terça-feira, 25 de junho de 2019

De quem você depende?


Convivemos com muita gente que parece ter muito potencial, mas não se desenvolve por acreditar que “os outros” a estão prejudicando e não a deixam crescer. Desenvolver a si mesmo implica em romper amarras e saber que as barreiras internas como o medo, a timidez, a preguiça, a vergonha, desculpas, falta de ânimo, baixa estima é que atrapalham verdadeiramente a realização dos seus sonhos.
Marco Aurélio Ferreira Viana em sua extensa obra afirma que para o autodesenvolvimento o indivíduo deve assumir a responsabilidade por sua evolução, através da busca pessoal por recursos e condições que lhe permitam reconhecer que hoje está “melhor” (em qualquer aspecto) que ontem, e ter a certeza de que, amanhã, estará melhor que hoje. Quando pensamos nos recursos para promover este autodesenvolvimento, estamos fundamentalmente considerando a educação e qualquer outra ação, que venha a contribuir para que o indivíduo gerencie a si mesmo!
No contexto das organizações, este tema assumiu uma grande importância, pois o autodesenvolvimento tornou-se uma das mais importantes competências para o profissional do século XXI e dele dependerá o sucesso das pessoas e consequentemente das organizações. Só as organizações que tiverem pessoas que estejam absolutamente conscientes e focadas em seu autodesenvolvimento, serão capazes de responder rapidamente a mudanças tão aceleradas, adaptar-se à nova realidade tecnológica, e superarem os desafios, que garantam, mais do que a sobrevivência, o sucesso organizacional.
A reflexão de hoje não serve apenas para a gestão da carreira, embora, este ponto ganha cada vez mais importância. Peter Drucker, destaca em sua obra “Os desafios para o século XXI” que gerenciar a si mesmo é colocar-se onde você possa fazer sua maior contribuição à sociedade, aprendendo a se desenvolver constantemente, mantendo-se mentalmente ativo e aprendendo como e quando mudar.
Sabe-se que as pessoas que conhecem bem a si mesmas, tem um bom senso de auto-observação, conseguem analisar as melhorias necessárias às suas capacidades, condutas, atitudes e alinhá-las as exigências do seu trabalho, de profissões de interesse e do mercado, obtém maiores possibilidades de realização na carreira e na vida pessoal, pois encontram alternativas adequadas ao seu perfil e adaptando-se mais facilmente às mudanças trazidas pelas novas tecnologias.
O trabalho ganha cada vez mais significado nas vidas de muitas pessoas, que irão trabalhar por necessidade ou por satisfação, por 50 anos ou mais, sendo que cada vez mais gente passa a encarar o trabalho como fonte de satisfação e realização, buscando atividades que deem significado à sua vida e que estejam compatíveis com seus valores e sua visão de futuro.
O que é sucesso para um, pode não ser para outro, tendo em vista essencialmente os valores e a forma de entender a vida, são muito particulares e por este motivo, prefiro falar em sonhos e realizações. E são diversos os pesquisadores e pensadores, de diferentes correntes que afirmam que a realização dos sonhos dependem da pessoa assumir a direção de sua própria vida, conhecendo seus limites, tentando superá-los, sem culpar os outros ou situações externas por aquilo que não gosta ou não sair como deseja.
Daniel Goleman, dos best-sellers Inteligência Emocional/Múltiplas inteligências identificou em suas pesquisas que 90% das diferenças entre executivos de desempenho excepcional e os de desempenho médio, estão relacionadas aos fatores relacionados à inteligência emocional e não às habilidades cognitivas e competências técnicas adquiridas na escola e universidade. Entender que a motivação não vem dos outros e ter capacidade de automotivação, conseguir escolher e fazer o que gosta estão entre os fatores mais importantes para a realização profissional e pessoal.
Quanto às empresas, que são integrações de seres humanos, não há como não estabelecer uma correlação direta entre o sucesso pessoal/profissional e o sucesso da organização, mas sabe-se que pessoas felizes são mais produtivas, e vice-versa, gerando ambientes mais positivos e melhores resultados para todos.
Um abraço e até a próxima!

