sexta-feira, 2 de julho de 2021

Uma grande onda de inovação

 


            Uma grande onda de inovação é algo que há muito tempo desejávamos para nosso Estado, País, planeta vem se intensificando nos últimos anos e acelerou, em parte, com a pandemia COVID 19. Precisávamos de mais gente falando e promovendo inovação em diferentes segmentos e vemos agora este como um dos conteúdos mais frequentes nas mais diferentes mídias e atividades.

Há algum tempo sugiro para leitores, turmas de estudantes e amigos que invistam 15 minutos, de todos os seus dias, formulando perguntas que desafiam a condição e a situação atual, ou seja, refletindo como várias delas poderiam ser diferentes. Outra sugestão é sempre buscar experiências novas, que podem ser desde comidas e bebidas com sabores, consistências, ingredientes, composições e elaborações diferentes, até jeitos diferentes de fazer negócios. Variar constantemente um grande número de situações na vida e no cotidiano estimula muito a inovação, a criatividade e a iniciativa. Quem lê livros e textos técnicos deve buscar ler alguns livros de ficção, por exemplo, assim, como quem lê ficção e romance deve escolher alguns livros tipo casa e jardim, antiguidades ou mais técnicos. Sugere-se também acompanhar conferências, lives, palestras, cursos fora da área de experiência e conhecimento, abrindo a mente ao que é novo, assim como voluntariar-se para eventos que não têm muito a ver com seu o trabalho. Aproveite cada oportunidade para viajar, preferencialmente para locais diferentes, para ver, ler e ouvir coisas novas. A propósito, os pesquisadores desta área afirmam que quanto maior o número de países, ou lugares uma pessoa viveu, ou passou, mais essa pessoa tende a aproveitar essa experiência para criar ideias, processos ou métodos inovadores em diferentes situações da vida pessoal e profissional.

Para ter uma equipe inovadora, é preciso contratar mais pessoas que agem fora das regras e convenções. Está comprovado que equipes mais criativas, mais inovadoras são formadas por pessoas de diferentes talentos, personalidades e atitudes, com diferentes áreas do conhecimento, que se complementam na busca de soluções inovadoras. É preciso lembrar sempre que quem não consegue mudar de ideia não consegue mudar nada.

“As pessoas loucas o suficiente para acreditar que podem mudar o mundo, são as que realmente o mudam.” é uma frase de autoria disputada por vários, mas independente disso, destaca o quanto a crença e as atitudes são fundamentais para as mudanças ocorrerem. Todos os dias tem-se oportunidades para ficar pensando nas diferentes fases e conquistas da vida pessoal e profissional, assim como investir tempo para inventar, criar, desenvolver os próximos passos da caminhada. “Quando você muda a forma como olha para as coisas, as coisas que você olha, mudam.” é uma frase atribuída a Waine Dyer, que deve ser alvo de reflexão frequente de cada um de nós.

Vivemos um tempo em que a simplicidade é a máxima sofisticação. O simples, claro e fácil está mais valorizado, porém, parece ser sempre mais difícil de ser alcançado e sabe-se que há muitas coisas desnecessárias ao nosso redor, nos serviços, nos produtos, em nossas empresas. É preciso descomplicar os negócios, bem como a forma dos clientes encontrá-los e utilizá-los. Ao focar na simplificação do trabalho, do atendimento, da venda, podem surgir várias ações inovadoras, então, comece por aí.

Além daqueles 15min por dia para pensar sobre como as suas atividades poderiam ser diferentes e melhores, algumas outras dicas para inovar podem ser: escrever todos os dias 1 ou 2 coisas novas que podem ser feitas para progredir; avaliar sempre qual é o motivo pelo qual as pessoas compram o que você oferece; examinar todos os aspectos do que você oferece, sob a perspectiva do seu cliente; facilitar os encontros do que você oferece, com seus clientes.

A vida que você quer para si e para a sua família certamente gera estímulos suficientes para ir em busca de prosperidade para os negócios, o que ocorrerá com maior probabilidade, com inovação. Um abraço e até a próxima!

quinta-feira, 1 de julho de 2021

A iniciativa faz toda a diferença

 


         Vou começar hoje confessando que tenho muita dificuldade de entender tamanha falta de iniciativa na vida pessoal e profissional de algumas pessoas. Ao pensar sobre determinadas situações fico imaginando o que causa tanta inércia, o que tira a energia, a vontade destas pessoas.

      Vídeos, lives, textos, sobre crescimento, desenvolvimento pessoal e importância da iniciativa para o alcance dos objetivos das pessoas são de fácil acesso e têm grande volume e diversidade, o que me faz pensar que o problema não seria a falta de acesso a informação. Claro que é bem mais fácil falar do que agir, e a acomodação, bem como o medo do que é diferente, mesmo sendo melhor, podem ser respostas para tanta falta de iniciativa, mas é preciso aprofundar um pouco mais este entendimento para ajudar as pessoas a terem mais iniciativa.

                Thomas Lee Osborn, empresário que também é missionário escreveu que “Só cresce aquele que tenta fazer algo além das capacidades que já domina”. Em outras palavras, a iniciativa é fundamental para o crescimento das pessoas, das famílias, das empresas, clubes, instituições, municípios, estados e países. Seja qual for o feito, de pequeno, médio ou grande impacto ou relevância, depende de alguém ou de um grupo que tenha iniciativa. Aquelas grandes ideias que ficam só nas conversas e nos debates, representam a falta de iniciativa na velha máxima do “alguém deveria ter feito, mas ninguém fez”.

