumentar a credibilidade em nosso
país, na economia, na política, nas instituições e suas propostas só poderão ser
efetivadas, se aprovadas pelos parlamentares. A prática de distribuição de
benesses legais ou ilegais, certamente muitas imorais, para aprovação de
propostas nos legislativos precisa ser relegada a um passado do qual só temos
que nos envergonhar. Os parlamentares que definem seus votos baseados no que
vão receber para si ou até mesmo para suas comunidades, precisam ficar apenas
para a história, naquele ponto em que vai ser ensinado o que nunca mais pode
ser repetido.
Para a reflexão
dos amigos leitores, deixo algumas questões que seriam ótimas para um bom
debate:
- Este ano é hora de dar voto de
protesto, ou voto de compromisso consciente com o País e o Estado?
- Um grupo radical/extremista seja do
modelo anterior, ou do extremo oposto teria apoio necessário dos parlamentares
para aprovação de medidas e soluções que o País precisa?
- Você está discutindo com as pessoas
próximas tanto as preferências de votos para deputado estadual, federal e
senador, quanto para Presidente e Governador?
É
certo que não cabe aqui manifestar minhas preferências e voto, mas é minha
intenção questionar quem defende os extremistas no centro do poder, sejam eles
quais forem, como solução para nosso país que tenta se reerguer a duras penas
para seu povo tão sofrido.
Um abraço e até a
próxima!
sábado, 21 de abril de 2018
As feiras e o desenvolvimento local
Os leitores mais
assíduos sabem que sou um entusiasta de ações mais efetivas de desenvolvimento
local através do fortalecimento da iniciativa privada e cooperada. Assim, volto
as variáveis que influenciam, esclarecem, contribuem ou dificultam a economia local,
procurando refletir um pouco sobre as exposições e feiras comunitárias promovidas
por nossos municípios.
Décadas atrás
apenas os municípios polos de cada microrregião organizavam feiras, que hoje se
tornaram estaduais e nacionais, incentivando que outras comunidades se estruturassem
para exposições e feiras associadas a eventos locais como rodeios, motocross,
jeep/gaiola cross, arrancadão, ciclismo, maratona, traking, festivais de
música, dentre outros movimentos que mobilizam o município para atrair visitantes,
quanto maior o conjunto de atividades. Organizar um conjunto de eventos no
mesmo espaço e calendário é muito desafiador e necessita grande desprendimento
das lideranças e de um grupo disposto a deixar parte de suas atividades
particulares e profissionais, para dedicarem-se ao que é para todos. Muitas
horas de trabalho, grandes dificuldades para agradar a maioria, dificuldades de
conseguir patrocínios, participantes, controlar orçamento, atrair público e
ainda torcer para um clima favorável, desafiam os organizadores. Aqui vai a
primeira reflexão: o quanto cada um de nós e o conjunto da comunidade consegue ser
grato e mostrar seu agradecimento às pessoas que dão seu precioso tempo e
energia para criar um evento à altura das expectativas e desejos da comunidade?
Visito várias
feiras e exposições, tanto a título de entretenimento e companhia da família, quanto
para prestigiar ao trabalho abnegado de quem se dispôs a organizar tudo aquilo,
sem os quais faltariam atrativos na região. Considerando o que estudo e
trabalho, os negócios em exposição e feira sempre atraem minha atenção e não
consigo passar só na condição de visitante. Observo atentamente as formas de
exposição e venda de bens e serviços, quais são e de onde vêm as empresas
participantes. Neste ponto peço uma reflexão aos organizadores de eventos, e
especialmente aos que decidem a vida de suas empresas: tenho visitado eventos
em que a grande maioria dos expositores e dos fornecedores vem de outros
municípios e regiões. É exatamente neste objetivo que ao meu ver, deveriam ser
centradas as exposições e feiras comunitárias. É preciso refletir sobre o
quanto o evento contribui com a economia local, quando o grande volume de
vendas é realizado por empresas de outras regiões.
Sabendo que todos
os negócios concorrem pelas economias das pessoas, neste caso, pelo bolso dos
moradores, quando a comunidade se mobiliza para um evento que faz as pessoas
saírem de casa e gastarem suas economias, o objetivo deveria ser o estímulo a circulação
de dinheiro nos negócios e entidades do município, mantendo empregos, gerando
renda para os trabalhadores e empregadores, além de tributos para melhorar a
infraestrutura e os serviços de limpeza, educação e saúde locais. Ao circular
em várias exposições e feiras é possível verificar empresas que se
especializaram em vender nestes locais, o que é um bom negócio para aqueles
profissionais e aquelas empresas. Todavia, para os negócios instalados no
município e para o conjunto da economia local, quando o evento tem na maior
parte dos expositores, empresas de outras regiões e que vendem bem, levando boa
parte dos poucos recursos da população disponíveis para o consumo, é preciso fazer
uma grande reflexão com todos os atores deste processo.
