segunda-feira, 14 de novembro de 2022

Verdades sejam ditas



                    Em 2001 estudando para uma prova de seleção de mestrado, me deparei pela primeira vez com os estudos que apontavam para a chegada da era da pós-verdade. Fiquei impressionado com as perspectivas para as próximas décadas e comentava bastante com colegas da época. Nos perguntávamos como seria viver na era da pós-verdade, que hoje vivemos e era inimaginável para a época. A pós-verdade é descrita na literatura como a situação em que os fatos objetivos têm menos influência do que os apelos às emoções e às crenças individuais e pessoais de alguns. Em 2016 “pós-verdade” foi considera o vocábulo do ano pela Universidade de Oxford. A partir de 2018 a pós-verdade ganhou uma escalada inimaginável, em vários países de todos os continentes.

                    “Verdade seja dita” é uma expressão popular e bastante utilizada, mas na era da pós verdade, onde os discursos, os textos, as afirmações mesclam verdades parciais e mentiras que convém, onde as notícias falsas (fake news) atrapalham e atrasam a vida de quase todos, a verdade vai ficando difícil e encontrar e preciosa. Alguns influenciadores digitais que tem milhões de seguidores mas não estudam, não leem e parecem viver numa bolha, parecem não ter o menor pudor ao propagar informações e ideias que não condizem com fatos, pesquisas, estudos, defendendo a sua opinião, ou teorias sem qualquer fundamentação. A pós-verdade causa prejuízos para a saúde física, mental e financeira das pessoas e das empresas. Muita gente perde, mas alguns poucos se beneficiam e por isso patrocinam a propagação de informações distorcidas e ideias falsas, muitas vezes escondidos atrás de uma face do bem. Verdade seja dita: para escrever e apresentar ideias e informações é preciso estudar o assunto, ler mais, entender as consequências do que será divulgado, tendo responsabilidade sobre o que vai propor, pois para informar é preciso aprender continuamente!

                    O mundo não é dos espertos, escreveu Chico Xavier, é das pessoas honestas e verdadeiras, verdade seja dita, pois esta esperteza sem-vergonha, mais cedo ou mais tarde vira vergonha. Por outro lado, o tempo faz a honestidade se transformar em exemplo. A malandragem, a esperteza corrompe os valores e a vida, enquanto a honestidade e a verdade enobrecem a alma. Edgar Abbenhusen, escritor popular nas mídias sociais complementa, dizendo que o mundo é de quem pensa no quanto cada uma das suas ações e decisões podem auxiliar ou prejudicar alguém. Verdade seja dita, o mundo é de quem respeita os outros, não fura a fila, não tenta levar vantagem em tudo o que pode...  E de quem, antes de ser verdadeiro com os outros, é verdadeiro consigo mesmo.

                    Se o mundo fosse dos espertos, não teria tanta gente retrocedendo... A gente sabe que malandragem pode até dar vantagem imediata, mas não dá futuro! A pressa não traz excelência e os trapaceiros não são felizes por muito tempo. A esperteza dos malandros raramente leva a algum lugar bom. Vivemos num mundo que a longo prazo é dos sábios, dos inteligentes e dos corajosos. Sobrevive quem tem fé, quem arrisca, quem está disposto a aprender até com quem parece não ter nada para oferecer.

                    Verdade seja dita, o mundo é de quem consegue equilibrar os desafios, as necessidades e os desejos ao longo de todos os dias. O mundo me parece ser dos sábios, das pessoas de fé, dos responsáveis e principalmente dos persistentes, pois muitas vezes, ao olhar de perto, um recorte da realidade, o mundo parece ser dos malandros. O escritor Abbenhusen lembra que ouvimos seguidamente “ah, mas vejo muitos espertos se dando bem por aí” e ele responde: “e é exatamente por isso que o mundo sempre dá voltas completas e justas...”

