segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

Cansado do ruim por que é ruim


Preciso confessar aos amigos leitores que estou cansado de ouvir que tudo é ruim, porque o Brasil é ruim! Não é só pelas discussões intermináveis, chatas, desmedidas entre fãs de Bolsonaro e de Lula, pois ouço e leio gente de diferentes níveis de escolaridade reclamando e destacando tudo o que tem de ruim no Brasil há muito tempo. Estou cansado disso! E você, como se sente?
Independente do governo, Sarnei, Collor, Itamar, Fernando Henrique, Lula, Dilma, Bolsonaro, sempre houve uma avalanche de críticas, onde parece que tudo é ruim, sem destacar as coisas boas e levando a uma crença coletiva de que o Brasil é ruim. Estou cansado também porque os anos estão passando muito rápido, e este tipo de discurso, crença e práticas não constroem nada e nem apontam como melhorar. Um grande volume de problemas é conhecido e vem da cultura da nossa gente. Precisamos antes de muitas coisas, de mudanças de hábitos de muita gente independente da idade, da renda, dos níveis de escolaridade.
É construindo que mudamos as coisas para melhor! Críticas sem propostas de alternativas, sem mostrar que se consegue fazer melhor só destroem. O Brasil já provou todos os tipos de governos e governantes e o hábito de destruir parte do pouco que os antecessores fizeram de bom, nos trouxe a situação atual. Porque repetir ?
Podemos ver nas empresas, nas instituições, nas comunidades, nos municípios, onde as dimensões são menores, mais próximas, os resultados diferentes quanto há mais foco na critica e quando há mais foco nas proposições de melhorias.
Todos os grupos, pequenos como a família, ou gigantes como um país, se fortalecem identificando as adversidades externas e unindo-se internamente, assim como o contrário também é verdadeiro, ou seja, todos os grupos, independente do tamanho, se destroem ao tratar como adversário, ou inimigo quem está sob o mesmo teto, sob a mesma marca, mesma bandeira.
Ao dizer e escrever que tudo está ruim, sem apontar caminhos ano após ano, governo após governo, vamos reduzindo os níveis de estima da população, e do inconsciente coletivo, no país. Lembro da frase do professor James Heckman, prêmio Nobel de Economia em 2000, quando disse num evento no Rio de Janeiro que “O maior problema do Brasil, é a baixa auto-estima do brasileiro”. Algumas pesquisas corroboram com esta afirmação identificando baixos índices de auto-estima. Ou seja, o brasileiro médio não acredita em si mesmo e nem no país.
Agora, cá entre nós, com tanta gente dizendo e escrevendo tanta coisa ruim e errada por tantos e tantos anos, sobre nós e nosso país, como é que vamos ter auto-estima elevada?
 Será necessária muita energia, muito esforço coletivo para fazermos deste país algo melhor e nos próximos 15 a 20 anos. Considero este prazo, pois é o fim do bônus populacional na maior parte das regiões do país, onde a partir de então, haverá menos população em idade economicamente ativa. Com menos força de trabalho, há menos renda, menos tributos, menos investimentos internos.
Então vamos lá, gente, menos reclamação, mais ação! Vamos olhar para o “meio copo cheio”, ao invés de focar no “meio copo vazio”. Se os governantes atuais fizerem um mau governo novamente, como tantos outros, quem vai seguir pagando a conta, querendo uma vida melhor somos eu e você que trabalhamos muito, geramos muitos impostos, e que infelizmente não vemos o retorno proporcional.
Vamos agradecer a Deus pelo que temos e usar isso para construirmos. Que Ele nos dê força para mudar o que pudermos e paciência com o que não pode ser mudado. Sejamos gratos também aos que nos antecederam por terem deixado o que conseguiram, para podermos seguir em frente!
Um abraço e até a próxima!


