sábado, 16 de abril de 2022

A sensações nas lojas físicas

 


                A loja física, bem como o stand numa feira/evento são os pontos de encontro físicos da sua empresa com os seus clientes, prospects e suspects. Com a forte competição das vendas online, a atração dos pontos de vendas físicos pode partir da experiência de consumo e contato com as pessoas.

Hoje os convido á refletir um pouco sobre o uso do chamado marketing sensorial para aumentar a experiência dos clientes e prospects nas lojas e garantir a atratividade dos pontos de vendas físicos. É sempre importante lembrar que conveniência é um dos pontos mais fortes das estratégias de marketing, e combinar ações dos pontos de venda físicos e virtuais potencializa a conveniência. O cliente contemporâneo, você, eu, nossos amigos e familiares, queremos o melhor, queremos agora, pelo melhor preço, onde estivermos.

O marketing sensorial aumenta as experiências prazerosas e memoráveis, que fazem o cliente voltar e indicar os bens e serviços. Para manter e aumentar a atração de clientes ás lojas físicas é preciso transformá-las em ambientes de experiências sensoriais, o que pode envolver sons, toques, cheiros, luzes, cores e sensações. As lojas que já criam essa conexão através dos sentidos dão demonstrações do quanto se tornam muito mais fortes. Diferentes tipos de ambiente enviam sinais que afetam o estado emocional das pessoas, fazendo com que se afastem ou se aproximem de determinado ambiente.

Uma loja bem iluminada é um verdadeiro “chamariz” para clientes. É importante priorizar as áreas/ambientes que deverão ter maior quantidade de luz e também diferentes cores e tons. Fundir iluminação direta e indireta, com sancas e outros artifícios utilizados para valorizar os produtos, seus traços, cores e tons também é muito importante para estimular a compra por impulso.

Deixando de incluir um som agradável, tudo o que os clientes ouvirão são as conversas entre os vendedores e até barulhos de fora da loja, o que pode irritá-los e fazê-los desistir de comprar. Todavia, é preciso ter qualidade, pois pior do que não ter som ambiente é ter um som irritante seja pelo volume, estilo, ou ritmo, o que faz os clientes irem embora mais cedo do que deveriam. Se os elementos visuais são a cara da loja, a música é a voz. Muito mais do que apenas entretenimento para os clientes os sons podem gerar uma identificação com quem eles estão negociando. As respostas emocionais das pessoas às diferentes sensações que o ambiente emite, têm influência na decisão de compra e a música tem um papel muito importante na hora de criar essas sensações. De maneira afetiva, a música pode, por exemplo, aumentar o prazer durante as compras e deixar os clientes de bom humor. Cognitivamente, a adoção de músicas em ambientes comerciais pode reforçar a imagem da loja e mostrar seu posicionamento perante os clientes e, dessa forma, influenciar a compra. O ritmo da música pode influenciar o tempo de permanência dos clientes no ambiente. Ritmos mais acelerados tendem a também acelerar a permanência na loja, ao passo que músicas mais calmas podem prolongar o tempo visualizando as mercadorias, e as muito lentas podem causar sonolência. Conforme as pesquisas deste tema, as músicas instrumentais e clássicas em volume de som ambiente são as que mais estimulam as emoções dos consumidores. A música difundida nos ambientes de compras deve estar em harmonia com a proposta do empreendimento, de modo que os clientes se identifiquem com o que estão ouvindo.

Outra ação bem importante é a aromatização dos ambientes. Pesquisas consolidadas em vários países mostram que os cheiros cítricos aumentam em até 20% a vontade de comprar. A preferência por aromas varia entre regiões e culturas, no entanto, a lavanda parece ser o mais popular entre homens e mulheres em todo o mundo, embora a baunilha e o chocolate também tenha grande preferência. As pesquisas ainda indicam que o uso de fragrâncias personalizadas aumenta em 15,9% o tempo de permanência do cliente no ponto-de-venda, em 14,8% a probabilidade de compra e em 6% as vendas reais.