                    Verdade seja dita, aqueles que têm opiniões, frases, postagens, textos, vídeos verdadeiros,  honestos, baseados em fatos, números, estudos, ciência, não tem muito seguidores, nem chamam tanto a atenção, nem tem muitos patrocinadores, e frequentemente são chamados de chatos, mas são lidos, seguidos e valorizados por gente verdadeira, honesta, sábia, de valor e que tem muito futuro. 

                    Que a vida nos ensine e que Deus nos surpreenda! Um abraço e até a próxima! 

sexta-feira, 11 de novembro de 2022

Focando nos negócios

 


         Incerteza, insegurança, ansiedade são sentimentos sempre presentes nos períodos eleitorais e trocas de governos. Este clima é gerado principalmente em países como o Brasil, onde passam governos de diferentes tendências e segue não havendo planos de longo prazo e os programas são descontinuados a cada troca de gestão. O que se faz então? – O que está e sempre esteve ao alcance de cada um de nós em qualquer período, eleitoral ou não, é focar nos seus negócios. Segue aqui um resgate destas ideias apresentadas em outros momentos, inclusive.

É preciso condicionar a mente concentrando-se nos pensamentos positivos e evitando os pensamentos negativos, principalmente aqueles posts alarmantes, apocalípticos, teorias da conspiração, e afins. Condicionar o corpo também é importantíssimo, pois sem energia fica difícil manter-se em ação. Manter as metas de alimentação e exercícios físicos em dia e segui-las de forma disciplinada é uma atitude importante.

Evite pessoas negativas, pois elas sugam a energia e desperdiçam o tempo de quem está por perto. Jamais se culpe por tomar distância das pessoas que afetam negativamente a sua saúde mental. Menos culpa, gera mais maturidade. Ao mesmo tempo, procure conhecer e ficar perto de pessoas motivadas, pois a vantagem mais importante é que a energia positiva atinge quem está ao redor. A segunda vantagem é poder aprender as estratégias para o sucesso de quem está por perto.

É tão importante ter objetivos, quanto ser flexível com os planos e metas destes objetivos. Nenhum plano, projeto, iniciativa deve ser desdenhada de maneira que se torne mais importante do que alcançar o objetivo. Procure atuar sempre com um propósito maior. Qualquer atividade ou ação que não servir o seu objetivo maior é esforço desperdiçado e deve ser evitado.

Outra lembrança muito importante é assumir a responsabilidade por seus próprios resultados. Evite culpar ou dar crédito à sorte, ao destino ou ao divino. Assuma seus erros e também seus acertos e estará contribuindo para tornar sua mente mais vencedora e mais madura.

Procure estender os limites das competências, medos, conhecimentos, habilidades diariamente. Andar por caminhos antigos e conhecidos é como envelhecer, pois os movimentos vão sendo automatizados pelo cérebro. Andar por outras trilhas, buscar outros desafios faz crescer e evoluir.

Não espere perfeição, faça agora, pois o feito é muito melhor do que o perfeito! Os perfeccionistas são os perdedores no jogo da vida. Vivemos um momento em que quem faz é mais valorizado e por isso, busque a excelência em vez do inatingível. Não agir é a única falha real, pois quem não agir, falha por padrão e não consegue nem mesmo aprender com a experiência.

É preciso pensar antes de falar, mantendo silencio antes de expressar algo que não serve ao seu propósito. Os objetivos são a alma da conquista e por este motivo é preciso evitar pensamentos e falas como “Eu vou tentar...”, preferindo “Eu quero” ou “eu devo”. Pense de forma grandiosa!

Procure não se misturar com quem você não quer ser ou parecer e evite falar para as pessoas mais do que elas precisam saber. A prioridade da sua vida deveria ser cuidar de você e correr atrás dos seus sonhos, não de pessoas e expectativas alheias. Para ajudar os seus, os mais queridos, também é preciso primeiro, cuidar de si para estar bem e forte para os desafios que se apresentarem.

