sexta-feira, 30 de novembro de 2018

Metas para 2019


A ideia de que novembro é o mês de fazer cálculos para ver se alcançamos as metas é hábito que vem desde a escola, antes do período das provas finais, fazendo as contas de quanto está faltando para os resultados finais desejados. No meio empresarial, novembro é um dos meses mais concorridos do ano, especialmente na prestação de serviços e na indústria. Profissionais de vendas e empresas aceleram para aproveitar o movimento do fim do ano, reformas, eventos e as encomendas do comércio para dezembro. O comércio por sua vez, se organiza para aproveitar ao máximo o aumento do poder de compra dos consumidores a partir da injeção de recursos do 13º salário tanto de aposentados e pensionistas, quanto dos trabalhadores ativos. As oportunidades do ano para alcançar e superar as metas chegaram!
Aqueles que têm o hábito de só rever as metas no final do período podem ter algumas surpresas e descobrir que será impossível chegar ao resultado esperado. Muitas empresas tem a cultura de só revisar as metas na terceira dezena do mês, ou no último trimestre do ano, quando muitas vezes é mais difícil realizar uma reavaliação, ou ação corretiva. O bom é ter metas semanais, o que permite correções ao longo do mês e consequentemente, chegar ao fim do ano mais próximo do resultado esperado.
Metas são resultados que a organização precisa alcançar em determinado prazo para concretizar sua visão, sendo competitiva no ambiente atual e no futuro. Atingir uma meta é acertar um alvo. Enfrentar o desconhecido, as novidades, as mudanças que vem para o próximo ano, é sempre um desafio mental, antes de tudo. Avaliar as competências da equipe, a participação, a individualidade dos integrantes, a capacidade de cooperação e de competição é muito importante para levar em conta ao definir as metas. As ferramentas existentes e a velocidade necessária também precisam ser consideradas nesta hora.
O melhor é estabelecer metas com a participação dos responsáveis por cumpri-las, visando um maior comprometimento. Em primeiro lugar é preciso ter convicção do alvo a ser atingido em grupo. As metas precisam ser quantificadas, ter responsáveis e ter cronograma bem claro. É muito importante que os objetivos estejam bem definidos e que sejam compartilhados com os envolvidos.
A estratégia é a arte de explorar condições favoráveis para alcançar objetivos específicos, segundo Michael Porter. Portanto meta deve ser entendida como um ou mais objetivos específicos a serem alcançados. É preciso começar planejando bem e as metas anuais, desdobradas em metas trimestrais, mensais, semanais, devem fazer parte das estratégias e do plano estratégico da organização. Um plano bem construído e detalhado só funciona com ação. Por este motivo e pelo comprometimento das pessoas, é preciso lembrar que não dá para fazer um plano sozinho. Além da ajuda de especialistas, é importante envolver a equipe e as lideranças no processo.
É preciso evitar o estabelecimento de muitas metas para as mesmas pessoas cumprirem. O que fará a diferença é a qualidade das metas e não a quantidade. Ao escolher quais metas ficam no plano, ter o foco bem definido e presente, é fundamental. A regra é não “atirar” para todos os lados. Ter muitas metas além de dissipar a energia e de gerar ansiedade, pode ter como efeito colateral, a perda do foco no objetivo principal. A organização pode ter um somatório grande de metas, desde que distribuídas em pequenos grupos, para diferentes setores e responsáveis, desde que estejam articuladas entre si.
O alcance de resultados, seja para cada profissional, ou para um grupo se considerar equipe, é muito importante ter bem claro onde se quer chegar. Ter uma visão bem definida e um conjunto de metas claras, quantificadas e com prazos estabelecidos são decisivos para o sucesso das equipes e das pessoas. 
Um abraço e até a próxima!

