sexta-feira, 29 de junho de 2018

Estabelecendo o valor


Dias atrás recebi um vídeo do canal Daily Motivation (Youtube) que instiga uma avaliação sobre a vida e como se estabelecem as relações de valores entre as pessoas e também das pessoas com o valor dos serviços e produtos.
Sabe aquelas perguntas desconcertantes que os filhos fazem em determinadas fases da vida? A história que motiva o texto de hoje conta que um filho se aproximou do seu pai perguntando “Qual é o valor da minha vida?” O pai, entendendo a dificuldade da resposta, mas entendendo o conceito, e também, que existem respostas que só a vivência proporciona, pediu um tempo para pensar e logo chamou o filho, dando-lhe uma pedra e sugerindo que fosse ao mercado para vendê-la. Orientou que quando perguntassem o preço, era para mostrar 2 dedos e não dissesse mais nada. O menino então, foi ao mercado mostrando a pedra e depois de um tempo uma mulher perguntou: “Quanto custa esta pedra? Quero colocá-la no meu jardim.” Seguindo a orientação do pai, ele levantou os 2 dedos, ao que a mulher respondeu: “2 reais... vou levar!” O menino voltou para casa e disse ao pai: uma mulher quis comprar a pedra por 2 reais... eu não entendi, mas não creio que este seja o valor da minha vida. O pai pediu-lhe paciência, e deu nova orientação: “Filho, agora quero que leve esta pedra ao museu. Se qualquer pessoa quiser comprar, não diga nada, só levante os dois dedos.” Então o menino foi ao museu, mostrou a pedra para algumas pessoas, e logo um homem quis comprá-la. O menino não falou nada, só levantou os dois dedos, ao que o homem disse: “R$ 200 reais? Vou levar!” O menino voltou muito impressionado para casa, dizendo para o pai que um homem quis comprar a pedra por R$ 200,00. Então seu pai pediu paciência novamente e avisando que seria o último pedido antes da resposta, disse: “Filho, o próximo lugar que quero que leve esta pedra é uma loja de pedras preciosas, que fica no centro, entre o cinema e a relojoaria do pai do seu colega. Mostre ao dono da loja e não diga uma palavra. Se ele perguntar o preço apenas levante os dois dedos.” O filho foi a loja em que seu pai recomendou, pediu pelo proprietário e lhe mostrou a pedra. O dono da loja após observar a pedra, perguntou ao menino “Onde você encontrou esta pedra?” e na sequencia exclamou “Essa é uma das pedras mais raras do mundo! Preciso tê-la!” e perguntou por quanto lhe venderia a pedra. O garoto levantou os dois dedos conforme o pai lhe orientou e não falou nada. Então o homem disse: “vou ficar com ela pelos R$ 200mil”. O garoto sem saber o que responder e só pensando em contar ao seu pai, voltou para casa correndo para dizer “Pai, o dono da loja quer comprar a pedra por R$ 200mil!” Então seu pai disse: “Filho, agora que lhe falar sobre o valor da sua vida?” e completou “Veja, não importa de onde você veio, onde você nasceu, a cor da sua pele, ou em meio a quanto dinheiro você nasceu. O que importa é onde você decide se posicionar, bem como as pessoas com quem que você convive e como você decide levar sua vida. Você pode ter passado a vida toda pensando em ser uma pedra de R$ 2,00. Você pode ter vivido a vida toda em volta de pessoas que te enxergavam com o valor de 2 reais mas cada um de nós tem um diamante dentro de sí e pode escolher rodear-se de pessoas que enxergam o valor e o seu diamante. Podemos escolher entre nos colocar em um mercado qualquer, ou nos colocar em uma loja de pedras preciosas. Você pode inclusive escolher ver o valor nas outras pessoas, você pode ajudar outras pessoas a enxergar o diamante dentro delas. Escolha com cuidado as pessoas das quais você se cerca, pois isso pode fazer toda a diferença em sua vida.
Você quer ser mais valorizado? Reflita melhor sobre os meios em que você circula e de quem você se cerca.
Um abraço e até a próxima!  

