sábado, 13 de outubro de 2018

O que não precisamos


        
       A lista do que o Brasil precisa é tão extensa que talvez seja mais fácil definir o que não precisamos, que é mais divisão do que já temos. Jogar segmentos da população contra outros é nefasto, mas é fórmula clássica e descrita em livros conhecidos, como é velho o ditado “dividir para governar” e definitivamente, não é disso que precisamos!
Experimentamos a primeira eleição em nível estadual e federal com tempo mais curto de companhas e propaganda eleitoral bem mais restrita. Desde os primeiros movimentos da eleição para Presidente, também percebeu-se as diferentes articulações na tentativa de polarização entre duas forças. É uma estratégia tradicional e quase infalível, quando bem desenvolvida, e graças a ela, quem está no 2º turno chegou lá.
Várias surpresas importantes surgiram ao longo dos últimos 2 a 3 meses e esta eleição com ponto culminante no dia 7 de outubro quebrou paradigmas importantes. Há anos se falava na necessidade de renovação do poder legislativo, o que se esperava em 2014, mas só ocorreu agora, em 2018, tirando cargos eletivos de muitos nomes tradicionais, velhos caciques e clãs, alguns mais herdeiros dos poderes da família do que da população. Foi uma renovação parcial, é verdade, mas uma boa amostra de que parte da população não aceita mais ser representada por protagonistas de falcatruas diversas. Creio que a concretização nas urnas, da esperança de renovação e da decisão de retirar os cargos eletivos de quem faz uso indevido é o ponto mais positivo deste primeiro turno da eleição.
O ponto negativo desta eleição ao meu ver, é a continuidade e o acirramento do discurso de divisão do país. Ao apresentar documentos, fotos, filmes, depoimentos, gravações telefônicas a justiça e a imprensa escancarou a crise moral existente no meio partidário, o que levou a crise política, que por sua vez levou a todo o país para a crise econômica. As reformas, a reconstrução do país, as ações para o desenvolvimento econômico e social, o conjunto que pode recuperar empregos, aumentar a geração de renda e consequentemente tributos e assim oferecer melhores condições a população, só pode ser alcançado com mobilização. Dias atrás respondi a uma daquelas enquetes “o que eu faria pelo país se fosse Presidente” que articularia um mutirão, distribuindo para as mais diversas lideranças políticas, sindicais, associativas, empresariais responsabilidades e tarefas de acordo com suas principais habilidades e competências para juntos e finalmente organizarmos e aproveitarmos as melhores potencialidades para desenvolver o Brasil e proporcionar uma vida melhor para nossa gente. É uma utopia, claro, mas que tenho certeza, a maioria dos leitores se identifica. Imagino que mesmo de formas diferentes, quem racionaliza pensando no bem do país também desejaria.
Por que não surge alguém, um grupo, com capacidade de gerar uma mobilização nacional, construir mutirões de trabalho em busca do desenvolvimento? No meu ponto de vista estamos longe disso ocorrer, porque para alcançar o poder é mais fácil dividir, aliado ao fato de que a maior parte da população e seus representantes partidários ainda mantem o modelo mental em que é preciso “matar” o outro, quem se posiciona diferente, ao invés de discutir, argumentar, ajustar e buscar com agilidade o melhor entendimento e as melhores soluções.
        Divisão do país é tudo o que não precisamos, mas infelizmente, seguimos vendo nos diversos meios e com mais veemência e acirramento “nós contra eles”, “eles contra nós”, “contra as reformas”,  “a favor das reformas”; “anti” estes ou “anti” aqueles, além das discussões sobre religiões e credos, gênero, ideologia, o que é ou não delinquência, dentre outros. Todavia, o país com problemas muitíssimo complexos e seu povo esperançoso de ações efetivas é relegado a condição de torcidas adversárias. A quem interessa tanta divisão? A quem interessa vizinhos, amigos, colegas, divididos brigando pelas opiniões, ao invés de discutindo e comprometendo-se com propostas e soluções?
    Respeito é o que precisamos antes de tudo! Se união, mobilização, racionalidade está difícil neste momento, vamos iniciar pelo Respeito!
 Um abraço e até a próxima!

sexta-feira, 5 de outubro de 2018

A que ponto chegamos!