sábado, 24 de novembro de 2018

Força para mudar


Muita gente quer que o País mude, mas conforme já refletimos aqui, há mais gente querendo que os outros mudem, do que gente disposta a mudar o que está ao seu alcance. Com frequência vemos pessoas criticando os políticos nos escândalos que saem na imprensa, ao mesmo tempo que cometem ilicitudes, sonegam, desviam, metem, fraudam.
Para mudar o País precisamos de muito mais força e as eleições que acabaram ou qualquer uma das próximas, não serão suficientes para as mudanças necessárias, pois a maior força da mudança precisa vir das pessoas com disposição para abrir mão de vantagens indevidas e aumento do respeito ao que é de todos.
A força para mudar também precisa de ações mais positivas de todos em relação as suas próprias vidas, negócios e futuro. As ações nascem dos pensamentos e estes de como se vê o mundo ao redor. Com tanta gente pessimista em relação ao futuro, há pouca chance de avançar. Os governos conseguem fazer cada vez menos e por isso são as pessoas, eu, você e todos os que conhecemos que tem a força para mudar. Uma frase célebre atribuída a Albert Einstein é “Prefiro ser otimista, e errar, a ser pessimista, e acertar.”
O pensamento otimista é responsável por uma vida com mais qualidade e conquistas, já que os entraves do cotidiano serão analisados com uma perspectiva que valoriza o que pode dar certo, ao invés de focar nos problemas e no que pode dar errado. Ser otimista na forma de pensar e agir traz resultados mais expressivos e a gente não conhece muitos pessimistas bem sucedidos, não é mesmo? Agir focando nas soluções e não nos problemas, é o que diferencia um otimista de um pessimista. Esta atitude muda todo o foco, redirecionando as escolhas e abrindo a mente e o coração para as ricas possibilidades que a vida oferece. As vezes é preciso treinar novas formas de pensar e consequentemente de sentir, inovando na maneira de agir, fortalecendo a mentalidade vencedora, especialmente no dia a dia praticando e alimentando o otimismo com quem está ao redor.
Neste sentido destaco algumas reflexões do escritor Eduardo Shinyashiki:
- Comemorar os simples atos da vida, valorizando a simplicidade e as pequenas coisas que geram momentos de prazer podem animar bastante.
 - Seja você mesmo: não precisa ser igual aos outros para ser realmente feliz e satisfeito. É preciso ir ao encontro de nós mesmos, da nossa originalidade, autenticidade, beleza e força.
 - Cuide da sua atitude mental: foque seus pensamentos em direção ao positivo e nas soluções, não nas dificuldades e problemas.
 - Atenção com as palavras que você usa. É importante lembramos que é por meio das nossas expressões e intenções que manifestamos a nossa vontade. Frases como “não consigo”, “já tentei”, “não vai dar certo” e “a vida é difícil” não ajudam. O que falamos a nós mesmos e aos outros constrói a realidade, a maneira de ver o mundo e modelam atitudes e condicionam as decisões tomadas.
 - Lembre-se de que a importância do bom humor e dos sentimentos positivos está documentada cientificamente. Inclusive, rir mais e levar as coisas com leveza prolonga a vida.
 - Cuide de você e respeite suas necessidades: cultive os seus sonhos e os relacionamentos interpessoais verdadeiros e profundos. Cuide do corpo, da espiritualidade e da força interior. 
 - Tenha em mente o poder e a força de objetivos definidos e claros. Crie ações para realizar suas metas, organize recursos e tempo, pois a cada resultado alcançado, vive-se uma experiência de sucesso, consolidando, assim, a autoconfiança e o otimismo.
Finalizando, amigos, reforço o entendimento de que a força para mudar está em nós mesmos e para isso é preciso mais esperança, mais respeito, mais otimismo para evoluir e superar as dificuldades, com foco nas soluções e busca de oportunidades.
Um abraço e até a próxima!

