quinta-feira, 20 de outubro de 2022

Organizado para o fim do ano?

 


              Campanha eleitoral, Copa do Mundo de Futebol, e logo depois Natal, festas de Ano Novo e férias de verão... com esta sequência, mais do que nunca o ano novo vai deixar a impressão de chegar mais rápido.

                A cultura nacional de envolver-se tanto com a “Copa” por exemplo, tem impacto econômico bem importante e identificado pelos economistas que estudam o PIB, mostrando que é notório nos anos de copa e eleições reduzindo ainda mais do que normalmente a produtividade por trabalhador. Para quem não sabe ou não lembra, a produtividade do trabalhador brasileiro já é muito baixa, o que pode ser visto nos estudos da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico). Por curiosidade, os países com maior produtividade do mundo são Luxemburgo, Irlanda, Noruega, Dinamarca, Alemanha, França, Suíça, Áustria, Holanda, Islândia. Os estudos também indicam que o trabalhador norte americano por exemplo, que nem está entre os 10 melhores em produtividade, leva apenas 15min para produzir o que o que o trabalhador brasileiro leva 1h.

                Considerando que a cada 2 anos o Brasil está envolvido em eleições e que elas coincidem com os anos da Copa do Mundo da FIFA ou com as Olimpíadas, a produtividade do trabalhador brasileiro tem 5 anos com importantes quebras de ritmos ao longo de uma década. Além das atenções que ficam divididas, a polarização das últimas eleições aumenta o sentimento de alguns que aguardam os resultados das eleições para investir, inovar, mudar, planejar, etc., mesmo que já sabemos que embora os discursos sejam bem diferentes, os fatos, os números e a história mostra que mudou muito pouco.

                Já dizia Sêneca, que o vento nunca estará bom para quem não sabe para onde ir. Todavia, planejar é a ação mais importante a fazer, para aqueles que sabem onde querem chegar e tem objetivos claros. Sabe-se que por diversos motivos, o fim do ano representa um período de maior movimento na economia, especialmente no varejo de bens e serviços. Também é importante lembrar que a concorrência está cada vez mais acirrada, com muitos competidores precisando vender e movimentar seus negócios, além das vendas pela internet e ainda, da entrada dos novos competidores substitutos com novas formas mais rápidas, mais baratas e mais eficientes de fazer muitas atividades. Se você, sua equipe, sua empresa ainda não fez, ou não concluiu os planos para aproveitar melhor este fim de 2022, é hora de começar.

Como serão preparados os pontos de vendas, os pontos de contato com o cliente... como está a identificação das proximidades da sede da empresa, a fachada, as vitrines, a limpeza, o jardim, a exposição externa, a pintura do prédio...? E o site, os perfis nas redes sociais, as listas de contatos, o CRM...? As imagens e os textos estão atualizados? Como será feita a orientação da equipe de vendas, de atendimento e do telefone sobre as novidades que estão sendo preparadas? As compras e as encomendas para deixar o estoque bem abastecido já foram realizadas, então é mais fácil planejar como fazer o melhor uso do que haverá em estoque para conquistar o cliente e realizar os resultados.

Planejar não é tudo, mas é essencial. No planejamento surgirão as ideias para inovar em diversos pontos e assim é mais fácil motivar tanto a equipe quanto os fornecedores e representantes que podem contribuir, quanto os clientes que são sempre sedentos por novidades. Colocar o plano no papel também é fundamental para a percepção dos detalhes que faltam e que podem ser aprimorados. Com o plano escrito e revisado fica mais fácil compartilhar o conjunto das atividades com as pessoas que precisam exercer seus papéis para que tudo funcione conforme o projetado.

Para concluir, lembre-se que um plano só faz sentido se puder ser colocado em prática e para isso, sempre é necessária uma boa distribuição de tarefas, envolvendo várias pessoas e distribuindo atividades conforme as capacidades de cada um. Quanto mais pessoas envolvidas, maior a força da mobilização. Algumas coisas serão feitas como você faria, mas os ganhos de motivação e satisfação pelas contribuições na mobilização do esforço para ter um fim do ano melhor serão maiores.

Qualificando a força de trabalho e planejando as ações já é difícil, imagino o tamanho da dificuldade sem fazer isso. Então, mentes e mãos a obra, que o fim do ano vem aí e precisamos usar o melhor de cada um, para fazer deste o melhor fim do ano dos últimos tempos!

