segunda-feira, 1 de abril de 2019

O 1º dia


Você lembra do 1º dia, da abertura de sua empresa? Lembra do 1º dia daquele trabalho que tanto quis? Lembra do seu nível de motivação, ansiedade e principalmente, de tudo o que você queria realizar... das contribuições que queria dar?
Quanto tempo alguém que monta um negócio fica pensando, sonhando, elaborando mentalmente tudo o que gostaria de fazer e oferecer? Seja quanto tempo for, de algumas semanas a muitos anos, até que tudo amadureça na mente e se possa partir para a prática, se acumulam muitos desejos, expectativas e vontade de fazer acontecer a partir deste 1º dia. Ter o emprego, cargo ou função desejada também leva algum tempo, na maioria das vezes anos, que igualmente acumulam muita vontade de realizações, a partir do 1º dia.
Deixar o seu legado numa empesa, numa comunidade, a sua marca nas pessoas, no meio em que você gosta, é considerado por muitos, o principal elemento de motivação no trabalho, seja como empreendedor, ou profissional de uma organização. Os primeiros dias numa atividade precisam ser de ambientação, de conhecer as pessoas, entender a estrutura, como tudo funciona, etc., mas isso é a rotina, as normas, e as necessidades que se impõe. O sentimento dentro de cada um neste 1º dia na atividade não tem descrição, nem normas, mas em maior ou menor nível, sabe-se que a expectativa gera sempre muita vontade de acertar e de realizar muito.
Seja você empresário, gestor, empregado, servidor público, a intenção deste texto é sugerir que você procure resgatar um pouco daquele sentimento do 1º dia na atividade, querendo fazer muito, desejando proporcionar o melhor ao dar suas contribuições, deixando seu legado neste lugar e para estas pessoas.
No conhecidíssimo filme o treinador Mickey diz para Rocky Balboa “o pior que pode acontecer a um lutador é ele tornar-se domado”. Amigos, olhem para os lados e nos lugares que frequentam, para ver quantas pessoas parecem ter sido “domadas” pelo conformismo, pela acomodação com o que está vivendo. Quantos espíritos empreendedores, quantos novos empregados entusiasmados foram “domados” pelo passar dos anos, pelas limitações que eles mesmos estabeleceram em suas mentes ao pensar que a idade, que a família, que a cidade, que fatores externos são barreiras para fazerem mais e melhor?   
O empresário gaúcho Raul Anselmo Randon, das indústrias Randon, articulou a criação e o desenvolvimento de outros 5 grandes e excelentes negócios na área de vinhos, laticínios, frutas, logística depois dos 70 anos. Erick Clapton compôs “I Still Do”, o 23º álbum da carreira, tido por muitos como o melhor da carreira. Estes e tantos outros que admiro, mas o espaço não permite mencionar, mesmo não precisando provar nada para ninguém, nem precisam de mais dinheiro para si ou suas famílias, e ainda assim criam, fazem, empreendem, até o fim da vida como se estivessem no 1º empreendimento, no 1º dia de trabalho, na 1ª empresa, na 1ª música, no 1º álbum, querendo muito fazer melhor do que tudo o que já fizeram. Por estes tantos bons exemplos, tenho certeza que quando aprendemos a gostar do que temos, de quem temos, do que fazemos, conseguimos manter um tanto do entusiasmo, motivação e esforço do 1º dia, para fazer mais e deixar um legado melhor.
Ao pensar sobre a estagnação de determinadas empresas, instituições, ou de carreiras de gente conhecida, parece que haviam estabelecido uma linha de chegada, mas esqueceram de seguir adiante, para o próximo desafio. Depois de curtir, comemorar a chegada, descansar, precisamos planejar e partir para o próximo desafio. Além disso, a construção do legado, onde várias etapas podem ser concluídas já podendo contribuir com os outros e gerar satisfação a quem proporcionou, me parece ser mais importantes do que a tradicional linha de chegada.
Com o entusiasmo e a motivação do 1º texto, da 1ª aula, da 1ª palestra, da 1ª consultoria, da 1ª gestão, da 1ª empresa, do 1º livro, da estreia no jornal, desejo ótimos dias e até a próxima!

segunda-feira, 25 de março de 2019

Só potencial não basta!