Risco de se tornar irrelevante



       Seguindo a reflexão sobre estudo e trabalho, compartilho hoje a preocupação pelo fato da onda gigante de novos conhecimentos, tecnologias, exigindo novas habilidades, atitudes e competências, sem precedentes na história. Há um jeito novo para ver, sentir, entender e agir para quase tudo e por outro lado, um contingente de pessoas desistindo de estudar, exatamente quando se precisa estudar para o resto da vida.
Uma das mudanças mais prováveis em relação ao trabalho e estudo do foco e esforço para fugir da exploração da mão de obra barata, que coloca em risco a saúde, a integridade e a vida, daqueles que tem pouca instrução, para o esforço em evitar que um contingente de pessoas que deixa de estudar fique irrelevante e seja ignorada pelos meios produtivos e econômicos. Nas próximas décadas um número cada vez maior de pessoas sem instrução e qualificação profissional, corre grande risco de ficar fora dos interesses por mão de obra, que já não será necessária em tanto volume e portanto sem produzir renda para si e para suas famílias.
Com o processo acelerado de automação de atividades insalubres, perigosas, repetitivas, pesadas, desgastantes, a redução do volume de vagas para mão de obra com baixa instrução é inevitável. Sem trabalho, este público tende a depender mais de programas sociais governamentais e filantropia. Ou seja, o risco dos que tem pouca instrução, sem competências específicas, ao invés de ser “explorados pelos poderosos” está sendo substituído pelo risco da irrelevância, desconsideração e ignorância pelos novos sistemas produtivos. Precisamos de uma grande mobilização para reverter os índices de evasão do ensino fundamental e médio, além de incentivar a educação profissional de nível técnico e superior qualificados, não somente para terem diplomas, mas terem mais condições de contribuir com a tecnologia e inovação no setor produtivo e estarem inclusos de forma mais completa na sociedade.
O ensino superior está mudando de um modelo disciplinar, para um modelo por competências, também em função dos desafios impostos pelo cenário de mudanças. Destaca-se também, que a diferença da renda e qualidade de vida de quem tem ensino superior, para quem não tem, segue aumentando. Embora no Brasil, a diferença salarial seja em média 4 vezes maior de quem tem ensino superior para os demais, segundo o IBGE, o professor Luis Alcoforado, da Universidade de Coimbra (Portugal) afirma que em todo o planeta “as pessoas que têm curso de graduação têm, a longo prazo, maiores retornos financeiros, além de ficarem menos tempo desempregadas. Alcoforado diz ainda que “Se nós, na Europa, temos metas ambiciosas para aumentar a frequência dos jovens neste nível de ensino é porque acreditamos que este investimento tornará a sociedade mais democrática, mais justa, melhor”.
A formação superior num curso e instituição de qualidade faz ainda mais diferença na vida das  mulheres, influenciando decisivamente na empregabilidade. A inserção no mercado de trabalho das profissionais com formação superior chega a 82%, taxa muito superior à observada entre as mulheres que têm apenas o ensino fundamental completo, que é 45%. Entre os homens, essa diferença também se observa, porém, numa proporção um pouco diferente, pois os indicadores são de 89% e 76%, respectivamente. (OCDE, 2019)
Apesar estar crescendo nos últimos 20 anos o número de pessoas entre 25 e 34 anos com ensino superior, o Brasil ainda tem a menor proporção de pessoas diplomadas entre todos os países da América Latina. Em média, no continente, para cada ano a mais de estudo, as pessoas têm um incremento de 10% na renda. Por esse motivo, o ensino superior continua sendo o principal mecanismo de mobilidade social, de acordo Francisco Marmolejo, do Banco Mundial. O especialista ainda afirma que “As pessoas com estudos superiores também valorizam mais a democracia, a saúde, o meio ambiente. Além disso, também são mais tolerantes. É o melhor investimento que uma família, uma sociedade pode fazer”.
Precisamos que mais gente entenda isso em nossas comunidades!
Um abraço e até a próxima!

Estudar e trabalhar é bom!


