quinta-feira, 8 de agosto de 2019

Motivação 3.0


Fala-se e escreve-se muito sobre motivação e há muito tempo. No dia a dia das organizações, provavelmente não passe um dia sem que os líderes pensem na motivação ou falta dela, pensando em alguns integrantes de seu grupo de trabalho. Estando na condição de líderes ou de liderados, temos a motivação dentre nossas preocupações pessoais. Cada um de nós tem construída a sua própria tese sobre como motivar as pessoas.
Mesmo com muitos acertos e aprendizados a duras penas ao longo de décadas de experiências, tentativas, muitas lideranças, equipes e organizações seguem tendo dificuldades quanto à motivação. E é possível que você e eu também tenhamos, por mais ou menos vezes, dificuldades de motivação. A primeira dificuldade é que ninguém consegue se motivar para tudo o tempo todo. A segunda dificuldade é que há muitas respostas possíveis para “como motivar minha equipe”.
Daniel H. Pink, autor de quatro best-sellers da área de negócios, afirma em seu novo livro, “Motivação 3.0 - Drive” que não é possível obter engajamento da equipe procurando por obediência. Esta premissa causou furor nos EUA onde o livro foi lançado, com sucesso instantâneo de vendas, sendo  best seller nas listas de indicações mais importantes daquele país, tendo sido lançado no Brasil, pela editora Sextante. Neste livro, Daniel reconstrói a história dos estudos e práticas no universo da motivação e conduz o leitor para uma análise mais profunda sobre o assunto, classificando como “Motivação 3.0”, aquela baseada em autonomia, prazer e propósito.
Ao longo da história, observa-se primeiramente a “motivação 1.0”, primitiva, que move as pessoas pela sobrevivência, que é instintiva: se não tem o que comer, você vai dar um jeito de conseguir comida; se começa a chover forte, você procura um abrigo seguro e assim por diante. O autor classifica como “motivação 2.0” aquela clássica, industrial, assentada no padrão “punição e recompensa”, abraçada pelo mercado durante décadas e que, ainda funciona de maneira tácita ou explícita, em vários ambientes. Considerando todas as mudanças da realidade e do mundo do trabalho é muito evidente que os anseios das pessoas mudaram e que a forma de motivá-las também precisa mudar. Ou seja, o problema está no fato de muitas organizações seguirem tentando motivar homens e mulheres do século XXI com estímulos de um mundo que quase não existe mais.
Quando as pessoas se deparam com os ganhos e as perdas decorrentes da forma como se executa uma tarefa, a liderança só pode esperar obediência ou desobediência. Conforme Daniel Pink, neste caso o colaborador é motivado por consequências e não por causas, ou seja, venderá mais para obter uma comissão maior, ou venderá mais para não ser substituído por alguém com melhor desempenho, assim como venderá mais para ser promovido, ou venderá mais para não ser transferido para a filial que ninguém quer. É bem mais difícil conquistar o engajamento, ter aquele discurso empolgante, emocionante e bonito, de vivenciar os valores da organização, tratando tudo como recompensa e punição.
“É preciso resistir à tentação de controlar as pessoas – e, em vez disso, fazer todo o possível para despertar a adormecida autonomia que temos enraizada em nós”, afirma Pink, que considera a “motivação 3.0” aquela que alcança o engajamento pleno. Em qualquer organização, para o trabalho, lazer, ou voluntariado, as pessoas vão se engajar quando se sentirem parte da solução, parte do negócio. Nos modelos de motivação com punições e recompensas as pessoas muitas vezes se sentem tratadas como custos, ou seja, como problemas, e não como parte do negócio e das soluções.
Para obtermos melhores resultados na busca por estimular nossas equipes ações de engajamento são fundamentais. Como obter engajamento será uma resposta que cada líder e cada equipe devem buscar, mas é certo que quanto mais pessoas conseguirmos auxiliar alinhamento dos  objetivos pessoais aos propósitos da organização e fazê-la perceber-se como parte da solução dos problemas, mais motivação teremos na equipe.
Um abraço e até a próxima!

terça-feira, 30 de julho de 2019

Tem coisa que não se faz e ponto!


