sábado, 1 de junho de 2019

Desafios da comunicação empresarial


       
       A comunicação é sabidamente uma das maiores dificuldades quando em se tratando de grupos, sejam eles de amigos, família, confrarias, e organizações. A comunicação empresarial é possivelmente um dos maiores desafios a ser enfrentado no que tange a organização, produtividade e clima organizacional. O texto de hoje é um “grão de areia no deserto” dada a complexidade do tema, mas uma tentativa de contribuir com o dia a dia dos leitores.
Embora reconhecidas como fatores de desgaste emocional e físico, a competitividade, o enxugamento das equipes, dentre outros gera necessidades de jornadas extremamente exaustivas, alcançando os limites do suportável para gestores, executivos e empresários. Há pesquisas que estudam o número de horas de trabalho de executivos, mostrando que as jornadas destes profissionais no Brasil têm sido em média de 70 horas por semana, bem maiores do que em países desenvolvidos. Neste cenário, o excesso impede que o indivíduo consiga cuidar de si mesmo, o que muitas vezes se reflete na dificuldade de comunicação com os setores e grupos da organização que dirige.
Muitas vezes a evidência de fragilidades emocionais e físicas impactam negativamente na comunicação empresarial. Nas pesquisas a respeito, é analisado o nível de stress dos executivos e no ranking mundial, os executivos brasileiros têm ficado em 2º lugar, atrás do Egito, como os mais estressados, o que certamente prejudica a produtividade, a criatividade, os relacionamentos e também, uma boa comunicação com seus pares e suas equipes.
Sob forte tensão, qualquer pessoa é levada a ter uma percepção alterada dos acontecimentos. Dependendo do nível de stress, pode-se acreditar que a realidade é melhor ou é pior do que de fato se apresenta. O corpo das pessoas envolvidas, dos colaboradores, começa a dar sinais que podem se transformar em doenças se o clima ruim se mantiver por muito tempo. A competição externa e interna tem limites, que quando ultrapassado, faz com que a mesma deixe de contribuir como estímulo, motivação, tornando-se um freio, quando quase todos passam a se proteger, se fechar e não vão adiante para não perder ou ser questionado.
A comunicação interna é altamente impactada por este clima interno, ao mesmo tempo que quando bem utilizada contribui decisivamente para a melhora do clima organizacional, para a eficiência operacional e para o alinhamento estratégico. Assim, é muito importante que todos os integrantes de uma organização, ou grupos entendam a importância de uma boa comunicação, se comprometam e se engajem com as melhores práticas.
       Realizar reuniões periódicas dos setores e também entre todos os gestores da organização é elementar, mas para quem não utiliza esta prática, é aquele óbvio que precisa ser feito. É preciso lembrar sempre que os elogios e os atos de reconhecimento devem ser públicos, normalmente em reuniões, ao passo que as correções e eventuais repreensões, devem ser individuais. Se as reuniões serão semanais, quinzenais, mensais, vai depender do volume de informações e tomadas de decisões em grupo que a organização tiver. É muito importante lembrar que os encontros presenciais, as reuniões, sempre engajam mais e melhor, e os tipos de tomada de decisões em grupo devem ser escolhidos em acordo com a cultura organizacional. É importante lembrar que nas reuniões, a prioridade deve ser discutir, refletir e entrosar o grupo. Os avisos, as informações, leituras de documentos, e afins podem ser priorizados por email, murais, grupos de whats e outros.
É muito importante lembrar que textos do email, mesmo que curtos, mensagens de whats e até mesmo recados escritos, não tem emoção e por isso ao serem lidos, muitas vezes podem ser interpretados pelos receptores diferentemente do que o desejado pelo emissor da mensagem. Ao saber disso, é preciso dar mais atenção às mensagens escritas para haver uma melhora na comunicação e no clima organizacional.
Um abraço e até a próxima!

sexta-feira, 24 de maio de 2019

Permita que algumas coisas passem


      

