sexta-feira, 26 de outubro de 2018

Desenvolvimento do setor industrial na região


Temos passado por muitos municípios da região falando sobre o desenvolvimento da economia local, o impacto de cada setor na agregação de valor, na renda e nos empregos. Nestes momentos sempre fica sempre muito evidente o quando a indústria contribui com os indicadores locais. A pergunta que surge seguidamente é como fazer o setor industrial se desenvolver mais. Este desafio não é somente dos municípios, ou da região, pois o Brasil como um todo tem um desenvolvimento médio com baixo profissionalismo, baixa competitividade, baixa produtividade e baixa agregação de valor, que no meu entendimento são consequências de baixos investimentos em inovação e qualificação profissional.
Algumas poucas empresas do setor industrial se dispõe a realizar investimentos adequados em pesquisa, desenvolvimento e qualificação de pessoal e nestas os resultados são muito distintos e visíveis. Boas parcerias entre as fábricas e as instituições de ensino técnico e superior fazem muita diferença. As políticas públicas adotadas na última década no âmbito federal incentivaram a formação privada em EaD, cuja grande maioria possui níveis de qualidade abaixo da crítica e a criação de instituições públicas federais que canabalizaram a iniciativa comunitária desestruturaram o que se construiu ao longo de muitos anos. Com a falta de recursos para dar conta dos elefantes brancos criados, lamentavelmente vê-se a deterioração de importantes patrimônios públicos, ou seja, desestruturaram parte da iniciativa comunitária existente e para piorar não foram capazes de gerar uma alternativa, deixando a sociedade pior assistida do que estava antes. A desmobilização do ensino profissionalizante de nível técnico no Brasil é um desastre a olhos vistos, gerando grandes perdas ao setor produtivo pela falta de mão de obra qualificada principalmente para as indústrias.
As pessoas que vivem nesta grande região são conhecidas por serem pessoas do bem, com valores pessoais importantes e cultura onde o trabalho e a vida íntegra está no centro da formação pessoal e profissional. As principais instituições formadoras ainda são as comunitárias, portanto comprometidas com capacidade de formação tecnológica de alta qualidade, aliada a formação humanística e cidadã. O que faz uma indústria aumentar o valor agregado é a tecnologia, o que só é possível com profissionais bem formados. Não se conhece nenhum país ou região do mundo que tenha se desenvolvido sem tecnologia e esta só é possível com investimento dos poderes públicos, das empresas e das próprias pessoas de cada local em formação de qualidade.
Não percebo ações efetivas dos poderes públicos para a criação, expansão ou atração de indústria e tampouco propostas dos candidatos que se apresentaram nestas eleições. Existem algumas poucas iniciativas isoladas de municípios, mas pelas suas condições e capacidades, em baixa escala. Estas poucas iniciativas em grande parte são focadas em infraestrutura como terrenos e eventualmente prédios, todavia, o que faz uma indústria, como qualquer outra empresa desenvolver-se é uma boa gestão e notadamente, faltam iniciativas para qualificar a gestão do setor industrial. Os governos que tiverem responsabilidade para desenvolver o setor industrial devem analisar melhor ações como no interior do Estado de São Paulo e principalmente em regiões fora do país, onde as políticas de incentivo a indústria estão ligadas a formação de profissionais e apoio tecnológico. Aos mais céticos recomendo comparar os indicadores de desenvolvimento econômico do Estado de São Paulo com os indicadores médios do Brasil nos últimos 15 anos. Quem quiser investir um pouco mais de tempo, sugiro analisar o desenvolvimento industrial do Estado de São Paulo comparado com o desenvolvimento industrial brasileiro no mesmo período e ainda, os incentivos às instituições formadoras, comunitárias, privadas e estaduais na criação e melhoria de cursos técnicos e superiores focados em tecnologia.
As comunidades locais e regionais devem encontrar formas cooperadas de desenvolver a infraestrutura regional, bem como o empreendedorismo entre os mais jovens e a inovação nas organizações de um modo geral, mas especialmente nas indústrias que tem maior potencial de agregação de valor adicionado gerando mais renda e qualidade de vida.
Um abraço e até a próxima!

sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Planejando o fim do ano


      Neste fim de semana prolongado lembrei que depois da Páscoa comentávamos que 2018 iria passar muito rápido, pois havia uma preparação para a Copa do Mundo de Futebol, e que após a final, já estaríamos em plena campanha eleitoral e ao concluir esta, já estaríamos próximos do Natal e fim do ano!
         A cultura nacional de envolver-se tanto com estes eventos tem impacto econômico bem importante e identificado pelos economistas que estudam o PIB, mostrando que é notório nos anos de Copa do Mundo e eleições o menor rendimento da produção do país. Considerando que a cada 2 anos temos eleições e que elas coincidem com a Copa do Mundo da FIFA ou com as Olimpíadas, a produtividade ao longo de uma década tem 5 quebras de ritmo. Além das atenções que ficam divididas há os que entendem que não dá para investir, inovar, sem saber os resultados das eleições.
        Já dizia Sêneca, que o vento nunca estará bom para quem não sabe para onde ir. Todavia, planejar é a ação mais importante a fazer, para aqueles que sabem onde querem chegar e tem objetivos claros. É justamente em função das eleições trazerem incertezas sobre o próximo período que precisamos planejar nossa vida e nossos negócios. O que você e sua equipe estão planejando para este fim de ano? E para o ano quem?
Sabe-se que por diversos motivos, o fim do ano representa um período de maior movimento na economia, especialmente no varejo de bens e serviços. Também é importante lembrar que a concorrência está mais acirrada, com muitos competidores precisando vender e movimentar seus negócios, além das vendas pela internet e ainda, da entrada dos novos competidores substitutos com novas formas mais rápidas, mais baratas e mais eficientes de fazer muitas atividades. Se você, sua equipe, sua empresa ainda não fez, ou não concluiu os planos para aproveitar melhor este fim de 2018, sugiro que comecem logo.
Como você vai preparar os pontos de vendas, os pontos de contato com o cliente... como está a identificação das proximidades da sede da empresa, a fachada, as vitrines, a limpeza, o jardim e a pintura do prédio? E o site, a fanpage, a lista de contatos? As imagens e os textos estão atualizados? Como será feita a orientação da equipe de vendas, de atendimento e do telefone sobre as novidades que estão sendo preparadas? As compras e as encomendas para deixar o estoque bem abastecido já foram realizadas, então é mais fácil planejar como fazer o melhor uso do que terá em estoque para conquistar o cliente e vencer a concorrência.
Planejar não é tudo, mas é essencial. No planejamento surgirão as ideias para inovar em diversos pontos e inovando é possível motivar tanto a equipe quanto os fornecedores que podem contribuir, quanto os clientes que são sempre sedentos por novidades. Colocar o plano no papel também auxilia na percepção dos detalhes que faltam e que podem ser aprimorados. Com o plano escrito e revisado fica mais fácil compartilhar o conjunto das atividades com as pessoas que precisam exercer seus papéis para que tudo funcione conforme o projetado.
Para concluir, lembre-se que um planejamento só faz sentido se puder ser colocado em prática e para isso, sempre é necessária uma boa distribuição de tarefas, envolvendo várias pessoas e distribuindo atividades conforme as capacidades de cada um. Quanto mais pessoas envolvidas, maior a força da mobilização. Algumas coisas podem não ficar como você faria, mas os ganhos de motivação e satisfação por auxiliar na mobilização do esforço para ter um fim do ano melhor será maior.
Se planejando já é difícil, imaginem sem. Então mãos a obra, que o fim do ano vem aí e precisamos tirar o melhor de cada um de nós, para fazer deste o melhor fim do ano dentre os vários últimos!
Um abraço e até a próxima!