sábado, 17 de novembro de 2018

Acabou


Olá Pessoal! Estou passando para pedir para os amigos leitores que auxiliem no “aviso” aos que não se deram conta que a campanha eleitoral 2018 foi concluída! Parece engraçado, mas é triste. Ouço e leio gente que votou em diferentes propostas que segue com posições e discursos inflamados como se a campanha eleitoral para executivos e legislativos federal e estadual ainda estivesse andando.
É fato que poucos conhecem os bastidores das campanhas e as estratégias de cada partido, coligação e candidato. Todavia, já vivemos o suficiente para saber que uma boa parte do que se levanta de temas, suspeitas, suposições, é criada a partir das estratégias dos partidos para atacar os adversários que apresentam alguma ameaça de vitória. Um dos muitos exemplos pode ser visto na campanha de Marina Silva, que há 4 anos estava em 3º lugar, próxima do 2º turno da corrida presidencial, quando os adversários começaram a levantar barbaridades sobre a sua vida. Neste ano, sem chances de vitória, nada foi apresentado em desabono da candidata. É uma prática nefasta, pois ao mobilizar sentimentos de aversão aos adversários nos mais engajados e mais sensíveis aos argumentos, forma-se uma massa que segue atacando segmentos, classes, grupos, atividades, mesmo depois que a campanha acabou, quando os políticos já costuram acordos incluindo aqueles que até a pouco eram adversários. é um efeito colateral que pouco contribui com a sociedade.
Tem muita gente que perdeu amigos, profissionais e empresários que perderam clientes, pessoas que perderam a isenção e a neutralidade de seus conselhos e afazeres por extrapolar alguns limites do bom senso e do respeito a diversidade de pensamento. A estes e antes que outros sigam o mesmo caminho é preciso lembrar que muito daquilo que vê-se e ouve-se foi criação de fatos, argumentos e situações para a campanha, de construção e de destruição de imagem dos candidatos dependendo do  adversário. Não é de bom senso que concluída a campanha, iniciada a nova temporada de negociações e acordos entre candidatos e partidos, quando já se vê antes ferrenhos adversários agora se aliando, que alguns membros da “torcida” sigam brigando com amigos, colegas, familiares e outros que não compartilharam a mesma intenção de voto.
Eu gostaria muito que a campanha eleitoral tivesse mais ética, que os políticos fossem mais honestos em suas propostas e falas, apresentando o que fariam caso fossem eleitos, ao invés de dedicarem-se tanto a destruição das imagens dos adversários e criação de cenários ilusórios. Mas enquanto isto não é possível, a população que com o seu trabalho árduo gera os impostos que bancam tantos privilégios, precisa entender que passada a campanha, devemos nos concentrar em desenvolver a vida e os negócios, pois ninguém fará por nós.
Precisamos reestruturar o País, os Estados, entidades públicas e privadas, nossas empresas, nossas vidas para uma nova realidade interna e também externa. É lamentável que ao invés de nos concentrarmos no que é preciso fazer, sigamos ouvindo e vendo pessoas até próximas, que se mantém acreditando, discursando e propagando informações, opiniões e notícias criadas somente para a campanha eleitoral. A campanha acabou, gente! Quem perdeu e segue perdendo tempo, energia, amigos, admiradores, são aqueles que propagam e aqueles que discutem crenças, dúvidas, sentimentos, ameaças, cenários criados somente para efeitos de campanha, de muito mau gosto e iniciativa.
Com a situação caótica da economia, das finanças públicas, as campanhas ao invés de focar nas oportunidades e propostas de melhorias, na ânsia de vencer, ignoraram os pontos positivos, destacaram os pontos negativos e criaram ameaças, gerando outro efeito colateral, que é a baixa estima com o lugar onde se vive e até mesmo a baixa estima por quem vive aqui. Não é assim que se salva um Estado ou País, pois esta será novamente uma tarefa deste povo trabalhador e persistente. Para auxiliar é preciso olhar para frente, entendo que a única fonte de recursos para solução dos problemas do país são os impostos gerados pelo trabalho de cada um de nós, que quando bem utilizados proporcionam mais saúde, educação, justiça e infraestrutura.      
Um abraço e até a próxima!

sábado, 10 de novembro de 2018

Em frente


Passada a Páscoa, veio a Copa e logo as eleições, seguidas de feriadões e já é fim do ano! Passou muito rápido! Como você se preparou para este fim do ano? E com este movimento todo, não dá para esquecer de planejar o ano que vem.
Com algumas situações mais claras em termos de tendências governamentais, indicadores econômicos se estabilizando em novos patamares, expectativas no ar, dá para rever o que foi planejado e encaminhar o fechamento dos planos para 2019/20. Para quem ainda está iniciando o planejamento algumas dicas, frutos de diferentes leituras, podem auxiliar.
É importante não confundir o novo com novidade. É preciso diferenciar o que é especulação e fruto de efeitos colaterais das campanhas eleitorais, do que vem para ficar por mais tempo, daquilo que vai passar logo. Investir tempo, energia e dinheiro no que não vai durar gera perdas e frustrações.
Lembre-se do velho ditado que “Nenhum incêndio começa grande”, então, as iniciativas, mesmo que pequenas, simples, podem guardar um excelente potencial. É preciso sempre avaliar bem, não perder o foco pelos muitos estímulos ao redor e seguir com comprometimento, determinação e fé.
Pense nas suas raízes, pois esta metáfora é para lembrar daquilo que sustenta e nutre de forma mais profunda e que dependendo da consistência garante resistência e resiliência diante das maiores ameaças que o ambiente ao redor pode oferecer.
Dizem que a sorte segue a coragem. Lendo histórias de gente admirável parece que esta máxima se confirma em cada uma. As situações a quem atribuímos sorte, estão acompanhadas de feitos corajosos de seus protagonistas, que são gente como a gente. Lembrando que coragem não é a ausência de medo, mas a capacidade de enfrentar os nossos medos, é fácil reconhecer sorte em nossos feitos corajosos.
De uma ou de outra forma, ter bens de consumo ou duráveis, móveis ou imóveis, assim como ter benefícios simples ou complexos, move as ações de todos, independente do seu modo de vida. Eu, você, aqueles que nos rodeiam passam a vida querendo ter, sejam tangíveis ou intangíveis estes desejos. Todavia, a felicidade parece estar em ter o que quer que seja, conhecimento, experiências, sensações, bens, riquezas tangíveis ou intangíveis sem que estes o tenham.
 É fundamental entender de uma vez por todas, que vivemos tempos líquidos, e assim, que não é porque fazemos algo por muito tempo, mesmo que muito bem, que o melhor a fazer é continuar a fazer o que estamos fazendo, do jeito que estamos fazendo. Mudar é mais seguro!
Felizmente estamos vivendo uma era que parece premiar mais a integridade. Senão com riqueza, mas com reconhecimento, notoriedade, admiração e respeito, que são valores em crescimento e com tendências de alta. Integridade vem com seriedade, muitas vezes abdicando do que poderia ser uma vantagem. Também é muito importante lembrar que este conjunto não é sinônimo de tristeza. A integridade, a seriedade, o respeito são muito mais valorizados, geram muito mais satisfação e envolvem mais gente quando são acompanhados de alegria.
Um abraço e até a próxima!