sábado, 23 de junho de 2018

A criatividade pode nos salvar


Por vezes, geralmente após uma série de comentários de colegas e amigos, e de acompanhar uma série de notícias, ficamos atordoados e pouco esperançosos com o futuro do lugar em que vivemos, e de nosso País. Todavia, você já parou para pensar nas coisas que realmente mudam para melhor ou para pior na sua vida, com a ação dos governos? Quanto das coisas boas da sua vida vieram pelo seu esforço, ou do lugar onde você trabalha, e quanto veio das ações dos governos, local, estadual ou federal?
As dificuldades sempre existiram, existirão, são parte da vida e você já é bem grandinho para saber disso. E de algum modo até é bom que existam as dificuldades, pois sabemos que aquelas pessoas que passam boa parte da vida superprotegidas por pessoas próximas, acabam por ter muitas dificuldades depois de um tempo. É muito mais difícil crescer, para quem não passa antes, por dificuldades. Dificuldades são desafios que incitam a pessoa a trabalhar, pensar, ser criativa, inovar, a descobrir meios de superá-las. O próprio esforço é essencial na superação, na descoberta de novos limites, de talentos e competências, que sem dificuldades nem se sabia que havia. Por vezes as dificuldades deveriam ser encaradas como bênçãos.
Sem dificuldades, estaríamos perdidos, pois dificuldades maiores virão, e cada um de nós pode entender que o criador está nos cuidando e do nosso futuro, nos treinando para encarar os próximos desafios. Quanto mais críticos os desafios que conseguimos solucionar, mais importantes desafios virão até nós e melhores frutos colheremos ao longo da caminhada. As dificuldades desaparecem somente no último momento, mas esse último momento chega somente devido as dificuldades que conseguimos superar.
Uma das características reconhecidas de nosso povo é a criatividade, em especial, como encontramos formas de superar dificuldades de maneira simples e criativa. Somos capazes de encarar a dura realidade com alegria, fazer graça das nossas dificuldades e utilizar a criatividade para superar os desafios. Por isso sugiro aos amigos leitores que tentem não receber negativamente e nem se abalar por qualquer dificuldade. Para isso é importante descobrir algo positivo em cada uma das dificuldades que se apresentam. A mesma rocha que bloqueia o caminho poderá funcionar como degrau. Se não houvesse as rochas do caminho, talvez não faríamos aquele esforço extra para nos elevarmos e descobrir caminhos novos. O próprio processo de subir ou contornar “as pedras do caminho” transformando-as em degraus, nos proporciona uma nova atitude para ser e fazer melhor.
Quando pensamos criativamente sobre a vida, sobre os negócios, tudo pode ser útil e tudo pode ser um caminho para frutos melhores. Veremos assim, que o criador não põe nada em nosso caminho que não tenha sentido. Sejamos todos mais criativos e assim inovadores na superação de nossas dificuldades.
Um abraço e até a próxima!  