        Sempre que vejo um negócio com potencial encerrando atividades, fico entristecido e pensando porque os responsáveis não fizeram o que deveriam. É preciso lembrar que os negócios com potencial também “quebram”, pois além do potencial, é preciso planejamento, praticidade, dedicação, qualificação, assertividade e agilidade.
         Quando um negócio tem grande potencial de mercado mas seus gestores agem somente no curto prazo, sem planejamento adequado, sem gerenciamento de custos e de crescimento de mercado, abrem-se as portas para um mundo de dificuldades. Ter potencial não basta quando não se sabe onde se quer chegar. Quais os resultados desejados e os indicadores de produção, de rentabilidade e o que precisa ser feito para chegar nos objetivos de longo prazo é fundamental. Um negócio que só reage quando ocorre algo diferente, mesmo com potencial, esperando que os fatos aconteçam para somente depois decidir o que fazer, não tem muito futuro, ou seja, um negócio que não tem planejamento, tem grandes volumes de ações não planejadas em andamento e uma pilha de ações planejadas a espera de "tempo" para ser implementadas. Ainda, é importante lembrar que um planejamento sem execução não contribui em nada com o aproveitamento do potencial do negócio.
Os negócios com potencial de mercado e com dificuldades de se manter, muitas vezes tem uma complexidade maior do que deveriam, para serem eficazes no que se propõe. Vistos, formulários, processos extremamente burocráticos, com muitas conferências e decisões que demoram mais do que precisariam, não levam a lugar algum e ainda podem ajudar a quebrar um negócio.
Dentre os principais motivos da inviabilização de um negócio com potencial está a falta de qualificação profissional. Executivos que delegam tarefas a quem não tem competência para executá-las, com a desculpa de que os melhores são caros, na verdade tem medo de ouvir que estão errados. Quem comete este erro mantém pessoas com baixa competência, que aceita tudo o que o chefe manda, mas não produzem, nem resolvem o que precisa. São gestores que utilizam a parábola da janela e do espelho: se der certo olham no espelho, mas se der errado, olham pela janela.
Com frequência me impressiono com a quantidade de vezes que ouço de empresários, gerentes, executivos, coordenadores, expressões como "estou muito ocupado" ou "estou trabalhando demais" ou outra neste sentido. Quando a pessoa se dá conta de que está nesta situação, isto deveria ser um alerta importante, pois é fato que quem cuida muito do operacional, não administra o negócio. Quando alguém tenta fazer os dois, a gestão do negócio sempre sai prejudicada e pode levar a inviabilização. A evidência mais clara é que aqueles que estão sempre muito ocupados para planejar e organizar, encontram tempo para corrigir os erros, depois que as consequências aparecem. Na verdade passam a maior parte do seu tempo corrigindo problemas que não haveriam, se tivessem dedicado tempo para uma boa gestão do negócio e dos processos, deixando o operacional para a equipe. Estes são gestores que preferem passar a maior parte do tempo “apagando incêndios” do que algum tempo planejando, criando estratégias para vender mais, ampliar o mercado, buscar novos negócios, treinamento para si e para a equipe, dentre outros.
         Negócios que quebram mesmo tendo potencial geralmente também tem o vício da procrastinação, ou popularmente “empurram com a barriga”, ou seja, sabem dos problemas dos seus negócios, mas ao invés de fazer o que tem que ser feito, preferem acreditar que seus problemas se resolvem somente com livros, cursos e palestras de motivação e auto-ajuda, ou ainda pior, preferem acreditar em sorte, azar, olho gordo, e afins. Enquanto isso vão sendo proteladas decisões sobre dívidas, bancos, fornecedores, impostos, aumento de vendas, novos produtos, e quando decidem fazer alguma coisa já é tarde demais.
         Aqueles que se acham pequenos deuses do seu negócio, e entendem que somente os empregados precisam aprender, que os outros é que precisam de ajuda, que repetem desculpas como "falar é fácil eu quero ver é no dia a dia", podem ter um grande potencial na mão, que mesmo assim, entrarão em dificuldades. Quem tem um negócio com potencial precisa buscar novos mercados, qualificar-se e à sua equipe constantemente, melhorar o atendimento ao cliente e simplificar os processos internos, antes que seja tarde.
         Um abraço e até a próxima!