        Tem coisa legal que é imoral, tem coisa imoral que é legal, tem coisas ilegais e imorais, tem coisa que precisa ser feita excepcionalmente, e tem coisa que não é proibido, é permitido, até tolerado, mas simplesmente não se deve fazer!
        Por vezes parece que as regras mais simples da vida são as mais difíceis de serem entendidas e praticadas. Hoje falo da regrinha: “certas coisas não se deve fazer”. Não têm nada a ver com o fato de serem permitidas ou não por lei, ou não serem proibidas  por alguma regra, regulamento, orientações morais, e coisas do tipo. Falo de atos, atitudes, ações que podem não ser, em si mesmas, boas ou más, certas ou erradas, mas que não devem ser feitas. Tem valores que se ensinam nas boas escolas, nas boas empresas, mas principalmente nas boas famílias. Quantos leitores lembram como eu, dos pais mostrando e dizendo “isso não se faz”? Com alguma frequência repito esta frase aos meus filhos, com 16 e 19 anos. Quando iniciei a carreira docente e trabalhava com turmas das séries iniciais do ensino fundamental falávamos desta regra simples nas salas de aulas.
       Certas coisas não se fazem, e é motivo suficiente! Simples assim. São atos, ações, atitudes que pessoas dotadas de coeficientes médios de decência, consideração pelos outros, boa educação, valores espirituais independentes de religião e credo, sabem que não devem fazer e pronto!
     Atitudes como o Presidente indicar o filho para ser embaixador, mesmo sem discutir se é legal ou não, tenho certeza de que ninguém precisa disso, nem o Presidente, nem o filho, nem outro país ou o Brasil. Assim como falas depreciativas à colaboradores, correligionários, grupos e outras pessoas sem avaliar as consequências a quem quer que seja, abalando a própria imagem e do País, dentre outras, estão na lista das coisas que não se faz. Também não é porque alguém fez igual ou pior, que outro fica autorizado a ter uma atitude inadequada!
     Antes que alguém tente colocar um rótulo neste texto, aproveito para lembrar que pedir “comissão” por sugerir, encaminhar, defender, contratar, trabalhos, obras, compras, assim como criar situações de benefício direto ou indireto próprio, a outros e a agremiações partidárias ou não, além de ser ilegal, imoral, não há fins que justificam os meios, muito menos com o argumento de salvar o país de x, y, z, por que simplesmente não se faz e ponto! Quem fizer algo ilegal deve ser severa e exemplarmente punido como estão 2 Presidentes da República, dentre outros tido como poderosos em tempos idos!
     Antes que outro alguém foque só nos políticos, ou nos poderosos, a lista do que não se faz, no meu entender é longa e abrange muitas coisas que estão entre nós, a quem o poder (pelo menos ainda) não vai tão longe. Embora não seja proibido, procurar atalhos nos processos seletivos da iniciativa privada, por exemplo, para se beneficiar, ou favorecer a um amigo ou parente está igualmente na lista do que “não se faz”, assim como colar na prova, colocar o nome num trabalho que não fez, turbinar o curriculum com cursos ou habilidades que não tem, publicar notícias falsas, espalhar boatos, assinar por outra pessoa, sonegar impostos, omitir informações na declaração de renda, trair, enganar, mentir, fofocar...
        Tem coisas que simplesmente não se faz, independente de alguém estar vendo, de não ser proibido, ou não estar escrito em algum lugar! Não interessa o poder, o lugar, o tamanho, a importância, tem coisa que não se faz! Pronto!
     Agora... vamos deixar os desvios de atenção, que precisamos trabalhar para reconstruir o País, cada um com o melhor da sua ideologia, religião, preferências e costumes!