                Foram várias e boas as repercussões sobre o texto da semana passada em que provocamos a reflexão sobre algumas ideias erradas que foram se disseminando ao longo de décadas em nossa sociedade, com destaque para o equívoco de que trabalhar é ruim.
                Estendo a reflexão para o texto de hoje, considerando a necessidade de contrapor algumas ideias e mostrar que estudar e trabalhar faz bem para as pessoas e para a sociedade, onde uma boa parte passou a entender que contribuir no mínimo 20 anos para a previdência é muito, mesmo com a expectativa média geral de vida alcançando os 90 anos, que se aposentar o quanto mais cedo possível é o melhor a fazer, dentre outras. A ideia de que trabalhar é ruim também se reflete no número daqueles que se dedicam anos à estudar para aprovação concursos públicos, focando em planos de carreira com licenças generosas, aposentadorias precoces e valor garantido até o fim da vida, bem como no número de pessoas que não faz muito esforço, nem questão de ter mais renda formal, para não perder benefícios sociais.
                A população ocupada de um modo geral é baixa em vários dos municípios inclusive ao nosso redor, onde alguns têm apenas 9% de população ocupada, somando empregados na iniciativa privada, órgãos públicos, sociedade em empresas, profissionais autônomos e produtores rurais. Os municípios com maiores índices alcançam 40% da população ocupada e estes tem uma grande diferença nos indicadores sociais, qualidade de vida e renda, conforme já escrevemos aqui no início do ano.
             Embora a taxa de desemprego esteja baixando há vários meses consecutivos, com a economia se recuperando, muitas outras variáveis estão presentes e a recuperação está bem mais lenta e bem mais tarde do que gostaríamos e precisaríamos. Dados do CAGED mostram claramente que o desemprego é maior entre aqueles que possuem pouca qualificação profissional, ou seja, não tem um curso técnico, nem superior de qualidade concluído. Ao analisar o desemprego por segmento, é possível verificar que quem tem uma qualificação profissional concluída, tem menos chance de perder o emprego e quando ocorre, leva menos tempo para se recolocar. Isto porque devido ao alto custo dos encargos trabalhistas, riscos de acidente, absenteísmo por motivos diversos e outros, as empresas estão investindo em automação dos processos que exigem mão de obra operacional (braçal) que antes eram realizados por pessoas com baixa qualificação profissional. Por outro lado, há muitas vagas de emprego abertas em posições que exigem conhecimento técnico de nível médio ou superior.
Algumas ideias erradas fazem a evasão escolar alcançar níveis inacreditáveis para um país que precisa se desenvolver. A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua – IBGE, 2016) mostra que 62% dos jovens de até 19 anos deixam a escola sem concluir o ensino médio e que 55% nem concluiu o ensino fundamental (até o 9º ano). 11,2% da população de 25 anos não tem qualquer grau de instrução concluído. O Brasil passou nos últimos anos rapidamente de 8 para 15% da população com ensino superior, porém, boa parte do crescimento não tem qualquer contribuição a qualificação profissional, por ser fruto da venda de diplomas baratos, de cursos que não precisa estudar. Apenas 0,0003% da população tem mestrado ou doutorado, sendo 60 mil mestres e 20 mil doutores, para 210 milhões de habitantes.
         Sem instrução qualificada da população será muito difícil reverter o quadro de desemprego, pois as empresas precisam de mão de obra de nível técnico e superior, para desenvolverem novos produtos e tecnologias. Precisamos difundir a ideia de que trabalhar é bom, e mais ainda, a ideia de que estudar é bom e é preciso, pois não há outro caminho para transformar vidas e realidades!
Um abraço e até a próxima!

Ideia errada!