sexta-feira, 15 de junho de 2018

Por um País mais sensato

     Ideias para movimentos e manifestações não tem faltado nas últimas décadas em nosso país. São convites para ir para rua, por uma lista quilométrica de indignações, ir pra rede, ir para cá ou para lá, por cada uma das coisas que passam da conta para um grupo hoje, para outro amanhã e assim por diante. Faz um tempo que venho pensando quantos adeptos teria para promover um movimento social por um Brasil mais sensato.  
     Há décadas elegemos Presidentes e parlamentares que prometem fazer as reformas que o País precisa, pois todos mostram que mantendo legislações arcaicas, não temos condições de desenvolvimento econômico, social, sustentável. Quando eleitos, por diversos motivos sequer conseguem montar um projeto consistente de reforma, que antes mesmo de ir as votações, o congresso e a população se movimenta das mais diversas formas contra a mudança. A falta de sensatez só não é inacreditável porque vivemos aqui, acompanhando os detalhes. 
     Há décadas os governos colocam o País como refém do transporte rodoviário, mas não direcionam investimentos para estradas. Cedem a lobbys e pressões do setor, reduzem tributos para aumento da frota de caminhões, mesmo com um PIB estagnado. Lembro que de 2010 a 2017 a frota de caminhões aumentou 34,3% enquanto o volume a ser transportado aumentou 1,3%. Com o mesmo volume para transportar e 1/3 a mais de oferta, é óbvio que o preço do frete iria cair! Acrescenta-se a mudança na política de preços do monopólio controlado pela união para os combustíveis, valorização do dólar por aumento de juros nos EUA, aumento de 60% no preço internacional do petróleo e seria óbvio que algo muito grave iria ocorrer. Parou-se o País por 10 dias, com consequências incalculáveis, tudo para aumentar o preço do frete, buscando a viabilidade do setor com excesso de oferta. No dia seguinte á publicação de medidas que garantiram o aumento das margens dos transportadores, todo o setor produtivo, de agricultores a comerciantes e industriários que contribuíram com a paralisação se dão conta dos prejuízos que levarão anos para serem cobertos e ainda, de que de as medidas defendidas aumentaram significativamente os seus custos de transporte, com consequências para seus preços. Ou seja, fez-se um movimento pelo aumento do frete e tendo êxito, incrivelmente parte dos manifestantes iniciam um movimento para barrar o aumento. Com estas situações, como é que alguém pode crer que este é um país sensato, seja para investimentos, acordos ou parceria?    
     Passamos anos, eleições após eleições pedindo mudanças. Escrevemos, discursamos pedindo mudanças e os novos nomes que se atrevem a se apresentar em meio á política tão desgastada são praticamente ignorados pelos eleitores. Vejam as listas de pré-candidatos a Presidente, Governador, Senador, Deputados que estão se apresentando. Tem nomes novos, de bons administradores, e de “ficha limpa”. Pesquisando o curriculum de alguns me surpreendi positivamente com a coragem e a abnegação de colocarem o nome a disposição em meio a tudo o que se houve falar da política. Por outro lado, muitos destes nomes nem aparecem nas pesquisas, que apontam os mesmos de sempre como favoritos. Como é que um país que passou pelo que passou e ainda passa, com boa parte das lideranças políticas tradicionais presas, ou prestes a ser, que pede veementemente mudanças, que aplaude discursos de mudanças, vota sempre nos mesmos? Onde está a sensatez?
     Na sua casa, na família, amigos, empresas, nas suas redes, como podemos fazer um País mais sensato? 
     Um abraço e até a próxima!   

sexta-feira, 8 de junho de 2018

Quem quer mudanças de verdade?