O primeiro passo
é entender os motivos pelos quais as empresas locais não foram, ou não vão
expor; e quando vão, se não vendem bem, quais os motivos? O que é preciso fazer
nas empresas locais e nos eventos? Se não é possível e enquanto não é possível
fazer melhor, é preciso pensar o quanto o evento contribui com a economia
local. Porque a administração municipal deveria colocar dinheiro e serviços num
evento que promove a evasão de recursos da economia local? Porque as entidades
locais deveriam promover e tantas pessoas trabalhar voluntariamente numa
atividade que tem por efeito colateral a perda de recursos da população para
compras em empresas de outras regiões?
Um abraço e até a
próxima!
sexta-feira, 13 de abril de 2018
O que há de pior entre nós?
Nos últimos
tempos corrupção é assunto mais frequente nas rodas de conversa do que futebol,
ou novela, não é mesmo? Eu sei os nomes e parte do curriculum de todos os
ministros do STF, mas não sei a escalação do meu time, campeão gaúcho de
futebol! Os amigos perceberam o quanto mudou parte dos assuntos dos brasileiros?
É preciso mudar
muito mais! Muitas vezes me vejo em conversas como de onde veio e para onde vai
nos levar este jeito de ser de tanta gente, que por vezes vira marca de nossa
pátria. O que há de pior entre nós? Talvez os ensinamentos que vem de muitas casas,
ou se aprendem na rua de que é preciso levar vantagem em tudo, com o passar dos
anos tenha produzido um contingente maior destes, do que os demais podem suportar.
O hábito de
querer levar vantagem em tudo pode começar em pequenas fraudes nas brincadeiras
de criança, nos “roubos” em jogos de carta inocentes, passando para fraudes
mais graves como cola nas avaliações da escola, e pagar um lanche para um
colega colocar seu nome num trabalho que não teve muita ou nenhuma
participação. Com a frequência, estes hábitos podem deixar parecer natural atos
como adquirir aparelho que capta sinal pirata de TV por assinatura, adquirir
filmes, aplicativos, softwares, piratas, adquirir produtos de origem duvidosa,
ou sabidamente fruto de furto, ou contrabando, oferecer propina para o agente
de fiscalização, ou transferir pontos da habilitação para outra pessoa ao cometer
uma infração de trânsito, só para ficar em alguns exemplos. Nesta sequencia de
hábitos, vai parecendo natural deixar de pagar contas, ignorar leis de
trânsito, sonegar tributos, negar direitos de pessoas da família, dos
trabalhadores, de vizinhos e de clientes. Entendo que estes hábitos, que até em
algumas rodas encontra-se quem os incentive, está na lista daquilo que há de
pior entre nós.
Os corruptos que
estão sendo denunciados, respondendo por parte dos seus crimes, uma parte sendo
estranhamente absolvida, uma pequena parte sendo presa por crimes contra a
nação e a economia, os canalhas, os patifes que levam dinheiro público que
deveria ser investido em atendimento a saúde, em educação e profissionalização
do nosso povo, os crápulas que levam parte da integridade da política, não
começaram do dia para a noite. A quem duvidar, peço que leia suas biografias,
histórias contadas por quem os conheceu quando não eram influentes e famosos.
Verão que delitos menores, hábito de levar vantagem em tudo está presente em
muitos relatos e momentos da vida.
Uma cola na
prova, um pequeno furto de frutas, um golpezinho aqui e outro ali, sem punição
formam um caráter! Ter desejo, passar necessidades e dificuldades diversas sem
pegar o que não é seu por direito, sem fazer o que sabe que é errado, mesmo quando
ninguém está vendo, forma um caráter diferente! Estes últimos, são hábitos que
caracterizam aqueles que já não suportam mais aqueles que sempre querem levar
vantagem, sem querer saber quem terá que perder, se sacrificar, trabalhar ou
sofrer, para eles terem o que querem, mesmo que não lhes seja de direito.
O problema que
vejo nestes pontos e no conjunto imenso de outras questões relacionadas e que
estão vindo à sua mente agora, é que parte disso tudo está se misturando as
ideologias, aos partidos políticos e vemos os radicalismos se fortalecendo. Os
radicalismos em alguns momentos são necessários para termos mais claro as
fronteiras dos pensamentos sobre determinados temas, mas quando os moderados
não surgem, não se avança e não se constrói. Num país arrasado pela corrupção,
que teve as bases frágeis da economia abaladas pelas crises políticas, os
moderados teriam um papel importante lembrando que reconstrução nas proporções
que necessitamos, só é possível com muita coalisão, cooperação, compreensão e desenvolvimento
coletivo. Não se combate radicalismo com radicalismo da outra extremidade, pois
a reação é mais antagonismo e aí, é o fim!
Que possamos
juntos e de todas as formas, reduzir e muito, o que há de pior está entre nós!
Um abraço e até a
próxima!
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