Evite o stress a todo o custo. Uma forma é procurar descobrir de que lado realmente está a razão, antes de aderir a uma polarização de forças. As vezes, nenhum dos lados tem total razão. Se não houver ninguém para segurar a sua mão, coloque-as no bolso e continue a sua caminhada. Confie que você encontrará as pessoas certas durante o percurso.

Falar é de graça, mas o jeito que você usa as suas palavras pode custar muito caro. As palavras tanto podem ajudar, quanto podem machucar profundamente.

Por fim, é importante lembrar que crescer em silêncio pode ser um bom caminho, evitando inveja, falsidade, críticas ou negatividade. Melhor do que contar os planos é apenas mostrar seus resultados.

Espero que estas ideias tenham contribuído e assim deixo um abraço e até a próxima!

 

O que fazer imediatamente

 


                Planejar, inovar, reorganizar pode e deveria ser prioridade nas dimensões pessoal e profissional da vida de cada um de nós e de nossas organizações. Para quem está nas faixas etárias classificadas como economicamente ativas, tem dias, semanas, meses que parece que tudo é urgente e as dificuldades de planejar melhor parecem ser maiores. Para quem está nesta situação, traço a seguir algumas linhas de ações que podem ser desenvolvidas imediata e urgentemente.

             Definir as áreas de maior impacto na vida professional e do negócio, marcar reuniões semanais de 1 hora ou menos, para cada assunto, com a elaboração de um plano de ação, anotando pontos chaves, datas, metas e responsáveis, pode ser muito simples, mas é a primeira recomendação que faço.  E quanto as áreas de impacto, quais são elas? – Bem, cada um precisa identificar e recomendo que seja feito imediatamente. Muitas vezes as áreas de impacto são vendas, atendimento e relacionamento com o cliente, tecnologia, relacionamento interno, desenvolvimento das pessoas, melhoria de produtos (bens ou serviços), marketing, finanças, logística, relacionamento com fornecedores. Se você tiver um plano de ação para cada um destes pontos já vai ver as coisas mudarem para melhor e sentirá os efeitos positivos do planejamento.

          Ao invés de agir reativamente a partir dos problemas que os colegas, fornecedores e clientes trazem, a reunião semanal com data, hora e pauta agendada e informada antecipadamente, pode ajudar a definir os encaminhamentos por outros colegas também. É preciso foco para resolver os problemas que precisam ser resolvidos, e evitar o gasto de energia em situações que dispersam a atenção e o foco.

Mantenha um plano de ação ativo, atualizando a cada semana, para cada área de maior impacto. No plano devem ser anotadas para ficar próximo dos olhos as ações a serem realizadas pelo setor,  compromisso das pessoas envolvidas, projetos, datas para entregas, fontes de recursos, parcerias, dentre outros.

Para ver resultados imediatamente é importante lembrar que ao abrir um assunto, tocar um ponto, é preciso ir até o fim e também  valorizar os resultados positivos, mesmo que forem pequenos. Neste cenário, quem prefere e precisa de ações imediatas, pode optar por ganhos pequenos e constantes.

É muito importante planejar o dia, alocar tempo para cada tarefa e ficar dentro do tempo definido. Esta é uma ação simples, que contribui muito com o aumento da produtividade, incluindo as redes sociais, que sabidamente tomam muito tempo de muitas pessoas, podendo ser um fator de forte redução da produtividade, fazendo o tempo “sumir”, sem que algumas tarefas planejadas sejam executadas.