sábado, 13 de outubro de 2018

O que não precisamos


        
       A lista do que o Brasil precisa é tão extensa que talvez seja mais fácil definir o que não precisamos, que é mais divisão do que já temos. Jogar segmentos da população contra outros é nefasto, mas é fórmula clássica e descrita em livros conhecidos, como é velho o ditado “dividir para governar” e definitivamente, não é disso que precisamos!
Experimentamos a primeira eleição em nível estadual e federal com tempo mais curto de companhas e propaganda eleitoral bem mais restrita. Desde os primeiros movimentos da eleição para Presidente, também percebeu-se as diferentes articulações na tentativa de polarização entre duas forças. É uma estratégia tradicional e quase infalível, quando bem desenvolvida, e graças a ela, quem está no 2º turno chegou lá.
Várias surpresas importantes surgiram ao longo dos últimos 2 a 3 meses e esta eleição com ponto culminante no dia 7 de outubro quebrou paradigmas importantes. Há anos se falava na necessidade de renovação do poder legislativo, o que se esperava em 2014, mas só ocorreu agora, em 2018, tirando cargos eletivos de muitos nomes tradicionais, velhos caciques e clãs, alguns mais herdeiros dos poderes da família do que da população. Foi uma renovação parcial, é verdade, mas uma boa amostra de que parte da população não aceita mais ser representada por protagonistas de falcatruas diversas. Creio que a concretização nas urnas, da esperança de renovação e da decisão de retirar os cargos eletivos de quem faz uso indevido é o ponto mais positivo deste primeiro turno da eleição.
O ponto negativo desta eleição ao meu ver, é a continuidade e o acirramento do discurso de divisão do país. Ao apresentar documentos, fotos, filmes, depoimentos, gravações telefônicas a justiça e a imprensa escancarou a crise moral existente no meio partidário, o que levou a crise política, que por sua vez levou a todo o país para a crise econômica. As reformas, a reconstrução do país, as ações para o desenvolvimento econômico e social, o conjunto que pode recuperar empregos, aumentar a geração de renda e consequentemente tributos e assim oferecer melhores condições a população, só pode ser alcançado com mobilização. Dias atrás respondi a uma daquelas enquetes “o que eu faria pelo país se fosse Presidente” que articularia um mutirão, distribuindo para as mais diversas lideranças políticas, sindicais, associativas, empresariais responsabilidades e tarefas de acordo com suas principais habilidades e competências para juntos e finalmente organizarmos e aproveitarmos as melhores potencialidades para desenvolver o Brasil e proporcionar uma vida melhor para nossa gente. É uma utopia, claro, mas que tenho certeza, a maioria dos leitores se identifica. Imagino que mesmo de formas diferentes, quem racionaliza pensando no bem do país também desejaria.
Por que não surge alguém, um grupo, com capacidade de gerar uma mobilização nacional, construir mutirões de trabalho em busca do desenvolvimento? No meu ponto de vista estamos longe disso ocorrer, porque para alcançar o poder é mais fácil dividir, aliado ao fato de que a maior parte da população e seus representantes partidários ainda mantem o modelo mental em que é preciso “matar” o outro, quem se posiciona diferente, ao invés de discutir, argumentar, ajustar e buscar com agilidade o melhor entendimento e as melhores soluções.
        Divisão do país é tudo o que não precisamos, mas infelizmente, seguimos vendo nos diversos meios e com mais veemência e acirramento “nós contra eles”, “eles contra nós”, “contra as reformas”,  “a favor das reformas”; “anti” estes ou “anti” aqueles, além das discussões sobre religiões e credos, gênero, ideologia, o que é ou não delinquência, dentre outros. Todavia, o país com problemas muitíssimo complexos e seu povo esperançoso de ações efetivas é relegado a condição de torcidas adversárias. A quem interessa tanta divisão? A quem interessa vizinhos, amigos, colegas, divididos brigando pelas opiniões, ao invés de discutindo e comprometendo-se com propostas e soluções?
    Respeito é o que precisamos antes de tudo! Se união, mobilização, racionalidade está difícil neste momento, vamos iniciar pelo Respeito!
 Um abraço e até a próxima!

sexta-feira, 5 de outubro de 2018

A que ponto chegamos!