          
           As sociedades evoluem quando a maior parte é influenciada por ideias positivas, que no seu conjunto melhoram as condições de vida de todos. Em alguns grupos o desejo de poder infelizmente faz com que a influencia ideológica e a busca de benefícios ao seu grupo tenha mais ênfase do que a busca do que é melhor para todos. Com isso, ideias equivocadas vão ganhando força e se constituindo em conceitos.
Alguns grupos de influencia, no afã pela busca do poder, plantam ideias equivocadas que por parecem boas ao indivíduo, atraem a simpatia e ganham massas de adeptos que desejam vantagens pessoais, em detrimento do coletivo, e escondem irresponsavelmente resultados nefastos para o conjunto e o futuro da sociedade. Ao percorrer a história é fácil verificar que a influencia de ideias erradas geraram conceitos que as fizeram sucumbir. Muitas destas ideias equivocadas estão entre nós, e é a elas que atribuo a maior parte das dificuldades e das barreiras que transformam o país do futuro, numa expectativa frustrada.
Uma destas ideias é de que trabalhar é ruim, que quem trabalha seja como empregado, ou empregador é vítima, é sempre explorado e sacrificado, e que o Estado deve prover a vida do cidadão com alimentação, segurança, abrigo, saúde, educação, cultura e lazer. Ao longo da história sabe-se que quem deseja o poder sem medir consequências ao conjunto e ao futuro da sociedade, terá sucesso quanto mais pessoas dependentes do Estado houverem.
Como consequência desta ideia muito equivocada de que o trabalho é ruim, temos no Brasil:
- mais pessoas querendo se aposentar cada vez mais cedo;
- cada vez mais pessoas buscando concursos públicos na expectativa de aposentadoria cedo e bem remunerada até o fim da vida;
- um grande número de desempregados por desalento, ou seja, nem procuram mais vagas;
- uma grande evasão escolar no ensino fundamental, médio e superior, de jovens que param de estudar muito cedo, ficando ainda sem trabalho, ou então, mais tarde, com trabalho precário e de baixa renda;
- muitas vagas ociosas em cursos técnicos e superiores pagos e gratuitos em todo o país, mesmo tendo um déficit de técnicos e estando o País incrivelmente longe dos 30% da população com ensino superior que países com desenvolvimento social razoável apresentam;
- um grande número e crescendo, de vagas de estágio não preenchidas por falta de estudantes em cursos presenciais e de qualidade, e vagas de emprego em diversas áreas, bem remuneradas como tecnologias, engenharias, e outras, de nível técnico e nível superior não preenchidas por falta de profissionais formados e qualificados;
- um grande número de aposentados com pouca idade para os dias atuais, que poderiam seguir contribuindo com sua experiência, conhecimento e energia, mas param de produzir e passam a ser sustentados pela previdência pública;
- um grande número de aposentados que ao parar com as atividades profissionais tornam-se sedentários, ficam mais em casa, passam a ter mais problemas de saúde mental, emocional e física;
- ... (inclua aqui outros pontos que você também percebe).
Assim, não deveria ser difícil entender que quanto maior o número de desempregados, desalentados e aposentados tivermos em nossas comunidades, mais difícil é para o pequeno grupo que sobra para trabalhar e produzir, gerar o suficiente em tributos para o Estado sustentar vida digna a todos.
Quem trabalha tende a se manter saudável física, emocional e mentalmente, por vários motivos, que vão desde programas que a própria empresa, pública ou privada oferece aos colaboradores, passando pela motivação dos grupos de colegas de trabalho, a necessidade de sair de casa, encontrar pessoas, atender compromissos, seguir regras, e principalmente, a sensação de se sentir útil a sua comunidade, e à sociedade, além de produzir renda para si, para sua família, receitas para a organização que integra e tributos para o Município, Estado e País.
Trabalhar é bom e faz bem! Precisamos difundir esta ideia, gente!
Até a próxima!

sexta-feira, 1 de novembro de 2019

Encare a realidade das organizações

        O texto da semana passada provocando a reflexão sobre a motivação ou direção das pessoas nas organizações gerou bons feed backs, instigando a sequencia do assunto por outros desdobramentos. Um dos desdobramentos é saber encarar a realidade do mundo do trabalho e das organizações.
        Por vezes demonizado por questões ideológicas, o mundo do trabalho e das organizações é, por outro lado, excessivamente romantizado. Encarar a realidade é ter presente que não é um extremo, muito menos o outro! Para vivermos bem e prosperar no mundo do trabalho é preciso encarar com racionalidade as realidades. O trabalho tende a proporcionar satisfação, orgulho, mantem o corpo e a mente ativa e saudável, em função das pessoas se sentirem uteis e cumprirem com um propósito na sociedade gerando renda para si, para outros, e tributos para a comunidade. Por outro lado o compromisso que se espera das pessoas nas organizações, vem de uma pequena parte, de quem tudo depende. 
         Uma pesquisa do Instituto Gallup, mostra que 57% dos trabalhadores não está comprometida/engajada com o seu trabalho, ou seja, embora tenham potencial produtivo, não se sentem conectados com a empresa e nem colocam muita energia no desempenho de suas funções, se tornando mais propensos a perder horas e dias de trabalho pago pela organização. Para piorar o estudo mostra que 21% das pessoas está ativamente descomprometido, ou seja, seria muito bom se não fossem ao trabalho, pois deliberadamente não fazem o que devem ser feito e ainda acabam por desmobilizar outras pessoas da organização, por se sentirem infelizes, desmotivados, e minando o que os mais engajados fazem. Os 22% restantes são os considerados engajados, ou seja, pessoas que trabalham com paixão, comprometidos com a organização, com a marca, com os clientes, tendendo a produzir, inovar, atrair prosperidade, sustentando toda a organização.
         Esta é uma pequena demonstração da dificuldade de se liderar equipes e gerir negócios: contar com menos de ¼ de pessoas engajadas dentre aquelas que recebem salário, benefícios e custam encargos em sua equipe. Quem fizer uma análise precisa vai perceber que tirando os que não contribuem e atrapalham, os resultados vão melhorar.  
         Quando se entra para a liderança, “de cabeça”, querendo fazer uma gestão profissional, fatalmente se começa a entrar em certas áreas “cinzas” do mundo do trabalho e dos negócios. Por exemplo, passa-se a descobrir que muitas pessoas contratadas por você escondem a verdade, maquiam informações e números e que ao invés daquele engajamento que prometeram ao ser contratadas, estão negligenciando o atendimento ao cliente, a produção, o cuidado com a organização e com os colegas.
         Muitas vezes as dificuldades geradas em diferentes setores das organizações são fruto da falta de comunicação e de organização. Muitos executivos acreditam que são grandes comunicadores, mas isso não corresponde com a realidade, conforme suas equipes, onde parte atribui erros a falta de comunicação. É preciso que lideres e liderados encarem a realidade e não alimentem falsas expectativas. As pessoas querem e precisam ser ouvidas para receber a orientação correta e segura do que precisam fazer para alcançar os resultados necessários. Ao falar a verdade, a tendência é de se ouvir mais a verdade e isso precisa ser praticado nas equipes.
        O que motiva as pessoas é a busca do sucesso, da prosperidade, do reconhecimento. O medo só afasta, encolhe e inibe quem poderia fazer alguma coisa, além de ser a desculpa perfeita para quem não quer fazer nada. Quem atinge bons resultados é celebrado e naquele momento a pessoa é o centro da equipe. Para muitas pessoas este sentimento de ser bem-sucedido é muito mais estimulante do que para outros. É preciso aproveitar melhor estas pessoas e valorizar mais estes momentos. 
        Encare a realidade, de que as pessoas não precisam ser motivadas, os engajados precisam de direção e atenção para produzir mais e alguns outros, não vão mudar com as tentativas de motivação externas, enquanto não mudarem internamente.
Um abraço a todos e até a próxima!

