segunda-feira, 15 de julho de 2019

Confie na sua paixão e surpreenda


             
         
“As paixões são irresistíveis. Se você estiver prestando atenção na sua vida, as coisas pelas quais está apaixonado não o deixarão sozinho. São as ideias, as esperanças e as possibilidades pelas quais sua mente naturalmente gravita, as coisas nas quais você concentrará seu tempo e atenção por nenhuma outra razão além de se sentir bem.” A sugestão para que os amigos leitores confiem na sua paixão para surpreender a si mesmo e aos outros, começa com este trecho de Bill Strichkland, que dentre outras obras escreveu “Faça possível o impossível”.

       Strickland nasceu e cresceu num bairro violento de Pittsburg (EUA) e teve sua vida completamente transformada a partir da motivação de um professor que entendeu que ele tinha talentos que os outros não viam, como a arte da cerâmica. Passou a ser um estudante dedicado, e após concluir a faculdade retornou para a escola onde foi professor e assumiu a Direção transformando a escola num caso de sucesso que até hoje arranca aplausos de todas as plateias que ouvem os relatos. O professor ganhou vários títulos nos EUA e outros países como “inovador social” e suas teorias sobre mudança social são extraordinárias e impactantes. Strichkland, diz que a paixão é o combustível emocional que move sua visão. “É o que você agarra quando suas ideias são desafiadas e as pessoas o rejeitam, quando você é desprezado pelos “especialistas” e pelas pessoas próximas de você. É o combustível que o mantém em pé quando não há validação externa para seu sonho. Tive a visão de criar um Centro que alteraria a conversa a respeito de pessoas pobres. Quis redefinir o modo pelo qual pensamos sobre a pobreza.”

      Quem conhece o protagonista desta história garante que ele não é aclamado porque planejou ser um inovador, mas porque decidiu perseguir um objetivo que deu propósito a sua vida.  A nova geração de empreendedores surgindo nas incubadoras, aceleradoras, universidades está mostrando que aprendeu uma lição que Steve Jobs, Strichkland, e outros haviam entendido: siga seu coração e não se acomode num caminho que não combina com o que você sente que é seu destino verdadeiro, com seus grandes sonhos e objetivos. “O medo do fracasso pode sufocar o sonho da pessoa levar uma vida extraordinária e o modo como supera este medo é confiando na sua paixão”, sempre lembra Strichkland.

A maioria das pessoas desiste de suas paixões, de seus sonhos, dos grandes objetivos diante das dificuldades, percalços, negativas e fracassos. Notadamente muitas pessoas que passam dificuldades e não conseguem prosperar em seus objetivos tem por característica a desistência diante das dificuldades. Todas as dificuldades pelas quais passamos devem nos deixar lições, todavia, se realmente não percebermos nenhum proveito, nenhum aprendizado, nenhuma contribuição em algo que estivermos fazendo, então devemos imediatamente fazer outra coisa, pois as chances de sucesso serão poucas.

A Apple é uma empresa estudada em todos os cantos do planeta e de diversas formas, especialmente nos períodos em que foi dirigida por Steve Jobs. Os recrutadores de talentos contam que não queriam pessoas que desejavam se aposentar na empresa e ganhar uma menção honrosa por isso. Eles queriam empreendedores e vencedores comprovados, mesmo que recém formados, que se destacaram por algum projeto inovador. Colaboradores dinâmicos, que definiram sua função prévia naquilo que realmente contribuíram e não somente por seus títulos. Acreditavam que a inventividade pode vir de qualquer lugar e procuravam pessoas que tinham empolgação por criar coisas novas. A orientação para as pessoas era: surpreenda-nos.

A mensagem desta semana é para confiar na paixão e assim surpreender-se e ao mundo com o que conseguir com sua paixão. Finalizamos com a frase da apresentadora e empresária Oprah Winfrey: “Quando sua vida está de acordo com seu propósito, você se sente o mais poderoso”.