   
       O popular “me caiu os butiás do bolso” está com os dias contados! Dificilmente alguém ainda terá “butiás nos bolsos” depois do inimaginável protagonismo da insensatez que tomou conta de nosso país, nestas eleições.
    Depois dos desgovernos que nos levaram a pior crise econômica da história do País, em plena apuração do maior caso de corrupção do planeta, com mais de 6 anos em crise política, o foco das campanhas eleitorais insiste em se mantém alheio a tudo isso! A maioria das lideranças partidárias parece ter perdido completamente a vergonha, se é que já tiveram! Com alguma sensatez, alguns grupos ficariam de fora da disputa, e fico realmente impressionado como determinadas figuras conseguem enfrentar o público fazendo de conta que os outros é que são os culpados, ou pior ainda, de que não sabem e ignoram o que eles próprios ou quem defendem, fizeram.
     No momento em que o país mais precisa de propostas viáveis, de soluções efetivas, vemos estarrecidos candidatos se manifestando com veemência um contra o outro. E assim, ao invés de envolver a população numa mobilização pela recuperação das estruturas sociais e das bases econômicas, constroem um cenário que mais parece um clássico de futebol, com duas torcidas adversárias, que não importa o contexto, são por natureza, uma contra a outra. Quando parece que já se viu de tudo o que há de pior, agora vemos as chamadas “lideranças” absurda e irresponsavelmente manipular a população para agir como torcidas organizadas que brigam uma contra a outra, ao invés de focarem em propostas para mudar o país de uma vez por todas. Creio que chegamos no que há de pior numa eleição, agravado pelo fato de que esta é que poderia para trazer esperança, se transformou no alçapão do fundo do poço.
       A tese do voto útil contra este ou contra aquele, faz parte da manipulação dos grupos que só querem o poder para seus próprios interesses e tentando esconder que na verdade não têm propostas para o Brasil. Este voto é útil para quem? É baseado nas pesquisas, certo? Resultados de pesquisas repetidos nos diversos meios de comunicação quase todos os dias e assinados por institutos de cujos proprietários estão citados em várias delações por terem recebido grande parte do que foi arrecadado com propina nas últimas 4 a 5 eleições! Lamentavelmente, os 2 lados que supostamente lideram as intenções de voto conclamam o voto útil tratando-nos como 2 torcidas inflamadas pelo resultado do jogo, fazendo a massa ignorar o “campeonato”. Com isso, boa parte esquece que este “campeonato” que tentam antecipar a final, trata da vida de cada um de nós e de nossos filhos.
      A iniciativa privada com empresas, cooperativas e instituições comunitárias gera tributos que sustentam os governos e gera empregos que proporcionam dignidade, segurança e sustentam a população. O país precisa arrecadar mais para pagar as dívidas, investir em infraestrutura e realizar o desenvolvimento social. É preciso gerar estabilidade econômica, política e principalmente jurídica para destravar a economia e superar as taxas de desemprego que atingiram o pico em 2016/17, com 14 milhões de desempregados, mas que ainda está em patamares inaceitáveis. É com a economia em movimento, que vamos ter recursos para tirar de verdade, não pela propaganda, 52 milhões de brasileiros da miséria, que há décadas agonizam por ações efetivas, não de discurso vazio que não mata a fome, nem proporciona vida digna.
Os grupos que viram oportunidade em polarizar a eleição não apresentam propostas efetivas para o Brasil e os brasileiros se desenvolverem. Quais são as propostas que você lembra neste sentido? Lembra de algumas, mas feitas pelos candidatos que não tem chance, certo? É preciso lembrar também que foram os institutos de pesquisas, aqueles dos donos denunciados na Lava Jato, que disseram quem tem e quem não tem chance nesta eleição. Aliás, a Justiça estima em R$ 8 trilhões o total embolsado por políticos e partidos, mas até o momento foram firmados acordos de devolução de “apenas” R$ 13,4 bilhões. Ou seja, 7,986 trilhões ainda estão de posse dos envolvidos, presos ou não, disputando a eleição da semana que vem. Ao acompanhar o desenrolar desta campanha rápida, não parece haver dúvidas de que os recursos estão sendo muito úteis para alguns.
Desejo os melhores votos de cada um dos leitores no próximo domingo!