As pessoas precisam de direção

Dias atrás, com uma turma de graduação, fizemos uma discussão sobre como os líderes podem e como devem motivar suas equipes. Há muita gente que defende que o líder deve ser um grande motivador das pessoas das suas equipes, mas estou entre os que defendem que o líder deve ser um direcionador das habilidades, competências e atitudes das pessoas da equipe. 
Penso que palavras e atitudes de estímulo, são chaves na função de quem lidera o processo, pois quando esta figura perde esperança, fica pessimista, tudo começa a ruir. Porém, quem lê esta coluna há mais tempo sabe que defendo que cada um de nós que precisa alimentar, dar boa educação e saúde para si e para os filhos viverem dignamente, tem motivação de sobra para fazer o máximo todos os dias, desde que acorda. Fico estimulado, cheio de energia para assumir novos desafios, inovar, fazer, quando recebo reconhecimento e estímulo da liderança. Todavia, motivação vem de dentro de cada um e creio que não pode haver maior motivação para um profissional do que manter uma boa marca pessoal e prover a sua vida e a vida de seus mais queridos de forma digna.  
Ao invés de defender que o líder seja o responsável pela motivação das pessoas, proponho que o líder seja o responsável pela direção dos profissionais da sua equipe. Se motivação vem de fatores internos, o que precisamos do líder é de direção. 
        Ao que parece, durante toda a história, nunca foi necessário que a grande maioria das pessoas tivesse que perguntar “O quê eu tenho que fazer?". A cultura criada ao longo da história foi dizer o quê tinha que ser feito. Esse tempo acabou, ou está acabando para um número cada vez maior de atividades, pois atualmente os profissionais precisam aprender a perguntar:
- O que eu devo fazer?
- Qual deveria ser a minha contribuição para a empresa?
- Olhando para as minhas forças, a minha performance e os meus valores, como eu poderia fazer a grande contribuição que a minha empresa precisa?
- Quais resultados precisam ser atingidos para fazer a diferença?                
Os líderes absolutamente determinados a serem bem-sucedidos irão encontrar sempre as pessoas certas para atingir juntos os objetivos coletivos.  Nós precisamos de líderes! Iniciativa privada, organizações comunitárias, setor público nas várias instâncias, precisam de líderes autênticos, ou seja, seres humanos com um profundo senso de propósito e que sejam verdadeiros com seus valores.
Precisamos de líderes dispostos a encarar a realidade, que definem metas e prioridades claras, e que acompanhem o projeto do início ao fim. Precisamos de líderes que recompensem quem faz as coisas acontecer e que se preocupem em desenvolver a capacidade dos seus comandados. 
Como conjunto de sociedade vivemos uma carência de lideranças em termos de qualidade e quantidade. Precisamos estimular mais pessoas para assumir a liderança de processos, assim como precisamos qualificar as lideranças que tem surgido, para que esta função que é vital, seja exercida com foco em objetivos coletivos e altruístas.
Um abraço a todos e até a próxima!