   
       O popular “me caiu os butiás do bolso” está com os dias contados! Dificilmente alguém ainda terá “butiás nos bolsos” depois do inimaginável protagonismo da insensatez que tomou conta de nosso país, nestas eleições.
    Depois dos desgovernos que nos levaram a pior crise econômica da história do País, em plena apuração do maior caso de corrupção do planeta, com mais de 6 anos em crise política, o foco das campanhas eleitorais insiste em se mantém alheio a tudo isso! A maioria das lideranças partidárias parece ter perdido completamente a vergonha, se é que já tiveram! Com alguma sensatez, alguns grupos ficariam de fora da disputa, e fico realmente impressionado como determinadas figuras conseguem enfrentar o público fazendo de conta que os outros é que são os culpados, ou pior ainda, de que não sabem e ignoram o que eles próprios ou quem defendem, fizeram.
     No momento em que o país mais precisa de propostas viáveis, de soluções efetivas, vemos estarrecidos candidatos se manifestando com veemência um contra o outro. E assim, ao invés de envolver a população numa mobilização pela recuperação das estruturas sociais e das bases econômicas, constroem um cenário que mais parece um clássico de futebol, com duas torcidas adversárias, que não importa o contexto, são por natureza, uma contra a outra. Quando parece que já se viu de tudo o que há de pior, agora vemos as chamadas “lideranças” absurda e irresponsavelmente manipular a população para agir como torcidas organizadas que brigam uma contra a outra, ao invés de focarem em propostas para mudar o país de uma vez por todas. Creio que chegamos no que há de pior numa eleição, agravado pelo fato de que esta é que poderia para trazer esperança, se transformou no alçapão do fundo do poço.
       A tese do voto útil contra este ou contra aquele, faz parte da manipulação dos grupos que só querem o poder para seus próprios interesses e tentando esconder que na verdade não têm propostas para o Brasil. Este voto é útil para quem? É baseado nas pesquisas, certo? Resultados de pesquisas repetidos nos diversos meios de comunicação quase todos os dias e assinados por institutos de cujos proprietários estão citados em várias delações por terem recebido grande parte do que foi arrecadado com propina nas últimas 4 a 5 eleições! Lamentavelmente, os 2 lados que supostamente lideram as intenções de voto conclamam o voto útil tratando-nos como 2 torcidas inflamadas pelo resultado do jogo, fazendo a massa ignorar o “campeonato”. Com isso, boa parte esquece que este “campeonato” que tentam antecipar a final, trata da vida de cada um de nós e de nossos filhos.
      A iniciativa privada com empresas, cooperativas e instituições comunitárias gera tributos que sustentam os governos e gera empregos que proporcionam dignidade, segurança e sustentam a população. O país precisa arrecadar mais para pagar as dívidas, investir em infraestrutura e realizar o desenvolvimento social. É preciso gerar estabilidade econômica, política e principalmente jurídica para destravar a economia e superar as taxas de desemprego que atingiram o pico em 2016/17, com 14 milhões de desempregados, mas que ainda está em patamares inaceitáveis. É com a economia em movimento, que vamos ter recursos para tirar de verdade, não pela propaganda, 52 milhões de brasileiros da miséria, que há décadas agonizam por ações efetivas, não de discurso vazio que não mata a fome, nem proporciona vida digna.
Os grupos que viram oportunidade em polarizar a eleição não apresentam propostas efetivas para o Brasil e os brasileiros se desenvolverem. Quais são as propostas que você lembra neste sentido? Lembra de algumas, mas feitas pelos candidatos que não tem chance, certo? É preciso lembrar também que foram os institutos de pesquisas, aqueles dos donos denunciados na Lava Jato, que disseram quem tem e quem não tem chance nesta eleição. Aliás, a Justiça estima em R$ 8 trilhões o total embolsado por políticos e partidos, mas até o momento foram firmados acordos de devolução de “apenas” R$ 13,4 bilhões. Ou seja, 7,986 trilhões ainda estão de posse dos envolvidos, presos ou não, disputando a eleição da semana que vem. Ao acompanhar o desenrolar desta campanha rápida, não parece haver dúvidas de que os recursos estão sendo muito úteis para alguns.
Desejo os melhores votos de cada um dos leitores no próximo domingo!