Um abraço e até a próxima!

segunda-feira, 8 de julho de 2019

A cura pela mudança de hábitos


         
        Vejo pessoas obesas relatando diferentes dores na coluna e outros problemas de saúde e penso que poderiam ter uma vida melhor se mudassem os hábitos alimentares e exercícios. Ouço pessoas relatando dificuldades financeiras pessoais, com consequências para suas famílias, desesperançosas sobre o futuro e ao conhecê-las melhor, entendo que teriam menos dificuldades se tivessem outros hábitos de consumo, mais cuidados com o patrimônio, atitudes mais firmes e mais disciplina com suas economias. Ouço estudantes relatando dificuldades de desempenho em determinadas disciplinas, e avalio que poderiam ter resultados diferentes, se tivessem hábitos de estudos mais frequentes, abrissem mão de algumas atividades de lazer durante o período mais importante de estudos. Percebo empresários com diversas dificuldades em seus negócios e penso que se estivessem dispostos a mudar alguns hábitos pessoais, profissionais, práticas de sua família e equipe, mudariam de forma positiva o próprio negócio e os resultados seriam melhores.

      É irracional esperar ou querer resultados diferentes para a sua vida e seus negócios, incluindo finanças, saúde, profissão e relacionamentos, fazendo sempre a mesma coisa e do mesmo jeito. A excelência vem da repetição, dizia Aristóteles. Todavia, para aquelas coisas que não estamos satisfeitos, é preciso parar de repetir, mudar de hábitos, tentar coisas novas, para então obtermos resultados e consequências diferentes. Reflita: o que você está fazendo agora para ter resultados diferentes naqueles pontos que não gosta na sua vida?

          Avalie seus hábitos pois eles determinam sua vida. Você verá rapidamente que é patologicamente comandado/a pelos seus hábitos. Repare nesta gente toda que é convidada a fazer relatos, dar palestras e é ouvido em matérias jornalisticas a respeito de como mudaram suas vidas. Repare que há um aspecto idêntico em todos os casos. Conseguiram alcançar seus objetivos e foram muito além do que imaginavam inicialmente, por terem mudado padrões, hábitos, costumes nas suas vidas, no seu comportamento.

O potencial transformador do hábito é muito poderoso e por isso pergunto: Você consegue perceber quais hábitos estão criando problemas em sua vida? Quais hábitos estão impedindo que você alcance todo o seu potencial? Quais pontos positivos você gostaria de transformar em hábitos na sua vida pessoal? E quais deles seriam prioridade para a sua carreira profissional? O que está faltando para a mudança de hábitos que pode melhorar sua vida e sua carreira para alcançar seus sonhos e objetivos?

É preciso uma maior reflexão tirando um tempo todo o dia para analisar o porquê fazemos o que fazemos na vida e nos negócios. Formação e transformação de hábitos é uma ferramenta de construção e desenvolvimento pessoal ao alcance de cada um de nós independente do nível de escolaridade, renda ou status.

Como é que algumas pessoas conseguem mudar rapidamente sua vida, sua empresa, enquanto outras sucumbem diante das próprias dificuldades? A resposta está no quanto cada pessoa está disposta a mudar seus hábitos para colher melhores resultados. A chave para se exercitar regularmente, ter uma vida mais saudável, perder peso, educar bem os filhos, ser uma pessoa mais produtiva, mais bem relacionada, criar negócios revolucionários, ter sucesso, dentre outros desejos, é entender como os hábitos funcionam. Transformar hábitos pode gerar toda a satisfação que você espera da vida e é a diferença entre o fracasso e o sucesso nos seus objetivos de longo prazo.

Observe seus hábitos! Procure analisar criticamente cada um deles, do ponto de vista de como eles estão contribuindo ou até atrapalhando o que você deseja da vida. Incorpore novos hábitos positivos e terá uma vida melhor!