Para aumentar as vendas e a fidelização no ambiente físico, é preciso valorizar a presença e o tempo de permanência do cliente. Um abraço, e até a próxima! 

 

quinta-feira, 14 de abril de 2022

Aumentando a fidelização dos clientes

 


                Na maioria das vezes que abro a discussão sobre fidelização de clientes, alguns participantes se manifestam dizendo que não há como fazer isso, ou que com o aumento da concorrência ficou muito difícil fidelizar clientes no seu setor, dentre outros argumentos. Assim, aproveito para lembrar que nos negócios há níveis de fidelização a serem esperados e alcançados, dependendo dos setores e ramos de atividades.

Hoje deixo algumas dicas que podem auxiliar nas ações para aumento dos níveis de fidelização dos negócios B2C. Antes e para refletir, trago a frase bem conhecida, que é uma lição de vida deixada por Carl W. Buehner “As pessoas esquecerão o que você disse, as pessoas esquecerão o que você fez. Mas elas nunca esquecerão como você as fez sentir.”

Na relação B2C (Business to Consumer) da empresa diretamente com o consumidor final, a emoção está mais presente do que na relação B2B (Business to Business) das relações entre organizações corporativas, onde o racional prepondera sobre o emocional de quem decide. Nas relações B2C, quando a empresa cria um vínculo emocional positivo, a chance de fidelização é maior, e quando é duradouro parte da clientela se torna fã, passando a promover a marca e agindo como vendedores não pagos e muito eficientes nas suas redes de contatos como família, amigos, colegas de trabalho, companheiros de clubes, sociedades, igrejas, associações, e até nas redes sociais. Todos nós que temos algumas centenas ou milhares de contatos, e que comentamos com estes sobre o que gostamos ou não gostamos somos micro influenciadores e geramos, consciente e inconscientemente, influências positivas sobre aquelas marcas que somos fãs.

Para aumentar os níveis de fidelização é preciso conhecer bem os clientes e quem acompanha a coluna já sabe disso. Recomendo primeiramente o mapeamento da chamada “jornada de consumo” clareando para toda a equipe envolvida o passo a passo desde o primeiro contato com a empresa, o que envolve a venda, o pós-venda, a próxima venda, e assim por diante. Como os diferentes segmentos tem o primeiro contato com a marca, por que compraram, quais são os estilos de vida, linguagem, faixa etária, localização, são informações que tornam possível aprimorar as táticas para aumentar a fidelização sobre cada segmento.

Costumo dizer que as empresas não sabem o que sabem, considerando o volume de dados gerados a cada semana/mês em suas ações internas. Analisar estes dados buscando entender como aproveitar melhor cada informação para vender mais e melhor é uma oportunidade que está à disposição de todos. Quantos pararam em frente a vitrine, quantos entraram no ponto de vendas, quantos destes compraram, quais segmentos tem mais frequência a cada dia da semana, a cada turno do dia, bem como quais produtos são mais vendidos para cada segmento em cada horário, podem oportunizar ações muito efetivas para vender mais. O mesmo vale para evitar frustrações, como por exemplo, monitorar quem são, quantas são e em quais situações entram na loja e não levam nada. Esta situação ocorre em qualquer empresa, mas quando isso ocorre com o mesmo cliente algumas vezes seguidas vai ficando mais difícil ele retornar.

As experiências sempre foram muito valorizadas pelos clientes e com os estudos sobre o comportamento do consumidor se aprimorando, mais e mais empresas vem oferecendo experiências de diversos tipos e níveis, buscando se diferenciar dos concorrentes, mas a principal informação é de são muito mais eficientes para fidelizar os clientes. Quem já participou de uma visita a uma fábrica de alimentos ou bebidas onde ficou bem impressionado com a qualidade dos processos, com o cuidado com os produtos, concluindo a visita com uma boa degustação, pode avaliar a mudança de comportamento sobre a marca e quanto se tornou fã e até promotor da marca entre seus conhecidos.