sexta-feira, 18 de outubro de 2019

O que fazer imediatamente

       
       Circulando por aí tenho uma grande satisfação ao ouvir pessoas dizer que leram esta coluna, alguns que afirmam que recortam algumas delas e colocam no mural dos colaboradores da empresa, e/ou que compartilharam com a família. Amigos leitores que dão sugestões de assuntos, aprofundamento de assuntos já abordados, dicas, complementam, contrapõe, contribuem para decidir o foco dos próximos textos. Assim, nesta semana escrevo para aqueles que dizem algo como “...tem sido legal ler como planejar, inovar, reorganizar, mas eu gosto mais de ler as coisas que dá fazer mais imediatamente...”
Planejar, inovar, reorganizar pode e deveria ser imediatamente tanto na minha organização, quanto na de muitos leitores. Mesmo assim, arrisco aqui algumas linhas de ações que podem ser desenvolvidas imediata e urgentemente. 
Definir as áreas de maior impacto do negócio e marcar reuniões semanais de uma hora para cada assunto, com a elaboração de um plano de ação, anotando pontos chaves, datas, metas e responsáveis. As vezes, reuniões de 20 minutos podem ser o suficiente. Que áreas de impacto? – O que mais impacta no seu negócio: vendas, atendimento e relacionamento com o cliente, tecnologia, relacionamento interno, desenvolvimento das pessoas, melhoria de produtos (bens ou serviços), marketing, finanças, logística, relacionamento com fornecedores. Se você tiver um plano de ação para cada um destes pontos já vai ver muita coisa boa para fazer imediatamente e na sequencia.
Ao invés de agir reativamente a partir dos problemas que são trazidos a você, a reunião semanal com data, hora e pauta agendada e informada antecipadamente, pode ajudar a definir a agenda do dia, da semana, da quinzena. É preciso foco para resolver os problemas que precisam ser resolvidos, e evitar o gasto de energia em situações que dispersam a atenção e o foco. 
        Mantenha um plano de ação ativo, atualizando a cada semana, para cada área de maior impacto. No plano devem ser anotadas para ficar a sua vista: ações a serem realizadas pelo setor,  compromisso das pessoas envolvidas, projetos, datas para entregas, fontes de recursos, parcerias, dentre outros. 
        Para ver resultados imediatamente é importante lembrar que ao abrir um assunto, tocar um ponto, é preciso ir até o fim. E também  valorizar os resultados positivos, mesmo que forem pequenos. Neste cenário, quem prefere e precisa de ações imediatas, pode optar por ganhos pequenos e constantes. 
        É muito importante planejar o dia, alocar tempo para cada tarefa e ficar dentro do tempo definido. Esta é uma ação simples, que contribui muito com o aumento da produtividade. Isto inclui as redes sociais, que tomam muito tempo de muitas pessoas, podendo ser um ladrão de produtividade, fazendo o tempo “sumir”, sem que algumas tarefas planejadas sejam executadas.
        Os projetos mais difíceis devem ser priorizados. Por vezes parecemos muito ocupados, mas para motivar os outros e ter uma carreira promissora, precisamos mesmo é parecer produtivos! Para ter uma equipe produtiva, é preciso examinar como cada um prioriza as tarefas do dia e auxiliar a todos a serem mais produtivos, terem foco nos resultados e gerar prosperidade para o negócio. Auxiliar a equipe a ser mais produtiva também é imediato e é para fazer todos os dias! Alguns estudos sobre produtividade mostram que 80% do que é deixado para fazer depois, nunca é feito. Ao selecionar as suas prioridades e ao auxiliar os outros nas escolhas do que fazer a cada semana, ou a cada dia, é preciso se perguntar se é possível viver bem sem aquilo. Esta pergunta é importante, pois muitas vezes nos damos conta de que ficamos apreensivos, gastamos muito tempo e energia em assuntos ou problemas que se resolvidos, tem baixo impacto e se não resolvidos também geram pouco, ou nenhum impacto. Ao priorizar, comece por aquilo que dá para deixar para trás.
        Bem, estão aí, algumas ações para fazer imediatamente. Mãos à obra!
Um abraço a todos e até a próxima!

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