sábado, 16 de fevereiro de 2019

Indicadores do seu mercado


Na semana passada compartilhamos alguns números relacionados a população, salário médio, população ocupada e população que vive com menos de ½ salário mínimo, comparando diferentes municípios em que tenho a satisfação de semanalmente apresentar algumas ideias através destes textos.
Pela repercussão, foi possível perceber que parte dos indicadores oficiais dos municípios são desconhecidos para quem tem negócios, dirige ou contribui com entidades diversas. Pior que desconhecer é quando os conceitos utilizados são bem diferentes da realidade. Antes de afirmações, opiniões, conselhos, analisar números bem fundamentados é no mínimo prudente. Tomar decisões de investimentos, negócios, bem como ter iniciativas de entidades e políticas públicas sem conhecer de forma razoável os indicadores socioeconômicos da área geográfica de atuação é como fazer uma viagem sem conhecer a estrada não olhar o mapa. Muitas vezes os números anunciados para o País, ou mesmo para o Estado, relacionados a desemprego, renda, índice de preços, distribuição econômica dos setores, não correspondem exatamente aos indicadores locais. A média do País ou do Estado, nem sempre é representativa do local ou mesmo do que é regional e por isso recomendo sempre uma análise de indicadores da área de atuação de cada negócio.
Salário médio por exemplo é um excelente indicador para analisar o poder de compra da população. Ao escolher onde colocar uma nova filial, ou lançar uma nova linha de produtos, é muito importante comparar os indicadores destes locais, identificando qual das opções tem maior salário médio, por exemplo. Todavia, dependendo do tipo de negócio, é preciso analisar outros indicadores, sendo que um deles é a fatia dos que vivem com menos de ½ salário mínimo. Negócios que dependem de uma população de maior renda precisam relacionar a parcela da população ocupada, com o salário médio e com o tamanho da população, retirando da conta, a população de baixa renda e sem ocupação. Os dirigentes de negócios mais populares podem perceber oportunidades nos locais com maior volume de população com baixa renda, correlacionando fatia da população que vive com menos de ½ salário mínimo, com o total da população.
População ocupada é um indicador da maior relevância ao meu ver. No quadro comparativo apresentado na semana passada é possível perceber que metade dos municípios comparados, tem menos de 30% da população ocupada e apenas 2 alcançam 40% neste indicador. Muitas pessoas se surpreendem ao ver esta informação sobre o local onde vivem, pois imaginam equivocadamente que a maioria da população tem alguma ocupação, sendo que aqueles que alcançam 1/3 já são considerados acima da média. Comparando os indicadores dos diferentes municípios é possível verificar que quanto maior a população ocupada, menor a parcela que vive com menos de ½ salário mínimo por mês, ou seja, menos de R$ 500,00. Fica mais fácil entender o alto índice desta população, quando se sabe que é alto o número de casais onde 1 é aposentado com 1 salário mínimo e o outro não tem atividade remunerada, somado ao alto número de famílias que vive dos programas de transferência de renda. A disparidade de renda da população pode ser percebida quando compara-se o salário médio de alguns municípios e a fatia da população que vive com menos de ½ salário mínimo. Esta disparidade não é um bom indicador social, muito menos econômico e todas as entidades deveriam ter metas para contribuir com a redução destes indicadores. 
Aumentar o índice de pessoas ocupadas no município deve ser tarefa de todas as forças locais, iniciativa privada, poderes públicos, instituições de ensino, entidades associativas e voluntariado. Com uma parcela maior de pessoas ocupadas, tende-se a reduzir os índices de pessoas com baixa renda, tendendo aumentar a renda média, reduz-se o número de pessoas dependendo de programas sociais, aumenta-se o poder de compra, aumenta a arrecadação de tributos, há mais capacidade de investimento do município, dentre outros benefícios.
Com uma fatia maior de pessoas ocupadas, é possível fazer toda a economia local melhorar. Isto só é possível com uma grande cooperação no município. Quem está disposto a contribuir?
Um abraço e até a próxima!