Um abraço e até a próxima!


terça-feira, 23 de julho de 2019

Sinal de inteligência


     
       Vivemos o momento mais rico em informações disponíveis, da história da humanidade. O desafio não é mais o acesso a informação e sim o excesso de informação, que gera problemas de interpretação e a boataria. Felizmente também vivemos uma fase em que se reconhecem as múltiplas inteligências e com elas, muitos sinais de inteligência, abrindo caminhos para muito mais pessoas, que em outros tempos teriam muitas dificuldades para suas ideias e ações prosperarem.

        Jeff Bezos é conhecido por ser o fundador da Amazon, uma das empresas mais bem-sucedidas da atualidade e é considerado a pessoa que detém a maior fortuna do planeta atualmente. Inegavelmente, ele é muito inteligente, mas provavelmente só conseguiu construir esta empresa e sua  fortuna cercando-se de gente muito inteligente. A pergunta que muitos empresários e executivos que leem a história deste perfil de empresário se faz é “Como se encontra essas pessoas?”. Essa pergunta tem sido feita a Bezos em muitas das entrevistas ou palestras em que ele é protagonista. A resposta tem sido bem diferente e até o oposto do que muita gente espera.
         O homem mais rico do mundo é adepto da premissa de que “pessoas inteligentes erram, e muito” e que também por isso, mudam de ideia com boa frequência. A maioria de nós tende a se perguntar se a pessoa está certa, quando queremos entender o nível de inteligência de alguém, ou principalmente se irá contribuir com os projetos da empresa, se é uma boa aquisição para sua equipe. Em processos de seleção, as perguntas em sua maioria são se o outro está certo: “O entendimento de mundo desta pessoa está alinhado com as necessidades da empresa?”, “Tem conhecimento de sua área de especialização?”, “É capaz de dar as melhores respostas quando se depara com problemas difíceis?”, “Tem condições de realizar análises e previsões corretas?”.
Os que estudam as estratégias de Bezos chamam de contra-intuição, em função dele orientar para não observar apenas com que frequência as pessoas estão certas, mas também e principalmente, o quanto e como elas erram. Ele diz que busca profissionais que consigam admitir quando estão errados e mudam de opinião com frequência, orientando que as equipes de suas empresas sejam assim também. "Observo que as pessoas mais inteligentes estão constantemente revisando sua compreensão e reconsiderando um problema que acreditavam já ter resolvido. Elas estão abertas a novos pontos de vista, novas informações, novas ideias, novas contradições e novos desafios", afirma o empresário.
Pessoas que mudam de ideia com frequência demonstram um aspecto muito importante para empresas que precisam inovar para se manter no mercado. Bezos acredita que quem é muito inteligente muda bastante de ideia, o que parece fazer sentido, uma vez que gente inteligente lê, se informa, estuda, vivencia e experimenta muitas coisas e sabem que se fixar a determinadas posições, nem sempre é produtivo. O dono da maior fortuna do mundo acredita que a consistência é importante, mas muitas vezes é superestimada, ou seja, acredita que consistência de pensamento, persistência, convicções não são totalmente positivas. Assim como Jeff Bezos, existem outros líderes da nova economia que entendem que é uma atitude perfeitamente saudável e encorajam quem terá uma ideia amanhã que contradiga a sua ideia de hoje.
Entendo que é preciso muita resiliência na equipe e na organização para as mudanças rápidas e principalmente na direção oposta, em curtos espaços de tempo. No entanto, a forma de pensar e agir daqueles que estão ganhando espaço, fama, fortuna e gerando grandes impactos na sociedade contemporânea precisa ser levada em conta ao rever nosso conceitos e de nossas organizações. Na próxima seleção de pessoas para a equipe, querendo descobrir se a pessoa a sua frente dará boas contribuições à equipe e a empresa, ao verificar se está diante de alguém bastante inteligente, ao invés de perguntar se a pessoa está sempre certa, pode ser melhor questionar quando foi a última vez que ela mudou de opinião e de convicções. Dependendo de como vir a resposta, é preciso reconsiderar se a pessoa é tão esperta quanto aparenta ser. 