segunda-feira, 17 de junho de 2019

De onde sai a nova riqueza


Na semana que passou tive a satisfação de participar e contribuir na organização e coordenação de um dos maiores eventos de inovação e empreendedorismo que do sul do Brasil. No Seminário de Inovação e Empreendedorismo, na 5ª edição, e a Semana Internacional de Engenharias e Economia, na 9ª edição, promovidos pela FAHOR, com apoio da Federasul, Ventiur Aceleradora, ACIs e Administrações municipais de 8 municípios do Noroeste do Rio Grande do Sul, além de diversos patrocinadores, estiveram 37 palestrantes, com 27 palestras, 3 painéis com debates, 80 artigos científicos sendo apresentados, 3 visitas técnicas a fábricas inovadoras, 5 startups expondo seus produtos inovadores, finalizando com um hackathon para soluções inovadoras para propriedades de menos de 100ha, em 4 dias de programação. Ao ouvir, ver, conviver, e conversar muito com painelistas, palestrantes, pesquisadores e participantes que estão na ponta deste processo de fomento a inovação e novos negócios, reforço um entendimento de que a nova riqueza está saindo das incubadoras, dos ambientes de inovação e empreendedorismo, das faculdades e universidades, dos espaços de estudos e garagens das casas de estudantes universitários.
É notório que muitas das inovações que tem surgido são de startups, normalmente de jovens que trabalham nos laboratórios das suas faculdades, no espaço de estudos ou nas garagens de suas casas, e não de grandes corporações. Claro que estas também têm investindo forte e inovando seus produtos e negócios para se manter no mercado, mas há muitos anos contribuindo com a organização de incubadoras, estimulando novos negócios inovadores, ainda me impressiono com o volume de novos e bons negócios surgindo nos diversos segmentos da economia, partindo dos ambientes de inovação, geralmente ligados as faculdades e universidades. Nos locais em que o ensino técnico e superior está focado em práticas inovadoras, os estudantes tem estímulo para empreender, estrutura de apoio, vínculo com investidores, com aceleradoras, e quando estes estão articulados com empresas maiores e melhor estruturadas, os resultados são visíveis e empolgam ainda mais.
 A grande revolução na comunicação entre pessoas, em escala mundial, não foi feita pelas grandes indústrias de entretenimento e comunicação, mas, sim, por jovens que criaram e lançaram ao mercado soluções como o Google, Facebook, Instagram, WhatsApp, UBER, AirBnB, dentre outras. As grandes mudanças nos hábitos de compra de bens e serviços não foram conduzidas pelas grandes fabricantes e sim, pelos revolucionários sites e aplicativos de compras e fidelização. Os talentos estão em todas as partes do planeta, basta gerar estímulo e apoio. Por este motivo é que os países que souberam acolher, estimular, organizar e financiar incubadoras de startups, levam mais vantagem, deixando novamente para traz aqueles que dificultaram o empreendedorismo, tem grandes barreiras em leis trabalhistas e tributam o consumo ao invés da renda.
O esforço que alguns lugares tem feito pela inovação e pelo empreendedorismo é admirável e chama a atenção até fora do país. Este esforço poderia gerar ainda mais resultados para a sociedade, se as lideranças públicas conseguissem pensar mais no futuro do que nos seus egos, nos resquícios da última, ou nas possibilidades da próxima eleição. Flexibilizar regras trabalhistas e simplificar a tributação é fundamental para termos mais condições para estes negócios crescerem no Brasil.
Os estímulos a inovação e ao empreendedorismo precisam iniciar em casa, com famílias estimulando seus entes a pensar em trabalho criativo e inovador, ao invés de um emprego tradicional e seguro. A educação básica pode melhorar a qualidade e ser mais estimulante as crianças e aos jovens, se realizar vínculos e estímulos a partir da economia criativa. Com isso, certamente teremos mais jovens chegando as faculdades com mentes mais abertas para a inovação e mais interesse pelo empreendedorismo, pelo trabalho criativo e inovador. Em ambientes de aprendizagem que propiciam o contato e a relação próxima com empresas, com incubadoras e aceleradoras de negócios inovadores teremos sem dúvidas, novas gerações mais inovadoras e mais empreendedoras.
Inovadores e empreendedores não precisam se preocupar com emprego, pois terão trabalho na economia criativa, que tem foco em fazer um mundo melhor e muito mais responsável com a qualidade de vida para as pessoas. O que você pode fazer na sua casa, na sua empresa, na sua escola com estas premissas?
Um abraço e até a próxima!