sexta-feira, 28 de setembro de 2018

Como será o presente de Natal dos Colaboradores


        O ano está passando rápido e sendo muito desafiador. Alguns indicadores econômicos são animadores e o movimento deste fim do ano promete ser o melhor dos últimos 4 anos, por outro lado, as estimativas das pesquisas causam apreensão para quem deseja ver o Brasil em melhores condições de desenvolvimento. Como sua empresa está se organizando para isso?
Com planejamento a vida já não é muito fácil, sem planejar então... é bem complicado. É preciso um bom plano para tirar deste fim do ano o melhor que pudermos. Um ponto importante para se planejar neste período é como premiar/presentear os empregados, os sócios e demais colaboradores. Além de ser uma tradição esperada em muitas organizações, a gratificação de fim de ano pode auxiliar na manutenção do relacionamento da organização com a equipe, além ser uma forma importante para estimular o pessoal a aumentar o desempenho e obter resultados melhores neste período.
A gratificação de fim de ano é um benefício facultativo, claro, mas serve para comunicar de forma tangível, que na sua organização as pessoas são prioridade e que o trabalho delas fez a diferença buscando envolver o cliente e ajudando a desenvolver o negócio. Antecipar os planos quanto a gratificação de fim de ano é a indicação de hoje, porque quando começam a aquecer as encomendas, organização, estoques, vendas, fica mais difícil pensar e planejar situações que não são do dia a dia podem acabar por ser esquecidas. Ao deixar para a “última hora” perde-se a oportunidade de utilizar esta gratificação para estimular o pessoal, criar expectativas e gerar motivação de forma antecipada. Além disso, pode-se evitar problemas logísticos como preparação e entrega, por exemplo.
Elaborar um perfil daqueles colaboradores que devem ser estimulados, gratificados, premiados, também é uma dica importante. Com uma ideia mais clara deste perfil fica mais fácil planejar a gratificação. Cada empresa é um conjunto único de pessoas diferentes, com crenças, idades, etnias e grupos sociais distintos e no caso das cestas, é preciso lembrar ainda que alguns podem ter restrições alimentares como açúcar, lactose, glúten, álcool, dentre outros. Este também é um dos motivos para não deixar para a última hora. Com estas informações já é possível fazer orçamentos e verificar o que a empresa está disposta a investir e o que cabe no orçamento projetado, na motivação, no aumento das vendas.
O benefício pode ser em forma de uma cesta, ou de um presente pessoal, ou para o lar, mas também pode ser um bônus com um montante para ser utilizado em compras de produtos da própria empresa ou ainda, de um grupo de empresas como por exemplo da associação comercial e industrial. Com um grupo de várias empresas presenteando seus colaboradores com um bônus que pode ser utilizado em compras nas empresas associadas e/ou do município, incrementa-se o desenvolvimento do comércio local, aumentando o poder de consumo e proporcionando crescimento mútuo.
Sendo facultativo para a organização, há executivos que decidem economizar e evitar este custo. Todavia, é preciso lembrar que normalmente é um reforço no conjunto que busca aumentar a produtividade, baixar o turnover e a insatisfação.
Que tal presentear os colaboradores, gerar uma motivação maior para as vendas de fim de ano e ainda contribuir com o desenvolvimento do comércio local? Tudo isso pode ser gerado transformando uma parte dos resultados da empresa em bônus para os colaboradores utilizar em compras no comércio de bens e serviços da sua cidade.
Pense nisso!
         Um abraço e até a próxima!