Um abraço e até a próxima!


segunda-feira, 15 de julho de 2019

Confie na sua paixão e surpreenda


             
         
“As paixões são irresistíveis. Se você estiver prestando atenção na sua vida, as coisas pelas quais está apaixonado não o deixarão sozinho. São as ideias, as esperanças e as possibilidades pelas quais sua mente naturalmente gravita, as coisas nas quais você concentrará seu tempo e atenção por nenhuma outra razão além de se sentir bem.” A sugestão para que os amigos leitores confiem na sua paixão para surpreender a si mesmo e aos outros, começa com este trecho de Bill Strichkland, que dentre outras obras escreveu “Faça possível o impossível”.

       Strickland nasceu e cresceu num bairro violento de Pittsburg (EUA) e teve sua vida completamente transformada a partir da motivação de um professor que entendeu que ele tinha talentos que os outros não viam, como a arte da cerâmica. Passou a ser um estudante dedicado, e após concluir a faculdade retornou para a escola onde foi professor e assumiu a Direção transformando a escola num caso de sucesso que até hoje arranca aplausos de todas as plateias que ouvem os relatos. O professor ganhou vários títulos nos EUA e outros países como “inovador social” e suas teorias sobre mudança social são extraordinárias e impactantes. Strichkland, diz que a paixão é o combustível emocional que move sua visão. “É o que você agarra quando suas ideias são desafiadas e as pessoas o rejeitam, quando você é desprezado pelos “especialistas” e pelas pessoas próximas de você. É o combustível que o mantém em pé quando não há validação externa para seu sonho. Tive a visão de criar um Centro que alteraria a conversa a respeito de pessoas pobres. Quis redefinir o modo pelo qual pensamos sobre a pobreza.”

      Quem conhece o protagonista desta história garante que ele não é aclamado porque planejou ser um inovador, mas porque decidiu perseguir um objetivo que deu propósito a sua vida.  A nova geração de empreendedores surgindo nas incubadoras, aceleradoras, universidades está mostrando que aprendeu uma lição que Steve Jobs, Strichkland, e outros haviam entendido: siga seu coração e não se acomode num caminho que não combina com o que você sente que é seu destino verdadeiro, com seus grandes sonhos e objetivos. “O medo do fracasso pode sufocar o sonho da pessoa levar uma vida extraordinária e o modo como supera este medo é confiando na sua paixão”, sempre lembra Strichkland.

A maioria das pessoas desiste de suas paixões, de seus sonhos, dos grandes objetivos diante das dificuldades, percalços, negativas e fracassos. Notadamente muitas pessoas que passam dificuldades e não conseguem prosperar em seus objetivos tem por característica a desistência diante das dificuldades. Todas as dificuldades pelas quais passamos devem nos deixar lições, todavia, se realmente não percebermos nenhum proveito, nenhum aprendizado, nenhuma contribuição em algo que estivermos fazendo, então devemos imediatamente fazer outra coisa, pois as chances de sucesso serão poucas.

A Apple é uma empresa estudada em todos os cantos do planeta e de diversas formas, especialmente nos períodos em que foi dirigida por Steve Jobs. Os recrutadores de talentos contam que não queriam pessoas que desejavam se aposentar na empresa e ganhar uma menção honrosa por isso. Eles queriam empreendedores e vencedores comprovados, mesmo que recém formados, que se destacaram por algum projeto inovador. Colaboradores dinâmicos, que definiram sua função prévia naquilo que realmente contribuíram e não somente por seus títulos. Acreditavam que a inventividade pode vir de qualquer lugar e procuravam pessoas que tinham empolgação por criar coisas novas. A orientação para as pessoas era: surpreenda-nos.

A mensagem desta semana é para confiar na paixão e assim surpreender-se e ao mundo com o que conseguir com sua paixão. Finalizamos com a frase da apresentadora e empresária Oprah Winfrey: “Quando sua vida está de acordo com seu propósito, você se sente o mais poderoso”.