sexta-feira, 7 de junho de 2019

Hábitos para ser inovador e criativo


Uma boa parte dos profissionais que eu convivo desejam ser mais inovadores e mais criativos, ou estão buscando algo com potencial de impactar mais pessoas em seus negócios. Em geral nos admiramos de como o pessoal do Google e demais empresas ícones do Vale do Silício conseguem produzir tantas coisas legais, inovadoras, simples e por tudo isso, altamente lucrativas. Compartilho aqui alguns hábitos diários para um profissional ser tão inovador quanto o pessoal do Google e outras empresas que crescem exponencialmente, identificados e sugeridos pela equipe da Start se, empresa brasileira que se propõe a desenvolver a inovação e o empreendedorismo entre os brasileiros. 
Esses hábitos devem ajudar a ter ideias ou se tornar muito mais criativo, ágil e inovador do que nunca.  Muita gente fala sobre inovação, mas na hora de fazer as coisas acontecerem, na ordem de prioridades, as inovações ficam para depois.  Inovação deve ser uma prioridade diária e é o primeiro passo! Outra dica é conversar ou frequentar lugares com pessoas de opiniões, formações e ideologias diferentes das suas. Este hábito nos deixa mais criativo, mais inovador e com muito mais argumentos para discussões e troca de ideias. Conhecer e conversar com pessoas diferentes, muitas vezes propicia uma ideia ou parceria inovadora capaz de dar o insight tão esperado. 
Como fazer o que você já faz de uma forma rápida e melhor para solucionar um problema real? Você vai ver que muitas vezes não precisará pensar em nada mirabolante para se tornar inovador.  O foco é pensar no que você pode fazer de diferente com as ferramentas que você já possui. Você tem alguma habilidade que pode ser usada para solucionar problemas de outras pessoas?  Pensar nisso várias vezes por dia, é a segunda dica de hábito.
Fique de olho em pessoas inovadoras e se aproxime muito delas. Inovação e criatividade são coisas difíceis de ensinar, ainda mais quando muitas vezes ao longo da vida se foi ensinado a realizar tarefas mecânicas e repetitivas diariamente.  Pessoas inovadoras sempre acabam influenciando as outras, fazendo elas verem problemas e oportunidades sob um prisma diferente.  
Quer criar soluções inovadoras? Olhe sempre para todos os lados e veja o que estão fazendo de diferente. Em seguida, tente fazer algo ainda mais diferente. Por que não podemos ser os primeiros a fazer algo assim?
Quanto vale uma boa ideia? - Uma ideia não aplicada é igual a zero! Por isso, cada vez mais as organizações que crescem rapidamente investem em inovação ou setores com este foco, para ter no seu dia a dia novas e melhores formas de sobreviver e se desenvolver no mercado. Mostre sua ideia para pessoas inovadoras e criativas e converse abertamente sobre ela. Colha os feedbacks e transforme a conversa num grande brainstorm e não precisa de uma reunião para isso. Uma pausa para um café, uma conversa de corredor ou até mesmo um almoço ou happy hour são bons momentos para conversas assim.
Beber da fonte, na prática, ao vivo é melhor! Embora ler, assistir palestras, fazer cursos seja fundamental, vez por outra é muito importante uma visita, uma vivência a espaços inovadores, que gerarão uma experiência muito mais rica como pessoa e profissional, para entender e aplicar esses conhecimentos dentro do seu próprio contexto ou mercado.  As mentes mais criativas do mundo, são pessoas que tem ideias para fazer do mundo um lugar melhor e com isso, geram satisfação pessoal, ganham notoriedade e prosperidade. Converse com pessoas e visite empresas inovadoras, que isto vai ficar cada vez mais claro para você.
Por último, habitue-se a resolver 1 problema de muitas formas diferentes. Não se conforme e não admita apenas 1 resposta, ou 1 solução. Procure várias possibilidades de solução, e só depois escolha uma, mas habitue-se a ter várias possibilidades presentes. Busque também identificar quais ferramentas seriam necessárias para você solucionar esse problema e que ainda não existem. Pense nas coisas mais “doidas” e não convencionais. Muitas vezes dessas ideias absurdas e “fora da caixa” brotará a semente da inovação para aquele problema de difícil solução.
Para finalizar, é preciso estar convencido que estas dicas, ideias, sugestões só se tornarão hábitos se você começar a praticá-los diariamente. Portanto, mãos à obra!
Um abraço e até a próxima!