As campanhas que divulgam diretamente os produtos não são tão eficientes para a fidelização, quanto aquelas que têm apelos emocionais que inspiram os suspects, prospects e clientes. As campanhas que inspiram, com histórias reais, mensagens emocionantes, que geram vínculos com os públicos alvos, tendem a fidelizar mais do que apenas demonstrar os produtos.

Valorize e estimule a fidelidade dos seus clientes e bons negócios.

                Um abraço, e até a próxima! 

segunda-feira, 4 de abril de 2022

Este é o caminho certo?

 



                Perguntar-se seguidamente se está no caminho certo é um hábito comum, e muito salutar e recomendável. Profissionais com carreira em construção, empreendedores com negócios em desenvolvimento, dentre outros, devem questionar-se ainda mais seguidamente sobre os melhores caminhos a seguir para alcançar os objetivos e o sucesso esperado nos seus projetos.

                No site entrepreneur.com é possível encontrar alguns pontos para auxiliar na reflexão sobre a pergunta que devemos nos fazer seguidamente “este é o caminho certo para ser bem sucedido/a?”. Ao desenvolver carreiras, empreendimentos, novos negócios... muitas dúvidas surgem e embora a visão de futuro pode estar clara, os caminhos para chegar lá, podem gerar incertezas.

                Estar empolgado com o que está ocorrendo, falando seguidamente e positivamente a respeito, querendo retomar logo as atividades, comemorando conquistas mesmo que pequenas, são bons sinais de que é o caminho certo. Quando outras pessoas também comentam positivamente, o sinal é ainda mais forte, mesmo que nas redes sociais ainda não apareça muito o nome ou o negócio.

                Quando os resultados (líquidos) fazem os custos parecerem razoáveis, o sinal de caminho certo vai se fortalecendo. Acompanhar cuidadosamente as finanças pessoais e dos negócios para poder analisar mais racionalmente é uma necessidade. Quando os resultados entre o investimento e os retornos são positivos e crescentes, com baixa pressão na necessidade imediata, é outro sinal de que o caminho pode estar certo, lembrando que acelerar o aumento consistente dos lucros, não é simples.

                Outro sinal de que o caminho está certo é quando fica perceptível uma boa capacidade de adaptação às mudanças. O mundo dos negócios é cada vez mais dinâmico e a tolerância às mudanças seguidas e rápidas é um forte sinal de que aqueles que querem prosperidade estão no caminho certo. Qualquer organização e profissão, não importa a área, tamanho, ou onde esteja, mais cedo ou mais tarde passa por transformações e precisam de protagonistas para colocar os negócios no caminho certo.

                Receber críticas diversas com resiliência e vontade real de melhorar continuamente é outro sinal forte de caminho certo. Dificilmente alguém cresce e enriquece sem aceitar bem para aprender, mudar e melhorar com as críticas, entendendo-as como conselhos, dicas, sugestões. Muitas vezes não são agradáveis, mas quase sempre são dicas de como mudar positivamente. Esta postura deixa muita gente à frente de outras. Aprender com os erros vai nesta linha, pois pessoas de sucesso não são aquelas que não cometem erros, mas sim as que aprendem com eles. Quem vê suas falhas analisando o que poderia ter feito diferente e melhor, obstáculos que deveria ter evitado, conseguirá corrigir rápido e melhorar o desempenho.

                Quem é grato pelo que tem, usa e acessa, mesmo querendo melhorar sempre, deve saber que está no caminho do sucesso pessoal, profissional e dos negócios. Há muitos estudos mostrando que ninguém fica satisfeito com seu desempenho se não é capaz de gostar e ser grato pelo que já está ao seu alcance. Este sentimento deve ser perceptível na família e nos colegas e cria perspectivas, sempre que houver alguma dúvida sobre o que é possível daqui para frente.