Um abraço e até a próxima!


segunda-feira, 1 de julho de 2019

Como tornar o mundo um lugar melhor


Muhammad Yunus, economista criador do Grameen Bank, recebeu o prêmio Nobel da Paz em 2006, e ficou ainda mais conhecido pelo mundo como o banqueiro dos pobres. Seguindo a filosofia de resolver problemas sociais através de projetos que combatam a pobreza e beneficiem o desenvolvimento social sem visar o lucro, ele tem promovido ideias para tornar o mundo um lugar melhor e viaja pelo mundo pregando o microcrédito, empreendedorismo social e outras práticas que tem mudado a vida de muitas pessoas pobres.
Quando esteve no Brasil recentemente e foi perguntado sobre o que fazer quanto ao desemprego ele propôs: "não chore por estar desempregado, crie seu emprego". Ele também esteve em algumas capitais promovendo a Yunus Negócios Sociais, investidora em ideias para empreendimentos sociais. Ações como estas tem um grande potencial para desenvolver socialmente o Brasil e as comunidades pobres. Yunus inovou ao aplicar e disseminar internacionalmente o conceito de microcrédito por meio do Grameen Bank, fundado em 1983. O banco oferece oportunidades a pessoas muito pobres, que jamais tiveram e nem conseguiriam ter acesso ao sistema bancários, e concede empréstimos sem garantia e sem contratos.
O economista e banqueiro tem focado em 5 ideias que podem transformar o mundo em um lugar melhor, que seguem aqui de forma resumida:

- Buscar soluções para problemas reais - alguns dos grandes problemas mundiais poderiam ser evitados a partir de iniciativas simples. Nos países mais pobres, famílias sofrem de anemia devido à ausência de ferro na alimentação ou de cegueira noturna, causada pela falta de vitamina A. Esses casos poderiam ser resolvidos com medicamentos que suprissem a falta de nutrientes, ou com alimentação mais rica em vegetais. Oferecer sementes para essas pessoas seria uma solução, mas para que isso ocorra é necessário que um empreendedor investa na ideia e se torne, por exemplo, um fornecedor de sementes para produção local.
- Empreender em negócios sociais - Yunus é defensor da criação de negócios sociais e questiona quando muitas pessoas que entendem que um negócio só é verdadeiro quando há lucro. O lucro é apenas uma consequência, resultados do que se faz ou deixa de fazer, ficando a opção do investidor tê-lo ou não, bem como decidir qual o tamanho ou proporção das margens dos seus negócios. Há um número crescente de investidores destinando parte do lucro para investir em negócios sociais. A questão é humanizar o capitalismo e pensar no próximo, honrando e elevando os valores humanos.
- Favorecer a coletividade – o desenvolvimento não é real enquanto existirem pessoas que sobrevivem com apenas uma refeição ao dia, ou não tem roupas para vestir. O desenvolvimento não existirá enquanto os bancos recusarem empréstimos mínimos para famílias enquanto são realizados diariamente empréstimos milionários a empresas e governos de países desenvolvidos, que às vezes, tornaram-se devedores. No Grameen Bank, o primeiro empréstimo realizado foi inferior a US$ 30, e as pessoas nunca deixaram de devolver a quantia dentro do prazo.
- Aplicar teoria à realidade - para que todas essas ideias possam se tornar reais e de conhecimento geral, elas precisam ser repassadas. Não há melhor lugar para discutir essas questões do que nas conversas de famílias e nas salas de aula. A questão vai além do simples investimento em educação, mas também aplicar o conhecimento na prática para que as mudanças possam ser realizadas em nossas comunidades.
- Colocar as pessoas acima do capital – é preciso um capitalismo onde a renda seja melhor distribuída e as pessoas sejam mais valorizadas do que o capital e os patrimônios físicos. O novo modelo de pensamento capitalista poderá minimizar os impactos causados pelas disparidades sociais, que geram problemas que afetam a vida e o desenvolvimento de famílias pobres.
 A obra de Yunus, motiva para uma economia mais solidária. É certo que não se pode mais esperar nada do Estado e cada um de nós precisa agir, para melhorar o mundo ao nosso redor. 
Um abraço e até a próxima!

terça-feira, 25 de junho de 2019

De quem você depende?