Os projetos mais difíceis devem ser priorizados. Por vezes parecemos muito ocupados, mas para motivar os outros e ter uma carreira promissora, precisamos mesmo é parecer produtivos! Para ter uma equipe produtiva, é preciso examinar como cada um prioriza as tarefas do dia e auxiliar a todos a serem mais produtivos, terem foco nos resultados e gerar prosperidade para o negócio. Auxiliar a equipe a ser mais produtiva também é imediato e é para fazer todos os dias! Alguns estudos sobre produtividade mostram que 80% do que é deixado para fazer depois, nunca é feito. Ao selecionar as suas prioridades e ao auxiliar os outros nas escolhas do que fazer a cada semana, ou a cada dia, é preciso se perguntar se é possível viver bem sem aquilo. Esta pergunta é importante, pois muitas vezes nos damos conta de que ficamos apreensivos, gastamos muito tempo e energia em assuntos ou problemas que se resolvidos, tem baixo impacto e se não resolvidos também geram pouco, ou nenhum impacto. Ao priorizar, comece por aquilo que dá para deixar para trás.

Estas dicas ajudaram? Espero que sim, deixo um abraço e até a próxima!

sexta-feira, 21 de outubro de 2022

Atitudes de vencedores

 


Vivemos um período em que a pergunta “Quem vai vencer?” é bem frequente, a começar pelas eleições estaduais, nacionais, Copa do Brasil, Libertadores, Brasileirão série A ou B, Copa do mundo da FIFA, dentre outras. 2022 vai ficar marcado por estas disputas, mas não é disto que trato hoje. Pressões de muitas formas e ao mesmo tempo, guerra de informações e narrativas, além da disrupção em cadeias tradicionais de produção e de consumo abalaram convicções, negócios, aprendizados, com níveis de incerteza elevados.

As organizações que vencem nos momentos de crise têm sido aquelas que formam convicções e tomam decisões mais rápidas e ao mesmo tempo desencadeiam ações de longo prazo. Como em qualquer crise interna ou externa, nos momentos de dúvida é preciso mostrar coragem e visão de futuro. Aprendemos em outras crises, que mesmo diante das mesmas adversidades, nem todas as empresas sofrem e poucas sofrem da mesma maneira.

A questão-chave é: quais ações decisivas são tomadas pelos líderes de organizações que entregam os melhores resultados em momentos de incertezas? As organizações que tem melhores resultados diante das incertezas têm algumas ações em comum, como: rever constantemente as despesas para manter a saúde financeira e a capacidade de fazer investimentos; atentar continuamente para a produtividade não importa o período; pensar a curto, médio e longo prazo ao tomar as decisões; desenvolver agendas e planos proativos para oportunidades de fusões, aquisições, joint ventures, parcerias, acordos, etc.; e ajustam seu modelo de negócios à nova realidade.

Faço um destaque à necessidade de agilidade nas organizações, pois o que tem sido estudado sobre os casos de sucesso indica que os vencedores atuais em diversos segmentos são ágeis nos ajustes e encaminhamentos. A máxima de que o feito é melhor do que o perfeito, é cada vez a regra de ouro. Sabendo que a dificuldade de prever como vão se comportar os clientes daqui a 3 a 4 anos, a agilidade nos entendimentos e decisões se torna mais importante.

Priorizar as ações e a experimentação, desenvolvendo múltiplos cenários para a tomada de decisão de forma mais rápida é o melhor caminho para as médias e grandes organizações, que precisam mais do que nunca, montar equipes dedicadas à adaptação dinâmica diante do desenrolar da crise.

As organizações com melhores resultados ao longo da pandemia, independente do setor e do tamanho, foram aquelas que se tornaram mais flexíveis para aprender e ajustar os projetos e planos de acordo com mudanças no contexto e ainda compreenderam que não é necessário aguardar todos os processos, projetos e sistemas serem testados, ter todas as garantias antes de decidir e agir. Aprendendo a construir e ajustar estruturas e entregas de forma mais orgânica e flexível durante o processo pode gerar mais sucesso, do que no modelo tradicional.