Um abraço e até a próxima!

O que o Brasil precisa

 


                A lista do que o Brasil precisa é tão extensa que por vezes parece mais fácil listar o que o país não precisa. Esta lista poderia começar com “não precisamos mais divisão do que já temos”. Jogar segmentos da população e atores da economia uns contra os outros é nefasto, considerando o poder de destruição das relações, mas é conceito clássico e presente em livros conhecidos. Embora a prática “dividir para governar” integra o modelo mental de muitos líderes das esferas públicas, e também de entidades e empresas, entendo que a história já provou que é uma barreira para o desenvolvimento.

A polarização entorno das 2 candidaturas que alcançaram o segundo turno na eleição para Presidente da República que já havia ocorrido em 2018 é uma estratégia tradicional e muito eficaz para os concorrentes que a utilizam, porém, além do aumento da divisão da sociedade, atrasa-se o desenvolvimento por falta de cooperação, inibe-se o surgimento de novas lideranças, e consequentemente compromete-se o futuro.

A intensa divulgação de pesquisas pelos mais diversos canais da mídia construiu uma expectativa diferente da realidade e por este motivo, diversos resultados das eleições novamente surpreenderam. A renovação do legislativo que já havia sido em torno de um terço na última eleição, não foi tão grande desta vez. A polarização entre 2 candidaturas para Presidente da República, em eleições gerais, ocasiona uma menor atenção para as disputas a Governador, Senador, Deputados Federais e Estaduais, o que também não é bom para a sociedade.

Há décadas se fala na necessidade de renovação do Senado e Câmara Federal, para aprovação das reformas que o Brasil precisa e principalmente, para a redução dos vícios na relação entre os 3 poderes. O discurso pró-reformas está presente em quase todas as candidaturas e com o legislativo renovado, o clima para reformas é mais favorável, no entanto, mesmo com o passar de diferentes siglas e tendências ideológicas pelo executivo, há décadas não são enviados projetos de reformas para o legislativo apreciar, nem mesmo para a sociedade discutir.

Enquanto a renovação do legislativo foi um ponto positivo das últimas eleições, o ponto negativo tem sido o agravamento da divisão do país, especialmente entre os segmentos. Parecendo ser intencional, esta divisão é provocada pelo foco na discussão de temas periféricos, como os costumes ao invés de temas centrais como economia, educação, saúde, infraestrutura.

O Brasil precisa de disputas políticas mais saudáveis onde os concorrentes aos cargos públicos deveriam apresentar propostas e mostrar exemplos de ações que eles mesmos e seu grupo de apoiadores realizou em outros momentos, locais e instâncias. Assim, a sociedade poderia entender a que veio cada candidatura e discutir quais propostas atenderiam melhor as necessidades da população.

 Um grupo de lideranças políticas focadas em soluções, ao invés de disputas de preferências, deveria articular as mais diversas lideranças políticas, sindicais, associativas, empresariais, sociais,  responsabilidades e tarefas de acordo com suas principais habilidades e competências para juntos finalmente organizar e aproveitar as melhores potencialidades para desenvolver o Brasil e propocionar uma vida melhor para nossa gente.

Há quantas décadas se fala em projeto nacional?

Quem montou uma proposta e apresentou para receber contribuições e ser apreciada?

Uma sociedade com notórias dificuldades de entender o contexto, avaliar cenários e planejar a médio e longo prazo, é o ambiente propício para o velho modelo “dividir para governar”. E neste ambiente, “matar” o outro, aquele que se posiciona diferente, ao invés de discutir, argumentar, ajustar e buscar com agilidade o melhor entendimento e as melhores soluções parece ser o único caminho para muitos. Assim, o país com problemas complexos tem seu povo esperançoso de ações efetivas relegado a condição de 2 torcidas adversárias.

         Respeito é o que precisamos antes de tudo! Se união, mobilização, racionalidade está difícil neste momento, podemos tentar pelo Respeito!

Um abraço e até a próxima!

segunda-feira, 3 de outubro de 2022

Inovar é preciso

 


Precisamos conversar, ouvir, falar, ler, estudar mais sobre inovação e é acreditando nisso que vez por outra voltamos ao assunto neste espaço. A carreira, os negócios e até os relacionamentos precisam de inovação para seguir se desenvolvendo.