     Ao acompanhar as manchetes, manifestações e frases de efeito nas redes sociais, rádio, TV, jornais, parece que a resposta é óbvia e que todos querem mudança. Todavia, se atentarmos aos detalhes e ao conteúdo, creio que somente as mudanças convenientes para cada indivíduo são desejadas. É um fenômeno social e bem conhecido, que vemos se repetido num Brasil que  não sai da mesmice.
     Sabemos que somente as mudanças estruturais podem salvar o Brasil. Desde que iniciou a  redemocratização, os últimos 6 presidentes da república, incluindo o atual, prometeram mudanças estruturais como as reformas trabalhista, tributária, previdenciária e eleitoral, além de aumento de investimentos em educação e infraestrutura. Os candidatos que estão se apresentando também vão prometer o mesmo!
     A legislação arcaica, truncada e por vezes subjetiva das áreas trabalhista e tributária impedem a criação de novas vagas de emprego e novos negócios, causam falência de negócios atuais, dificultam a inovação, a pesquisa e o desenvolvimento, prejudicando a competitividade e fazendo com que tudo fique ainda mais caro. Agora, procure lembrar como foram as tentativas e trâmites das propostas para alterações tributárias e trabalhistas dentro dos 6 últimos governos e também no congresso. Lembre também quantas entidades e de diferentes representações mobilizaram suas forças e integrantes para barrar as mudanças. 
     A estrutura previdenciária atual é indigna para a maioria dos aposentados, é injusta e descabida para as minorias, é sabidamente inviável para o país e irresponsável com as gerações mais novas. Eu e meus filhos não teremos aposentadoria alguma, se não houverem mudanças urgentes. Se não lembrar como foram as tentativas dos governos anteriores, deves lembrar como foram as tentativas mais recentes de reforma da previdência, negociações no governo, no congresso, manifestações, etc. Todos sabem que precisa reformar, mas quem quer mudar?
     A cada eleição ocorrem pequenas mudanças na legislação eleitoral, no entanto, sabemos que é preciso uma grande reforma eleitoral. Quem se mobiliza para isso? A classe política brasileira é possivelmente a mais contestada e mal falada da atualidade e a primeira vista, parece que todos querem mudanças, gente nova, novos partidos, novos candidatos, novas propostas, etc. Há 4 anos, logo após o escândalo do mensalão foram eleitos mais de 70% dos mesmos deputados estaduais, federais, senadores, governadores e presidente. Os 2 principais nomes da última eleição, Dilma e Aécio disputam acirradamente a liderança nas pesquisas eleitorais para o senado por Minas Gerais. Há 4 meses da eleição, a maioria dos nomes para a presidência da república são os mesmos das últimas 4 eleições! 
     Em nossas cidades, quais as mudanças desejadas? Em alguns casos são muitas. Quais delas tem verdadeiramente apoio da maioria da população, dos políticos, dos empresários, das lideranças de entidades? Para os cargos eletivos do seu município, quem teve mais chance de se eleger: quem tentou o 3º ou 4º mandato, ou aquele que tentou pela primeira vez? 
     Infelizmente só temos unanimidade para dizer que está muito ruim, mas poucos se definem pelas mudanças de verdade. É irracional e ilógico, querer resultados melhores, querer mudanças, rejeitando as reformas que estão em pauta há mais de 20 anos, assim como manter sempre os mesmos, escolhendo os mesmos nomes e as mesmas propostas. É por estas e outras que “mudança” sempre foi e será um argumento que elege muita gente, que depois, não consegue mudar nada.
     Quem quer mudar de verdade? 
     Um abraço e até a próxima!   

segunda-feira, 4 de junho de 2018

Decisões e consequências

     Vivemos dias de apreensão, dúvidas, dificuldades a partir dos movimentos dos transportadores rodoviários de cargas, dos anúncios de medidas do governo a partir da pressão gerada, incluindo a confusão de informações desencontradas, boatos, notícias e outros. 
      Décadas atrás quando optou-se pelo monopólio de refino e distribuição de derivados de petróleo para Petrobrás, já havia conhecimento suficiente para saber que um negócio tão grande e sem concorrência não teria controle de custos, nem busca por eficiência administrativa. A concorrência plena é quem faz preços caírem, nunca um monopólio. Para piorar, o controle deste monopólio é estatal num país em os sucessivos governos fazem todo o tipo de política, muitas vezes eleitoreiras com os patrimônios da nação. As decisões pelo monopólio do refino e distribuição, com controle estatal não teriam outra consequência senão preços altos, situação agravada nos últimos anos pela escalada dos tributos. 
      Com os atuais 45% de impostos sobre os combustíveis, ou seja, praticamente a metade do preço, mesmo a melhora da eficiência e a redução da interferência estatal seriam insuficientes para termos preços em níveis aceitáveis. Os combustíveis impactam em absolutamente todas as cadeias produtivas e estes tributos são boa parte do que se convencionou chamar de custo Brasil, que impede nossos negócios de serem mais eficientes. Sem concorrência, gestão política e 45% de tributos como alguém imagina ter preços compatíveis com a necessidade dos setores produtivos?
      Quando decidiu-se trocar os investimentos em ferrovias, de custos bem menores, por grandes contratos de construção de rodovias, estimulando a criação de grandes empreiteiras e incentivando fábricas estrangeiras de caminhões para se instalar no Brasil, já era sabido que o país seria refém do transporte rodoviário de cargas. Alguém tem notícia de um país desenvolvido que tenha um único modal logístico? 
      Colhemos hoje os resultados daquelas decisões. 
      Um país dependente de um único modal logístico, que depende de um único combustível, que é controlado por uma única empresa, com gestão política, com preços regulados pela demanda e oferta internacional, são decisões que tem as consequências conhecidas. 
      Ao invés de planejar o futuro, parece que nos surpreendemos com os resultados óbvios das nossas próprias decisões! Queremos um país diferente, fazendo sempre a mesma coisa?
      Um abraço e até a próxima!   