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Por mais resiliência


Resiliência é a capacidade de “voltar ao estado normal” e neste contexto significa a condição de lidar com os problemas, adaptar-se as mudanças, superar obstáculos e resistir a pressão em situações adversas, sem abalos emocionais, sem traumas, sem revanchismos, sem guardar rancores ou buscar alguma espécie de vingança. A forma como as pessoas tem se manifestado em reuniões públicas, redes sociais, no trabalho ou nas famílias, me faz pensar que precisamos de um entendimento melhor sobre a importância de desenvolver a resiliência.
Em tempos de crise política e econômica como as atuais, a pressão aumenta significativamente. Por este motivo, quanto mais resiliente for o profissional, maior será sua vantagem competitiva e maior será sua capacidade de lidar com essas adversidades. A resiliência é uma competência cada vez mais valorizada no mercado de trabalho e por isso, geralmente avaliada nos processos seletivos. No meio profissional é fundamental para a tomada de decisões, relações com os colegas, contribuição para inovação e atuação com tranquilidade e excelência, mesmo sob pressão, respondendo rapidamente às crises, demonstrando criatividade, encontrando soluções mesmo com poucos recursos, além de manter a integridade e a alta performance em situações difíceis. Sabe-se que as pessoas têm graus diferentes de capacidade de resiliência, mas todos podem aprender a elevar este grau a um nível adequado ao meio em que deseja viver melhor.
Esta capacidade também pode e deve ser desenvolvida nas organizações, não somente nas pessoas. As organizações resilientes desenvolvem firmeza de propósito, com atitudes do conjunto de colaboradores, no médio e longo prazo, mantendo-se firmes na missão, visão e valores sólidos, compartilhados por todos os colaboradores e revisados frequentemente para manter atualizados e presentes. Estas organizações se mostram mais capazes de seguir adiante mesmo em momentos difíceis, avaliando riscos e oportunidades de modo ético e realista, respondendo de modo rápido e eficaz a imprevistos, crises e fatalidades. Organizações resilientes qualificam seu pessoal para que se tornem mais resilientes, visto que esta capacidade envolve mudança de mentalidade, comportamento e ações que podem ser aprendidas e desenvolvidas. A chave é fazer com que todos percebam que embora determinadas emoções são ativadas por fatores externos, o modo de lidar e expressar as emoções, é responsabilidade de cada um.
A forma como cada um lida com a responsabilidade sobre suas emoções pode contribuir para aumentar ou para diminuir seu nível de resiliência. Feedbacks bem aplicados podem gerar ótimos resultados. A mentalidade dos líderes e dos liderados é muito importante para isso, pois o foco deve ser no encorajamento, no aprendizado, na criação de maior confiança e na cooperação, visando a solução dos problemas e o aprimoramento de habilidades de sua equipe.
Os estudiosos da área afirmam que pessoas resilientes apresentam basicamente três pontos fundamentais: aceitam a realidade com otimismo e “pés no chão”; vivem em consonância com os valores e propósitos que estabeleceram para a sua vida; e possuem uma grande capacidade de improvisar. Bibianna Teodori em seus dois livros destaca algumas dicas para ser mais resiliente: “Foque no futuro; Olhe para frente e não se prenda ao passado; Mantenha-se motivado. É importante lutar por seus sonhos e objetivos; Invista em relacionamentos, eles são uma grande fonte de apoio e de encorajamento; Fique atento as suas necessidades, cuide da mente, do corpo e da sua saúde; Não permita que emoções negativas o controlem; Evite colocar defeito nas coisas.”
Por mais resiliência nas relações pessoais e profissionais!
         Um abraço e até a próxima!

