terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

Uma vida para se orgulhar no futuro!


         Uma frase que gosto de lembrar aos amigos que buscam conselhos, opiniões, é “Você faz suas escolhas e suas escolhas fazem você.”, de Steve Beckman. Esta ideia está presente em palavras bíblicas, mas também em provérbios chineses e ainda, em pensadores gregos. “A semeadura é livre, mas a colheita é obrigatória.”.. e por aí vai.
       Diz-se que a felicidade está no equilíbrio. Portanto, fazer escolhas considerando o equilíbrio entre as possibilidades, pode levar mais facilmente ao que cada um considera felicidade. Ralph Marston lembra que mesmo as melhores coisas da vida podem deixar de fazer bem, quando são levadas ao extremo. Muita gente lida com aquilo que gosta como se mais fosse melhor, todavia, isso raramente é verdade. Veja por exemplo, que alguns dias no seu local preferido para as férias é ótimo, mas depois de vários dias os problemas começam a aparecer com maior volume e evidência.
Sabendo que para quase tudo em nossa vida existe um limite, é lógico que “mais” não significa “melhor”. Em sua publicação “Extremos”, Marston escreve que nem sempre estamos com o foco correto quando queremos mais, pois muitas vezes, na verdade, o que queremos não é mais do mesmo e sim, aquilo, melhor. Um exemplo, seria quando temos fome e comemos mais, na verdade, estamos precisamos é de comida mais nutritiva e/ou mais saborosa. Outro exemplo é quem já tem bastante e quer muito mais dinheiro, deveria lembrar que esse esforço seria mais bem investido se gastasse o que já tem com mais sabedoria. Outra situação clássica são aquelas pessoas que já são elogiadas por sua beleza e seguem fazendo tratamentos, cirurgias, e outros, mas precisam na verdade, de melhor estima, sabedoria e qualidade de vida, não de mais tratamentos de beleza.
No fundo, sabe-se que quem está constantemente buscando mais e mais, e mesmo assim nunca está satisfeito, é porque provavelmente nunca vai se satisfazer com aquilo. Para Marston, a intenção de conseguir mais é sempre uma resposta óbvia e simples, mas isso não significa que seja a resposta certa. É preciso substituir a busca incessante pela quantidade, pela busca da qualidade. Quando você se der conta de que está precisando ir ao extremo para conseguir mais, é preciso avaliar se não seria melhor mudar um pouco de direção, buscando coisas diferentes e melhores para sua vida. Experiências diferentes, desconhecidas até, são sempre aprendizado e isso pode ser melhor do que ter mais daquilo que você já conhece.
Uma vida rica é uma vida diversificada de condições, fatos, experiências, erros e acertos, fracassos e vitórias. A qualidade pode existir independentemente da quantidade, pois mais do mesmo, mesmo que seja de algo muito bom, não significa melhor. Ao invés de preocupar-se em conseguir mais para ser mais feliz, penso que o foco de todos os esforços deveriam ser na busca de uma vida da qual  possamos nos orgulhar no futuro. Investir toda e a melhor energia procurando o melhor para quem está próximo, e para sua vida, pensando no legado de sua passagem por aqui: o que ficará, para ser lembrado pelas pessoas, quando lembrarem de seu nome, por onde passou.
                Pense no seu legado! Um grande abraço e até a próxima!