sexta-feira, 28 de setembro de 2018

Como será o presente de Natal dos Colaboradores


        O ano está passando rápido e sendo muito desafiador. Alguns indicadores econômicos são animadores e o movimento deste fim do ano promete ser o melhor dos últimos 4 anos, por outro lado, as estimativas das pesquisas causam apreensão para quem deseja ver o Brasil em melhores condições de desenvolvimento. Como sua empresa está se organizando para isso?
Com planejamento a vida já não é muito fácil, sem planejar então... é bem complicado. É preciso um bom plano para tirar deste fim do ano o melhor que pudermos. Um ponto importante para se planejar neste período é como premiar/presentear os empregados, os sócios e demais colaboradores. Além de ser uma tradição esperada em muitas organizações, a gratificação de fim de ano pode auxiliar na manutenção do relacionamento da organização com a equipe, além ser uma forma importante para estimular o pessoal a aumentar o desempenho e obter resultados melhores neste período.
A gratificação de fim de ano é um benefício facultativo, claro, mas serve para comunicar de forma tangível, que na sua organização as pessoas são prioridade e que o trabalho delas fez a diferença buscando envolver o cliente e ajudando a desenvolver o negócio. Antecipar os planos quanto a gratificação de fim de ano é a indicação de hoje, porque quando começam a aquecer as encomendas, organização, estoques, vendas, fica mais difícil pensar e planejar situações que não são do dia a dia podem acabar por ser esquecidas. Ao deixar para a “última hora” perde-se a oportunidade de utilizar esta gratificação para estimular o pessoal, criar expectativas e gerar motivação de forma antecipada. Além disso, pode-se evitar problemas logísticos como preparação e entrega, por exemplo.
Elaborar um perfil daqueles colaboradores que devem ser estimulados, gratificados, premiados, também é uma dica importante. Com uma ideia mais clara deste perfil fica mais fácil planejar a gratificação. Cada empresa é um conjunto único de pessoas diferentes, com crenças, idades, etnias e grupos sociais distintos e no caso das cestas, é preciso lembrar ainda que alguns podem ter restrições alimentares como açúcar, lactose, glúten, álcool, dentre outros. Este também é um dos motivos para não deixar para a última hora. Com estas informações já é possível fazer orçamentos e verificar o que a empresa está disposta a investir e o que cabe no orçamento projetado, na motivação, no aumento das vendas.
O benefício pode ser em forma de uma cesta, ou de um presente pessoal, ou para o lar, mas também pode ser um bônus com um montante para ser utilizado em compras de produtos da própria empresa ou ainda, de um grupo de empresas como por exemplo da associação comercial e industrial. Com um grupo de várias empresas presenteando seus colaboradores com um bônus que pode ser utilizado em compras nas empresas associadas e/ou do município, incrementa-se o desenvolvimento do comércio local, aumentando o poder de consumo e proporcionando crescimento mútuo.
Sendo facultativo para a organização, há executivos que decidem economizar e evitar este custo. Todavia, é preciso lembrar que normalmente é um reforço no conjunto que busca aumentar a produtividade, baixar o turnover e a insatisfação.
Que tal presentear os colaboradores, gerar uma motivação maior para as vendas de fim de ano e ainda contribuir com o desenvolvimento do comércio local? Tudo isso pode ser gerado transformando uma parte dos resultados da empresa em bônus para os colaboradores utilizar em compras no comércio de bens e serviços da sua cidade.
Pense nisso!
         Um abraço e até a próxima!