       Sabe aquelas pessoas que ficam “remoendo” durante muito tempo as palavras ou situações desagradáveis que ocorreram com elas? E aquelas pessoas das suas relações que repetem de diferentes formas fatos desagradáveis entendendo que aquilo travou sua vida? De algum modo, com maior ou menor intensidade isso ocorre com muita gente. Entendendo que precisamos de mais resiliência para levar a vida que desejamos, escrevo este breve texto de hoje.
        Continua sofrendo quem persiste em reações emocionais negativas a tudo o que é dito e a pessoa não gosta, ou não concorda. Tem mais poder pessoal quem consegue parar, observar e refletir a maior parte dos atos e fatos da sua vida com mais calma e com mais razão, do que emoção. Se as palavras e as ações do outros impactam tanto em alguém, é perceptível que qualquer um pode controlar esta pessoa. Se for e quando for o seu caso, respire fundo, analise com calma e permita que algumas coisas passem, sem necessitar da sua interferência, nem tomar a sua energia. É fundamental analisar também, o que poderia ter feito diferente para que aquilo não ocorresse e como uma nova situação como esta, pode ser evitada por algo que está no seu controle.
    Próximo de cada um de nós é possível encontrar muitas coisas ruins, negatividade, mas também um ambiente repleto de oportunidades, de coisas boas, de positividade. Por vezes opta-se por olhar numa direção, e por vezes em outra, o que comprova que a escolha de por se anda, para onde se olha é de cada um de nós.
      Quem não consegue esquecer palavras ruins, atitudes que não desejava de outras pessoas, eventos desagradáveis que lhe ocorreram, fica na mesma página da história de sua vida por muito tempo e tem muita dificuldade de seguir em frente de forma positiva, produtiva e pró-ativa.
   Quando determinadas palavras, atos, fatos desagradáveis parecerem gigantescos, muito importantes e impactantes em nossa vida, é preciso conversar com outras pessoas. Outros olhares costumam nos mostrar que na maioria das vezes estamos na verdade diante de pequenas coisas, que podem ter pouco significado e isso depende da forma de encarar a vida, da postura e das atitudes de cada um de nós. Para viver melhor, para ser mais produtivo, para estar de bem com os outros é preciso evitar ao máximo que pequenas coisas nos coloquem para baixo. Algumas pessoas que eventualmente machucam, atacam, enrolam devem ser esquecidas, ou colocadas de lado.
      Quanto a outras, talvez na maioria, basta esquecer ou ignorar determinados atos e seguir em frente. Mais importante do que estas pessoas ou seus atos, palavras, posturas, é vida de cada um de nós, nossos objetivos, sonhos, que terão mais dificuldade de se concretizar, se as mágoas pelo que outros fizeram ainda estiverem nos pensamentos. Será que estas pessoas valem a sua mágoa, o tempo e a energia que você gasta com o aborrecimento e a tristeza? Tenho certeza de que a sua vida e os seus objetivos valem muito mais.
     Que possamos deixar que algumas coisas simplesmente passem, para termos vidas, carreiras e negócios melhores!
        Um abraço e até a próxima!


sexta-feira, 17 de maio de 2019

Persista, mas também, desista


       
      
       A persistência é uma das chaves do sucesso. É preciso seguir tentando quando se está convicto do caminho certo, pois com persistência é possível realizar aquilo que outros pensam que é impossível. Persistência não é um passo ou um esforço gigantesco, mas uma sequencia de vários pequenos passos e esforços. Portanto, não pare até você se orgulhar do que fez!
“Nada substitui a persistência, nem mesmo o talento”, é uma frase de Ray Kroc. Persistência é uma capacidade que por vezes parece estar em baixa, em nossos tempos, especialmente quando convive-se com determinados grupos.
A persistência não garante sucesso, mas consegue provar a força de um caráter. Por vezes, para seguirmos em frente, é preciso desistir de alguns fardos, de alguns desvios, que até parecem importantes e pertinentes, mas que tiram foco, energia e fé. É possível perceber nitidamente a persistência como um hábito de pessoas vencedoras. As carreiras artísticas, esportivas, profissionais e empresariais admiradas e que se destacam são sempre antecedidas de histórias de muita persistência.
Eu espero ter cada vez mais persistência para buscar o que quero, desapego para desistir do que deixa de fazer bem, e que nunca me falte paciência para esperar os resultados.
As vezes, portanto, é preciso desistir, para que seja possível alcançar o que se deseja. O que é o preço de bens e serviços, se não algo que precisamos obter, para depois entregar e então conseguir o que se deseja? Uma regra da vida é que é preciso desistir de algo para conseguir outra coisa. E de algumas coisas é preciso desistir, sempre que nos dermos conta da presença em nossas vidas.
Desista de pensar que as coisas boas que você deseja poderão ser fáceis. Se fosse fácil todos teriam e você também já teria. O que você quer é difícil e exige foco, persistência, força, fé e muito mais.
Desista do medo de falhar. É o medo do que as pessoas vão pensar se algo der errado, de ficar sem alternativas, de perder coisas importantes. Este medo é o que mais atrapalha as pessoas e até as faz criar desculpas esfarrapadas, que também atrapalham muito. Desista de dar desculpas a si mesmo pelo que não tem coragem de fazer, do que tem medo ou preguiça. Desculpas só fazem mal a você e ás pessoas próximas, que gostam de você e estão esperando que você faça coisas grandiosas.
Desista de pessoas tóxicas, que são reconhecidas por ter frequentemente críticas a fazer sobre você e os demais ao seu redor, para quem nunca se faz o suficiente, e mesmo quando todos os demais reconhecem algo muito bom, são os primeiros a lembrar que não está bom o suficiente, que há falhas, etc. As tóxicas são aquelas pessoas que frequentemente falam mal dos conhecidos, e também aquelas que têm frequentemente histórias ruins para contar.
Desista também dos pensamentos negativos. Algumas coisas podem dar errado, sim, mas ficar pensando nelas é uma tortura, pois pensamentos negativos só amarram, atrasam, desgastam e tiram as energias.
       Desista do papel de vítima. Assuma o protagonismo da sua vida, porque ela é o resultado do que você fez até aqui, ou deixou de fazer. O que está bom aproveite e reforce, mas o que não está bom só depende de você para mudar e buscar melhores resultados.
Um abraço e até a próxima!