sexta-feira, 24 de janeiro de 2020

Felicidade não é meta, é caminho


           De formas parecidas, com palavras diferentes eu e você já vimos expressado o conceito de que felicidade não é uma meta a ser alcançada, o destino, mas o caminho, a estrada. A intenção é fazer o máximo de pessoas se darem conta de que é preciso viver bem, agora, não esperando a felicidade surgir no futuro!
Um texto da psicóloga argentina Mirta Medici foi reproduzido muitas vezes neste fim de ano, justamente por estimular o conceito de que felicidade se obtém ao longo da vida, e não como um destino, uma meta a ser alcançada no fim, que ninguém sabe se está perto ou longe.
Na mensagem de fim de ano, Mirta diz “Não desejo a você um ano maravilhoso, onde tudo é bom. Esse é um pensamento mágico, infantil e utópico. Desejo que você seja encorajado a se olhar e a se amar como você é. Tenha amor próprio suficiente para travar muitas batalhas, e humildade em saber que existem batalhas impossíveis de vencer para aqueles que acham que não vale a pena lutar. Desejo que você aceite que existem realidades que não podem ser modificadas e que existem outras que, só saindo do local da reclamação, poderá mudar.” A ideia de felicidade “no caminho”, não somente no destino, está presente neste trecho, lembrando que o primeiro passo para a felicidade é fazer boas escolhas, inclusive, acalmar a alma diante de desafios que não serão vencidos e de outros pelos quais não vale a pena lutar. Saber escolher onde colocar as melhores energias e atenção, nosso precioso tempo e motivação, são passos muito importantes rumo a felicidade. Por vezes, a melhor escolha para a felicidade é parar de discutir, de reclamar e talvez sair daquela cena, para então permitir o início de outra.
A psicóloga argentina segue na mensagem dizendo “deixe o ‘eu não posso’ e reconheça o ‘eu não quero’. Desejo que você ouça a sua verdade, e entenda-a, com plena consciência de que é apenas a sua verdade, não a do outro.” A intenção é mostrar que a felicidade pode estar no caminho, quando somos capazes de ver e enfrentar a verdade sempre, reconhecer aquilo que não estamos dispostos a fazer e deixando de culpar os outros. A verdade também precisa ser priorizada para que não venhamos a ter dificuldades pelas suposições do que os outros pensam, ou estejam fazendo. Para fazermos da felicidade o caminho, precisamos deixar de estabelecer verdades sobre os outros, dentre outros motivos, porque pode-se estar interpretando equivocadamente vários sinais.
“Que você se exponha ao que teme, porque é a única maneira de superar o medo.” segue a mensagem de Mirta Medici, lembrando que quando enfrentamos e superamos nossos medos a sensação é muito boa e nos aproxima mais da felicidade. Os medos são os maiores adversários na busca de nossos objetivos e em especial no alcance da felicidade. Se expor aos medos, enfrentar e superar gera encorajamento, empoderamento e enorme satisfação.
Medici lembra que é muito importante que aprendamos a tolerar o que ela chama de “pontos negros” dos outros, pois cada um de nós tem os seus e se não tolerarmos estas dificuldades dos outros, perdemos a possibilidade de reivindicar melhorias, mudanças e alternativas. “Não se condene por estar errado. Você não é todo-poderoso. Cresça, onde e quando quiser.” diz Mirta, lembrando que felicidade também é entender que somos falhos, que podemos errar e que podemos seguir em frente, crescer, independente das dificuldades que temos passado. “Não desejo que 2020 traga felicidade. Eu desejo que você seja feliz, seja qual for a realidade que você tem que viver.” finaliza a mensagem.
Espero que esta tenha sido uma boa reflexão para os amigos leitores e finalizo reforçando que depende somente de nós, deixarmos que a felicidade seja o caminho, não a meta.
Um abraço e até a próxima!