Um abraço e até a próxima!

segunda-feira, 8 de julho de 2019

A cura pela mudança de hábitos


         
        Vejo pessoas obesas relatando diferentes dores na coluna e outros problemas de saúde e penso que poderiam ter uma vida melhor se mudassem os hábitos alimentares e exercícios. Ouço pessoas relatando dificuldades financeiras pessoais, com consequências para suas famílias, desesperançosas sobre o futuro e ao conhecê-las melhor, entendo que teriam menos dificuldades se tivessem outros hábitos de consumo, mais cuidados com o patrimônio, atitudes mais firmes e mais disciplina com suas economias. Ouço estudantes relatando dificuldades de desempenho em determinadas disciplinas, e avalio que poderiam ter resultados diferentes, se tivessem hábitos de estudos mais frequentes, abrissem mão de algumas atividades de lazer durante o período mais importante de estudos. Percebo empresários com diversas dificuldades em seus negócios e penso que se estivessem dispostos a mudar alguns hábitos pessoais, profissionais, práticas de sua família e equipe, mudariam de forma positiva o próprio negócio e os resultados seriam melhores.

      É irracional esperar ou querer resultados diferentes para a sua vida e seus negócios, incluindo finanças, saúde, profissão e relacionamentos, fazendo sempre a mesma coisa e do mesmo jeito. A excelência vem da repetição, dizia Aristóteles. Todavia, para aquelas coisas que não estamos satisfeitos, é preciso parar de repetir, mudar de hábitos, tentar coisas novas, para então obtermos resultados e consequências diferentes. Reflita: o que você está fazendo agora para ter resultados diferentes naqueles pontos que não gosta na sua vida?

          Avalie seus hábitos pois eles determinam sua vida. Você verá rapidamente que é patologicamente comandado/a pelos seus hábitos. Repare nesta gente toda que é convidada a fazer relatos, dar palestras e é ouvido em matérias jornalisticas a respeito de como mudaram suas vidas. Repare que há um aspecto idêntico em todos os casos. Conseguiram alcançar seus objetivos e foram muito além do que imaginavam inicialmente, por terem mudado padrões, hábitos, costumes nas suas vidas, no seu comportamento.

O potencial transformador do hábito é muito poderoso e por isso pergunto: Você consegue perceber quais hábitos estão criando problemas em sua vida? Quais hábitos estão impedindo que você alcance todo o seu potencial? Quais pontos positivos você gostaria de transformar em hábitos na sua vida pessoal? E quais deles seriam prioridade para a sua carreira profissional? O que está faltando para a mudança de hábitos que pode melhorar sua vida e sua carreira para alcançar seus sonhos e objetivos?

É preciso uma maior reflexão tirando um tempo todo o dia para analisar o porquê fazemos o que fazemos na vida e nos negócios. Formação e transformação de hábitos é uma ferramenta de construção e desenvolvimento pessoal ao alcance de cada um de nós independente do nível de escolaridade, renda ou status.

Como é que algumas pessoas conseguem mudar rapidamente sua vida, sua empresa, enquanto outras sucumbem diante das próprias dificuldades? A resposta está no quanto cada pessoa está disposta a mudar seus hábitos para colher melhores resultados. A chave para se exercitar regularmente, ter uma vida mais saudável, perder peso, educar bem os filhos, ser uma pessoa mais produtiva, mais bem relacionada, criar negócios revolucionários, ter sucesso, dentre outros desejos, é entender como os hábitos funcionam. Transformar hábitos pode gerar toda a satisfação que você espera da vida e é a diferença entre o fracasso e o sucesso nos seus objetivos de longo prazo.

Observe seus hábitos! Procure analisar criticamente cada um deles, do ponto de vista de como eles estão contribuindo ou até atrapalhando o que você deseja da vida. Incorpore novos hábitos positivos e terá uma vida melhor!