Quem leu e está pensando em como fazer isso na sua organização, vai identificar logo que esta forma de trabalhar tem impactos diretos na estrutura das organizações. Reuniões frequentes e rápidas com a participação de todos os líderes são fundamentais. Antes de tudo, é muito importante refletir sobre o negócio em que cada um está, com perguntas relevantes como: “qual deve ser a profundidade e as incertezas deste período” e “qual é a disrupção em seu modelo de negócios?” e ainda, “Basta revitalizar a operação existente ou é preciso criar um novo modelo de negócios?”. Evidentemente cada grupo e liderança deverá encontrar essas respostas, reforçando que o mais importante é agir!

Um abraço e até a próxima!

quinta-feira, 20 de outubro de 2022

Organizado para o fim do ano?

 


              Campanha eleitoral, Copa do Mundo de Futebol, e logo depois Natal, festas de Ano Novo e férias de verão... com esta sequência, mais do que nunca o ano novo vai deixar a impressão de chegar mais rápido.

                A cultura nacional de envolver-se tanto com a “Copa” por exemplo, tem impacto econômico bem importante e identificado pelos economistas que estudam o PIB, mostrando que é notório nos anos de copa e eleições reduzindo ainda mais do que normalmente a produtividade por trabalhador. Para quem não sabe ou não lembra, a produtividade do trabalhador brasileiro já é muito baixa, o que pode ser visto nos estudos da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico). Por curiosidade, os países com maior produtividade do mundo são Luxemburgo, Irlanda, Noruega, Dinamarca, Alemanha, França, Suíça, Áustria, Holanda, Islândia. Os estudos também indicam que o trabalhador norte americano por exemplo, que nem está entre os 10 melhores em produtividade, leva apenas 15min para produzir o que o que o trabalhador brasileiro leva 1h.

                Considerando que a cada 2 anos o Brasil está envolvido em eleições e que elas coincidem com os anos da Copa do Mundo da FIFA ou com as Olimpíadas, a produtividade do trabalhador brasileiro tem 5 anos com importantes quebras de ritmos ao longo de uma década. Além das atenções que ficam divididas, a polarização das últimas eleições aumenta o sentimento de alguns que aguardam os resultados das eleições para investir, inovar, mudar, planejar, etc., mesmo que já sabemos que embora os discursos sejam bem diferentes, os fatos, os números e a história mostra que mudou muito pouco.

                Já dizia Sêneca, que o vento nunca estará bom para quem não sabe para onde ir. Todavia, planejar é a ação mais importante a fazer, para aqueles que sabem onde querem chegar e tem objetivos claros. Sabe-se que por diversos motivos, o fim do ano representa um período de maior movimento na economia, especialmente no varejo de bens e serviços. Também é importante lembrar que a concorrência está cada vez mais acirrada, com muitos competidores precisando vender e movimentar seus negócios, além das vendas pela internet e ainda, da entrada dos novos competidores substitutos com novas formas mais rápidas, mais baratas e mais eficientes de fazer muitas atividades. Se você, sua equipe, sua empresa ainda não fez, ou não concluiu os planos para aproveitar melhor este fim de 2022, é hora de começar.

Como serão preparados os pontos de vendas, os pontos de contato com o cliente... como está a identificação das proximidades da sede da empresa, a fachada, as vitrines, a limpeza, o jardim, a exposição externa, a pintura do prédio...? E o site, os perfis nas redes sociais, as listas de contatos, o CRM...? As imagens e os textos estão atualizados? Como será feita a orientação da equipe de vendas, de atendimento e do telefone sobre as novidades que estão sendo preparadas? As compras e as encomendas para deixar o estoque bem abastecido já foram realizadas, então é mais fácil planejar como fazer o melhor uso do que haverá em estoque para conquistar o cliente e realizar os resultados.

Planejar não é tudo, mas é essencial. No planejamento surgirão as ideias para inovar em diversos pontos e assim é mais fácil motivar tanto a equipe quanto os fornecedores e representantes que podem contribuir, quanto os clientes que são sempre sedentos por novidades. Colocar o plano no papel também é fundamental para a percepção dos detalhes que faltam e que podem ser aprimorados. Com o plano escrito e revisado fica mais fácil compartilhar o conjunto das atividades com as pessoas que precisam exercer seus papéis para que tudo funcione conforme o projetado.