sábado, 1 de junho de 2019

Desafios da comunicação empresarial


       
       A comunicação é sabidamente uma das maiores dificuldades quando em se tratando de grupos, sejam eles de amigos, família, confrarias, e organizações. A comunicação empresarial é possivelmente um dos maiores desafios a ser enfrentado no que tange a organização, produtividade e clima organizacional. O texto de hoje é um “grão de areia no deserto” dada a complexidade do tema, mas uma tentativa de contribuir com o dia a dia dos leitores.
Embora reconhecidas como fatores de desgaste emocional e físico, a competitividade, o enxugamento das equipes, dentre outros gera necessidades de jornadas extremamente exaustivas, alcançando os limites do suportável para gestores, executivos e empresários. Há pesquisas que estudam o número de horas de trabalho de executivos, mostrando que as jornadas destes profissionais no Brasil têm sido em média de 70 horas por semana, bem maiores do que em países desenvolvidos. Neste cenário, o excesso impede que o indivíduo consiga cuidar de si mesmo, o que muitas vezes se reflete na dificuldade de comunicação com os setores e grupos da organização que dirige.
Muitas vezes a evidência de fragilidades emocionais e físicas impactam negativamente na comunicação empresarial. Nas pesquisas a respeito, é analisado o nível de stress dos executivos e no ranking mundial, os executivos brasileiros têm ficado em 2º lugar, atrás do Egito, como os mais estressados, o que certamente prejudica a produtividade, a criatividade, os relacionamentos e também, uma boa comunicação com seus pares e suas equipes.
Sob forte tensão, qualquer pessoa é levada a ter uma percepção alterada dos acontecimentos. Dependendo do nível de stress, pode-se acreditar que a realidade é melhor ou é pior do que de fato se apresenta. O corpo das pessoas envolvidas, dos colaboradores, começa a dar sinais que podem se transformar em doenças se o clima ruim se mantiver por muito tempo. A competição externa e interna tem limites, que quando ultrapassado, faz com que a mesma deixe de contribuir como estímulo, motivação, tornando-se um freio, quando quase todos passam a se proteger, se fechar e não vão adiante para não perder ou ser questionado.
A comunicação interna é altamente impactada por este clima interno, ao mesmo tempo que quando bem utilizada contribui decisivamente para a melhora do clima organizacional, para a eficiência operacional e para o alinhamento estratégico. Assim, é muito importante que todos os integrantes de uma organização, ou grupos entendam a importância de uma boa comunicação, se comprometam e se engajem com as melhores práticas.
       Realizar reuniões periódicas dos setores e também entre todos os gestores da organização é elementar, mas para quem não utiliza esta prática, é aquele óbvio que precisa ser feito. É preciso lembrar sempre que os elogios e os atos de reconhecimento devem ser públicos, normalmente em reuniões, ao passo que as correções e eventuais repreensões, devem ser individuais. Se as reuniões serão semanais, quinzenais, mensais, vai depender do volume de informações e tomadas de decisões em grupo que a organização tiver. É muito importante lembrar que os encontros presenciais, as reuniões, sempre engajam mais e melhor, e os tipos de tomada de decisões em grupo devem ser escolhidos em acordo com a cultura organizacional. É importante lembrar que nas reuniões, a prioridade deve ser discutir, refletir e entrosar o grupo. Os avisos, as informações, leituras de documentos, e afins podem ser priorizados por email, murais, grupos de whats e outros.
É muito importante lembrar que textos do email, mesmo que curtos, mensagens de whats e até mesmo recados escritos, não tem emoção e por isso ao serem lidos, muitas vezes podem ser interpretados pelos receptores diferentemente do que o desejado pelo emissor da mensagem. Ao saber disso, é preciso dar mais atenção às mensagens escritas para haver uma melhora na comunicação e no clima organizacional.
Um abraço e até a próxima!