sábado, 15 de setembro de 2018

A eleição mais importante


Estamos a cerca de 3 semanas de uma das eleições mais importantes do País. Infelizmente está sendo comum ver e ouvir amigos brigando para ver quem tem razão na opção do candidato a Presidente que defendem e esquecendo o restante da eleição. Tem antropólogo que entende ser uma característica dos latinos a esperança de um salvador e seria este o motivo de se ver semideuses entre candidatos ao executivo, negligenciando a formação do legislativo.
Neste pleito de 2018, a eleição mais importante possivelmente não é para os cargos de Presidente e Governador, mas para o Senado, Câmara Federal e Assembleias Legislativas. A constituição em vigor foi escrita para funcionar no sistema parlamentarista, o que proporcionou grande poder ao congresso e, por conseguinte, para as assembleias legislativas. O presidencialismo venceu o plebiscito, mas a constituição já estava escrita. O que temos visto são poucas mudanças sendo propostas, levando tantos anos para serem apreciadas, que quando aprovadas, em boa parte já não tem mais sentido.
Independente do que está prometendo o seu candidato a Presidente ou Governador, o País e os Estados precisam de reformas urgentes nas áreas fiscal, tributária, previdenciária e política. O congresso e as Assembleias Legislativas parecem ter aprendido que ao dificultar, polemizando, alegando impopularidade das medidas, pode barganhar concessões, tanto legais como emendas parlamentares, cargos para simpatizantes, quanto ilegais como os mensalões e outros. Os parlamentares que votam pelos interesses do futuro do País e do Estado, fieis ao segmento que representam, parecem ser poucos e insuficientes diante dos desvios de interesses. No último pleito, em 2014, mais de 70% dos parlamentares foram reeleitos, mesmo com o conjunto de denúncias, prisões, flagrantes que já se amontoavam na época. Quem os reelegeu?
Neste contexto a eleição que provavelmente é a mais importante é para Senador, Deputado Federal e Deputado Estadual. Este é o grupo que vai votar as medidas propostas pelo Presidente e Governadores e pode propor projetos que transformem o futuro dos nossos Estados e País. Votar em parlamentares comprometidos com as reformas necessárias, que tem menos chance usar o seu voto por barganhas e interesses alheios a reconstrução necessária ao País, é umas das atitudes mais importantes para quem deseja ter um futuro digno.
Estão muito equivocados aqueles que entendem que uma autocracia, ou seja, um governo sem Congresso, totalmente nas mãos de um pequeno grupo pode ser a solução. Aqueles que pensam que a taxa de banditismo no Congresso não é menor que a de um presídio esquecem que a culpa por formar um Congresso sem credibilidade é de quem vota. Parece ironia, mas esta é uma atitude de quem parece fugir orgulhosamente responsabilidade de formar um congresso decente. A dicotomia de que nós, o povo, somos bons e eles, os políticos, são os maus, é ridícula, simplesmente por que é preciso muita gente votando para que um Deputado seja eleito.
Estamos nesta situação lamentável devido aos anos de crise política, em parte porque exauriram-se as fontes de recursos para sustentar o volume crescente de barganhas exigidas para propor e votar as medidas necessárias ao país. Tiveram oportunidade, ganharam muito dinheiro das formas mais diversas possíveis e mesmo assim não propuseram, nem votaram as reformas para desenvolver o país. De outra parte a incoerência de um povo que diz que quer mudanças, mas que faz greve contra as mudanças que surgem. A estrutura de governança da nação está definida para que cada segmento tenha o seu Deputado, para que no conjunto defendam os interesses do Estado e da Nação. Votos com mais critério poderiam solucionar a maior parte do problema.
Podemos auxiliar o País e o Estado neste momento convencendo quem está “de boa” esperando que um paizão, ou mãezona na Presidência proporcione tudo o que precisa, a ser mais criterioso no voto para Deputados e Senadores, do que para Presidente e Governador. O centro da crise política que gerou a crise econômica do país não é a política, mas a forma como uma boa parte do eleitor se comporta.
        Um abraço e até a próxima!

domingo, 9 de setembro de 2018

Tchau para energia negativa!


