segunda-feira, 22 de fevereiro de 2021

O que está por vir II

 


Todos os anos a tradicional revista semanal The Economist ouve especialistas em diversas áreas e publica um resumo de como eles veem o próximo ano e os seguintes. Na semana anterior a edição de aniversário do AU, apresentei alguns trechos neste espaço e nesta semana completo o compartilhamento, com interpretação.

O varejo seguirá crescendo, porém, é lógico entender que será cada vez mais híbrido, ou seja, quem ainda não é online também terá operações online e quem é só virtual tende a ter alguma experiência física a oferecer ao cliente. Mais competidores entrarão no varejo, inclusive alguns com grande capilaridade como Facebook, Instagram, Tik-Tok, YouTube, motivados pelo sucesso da Amazon. As lojas físicas se manterão e se desenvolverão, dependendo da capacidade de oferecer experiências diferentes, showrooms, praticidade, conveniência.

As mudanças climáticas voltarão ao debate com tal intensidade que em alguns casos pode lembrar os antagonismos sobre a pandemia. As grandes empresas seguirão se transformando fortemente e a inteligência artificial terá cada vez mais aplicação no entendimento do mercado e na operação. A bicicleta segue com tendência de alta não só como lazer e esporte, mas como meio de transporte, com mais cidades adaptadas.

Novos modelos de informações e notícias por assinatura com mais transparência, menos vieses, ajudarão a disponibilizar conteúdo sem tantas notícias falsas e distorcidas pelas ideologias. Credibilidade e transparência serão pontos cruciais para pessoas vincularem carreiras e investimentos em organizações e empresas de diversos setores. As pessoas visivelmente estão com dificuldade de conviver com tanta informação disponível, cansando, atrapalhando e até desinformando. Devem surgir sistemas com capacidade para selecionar o que as pessoas querem receber e serão valorizados por isso.

A saúde mental receberá bem mais atenção, sendo um tema mais recorrente, devendo surgir grandes plataformas para auxiliar as pessoas no enfrentamento de situações de agressividade, solidão e angústia que vivenciam durante o isolamento. Um dos grandes custos que 2020/21 deixará é a dificuldade das pessoas trabalhar em equipe, aumentando as crises de liderança, que serão mais comuns nos próximos tempos.

Os grandes problemas como educação, saúde, energia, segurança, política, ganham destaque e aumentam o número de soluções desenvolvidas por empresas de tecnologia. Uma parte maior dos grandes capitais será investida para enfrentar os grandes problemas globais. Empreendedorismo social é outro tema importante e que terá melhora significativa nos resultados financeiros.

Os apelos natural e saudável serão cada vez mais valorizados e a alimentação será, para um número cada vez maior de pessoas, uma forma de experiência e interação com a diversidade.  Produzir a própria comida, harmonizar, meditar e se exercitar, passa a ser parte deste tipo de experiência. Consumo local, real, saudável deverá ser o “novo luxo” e em nosso meio há muita oportunidade para negócios pequenos e médios aproveitarem esta onda. Produtos suntuosos tendem a perder valor e justificativa para um número cada vez maior de pessoas. A reciclagem voltará muito mais forte, com novas tecnologias, depois da pandemia que está gerando um volume que parece incontrolável de descartáveis e desperdício.

É inevitável que as pessoas pensem num novo começo no pós-pandemia. Depois de urgências que não puderam ser atendidas, de viagens programadas que não ocorreram, de objetivos não alcançados, de mudanças que estavam previstas para o futuro e tiveram que ser feitas de um dia para o outro, é inevitável repensar objetivos pessoais, de trabalho, saúde, dinheiro e espirituais. Mais pessoas passam a ver novas oportunidades para satisfazer desejos, angústias e mudanças de pensamento. Alguns comportamentos pessoais estão sendo transformados de forma a não voltar mais ao que eram.

A inovação, a tecnologia, o pensamento natural e lateral que já vinham ganhando espaço antes da pandemia devem ser mais protagonistas neste e nos próximos anos. Espero que este exercício de futurologia possa ajudar a refletir sobre o que vem por aí.

Um abraço e até a próxima!

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2021

O que está por vir

 


A conhecida publicação “The Economist" coletou pesquisas de mais de 50 especialistas para indicar o que está por vir em 2021 e seguintes. Compartilho hoje e na próxima semana alguns destes pontos, na minha interpretação.