Convivemos com muita gente que parece ter muito potencial, mas não se desenvolve por acreditar que “os outros” a estão prejudicando e não a deixam crescer. Desenvolver a si mesmo implica em romper amarras e saber que as barreiras internas como o medo, a timidez, a preguiça, a vergonha, desculpas, falta de ânimo, baixa estima é que atrapalham verdadeiramente a realização dos seus sonhos.
Marco Aurélio Ferreira Viana em sua extensa obra afirma que para o autodesenvolvimento o indivíduo deve assumir a responsabilidade por sua evolução, através da busca pessoal por recursos e condições que lhe permitam reconhecer que hoje está “melhor” (em qualquer aspecto) que ontem, e ter a certeza de que, amanhã, estará melhor que hoje. Quando pensamos nos recursos para promover este autodesenvolvimento, estamos fundamentalmente considerando a educação e qualquer outra ação, que venha a contribuir para que o indivíduo gerencie a si mesmo!
No contexto das organizações, este tema assumiu uma grande importância, pois o autodesenvolvimento tornou-se uma das mais importantes competências para o profissional do século XXI e dele dependerá o sucesso das pessoas e consequentemente das organizações. Só as organizações que tiverem pessoas que estejam absolutamente conscientes e focadas em seu autodesenvolvimento, serão capazes de responder rapidamente a mudanças tão aceleradas, adaptar-se à nova realidade tecnológica, e superarem os desafios, que garantam, mais do que a sobrevivência, o sucesso organizacional.
A reflexão de hoje não serve apenas para a gestão da carreira, embora, este ponto ganha cada vez mais importância. Peter Drucker, destaca em sua obra “Os desafios para o século XXI” que gerenciar a si mesmo é colocar-se onde você possa fazer sua maior contribuição à sociedade, aprendendo a se desenvolver constantemente, mantendo-se mentalmente ativo e aprendendo como e quando mudar.
Sabe-se que as pessoas que conhecem bem a si mesmas, tem um bom senso de auto-observação, conseguem analisar as melhorias necessárias às suas capacidades, condutas, atitudes e alinhá-las as exigências do seu trabalho, de profissões de interesse e do mercado, obtém maiores possibilidades de realização na carreira e na vida pessoal, pois encontram alternativas adequadas ao seu perfil e adaptando-se mais facilmente às mudanças trazidas pelas novas tecnologias.
O trabalho ganha cada vez mais significado nas vidas de muitas pessoas, que irão trabalhar por necessidade ou por satisfação, por 50 anos ou mais, sendo que cada vez mais gente passa a encarar o trabalho como fonte de satisfação e realização, buscando atividades que deem significado à sua vida e que estejam compatíveis com seus valores e sua visão de futuro.
O que é sucesso para um, pode não ser para outro, tendo em vista essencialmente os valores e a forma de entender a vida, são muito particulares e por este motivo, prefiro falar em sonhos e realizações. E são diversos os pesquisadores e pensadores, de diferentes correntes que afirmam que a realização dos sonhos dependem da pessoa assumir a direção de sua própria vida, conhecendo seus limites, tentando superá-los, sem culpar os outros ou situações externas por aquilo que não gosta ou não sair como deseja.
Daniel Goleman, dos best-sellers Inteligência Emocional/Múltiplas inteligências identificou em suas pesquisas que 90% das diferenças entre executivos de desempenho excepcional e os de desempenho médio, estão relacionadas aos fatores relacionados à inteligência emocional e não às habilidades cognitivas e competências técnicas adquiridas na escola e universidade. Entender que a motivação não vem dos outros e ter capacidade de automotivação, conseguir escolher e fazer o que gosta estão entre os fatores mais importantes para a realização profissional e pessoal.
Quanto às empresas, que são integrações de seres humanos, não há como não estabelecer uma correlação direta entre o sucesso pessoal/profissional e o sucesso da organização, mas sabe-se que pessoas felizes são mais produtivas, e vice-versa, gerando ambientes mais positivos e melhores resultados para todos.
Um abraço e até a próxima!