sábado, 16 de março de 2019

Para liderar melhor


       
       
      Quem está numa posição de liderança e quer se manter sendo reconhecido como bom no que faz, deve-se perguntar com frequência, o que fazer para liderar melhor. Os que buscam uma posição de liderança devem preparar-se cada dia mais, pois o tema é muito estudado atualmente, especialmente considerando que a função vem se complexificando ao longo dos tempos.
    Nos grandes líderes da atualidade características como compaixão e transparência estão entre as mais presentes. Tempos atrás, estas características seriam sinônimo de despreparo, mas o mundo corporativo mudou e, agora, empatia e cumplicidade são atributos reconhecidos entre os líderes que mais conseguem engajar suas equipes. Além destas, outras características vem sendo apontadas como sinais de quem está preparado para ser um líder nestes novos tempos, reduzindo o estresse da equipe, mantendo um bom clima de trabalho, aumentando a produtividade e a competitividade.
Aproximar-se facilmente com outras pessoas é uma caraterística das mais importantes para um bom líder. Deixando exposta a sua humanidade demonstrando que como outra pessoa, também comete erros, o líder também mostra autenticidade, se aproxima e consegue manter um diálogo transparente com os membros de suas equipes.
Dividir tarefas, méritos e responsabilidades é outra característica presente entre os bons líderes. Envolver o máximo de pessoas em nos projetos demonstra confiança, além de possibilitar que os membros da equipe se sintam à vontade para exercitar sua criatividade.
Empatia, que significa colocar-se no lugar do outro é a melhor forma de auxiliar um colaborador a produzir mais, entendendo o que passa na vida dela. A compaixão do líder lhe facilita saber o quão sobrecarregada está sua equipe. O livro em formato de ebook The Oxford Handbook of Compassion Science mostra que gestores com empatia em suas empresas entregam resultados melhores, porque contam com integrantes mais satisfeitos com o trabalho.
Transparência na organização reduz o número de empregados estressados com o trabalho. Além do aumento da confiança, o principal motivo da transparência melhorar o clima de trabalho é que a equipe entende o motivo da cobrança. Por isso, é recomendável que os líderes busquem o máximo de transparência e honestidade com os membros da sua equipe. Manter segredos é uma forma de se distanciar daqueles que correm ao seu lado para o negócio dar certo.
Acreditar no potencial da sua equipe é outra característica presente nos grandes líderes. Este tipo de ação possibilita que os membros da equipe encontrem seu propósito ao fazer parte da organização.
Nesta breve reflexão é possível verificar que embora a complexidade para liderar equipes vem sendo ampliada, as características necessárias para exercer a função não são um mistério, nem habilidades inatas, ou ainda, propriedades de pessoas eminentes. Digo isso justamente porque embora é um desafio importante, para liderar são necessárias características que podem ser aprendidas, desenvolvidas e aprimoradas ao longo da vida. Com seu aprimoramento o líder terá ao seu lado pessoas mais felizes, mais fortes, mais produtivas e mais competitivas e manterá um time do qual poderá se orgulhar dos resultados coletivos.
Um abraço e até a próxima!