sexta-feira, 24 de maio de 2019

Permita que algumas coisas passem


      

       Sabe aquelas pessoas que ficam “remoendo” durante muito tempo as palavras ou situações desagradáveis que ocorreram com elas? E aquelas pessoas das suas relações que repetem de diferentes formas fatos desagradáveis entendendo que aquilo travou sua vida? De algum modo, com maior ou menor intensidade isso ocorre com muita gente. Entendendo que precisamos de mais resiliência para levar a vida que desejamos, escrevo este breve texto de hoje.
        Continua sofrendo quem persiste em reações emocionais negativas a tudo o que é dito e a pessoa não gosta, ou não concorda. Tem mais poder pessoal quem consegue parar, observar e refletir a maior parte dos atos e fatos da sua vida com mais calma e com mais razão, do que emoção. Se as palavras e as ações do outros impactam tanto em alguém, é perceptível que qualquer um pode controlar esta pessoa. Se for e quando for o seu caso, respire fundo, analise com calma e permita que algumas coisas passem, sem necessitar da sua interferência, nem tomar a sua energia. É fundamental analisar também, o que poderia ter feito diferente para que aquilo não ocorresse e como uma nova situação como esta, pode ser evitada por algo que está no seu controle.
    Próximo de cada um de nós é possível encontrar muitas coisas ruins, negatividade, mas também um ambiente repleto de oportunidades, de coisas boas, de positividade. Por vezes opta-se por olhar numa direção, e por vezes em outra, o que comprova que a escolha de por se anda, para onde se olha é de cada um de nós.
      Quem não consegue esquecer palavras ruins, atitudes que não desejava de outras pessoas, eventos desagradáveis que lhe ocorreram, fica na mesma página da história de sua vida por muito tempo e tem muita dificuldade de seguir em frente de forma positiva, produtiva e pró-ativa.
   Quando determinadas palavras, atos, fatos desagradáveis parecerem gigantescos, muito importantes e impactantes em nossa vida, é preciso conversar com outras pessoas. Outros olhares costumam nos mostrar que na maioria das vezes estamos na verdade diante de pequenas coisas, que podem ter pouco significado e isso depende da forma de encarar a vida, da postura e das atitudes de cada um de nós. Para viver melhor, para ser mais produtivo, para estar de bem com os outros é preciso evitar ao máximo que pequenas coisas nos coloquem para baixo. Algumas pessoas que eventualmente machucam, atacam, enrolam devem ser esquecidas, ou colocadas de lado.
      Quanto a outras, talvez na maioria, basta esquecer ou ignorar determinados atos e seguir em frente. Mais importante do que estas pessoas ou seus atos, palavras, posturas, é vida de cada um de nós, nossos objetivos, sonhos, que terão mais dificuldade de se concretizar, se as mágoas pelo que outros fizeram ainda estiverem nos pensamentos. Será que estas pessoas valem a sua mágoa, o tempo e a energia que você gasta com o aborrecimento e a tristeza? Tenho certeza de que a sua vida e os seus objetivos valem muito mais.
     Que possamos deixar que algumas coisas simplesmente passem, para termos vidas, carreiras e negócios melhores!
        Um abraço e até a próxima!