sábado, 11 de maio de 2019

Economia criativa


       


       Há quem pense que criatividade é um dom que nasce com alguns, ou então, uma qualidade de poucos, mas na verdade é uma habilidade humana e portanto, que todas as pessoas tem. A criatividade é considerada uma capacidade humana de grande valor universal aprendida ao longo da vida, dependendo dos estímulos que cada pessoa recebe ao longo das diferentes fases da vida. Qualquer pessoa pode ser criativa, independente da idade, dos títulos, dos estudos, da área de formação, ou de onde nasceu, de onde vive ou onde trabalha.
        Se o ambiente proporciona condições, uma criança desde os primeiros anos de vida já demonstra ações criativas. Se o ambiente continua favorável ao longo da vida, ou mesmo, se só surge depois de alguns anos, podemos identificar ações criativas até o fim da vida de muitas pessoas, através da inventividade, inteligência e talento adquiridos para criar, inventar, inovar, seja no campo profissional, artístico, científico, esportivo. Assim, a criatividade pode ser entendida como uma força de caráter que permite transformar tarefas rotineiras em atividades prazerosas, dinâmicas e produtivas. 
criatividade é a capacidade que proporciona criação, produção e invenção de coisas novas, bem como a capacidade de transformar situações e inovar no modo de agir. Pessoas consideradas criativas geralmente são curiosas por natureza e sempre buscam olhar as diferentes situações do mundo e da vida de forma diferente buscando oportunidades para si e para os outros.
      A criatividade é um componente, um insumo, uma peça chave em produtos, bens ou serviços, que não “gastam” a natureza, pelo contrário, quanto mais usada, mais a criatividade estimula inovações e inventividade ao seu redor. Com isso, a chamada economia criativa tem potencial para se tornar sustentável, um dos maiores desejos sobre as áreas econômicas, porém não é sustentável enquanto algumas pessoas estiverem muito bem e outras muito mal. Além de aplaudir as iniciativas que tem surgido, precisamos utilizá-las como exemplos de excelentes produtos e especialmente serviços, que focam em ter acesso simples, fácil e barato, ao invés de ter posse ou propriedade, de equipamentos, móveis, veículos e imóveis. Este traço da economia criativa é um dos principais para proporcionar uso e benefícios a muito mais gente, tornando a vida melhor e resolvendo problemas de forma inovadora, criativa e mais conveniente.  
Economia Criativa é o conjunto de iniciativas que se baseiam no capital intelectual e cultural, na inovação e na criatividade gerando valor econômico. A indústria criativa estimula a geração de renda, cria empregos e produz novas receitas, ao mesmo tempo em que pode promover diversidade cultural, inclusão e o desenvolvimento humano. Economia Criativa é um setor econômico, não é apenas ter criatividade, mas a capacidade de transformar ideias inovadoras em iniciativas, ações, produtos e serviços.
Se de um lado têm-se consumidores cada vez mais conectados com as novas tecnologias, atentos as questões sociais, políticas e econômicas e cada vez mais exigentes quanto a qualidade, preço, prazos, de outro lado existem empresas surgindo e outras querendo mudar para atender os novos estilos de vida e de consumo. É neste ambiente que se ampliam as oportunidades para os negócios da Economia Criativa, intimamente ligada ao comportamento do consumidor, e também por isso está atrelada a busca por facilidades e acesso simples a novas experiências, pressupondo ainda colaboração de várias partes aumentando a participação na construção e na inovação dos negócios, num espírito colaborativo.
        Quer saber mais sobre “Economia Criativa”? Leia a Revista Master (CRA-RS) deste mês e também agende-se: CIDEADs - Ciclos de Debates de Administração, promovidos pelo CRA-RS e Instituições de Ensino Superior neste ano vão debater o tema em Santo Ângelo (14/5), em Santa Rosa (15/5), São Luiz Gonzaga (16/5), Frederico Westphalen (4/6), Tupaciretã (5/6). Além disso, o tema estará em pauta em 30 palestras, cases, oficinas e desafios no SIEF – Seminário de Inovação e Empreendedorismo, promovido por um conjunto de entidades, no campus da FAHOR, em Horizontina, nos dias 5, 6 e 7 de junho.
Oportunidades para estimular inovação, criatividade e empreendedorismo não faltam! Aproveite e ingresse de vez na economia criativa!