sexta-feira, 8 de março de 2019

Conselhos de Aristóteles


A procura da felicidade dá nome a um filme famoso e marcante, mas é também algo presente em cada um de nós ao longo da vida. A pergunta que sempre vem é “O que devo fazer?”, enquanto que os grandes filósofos como Aristóteles propunham a pergunta “Como devo ser?”.
Além dos filósofos gregos que influenciam o ocidente, as filosofias orientais também pregam a importância do equilíbrio.  A proposta de Aristóteles para ser feliz, é alcançar um estado de equilíbrio emocional e paz interior no qual a felicidade naturalmente floresce. Ele dizia que felicidade é o resultado de um modo de vida e um modo de ser, que surge quando somos capazes de desenvolver nosso potencial como pessoa e construir um sólido “eu”. Nesta linha, a felicidade não estaria nem na abstinência, privação e repressão, nem nos excessos como prazer a todo o momento e a qualquer custo, que geram no final um vazio existencial. “A virtude é uma posição intermediária entre dois vícios, um por excesso e o outro por padrão”, escreveu Aristóteles.
Para alcançar o equilíbrio que leva mais próximo da felicidade, no livro Nicomachean Ethics Aristóteles sugere aproveitar todas as oportunidades que surgem para ter atitudes, tomar decisões e desenvolver comportamentos com 10 virtudes para guiar nossas vidas:
1. Controle – ter capacidade de controlar os impulsos e o temperamento. A pessoa paciente não fica muito zangada, mas também não deixa de ficar com raiva quando tem razões para isso.
2. Atitude – condições de enfrentar perigos por estar ciente dos riscos e tomar as precauções necessárias, sem covardia, nem imprudência. Deve-se evitar os correr riscos desnecessários, com atitude para enfrentar os riscos necessários para desenvolver.
3. Tolerância – é o ponto intermediário entre o excesso de perdão e a intransigência. Para ser feliz é fundamental perdoar, porém, longe de tolerar tudo, ignorando seus direitos, liberdades e respeito.
4. Generosidade – o equilíbrio entre o egoísmo, a mesquinhez e a prodigalidade, a benevolência, ao ajudar os outros, gera felicidade.
5. Modéstia – o ponto mediano entre não se valorizar suficiente e um ego excessivo contribui com a felicidade. Ter auto-estima elevada pelas conquistas feitas mas nunca pensar que é o centro do universo, ou seja, reconhecer erros e virtudes, assumindo as responsabilidades correspondentes, mas não mais do que isso.
6. Verdade - é a virtude da honestidade, que Aristóteles coloca em um ponto justo entre a falta de tato para dizer a verdade e uma mentira habitual. Trata-se de avaliar o alcance e o poder das palavras dizendo o que é necessário, nem mais nem menos.
7Graça – é a média entre ser um palhaço e ser tão hostil a ponto de ser rude, sabendo ser, para que outros gostem do que fazemos.
8. Relacionamento – séculos antes da neurociência ficar evidente e orientar a escolha de amigos, pois acabamos nos assemelhando com aqueles que estão mais próximos e que mais admiramos, Aristóteles advertia em seus escritos que ser sociável demais com muitas pessoas é tão ruim, quanto ser incapaz de fazer amigos. O filósofo acreditava que deveríamos escolher amigos com cuidado e atenção e então cultivar esses relacionamentos para se desenvolverem.
9. Decoro – é o ponto intermediário entre a timidez e a falta de vergonha, pois é preciso respeitar a si mesmo, sem medo de cometer erros, mas nunca passando sobre os outros para obter qualquer vantagem. Para ser feliz também é preciso estar ciente de que todos merecem ser tratados com respeito, exigindo o mesmo respeito para si.
10. Justiça – tomando e apoiando decisões mais justas para todos, lidando de forma justa com os outros, um ponto médio entre o egoísmo e o total desinteresse, também contribui para a felicidade.
      O equilíbrio é portanto, o caminho para a felicidade, observando que são muitas as virtudes nas quais precisamos de maior equilíbrio em nossas vidas, para que então surja a felicidade.
Sejamos felizes! Um abraço e até a próxima!