Para concluir, lembre-se que um plano só faz sentido se puder ser colocado em prática e para isso, sempre é necessária uma boa distribuição de tarefas, envolvendo várias pessoas e distribuindo atividades conforme as capacidades de cada um. Quanto mais pessoas envolvidas, maior a força da mobilização. Algumas coisas serão feitas como você faria, mas os ganhos de motivação e satisfação pelas contribuições na mobilização do esforço para ter um fim do ano melhor serão maiores.

Qualificando a força de trabalho e planejando as ações já é difícil, imagino o tamanho da dificuldade sem fazer isso. Então, mentes e mãos a obra, que o fim do ano vem aí e precisamos usar o melhor de cada um, para fazer deste o melhor fim do ano dos últimos tempos!

Um abraço e até a próxima!

O que o Brasil precisa

 


                A lista do que o Brasil precisa é tão extensa que por vezes parece mais fácil listar o que o país não precisa. Esta lista poderia começar com “não precisamos mais divisão do que já temos”. Jogar segmentos da população e atores da economia uns contra os outros é nefasto, considerando o poder de destruição das relações, mas é conceito clássico e presente em livros conhecidos. Embora a prática “dividir para governar” integra o modelo mental de muitos líderes das esferas públicas, e também de entidades e empresas, entendo que a história já provou que é uma barreira para o desenvolvimento.

A polarização entorno das 2 candidaturas que alcançaram o segundo turno na eleição para Presidente da República que já havia ocorrido em 2018 é uma estratégia tradicional e muito eficaz para os concorrentes que a utilizam, porém, além do aumento da divisão da sociedade, atrasa-se o desenvolvimento por falta de cooperação, inibe-se o surgimento de novas lideranças, e consequentemente compromete-se o futuro.

A intensa divulgação de pesquisas pelos mais diversos canais da mídia construiu uma expectativa diferente da realidade e por este motivo, diversos resultados das eleições novamente surpreenderam. A renovação do legislativo que já havia sido em torno de um terço na última eleição, não foi tão grande desta vez. A polarização entre 2 candidaturas para Presidente da República, em eleições gerais, ocasiona uma menor atenção para as disputas a Governador, Senador, Deputados Federais e Estaduais, o que também não é bom para a sociedade.

Há décadas se fala na necessidade de renovação do Senado e Câmara Federal, para aprovação das reformas que o Brasil precisa e principalmente, para a redução dos vícios na relação entre os 3 poderes. O discurso pró-reformas está presente em quase todas as candidaturas e com o legislativo renovado, o clima para reformas é mais favorável, no entanto, mesmo com o passar de diferentes siglas e tendências ideológicas pelo executivo, há décadas não são enviados projetos de reformas para o legislativo apreciar, nem mesmo para a sociedade discutir.

Enquanto a renovação do legislativo foi um ponto positivo das últimas eleições, o ponto negativo tem sido o agravamento da divisão do país, especialmente entre os segmentos. Parecendo ser intencional, esta divisão é provocada pelo foco na discussão de temas periféricos, como os costumes ao invés de temas centrais como economia, educação, saúde, infraestrutura.

O Brasil precisa de disputas políticas mais saudáveis onde os concorrentes aos cargos públicos deveriam apresentar propostas e mostrar exemplos de ações que eles mesmos e seu grupo de apoiadores realizou em outros momentos, locais e instâncias. Assim, a sociedade poderia entender a que veio cada candidatura e discutir quais propostas atenderiam melhor as necessidades da população.