segunda-feira, 6 de maio de 2019

Pensamentos que definem a qualidade de vida


Estímulos para atormentar os pensamentos não faltam, não é mesmo? A desorganização da economia do país, o caos da política, os veículos da grande mídia cada vez mais envolvidos com questões políticas e ideológicas, notícias falsas (fake news) de todos os assuntos possíveis, confiança em baixa, violência em alta, dificuldades com estradas, com a saúde, com a educação, desemprego, desalento... ou seja, motivo para angústias, pessimismo, pensamentos ruins, não faltam! Todavia, para uma boa qualidade de vida, é preciso manter a mente saudável e bons pensamentos são fundamentais para isso.
Sobre o Brasil, quem já tem uma certa idade pode se perguntar quando é que o país não esteve em crise, afinal. Já a transformação do trabalho, ocorrida nos anos 90 e 2000 em parte pela informatização, continua, com automação tecnológica e inteligência artificial e traz um cenário de exigências crescentes e incertezas constantes. Para os profissionais, estudo, aprimoramento e atualização constante é condição para se manter na atividade. Para quem não mantém bons pensamentos, segundo os especialistas, a ansiedade, o stress, a angustia, podem fragilizar e afetar a produtividade e especialmente a qualidade de vida como um todo, atrapalhando as emoções e a vivencia do presente, com as preocupações sobre o futuro.
Trago aqui algumas dicas de Alice Salvo Sosnowski criadora da metodologia “O Pulo do Gato Empreendedor” para dominar pensamentos que bloqueiam a criatividade e prejudicam a qualidade de vida:
- Descanse a mente: exercícios físicos, atividades lúdicas como dança, música e pintura, leituras que não são de trabalho, cinema, futebol, encontro de amigos e outras atividades que dão prazer e felicidade;
- Respire: inspire longamente e expire de uma só vez imaginando que o ar saindo são os pensamentos negativos deixando seu corpo;
- Não faça suposições: "Se eu tivesse feito isso", "Talvez eu devesse ter ido …". Não se atormente! Esses pensamentos só servem para julgar e destruir a si mesmo. O que está feito está feito. Assuma os erros como aprendizados e “bola para frente”;
- Evite relações tóxicas: ficar com pessoas negativas ou não confiáveis, fisicamente, ou nas redes sociais pode ser um gatilho para a ansiedade e pensamentos ruins. Procure relações e ambientes que gerem energia, otimismo e bons pensamentos;
- Se organize: arrume a casa, o quarto, o escritório, mesa de trabalho, lave a louça. A limpeza nos ambientes exteriores é fundamental para manter o mundo interior organizado;
- Tenha contato com a natureza: pés em contato com a grama, a areia da praia, mãos que mexem na terra e se deliciam na água gelada. Nada como a natureza para nos colocar no momento presente;
- Conexão espiritual: não precisa ir a um culto semanalmente para ter espiritualidade, mas é extremamente importante acreditar em algo maior que nos dê esperança de seguir em frente apesar dos desafios;
- Agradeça: todo fim do dia, faça uma lista das coisas que te deixaram feliz. Pode ser uma conversa interessante, uma comida gostosa, um encontro com amigos. Treine sua mente para identificar e ter mais momentos prazerosos;
- Observe o que ativa seus pensamentos negativos e tente não se envolver com eles. Simplesmente coloque o foco em outras questões e deixe que a preocupação desapareça por falta de atenção;
- Marque hora e local para as preocupações: Ao contrário de imaginar que pensar muito pode levar à solução dos problemas, escolha um período específico para se preocupar e adquira o hábito de pensar e falar sobre assuntos difíceis em horas determinadas para que as preocupações não tomem seu tempo e energia o tempo todo.
      Finalizando, é preciso dominar os pensamentos para que eles não te devorem. É preciso aprender a lidar com a mente para usufruir de uma vida com mais qualidade. Um abraço e até a próxima!