sexta-feira, 17 de maio de 2019

Persista, mas também, desista


       
      
       A persistência é uma das chaves do sucesso. É preciso seguir tentando quando se está convicto do caminho certo, pois com persistência é possível realizar aquilo que outros pensam que é impossível. Persistência não é um passo ou um esforço gigantesco, mas uma sequencia de vários pequenos passos e esforços. Portanto, não pare até você se orgulhar do que fez!
“Nada substitui a persistência, nem mesmo o talento”, é uma frase de Ray Kroc. Persistência é uma capacidade que por vezes parece estar em baixa, em nossos tempos, especialmente quando convive-se com determinados grupos.
A persistência não garante sucesso, mas consegue provar a força de um caráter. Por vezes, para seguirmos em frente, é preciso desistir de alguns fardos, de alguns desvios, que até parecem importantes e pertinentes, mas que tiram foco, energia e fé. É possível perceber nitidamente a persistência como um hábito de pessoas vencedoras. As carreiras artísticas, esportivas, profissionais e empresariais admiradas e que se destacam são sempre antecedidas de histórias de muita persistência.
Eu espero ter cada vez mais persistência para buscar o que quero, desapego para desistir do que deixa de fazer bem, e que nunca me falte paciência para esperar os resultados.
As vezes, portanto, é preciso desistir, para que seja possível alcançar o que se deseja. O que é o preço de bens e serviços, se não algo que precisamos obter, para depois entregar e então conseguir o que se deseja? Uma regra da vida é que é preciso desistir de algo para conseguir outra coisa. E de algumas coisas é preciso desistir, sempre que nos dermos conta da presença em nossas vidas.
Desista de pensar que as coisas boas que você deseja poderão ser fáceis. Se fosse fácil todos teriam e você também já teria. O que você quer é difícil e exige foco, persistência, força, fé e muito mais.
Desista do medo de falhar. É o medo do que as pessoas vão pensar se algo der errado, de ficar sem alternativas, de perder coisas importantes. Este medo é o que mais atrapalha as pessoas e até as faz criar desculpas esfarrapadas, que também atrapalham muito. Desista de dar desculpas a si mesmo pelo que não tem coragem de fazer, do que tem medo ou preguiça. Desculpas só fazem mal a você e ás pessoas próximas, que gostam de você e estão esperando que você faça coisas grandiosas.
Desista de pessoas tóxicas, que são reconhecidas por ter frequentemente críticas a fazer sobre você e os demais ao seu redor, para quem nunca se faz o suficiente, e mesmo quando todos os demais reconhecem algo muito bom, são os primeiros a lembrar que não está bom o suficiente, que há falhas, etc. As tóxicas são aquelas pessoas que frequentemente falam mal dos conhecidos, e também aquelas que têm frequentemente histórias ruins para contar.
Desista também dos pensamentos negativos. Algumas coisas podem dar errado, sim, mas ficar pensando nelas é uma tortura, pois pensamentos negativos só amarram, atrasam, desgastam e tiram as energias.
       Desista do papel de vítima. Assuma o protagonismo da sua vida, porque ela é o resultado do que você fez até aqui, ou deixou de fazer. O que está bom aproveite e reforce, mas o que não está bom só depende de você para mudar e buscar melhores resultados.
Um abraço e até a próxima!

sábado, 11 de maio de 2019

Economia criativa


       