segunda-feira, 17 de junho de 2019

De onde sai a nova riqueza


Na semana que passou tive a satisfação de participar e contribuir na organização e coordenação de um dos maiores eventos de inovação e empreendedorismo que do sul do Brasil. No Seminário de Inovação e Empreendedorismo, na 5ª edição, e a Semana Internacional de Engenharias e Economia, na 9ª edição, promovidos pela FAHOR, com apoio da Federasul, Ventiur Aceleradora, ACIs e Administrações municipais de 8 municípios do Noroeste do Rio Grande do Sul, além de diversos patrocinadores, estiveram 37 palestrantes, com 27 palestras, 3 painéis com debates, 80 artigos científicos sendo apresentados, 3 visitas técnicas a fábricas inovadoras, 5 startups expondo seus produtos inovadores, finalizando com um hackathon para soluções inovadoras para propriedades de menos de 100ha, em 4 dias de programação. Ao ouvir, ver, conviver, e conversar muito com painelistas, palestrantes, pesquisadores e participantes que estão na ponta deste processo de fomento a inovação e novos negócios, reforço um entendimento de que a nova riqueza está saindo das incubadoras, dos ambientes de inovação e empreendedorismo, das faculdades e universidades, dos espaços de estudos e garagens das casas de estudantes universitários.
É notório que muitas das inovações que tem surgido são de startups, normalmente de jovens que trabalham nos laboratórios das suas faculdades, no espaço de estudos ou nas garagens de suas casas, e não de grandes corporações. Claro que estas também têm investindo forte e inovando seus produtos e negócios para se manter no mercado, mas há muitos anos contribuindo com a organização de incubadoras, estimulando novos negócios inovadores, ainda me impressiono com o volume de novos e bons negócios surgindo nos diversos segmentos da economia, partindo dos ambientes de inovação, geralmente ligados as faculdades e universidades. Nos locais em que o ensino técnico e superior está focado em práticas inovadoras, os estudantes tem estímulo para empreender, estrutura de apoio, vínculo com investidores, com aceleradoras, e quando estes estão articulados com empresas maiores e melhor estruturadas, os resultados são visíveis e empolgam ainda mais.
 A grande revolução na comunicação entre pessoas, em escala mundial, não foi feita pelas grandes indústrias de entretenimento e comunicação, mas, sim, por jovens que criaram e lançaram ao mercado soluções como o Google, Facebook, Instagram, WhatsApp, UBER, AirBnB, dentre outras. As grandes mudanças nos hábitos de compra de bens e serviços não foram conduzidas pelas grandes fabricantes e sim, pelos revolucionários sites e aplicativos de compras e fidelização. Os talentos estão em todas as partes do planeta, basta gerar estímulo e apoio. Por este motivo é que os países que souberam acolher, estimular, organizar e financiar incubadoras de startups, levam mais vantagem, deixando novamente para traz aqueles que dificultaram o empreendedorismo, tem grandes barreiras em leis trabalhistas e tributam o consumo ao invés da renda.
O esforço que alguns lugares tem feito pela inovação e pelo empreendedorismo é admirável e chama a atenção até fora do país. Este esforço poderia gerar ainda mais resultados para a sociedade, se as lideranças públicas conseguissem pensar mais no futuro do que nos seus egos, nos resquícios da última, ou nas possibilidades da próxima eleição. Flexibilizar regras trabalhistas e simplificar a tributação é fundamental para termos mais condições para estes negócios crescerem no Brasil.
Os estímulos a inovação e ao empreendedorismo precisam iniciar em casa, com famílias estimulando seus entes a pensar em trabalho criativo e inovador, ao invés de um emprego tradicional e seguro. A educação básica pode melhorar a qualidade e ser mais estimulante as crianças e aos jovens, se realizar vínculos e estímulos a partir da economia criativa. Com isso, certamente teremos mais jovens chegando as faculdades com mentes mais abertas para a inovação e mais interesse pelo empreendedorismo, pelo trabalho criativo e inovador. Em ambientes de aprendizagem que propiciam o contato e a relação próxima com empresas, com incubadoras e aceleradoras de negócios inovadores teremos sem dúvidas, novas gerações mais inovadoras e mais empreendedoras.
Inovadores e empreendedores não precisam se preocupar com emprego, pois terão trabalho na economia criativa, que tem foco em fazer um mundo melhor e muito mais responsável com a qualidade de vida para as pessoas. O que você pode fazer na sua casa, na sua empresa, na sua escola com estas premissas?
Um abraço e até a próxima!