sábado, 26 de maio de 2018

Os talentos de cada um de nós

     Acredito num Deus justo e amoroso e quem mais pensa assim, deve entender que não seriam distribuídos talentos a alguns e a outros não. É visível que alguns têm muito talento para algumas atividades específicas, enquanto para outras não. Precisamos descobrir quais são todos os nossos talentos e ser mais solidários ao auxiliar outros, na descoberta dos seus.
     Quem é talentoso precisa saber que isso não significa que ganhou algo, mas que tem algo a oferecer aos outros, e que isso pode lhe proporcionar satisfação, alegria, companhia, e melhores condições para viver. Claro que nem todos tem esta visão dos seus talentos e dos talentos dos outros. A visão muitas vezes se torna clara somente quando for feita uma autoavaliação, uma avaliação interna olhando profundamente de coração, alma e espírito, feita com muita consciência e convicção. Dizem que quem olha para fora sonha e quem olha para dentro, desperta. Assim, nossa percepção se tornará clara somente quando pudermos olhar para dentro de nós.
     Uma das maiores dificuldades que precisamos superar é ter consciência de que a mente de cada um de nós oscila entre o que faz sentido e o que é absurdo para a forma que cada um vê o mundo e a vida, e não entre certo e errado!
     Mesmo pensando que conseguimos controlar totalmente a nós mesmos, ao conversar com um amigo honesto e sincero, podemos ter facilmente revelado algo sobre nós, do qual não temos absolutamente nenhuma ideia. Os outros são muito importantes em nossa vida, inclusive para nos conhecermos por completo. Quem tem algum contato conosco sempre revela algo sobre nós que precisamos ficar mais atentos, seja nos mostrando explicitamente algo que não vemos, seja agindo de alguma forma que nos incomoda. Tudo o que diz respeito às outras pessoas que não satisfaz a uma pessoa sábia, deve alertar e ajudar a se entender melhor. 
     Nunca somos o que aconteceu conosco, somos o que escolhemos ser. Não somos consequências do que fizeram para nós, mas consequências do que fizemos e do que deixamos de fazer.
     Uma parábola é uma pequena história contada para explicar uma verdade complexa. A famosa parábola dos talentos mostra como não devemos desperdiçar as oportunidades que Deus nos dá. Os verdadeiros seguidores de um Deus bondoso, aproveitam as oportunidades e obtêm bons resultados. Os falsos seguidores desperdiçam tudo que recebem e até culpam a Deus por aquilo que não gostam em suas vidas. 
     Jesus dá tesouros a cada um de nós: Sua palavra, o Espírito Santo, amor, dons... E com esses tesouros vem a responsabilidade de os administrar bem. Jesus conhece nossas capacidades e não nos dá mais do que conseguimos administrar em cada momento da vida. A cada um ele dá de acordo com suas habilidades (1 Coríntios 12:4-7).
     Que possamos utilizar nossos talentos para oferecer algo da melhor forma para os outros e para nós mesmos!
     Que Deus ilumine aos líderes comunitários, aos professores, aos gestores de equipes, aos pais, para auxiliar aquelas pessoas que ainda não descobriram todos os seus talentos a despertar, terem consciência de suas habilidades e assim, oferecer o que tem de melhor aos outros e a eles mesmos!
     Um abraço e até a próxima!   