                Outro sinal importante é não ter arrependimentos, pois empreender, avançar na carreira, desenvolver negócios, tem frequentes altos e baixos. Quem não se arrepende de ter iniciado a caminhada, valorizando inclusive os erros como oportunidades de aprendizagem, crescimento emocional e espiritual, tem mais chances de ser bem sucedido/a. A empolgação, a visão de futuro, a energia e a paixão pelo projeto devem ser suficientes para continuar em frente, sem arrependimentos.

                Este conjunto é um forte indício para conferir se o caminho está certo. Quem tem dúvidas deve refletir sobre como aprimorar os pontos citados que ainda não conferem com a sua atitude e comportamento mais frequente.

                Um abraço, e até a próxima! 

 

sexta-feira, 25 de março de 2022

Aumentar a criatividade

 


                Imagino que parte dos/as leitores/as gostaria de ser mais criativo/a, outra boa parte gostaria que suas equipes funcionais fossem mais criativas e assim por diante. Este desejo fundamenta-se no fato de que a criatividade tem sido uma habilidade humana decisiva para a evolução exponencial que vivemos e por isso, saber como aumentar os níveis de criatividade individual e em equipe segue sendo motivo de vários estudos.

                Os desafios impostos pela vida, sejam eles individuais, ou coletivos, estimulam a criatividade para a busca de soluções. As grandes crises mundiais, como as grandes guerras e as pandemias são eventos em que o volume de soluções criativas mais aumentou ao longo da história e a COVID 19 provou esta máxima, principalmente nas atividades produtivas, com tantos negócios precisando se reinventar para se manterem ativos, mesmo com os distanciamentos impostos pelas normas sanitárias.

O professor Yasin Rofcanin, da área de gestão de pessoas da Universidade de Bath, do Reino Unido, juntamente com acadêmicos da Espanha e Holanda publicaram no Journal of Applied Psychology um estudo apontando para dois fatores chave, ligados a trabalho e vida pessoal, que conferem maior ou menor nível de criatividade aos empregados. A melhor notícia é que estes fatores estão ao alcance de praticamente todos, independente da condição econômica, sendo eles: o apoio dos colegas de trabalho e o amor sensível, piedoso, compadecido do núcleo familiar da casa.

Outros estudos já demonstraram que as forças ligadas a fatores internos e externos das organizações são determinantes para gerar criatividade e resultados, enquanto o papel das lideranças acaba ficando em segundo plano na maior parte do tempo. Em entrevistas o prof. Rofcanin tem dito que se surpreendeu com a descoberta destes 2 fatores, considerando que no cotidiano, as pessoas interagem mais com os colegas do que com os supervisores. O apoio dos colegas de trabalho, no que diz respeito ao compartilhamento das questões trabalho/família e seus problemas, parece estar gerando mais estímulos para a criatividade, do que outras ações de estímulos oferecidas pelas empresas.

Esta relação entre colegas de trabalho não foi vista de forma isolada pelos pesquisadores, que também estudaram como o local de trabalho apoia os empregados em suas questões domésticas, e como a dinâmica das relações pessoais tem influência na efetividade dos seus compromissos profissionais. Para avaliar essa dinâmica, os pesquisadores recrutaram algumas dezenas de casais e pediram a eles que mantivessem um diário durante quatro semanas. A partir daí, eles categorizaram as relações conjugais em amor compassivo, que tem a ver com carinho e compartilhamento, amor romântico e amor amigo. Nesse cenário, aqueles que entraram na categoria amor compassivo e tiveram bons índices de suporte por parte dos colegas de trabalho, criaram as soluções mais criativas e melhores condições para desempenhar melhor seus compromissos profissionais. O estudo avaliou ainda outra perspectiva e concluiu que aqueles que tinham uma boa relação com os colegas de trabalho acabaram levando mais positividade e criatividade para casa também.