sexta-feira, 7 de junho de 2019

Hábitos para ser inovador e criativo


Uma boa parte dos profissionais que eu convivo desejam ser mais inovadores e mais criativos, ou estão buscando algo com potencial de impactar mais pessoas em seus negócios. Em geral nos admiramos de como o pessoal do Google e demais empresas ícones do Vale do Silício conseguem produzir tantas coisas legais, inovadoras, simples e por tudo isso, altamente lucrativas. Compartilho aqui alguns hábitos diários para um profissional ser tão inovador quanto o pessoal do Google e outras empresas que crescem exponencialmente, identificados e sugeridos pela equipe da Start se, empresa brasileira que se propõe a desenvolver a inovação e o empreendedorismo entre os brasileiros. 
Esses hábitos devem ajudar a ter ideias ou se tornar muito mais criativo, ágil e inovador do que nunca.  Muita gente fala sobre inovação, mas na hora de fazer as coisas acontecerem, na ordem de prioridades, as inovações ficam para depois.  Inovação deve ser uma prioridade diária e é o primeiro passo! Outra dica é conversar ou frequentar lugares com pessoas de opiniões, formações e ideologias diferentes das suas. Este hábito nos deixa mais criativo, mais inovador e com muito mais argumentos para discussões e troca de ideias. Conhecer e conversar com pessoas diferentes, muitas vezes propicia uma ideia ou parceria inovadora capaz de dar o insight tão esperado. 
Como fazer o que você já faz de uma forma rápida e melhor para solucionar um problema real? Você vai ver que muitas vezes não precisará pensar em nada mirabolante para se tornar inovador.  O foco é pensar no que você pode fazer de diferente com as ferramentas que você já possui. Você tem alguma habilidade que pode ser usada para solucionar problemas de outras pessoas?  Pensar nisso várias vezes por dia, é a segunda dica de hábito.
Fique de olho em pessoas inovadoras e se aproxime muito delas. Inovação e criatividade são coisas difíceis de ensinar, ainda mais quando muitas vezes ao longo da vida se foi ensinado a realizar tarefas mecânicas e repetitivas diariamente.  Pessoas inovadoras sempre acabam influenciando as outras, fazendo elas verem problemas e oportunidades sob um prisma diferente.  
Quer criar soluções inovadoras? Olhe sempre para todos os lados e veja o que estão fazendo de diferente. Em seguida, tente fazer algo ainda mais diferente. Por que não podemos ser os primeiros a fazer algo assim?
Quanto vale uma boa ideia? - Uma ideia não aplicada é igual a zero! Por isso, cada vez mais as organizações que crescem rapidamente investem em inovação ou setores com este foco, para ter no seu dia a dia novas e melhores formas de sobreviver e se desenvolver no mercado. Mostre sua ideia para pessoas inovadoras e criativas e converse abertamente sobre ela. Colha os feedbacks e transforme a conversa num grande brainstorm e não precisa de uma reunião para isso. Uma pausa para um café, uma conversa de corredor ou até mesmo um almoço ou happy hour são bons momentos para conversas assim.
Beber da fonte, na prática, ao vivo é melhor! Embora ler, assistir palestras, fazer cursos seja fundamental, vez por outra é muito importante uma visita, uma vivência a espaços inovadores, que gerarão uma experiência muito mais rica como pessoa e profissional, para entender e aplicar esses conhecimentos dentro do seu próprio contexto ou mercado.  As mentes mais criativas do mundo, são pessoas que tem ideias para fazer do mundo um lugar melhor e com isso, geram satisfação pessoal, ganham notoriedade e prosperidade. Converse com pessoas e visite empresas inovadoras, que isto vai ficar cada vez mais claro para você.
Por último, habitue-se a resolver 1 problema de muitas formas diferentes. Não se conforme e não admita apenas 1 resposta, ou 1 solução. Procure várias possibilidades de solução, e só depois escolha uma, mas habitue-se a ter várias possibilidades presentes. Busque também identificar quais ferramentas seriam necessárias para você solucionar esse problema e que ainda não existem. Pense nas coisas mais “doidas” e não convencionais. Muitas vezes dessas ideias absurdas e “fora da caixa” brotará a semente da inovação para aquele problema de difícil solução.
Para finalizar, é preciso estar convencido que estas dicas, ideias, sugestões só se tornarão hábitos se você começar a praticá-los diariamente. Portanto, mãos à obra!
Um abraço e até a próxima!