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Por mais resiliência


Resiliência é a capacidade de “voltar ao estado normal” e neste contexto significa a condição de lidar com os problemas, adaptar-se as mudanças, superar obstáculos e resistir a pressão em situações adversas, sem abalos emocionais, sem traumas, sem revanchismos, sem guardar rancores ou buscar alguma espécie de vingança. A forma como as pessoas tem se manifestado em reuniões públicas, redes sociais, no trabalho ou nas famílias, me faz pensar que precisamos de um entendimento melhor sobre a importância de desenvolver a resiliência.
Em tempos de crise política e econômica como as atuais, a pressão aumenta significativamente. Por este motivo, quanto mais resiliente for o profissional, maior será sua vantagem competitiva e maior será sua capacidade de lidar com essas adversidades. A resiliência é uma competência cada vez mais valorizada no mercado de trabalho e por isso, geralmente avaliada nos processos seletivos. No meio profissional é fundamental para a tomada de decisões, relações com os colegas, contribuição para inovação e atuação com tranquilidade e excelência, mesmo sob pressão, respondendo rapidamente às crises, demonstrando criatividade, encontrando soluções mesmo com poucos recursos, além de manter a integridade e a alta performance em situações difíceis. Sabe-se que as pessoas têm graus diferentes de capacidade de resiliência, mas todos podem aprender a elevar este grau a um nível adequado ao meio em que deseja viver melhor.
Esta capacidade também pode e deve ser desenvolvida nas organizações, não somente nas pessoas. As organizações resilientes desenvolvem firmeza de propósito, com atitudes do conjunto de colaboradores, no médio e longo prazo, mantendo-se firmes na missão, visão e valores sólidos, compartilhados por todos os colaboradores e revisados frequentemente para manter atualizados e presentes. Estas organizações se mostram mais capazes de seguir adiante mesmo em momentos difíceis, avaliando riscos e oportunidades de modo ético e realista, respondendo de modo rápido e eficaz a imprevistos, crises e fatalidades. Organizações resilientes qualificam seu pessoal para que se tornem mais resilientes, visto que esta capacidade envolve mudança de mentalidade, comportamento e ações que podem ser aprendidas e desenvolvidas. A chave é fazer com que todos percebam que embora determinadas emoções são ativadas por fatores externos, o modo de lidar e expressar as emoções, é responsabilidade de cada um.
A forma como cada um lida com a responsabilidade sobre suas emoções pode contribuir para aumentar ou para diminuir seu nível de resiliência. Feedbacks bem aplicados podem gerar ótimos resultados. A mentalidade dos líderes e dos liderados é muito importante para isso, pois o foco deve ser no encorajamento, no aprendizado, na criação de maior confiança e na cooperação, visando a solução dos problemas e o aprimoramento de habilidades de sua equipe.
Os estudiosos da área afirmam que pessoas resilientes apresentam basicamente três pontos fundamentais: aceitam a realidade com otimismo e “pés no chão”; vivem em consonância com os valores e propósitos que estabeleceram para a sua vida; e possuem uma grande capacidade de improvisar. Bibianna Teodori em seus dois livros destaca algumas dicas para ser mais resiliente: “Foque no futuro; Olhe para frente e não se prenda ao passado; Mantenha-se motivado. É importante lutar por seus sonhos e objetivos; Invista em relacionamentos, eles são uma grande fonte de apoio e de encorajamento; Fique atento as suas necessidades, cuide da mente, do corpo e da sua saúde; Não permita que emoções negativas o controlem; Evite colocar defeito nas coisas.”
Por mais resiliência nas relações pessoais e profissionais!
         Um abraço e até a próxima!