sábado, 3 de novembro de 2018

Expectativa e esperança


Passadas as eleições, a expectativa começa a tomar conta dos Estados e do País. As expectativas sempre trazem algumas doses de angústia. Vivendo vários anos de miséria econômica, sucessivas frustrações e tamanhos escândalos como na última década há tantas expectativas diferentes no ar, que algumas são quase antagônicas.
Num país em que tem tantas necessidades não atendidas, com tantas expectativas diferentes postas sobre os eleitos, me parece óbvio que por melhores que se conduzam, é certo que uma parte será frustrada. Por outro lado, a expectativa de mudanças significativas após o 1º turno, e após os primeiros dias do 2º turno, já proporcionou melhorias importantes em indicadores econômicos como câmbio, bolsa de valores, ações de empresas estatais e este movimento, mostra o poder da esperança, pois com um volume maior de pessoas encorajando-se a realizar investimentos, efetivar contratos, e outras atitudes positivas, os efeitos positivos vão se multiplicando, mesmo sem que os eleitos façam algo concreto.
A esperança é daqueles fatores que movem a vida. Esperança de dias melhores para si, para a família e para o lugar onde se vive proporciona sonhos, mexe no dia a dia, trabalho, vida pessoal, empreendimentos e no caso da política, desde a estruturação de partidos, candidaturas, propostas, campanhas e votos. O conjunto de expectativas contribui em muito para a esperança em dias melhores, que por sua vez provoca uma onda de atitudes melhores nas pessoas e estas em suas casas, seus negócios, suas comunidades. É uma evidência de que precisa ficar cada vez mais claro, para um número cada vez maior de pessoas que as mudanças necessárias ao nosso País, estados e os lugares onde vivemos, virão das atitudes de quem vive em cada lugar.
A campanha eleitoral que acabamos de viver foi mais turbulenta nas redes sociais e um pouco nas mídias tradicionais, pois nas ruas, nas universidades, empresas, instituições, teve-se uma campanha bastante tranquila, sem poluição visual (cartazes, placas, muros pintados), sem poluição sonora (carros e motos de som), sem campanha de boca de urna, menos episódios de violência se comparado com outros pleitos, menos carreatas, menos embates no dia a dia das pessoas.  A lei eleitoral auxiliou, mas a atitude de uma boa parte das pessoas também fez a diferença positivamente.
O país precisaria de um pleito muito mais qualificado, claro. Mas talvez é o máximo que foi possível para este momento. Infelizmente os estrategistas das campanhas deste pleito, inspirados em 2014 optaram por ainda mais ataques aos adversários ao invés de defenderem propostas para a solução dos muitos problemas vividos no Estado e País. Estas práticas determinam o comportamento do eleitorado mais atento as campanhas na mídia tradicional. A exploração de pontos fracos dos adversários, algumas vezes fatos, outras vezes, especulações, pode estar mais para incompetência dos estrategistas, que ao invés de valorizar suas propostas, procuram criar um monstro sobre o seu adversário, para que o seu candidato possa ser menos pior, o “anti” aquilo, e então, nos livrar do monstro. Este tipo de prática serve para esconder falta de propostas e pontos fracos reais, mas não auxilia o eleitor em suas decisões, nem o país a ter o melhor que poderia.
Passadas as eleições, nos cabe o respeito as autoridades eleitas e constituídas, mas especialmente a consciência de que são as atitudes de cada um que mudam o dia a dia e aumentam ou não a esperança em dias melhores. Pense na sua vida, na sua família, amigos, na sua comunidade, onde você trabalha e vive. Quem foi responsável pela maior parte do que está ao seu redor? Você e as pessoas que vivem ali, certo? São estes, que movidos pela esperança, precisam mudar de atitude.
Honestidade, respeito, coerência, integridade, gratidão, solidariedade começam comigo, contigo, nas nossas casas, nas nossas comunidades e de casa em cada, vão se espalhando até chegar nos poderes públicos. Eu espero menos da expectativa e mais da esperança e das atitudes que devem mover a todos em busca de dias melhores.
Um abraço e até a próxima!