Um abraço e até a próxima!


segunda-feira, 1 de julho de 2019

Como tornar o mundo um lugar melhor


Muhammad Yunus, economista criador do Grameen Bank, recebeu o prêmio Nobel da Paz em 2006, e ficou ainda mais conhecido pelo mundo como o banqueiro dos pobres. Seguindo a filosofia de resolver problemas sociais através de projetos que combatam a pobreza e beneficiem o desenvolvimento social sem visar o lucro, ele tem promovido ideias para tornar o mundo um lugar melhor e viaja pelo mundo pregando o microcrédito, empreendedorismo social e outras práticas que tem mudado a vida de muitas pessoas pobres.
Quando esteve no Brasil recentemente e foi perguntado sobre o que fazer quanto ao desemprego ele propôs: "não chore por estar desempregado, crie seu emprego". Ele também esteve em algumas capitais promovendo a Yunus Negócios Sociais, investidora em ideias para empreendimentos sociais. Ações como estas tem um grande potencial para desenvolver socialmente o Brasil e as comunidades pobres. Yunus inovou ao aplicar e disseminar internacionalmente o conceito de microcrédito por meio do Grameen Bank, fundado em 1983. O banco oferece oportunidades a pessoas muito pobres, que jamais tiveram e nem conseguiriam ter acesso ao sistema bancários, e concede empréstimos sem garantia e sem contratos.
O economista e banqueiro tem focado em 5 ideias que podem transformar o mundo em um lugar melhor, que seguem aqui de forma resumida:

- Buscar soluções para problemas reais - alguns dos grandes problemas mundiais poderiam ser evitados a partir de iniciativas simples. Nos países mais pobres, famílias sofrem de anemia devido à ausência de ferro na alimentação ou de cegueira noturna, causada pela falta de vitamina A. Esses casos poderiam ser resolvidos com medicamentos que suprissem a falta de nutrientes, ou com alimentação mais rica em vegetais. Oferecer sementes para essas pessoas seria uma solução, mas para que isso ocorra é necessário que um empreendedor investa na ideia e se torne, por exemplo, um fornecedor de sementes para produção local.
- Empreender em negócios sociais - Yunus é defensor da criação de negócios sociais e questiona quando muitas pessoas que entendem que um negócio só é verdadeiro quando há lucro. O lucro é apenas uma consequência, resultados do que se faz ou deixa de fazer, ficando a opção do investidor tê-lo ou não, bem como decidir qual o tamanho ou proporção das margens dos seus negócios. Há um número crescente de investidores destinando parte do lucro para investir em negócios sociais. A questão é humanizar o capitalismo e pensar no próximo, honrando e elevando os valores humanos.
- Favorecer a coletividade – o desenvolvimento não é real enquanto existirem pessoas que sobrevivem com apenas uma refeição ao dia, ou não tem roupas para vestir. O desenvolvimento não existirá enquanto os bancos recusarem empréstimos mínimos para famílias enquanto são realizados diariamente empréstimos milionários a empresas e governos de países desenvolvidos, que às vezes, tornaram-se devedores. No Grameen Bank, o primeiro empréstimo realizado foi inferior a US$ 30, e as pessoas nunca deixaram de devolver a quantia dentro do prazo.
- Aplicar teoria à realidade - para que todas essas ideias possam se tornar reais e de conhecimento geral, elas precisam ser repassadas. Não há melhor lugar para discutir essas questões do que nas conversas de famílias e nas salas de aula. A questão vai além do simples investimento em educação, mas também aplicar o conhecimento na prática para que as mudanças possam ser realizadas em nossas comunidades.
- Colocar as pessoas acima do capital – é preciso um capitalismo onde a renda seja melhor distribuída e as pessoas sejam mais valorizadas do que o capital e os patrimônios físicos. O novo modelo de pensamento capitalista poderá minimizar os impactos causados pelas disparidades sociais, que geram problemas que afetam a vida e o desenvolvimento de famílias pobres.
 A obra de Yunus, motiva para uma economia mais solidária. É certo que não se pode mais esperar nada do Estado e cada um de nós precisa agir, para melhorar o mundo ao nosso redor. 
Um abraço e até a próxima!

terça-feira, 25 de junho de 2019

De quem você depende?


