terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

O futuro do trabalho


O mundo do trabalho está mudando e não é novidade, nem nunca foi porque vem mudando ao longo dos séculos. A evolução da sociedade depende de mudanças econômicas e por consequência, do mundo do trabalho. O que precisamos entender melhor é como este mundo está mudando.
Muitas profissões que existiam há algumas décadas, deixaram de existir como ascensorista ou datilógrafo, outras reduziram muito como sapateiro, costureira e alfaiate, enquanto outras se reinventam e ressurgem como a barbearia, a cervejaria, mas surgem muitas outras que nem eram imaginadas até que surgissem os primeiros profissionais. Por exemplo, há poucos anos não se sabia o que é um webdesigner, gestor de mídias sociais, programador de robôs, desenvolvedor de aplicativos, blogueiro, youtuber, dentre muitos outras que vemos surgir.
Quanto aos vínculos, eu acredito num futuro breve com muito mais trabalho, mas não exatamente com muito emprego, ou seja, muito mais gente trabalhando de forma autônoma, de suas casas ou de espaços de co-working para várias empresas ou organizações.
A chamada 4ª revolução industrial está transformando o mundo do trabalho mais rapidamente fazendo surgir atividades novas a todo o momento. Poucas certezas absolutas podem ser apontadas, sendo que a primeira é que muita coisa vai continuar mudando rapidamente, e que o processo de aprendizagem das pessoas e das organizações deverá durar por toda a existência. Quanto melhor as pessoas e organizações compreenderem estes pontos, mais bem sucedidas serão.
A Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) tem uma projeção de que, até 2030, daqui a 11 anos, 65% os estudantes do ensino fundamental de hoje terão atividades profissionais que ainda não foram criadas. O Fórum Econômico Mundial, por exemplo, elaborou uma lista de dez aptidões que deverão ser mais valorizadas na próxima década: capacidade para solucionar problemas difíceis, criatividade, flexibilidade, gestão de pessoas, inteligência emocional, negociação, pensamento crítico, serviço comunitário, tomada de decisão com responsabilidade e trabalho em grupo. Já o McKinsey Global Institute emitiu um relatório dizendo que o grande desafio, é a transição de trabalho numa escala mais significativa, de hoje até 2030, do que a mudança da era agrícola para a era industrial.
Robôs, algoritmos e inteligência artificial aplicadas aos mais diferentes negócios estão aumentando a produtividade e melhorando vidas, trabalho, serviços, produtos. Vivemos a maior transformação do mundo do trabalho já ocorrida na história, segundo estes estudos. As economias emergentes como o Brasil irão demandar mais estudo, criatividade, sociabilidade e mais conhecimento. A demanda por inovação e dinamismo econômico será cada vez maior. Os estudos sobre o futuro do trabalho destacam funções como prestadores de serviços diversos em saúde, engenheiros, cientistas, educadores, profissionais criativos (arte e entretenimento), entre outros.
Que o futuro é desafiador, não há dúvidas. O mundo do trabalho demandará cada vez mais  conhecimento, e a boa notícia é de que nunca tivemos tanto acesso a informação, estudos e a diferentes formas de conhecimento. A virada na carreira passa longe de lamentar pelas mudanças do mundo do trabalho, sendo preciso aprender sempre, usar a tecnologia a favor, e todas as inovações criadas nestes últimos anos. Ao invés de reclamar das novas ondas, é preciso lembrar que muitas ondas já passaram e quem melhor surfa nelas, melhor constrói o seu futuro e o sucesso pessoal e profissional desejado.
Um abraço e até a próxima!

sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

Fuja do convencional


Estamos numa fase de muitas oportunidades e creio esta é quase uma unanimidade entre os pensadores de economia, gestão e negócios. Percebem-se oportunidades em quase todos os setores, mas especialmente para aqueles que estão mais propensos a fugir do convencional, buscar outras formas e caminhos diferentes.
Existem empresas que inauguram novas formas de se relacionar com os clientes e aplicam este tipo de postura em toda a cultura corporativa. Elas são diferenciadas, pois, além do produto que oferecem, agregam ideias e práticas inovadoras que fogem do senso comum e estimulam uma nova modalidade de comportamento empresarial.
Há tempos já se observa em várias empresas esta atitude diferente enraizada nas próprias instalações de seus escritórios, com espaços para relaxamento, leituras, café, lanche, descanso e descontração. Não somente no exterior, mas no Brasil e na nossa região encontramos, embora ainda poucas diante do todo, várias empresas estão inovando as formas de se relacionar com seus empregados e seus clientes. Fez história no Brasil e no mundo o empresário Ricardo Sembler, na época dirigindo a Semco S/A, que dentre outras muitas iniciativas, criou um comitê de inovação onde uma ideia só seria aprovada se alguém dissesse “Você está louco!”. Empresas e executivos que pensam diferente, que buscam estar “fora do quadrado”, fugindo do tradicional correm o risco de ser ridicularizados, de fracassar, de perder dinheiro e credibilidade, mas por outro lado, podem alavancar suas vidas e negócios para sempre, aproveitando melhor que os outros as oportunidades que aparecem.
Como você pode criar “ideias malucas” dentro da sua organização e desenvolver algumas delas para diferenciar o seu negócio? Propostas bem sucedidas que o mundo todo admira e prestigia hoje, há bem pouco tempo atrás foram vistas como loucura de alguém ou de um grupo. É preciso ousadia para fazer um caminho diferente.
Nesta época de profundas mudanças econômicas e sociais, incentivar a criatividade e a inovação em todos os setores se torna cada vez mais fundamental. Esteja antenado: você já sabe que o melhor investimento que se pode fazer é em aprendizado. Não pare de estudar. Novos aprendizados dão insights e informações para ideias novas e pertinentes. Tenha alguns ídolos, pessoas a quem admirar, mas fuja do óbvio. Faça uma lista de pessoas e empresas cuja história te deixam admirado e procure conhece-los mais profundamente. Com as redes sociais e a internet, a vida de quase todo mundo está mais ou menos exposta na rede.
Sonhe com os pés no chão. Como você se vê daqui a um ano? Como você se vê daqui a cinco anos? E daqui a 10? Se faça essas perguntas e imagine qual será a sua situação no futuro após implementar suas novas ideias. Sabe aquela brincadeira do Facebook com fotos de 2009 e 2019? Imagine outra, onde compara a sua vida de 2019 com a de 2024 e 2029.
Estude profundamente os atuais e futuros concorrentes comprando os produtos e serviços deles e estudando o que eles têm de diferenças e semelhanças. Verifique como é o atendimento, a assistência e o pós-venda. Se você se sentiu satisfeito comece a pensar em formas de fazer ainda melhor. Se ficou insatisfeito, fique alerta! É possível que outros possíveis concorrentes já perceberam isso e já estejam se organizando para fazer melhor do que as empresas em atuação.
Fuja do óbvio. Sabe aquele conhecido que montou aquele negócio que está fazendo o maior sucesso e todo mundo está copiando? É uma febre e deve ser um ótimo negócio, certo? Errado! Se todo mundo está fazendo, significa que em breve o mercado terá mais oferta do que demanda. A consequência será a queda nos preços e a falência de alguns dos que só entraram na onda. Fuja do óbvio. Ideias óbvias são fáceis e, por isso, muitos podem copiar. Por isso, tente encontrar uma solução que o mercado ainda não tem. Isso te ajudará no lançamento de novos produtos, ou de uma nova empresa e deixará mais difícil a entrada de novos competidores no mercado.
Um abraço e até a próxima!

sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

Repaginar o varejo


O varejo vem passando por tantas mudanças que é possível recomendar a quem ainda não mudou muito, uma revisão completa dos conceitos, práticas, estruturas e atitudes. Neste ramo, é facilmente perceptível a decadência daqueles que não se dispõe a mudar.
Lojas físicas, isoladas, ou em Centros Comerciais estão fechando suas portas, independente do tempo de existência ou da sua tradição, simplesmente porque não se dispuseram a acompanhar ou a entender o momento do consumidor. Algumas das características mais marcantes desta situação podem ser percebidas por:
- Crescimento constante e exponencial do comércio eletrônico;
- Redução drástica das margens de rentabilidade para fazer frente ao acirramento da concorrência;
- Alta taxa de endividamento de várias redes de varejo global;
- Novos comportamentos dos consumidores, especialmente das gerações mais jovens;
- Aumento do número de pontos de venda com oferta acima da evolução de demanda.
É certo que o varejo físico continua e continuará se expandindo e evoluindo, pois as mudanças deixarão mais fortes aqueles que souberem superar as dificuldades, inovar e se diferenciarem. Alguns vão ficar pelo caminho, mas serão os que optarem por não evoluir com o setor.
Uma das características mais marcantes que veremos crescer a partir de agora é a redução do número de lojas somente físicas e somente on line, pois as que mais crescem no momento são aquelas que têm estes dois e até mais canais funcionando junto e ao mesmo tempo, aproveitando melhor as vantagens competitivas de cada modelo.
Temas como cuidados com a saúde, envolvendo bem estar físico, mental e espiritual, mesclando medicina, tecnologia, ciência, espiritualidade, alimentação natural, orgânicos, onde a saudabilidade vem antes do preço, sabor, cor, e outras logicas de consumo estão adentrando cada vez mais nos mais variados ramos do varejo. Nesta linha, recomenda-se que a empresa tenha uma causa bem definida, conhecida e relevante para seu público desejado. Outra característica marcante nesta revolução do varejo é a estética, pela qual boa parte das áreas do comércio deve passar para manterem-se vivas. A tendência minimalista das exposições internas e externas, expositores, pontos quentes, vitrines e fachadas já causa uma boa diferença para as empresas que a adotam. Simplicidade com muito bom gosto, objetividade com foco no interesse do cliente desejado, são as tendências de sucesso no momento.
Verificam-se muitas lojas tradicionais enfrentando seus períodos mais difíceis, situadas próximas de outras que surgem vigorosas. Um fator que contribui é o comportamento e busca daquilo que é diferente, em alguns casos exótico e simbólico, mas também daquilo que é natural e gera novas e mais experiências que está presente nas tendências do varejo. É a chance das empresas nascentes, das novas marcas se expandirem para o Brasil, das marcas brasileiras consolidadas avançarem para o exterior.
O varejo ainda vai seguir mudando e o caminho é a diferenciação da oferta, diferenciação de marca, causas relevantes e experiências marcantes para os seus públicos. Quem ainda não começou a sua revolução no varejo, agora é a hora.
Negócios melhores para 2019 é o que desejo a todos os leitores!
Um abraço e até a próxima!

sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

Dicas para inovar em 2019


No início do ano parece que quase todo mundo quer fazer coisas novas no ano que está por vir. Depois é que vai dando um relaxamento e muitos desejos não viram metas, nem planos e também não se concretizam. Que tal aproveitar a entusiasmo do início do ano e iniciar um processo de inovação? Segue aqui algumas dicas inspiradas nos textos de Carmine Gallo, colunista da Business Week.
Lembre de alguém que você conhece que seguiu uma paixão e estude essa pessoa. Ela produziu ideias criativas e únicas? Parece ter mais energia entusiasmo e empolgação do que outras pessoas? Fale muito com ela. Você pode ter alguns insights sobre os métodos, o modo de encarar os desafios, como foi a transição entre trabalhar em algo em que não se engajava, para fazer algo que gosta.
Você tem interesses fora do que faz para viver? Em caso afirmativo, investigue-os! Você pode ficar surpreso sobre como pode transformar essas paixões em sucesso financeiro. Faça o que gosta. Se ainda não encontrou, continue procurando. Não se acomode. Tente algo novo este ano. Faça um curso, leia um livro ou vá a uma conferência que pode não ter nada a ver com o seu trabalho.
Se você for um empregado que se sente preso a um emprego que não gosta, tome providências hoje, mesmo pequenas, para encontrar uma empresa ou um cargo mais compatível com suas habilidades e sua verdadeira vocação. Você nunca se sentirá suficientemente inspirado para criar inovações estimulantes se não gostar da sua função.
Se você comanda uma equipe de pessoas em uma grande empresa, desenvolva empreendedores internos, ofereça a elas tempo, recursos e incentivos para seguir suas paixões e desenvolver novas ideias, e sobretudo, a confiança de assumir riscos. Nunca subestime o poder da visão audaciosa, específica, concisa e consistente que todos os membros da sua equipe conseguem incorporar. Se ainda não há uma visão assim, 2019 é o momento para ter.
Você conhece alguém que motivou outras pessoas comunicando uma grande visão para sua empresa ou iniciativa? Preste atenção na forma como essas pessoas incorporam a visão nas suas conversas. É a visão influenciando a cultura e esta, as ações das pessoas.
“Não faça planos modestos. Eles não têm magia para provocar entusiasmo.” É uma frase de Daniel Hudson Burnham, arquiteto, norte-americano. Permita-se sonhar grande e crie uma visão para sua marca que o inspire a levantar todas as manhãs. Desenvolva um propósito nobre que dê sentido à sua vida e a probabilidade é que também inspirará sua equipe.
Teste sua visão, torne-a ousada, específica, concisa e constante. Certifique-se de que sua visão se ajusta facilmente em um post de twitter com no máximo 140 caracteres. Imagine-se já tendo realizado sua visão, independentemente de quão longe isso está no futuro. A paixão é o combustível que lhe fornece energia para alcançar seus sonhos, mas a visão fornece o roteiro.
Utilize analogias e metáforas para pensar sobre um problema. Ao encontrar similaridades entre duas coisas que não são parecidas, seu cérebro realiza conexões novas e às vezes, profundas. Deixe sua zona de conforto de vez em quando, pois isso é básico para o processo criativo florescer. Não viva com medo do novo e abrace a mudança. Abrace a diversidade de opinião e experiência. Lembre-se da frase Albert Einstein “A imaginação é mais importante do que o conhecimento”.
Dedique 15 minutos por dia formulando perguntas que desafiam o status quo. Em vez de perguntar “como?” utilize perguntas que começam com “porquê?” e “e se...?”. Busque novas experiências. Os pesquisadores dizem que em quanto mais lugares diferentes uma pessoa viveu, mais esta pessoa tende a aproveitar essa experiência para criar ideias, processos ou métodos inovadores.
Finalizando, em 2019, permita um bom espaço para experiências, inovações, mudanças em seu planejamento, começando logo, para aproveitar o entusiasmo deste momento.
Ainda está valendo o desejo de um Feliz e Próspero 2019 a todos!