       Há quem pense que criatividade é um dom que nasce com alguns, ou então, uma qualidade de poucos, mas na verdade é uma habilidade humana e portanto, que todas as pessoas tem. A criatividade é considerada uma capacidade humana de grande valor universal aprendida ao longo da vida, dependendo dos estímulos que cada pessoa recebe ao longo das diferentes fases da vida. Qualquer pessoa pode ser criativa, independente da idade, dos títulos, dos estudos, da área de formação, ou de onde nasceu, de onde vive ou onde trabalha.
        Se o ambiente proporciona condições, uma criança desde os primeiros anos de vida já demonstra ações criativas. Se o ambiente continua favorável ao longo da vida, ou mesmo, se só surge depois de alguns anos, podemos identificar ações criativas até o fim da vida de muitas pessoas, através da inventividade, inteligência e talento adquiridos para criar, inventar, inovar, seja no campo profissional, artístico, científico, esportivo. Assim, a criatividade pode ser entendida como uma força de caráter que permite transformar tarefas rotineiras em atividades prazerosas, dinâmicas e produtivas. 
criatividade é a capacidade que proporciona criação, produção e invenção de coisas novas, bem como a capacidade de transformar situações e inovar no modo de agir. Pessoas consideradas criativas geralmente são curiosas por natureza e sempre buscam olhar as diferentes situações do mundo e da vida de forma diferente buscando oportunidades para si e para os outros.
      A criatividade é um componente, um insumo, uma peça chave em produtos, bens ou serviços, que não “gastam” a natureza, pelo contrário, quanto mais usada, mais a criatividade estimula inovações e inventividade ao seu redor. Com isso, a chamada economia criativa tem potencial para se tornar sustentável, um dos maiores desejos sobre as áreas econômicas, porém não é sustentável enquanto algumas pessoas estiverem muito bem e outras muito mal. Além de aplaudir as iniciativas que tem surgido, precisamos utilizá-las como exemplos de excelentes produtos e especialmente serviços, que focam em ter acesso simples, fácil e barato, ao invés de ter posse ou propriedade, de equipamentos, móveis, veículos e imóveis. Este traço da economia criativa é um dos principais para proporcionar uso e benefícios a muito mais gente, tornando a vida melhor e resolvendo problemas de forma inovadora, criativa e mais conveniente.  
Economia Criativa é o conjunto de iniciativas que se baseiam no capital intelectual e cultural, na inovação e na criatividade gerando valor econômico. A indústria criativa estimula a geração de renda, cria empregos e produz novas receitas, ao mesmo tempo em que pode promover diversidade cultural, inclusão e o desenvolvimento humano. Economia Criativa é um setor econômico, não é apenas ter criatividade, mas a capacidade de transformar ideias inovadoras em iniciativas, ações, produtos e serviços.
Se de um lado têm-se consumidores cada vez mais conectados com as novas tecnologias, atentos as questões sociais, políticas e econômicas e cada vez mais exigentes quanto a qualidade, preço, prazos, de outro lado existem empresas surgindo e outras querendo mudar para atender os novos estilos de vida e de consumo. É neste ambiente que se ampliam as oportunidades para os negócios da Economia Criativa, intimamente ligada ao comportamento do consumidor, e também por isso está atrelada a busca por facilidades e acesso simples a novas experiências, pressupondo ainda colaboração de várias partes aumentando a participação na construção e na inovação dos negócios, num espírito colaborativo.
        Quer saber mais sobre “Economia Criativa”? Leia a Revista Master (CRA-RS) deste mês e também agende-se: CIDEADs - Ciclos de Debates de Administração, promovidos pelo CRA-RS e Instituições de Ensino Superior neste ano vão debater o tema em Santo Ângelo (14/5), em Santa Rosa (15/5), São Luiz Gonzaga (16/5), Frederico Westphalen (4/6), Tupaciretã (5/6). Além disso, o tema estará em pauta em 30 palestras, cases, oficinas e desafios no SIEF – Seminário de Inovação e Empreendedorismo, promovido por um conjunto de entidades, no campus da FAHOR, em Horizontina, nos dias 5, 6 e 7 de junho.
Oportunidades para estimular inovação, criatividade e empreendedorismo não faltam! Aproveite e ingresse de vez na economia criativa!
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