Quando a gente se põe a pensar na quantidade de coisas novas surgindo aparecem vários sentimentos, não é mesmo? - Animação com todas as novidades, novas soluções, novas coisas que vão surgir, insegurança com o que vai mudar, desejo de também criar e apresentar novidades, e a certeza de que todos somos capazes de inovar, não somente as grandes mentes, pesquisadores, empresas e marcas.

A inovação pode e deve cada vez mais, fazer parte da rotina das pessoas para funcionar em vários níveis. A inovação também significa “renovação”, ou seja, transformar algo sem alterar a essência. Uma nova identidade visual da marca, uma nova embalagem, novos temperos, novas receitas, novos cortes, novas formas de comunicação, novas práticas, são inovações também. Mesmo que para o mundo, para a humanidade aquela ação seja bem conhecida, se renovar melhorando a vida das pessoas, já se está diante de uma inovação. Explorar algo novo e buscar sucesso em processos, produtos e práticas de gestão, é preciso e também significa inovação.

      Aumentar a tolerância ao risco, desapegar-se de opiniões negativas ou pessimistas, querer fazer primeiro, experimentar mais, são alguns dos comportamentos necessários para inovar mais, mesmo que em níveis iniciais.  

         A inovação em bens de consumo, bens duráveis e serviços tem por objetivo criar versões melhores e para isso é preciso ter clareza de que sempre há oportunidades de melhoria. A inovação no modelo de negócios por sua vez é quando a empresa implementa uma nova forma de estimular seu ecossistema ou até mesmo pivota, altera o modelo completamente, buscando melhores resultados.

             Já a inovação em cultura e gestão é quando a antiga forma de entender a organização começa a ser substituída por formas mais modernas, mais leves, e com melhores resultados. Quando os colaboradores deixam de ser controlados pelos horários e passam a ter seu trabalho mensurado pelos resultados do seu trabalho, inclusive podendo tomar algumas decisões diariamente, tem-se uma empresa mais inovadora e mais ágil.

                Em todos esses casos, novos mercados e possibilidades se abrem, criando mais oportunidades de inovação. Inovar é preciso e é possível trilhar, perseguir esta cultura diariamente, com objetividade e foco. Inserir a inovação na cultura da organização não acontece de uma hora e nem dá resultados imediatamente. Conforme já dito e escrito, é preciso correr algum risco de forma controlada e mensurável, descobrindo, testando, experimentando continuamente.

O importante é que não se demore! Vamos em frente, porque inovar é preciso.

Um abraço e até a próxima!

  

sexta-feira, 30 de setembro de 2022

Vendendo para os nativos digitais

 


Nativo digital é uma expressão utilizada para se referir a quem nasceu após a popularização dos smartphones, tablet, telas touch e redes sociais. A primeira geração de nativos digitais chegou ao mundo do trabalho e ao consumo esperando que as empresas atuem na mesma lógica que eles se habituaram ao longo da vida.

Muitas oportunidades e desafios se apresentam para se relacionar com este público que tem padrões de compra diferentes das gerações anteriores. Uma geração que utiliza dispositivos móveis para pesquisar de tudo e é ambiental e socialmente mais consciente, exige mudanças mais profundas do que o ritmo normal. As pesquisas mostram que este grupo procura ou já tem um propósito e quer fazer a diferença por onde passa.

Nas relações de consumo, os estudos apontam para uma atenção muito maior as causas que as marcas apoiam e defendem, inclusive as cadeias de fornecedores e investidores. Estudos apontam que 70% deste público que tem menos de 30 anos de idade procura comprar produtos de empresas que consideram éticas e costumam pesquisar a origem do que compram. Também afirmam evitar compras em empresas que estão ou estiveram envolvidas em escândalos e controvérsias.

Quem quer vender para os nativos digitais deve estabelecer relacionamentos mútuos, comunicação mais conectada e próxima, e este é o motivo pelo qual os influenciadores fazem sucesso neste segmento de consumidores. A quase totalidade desta geração pesquisa opções de compras, preços, configurações e avaliações de produtos na internet, e boa parte, nas redes sociais e é por isso que o marketing de influência é tão impactante neste público.

Uma das principais características da geração de nativos digitais, geração “Z” ou “millen nials” é a expressão da identidade individual, ou seja, querem ser percebidos como únicos e diferentes. Os produtos/marcas utilizados, preferencialmente únicos, ou personalizados, os locais que frequentam, os grupos com que se relacionam são meios para atingir a singularidade. Isto é diferente das gerações anteriores que consomem produtos, escolhem marcas e locais para se sentirem incluídos na moda vigente. Cerca de 50% dos nativos digitais, das classes A, B e C afirmam que pagariam mais por ofertas personalizadas.