sábado, 2 de março de 2019

Chegou o Marketing 4.0


Desde o lançamento no final de 2016 causa repercussão entre os especialistas o livro Marketing 4.0 assinado por aquele que é considerado o pai do marketing moderno Philip Kotler, juntamente com Hermawan Kartajaya e Iwan Setiawan. O tema e o termo, porém, ainda não está tão difundido entre as empresas e profissionais e por isso, compartilho um pouco desta tendência com os leitores.
Precisamos lembrar que o Marketing 1.0 é focado no produto, seja ele bem de consumo, bem durável ou serviço, enaltecendo qualidade, marca, benefícios diretos e outros fatores focados na racionalidade do público alvo. O Marketing 2.0 além da valorização dos produtos é focado nos aspectos emocionais do consumidor, procurando entender melhor seu comportamento e atender melhor seus desejos e necessidades. O Marketing 3.0 por sua vez além das razões e das emoções do público alvo, foca nos aspectos espirituais dos diversos segmentos, destacando os valores da empresa e suas propostas, envolvendo questões como compromisso social, ambiental, trabalhista, tributária, segurança, dentre outras.
Considerando os aspectos racionais, emocionais e espirituais do público alvo, o Marketing 4.0 propõe a adaptação dos negócios e produtos para a fase atual da era digital, com a consolidação do comportamento global de corrida a internet sempre que surge alguma dúvida ou problema. A internet tornou o mundo mais inclusivo, contribuindo dentre outros aspectos para um ambiente mais amplo, mais diversificado e mais colaborativo. Como os seus negócios estão presentes neste contexto? A colaboração externa proporcionada pelas ações das pessoas e organizações na internet é tão grande e intensa que há muita dificuldade de medir o volume, os impactos e o valor.
conectividade que há poucos anos se dava pessoalmente, ou de forma limitada pelas mídias tradicionais, mudou de fato a história do marketing, e por isso o destaque desta fase como Marketing 4.0. O comportamento das pessoas mudou de forma muito significativa, porém, tão natural e coletivamente que alguns empresários e profissionais não se deram conta. É notório que cada vez mais pessoas fazem pesquisas antes de ir as compras, assim como é comportamento comum demonstrado em diversas pesquisas o volume de acessos em sites de vendas logo após um comercial de rádio ou TV. Outro comportamento que cresce intensamente é a busca por mais informações na internet após uma matéria na TV, rádio ou jornal, assim como cresce exponencialmente o uso dos smartphones dentro das lojas físicas, pesquisando e pedindo opinião a outros consumidores momentos antes de comprar o produto. Estes são alguns dos muitos motivos pelos quais se deve aliar a mídia tradicional, os pontos de venda físicos, com as mídias digitais.
A ampliação em níveis sem precedentes das comunicações entre consumidores que antes colhiam as opiniões de amigos, colegas e familiares antes das compras, passando a consultar os fóruns de consumidores com opiniões e pareceres sobre praticamente tudo. Criar estratégias para valorizar a empresa e seus produtos na opinião das pessoas que participam destes fóruns é fundamental, visando construir uma base de proteção e confiança, com fãs online que se tornarão verdadeiros advogados da marca.
A conectividade nos negócios avança em níveis impressionantes e quem ainda não foi muito efetivo nestas ações, recomendo que se apresse e priorize tempo e recursos neste sentido. A participação dos clientes/consumidores nos processos de criação de produtos, pesquisa, promoção e venda é altamente estratégico. O Marketing 4.0 não veio substituir as fases anteriores e sim ampliar o conceito tradicional, pois ambos precisam coexistir e exercer seus papéis na jornada de compra, vendendo mais e engajando os clientes em prol da defesa da marca. A fidelidade não é só quem compra sempre com você, mas também quem defende e recomenda sua marca, mesmo que não esteja consumindo no momento.
Finalizando, é importante lembrar que o Marketing 4.0 é uma combinação do marketing online e offline (físico) entre empresas e seus públicos alvo.
Um abraço e até a próxima!