Há cada vez mais pessoas dando fortes sinais de querem e precisam voltar a viver em comunidades, se divertir, trabalhar e agir em grupos. O trabalho, porém, em muitas funções, seguirá remoto e por vários motivos, dentre eles, pelas horas de trânsito, preparação de ambientes, viagens e hospedagens em função do trabalho. Estas são algumas ações que ficarão e  mudam de forma muito significativa as práticas que se viviam antes da pandemia. Mudanças nos ambientes e estruturas das casas, das empresas, assim como ambientes virtuais e soluções para gestão de informações seguirão recebendo investimentos e demandas.

       Com o passar dos anos veremos mudanças na arquitetura das casas, sendo mais tecnológicas e considerando o espaço para o trabalho. As estruturas das empresas também terão mudanças para considerar o apoio às posições de trabalho em casa. Esta tendência que é forte e já pode ser percebida de diferentes formas, tende a mudar a preferência do local de moradia, que muitas vezes era definida pela proximidade física do trabalho, já que este aspecto deixa de ser importante para um número cada vez maior de pessoas.

A produtividade vai depender mais dos indicadores de resultados, com índices controlados por plataformas especializadas em produtividade, do que do acompanhamento dos líderes. A contratação de pessoal será repensada, desde os acordos sobre dias e horários de trabalho, até onde mora o/a profissional. Tende haver cada vez menos diferença entre contratar pessoal local, nacional, ou estrangeiro, pois cada vez mais gente terá alcance global. A concorrência pelos bons profissionais tende a acirrar e a ultrapassar mais rápido as fronteiras.

Todas as atividades repetitivas tendem a ser automatizadas, bem como os negócios repetitivos tendem a se tornar virtuais e por assinatura, abrangendo um número cada vez maior de ramos que vão desde a espiritualidade, terapias, entretenimento, alimentação, bebidas, transporte, serviços dos mais diversos e o que os empreendedores e clientes puderem imaginar.

       As atrações turísticas naturais tendem a ser mais apreciadas do que nunca e o turismo para entretenimento se fortalecerá a partir do segundo semestre de 2021, cada vez mais incrementado de tecnologia desde a promoção, aquisição, operação, experiências. Locais antes considerados remotos, experiências autênticas, porém, com mais assistência e acompanhamento, tendem a atrair mais turistas, lembrando que a interação será a base do entretenimento do futuro. 

     Os dados pessoais tenderão a receber cada vez mais atenção e as plataformas tendem a mudar. Antes as pessoas não se importavam em trocar seus dados e seu tempo por alguns serviços, mas de agora em diante, as pessoas tendem a preferir pagar, do que doar seu tempo e dados. As grandes marcas precisarão se valer da sua credibilidade, pois tudo pode ser copiado ou replicado, exceto o prestígio.

Na área da saúde passaremos a ver cada vez mais consultas e outros serviços adaptados ao digital e remoto. Os “testes rápidos” de Covid seguirão por um bom tempo até que as pessoas se sintam seguras e abre mercado para outros testes rápidos de outras doenças. É provável que as pessoas fiquem menos doentes com vírus, bactérias e outras doenças que podem ser evitadas com o aumento dos hábitos de maior higiene das mãos, do próprio corpo, dos alimentos, das roupas e calçados, das casas, escolas, ambientes de atendimento e de trabalho.

       As pessoas tendem a agir mais em função da economia pessoal, aprender mais, ensinar os filhos e gerar novas formas de transações comerciais. A mudança de hábitos de consumo que já é notória tende a manter a troca de roupas e calçados mais “sociais/elegante” por itens mais casuais. Menos gastos com atividades sociais como bailes, festas, shows, viagens, permitirão mais gastos com eletrônicos, jardins, decoração, móveis, entretenimento, ensino.

     A pesquisa segue prospectando outros setores e o assunto deve chamar a atenção de muita gente e por isto, na semana que vem seguimos com este assunto.

       Um abraço e até lá!

terça-feira, 9 de fevereiro de 2021

Transformações

 


Uma das expressões mais utilizadas nos últimos tempos e em diversos meios, nos campos pessoal, profissional e empresarial é transformação. A sensação que fica é que têm-se mais capacidade para falar, desejar, imaginar as transformações, do que capacidade e energia para realizá-las.

Pessoas e organizações com maior capacidade para transformar vem atraindo mentes brilhantes, recursos abundantes e valorizando profissionais, negócios e os locais onde geram impacto. Claro que mais cedo ou mais tarde serão copiados, e devem saber disso. Ao implantar práticas inovadoras, transformadoras na sua vida pessoal, profissional e organizacional é preciso saber que em algum tempo virão cópias e até melhorias apresentadas pelos concorrentes, e portanto é preciso aumentar a atenção e estabelecer a inovação como vantagem competitiva, ou seja, quando for copiado, já deve ter outra inovação para lançar.