sábado, 15 de setembro de 2018

A eleição mais importante


Estamos a cerca de 3 semanas de uma das eleições mais importantes do País. Infelizmente está sendo comum ver e ouvir amigos brigando para ver quem tem razão na opção do candidato a Presidente que defendem e esquecendo o restante da eleição. Tem antropólogo que entende ser uma característica dos latinos a esperança de um salvador e seria este o motivo de se ver semideuses entre candidatos ao executivo, negligenciando a formação do legislativo.
Neste pleito de 2018, a eleição mais importante possivelmente não é para os cargos de Presidente e Governador, mas para o Senado, Câmara Federal e Assembleias Legislativas. A constituição em vigor foi escrita para funcionar no sistema parlamentarista, o que proporcionou grande poder ao congresso e, por conseguinte, para as assembleias legislativas. O presidencialismo venceu o plebiscito, mas a constituição já estava escrita. O que temos visto são poucas mudanças sendo propostas, levando tantos anos para serem apreciadas, que quando aprovadas, em boa parte já não tem mais sentido.
Independente do que está prometendo o seu candidato a Presidente ou Governador, o País e os Estados precisam de reformas urgentes nas áreas fiscal, tributária, previdenciária e política. O congresso e as Assembleias Legislativas parecem ter aprendido que ao dificultar, polemizando, alegando impopularidade das medidas, pode barganhar concessões, tanto legais como emendas parlamentares, cargos para simpatizantes, quanto ilegais como os mensalões e outros. Os parlamentares que votam pelos interesses do futuro do País e do Estado, fieis ao segmento que representam, parecem ser poucos e insuficientes diante dos desvios de interesses. No último pleito, em 2014, mais de 70% dos parlamentares foram reeleitos, mesmo com o conjunto de denúncias, prisões, flagrantes que já se amontoavam na época. Quem os reelegeu?
Neste contexto a eleição que provavelmente é a mais importante é para Senador, Deputado Federal e Deputado Estadual. Este é o grupo que vai votar as medidas propostas pelo Presidente e Governadores e pode propor projetos que transformem o futuro dos nossos Estados e País. Votar em parlamentares comprometidos com as reformas necessárias, que tem menos chance usar o seu voto por barganhas e interesses alheios a reconstrução necessária ao País, é umas das atitudes mais importantes para quem deseja ter um futuro digno.
Estão muito equivocados aqueles que entendem que uma autocracia, ou seja, um governo sem Congresso, totalmente nas mãos de um pequeno grupo pode ser a solução. Aqueles que pensam que a taxa de banditismo no Congresso não é menor que a de um presídio esquecem que a culpa por formar um Congresso sem credibilidade é de quem vota. Parece ironia, mas esta é uma atitude de quem parece fugir orgulhosamente responsabilidade de formar um congresso decente. A dicotomia de que nós, o povo, somos bons e eles, os políticos, são os maus, é ridícula, simplesmente por que é preciso muita gente votando para que um Deputado seja eleito.
Estamos nesta situação lamentável devido aos anos de crise política, em parte porque exauriram-se as fontes de recursos para sustentar o volume crescente de barganhas exigidas para propor e votar as medidas necessárias ao país. Tiveram oportunidade, ganharam muito dinheiro das formas mais diversas possíveis e mesmo assim não propuseram, nem votaram as reformas para desenvolver o país. De outra parte a incoerência de um povo que diz que quer mudanças, mas que faz greve contra as mudanças que surgem. A estrutura de governança da nação está definida para que cada segmento tenha o seu Deputado, para que no conjunto defendam os interesses do Estado e da Nação. Votos com mais critério poderiam solucionar a maior parte do problema.
Podemos auxiliar o País e o Estado neste momento convencendo quem está “de boa” esperando que um paizão, ou mãezona na Presidência proporcione tudo o que precisa, a ser mais criterioso no voto para Deputados e Senadores, do que para Presidente e Governador. O centro da crise política que gerou a crise econômica do país não é a política, mas a forma como uma boa parte do eleitor se comporta.
        Um abraço e até a próxima!

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