sexta-feira, 18 de maio de 2018

Falta de gratidão e terceirização de problemas


Depois de assistir ao vídeo da palestra de Geraldo Rufino, empresário conhecido como “catador de sonhos”, passei a olhar de forma ainda mais crítica para as atitudes de muitas pessoas ao redor, no que tange a alguns dos valores mais importantes para o convívio em harmonia consigo próprio e com os outros.
Rufino é um empresário brasileiro conhecido no Brasil e exterior por sua empresa de desmanche de caminhões, muito bem sucedida em vários aspectos, que iniciou catando e reciclando latinhas. Viajando pelo mundo a passeio ou eventualmente palestrando, ele afirma, considerando os problemas de outros países, “o Brasil é o melhor país do mundo e o problema dos brasileiros é a “falta de gratidão” e a “terceirização” dos problemas”. Disposto a entrevistas, palestras e diálogos francos, o empresário entende que o brasileiro médio “agradece pouco, lamenta muito e terceiriza a culpa” pelos insucessos. Peço que os amigos leitores façam uma avaliação do que veem e ouvem ao seu redor, nas suas casas, na vizinhança, no trabalho, nas entidades. Para mim, olhando “de fora” de algumas situações, é impressionante e lamentável ouvir as reclamações e argumentos de pessoas que receberam bastante e por qualquer motivo ignoram tudo isso, esquecendo também do seu poder pessoal, limitando sua ação às culpas aos outros e até à Deus.
Voltando ao ex-catador, ele afirma que “Pobreza vem do pensamento. É um estado de espírito, porque a condição material você pode mudar”. Ele é mineiro, tem 59 anos e acompanhando os pais e sete irmãos, quando ainda criança mudou para a favela do Sapê, na zona oeste de São Paulo. Rufino classifica a favela como um lugar “cheio de empreendedores e trabalhadores”, lembrando dos pais e dos vizinhos. Ouvindo o empresário, percebe-se a diferença que faz a postura dos pais na construção da mentalidade empreendedora e responsável dos filhos: “Mamãe sempre me ensinou que, independentemente da condição, quem deve estar disposto a mudar é você. Se tiver disposição de trabalhar, neste País, só passa fome quem quiser”. O empresário diz que já era otimista desde os tempos da pobreza. “Minha vida não é boa porque arrumei alguns trocados. Ela é boa lá de trás”. Trazendo um ditado popular para retratar a situação dos brasileiros, ele lembra que “olham para as fezes e esquecem do cavalo” e dá uma opinião otimista sobre o futuro “Nosso cavalo (Brasil) está prontinho, arreado, selado, fortíssimo e gigante”.
A fala do “catador de sonhos” é realmente motivadora para pobres, ricos, trabalhadores, empresários, professores e estudantes, afirmando que o primeiro passo para aqueles que querem começar um negócio e não possuem capital é arrumar um emprego. “Empreender é um jeito de pensar. Tem que empreender no CNPJ do outro. Se já começar pensado em CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), não vai crescer. Você tem 24 horas por dia e só quer trabalhar oito?”, desafiou o empresário, alegando que a igualdade “se busca através a produtividade”. No vídeo disponível na internet Geraldo Rufino também criticou a visão estigmatizada sobre os afrodescendentes, como ele, dizendo que muitas medidas acabam fazendo muitas pessoas acreditarem que são vítimas, dificultando a crença na sua própria força e atitudes positivas.
Para o empresário, o governo deve “parar de atrapalhar” o cidadão, reduzindo a burocracia e fortalecendo o empreendedorismo. No entanto, ele não atribui à classe política a má situação do país, dizendo que “É culpa nossa, da omissão dos que se dizem bons”. Rufino diz que apoiará candidatos a cargos públicos que tentarem “levar às periferias noções de motivação e empreendedorismo”, dizendo que “o brasileiro só precisa de trabalho, o resto sabemos fazer.”
O espaço é curto para mencionar a trajetória de vida deste brasileiro que como tantos outros, e muitos dos leitores, iniciaram com muito pouco, mas assumiram o protagonismo da sua vida, tendo atitudes para encarar os problemas como seus e sendo gratos pelo que tem e o que conseguiram ao longo da caminhada. Entendo que precisamos estimular mais pessoas ao nosso redor a pensar desta maneira e podemos começar com as nossas casas, empresas e entidades.
Um abraço e até a próxima!  

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