sábado, 1 de junho de 2019

Desafios da comunicação empresarial


       
       A comunicação é sabidamente uma das maiores dificuldades quando em se tratando de grupos, sejam eles de amigos, família, confrarias, e organizações. A comunicação empresarial é possivelmente um dos maiores desafios a ser enfrentado no que tange a organização, produtividade e clima organizacional. O texto de hoje é um “grão de areia no deserto” dada a complexidade do tema, mas uma tentativa de contribuir com o dia a dia dos leitores.
Embora reconhecidas como fatores de desgaste emocional e físico, a competitividade, o enxugamento das equipes, dentre outros gera necessidades de jornadas extremamente exaustivas, alcançando os limites do suportável para gestores, executivos e empresários. Há pesquisas que estudam o número de horas de trabalho de executivos, mostrando que as jornadas destes profissionais no Brasil têm sido em média de 70 horas por semana, bem maiores do que em países desenvolvidos. Neste cenário, o excesso impede que o indivíduo consiga cuidar de si mesmo, o que muitas vezes se reflete na dificuldade de comunicação com os setores e grupos da organização que dirige.
Muitas vezes a evidência de fragilidades emocionais e físicas impactam negativamente na comunicação empresarial. Nas pesquisas a respeito, é analisado o nível de stress dos executivos e no ranking mundial, os executivos brasileiros têm ficado em 2º lugar, atrás do Egito, como os mais estressados, o que certamente prejudica a produtividade, a criatividade, os relacionamentos e também, uma boa comunicação com seus pares e suas equipes.
Sob forte tensão, qualquer pessoa é levada a ter uma percepção alterada dos acontecimentos. Dependendo do nível de stress, pode-se acreditar que a realidade é melhor ou é pior do que de fato se apresenta. O corpo das pessoas envolvidas, dos colaboradores, começa a dar sinais que podem se transformar em doenças se o clima ruim se mantiver por muito tempo. A competição externa e interna tem limites, que quando ultrapassado, faz com que a mesma deixe de contribuir como estímulo, motivação, tornando-se um freio, quando quase todos passam a se proteger, se fechar e não vão adiante para não perder ou ser questionado.
A comunicação interna é altamente impactada por este clima interno, ao mesmo tempo que quando bem utilizada contribui decisivamente para a melhora do clima organizacional, para a eficiência operacional e para o alinhamento estratégico. Assim, é muito importante que todos os integrantes de uma organização, ou grupos entendam a importância de uma boa comunicação, se comprometam e se engajem com as melhores práticas.
       Realizar reuniões periódicas dos setores e também entre todos os gestores da organização é elementar, mas para quem não utiliza esta prática, é aquele óbvio que precisa ser feito. É preciso lembrar sempre que os elogios e os atos de reconhecimento devem ser públicos, normalmente em reuniões, ao passo que as correções e eventuais repreensões, devem ser individuais. Se as reuniões serão semanais, quinzenais, mensais, vai depender do volume de informações e tomadas de decisões em grupo que a organização tiver. É muito importante lembrar que os encontros presenciais, as reuniões, sempre engajam mais e melhor, e os tipos de tomada de decisões em grupo devem ser escolhidos em acordo com a cultura organizacional. É importante lembrar que nas reuniões, a prioridade deve ser discutir, refletir e entrosar o grupo. Os avisos, as informações, leituras de documentos, e afins podem ser priorizados por email, murais, grupos de whats e outros.
É muito importante lembrar que textos do email, mesmo que curtos, mensagens de whats e até mesmo recados escritos, não tem emoção e por isso ao serem lidos, muitas vezes podem ser interpretados pelos receptores diferentemente do que o desejado pelo emissor da mensagem. Ao saber disso, é preciso dar mais atenção às mensagens escritas para haver uma melhora na comunicação e no clima organizacional.
Um abraço e até a próxima!

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