                Os nativos digitais também gostam de “treinar” os algoritmos dos buscadores e das redes sociais para fornecer o que precisam. A informação também é importante para entender que este público espera os atendentes do varejo físico e televendas também façam seu trabalho mais direcionado para o que precisam. A forma com que eles lidam com dados e informações é diferente das outras gerações. O ponto mais marcante é que estão dispostos a ceder seus contatos e a gastar tempo com conteúdos daquilo que desejam e são menos tolerantes a receber informações de conteúdos que a princípio não lhes interessa.

                Instagram e Youtube são as redes sociais preferidas dos nativos digitais, e os estudos apontam que eles querem ver mais conteúdos relevantes de suas marcas, e em vídeos curtos nas suas redes preferidas. Vêm mais redes por aí e a pluralidade de canais com busca por diálogo é a marca desta geração que espera transparência e relevância das empresas, marcas, produtos, vendedores e quem mais queira vender para eles. A geração Z, a primeira a nascer depois da popularização dos dispositivos móveis já representa cerca de 40% da população com poder de compra no Brasil e deve impactar ainda mais o olhar do mercado, bem como as campanhas promocionais, a comunicação, as vendas e o uso de dados.

As empresas, suas lideranças e quem quer ajudar o setor deve ficar atento para as oportunidades, pois há um novo jeito de ver o mundo, que precisa ser entendido, estudado, mas principalmente, considerado nas estratégias de mercado daqui pra frente. 


                Um abraço e até a próxima!

segunda-feira, 19 de setembro de 2022

A era do compartilhamento

 


            Vivemos dias ricos em inovações, mudanças que vão desde o que nos rodeia no dia a dia, até o modo de pensar e entender as relações com as pessoas e com o ambiente. A evolução da sociedade agrícola com o poder oriundo da posse de terras e produção primária, levou séculos para chegar na sociedade industrial com mais acesso a produtos transformados e domínio do capital, que por sua vez levou algumas décadas para alcançar a sociedade da informação com a produção e o compartilhamento do conhecimento, onde estamos hoje.

            Os estudos e até as especulações sobre como será a próxima era marcante da sociedade gera diferentes perspectivas e uma das mais positivas é era do compartilhamento. Até onde vai e qual o nível que alcançará só o tempo dirá, mas o fato é que estamos há um bom tempo vendo um crescimento exponencial nas iniciativas geradoras de informação, conhecimento, produtos, trabalho e renda de forma colaborativa e compartilhada. O compartilhamento de caronas talvez tenha sido o fato mais impactante para despertar no maior número de pessoas, o entendimento sobre as possibilidades que a era do compartilhamento oferece. O compartilhamento de vagas de garagem/estacionamento, escritórios, roupas de festa, quartos, livros, equipamentos, máquinas, aeronaves, são os mais frequentes de uma lista enorme de serviços que está se espalhando pelo planeta.

          A economia do compartilhamento está gerando uma cadeia de oportunidades e transformando o relacionamento e o conceito de clientes e fornecedores, redesenhando os modelos de negócios. Isto fica evidente nas oportunidades que crescem a cada dia e ampliam em muito o conceito de que o acesso é mais importante do que a posse, de que muitas vezes o melhor negócio é utilizar ao invés de comprar um bem e assim por diante. Ser é mais importante do que ter, e faz tempo que sabemos disso. É certo que uma motivação relevante é o fato de que os proprietários além de utilizar os seus bens, podem ter fontes de renda alternativas e complementares nos períodos em que não os utilizam.

            A era do compartilhamento estimula o acesso a mais bens e serviços, com segurança, regulação, praticidade, conforto, confiança, com baixos custos, onde os proprietários tenham mais renda utilizando melhor os seus investimentos. Uma plataforma virtual para conectar quem oferta com quem procura é fundamental, pois além de tornar o encontro mais conveniente, pode deixar claro as regras de uso e oferta, as impressões de quem já usou, além de imagens e sons o mais próximo possível da realidade de quem vai pagar para utilizar.