Esse tipo de visão e abordagem, que relaciona mais o clima da empresa, o ambiente de trabalho e as relações familiares, precisaria, na visão do professor Rocanin, estar mais alinhado com as análises de resultados obtidas nas organizações em que o fator humano é decisivo e onde a criatividade faz a diferença. “Os gestores precisam ser melhores em prover apoio informal e estabelecer um ambiente onde as redes de apoio informais são encorajadas entre os colegas de trabalho”, escreve o professor.

O clima de trabalho é gerado por todos os envolvidos, sejam eles líderes e liderados, que estão juntos mais horas do dia, mas também clientes e fornecedores. Trocas de ideias sobre como melhorar o clima de trabalho são importantes para criar condições mais favoráveis a este alinhamento dos dois fatores decisivos para aumentar a criatividade que são o apoio dos colegas de trabalho e o amor sensível, piedoso, compadecido do núcleo familiar da casa. Formas de estimular estes dois fatores farão a diferença no clima de trabalho e no nível de criatividade.

                Um abraço, e até a próxima! 

terça-feira, 22 de março de 2022

O tempo passa

 


           Nesta semana completei 52 anos de vida (que barbaridade!) e lembrei de um texto publicado neste espaço há 6 anos, pois na época muitos amigos leitores disseram ter se identificado. O tempo passou tão rápido que parece ter havido algum equívoco nas contas! Fiz e fui a poucas festas, passeei pouco, trabalhei muito, estudo bastante, mas menos do que precisaria e talvez para quem tenha esta combinação o tempo parece voar!

                Neste mês também completou 36 anos desde que meu nome esteve pela primeira vez no contrato social de uma empresa. Foi cedo e permitiu aprendizado para as outras sociedades e negócios. Também neste mês completou 33 anos desde a primeira vez que assumi uma turma na condição de professor, na época para o ensino fundamental, passando anos depois passou para a educação profissional e para o ensino superior, onde no último dia 1º de março completei 26 anos de atividades. A docência como titular ou convidado em diferentes instituições em paralelo a consultoria em estratégias de mercado e consultoria para diferentes organizações e em diferentes cidades permitiram conhecer muita gente diferente e a felicidade de manter parte destes contatos, mesmo que esporadicamente.

                Sempre que penso neste tempo, lembro da intrigante questão de Liv Ullmann: “Por que o tempo é tão implacável, roubando-nos as oportunidades se não formos suficientemente rápidos para agarrá-las imediatamente?”

                Por mais que sejamos rápidos, sempre fica a sensação de que deixamos de fazer coisas importantes e há tempos a frase de Charles Darvin, quando disse que “o homem que tem coragem de desperdiçar uma hora do seu tempo não descobriu o valor da vida.” contribui para incentivar a inquietude, o movimento constante, a mudança frequente e a tentativa de evoluir sempre avaliando o que fazer e o que deixar de fazer. O tempo passa rápido e por vezes temos a impressão de que a vida passa por nós. Os filhos cresceram muito mais rápido do que imaginávamos que seria e faz anos que entendi que o tempo com a família e os amigos são ganhos importantes e o tempo gasto com os inimigos é perdido!

                Sou daqueles que entende que viemos para a vida para aprender sempre e que em troca é preciso deixar as melhores contribuições possíveis por onde passarmos. Para aprender é preciso viver e conviver, e para ensinar realmente é preciso deixar a vida dos outros melhor. Penso que importa muito menos quantas horas ou quantos anos, ficamos aqui, ou lá, com este ou com aquele, do que o que deixamos por onde e por quem passamos. Deixar melhor aqueles com quem convivemos, independente do tempo, é engrandecedor e representa um valor que quando passado adiante forma uma corrente do bem, que pode iluminar nossa vida e as vidas de quem mais influenciamos.

                O tempo deixa muitas marcas em quem passa pela vida e tenho muitas. Uma delas é o fato de entender que às vezes o que está ocorrendo é tão relativo que não faz tanta diferença, pois é a forma como percebemos tudo que importa e realmente conta para cada um de nós.