segunda-feira, 29 de abril de 2019

Que Deus nos proteja!


Há 2 semanas atrás esta coluna circulou com o título “As reformas que o Brasil precisa” e fiquei muito feliz com a quantidade e a qualidade dos retornos recebidos. Para quem não leu ou não lembra, destaquei que o Brasil precisa realizar pelo menos 5 reformas para iniciar o desenvolvimento que se espera de um país deste tamanho e com as condições existentes, para oferecer melhores condições de vida para a sua gente. Reforma previdenciária, reforma trabalhista, reforma tributária e fiscal, reforma política, e a reforma do pacto federativo são as principais, as mais importantes e as que se tornaram urgentes todas ao mesmo tempo.
Quanto a Reforma da Previdência, me parece que as autoridades políticas, de situação e de oposição, se envolveram de tal forma num enredo mal escrito pelos que não se importam com a realidade da população e do país, que demonstram não conseguir mais distinguir o que é ficção do que é realidade. Os congressistas que deveriam nos representar precisariam discutir e votar objetivamente:
- os trabalhadores ativos que entrarão na regra de transição, devem trabalhar 2, 3 ou 5 anos além do que está previsto atualmente;
- quem entrará no mercado de trabalho a partir da reforma vai contribuir para a previdência durante 32, 35 ou mais anos;
- quanto deve ser o teto (máximo a receber) de cada categoria, a partir da publicação da reforma;
- extinção dos privilégios existentes em algumas categorias;
- alternativas para aumentar a arrecadação da previdência, para ser sustentável e ainda desonerar a folha de pagamento para reduzir o desemprego;
- ...
        Diante de tantos discursos irresponsáveis, ilusórios e que afastam cada vez mais o país dos caminhos do desenvolvimento, arrisco-me ao convidar os amigos leitores para um exercício bem simplório, que talvez auxilie na objetividade da discussão. Se o trabalhador comum, da iniciativa privada, tem desconto mensal de 11% de seu salário para a previdência social e o empregador contribui com mais 20%, soma-se 31% para o caixa. Uma pessoa que iniciou a contribuição aos 21 anos, e manteve-a por 35 anos ininterruptos, se aposenta aos 56, gera um “saldo” que corresponderia a cerca de 11 anos (31% X 35 anos) da aposentadoria que vai receber, mantendo-o até os 67 anos (56+11). Considerando que temos uma crescente geométrica da população que passa dos 80 anos, é fácil entender que não há  contribuição suficiente para a previdência bancar 25 a 35 anos de aposentadoria. Alguém está lembrando dos que não alcançam os 80, claro, mas temos que lembrar também daqueles que se aposentam sem ter contribuído com a previdência. Além disso, temos que lembrar que o País todo, especialmente o sul, está tendo uma redução da população em idade economicamente ativa, ou seja, dos que contribuem com a previdência.
Para além da ideologização das discussões, a criação de cenários ilusionistas transformaram um debate poderia ser bem objetivo, considerando que envolvem limites quantitativos, estatísticas e cálculos financeiros, em intermináveis discussões subjetivas que ofendem a inteligência de quem assiste. A dificuldade de apresentar propostas de solução objetivas por parte dos Executivos das últimas décadas talvez não foi maior do que as trapalhadas dos atuais. Estamos ávidos por soluções e alternativas para os itens falhos das propostas apresentadas e por isso classifico como a mais absoluta irresponsabilidade diante do caos, das lideranças que discordam sem apresentar alternativas, pois é a face mais cruel de quem põe os interesses particulares de suas eleições e de sua categoria, acima da vida das futuras gerações de seu país.
Lideranças lúcidas, cientes do poder de representação que receberam e minimamente responsáveis com o futuro do país estariam agora debatendo alternativas, que gerariam cenários futuros e votariam pelo que é melhor, independente de quem desejam  que ocupe os cargos eletivos desejados.
Que Deus possa proteger os brasileiros!