   
      Para não haver confusão entre empatia e simpatia, é importante destacar que simpatia envolve cordialidade, compaixão, sorriso, sensibilidade nas mais diferentes situações, enquanto empatia é a capacidade de colocar-se no lugar do outro e pode significar a absorção de parte da dor e sofrimento de seu ambiente.
     Quem tem empatia e convive frequentemente com gente negativa pode se influenciar com esta energia ruim. Aprender a não absorver as energias negativas de outras pessoas é uma importante habilidade a desenvolver, assim como não tentar agradar a todos, ter cuidado ao escolher de quem se aproximar, parar de prestar tanta atenção nos fatos negativos, inspirar-se na natureza e responsabilizar-se pelas suas ideias e ações.
      Nem todos vão gostar de nós e aqueles que reclamam da gente, assim como aqueles que eventualmente desrespeitam, ou cometem assédio moral, podem sugar nossa energia positiva se tentarmos convencê-los a gostar da gente, além de deixar-nos dependentes da opinião deles. É preciso mais amor próprio e saber que muito dificilmente alguém pode mudar outra pessoa, a não ser a si próprio.
      Para preservar a energia positiva também é preciso selecionar melhor quem faz e quem fará parte da nossa vida. É ótimo ser generoso, mas há uma linha tênue a trabalhar para que não sejamos explorados, optando por ajudar mais a quem realmente precisa. Precisamos lembrar que aprender a dizer “não” é uma outra habilidade muito importante.      
     Toda a vez que prestamos atenção a alguém, ou algum fato, damos-lhes parte da nossa energia. Quando nos concentramos em pessoas e fatos negativos, temos uma redução drástica de energia. Algumas pessoas podem despejar sua energia negativa em cada pessoa que se aproxima. Claro que é bom ouvir o outro e melhor ainda é ter um ouvido amigo. Todavia, ouvir muitas frustrações, reclamações, projeções pessimistas pode drenar a nossa energia positiva e fazer com que passamos a limitar nossa vida de uma maneira não produtiva. Não dá para economizar, quando o assunto é rejeitar “energia tóxica”.
     Os especialistas recomendam irmos para a natureza meditar, relaxar e respirar, pois ajuda a evitar a absorção da energia negativa que nos rodeia. É preciso mais confiança, mantendo a cabeça erguida e não permitindo que ninguém faça sentir-nos inferiores. Teremos uma vida melhor e sob o nosso total controle, se nos responsabilizarmos por nossos pensamentos e sentimentos. A forma como cada um se percebe deve ser mais forte do que a percepção que os outros têm de nós. Muitos esquecem que ninguém tem poder sobre o outro, quem quer que seja. Convivemos porém, com gente que imagina equivocadamente, que há pessoas com tal poder sobre eles, que passam a culpar os outros pelas suas frustrações e dificuldades.
       Ao nos conscientizarmos de que somos responsáveis por tudo o que ocorre com nossa vida, acessamos um nível mais profundo de nós mesmos, gerindo melhor o desenrolar da nossa vida, não sendo abatido, nem projetado para fora do nosso foco tão facilmente. Precisamos nos colocar em situações que aumentam nossas próprias energias. Podemos analisar cada pessoa com quem convivemos, percebendo os sentimentos gerados, se nos faz sentir bem e se fazemos esta pessoa se sentir bem. Cada um de nós é merecedor de ótimas experiências e não precisamos, seja consciente ou inconscientemente, nos aproximarmos e tão pouco repetir experiências negativas. Para nos protegermos da negatividade, precisamos ter muito amor-próprio e lembrar constantemente do quanto é importante estar feliz e em paz, pronto para dizer não para as energias negativas. Lembrando que não se conhecem pessimistas bem sucedidos!
     Desejando mais energia positiva para todos, deixo um abraço e até a próxima!