sexta-feira, 26 de outubro de 2018

Desenvolvimento do setor industrial na região


Temos passado por muitos municípios da região falando sobre o desenvolvimento da economia local, o impacto de cada setor na agregação de valor, na renda e nos empregos. Nestes momentos sempre fica sempre muito evidente o quando a indústria contribui com os indicadores locais. A pergunta que surge seguidamente é como fazer o setor industrial se desenvolver mais. Este desafio não é somente dos municípios, ou da região, pois o Brasil como um todo tem um desenvolvimento médio com baixo profissionalismo, baixa competitividade, baixa produtividade e baixa agregação de valor, que no meu entendimento são consequências de baixos investimentos em inovação e qualificação profissional.
Algumas poucas empresas do setor industrial se dispõe a realizar investimentos adequados em pesquisa, desenvolvimento e qualificação de pessoal e nestas os resultados são muito distintos e visíveis. Boas parcerias entre as fábricas e as instituições de ensino técnico e superior fazem muita diferença. As políticas públicas adotadas na última década no âmbito federal incentivaram a formação privada em EaD, cuja grande maioria possui níveis de qualidade abaixo da crítica e a criação de instituições públicas federais que canabalizaram a iniciativa comunitária desestruturaram o que se construiu ao longo de muitos anos. Com a falta de recursos para dar conta dos elefantes brancos criados, lamentavelmente vê-se a deterioração de importantes patrimônios públicos, ou seja, desestruturaram parte da iniciativa comunitária existente e para piorar não foram capazes de gerar uma alternativa, deixando a sociedade pior assistida do que estava antes. A desmobilização do ensino profissionalizante de nível técnico no Brasil é um desastre a olhos vistos, gerando grandes perdas ao setor produtivo pela falta de mão de obra qualificada principalmente para as indústrias.
As pessoas que vivem nesta grande região são conhecidas por serem pessoas do bem, com valores pessoais importantes e cultura onde o trabalho e a vida íntegra está no centro da formação pessoal e profissional. As principais instituições formadoras ainda são as comunitárias, portanto comprometidas com capacidade de formação tecnológica de alta qualidade, aliada a formação humanística e cidadã. O que faz uma indústria aumentar o valor agregado é a tecnologia, o que só é possível com profissionais bem formados. Não se conhece nenhum país ou região do mundo que tenha se desenvolvido sem tecnologia e esta só é possível com investimento dos poderes públicos, das empresas e das próprias pessoas de cada local em formação de qualidade.
Não percebo ações efetivas dos poderes públicos para a criação, expansão ou atração de indústria e tampouco propostas dos candidatos que se apresentaram nestas eleições. Existem algumas poucas iniciativas isoladas de municípios, mas pelas suas condições e capacidades, em baixa escala. Estas poucas iniciativas em grande parte são focadas em infraestrutura como terrenos e eventualmente prédios, todavia, o que faz uma indústria, como qualquer outra empresa desenvolver-se é uma boa gestão e notadamente, faltam iniciativas para qualificar a gestão do setor industrial. Os governos que tiverem responsabilidade para desenvolver o setor industrial devem analisar melhor ações como no interior do Estado de São Paulo e principalmente em regiões fora do país, onde as políticas de incentivo a indústria estão ligadas a formação de profissionais e apoio tecnológico. Aos mais céticos recomendo comparar os indicadores de desenvolvimento econômico do Estado de São Paulo com os indicadores médios do Brasil nos últimos 15 anos. Quem quiser investir um pouco mais de tempo, sugiro analisar o desenvolvimento industrial do Estado de São Paulo comparado com o desenvolvimento industrial brasileiro no mesmo período e ainda, os incentivos às instituições formadoras, comunitárias, privadas e estaduais na criação e melhoria de cursos técnicos e superiores focados em tecnologia.
As comunidades locais e regionais devem encontrar formas cooperadas de desenvolver a infraestrutura regional, bem como o empreendedorismo entre os mais jovens e a inovação nas organizações de um modo geral, mas especialmente nas indústrias que tem maior potencial de agregação de valor adicionado gerando mais renda e qualidade de vida.
Um abraço e até a próxima!

sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Planejando o fim do ano


      Neste fim de semana prolongado lembrei que depois da Páscoa comentávamos que 2018 iria passar muito rápido, pois havia uma preparação para a Copa do Mundo de Futebol, e que após a final, já estaríamos em plena campanha eleitoral e ao concluir esta, já estaríamos próximos do Natal e fim do ano!
         A cultura nacional de envolver-se tanto com estes eventos tem impacto econômico bem importante e identificado pelos economistas que estudam o PIB, mostrando que é notório nos anos de Copa do Mundo e eleições o menor rendimento da produção do país. Considerando que a cada 2 anos temos eleições e que elas coincidem com a Copa do Mundo da FIFA ou com as Olimpíadas, a produtividade ao longo de uma década tem 5 quebras de ritmo. Além das atenções que ficam divididas há os que entendem que não dá para investir, inovar, sem saber os resultados das eleições.
        Já dizia Sêneca, que o vento nunca estará bom para quem não sabe para onde ir. Todavia, planejar é a ação mais importante a fazer, para aqueles que sabem onde querem chegar e tem objetivos claros. É justamente em função das eleições trazerem incertezas sobre o próximo período que precisamos planejar nossa vida e nossos negócios. O que você e sua equipe estão planejando para este fim de ano? E para o ano quem?
Sabe-se que por diversos motivos, o fim do ano representa um período de maior movimento na economia, especialmente no varejo de bens e serviços. Também é importante lembrar que a concorrência está mais acirrada, com muitos competidores precisando vender e movimentar seus negócios, além das vendas pela internet e ainda, da entrada dos novos competidores substitutos com novas formas mais rápidas, mais baratas e mais eficientes de fazer muitas atividades. Se você, sua equipe, sua empresa ainda não fez, ou não concluiu os planos para aproveitar melhor este fim de 2018, sugiro que comecem logo.
Como você vai preparar os pontos de vendas, os pontos de contato com o cliente... como está a identificação das proximidades da sede da empresa, a fachada, as vitrines, a limpeza, o jardim e a pintura do prédio? E o site, a fanpage, a lista de contatos? As imagens e os textos estão atualizados? Como será feita a orientação da equipe de vendas, de atendimento e do telefone sobre as novidades que estão sendo preparadas? As compras e as encomendas para deixar o estoque bem abastecido já foram realizadas, então é mais fácil planejar como fazer o melhor uso do que terá em estoque para conquistar o cliente e vencer a concorrência.
Planejar não é tudo, mas é essencial. No planejamento surgirão as ideias para inovar em diversos pontos e inovando é possível motivar tanto a equipe quanto os fornecedores que podem contribuir, quanto os clientes que são sempre sedentos por novidades. Colocar o plano no papel também auxilia na percepção dos detalhes que faltam e que podem ser aprimorados. Com o plano escrito e revisado fica mais fácil compartilhar o conjunto das atividades com as pessoas que precisam exercer seus papéis para que tudo funcione conforme o projetado.
Para concluir, lembre-se que um planejamento só faz sentido se puder ser colocado em prática e para isso, sempre é necessária uma boa distribuição de tarefas, envolvendo várias pessoas e distribuindo atividades conforme as capacidades de cada um. Quanto mais pessoas envolvidas, maior a força da mobilização. Algumas coisas podem não ficar como você faria, mas os ganhos de motivação e satisfação por auxiliar na mobilização do esforço para ter um fim do ano melhor será maior.
Se planejando já é difícil, imaginem sem. Então mãos a obra, que o fim do ano vem aí e precisamos tirar o melhor de cada um de nós, para fazer deste o melhor fim do ano dentre os vários últimos!
Um abraço e até a próxima!

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...