sábado, 20 de abril de 2019

O poder das redes de contato


As redes de relacionamento, ou redes de contato ou ainda, network, expressão mais conhecida no meio empresarial sempre tiveram grande poder e permitiram longo alcance para iniciativas de interesse mútuo.
Embora se saiba disso há muito tempo e haja muita gente estudando, palestrando e escrevendo a respeito, ainda me impressionam as dificuldades de quem utiliza de forma inadequada as redes de contato. É frente vermos conhecidos utilizando seus contatos para comentar assuntos e compartilhar arquivos diversos, como notícias (verdadeiras e também falsas), memes, piadas, lazer e até flautas esportivas mas não utiliza adequadamente para auxiliar os outros, ou para promover o trabalho, o negócio ou a marca pessoal.
Uma das melhores formas de estimular a rede de relacionamentos é ser capaz de auxiliar outras pessoas, de diferentes formas, seja elogiando o trabalho, promovendo o que os outros fazem, auxiliando na busca de um emprego, contato comercial e busca de soluções diversas. Ao auxiliar os outros, a pessoa vai construindo uma marca pessoal relevante, de generosidade, comprometimento e focada em soluções.
As redes de relacionamento não devem ser utilizadas somente quando é necessário vender, encontrar trabalho, buscar informações, cobrar posições ou pedir algo para si. O networking deve ser uma construção, com melhoria contínua, como um plantio de médio e longo prazo, para uma colheita generosa. Há estudos que mostram que os pensamentos e as atitudes são muito influenciadas pelas 5 pessoas mais próximas. Se são 5, ou mais, não vem ao caso, porém, não há dúvidas de que é fundamental avaliar bem em quais meios e com quem convivemos, sobretudo, quem e o quê está nos influenciando.
Quem você conhece? Quem conhece você? O que você lembra e tem registrado das pessoas que você conhece? Como você pode acessá-las quando precisar ou desejar? O que as pessoas mais lembram de você? O que você tem oferecido para os outros lembrarem de você da forma desejada? Em quais meios você circula e como se apresenta? A forma como você apresenta o que faz de melhor, é adequada? Estas e outras questões são cruciais para a construção de uma marca pessoal positiva e apoiada numa excelente rede de relacionamentos.
Pedir auxílio algumas vezes pode ser salutar aos relacionamentos, todavia, a forma e a frequência destes pedidos devem ser bem pensadas. Uma indicação para vaga de trabalho, para um negócio, ou outra atividade, é semelhante a um aval, pois ao fazer a indicação, a pessoa empresta um pouco da sua credibilidade e do seu relacionamento naquela situação. Se a indicação gerar grande satisfação, aquele que indicou tem a marca pessoal, a credibilidade e o relacionamento fortalecidos. Por outro lado, se a indicação frustrar, dependendo da dificuldade, a imagem pessoal e o relacionamento de quem indicou podem sair desgastados. Como tantas situações na vida, uma indicação de contato e assunto gera tanto oportunidades, quanto ameaças e portanto, merece atenção e dedicação.
No início do texto mencionei o interesse mútuo e é algo que alguns acabam esquecendo. Reciprocidade, gratidão, empatia, ética e bom senso são valores caros nos relacionamentos. Ao contatar alguém, é preciso avaliar sobre os motivos pelos quais aquele contato se interessará pelo que há a oferecer. Além disso e talvez o mais importante antes de solicitar um contato para chegar onde se deseja, é avaliar bem quais as condições de manter-se neste lugar e nestes relacionamentos com o que se propõe, com a qualidade prometida e por um tempo razoável, capaz de deixar um bom legado.
Desejando uma rede de relacionamentos cada vez maior e mais efetiva, um abraço e até a próxima!
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