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

Vale a pena participar de Feiras?


       
        Quantas vezes você e sua equipe avaliaram adequadamente se vale a pena participar da Feira/Exposição do seu município e/ou da região? A ideia de hoje é fazer uma reflexão para auxiliar na decisão de ir e como participar, pois as Feiras de 2019 vem aí!
     Levar seus produtos, sejam eles bens de consumo, bens duráveis ou serviços para perto do público é uma excelente oportunidade para encontrar os consumidores que vão no evento, mas não frequentam seu estabelecimento, conhecendo pouco o que se pode oferecer a ele. A participação em Feiras e outros eventos além de ajudar na divulgação da marca da empresa e dos produtos e também de quem trabalha na empresa, possibilita a atualização sobre o que os concorrentes estão apresentando ao mercado. Também são muitas as empresas que veem nas feiras a oportunidade de economia com os custos de manter uma loja física na cidade onde ocorre a Feira/Exposição.
Como aproveitar ao máximo a participação em Feiras e eventos, onde e quando participar?
A primeira resposta a ser buscada antes da decisão de participar do evento é qual o objetivo da presença da empresa na Feira. Depois, se a Feira e seu público tem potencial para o que a empresa objetiva. Em seguida, se a empresa está disposta a investir os recursos físicos, financeiros e humanos necessários para alcançar o objetivo e tentar aproveitar ao máximo, o potencial do evento. Ao andar pelas ruas e corredores das Feiras percebe-se a diferença de propósito de cada empresa participante e como cada uma se preparou para alcançar seu objetivo em cada feira.
A principal diferença entre expor os produtos numa loja física e numa feira é a disponibilidade do espaço. No ponto comercial próprio, o espaço e a estrutura para exposição da mercadoria já foram pensadas de forma mais completa, pela experiência, tempo, espaço, enquanto que nas feiras, é preciso adaptar-se ao que os organizadores oferecem. É preciso verificar antes de assinar o contrato de participação, vários detalhes que por vezes são vistos somente dias antes do evento iniciar, como por exemplo, se a identidade da empresa pode ser minimamente preservada. Também é importante investir no visual merchandising, como iluminação direcionada, displays para suporte de produtos com alturas diferentes, tecidos e materiais que valorizem os objetos, além de aromas e sons, quando possível, que atraem maior atenção do público transeunte do evento.
Nas feiras é possível estar mais próximo dos clientes que a empresa deseja, falar dos produtos com mais detalhes, mais tempo e mais informalmente, pois em geral o público está a passeio no evento.
Utilizar adequadamente as redes sociais e investir na divulgação da participação da empresa na Feira, dizendo que estará lá, de que forma e quais os atrativos, auxilia bastante. Muitas empresas que participam regularmente de feiras relatam que o primeiro contato com muitos clientes, hoje fiéis, se deu numa feira. Para quem vai expor pela primeira vez numa Feira é importante conversar com os expositores que já conhecem o local e participaram de eventos anteriores, tanto com os que fizeram bons negócios, quanto os que não alcançaram os objetivos.
Levar novidades, produtos que fogem do convencional que pode ser facilmente comprado em outros locais ao longo do ano é uma das dicas mais importantes. Para quem tem loja física na cidade, ou próxima da feira, deixar cartão de visita, material impresso e um atrativo para visitar pessoalmente é muito importante e amplia o efeito da Feira sobre o negócio, com possibilidades de aumentar os resultados.
Participar da Feira do seu município pode gerar ainda mais vantagens, considerando a possibilidade de se apresentar de uma forma um pouco diferente do que vem fazendo, principalmente para aqueles que moram no município ou na região, tem potencial, mas ainda não são clientes, ou ainda não conhecem todos os produtos que a empresa oferece.
Um abraço e até a próxima!