sexta-feira, 31 de agosto de 2018

Repensar a estrutura dos municípios


São muitos os desafios do Executivo e Congresso que elegeremos em outubro próximo. No meu entender, os mais importantes são aqueles que precisam aprimorar as estruturas constituídas a partir de situações que não se repetirão no futuro e outras que se apresentam como tendências. Já refletimos neste espaço sobre a necessidade das reformas da Previdência, Fiscal, Tributária e principalmente política. Hoje procuro em rápidas palavras, lembrar a importância de reformar a estrutura da governança e a distribuição de tributos entre os entes federados, especialmente, onde vivemos, que são os municípios.
Um estudo da FIRJAN – Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro mostra que um em cada três municípios brasileiros não gera tributos sequer para pagar o salário de prefeitos, vereadores e secretários. O problema atinge 1.872 municípios que dependem das transferências de Estados e da União para bancar o custo crescente da máquina pública. Dos 5.570 municípios brasileiros, 3.056 não atendem aos critérios previstos em lei para piso populacional. Na maioria dos municípios com menos de 20 mil habitantes, mais de 90% da receita vem de transferências da União e dos Estados.
A Constituição de 1988 facilitou a criação de novos municípios, e também definiu a estrutura de divisão de tributos. Depois de 30 anos com este modelo, há dados suficientes para todos saberem o tamanho do problema. No Congresso, há alguns anos tramita um projeto de lei que permite a criação de mais 400 novos municípios.
O Rio Grande do Sul é o Estado que tem a maior proporção de municípios que não conseguem gerar receita para bancar a própria máquina administrativa, sendo 56,74% do total, seguido de Minas Gerais, Piauí e em 4º lugar, Santa Catarina com 50,16% dos municípios nesta situação. Em muitos municípios o custo da máquina pública equivale e em outros, ultrapassa as despesas com a educação.
Antes de esperar pelo próximo Presidente, Governador, Deputados, é possível fazer reformas nos próprios municípios, buscando alternativas para reduzir o custo das Administrações, tanto no que tange ao número de servidores, folha de pagamento de ativos e inativos, quanto a infraestrutura predial e equipamentos de serviços municipais eficientes e qualificados. Aumentar a eficiência, melhorando processos, tendo profissionais qualificados e profissionalizados, fazendo mais e melhor com menos recursos, como se faz em tantas empresas e instituições é o mais fácil e mais próximo a fazer no âmbito do município.
No âmbito federal e estadual, a criação de novos municípios deveria ser repensada, considerando aspectos como volume de população, infraestrutura, capacidade de geração de tributos e principalmente o potencial de desenvolvimento. De outra parte, desenvolver alternativas para encaminhar aos municípios que não conseguem se sustentar, pelo menos um plano de longo prazo para anexação de alguns, busca pela auto-sustenção de outros, reduzindo o número de municípios nesta situação, já faz parte das recomendações de vários tribunais de contas dos Estados. No Paraná, por exemplo, tem iniciativas sensibilizando autoridades e população pela anexação de municípios.
Outro desafio, e pelo que se vê na postura dos políticos, o mais difícil, embora seria o mais lógico, é o enfrentamento do fato de que as pessoas residem nos municípios e é aqui que precisam dos recursos, sendo que os tributos vão para a União, que depois devolve um pouco, ao invés de ter o caminho contrário. Por último, mas não menos importante sabe-se que a qualidade de vida nas cidades de médio porte é indiscutivelmente melhor, do que nas megacidades. Portanto, evitar a migração para as grandes cidades é uma política que vale um bom investimento, que em parte pode ser o auxílio na manutenção de muitas das cidades pequenas.
O tema não é simples e por isso mesmo, deveríamos entender o que os candidatos nas eleições de outubro propõe a respeito!  
Um abraço e até a próxima!

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