 Um grupo de lideranças políticas focadas em soluções, ao invés de disputas de preferências, deveria articular as mais diversas lideranças políticas, sindicais, associativas, empresariais, sociais,  responsabilidades e tarefas de acordo com suas principais habilidades e competências para juntos finalmente organizar e aproveitar as melhores potencialidades para desenvolver o Brasil e propocionar uma vida melhor para nossa gente.

Há quantas décadas se fala em projeto nacional?

Quem montou uma proposta e apresentou para receber contribuições e ser apreciada?

Uma sociedade com notórias dificuldades de entender o contexto, avaliar cenários e planejar a médio e longo prazo, é o ambiente propício para o velho modelo “dividir para governar”. E neste ambiente, “matar” o outro, aquele que se posiciona diferente, ao invés de discutir, argumentar, ajustar e buscar com agilidade o melhor entendimento e as melhores soluções parece ser o único caminho para muitos. Assim, o país com problemas complexos tem seu povo esperançoso de ações efetivas relegado a condição de 2 torcidas adversárias.

         Respeito é o que precisamos antes de tudo! Se união, mobilização, racionalidade está difícil neste momento, podemos tentar pelo Respeito!

Um abraço e até a próxima!

segunda-feira, 3 de outubro de 2022

Inovar é preciso

 


Precisamos conversar, ouvir, falar, ler, estudar mais sobre inovação e é acreditando nisso que vez por outra voltamos ao assunto neste espaço. A carreira, os negócios e até os relacionamentos precisam de inovação para seguir se desenvolvendo.

Quando a gente se põe a pensar na quantidade de coisas novas surgindo aparecem vários sentimentos, não é mesmo? - Animação com todas as novidades, novas soluções, novas coisas que vão surgir, insegurança com o que vai mudar, desejo de também criar e apresentar novidades, e a certeza de que todos somos capazes de inovar, não somente as grandes mentes, pesquisadores, empresas e marcas.

A inovação pode e deve cada vez mais, fazer parte da rotina das pessoas para funcionar em vários níveis. A inovação também significa “renovação”, ou seja, transformar algo sem alterar a essência. Uma nova identidade visual da marca, uma nova embalagem, novos temperos, novas receitas, novos cortes, novas formas de comunicação, novas práticas, são inovações também. Mesmo que para o mundo, para a humanidade aquela ação seja bem conhecida, se renovar melhorando a vida das pessoas, já se está diante de uma inovação. Explorar algo novo e buscar sucesso em processos, produtos e práticas de gestão, é preciso e também significa inovação.

      Aumentar a tolerância ao risco, desapegar-se de opiniões negativas ou pessimistas, querer fazer primeiro, experimentar mais, são alguns dos comportamentos necessários para inovar mais, mesmo que em níveis iniciais.  

         A inovação em bens de consumo, bens duráveis e serviços tem por objetivo criar versões melhores e para isso é preciso ter clareza de que sempre há oportunidades de melhoria. A inovação no modelo de negócios por sua vez é quando a empresa implementa uma nova forma de estimular seu ecossistema ou até mesmo pivota, altera o modelo completamente, buscando melhores resultados.

             Já a inovação em cultura e gestão é quando a antiga forma de entender a organização começa a ser substituída por formas mais modernas, mais leves, e com melhores resultados. Quando os colaboradores deixam de ser controlados pelos horários e passam a ter seu trabalho mensurado pelos resultados do seu trabalho, inclusive podendo tomar algumas decisões diariamente, tem-se uma empresa mais inovadora e mais ágil.

                Em todos esses casos, novos mercados e possibilidades se abrem, criando mais oportunidades de inovação. Inovar é preciso e é possível trilhar, perseguir esta cultura diariamente, com objetividade e foco. Inserir a inovação na cultura da organização não acontece de uma hora e nem dá resultados imediatamente. Conforme já dito e escrito, é preciso correr algum risco de forma controlada e mensurável, descobrindo, testando, experimentando continuamente.

O importante é que não se demore! Vamos em frente, porque inovar é preciso.

Um abraço e até a próxima!

  

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