sexta-feira, 17 de janeiro de 2020

Lembra de quem cuida de você


Recebi este relato numa mensagem e como estava pensando em escrever novamente sobre gratidão, decidi reproduzir uma síntese da história relatada por Charles Plumb, que era um piloto de avião de caça dos Estados Unidos na guerra com o Vietnã. Depois de 75 missões de combate, seu avião foi derrubado, mas ele conseguiu ejetar e o paraquedas salvou sua vida. Todavia, ele foi capturado e ficou preso por 6 anos numa prisão no norte do Vietnã. Após a libertação, quando retornou, passou a dar palestras relatando suas experiências, a vida de combatente, como sobreviveu e o que aprendeu na difícil vida de prisioneiro daquela guerra.
Charles também relata que após um tempo quando ele e a esposa estavam sentados num restaurante foram abordados por um homem que o reconheceu, saudando-o: “Olá! Você é o Charles, piloto de caças no porta-aviões Kitty Hawk, no Vietnã e foi abatido, não é mesmo?”. Plumb respondeu que sim e perguntou como o homem sabia da história e se surpreendeu com a resposta. O homem se apresentou e disse “Eu que conferi e embalei seu paraquedas”, e concluiu “Pelo que vejo funcionou bem”. Plumb se engasgou, surpreso e grato com o reencontro ao acaso e respondeu “Se o paraquedas não tivesse funcionado eu não estaria aqui hoje”.
O ex-piloto relata que não conseguiu dormir naquela noite, pensando no homem que o abordou no restaurante. “Eu fiquei imaginando como ele se pareceria num uniforme da marinha, chapéu branco, colarinho... “fiquei me perguntando quantas vezes eu provavelmente o vi e sequer disse ‘Bom dia, como vai você?’ ou algo assim, porque vejam, eu era um piloto de caça e ele, apenas um marinheiro.” Charles conta que não saia mais de seus pensamentos as muitas horas que o marinheiro havia passado ao redor de uma longa mesa de madeira no centro do navio colocando em ordem cada alça, cordão, e dobrando todas as partes de cada paraquedas, sempre segurando na mão, a vida de alguém que não lhe conhecia.
Nas palestras, Charles Plumb passou a perguntar ao seu público: “Quem está preparando o teu paraquedas?” e a pregar que todos temos pessoas nos fornecendo o que precisamos para seguir o dia a dia. Ele também conta na palestra, que passou a lembrar de muitos “tipos de paraquedas” que precisou quando seu avião foi abatido sobre território inimigo: ele precisou de seu paraquedas físico, seu paraquedas mental, seu paraquedas emocional, seu paraquedas espiritual... dizendo que se apoiou em todos esses suportes para ficar em segurança, sobreviver e estar ali naquele momento falando ao público.
Por vezes, na correria, ou até por alguns traços de arrogância, nos desafios diários que a vida proporciona, ou impõe a cada um de nós, é possível esquecermos de várias situações e pessoas realmente importantes para que nossa vida funcione, dê certo, e possa seguir em frente. Falhas em dizer 'olá', 'por favor', ou 'obrigado' ou ainda em cumprimentar, felicitando alguém pelo aniversário, pela data da profissão, ou por algo muito bom que aconteceu com eles, ou com os filhos, dar um elogio, ou simplesmente fazer algo bom sem uma razão direta, apenas pela vontade de ajudar, “de coração”.
A dica de ouro é: conforme passar por esta semana, este mês, este ano, reconhecer as pessoas que preparam os seus “paraquedas” e mais importante de tudo, mostrar a elas o seu apreço e gratidão. Dar a sua atenção a estas pessoas é algo muito valioso, mais do que qualquer presente que possas comprar. Talvez nem conheça algumas destas pessoas completamente, ou não lembre do nome, das suas histórias de vida, mas faça com que sua bondade e capacidade de reconhecimento e gratidão não tenham mais os limites convencionais. Muitas vezes você pode não saber quem está preparando o seu paraquedas neste momento, mas ele pode salvar a sua vida!
Que tenhamos um 2020 de muita gratidão para as muitas pessoas que nos auxiliaram a chegar até aqui. Um abraço e até a próxima!

terça-feira, 7 de janeiro de 2020

O tempo voa


Nas últimas 2 semanas tenho encontrado conhecidos que há muito tempo não via pessoalmente, assim como acredito que ocorre com a maioria dos amigos leitores. Ao saber da vida, ver cabelos brancos, família mudando, filhos crescidos, profissão evoluindo, um dos comentários mais frequentes é que “o tempo voa”.
Os dias seguem tendo 24 horas e as horas, seguem sendo de 60 minutos, embora possa não parecer. Com os muitos afazeres, a sensação é de que hoje o tempo voa, que as horas e os dias desaparecem, que “escorrem pelas mãos”, sem que possamos sentir. Ao vermos findar um ano em que tínhamos tantos desejos, fica aquela sensação de que faltou tempo para uma parte, que o ano ainda precisaria de alguns dias a mais para realizarmos alguns objetivos.
Se o ônus é o tempo que voa, o bônus é o fato de sermos os pilotos de nossas vidas e com liberdade divina para mudar de direção sempre que quisermos. O tempo não para e também não volta, mas temos um ano “novinho” pela frente para fazermos dele o melhor de nossas vidas, de nossas famílias, de nossos negócios, de nossas ações voluntárias, de nossas carreiras. Muita coisa passou, mas todo o restante está a nossa frente para fazermos o que quisermos. Pelos mais diversos medos, sejam eles de resultados indesejados, da expectativa de efeitos colaterais, do que vão dizer, ou pensar, deixa-se de fazer muito do que se gostaria, mas é preciso saber e nos dar conta todos os dias, de que estamos no comando de nossas vidas e que temos todo o restante para fazer diferente, aquilo que precisa ser mudado.
Um dos grandes desperdícios de tempo e produtividade da atualidade é tempo gasto com as redes sociais. Todavia, um dos vários pontos positivos das redes sociais é poder acompanhar um pouco da vida de quem está longe, especialmente de familiares e amigos queridos. Manter quem está longe, um pouco mais perto, gera uma excelente sensação, com efeitos percebidos nos momentos de reencontro. Outro benefício importante das redes sociais é agilizar as informações e oferecer acesso a informação a quase todo mundo. Quase tudo o que está ao nosso alcance pode ter mais pontos positivos, do que pontos negativos. A diferença é o entendimento e o uso que cada um de nós que faz. De tudo o que tenho lido e assistido de perspectivas para nossas comunidades, nosso país, o mundo, as expectativas positivas são muito maiores do que as negativas. Quem pilotar melhor a sua vida, vai aproveitar melhor o que de bom está por vir.   
O tempo voa e não há como parar, nem como voltar, mas dá para pilotar nossa vida cada vez melhor!
Renovo o desejo de que 2020 seja muito melhor para todos nós!