sábado, 16 de fevereiro de 2019

Indicadores do seu mercado


Na semana passada compartilhamos alguns números relacionados a população, salário médio, população ocupada e população que vive com menos de ½ salário mínimo, comparando diferentes municípios em que tenho a satisfação de semanalmente apresentar algumas ideias através destes textos.
Pela repercussão, foi possível perceber que parte dos indicadores oficiais dos municípios são desconhecidos para quem tem negócios, dirige ou contribui com entidades diversas. Pior que desconhecer é quando os conceitos utilizados são bem diferentes da realidade. Antes de afirmações, opiniões, conselhos, analisar números bem fundamentados é no mínimo prudente. Tomar decisões de investimentos, negócios, bem como ter iniciativas de entidades e políticas públicas sem conhecer de forma razoável os indicadores socioeconômicos da área geográfica de atuação é como fazer uma viagem sem conhecer a estrada não olhar o mapa. Muitas vezes os números anunciados para o País, ou mesmo para o Estado, relacionados a desemprego, renda, índice de preços, distribuição econômica dos setores, não correspondem exatamente aos indicadores locais. A média do País ou do Estado, nem sempre é representativa do local ou mesmo do que é regional e por isso recomendo sempre uma análise de indicadores da área de atuação de cada negócio.
Salário médio por exemplo é um excelente indicador para analisar o poder de compra da população. Ao escolher onde colocar uma nova filial, ou lançar uma nova linha de produtos, é muito importante comparar os indicadores destes locais, identificando qual das opções tem maior salário médio, por exemplo. Todavia, dependendo do tipo de negócio, é preciso analisar outros indicadores, sendo que um deles é a fatia dos que vivem com menos de ½ salário mínimo. Negócios que dependem de uma população de maior renda precisam relacionar a parcela da população ocupada, com o salário médio e com o tamanho da população, retirando da conta, a população de baixa renda e sem ocupação. Os dirigentes de negócios mais populares podem perceber oportunidades nos locais com maior volume de população com baixa renda, correlacionando fatia da população que vive com menos de ½ salário mínimo, com o total da população.
População ocupada é um indicador da maior relevância ao meu ver. No quadro comparativo apresentado na semana passada é possível perceber que metade dos municípios comparados, tem menos de 30% da população ocupada e apenas 2 alcançam 40% neste indicador. Muitas pessoas se surpreendem ao ver esta informação sobre o local onde vivem, pois imaginam equivocadamente que a maioria da população tem alguma ocupação, sendo que aqueles que alcançam 1/3 já são considerados acima da média. Comparando os indicadores dos diferentes municípios é possível verificar que quanto maior a população ocupada, menor a parcela que vive com menos de ½ salário mínimo por mês, ou seja, menos de R$ 500,00. Fica mais fácil entender o alto índice desta população, quando se sabe que é alto o número de casais onde 1 é aposentado com 1 salário mínimo e o outro não tem atividade remunerada, somado ao alto número de famílias que vive dos programas de transferência de renda. A disparidade de renda da população pode ser percebida quando compara-se o salário médio de alguns municípios e a fatia da população que vive com menos de ½ salário mínimo. Esta disparidade não é um bom indicador social, muito menos econômico e todas as entidades deveriam ter metas para contribuir com a redução destes indicadores. 
Aumentar o índice de pessoas ocupadas no município deve ser tarefa de todas as forças locais, iniciativa privada, poderes públicos, instituições de ensino, entidades associativas e voluntariado. Com uma parcela maior de pessoas ocupadas, tende-se a reduzir os índices de pessoas com baixa renda, tendendo aumentar a renda média, reduz-se o número de pessoas dependendo de programas sociais, aumenta-se o poder de compra, aumenta a arrecadação de tributos, há mais capacidade de investimento do município, dentre outros benefícios.
Com uma fatia maior de pessoas ocupadas, é possível fazer toda a economia local melhorar. Isto só é possível com uma grande cooperação no município. Quem está disposto a contribuir?
Um abraço e até a próxima!
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...