            O compartilhamento tem um grande potencial para reduzir a exploração de recursos naturais e o consequente impacto ambiental, pela redução da necessidade de produção de bens duráveis, considerando que o tempo ocioso de imóveis, veículos,  máquinas e equipamentos será utilizado por quem talvez fosse comprar bens como estes. Os detentores dos recursos poderão investir em imóveis, veículos e máquinas mais novos, mais econômicos, com mais qualidade, com a receita que obtiverem do compartilhamento assim como os usuários que não necessitarão investir para acessar determinados bens, terão uma melhor qualidade de vida, com mais acesso a bens e serviços dispendendo menos recursos e podendo suprir outras de suas necessidades e desejos.

          Que possamos fazer novos modelos de negócios, cada vez mais compartilhados e assim melhorar a vida uns dos outros. Um abraço e até a próxima!

quinta-feira, 15 de setembro de 2022

A inovação está nas pessoas

 


                Sou militante da inovação e do empreendedorismo desde antes de atuar profissionalmente, tanto como estudante, quanto membro de entidades. Nas últimas décadas foram aprimoradas, difundidas e adotadas muitas metodologias de incentivo e aceleração da inovação e fomento ao empreendedorismo. A partir deste movimento vimos faculdades, universidades, entidades empresariais e governos movimentando seus públicos para adesão às novas tecnologias, adoção de metodologias inovadoras, qualificação de pessoas, investimentos em novas ideias, softwares e equipamentos.

                Com este movimento também vimos a popularização de termos próprios da inovação, tecnologia e empreendedorismo, o aumento significativo de empresas tradicionais contratando gestores de inovação, o surgimento em alta escala de startups em todos os segmentos e contextos muito inovadores. O interesse pela criação de produtos e empresas inovadoras finalmente alcançou os países em desenvolvimento, as salas de aulas, as casas, as pequenas empresas, as reuniões de ACIs, as reuniões de amigos, e assim por diante.

                Atenção! É possível se atrapalhar no foco dos investimentos. Já temos alguns carros elétricos circulando em nossas cidades embora ainda não há carregadores rápidos. Alguns países europeus anunciaram o encerramento da produção de veículos a combustão a partir de 2025, daqui 3 anos. Pode parecer cedo, mas é uma tendência mundial, visto que nos EUA, foi anunciada a proibição da produção de veículos a combustão a partir de 2035, que não é tão cedo, mas é logo ali. Este trecho é um convite para a reflexão, pois a situação de alguém que anda em trajetos que não possuem carregadores rápidos e compra um carro elétrico é semelhante a situação da empresa que compra equipamentos e softwares de última geração, mas os colaboradores não sabem operar ou não tem disposição de aprender a utilizar e usar todas as funções ou extrair o máximo de resultados. Aliás não é difícil encontrar empresas que investiram em equipamentos e/ou softwares com muitos recursos, mas não conseguem transformar aquele custo em receita.

Nas últimas décadas atuando diretamente no estímulo a inovação e ao empreendedorismo tecnológico, vivi o suficiente para garantir que a inovação está nas pessoas. Para inovar é preciso primeiro investir nas pessoas, depois em prédios, equipamentos, tecnologias. A inovação não está nas coisas, mas na atitude, no comportamento, na ação das pessoas que forem envolvidas no projeto, na iniciativa.

Quem quer uma empresa mais inovadora, profissionais mais criativos, com mais iniciativa precisa investir primeiro na preparação da equipe, para que as pessoas entendam a cultura da inovação e saibam aplicar o que aprenderam na sua atividade. Ao desenvolver a cultura da inovação nas equipes é sempre muito importante lembrar que o foco deve ser no resultado. Escrevo isso, pois ao invés dos resultados, parece haver muita gente mais atenta aos prêmios, troféus, títulos, holofotes... o que chamamos de empreendedorismo e inovação de palco.

Se as pessoas que falam em inovação ao seu redor focam em equipamentos, softwares e prédios, e não priorizaram o aprendizado da inovação, podem estar focadas no caminho errado. O caminho certo não é difícil, pois a inovação pode ser ensinada e aprendida de maneira relativamente fácil. Antes de comprar um lote de notebooks novos, por exemplo, talvez seja o caso de realizar alguns cursos, visitar alguns centros de inovação, participar de alguns eventos de inovação, trazer alguns representantes de casos de sucesso para trocar umas ideias com a equipe e assim por diante. Um bom sinal de que a organização está no caminho certo da cultura da inovação é o foco das ações no crescimento e fortalecimento do negócio, mais voltadas para dentro do negócio do que para subsidiar a divulgação dos protagonistas e da empresa.