segunda-feira, 30 de dezembro de 2019

Maturidade X responsabilidade


A virada do ano, o fim de um ciclo para o início de outro, quando bem utilizada é uma excelente oportunidade para rever decisões pessoais, planejamento, convicções e responsabilidades. O tempo vai passando, a maturidade vai aumentando e as responsabilidades também.
A maturidade e a responsabilidade aumentam com o avanço da idade, sim, mas de um determinado nível em diante, não necessariamente se desenvolvem de forma harmônica. Culpar a outro e a si mesmo é uma evidência de falta de maturidade, que nem sempre se percebe e está intimamente ligada ao nível de responsabilidade desenvolvido.
Conforme vamos crescendo, perdemos conforto e segurança, mas ganha-se mais liberdade. O passar dos anos exige pegar nas rédeas da própria vida seja para sustentar as necessidades básicas, ou laços emocionais, saúde, negócios e outros. A maneira como cada qual aprende e administra o crescimento e o amadurecimento faz muita diferença para encontrar a solução e não os culpados. Tomar decisões envolve as incertezas e o medo de errar, e é por este motivo, a insegurança, segundo os especialistas, que tende-se a procurar motivações externas que justifiquem os erros, gerando então, a culpa. Parece que a frustração exige um culpado.
Cada um pode analisar seu nível de maturidade diante de situações que exigem algum nível de responsabilidade, diante dos obstáculos do caminho, como algo que não fez, uma chamada de atenção dos pais, ou dos superiores no trabalho, ou um feed back de parceiros ou amigos. Sem refletir, deixando-se levar pelas emoções, a culpa é uma espécie de neon, que de repente se acende e parece fácil transferir a responsabilidade.
Culpar alguém ou a nós mesmos pelo que acontece, evidencia a concentração nas emoções e atitudes negativas, com uma invasão de raiva e frustração, tristeza ou rancor, que paralisa e deixa infeliz. No entanto, quem supera as emoções negativas e segue em frente, percebe que, em vez de procurar um culpado, há atitudes muito mais úteis e produtivas a fazer, como tomar medidas que contribuam com a mudança de situação. Procurando soluções, evidenciamos a nós mesmos uma mensagem de que, se algo der errado, buscaremos uma solução.
“Vamos nos preocupar mais em ser pais do nosso futuro do que filhos do nosso passado.” – (Miguel de Unamuno, escritor e filósofo espanhol). É natural se responsabilizar por um resultado que não foi bem o que era esperado. Detectar as falhas e buscar a correção para obter o resultado desejado na próxima vez é o mais produtivo e saudável a fazer. Martirizar-se por isso não contribui para a produtividade e nem para a saúde física e mental. Reconhecer as falhas para fazer ajustes é o jeito mais fácil, mais racional e mais inteligente de não repetir o fracasso. Todavia, nutrir sentimentos de culpa é uma autopunição psicológica que não vai contribuir com nada.
Culpar-se é uma forma de se punir, atribuir a culpa a terceiros é uma forma de se isentar do resultado negativo e, tanto uma quanto a outra são meios de nutrir sentimentos negativos que, enquanto perdurarem, não permitirão que se conserte o que deu errado. “Não há nenhum problema tão terrível que você não pode adicionar um pouco de culpa e torná-lo ainda pior.” (Bill Watterson, escritor e cartunista, estadunidense, autor de tirinhas como Calvin).
As emoções negativas são inevitáveis, mas quem procura soluções ao invés de culpados, percebe que elas são reflexos do passado e devemos continuar avançando, corrigindo rumos, em busca dos objetivos.
Este texto está baseado na tradução e adaptação do conteúdo do site http://lamenteemeravigliosa.it e o intuito de trazer um trecho para cá, foi propor uma mudança de sintonia para aceitar que erros acontecem e que toda e qualquer ação está sujeita a falhas. Para que as emoções mudem é preciso parar de culpar os outros e a si mesmo, focando a busca por soluções.
             Desejo um Próspero 2020 a todos os amigos leitores!