terça-feira, 8 de janeiro de 2019

Começou


Um novo ciclo renovando as esperanças, cheio de expectativas e trazendo um novo conjunto de desafios começou! O tempo de agir para fazer valer aqueles votos de felicidades, prosperidade, sucesso, alegrias, já começou!
Claro que ainda há os que pensam que no Brasil tudo começa depois do Carnaval, mas se isso já foi verdade, faz tempo que não é mais. Tem os que estão descansando para começar o ano com energias renovadas, chegou o tempo de faturar mais para aqueles cujo negócio é mais focado no verão, há os que estão aproveitando este tempo para buscar uma qualificação em novas competências, tem também os que estão planejando o próximo ano e outros que já estão executando o plano traçado, e ainda há os que esperam para ver o que vai acontecer. Em qual destes grupos você se encontra?
Independente do grupo em que cada um está neste momento, é certo que todos já temos várias lições aprendidas e que ainda há muito a aprender. Também é certo, de que o início de um novo ciclo sempre traz esperanças de dias, resultados, condições... melhores. Novas amizades, novos negócios, novas ideias, novos encontros, novas viagens, novos projetos, novos conhecimentos, novas notícias... A esperança por si só já faz muito pelas pessoas e quanto maior o conjunto de pessoas esperançosas, maior é a força de um grupo, de uma empresa, uma comunidade... Há quem diga que quanto há muita gente insegura, deve-se olhar para os que têm mais esperança, pois é aquela parte do grupo que sabe que vai dar certo.
É preciso lembrar também que foram as esperanças, não os medos, que levaram as pessoas que mais admiramos a conquistar o lugar de destaque que ocupam. A esperança é talvez uma das únicas forças capazes de superar o medo, pois é como a luz que nos guia para longe do precipício dos piores pensamentos. Quem ainda não está fazendo efetivamente nada pelo seu 2019, pode começar inspirando-se para gerar mais esperança para si, para seu grupo e conversar mais sobre isso, que já perceberá um clima melhor ao seu redor. Anime os desesperançados e motive os pessimistas, mas não permaneça muito tempo ouvindo-os, pois estas falas fazem mal a todos que estão próximos.
Tudo parece ficar mais bonito, quando ouvimos palavras de esperança! Quando mais gente acredita que os próximos dias serão melhores, tudo fica mais alegre, mais animado, mais leve, mais fácil de encarar os desafios e levar a vida em frente, em busca dos objetivos sejam eles individuais e dos grupos.
2019 começou, gente! Vamos lá! Força, foco e fé, pois é muito bom saber que há muitas oportunidades pela frente! Sempre tenha esperança... a melhor sensação do mundo é saber que existem muitas possibilidades. Dá para acreditar numa nova história para a sua vida, para os seus negócios, para os seus mais queridos a partir deste 2019!  Se é o seu caso, acredite nesta história, vá em frente com foco, força e fé!
Desejando que as tuas mais elevadas esperanças se realizem, um Feliz e Próspero 2019 a todos!

sábado, 29 de dezembro de 2018

O respeito do líder


 “As pessoas não querem um chefe amigo. Querem um líder que as ajude a alcançar metas." A frase é do empresário Brian Scudamore que publicou um artigo no site Inc.com que teve boa repercussão entre colunistas de diversas revistas, como a Época Negócios. O autor conta como pode-se fracassar ao tentar ser um “chefe legal”, e deixou dicas para uma liderança efetiva, comentadas brevemente neste espaço.
          Brian afirma que as pessoas não querem que seu chefe seja seu melhor amigo, pois elas “querem um líder que apoie seu sucesso e as ajude a conquistar suas metas”. De acordo com o empresário, é melhor ser um chefe que todos respeitam do que um amigo de toda a equipe. Brian afirma que chegou a essa conclusão depois de tentar “ser um chefe legal e criar um ambiente divertido para o trabalho” no começo do seu negócio. “Meus esforços saíram pela culatra: toda vez algo dava errado. Era quase impossível dizer aos meus ‘amigos’ que eles estavam falhando”, diz o empresário. “Percebi que não os conduzi ao sucesso. Agindo primeiramente como amigo, falhei em ser o bom líder que eles precisavam”. Ele diz que percebeu que as pessoas realmente precisam de um chefe honesto e respeitoso, que trate a todos com imparcialidade, equidade e que dê feedbacks úteis. Com a experiência de ter experimentado diferentes formas de liderar as equipes da sua empresa Scudamore escreveu quatro dicas para ser um líder efetivo:
1. Estabeleça limites – Considerando que se passa a maior parte útil do dia no trabalho é natural criar um relacionamento com os colegas, mas é preciso definir limites desde o primeiro dia. O bom ambiente  de trabalho é casual com líderes acessíveis, mantendo avaliações regulares para entender o que está e o que não está funcionando. “Interações com os subordinados diretos devem ser sempre tratadas com profissionalismo e integridade”, sugere Brian.
2. Evite o favoritismo - É muito importante que não se crie alguma espécie de “favoritismo” nas equipes, isto porque os membros de um time que sentem que alguém está tendo um tratamento especial, perdem o respeito pela autoridade. O líder precisa ser objetivo mantendo todos “remando juntos”. Quando todos são cobrados e orientados da mesma forma se estabelece uma fonte de amparo para qualquer conflito que surja.
3. Ajude subordinados a definir e alcançar suas metas – Gerentes, Diretores, Executivos que ajudam suas equipes a definir e alcançar suas metas têm times mais engajados, produtivos e criativos. Realizar reuniões semanais para definir e revisar metas, discutir a melhor solução para os problemas que aparecem é o que assegura aos bons chefes que estejam “de olho” no que está acontecendo e ainda, que os times estão recebendo o suporte de que precisam.
4. Conquiste o respeito de sua equipe – O empresário afirma que é melhor ser um chefe respeitoso e respeitado do que ser o camarada de todo mundo. “Há um equívoco de que sua equipe vai te odiar se você não pegar leve com eles. Na verdade, ser um frouxo prejudica a lealdade do empregado e reduz sua produtividade” afirma Scudamore.
Um bom líder precisa saber quando é hora de relaxar e quando é hora de trabalhar duro, e transmitir isso para a equipe. Quem encontrar este equilíbrio certamente terá uma boa equipe e com sorte, a gratidão de quem colherá os resultados a longo prazo.
Desejando uma melhor liderança e um melhor desempenho nos negócios dos amigos leitores, desejo um próspero 2019 a todos!