Praticamente todos os acontecimentos de impacto nacional e mundial inesperados de que tem-se registros foram seguidos de períodos muito importantes de poderosas transformações. As grandes transformações ocorridas nos períodos pós-guerra são exemplos seguidamente lembrados ao analisar consumo, tecnologia, segurança, dentre outros. Em nosso país, a longa crise econômica surgida em 2015 acelerou negócios disruptivos e fez surgir startups de negócios bilionários que chamam a atenção do mundo da inovação e tecnologia como Nubank, Ebanx, Loggi, Gympass, 99, Garupa e muitos outros. Após uma crise financeira mundial nunca antes vista, como a de 2008, o mundo viu acelerar e surgir negócios incrivelmente disruptivos, que inspiram e impactam muitos negócios e pessoas no planeta como Uber, Arbnb, Waze, Tesla, Spotify, Netflix, Youtube, dentre outras que estão mudando os negócios como conhecíamos até então.

Havia quem pensasse que era para poucos, ou apenas para países desenvolvidos, ou só para capitais, e hoje temos negócios inovadores e disruptivos nos mais diversos locais do mundo, incluindo os rincões do Brasil. Claro que tem sido necessário desfazer modelos mentais que sempre querem mostrar que isto ou aquilo nunca funcionará por aqui, que não dará certo por uma lista de dificuldades algumas vezes imaginárias. Com a criatividade dos brasileiros, aliada a capacidade de superar dificuldades poderíamos ter muito mais, não fossem as ideias enferrujadas e muitas vezes fixas em velhas verdades que não tem mais consistência atualmente e no futuro próximo.

                Com tudo o que viveu-se em 2020 e 2021 pode-se esperar um nível muito elevado de transformações nos hábitos das pessoas quanto as suas vidas, casas, trabalho, renda, lazer, consumo, investimentos, relacionamentos. Com a economia reaquecendo, mais lenta do que gostaríamos, porém consistente, as transformações dos hábitos das pessoas e por consequência dos negócios, da concorrência, vai ganhar cada vez mais força.

                Pense nos consumidores que gostaram da conveniência de comprar, fazer pedidos, pagar e receber em 2 ou 3 toques sem precisar trocar de roupa, sair de casa, procurar estacionamento, se proteger do sol, ou da chuva, esperar em fila e as vezes até enfrentar mau atendimento e não encontrar o que procura. Pense também nos trabalhadores que montaram um espaço de trabalho confortável e eficiente em casa e estão gostando de produzir sem precisar ficar o dia todo fora de casa, pegar trânsito, gastar combustível, etc. e nas empresas que se deram conta de que isso pode ser mais produtivo e econômico. Possivelmente as compras de bens duráveis, de consumo, ou serviços, bem como trabalhar sem sair de casa será feito por bem mais pessoas e bem mais frequentemente, do que antes da pandemia, mesmo depois de completada a imunização das populações.

                A reflexão que sugiro hoje é para o fato de que muitos sinais mostram o que será acelerado no pós-pandemia, o que deveria fazer quem ainda não está focado na transformação dos negócios e até da carreira, deve se preparar para isso. As transformações precisam ser feitas, e quem já começou está na melhor condição, pois quem procrastina, muitas vezes precisa fazer tudo de forma urgente e os resultados tendem a não ser tão bons. O melhor momento para acelerar a transformação é agora. Vamos em frente!

Um abraço e até a próxima!

sexta-feira, 29 de janeiro de 2021

O que precisamos aprender em 2021

 


Das muitas coisas que precisamos fazer em 2021, não tenho dúvidas de que uma das mais importantes é aprender. A busca por conteúdos e das mais diversas formas tem aumentado de forma pública e notória, e cresce ainda mais o volume de informações a disposição, em alguns casos deixando mais dúvidas na busca por determinados conteúdos. Muitas leituras, vídeos, cursos, palestras à disposição em vários canais presenciais ou virtuais, facilitam o acesso, porém, por vezes dificultam a escolha do que é mais adequado em termos de qualidade e profundidade que precisamos.