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

O município em números


O local onde vivemos é muito mais do que números, claro, mas indicadores sintetizados em formato de números, sejam eles absolutos ou relativos, permitem comparar, ajudam a entender e podem dar um suporte mais consistente a tomadas de decisões diversas.
A coleta de informações pelos organismos de pesquisa e estatística brasileiros ainda é pequena diante do muito que se pode fazer e se faz em países mais desenvolvidos. Todavia, com o acesso a informação do pouco que se tem, boa parte é público e fácil de compreender. Aplicativos como IBGE e sites como IBGE Cidades têm estatísticas e indicadores básicos de cada município brasileiro e podem gerar bons objetos de análise.
O número absoluto e o percentual de pessoas ocupadas, o salário médio dos trabalhadores formais, o percentual das receitas do município com origem externa, o IDHM, o percentual de pessoas que vive com menos de ½ salário mínimo, são informações fáceis de encontrar, mas que pouca gente sabe ou considera para decisões de negócios, ou políticas públicas.
Trago aqui uma pequena amostra de algumas destas informações comparativas relacionadas aos municípios onde circulam os jornais em que tenho a satisfação de contribuir.

Município
População (2018)
Salário médio
População Ocupada
% da pop. c/ renda menor que ½ s.m.
Caibí-SC
6.167
2,2
23,1
27
Dr. Maurício Cardoso-RS
4.639
2,3
13
32,8
Frederico Westphalen-RS
31.120
2,2
34,5
28
Horizontina-RS
19.267
3,5
34,1
25,7
Ijuí-RS
83.173
2,6
32,3
28,3
Itapiranga-SC
16.736
2
42,2
23,5
Palmitos-SC
16.182
2,4
25,2
27,8
Panambi-RS
43.170
2,9
35,2
26,9
Santa Rosa-RS
72.919
2,4
35,2
27,1
Santo Ângelo-RS
77.620
2,3
25,8
29
Santo Antônio das Missões-RS
10.305
2
10,5
36,7
São Lourenço do Oeste-SC
23.857
2,3
40,7
25,9
São Luiz Gonzaga-RS
33.668
2
19,3
32,8
São Miguel do Oeste-SC
40.090
2,4
37,3
23,8
Seberi-RS
10.788
2
25,6
35,1
Três de Maio-RS
23.938
2,2
30,3
27,2
Tucunduva-RS
5.713
2,1
19
28,8

Fonte: IBGE Cidades (https://cidades.ibge.gov.br)             

A população ocupada compreende todas as pessoas que declararam no Censo do IBGE ter algum tipo de trabalho seja auxiliando a família, sendo empregado formal ou mesmo informal, trabalhador autônomo, agricultor e empreendedor. Neste quesito destacam-se positivamente os municípios de Itapiranga, São Lourenço do Oeste, São Miguel do Oeste (SC).
        A massa salarial do município dividida pelo número de trabalhadores formais gera o salário médio e neste quesito destacam-se Horizontina e Panambi (RS). Por outro lado, na fatia da população que vive com menos de ½ mínimo destaca-se positivamente na comparação Itapiranga e São Miguel do Oeste (SC).
O espaço é pouco para assuntos de tamanha importância, mas nas próximas semanas voltamos ao tema! Um abraço e até a próxima!

terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

O futuro do trabalho


O mundo do trabalho está mudando e não é novidade, nem nunca foi porque vem mudando ao longo dos séculos. A evolução da sociedade depende de mudanças econômicas e por consequência, do mundo do trabalho. O que precisamos entender melhor é como este mundo está mudando.
Muitas profissões que existiam há algumas décadas, deixaram de existir como ascensorista ou datilógrafo, outras reduziram muito como sapateiro, costureira e alfaiate, enquanto outras se reinventam e ressurgem como a barbearia, a cervejaria, mas surgem muitas outras que nem eram imaginadas até que surgissem os primeiros profissionais. Por exemplo, há poucos anos não se sabia o que é um webdesigner, gestor de mídias sociais, programador de robôs, desenvolvedor de aplicativos, blogueiro, youtuber, dentre muitos outras que vemos surgir.
Quanto aos vínculos, eu acredito num futuro breve com muito mais trabalho, mas não exatamente com muito emprego, ou seja, muito mais gente trabalhando de forma autônoma, de suas casas ou de espaços de co-working para várias empresas ou organizações.
A chamada 4ª revolução industrial está transformando o mundo do trabalho mais rapidamente fazendo surgir atividades novas a todo o momento. Poucas certezas absolutas podem ser apontadas, sendo que a primeira é que muita coisa vai continuar mudando rapidamente, e que o processo de aprendizagem das pessoas e das organizações deverá durar por toda a existência. Quanto melhor as pessoas e organizações compreenderem estes pontos, mais bem sucedidas serão.
A Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) tem uma projeção de que, até 2030, daqui a 11 anos, 65% os estudantes do ensino fundamental de hoje terão atividades profissionais que ainda não foram criadas. O Fórum Econômico Mundial, por exemplo, elaborou uma lista de dez aptidões que deverão ser mais valorizadas na próxima década: capacidade para solucionar problemas difíceis, criatividade, flexibilidade, gestão de pessoas, inteligência emocional, negociação, pensamento crítico, serviço comunitário, tomada de decisão com responsabilidade e trabalho em grupo. Já o McKinsey Global Institute emitiu um relatório dizendo que o grande desafio, é a transição de trabalho numa escala mais significativa, de hoje até 2030, do que a mudança da era agrícola para a era industrial.
Robôs, algoritmos e inteligência artificial aplicadas aos mais diferentes negócios estão aumentando a produtividade e melhorando vidas, trabalho, serviços, produtos. Vivemos a maior transformação do mundo do trabalho já ocorrida na história, segundo estes estudos. As economias emergentes como o Brasil irão demandar mais estudo, criatividade, sociabilidade e mais conhecimento. A demanda por inovação e dinamismo econômico será cada vez maior. Os estudos sobre o futuro do trabalho destacam funções como prestadores de serviços diversos em saúde, engenheiros, cientistas, educadores, profissionais criativos (arte e entretenimento), entre outros.
Que o futuro é desafiador, não há dúvidas. O mundo do trabalho demandará cada vez mais  conhecimento, e a boa notícia é de que nunca tivemos tanto acesso a informação, estudos e a diferentes formas de conhecimento. A virada na carreira passa longe de lamentar pelas mudanças do mundo do trabalho, sendo preciso aprender sempre, usar a tecnologia a favor, e todas as inovações criadas nestes últimos anos. Ao invés de reclamar das novas ondas, é preciso lembrar que muitas ondas já passaram e quem melhor surfa nelas, melhor constrói o seu futuro e o sucesso pessoal e profissional desejado.
Um abraço e até a próxima!

sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

Fuja do convencional


Estamos numa fase de muitas oportunidades e creio esta é quase uma unanimidade entre os pensadores de economia, gestão e negócios. Percebem-se oportunidades em quase todos os setores, mas especialmente para aqueles que estão mais propensos a fugir do convencional, buscar outras formas e caminhos diferentes.
Existem empresas que inauguram novas formas de se relacionar com os clientes e aplicam este tipo de postura em toda a cultura corporativa. Elas são diferenciadas, pois, além do produto que oferecem, agregam ideias e práticas inovadoras que fogem do senso comum e estimulam uma nova modalidade de comportamento empresarial.
Há tempos já se observa em várias empresas esta atitude diferente enraizada nas próprias instalações de seus escritórios, com espaços para relaxamento, leituras, café, lanche, descanso e descontração. Não somente no exterior, mas no Brasil e na nossa região encontramos, embora ainda poucas diante do todo, várias empresas estão inovando as formas de se relacionar com seus empregados e seus clientes. Fez história no Brasil e no mundo o empresário Ricardo Sembler, na época dirigindo a Semco S/A, que dentre outras muitas iniciativas, criou um comitê de inovação onde uma ideia só seria aprovada se alguém dissesse “Você está louco!”. Empresas e executivos que pensam diferente, que buscam estar “fora do quadrado”, fugindo do tradicional correm o risco de ser ridicularizados, de fracassar, de perder dinheiro e credibilidade, mas por outro lado, podem alavancar suas vidas e negócios para sempre, aproveitando melhor que os outros as oportunidades que aparecem.
Como você pode criar “ideias malucas” dentro da sua organização e desenvolver algumas delas para diferenciar o seu negócio? Propostas bem sucedidas que o mundo todo admira e prestigia hoje, há bem pouco tempo atrás foram vistas como loucura de alguém ou de um grupo. É preciso ousadia para fazer um caminho diferente.
Nesta época de profundas mudanças econômicas e sociais, incentivar a criatividade e a inovação em todos os setores se torna cada vez mais fundamental. Esteja antenado: você já sabe que o melhor investimento que se pode fazer é em aprendizado. Não pare de estudar. Novos aprendizados dão insights e informações para ideias novas e pertinentes. Tenha alguns ídolos, pessoas a quem admirar, mas fuja do óbvio. Faça uma lista de pessoas e empresas cuja história te deixam admirado e procure conhece-los mais profundamente. Com as redes sociais e a internet, a vida de quase todo mundo está mais ou menos exposta na rede.
Sonhe com os pés no chão. Como você se vê daqui a um ano? Como você se vê daqui a cinco anos? E daqui a 10? Se faça essas perguntas e imagine qual será a sua situação no futuro após implementar suas novas ideias. Sabe aquela brincadeira do Facebook com fotos de 2009 e 2019? Imagine outra, onde compara a sua vida de 2019 com a de 2024 e 2029.
Estude profundamente os atuais e futuros concorrentes comprando os produtos e serviços deles e estudando o que eles têm de diferenças e semelhanças. Verifique como é o atendimento, a assistência e o pós-venda. Se você se sentiu satisfeito comece a pensar em formas de fazer ainda melhor. Se ficou insatisfeito, fique alerta! É possível que outros possíveis concorrentes já perceberam isso e já estejam se organizando para fazer melhor do que as empresas em atuação.
Fuja do óbvio. Sabe aquele conhecido que montou aquele negócio que está fazendo o maior sucesso e todo mundo está copiando? É uma febre e deve ser um ótimo negócio, certo? Errado! Se todo mundo está fazendo, significa que em breve o mercado terá mais oferta do que demanda. A consequência será a queda nos preços e a falência de alguns dos que só entraram na onda. Fuja do óbvio. Ideias óbvias são fáceis e, por isso, muitos podem copiar. Por isso, tente encontrar uma solução que o mercado ainda não tem. Isso te ajudará no lançamento de novos produtos, ou de uma nova empresa e deixará mais difícil a entrada de novos competidores no mercado.
Um abraço e até a próxima!

sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

Repaginar o varejo


O varejo vem passando por tantas mudanças que é possível recomendar a quem ainda não mudou muito, uma revisão completa dos conceitos, práticas, estruturas e atitudes. Neste ramo, é facilmente perceptível a decadência daqueles que não se dispõe a mudar.
Lojas físicas, isoladas, ou em Centros Comerciais estão fechando suas portas, independente do tempo de existência ou da sua tradição, simplesmente porque não se dispuseram a acompanhar ou a entender o momento do consumidor. Algumas das características mais marcantes desta situação podem ser percebidas por:
- Crescimento constante e exponencial do comércio eletrônico;
- Redução drástica das margens de rentabilidade para fazer frente ao acirramento da concorrência;
- Alta taxa de endividamento de várias redes de varejo global;
- Novos comportamentos dos consumidores, especialmente das gerações mais jovens;
- Aumento do número de pontos de venda com oferta acima da evolução de demanda.
É certo que o varejo físico continua e continuará se expandindo e evoluindo, pois as mudanças deixarão mais fortes aqueles que souberem superar as dificuldades, inovar e se diferenciarem. Alguns vão ficar pelo caminho, mas serão os que optarem por não evoluir com o setor.
Uma das características mais marcantes que veremos crescer a partir de agora é a redução do número de lojas somente físicas e somente on line, pois as que mais crescem no momento são aquelas que têm estes dois e até mais canais funcionando junto e ao mesmo tempo, aproveitando melhor as vantagens competitivas de cada modelo.
Temas como cuidados com a saúde, envolvendo bem estar físico, mental e espiritual, mesclando medicina, tecnologia, ciência, espiritualidade, alimentação natural, orgânicos, onde a saudabilidade vem antes do preço, sabor, cor, e outras logicas de consumo estão adentrando cada vez mais nos mais variados ramos do varejo. Nesta linha, recomenda-se que a empresa tenha uma causa bem definida, conhecida e relevante para seu público desejado. Outra característica marcante nesta revolução do varejo é a estética, pela qual boa parte das áreas do comércio deve passar para manterem-se vivas. A tendência minimalista das exposições internas e externas, expositores, pontos quentes, vitrines e fachadas já causa uma boa diferença para as empresas que a adotam. Simplicidade com muito bom gosto, objetividade com foco no interesse do cliente desejado, são as tendências de sucesso no momento.
Verificam-se muitas lojas tradicionais enfrentando seus períodos mais difíceis, situadas próximas de outras que surgem vigorosas. Um fator que contribui é o comportamento e busca daquilo que é diferente, em alguns casos exótico e simbólico, mas também daquilo que é natural e gera novas e mais experiências que está presente nas tendências do varejo. É a chance das empresas nascentes, das novas marcas se expandirem para o Brasil, das marcas brasileiras consolidadas avançarem para o exterior.
O varejo ainda vai seguir mudando e o caminho é a diferenciação da oferta, diferenciação de marca, causas relevantes e experiências marcantes para os seus públicos. Quem ainda não começou a sua revolução no varejo, agora é a hora.
Negócios melhores para 2019 é o que desejo a todos os leitores!
Um abraço e até a próxima!

sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

Dicas para inovar em 2019


No início do ano parece que quase todo mundo quer fazer coisas novas no ano que está por vir. Depois é que vai dando um relaxamento e muitos desejos não viram metas, nem planos e também não se concretizam. Que tal aproveitar a entusiasmo do início do ano e iniciar um processo de inovação? Segue aqui algumas dicas inspiradas nos textos de Carmine Gallo, colunista da Business Week.
Lembre de alguém que você conhece que seguiu uma paixão e estude essa pessoa. Ela produziu ideias criativas e únicas? Parece ter mais energia entusiasmo e empolgação do que outras pessoas? Fale muito com ela. Você pode ter alguns insights sobre os métodos, o modo de encarar os desafios, como foi a transição entre trabalhar em algo em que não se engajava, para fazer algo que gosta.
Você tem interesses fora do que faz para viver? Em caso afirmativo, investigue-os! Você pode ficar surpreso sobre como pode transformar essas paixões em sucesso financeiro. Faça o que gosta. Se ainda não encontrou, continue procurando. Não se acomode. Tente algo novo este ano. Faça um curso, leia um livro ou vá a uma conferência que pode não ter nada a ver com o seu trabalho.
Se você for um empregado que se sente preso a um emprego que não gosta, tome providências hoje, mesmo pequenas, para encontrar uma empresa ou um cargo mais compatível com suas habilidades e sua verdadeira vocação. Você nunca se sentirá suficientemente inspirado para criar inovações estimulantes se não gostar da sua função.
Se você comanda uma equipe de pessoas em uma grande empresa, desenvolva empreendedores internos, ofereça a elas tempo, recursos e incentivos para seguir suas paixões e desenvolver novas ideias, e sobretudo, a confiança de assumir riscos. Nunca subestime o poder da visão audaciosa, específica, concisa e consistente que todos os membros da sua equipe conseguem incorporar. Se ainda não há uma visão assim, 2019 é o momento para ter.
Você conhece alguém que motivou outras pessoas comunicando uma grande visão para sua empresa ou iniciativa? Preste atenção na forma como essas pessoas incorporam a visão nas suas conversas. É a visão influenciando a cultura e esta, as ações das pessoas.
“Não faça planos modestos. Eles não têm magia para provocar entusiasmo.” É uma frase de Daniel Hudson Burnham, arquiteto, norte-americano. Permita-se sonhar grande e crie uma visão para sua marca que o inspire a levantar todas as manhãs. Desenvolva um propósito nobre que dê sentido à sua vida e a probabilidade é que também inspirará sua equipe.
Teste sua visão, torne-a ousada, específica, concisa e constante. Certifique-se de que sua visão se ajusta facilmente em um post de twitter com no máximo 140 caracteres. Imagine-se já tendo realizado sua visão, independentemente de quão longe isso está no futuro. A paixão é o combustível que lhe fornece energia para alcançar seus sonhos, mas a visão fornece o roteiro.
Utilize analogias e metáforas para pensar sobre um problema. Ao encontrar similaridades entre duas coisas que não são parecidas, seu cérebro realiza conexões novas e às vezes, profundas. Deixe sua zona de conforto de vez em quando, pois isso é básico para o processo criativo florescer. Não viva com medo do novo e abrace a mudança. Abrace a diversidade de opinião e experiência. Lembre-se da frase Albert Einstein “A imaginação é mais importante do que o conhecimento”.
Dedique 15 minutos por dia formulando perguntas que desafiam o status quo. Em vez de perguntar “como?” utilize perguntas que começam com “porquê?” e “e se...?”. Busque novas experiências. Os pesquisadores dizem que em quanto mais lugares diferentes uma pessoa viveu, mais esta pessoa tende a aproveitar essa experiência para criar ideias, processos ou métodos inovadores.
Finalizando, em 2019, permita um bom espaço para experiências, inovações, mudanças em seu planejamento, começando logo, para aproveitar o entusiasmo deste momento.
Ainda está valendo o desejo de um Feliz e Próspero 2019 a todos!

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