sábado, 22 de dezembro de 2018

A nova economia e a colaboração


Diferentemente do que pensam alguns, o futuro não está exatamente a nossa espera e a sua construção demanda mais do que trabalho e dedicação. É preciso haver ruptura com a forma de ver e fazer aquilo que já se sabe que gera resultados indesejáveis.
Diante da reconfiguração de cenários políticos, econômicos e sociais no planeta, é cada vez mais clara a percepção de que esse início de milênio demarca um importante momento de transição na história da humanidade, redefinindo velhos conceitos e fazendo emergir novos hábitos, transformando pouco a pouco a maneira de pensar e agir. Entre outras coisas, isso significa produzir, negociar e consumir, nesta cadeia que orienta nossa sobrevivência, de formas diferentes.
O pesquisador Danny Quah, da Escola de Economia e Política de Londres diz que a era do conhecimento começou há bem mais tempo e que com a difusão, o acesso e a escalabilidade,  começamos a viver a “economia leve”. Isso significa algo como a desmaterialização dos mercados, ou pelo menos a redução do “peso” daquilo que é material, sobre o restante. Assim temos economias podendo ser mais produtivas e abrangentes, com menores efeitos colaterais sobre o planeta.
Por trás das tecnologias, entretanto, o grande motor das mudanças são as ideias e ações que dão sentido e utilidade aos instrumentos. A nova economia já deu amostras muito fortes do seu caráter colaborativo. Esta nova era permite que as pessoas participem da economia como nunca foi possível em outros períodos da história. Novas formas de colaboração em massa estão mudando a maneira como bens e serviços são criados, produzidos, distribuídos e comercializados globalmente.
Entendendo o poder que tem, as pessoas não aceitam mais simplesmente ser uma massa capaz de potencializar as possibilidades favoráveis aos interesses das marcas. Eles querem se sentir donos e querem o direito de produzir, desconstruir, fundir e compartilhar. Veremos como cenário mais bem definido para o sucesso aquilo que tiver ampla participação das pessoas, na criação, produção, distribuição, organização. O autor Pierre Lévy, neste sentido, afirma que é preciso mais valorização técnica, econômica, jurídica e humana de uma inteligência distribuída por toda a parte, e que assim, pode-se desencadear uma dinâmica positiva de reconhecimento e mobilização de diferentes competências.
A colaboração e participação têm desenvolvido os mais diferentes setores. O egoísmo, o individualismo, o protagonismo de um só, que muitas vezes são frutos de arrogância, vão perdendo espaço, mercado e prestígio para as iniciativas colaborativas, com grande participação de usuários, fornecedores, proprietários, produtores.
Quando fizer seus desejos para o próximo ano, lembre que o futuro não está pronto, precisa ser construído e o caminho é a colaboração entre os diferentes.
O desejo de um Feliz e Abençoado Natal aos amigos leitores e suas famílias!
Um abraço e até a próxima!

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