Uma dificuldade que segue evidente no mercado e precisamos superar mais rapidamente em 2021 é aprender a aprender. Independente do nível de formação, viver no século 21 exige aprendizado contínuo até o fim da vida. Contudo, as formas tradicionais de aprender muitas vezes não são eficientes diante do fenômeno mundial das “fake news” e do enorme volume de informações, considerando ainda algumas contradições entre as fontes dos conteúdos encontrados. Aprender quais partes dos conteúdos deve-se desconfiar de “fake”, o que é atualizado, o que é tendencioso ideologicamente, o que merece ser aprofundado, o que é foco para o que se busca, dentre outros, faz parte da necessidade de aprender a aprender. O risco de aprender, se informar, fazer e/ou falar algo errado a partir dos conteúdos disponíveis é cada vez maior.

Um certificado, um diploma, tem valor se o título estiver vinculado à responsabilidade pelo conhecimento, pelas informações completas, verdadeiras e atualizadas oferecidas pelos profissionais. É bom lembrar que alguns certificados são obtidos de forma muito fácil, barata e rápida, e também por isso, não tem acompanhamento do conhecimento esperado para aquele título. No ímpeto de levar vantagem há um número crescente de pessoas que querem certificados e diplomas sem esforço e energia para aprender. Este tipo de escolha já evidencia o nível de seriedade, ética, profissionalismo e do que aquela pessoa será capaz numa futura composição de equipe. Estudos mostram ainda, que as pessoas que buscam os caminhos mais fáceis e poupam suas energias no aprendizado tendem a ter mais dificuldades em resolver problemas complexos, mais dificuldades de memorizar informações importantes sobre o trabalho e a não aprofundar o entendimento da sua área do conhecimento. Uma formação ou busca de conhecimento que exige pouco esforço também gera pouco estímulo ao questionamento, que aliado a passividade ou apatia agrava a situação de baixa condição de prestar um bom trabalho.

O estímulo para perguntas, comentários, debates e reflexões é fundamental para aprender a aprender, individualmente e em grupo. Professores, instrutores, famílias, líderes, e o próprio ambiente deve estimular o questionamento. A acomodação, a timidez e a falta de hábito dificulta o rompimento com a prática de ficar somente ouvindo e assistindo, e por isso, uma postura diferente, melhora as condições de aprendizado. Ao estimular e estruturar as dúvidas, tende-se ao aumento da eficiência das respostas e melhores resultados de aprendizado.

Aprender a aprender é difícil, dentre outros motivos pela dinamicidade da oferta de conhecimento, mas a falta de oportunidades para refletir durante o processo de aprendizagem em cursos, palestras, reuniões, treinamentos é uma das principais dificuldades que se observa. Valorizar os diferentes níveis de experiência e a livre associação de ideias é essencial na hora de memorizar, mudar hábitos e práticas, ou seja, internalizar os conceitos, informações e assuntos. Uma dica importante a todos os profissionais é encontrar todos os dias, um tempo para refletir sobre como se desenrolou o trabalho, anotando os pontos em que houve dificuldades, ou que viu oportunidades de melhorias.

Aprender oportuniza mais satisfação á vida e ao trabalho e aprender a aprender oferece melhores condições de estender a satisfação por cada vez mais tempo em nossas vidas.

Um abraço e até a próxima!

segunda-feira, 25 de janeiro de 2021

Liderança e trabalho em equipe

 


Fazendo refletir sobre qual o legado que cada pessoa deixa por onde passa, relembro a frase de Frederico Felini, quando afirmou “Você só existe nas coisas que faz.”

Para liderar ou participar de um grupo, de uma equipe seja ela funcional, voluntária ou familiar, é fundamental entender que as pessoas são complexas e muito diferentes entre si, o que gera motivações e interesses muito diferentes nos grupos. Resultados positivos são obtidos pelos líderes que consegue entender e explorar a motivação individual de cada pessoa em favor dos objetivos do grupo e da organização.

Ter e consolidar o respeito das pessoas é tão primordial quanto entender que a liderança é conquistada e nunca imposta. Quanto falta respeito, o poder de influência e de articulação ficam prejudicados, os objetivos não são alcançados e de alguma forma o grupo se dispersa. Considerando o muito que se estuda sobre grupos e liderança, não basta “ser um cara legal”, pois a reputação deve ser construída continuamente com atos em prol do grupo e da sociedade. Nada disso é possível sem um bom caráter, que vai sendo construído ao longo da vida de cada um e não se sustenta a médio e longo prazo sem ética.