               Muito obrigado a cada um que lendo, ouvindo, convivendo, ensinando, aprendendo, fazendo, curtindo, compartilhando, contribuindo, amando, odiando, dificultando, desafiando, incentivando, discordando, aceitando, rejeitando... tempera, dá gosto e mantem esta vida em movimento fazendo-a cada dia mais enriquecedora!

                Um abraço, e até a próxima! 

segunda-feira, 7 de março de 2022

Prepare-se constantemente

 


         A capacidade de produzir trabalhos eficazes e bons resultados depende da qualificação periódica dos profissionais, assim como os instrumentos musicais precisam de afinação frequente para tirar um bom som e as ferramentas precisam de ajustes constantes para ter mais precisão.

           A produção pessoal preservando o bem mais precioso de cada um de nós, ou seja, a integridade física e mental, depende da renovação frequente destas capacidades para que seja possível dar o melhor em cada ação. Para uma boa capacidade física é preciso consumir alimentos adequados, descansar e relaxar o suficiente, além de praticar exercícios regularmente, não é mesmo? Já na dimensão espiritual, que é o centro, o íntimo de cada pessoa é preciso ações alinhadas e comprometidas com seu sistema de valores, sendo uma área muito pessoal da vida, e de importância suprema, que se nutre das fontes que inspiram e elevam, vinculando as verdades, renovando, equilibrando, gerando um sentimento de benção e de baixa perturbação. O reformador Martinho Lutero dizia que tinha tantas coisas para fazer hoje, que precisava ficar mais tempo orando e meditando, para renovar forças e se inspirar para dar conta de tantas atividades. Para ele, a oração era a fonte do poder que libertava e multiplicava suas energias.    

Na dimensão mental, boa parte do desenvolvimento, aprimoramento e disciplina vem da educação formal, obtidas na escola e na faculdade. Porém, muitas pessoas limitam a este tempo da escola e da faculdade o período em que estudam, leem com profundidade, atualizam conhecimentos e conteúdos, sendo que depois deixam de pensar analiticamente e de escrever, pelo menos não criticamente, ou de um modo de teste usando habilidades de expressão numa linguagem clara e concisa. Quanta gente passa seu tempo em programas de TV, tumultuados e repletos de vieses e informações distorcidas, formando a partir desta base a sua opinião? Ter uma boa leitura com estudos e conteúdos, assistir boas palestras, participar de bons cursos é o caminho para se manter “afinado” na dimensão mental.

A dimensão física se expressa em termos econômicos, enquanto a dimensão mental ou psicológica requer reconhecimento, uso do talento, diz Stephan Covey. As dimensões social e emocional estão vinculadas e não exigem tanto tempo quanto as dimensões mental e física. A renovação deve ser constante e equilibrada em todas as 4 dimensões da vida de quem quer mais prosperidade. Alguém sábio e equilibrado não pode ser ignorado, nem negligenciado. Os melhores resultados tendem a ser alcançados mais facilmente pelos que tem corpo, mente, espirito, relações sociais e emocionais equilibradas e renovadas constantemente.

Com estas considerações, recomendo aos amigos leitores que preparem-se continuadamente. Insiram em seus planos, suas práticas, suas rotinas o tempo para afiar e calibrar as ferramentas, afinar os instrumentos, assim como preparar o corpo, a mente, o espírito, antes de esperarem melhores resultados. Lembrem-se de que querer resultados diferentes fazendo as mesmas coisas do mesmo jeito seria irracional. Pensem nisso e até a próxima!

sexta-feira, 4 de março de 2022

Estimule a sinergia

 


                Para melhorar os resultados de situações particulares e profissionais, criar sinergia é o melhor caminho. Sinergia é quando o todo é maior do que a soma das partes.