quinta-feira, 19 de dezembro de 2019

Mais chances de sucesso para 2020


            O ano vai findando e ao mesmo tempo que nos angustiamos com os objetivos não alcançados de 2019, vai se criando expectativas, desejos e planejando 2020. Em meio as dificuldades de um período ou outro, sempre tem um grupo que se destaca positivamente. O que estas pessoas fazem diferente dos demais?
        Considerando leituras, relatos e pesquisas, resgato aqui algumas características daqueles que superam as dificuldades pouco afetados pelo cenário externo inóspito. Comemorar as conquistas, independente do tamanho, parece ser um dos hábitos do grupo que se diferencia. Todo avanço gera um mérito em quem participou dele e os neurocientistas vem afirmando que para vencer mais é preciso habituar o cérebro e o corpo a receber recompensas pelos esforços realizados, antes de mais uma carga de compromissos e trabalho. Assim, é possível ter mais energias para buscar conquistas mais difíceis.
                Ser bem-sucedido, embora em diferentes pontos de vista e situações, é o desejo da maioria das pessoas, porém, uma parte apresenta dificuldades para alcançar uma condição onde elas mesmas se sintam bem sucedidas. Ou seja, ser bem sucedido começa com sentimentos, passando pelo modelo mental, atitudes e ações. Segue alguns lembretes para melhores resultados em 2020:
- Planejar sempre - Estabelecer objetivos para o ano e criar planos de ação para conquistá-los, é um hábito dos mais importantes. Buscar mais organização, ter disciplina e preparar-se para não permitir que os obstáculos que certamente que surgirão, gerem desmotivação.
- Procurar conhecer novas pessoas – A zona de conforto é bom, como a expressão já diz, mas conviver e estabelecer relações com pessoas que de alguma maneira, possam ensinar algo novo gera crescimento e aprendizado. Cortesia, simpatia, respeito, cordialidade abrem portas que serão novas possibilidades para o presente e futuro.
- Comemorar conquistas – Reforçando o exposto, as conquistas, mesmo que pequenas, representam avanços, que exigiram esforço físico, emocional e mental. Melhores resultados a cada etapa concluída dos objetivos perseguidos são uma oportunidade para comemorar e recompensar mobilização física, mental e emocional. É muito importante também valorizar as conquistas de quem está próximo, o que fará muito bem tanto para você quanto para os outros.
- Ser confiável – É fundamental agir de forma a ganhar a confiança das pessoas. Não é necessário ser o melhor em tudo o que se faz, porém é importante cumprir tarefas e prazos, pois pessoas comprometidas inspiram confiança e seriedade. Observando estes pontos, é possível melhorar as relações pessoais e profissionais, que são chaves para manter e expandir negócios.
- Evitar que o trabalho tome conta da sua vida – O equilíbrio é fundamental em tudo na vida, principalmente para o sucesso e por isso, o tempo do seu dia também deve ser dividido equilibradamente. É fundamental gostar do trabalho, mas não é saudável deixar de exercitar-se, cuidar da saúde, curtir a família e os amigos, pois quando o stress começa a aumentar a presença em todas as áreas da vida, tudo fica mais difícil e desgastante, podendo atrapalhar muita coisa.
- Buscar adequar-se às várias e diferentes situações – Quando estiver com a família e amigos, é preciso curtir e valorizar a companhia das pessoas queridas. Quando estiver no trabalho, é preciso colocar toda a energia produzindo eficazmente e sendo pró-ativo. Fazer as coisas pela metade, ou mais ou menos, vai atrapalhar tanto a vida profissional, quanto a vida pessoal. A busca pela excelência pode ser feita no trabalho, na família e com os amigos. Aproveitar cada momento para fazer o que tem que ser feito, é um dos segredos das pessoas mais admiráveis e também das mais produtivas.
- Os resultados são consequências – Ser feliz, ter mais dinheiro, mais saúde, são sempre consequências do que se faz ou deixa de fazer. É preciso encontrar aquilo que te motiva, pois quando isso ocorre, a pessoa levanta da cama feliz pelo que fará naquele dia. Só é possível fazer muito bem, aquilo que se ama fazer e os melhores resultados serão obtidos com as coisas que se faz muito bem.
                Desejando uma excelente preparação para 2020, deixo um abraço e até a próxima semana!

segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

O roubo do tempo


                Para os ocidentais, o fim do ano se aproxima e com ele mais festas, férias e o tempo de encerrar um ciclo. Para alguns uma oportunidade de fazer um balancete das realizações do período e os planos para os próximos 12 meses, com análise dos motivos pelos quais não foi possível alcançar determinados objetivos e quais os propósitos e metas para o próximo ano.
Nas conversas com os colegas e amigos a sensação é de que o ano passou “voando” e que faltou tempo para muitas coisas. Racionalmente este ano tem o mesmo número de dias, horas, minutos, do ano passado e anteriores, então, não será o tempo que permitirá fazermos melhor e alcançarmos o que queremos para o ano que vem.
           A falta de tempo é mais uma percepção, ou sensação gerada, o que deveria ser um alerta sobre a baixa produtividade diante dos compromissos assumidos e os desejos. A baixa produtividade pode ter inúmeros motivos, mas há que se considerar que por vezes assume-se mais compromissos ou tem-se mais desejos do que a capacidade produtiva permite. Depois de entender melhor o equilíbrio na relação volume de compromissos e desejos X capacidades, é preciso analisar outros aspectos. É preciso saber que a indecisão e a incerteza sobre as escolhas possíveis, as alternativas, os caminhos, são verdadeiras ladras do tempo!
          A crescente quantidade de e-mails a serem lidos e respondidos, as redes sociais, o telefone, atividades dos diversos grupos, grupos e clubes que vamos ingressando, dentre outras, vai aumentando a disputa pelo tempo, que parece desaparecer. Há cada vez mais frentes para dar atenção, que nos obriga a fazer tudo mais rápido, podendo reduzir a qualidade e aumentar a sensação de que o tempo passou muito rápido. Cuidar da saúde, lazer, exercícios, falar com amigos, relacionamentos, estudos, leituras, novos projetos, um novo trabalho, vão ficando para depois, até gerar consequências que geram arrependimentos.
         Os pesquisadores da neurociência, vêm mostrando dentre outras, que o nível de certeza do caminho a ser tomado e o nível de indecisão sobre os mais diferentes temas fazem grande diferença em nossas vidas. Segundo eles, quando o cérebro não tem tanta certeza sobre as decisões tomadas, o corpo não libera a mesma quantidade de hormônios que liberaria se soubesse exatamente para onde está indo e os motivos pelos quais está se fazendo aquilo. Por este motivo, investir tempo para definir exatamente os motivos pelos quais está se tomando cada decisão e fazendo cada atividade, bem como os resultados esperados, contribui preparando a mente para alcançar o que se quer. Simplificando, identificou-se que o cérebro coordena o corpo para ter mais vontade e energia para fazer tudo o que estamos com a certeza de que é o melhor a ser feito!
           Observe como as pessoas ao redor gastam tempo, quando surge uma indecisão e o quanto esta situação atrapalha a produtividade! Diante de muitos afazeres, os pesquisadores mostram que o cérebro tende a escolher o que é menos complicado, pois o instinto de sobrevivência manda economizar energia e não sofrer com problemas. Assim, por muitas vezes acaba-se fazendo aquilo que é menos importante, afastando ainda mais dos resultados desejados. Em outras palavras, inconscientemente, não conseguimos ir atrás do que realmente precisa ser feito.
          Com indecisão e sem destino definido muitas pessoas chegam ao fim do dia, ao fim da semana, ao fim do ano... cansadas e frustradas com a sensação de que o tempo passou, foi cansativo e pouco se realizou. Ás vezes percebe-se nos colegas e em pessoas da família esta situação desagradável, que também ocorre conosco. Procure investir mais tempo em ter a certeza das decisões a serem tomadas, reduzindo o nível de indecisão e aumentando a produtividade. Da mesma forma, é fundamental reduzir significativamente o nível de incerteza sobre o que está ao seu redor e no seu dia-a-dia. E lembre-se que não existe perfeição, pois as coisas serão melhores a partir de decisões firmes, de atitudes positivas e da energia que se coloca na busca dos objetivos.
          Desejando mais tempo para viver bem e com mais produtividade, deixo um abraço e até a próxima semana!

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