Convivemos com muita gente que parece ter muito potencial, mas não se desenvolve por acreditar que “os outros” a estão prejudicando e não a deixam crescer. Desenvolver a si mesmo implica em romper amarras e saber que as barreiras internas como o medo, a timidez, a preguiça, a vergonha, desculpas, falta de ânimo, baixa estima é que atrapalham verdadeiramente a realização dos seus sonhos.
Marco Aurélio Ferreira Viana em sua extensa obra afirma que para o autodesenvolvimento o indivíduo deve assumir a responsabilidade por sua evolução, através da busca pessoal por recursos e condições que lhe permitam reconhecer que hoje está “melhor” (em qualquer aspecto) que ontem, e ter a certeza de que, amanhã, estará melhor que hoje. Quando pensamos nos recursos para promover este autodesenvolvimento, estamos fundamentalmente considerando a educação e qualquer outra ação, que venha a contribuir para que o indivíduo gerencie a si mesmo!
No contexto das organizações, este tema assumiu uma grande importância, pois o autodesenvolvimento tornou-se uma das mais importantes competências para o profissional do século XXI e dele dependerá o sucesso das pessoas e consequentemente das organizações. Só as organizações que tiverem pessoas que estejam absolutamente conscientes e focadas em seu autodesenvolvimento, serão capazes de responder rapidamente a mudanças tão aceleradas, adaptar-se à nova realidade tecnológica, e superarem os desafios, que garantam, mais do que a sobrevivência, o sucesso organizacional.
A reflexão de hoje não serve apenas para a gestão da carreira, embora, este ponto ganha cada vez mais importância. Peter Drucker, destaca em sua obra “Os desafios para o século XXI” que gerenciar a si mesmo é colocar-se onde você possa fazer sua maior contribuição à sociedade, aprendendo a se desenvolver constantemente, mantendo-se mentalmente ativo e aprendendo como e quando mudar.
Sabe-se que as pessoas que conhecem bem a si mesmas, tem um bom senso de auto-observação, conseguem analisar as melhorias necessárias às suas capacidades, condutas, atitudes e alinhá-las as exigências do seu trabalho, de profissões de interesse e do mercado, obtém maiores possibilidades de realização na carreira e na vida pessoal, pois encontram alternativas adequadas ao seu perfil e adaptando-se mais facilmente às mudanças trazidas pelas novas tecnologias.
O trabalho ganha cada vez mais significado nas vidas de muitas pessoas, que irão trabalhar por necessidade ou por satisfação, por 50 anos ou mais, sendo que cada vez mais gente passa a encarar o trabalho como fonte de satisfação e realização, buscando atividades que deem significado à sua vida e que estejam compatíveis com seus valores e sua visão de futuro.
O que é sucesso para um, pode não ser para outro, tendo em vista essencialmente os valores e a forma de entender a vida, são muito particulares e por este motivo, prefiro falar em sonhos e realizações. E são diversos os pesquisadores e pensadores, de diferentes correntes que afirmam que a realização dos sonhos dependem da pessoa assumir a direção de sua própria vida, conhecendo seus limites, tentando superá-los, sem culpar os outros ou situações externas por aquilo que não gosta ou não sair como deseja.
Daniel Goleman, dos best-sellers Inteligência Emocional/Múltiplas inteligências identificou em suas pesquisas que 90% das diferenças entre executivos de desempenho excepcional e os de desempenho médio, estão relacionadas aos fatores relacionados à inteligência emocional e não às habilidades cognitivas e competências técnicas adquiridas na escola e universidade. Entender que a motivação não vem dos outros e ter capacidade de automotivação, conseguir escolher e fazer o que gosta estão entre os fatores mais importantes para a realização profissional e pessoal.
Quanto às empresas, que são integrações de seres humanos, não há como não estabelecer uma correlação direta entre o sucesso pessoal/profissional e o sucesso da organização, mas sabe-se que pessoas felizes são mais produtivas, e vice-versa, gerando ambientes mais positivos e melhores resultados para todos.
Um abraço e até a próxima!
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