A natureza está cheia de exemplos de como os coletivos conseguem resultados e forças incríveis quando observadas as características individuais. Algumas plantas juntas entrelaçam raízes e melhoram o solo e assim se desenvolvem melhor. Um feixe de galhos é muito mais resistente do que apenas um e assim por diante. A força do todo sempre é maior do que a soma das capacidades de cada parte. Uma família ou uma equipe que atua usando melhor as diferenças de cada indivíduo em favor do coletivo tende a obter melhores resultados do que aquelas em que os indivíduos até mais capacitados, atuam com baixa relação entre si. É por isso que equipes com grandes nomes de atletas, muitas vezes perdem para equipes com poucos famosos, mas muito trabalho coletivo.

Muitas pessoas parecem não ter experimentado a sinergia, mesmo que em pequeno grau. São pessoas criadas e educadas para uma comunicação defensiva e protetora, acreditando que a vida e os outros não merecem confiança. O autor Stephen Covey escreve que quando as pessoas experimentam a sinergia real elas nunca mais serão as mesmas novamente. Elas descobrem que seus resultados ficam melhores na medida em que partilham e compartilham pensando em ganhar juntos, e assim, abrem suas mentes e corações. A sinergia cria novos hábitos, novas alternativas, algo que não se tinha antes. Para isso é preciso facilitar o tipo de interação humana que cria um vínculo entre as pessoas. Quem faz isso por vezes pode ser criticado por levar mais tempo do que se fizesse sozinho, porém, a médio prazo, melhores resultados tendem a aparecer. Um grupo forte tem estreitas ligações, é criativo e sinérgico. Em casos de discordâncias ao invés de se dividir em defesa e oposição, quando há sinergia realizam um esforço genuíno para a compreensão das diferenças.

A sinergia mostra que quase sempre há uma 3ª alternativa, que exige porém, saber ouvir, entender e chegar a uma solução benéfica para todas as partes. A verdadeira força do relacionamento é ter um outro ponto de vista. A essência da sinergia é valorizar as diferenças para o aprendizado e crescimento mútuo. A chave é perceber que todas as pessoas veem o mundo não como ele é, mas como elas são. A pessoa eficaz deve ter a humildade para reconhecer suas limitações e os imensos recursos disponíveis na interação com os outros. Valorizar as diferenças aumenta o conhecimento e a compreensão da realidade. Quando ficamos só com nossas experiências, sofremos de uma falta constante de informações e damos interpretações diferentes para cada situação. A não ser que valorizemos uns aos outros e a não ser que valorizemos a possibilidade dos outros também estar certos, tendo o entendimento de que a vida não é sempre um ou outro e que quase sempre há terceiras alternativas, nunca seremos capazes de gerar sinergia e somar forças. O autor sugere que ao ganhar consciência das nossas diferenças de percepções, pode-se dizer “Que bom que você vê de outro jeito”, ou “Me ajude a ver como você”. O relacionamento entre as partes também inclui o poder de criar uma cultura sinérgica dentro da família e de uma organização. Quando mais genuíno, mais sincero e voluntária for a participação na análise e solução dos problemas, maior a liberdade e a criatividade individual e seu comprometimento com o que está sendo criado. A sinergia é a eficácia do trabalho em conjunto, com o desenvolvimento da unidade e da criatividade pela atuação colaborativa.

Ter o hábito de gerar sinergia pode auxiliar até mesmo quem está num ambiente hostil, não levando para o lado pessoal dos insultos e utilizando as palavras e as atitudes dos outros para aprender mais sobre eles. Esquivar-se da energia negativa e aprender como lidar nas próximas situações, além de buscar aprender com as diferenças e as competências dos outros gera sinergia. Para melhorar o ponto de vista e a perspectiva é preciso porém, melhorar a coragem de se abrir as novas perspectivas e a opinião dos outros.

Sempre há uma terceira opção entre o seu ponto de vista e o errado, ou do outro. Pense nisso e até a próxima!

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