Os líderes devem ser os principais motivadores e inspiradores do grupo visando o alcance dos objetivos comuns. Ao motivar e inspirar o seu grupo, o líder ficará cada vez mais forte na percepção dos outros e de si mesmo. Aprimorar as habilidades de comunicação, tanto verbal, quanto visual, além do entendimento das suas atitudes, deve ser uma preocupação constante. Nas ações de comunicação é fundamental entender que cada pessoa entende a mensagem de uma forma diferente, de acordo com sua percepção sobre o momento, a situação, as leituras, as vivências. O líder nem sempre é compreendido e ao saber disso, a resiliência é uma qualidade que precisa ser desenvolvida constantemente, inclusive promovendo-a entre os membros da sua equipe. Também é importante para um líder necessário para 2021, independente do tamanho da sua organização aceitar correr riscos, de forma consciente/calculada evidentemente, o que gerará um respeito cada vez maior, contribuindo com a sua reputação.

Criar e desenvolver estratégias e planejar a sua execução e implantação, mostram a qualidade do trabalho do líder e geram admiração pela segurança em relação ao futuro e a busca por alternativas frente aos desafios que precisam ser superados. A atitude para fazer e mostrar é um dos fatores que mais contribuem para gerar uma imagem positiva, através de ações, e resultados obtidos, que fortalecerão o seu currículo e gerarão experiências que contribuirão para a sabedoria necessária ao líder de respeito e sucesso.

Quem que exerce funções de liderança, ou pretende exercer, deve lembrar de mostrar o que faz, mais do que falar, orientar e ordenar. Esta atitude, combinada com uma imagem de respeito, gera uma grande reputação para uma liderança forte e com muita longevidade. Em tempos de pós-verdade, onde para cada fato há várias versões, muitas falas podem atrapalhar e até gerar desconfiança e por isso, mostrar o que se faz pode auxiliar em muito a confiança, a credibilidade e a motivação do grupo.  

Saúde e sucesso na busca dos objetivos de todos os amigos leitores neste 2021! Um abraço e até a semana que vem!

segunda-feira, 18 de janeiro de 2021

A inovação motiva negócios e equipes

 


Todos os que conseguem ter uma equipe comprometida, altamente produtiva e inovadora, sabem que para este resultado é preciso fazer com que o maior número tenha aquele desejado espírito de dono do negócio e este é um dos principais incentivos para gerar inovação numa organização.

Como algumas organizações conseguem criar uma cultura de inovação e outras ficam anos tentando sem grandes resultados? – Uma das respostas está nas boas práticas de incentivo à inovação entre os empregados. Os salários, os bônus, prêmios, são elementos importantes no alinhamento dos colaboradores com as metas globais da empresa, mas já está provado que não são suficientes na criação de um ambiente de criatividade e inovação. A experiência mostra que por vezes, incentivos financeiros muito focados no curto prazo até atrapalham a inovação e o desempenho da organização no longo prazo. Por este e outros motivos, é fundamental criar um ambiente positivo, aberto, que estimule a geração de novas ideias, sem qualquer tipo de penalização, ou constrangimento quando alguém apresentar um conceito considerado inicialmente absurdo. Além disso, é importante que a equipe como um todo, senta-se co-criadora e com o tempo, “dona” do empreendimento ou produto e portanto, corresponsável pelo sucesso ou fracasso de cada iniciativa, podendo receber o reconhecimento pela superação das expectativas.

Para quem deseja gerar ou ampliar a cultura de inovação, precisa lembrar que é tudo questão de cultura e atitude, muito determinada pelas ações e postura de quem lidera. O líder deve estimular a inovação, trazendo sua visão e incentivando, energizando e inspirando sua equipe, enquanto o gerente tem a obrigação de gerir o dia a dia evitando inibir a inovação e projetos em andamento, o que deve ser também uma preocupação do líder, ao orientar os seus gerentes.

É importante reavaliar as posturas na condução das reuniões, incluindo algumas sugestões como as que seguem:

- Pense e faça tudo para ter um ambiente positivo, gerador de novas ideias e principalmente, que não desencoraje as pessoas a apresentá-las;

- Prepare-se sempre para ser cada vez mais líder, orientando estratégias e não focando e cobrando tanto questões operacionais;

- Não esqueça que é fundamental deixar a sensação de que os projetos são de todos, não somente seus, pois o sentimento de propriedade de mais pessoas da equipe é fundamental para o desenvolvimento da inovação;

- Veja se você teve energia, passou-a para a equipe estimulando-a e inspirando as pessoas para compartilharem os objetivos e a visão de futuro da empresa;

- Finalizando, avalie antecipadamente suas falas, textos, orientações, posturas, verificando se você tem sido mais catalisador ou mais inibidor da inovação.