                A escolha é de cada um de nós, sempre, assim como os resultados são sempre consequência do que fizemos, ou deixamos de fazer.

                Um abraço e até a próxima! 

terça-feira, 6 de setembro de 2022

As escolhas da vida

 

                Uma boa leitura é uma satisfação, pois boas palavras e ideias melhoram a mente e também alimentam a alma. Hoje trago um pouco do que está nos livros de Deepak Chopra, médico indiano, com atuação na Inglaterra, Prêmio Nobel de Física em 1998 e radicado nos EUA.

                Chopra é autor de 25 livros e conhecido mundialmente por conectar a física com questões espirituais, o que o tornou conhecido pelas leis espirituais do sucesso, onde uma delas é a “Lei do Distanciamento”. Ele afirma que para usarmos esta lei em nosso favor quando estamos em busca de soluções para os problemas que surgem, precisamos desapegar do profundo envolvimento com o problema. Isto porque quando ficamos muitíssimo envolvidos com um problema, temos uma compulsão pela solução que pode sair forçada, podendo não ser a melhor solução. Ao distanciar-se é possível ficar mais alerta as muitas possibilidades que podem surgir para solução do problema e assim decidir e agir melhor, fazendo as melhores escolhas.

                O autor afirma também que todo o problema representa uma semente de oportunidade para algum benefício maior. A partir do momento em que atingir essa percepção, uma série completa de possibilidades se abrirá, fato que manterá vivos o encantamento e a excitação. É preciso abandonar o apego pelo que conhecemos, pois sempre buscamos soluções dentre o que já conhecemos, sendo que o que conhecemos é sempre muito restrito, enquanto o que não conhecemos pode ter infinitas possibilidades. O brilhantismo do autor nestas pregações me parece a base da inovação, da criatividade e da ampliação do leque de soluções para uma infinidade de problemas.

                Os problemas nos abrem muitas oportunidades de revisão, reorganização, reestruturação a partir de situações novas. Uma boa solução pode abrir muitos horizontes até então ignorados, ou vistos de maneira parcial. É sabido que quando se está predisposto e preparado para as soluções, ao aprendizado, as boas coisas, é possível ver bem mais nítidas as oportunidades. Esta situação, onde a oportunidade se encontra com a preparação/predisposição, que inclusive alguns chamam equivocadamente de sorte, é uma receita de sucesso!

                Deus nos permite decidir por tudo o que quisermos na vida e nos deu muitos talentos. Quem não pensa assim pode acumular reclamações sobre muitas das coisas que os rodeia. Parte das pessoas em dificuldade que conhecemos se deve ao fato de não terem clareado seu propósito de vida e esta situação gera indecisões, dúvidas, insegurança, fazendo sofrer também, muitos que os cercam. É comum ver gente admirada, ou até fantasiando sobre como determinada pessoa conseguiu isso ou aquilo e/ou chegar onde chegou. A primeira lição a ser aprendida é que quando alguém tem um propósito de vida claro e se prepara para este propósito, este alguém está alinhando suas escolhas, suas atitudes e sua visão, ao propósito de vida, parecendo aos olhos dos outros que seu caminho para o sucesso pessoal e profissional foi mais fácil.

                É muito difícil alguém ser bem sucedido sem ter tido antes uma visão de futuro da sua vida alinhando as suas escolhas, a preparação e atitudes para aquele foco. É preciso se conhecer muito bem, para estabelecer um propósito de vida e uma visão de futuro. Reconhecer e reforçar os seus talentos exclusivos tornando-se cada vez mais diferenciado nos meios em que se pretende atuar, é outra necessidade. Além disso, é preciso definir bem o que você pode fazer pelo outros perguntando “como eu posso servir”, “de que maneira eu posso auxiliar?” você verá muitas possibilidades de auxiliar os outros com o seu talento e a si mesmo, enquanto valor social, espiritual e consciência.

                É preciso lembrar sempre que a gratidão é uma força poderosa na vida de todas as pessoas. Auxiliar verdadeiramente a quem precisa, também é uma forma de ser grato a Deus, a sua família e a sociedade, pelo que temos de bom e as possibilidades de melhorar. A escolha é nossa, sempre!

                Um abraço e até a próxima! 

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