Cabe ainda uma reflexão, que serve para inovação, desenvolvimento e para muitas das demais funções da boa gestão, sobre a sua postura: muitas vezes o gestor tenta segurar o seu posto por se sentir ameaçado, evitando de várias formas, que outros “tomem” o lugar que ele pensa que é seu. Por outro lado, um líder deve trabalhar para tornar sua posição atual obsoleta, dando espaço para o crescimento de sua equipe e assim, naturalmente, ser alçado pelo sua própria equipe, para outras posições maiores e melhores. Ações como estas devem gerar um clima mais propício a cultura da inovação, tão importante e necessária neste pós-pandemia.

Um abraço e até a semana que vem!

terça-feira, 12 de janeiro de 2021

O que você pretende mudar em 2021?

 


             Você, eu, nossos familiares, no período de virada do calendário projetamos novas ideias, mudanças, projetos, em busca de satisfação, felicidade e melhores momentos. Renovação nos negócios, emprego, estudos, carreira, mais renda, economias, investimentos, voluntariado, exercícios, cuidar mais da saúde... são muitos desejos. Todavia, para muita gente, parte destes desejos também estava nos planos dos anos anteriores.

                Para realizar sonhos e desejos, precisamos transformá-los em objetivos, com metas quantificadas, prazos, etapas, planos e atitudes para implementá-los, pois do contrário, os anos “evaporam” rápido, a vida passa e ficam as frustrações pelo que não foi realizado e que poderia proporcionar maior satisfação, dar novo sentido à carreira, às relações e à vida.

                Mudanças dependem essencialmente das atitudes de cada pessoa diante da situação que está vivendo, o que também é determinado pelo modelo mental, pela forma de pensar e encarar tudo o que ocorre. Ao mudar para atitudes mais positivas e em favor do desenvolvimento pessoal, o modelo mental vai gerando mais energias e mais situações vão se encaixando. Querer mudar é o primeiro passo, mas se não houver capacidade para transformar em ações, o simples desejo pode se transformar em frustração e falta de autoconfiança.

                Sugiro experimentar fazer ou rever os planos para este ano, tendo bem claro as possibilidades positivas que cada mudança pretendida proporcionará. Sugiro começar logo, todos os dias, pequenas mudanças necessárias para alcançar seus objetivos, pois com o passar dos dias, os desejos, os sonhos vão ficando mais próximos do alcance e assim, dando mais força para a busca dos objetivos. Iniciar o dia pensando nas coisas boas que podem ser realizadas, sintonizando pensamentos, sentimentos, ações, ajuda bastante a encontrar mais motivos para as ações necessárias ao alcance dos objetivos. As pessoas realizadoras sabem onde querem chegar e têm metas bem definidas, inovando as ações, preparando-se, qualificando-se e desenvolvendo seus talentos.

                É preciso afastar-se dos hábitos que paralisam no tempo e no espaço. Um dos pontos chaves é o equilíbrio financeiro, onde os maus hábitos podem ser fonte de conflitos e preocupações, que influenciam negativamente emoções e atitudes Equilibrar a capacidade de produzir com que se gasta é primordial. Lembre-se que uma vida saudável de corpo, mente e espírito é fundamental para ter energia para o alcance dos objetivos mais ousados. Bom sono, boa alimentação e exercícios, além de aprender a gostar de si mesmo são fundamentais e tudo ficará mais fácil desta forma. É preciso investir em si mesmo, e lembrar que todos temos um grande potencial e poucas pessoas exploram. Compartilhar as coisas boas, celebrando vitórias, conquistas, por menores que possam parecer são atitudes importantes, pois ao expressar para si e para outros, alegria e gratidão, o esforço é validado, e ocorre o aval para seguir em frente, com estímulo para se obter mais da vida.

                Nossa capacidade é gigante, mas só é possível mudar a si mesmo. Aquilo que não se gosta, ou não deseja nos outros só pode ser mudado pela forma de agir com eles. Só quem muda seu pensamento e ações com os outros pode sentir como eles podem ser diferentes. Equilibrar dever, lazer, gratidão, busca de mais conhecimento, é o segredo de muita gente que admiramos por alcançar seus objetivos. Mudança é evolução, o que é claro, exige esforço, vontade, disciplina e determinação e isso só pode ser feito por nós mesmos!

                Desejo foco, força e fé na busca dos seus objetivos em 2021. Um abraço e até a próxima!

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