           Um conto breve bastante utilizado em textos e palestras para os participantes entenderem o modelo mental da iniciativa, narra a passagem de um especialista em mentes que chegou à cidade garantindo que poderia provocar acontecimentos e mobilizar as pessoas. O anúncio causou grande curiosidade e atraiu muita gente que logo no início da apresentação foi convidada a se concentrar ao máximo, quando o especialista acendeu uma vela e pediu que todos tentassem apagá-la. Algumas pessoas teriam recitado mantras, outras fecharam os olhos e tentaram mandar o máximo de energia para a tarefa, mas nada ocorreu, até que o palestrante chamou a atenção da plateia e perguntou se alguém poderia subir ao palco e efetivamente apagar a vela. A maioria das pessoas ficou desconcertada e sem ação, até o palestrante explicar que sua intenção era mostrar logo no início da sua fala que as soluções para a maioria dos problemas são simples, desde que alguém tome a iniciativa.

                Na família, nas empresas, instituições, entidades, também é assim e muito pode ser feito, desde que alguém, ou um pequeno grupo tome a iniciativa. Convido os amigos leitores a observarem como as pessoas reagem a um papel que caiu no chão, ou a uma pessoa que chegou no espaço de atendimento de alguém que está ausente momentaneamente, ou ainda, quantas pessoas preferem responder “não sei”, ao invés de procurar a informação que está acessível. Muitas profissionais parecem ficar esperando que situações simples se resolvam sozinhas, ou por outros, mas não tem iniciativa para uma ação simples, que soluciona o problema.

                A falta de iniciativa parece impedir pessoas de agirem na direção das soluções. Algumas situações são fáceis de identificar, como a preguiça, por exemplo, que impede as pessoas de saírem daquele aparente conforto e ao mesmo tempo as afasta de mudanças simples que ajustariam boa parte daquilo que não gostam em suas vidas. A procrastinação, deixando para depois, ou para amanhã, aquilo que poderia ser rapidamente resolvido, é outra evidencia de falta de iniciativa. Da mesma forma a insegurança que atrapalha quem deseja coisas diferentes, mas não consegue mudar nada na vida pelo medo de perder o status ou algo que possui ou ainda, o que lhe deixa confortável, tranquilo, sem exposições que poderiam arriscar algo da situação atual.    O medo de ser ridicularizado por alguém, e o medo de retaliações de outros, assim como a falta de objetivos e a resistência a mudanças são nitidamente outras dificuldades que precisam ser enfrentadas por aqueles que querem ter mais iniciativas.

                Desejando a todos mais iniciativa, um abraço e até a próxima!

sexta-feira, 18 de junho de 2021

Investimentos e novos negócios no Brasil

 


                A ideia de um novo negócio está se tornando realidade para muito mais gente no Brasil, com a criação de mais de 1 startup por dia, é o que revelam vários estudos dos quais alguns destaco por aqui. O Portal do Empreendedor, acesso oficial para realizar ativação e baixas de empresas, mostra que em 2020 o país teve o maior número de empreendedores de sua história e segue crescendo em 2021.

Startup é o termo que ficou mundialmente conhecido para se referir as empresas nascentes inovadoras e com potencial para crescimento rápido. Os dados da Radar Agtech Brasil, um estudo realizado pela Embrapa em parceria com a SP Ventures e a Homo Ludens Research and Consulting e com apoio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento é outro que mostra que o número de startups cresceu 40% em 2020 e que destas, quase 2 mil foi no setor agropecuário.

Quem ainda não o fez, sugiro atenção às notícias sobre a economia local, nos veículos da sua microrregião, onde é possível verificar pelo menos parcialmente o grande número de novos negócios e especialmente o grande volume de investimentos sendo anunciados, alguns com grande impacto na economia local. Muito investimento que estava represado em função das incertezas geradas por todo o conjunto de situações da pandemia começa a ser executado agora e conforme se sabe, o investimento de um ou dois encoraja o investimento de mais alguns e desencadeia muitos outros, formando um movimento cada vez mais forte.

                A falta de produtos, especialmente para componentes e insumos para indústria e serviços, revelou que o Brasil tem muitas oportunidades para novos negócios, mesmo em atividades já existentes e que carecem de mais volume e diversificação de produtos, inovação em distribuição, atendimento, conveniência, amplitude geográfica de atuação, dentre outros.

                O incentivo das instituições de ensino, especialmente das comunitárias, falando mais sobre o assunto e incluindo disciplinas de empreendedorismo, assim como o apoio das incubadoras de base tecnológica, a ação de muitas entidades, as diversas ações governamentais e até o desemprego são pontos que estimularam mais a criação de novos negócios. Os hackathoons/desafios de inovação e empreendedorismo e as startup weekends são formas muito envolventes, eficientes e até divertidas de estimular o empreendedorismo nas comunidades, prospectar e criar negócios inovadores. Na FAHOR, por exemplo, temos o hackathoon como uma disciplina obrigatória para todos os estudantes de todos os cursos de graduação para que estes tenham a experiência de criar e desenvolver um negócio inovador. Outras muitas instituições no país, estão estimulando seus estudantes e comunidades de diferentes formas. Um exemplo é a iniciativa do Sicredi Noroeste RS, integrando as comemorações dos seus 75 anos, com apoio técnico da FAHOR e SETREM e participação dos 12 municípios da área de ação da cooperativa, com o desafio de “soluções inovadoras para a economia local”, que está estimulando a criação de negócios colaborativos e cooperativos que envolvam as atividades existentes na economia microrregional. Outros bons exemplos estão ocorrendo com estímulo das ações do INOVA RS, com os setores produtivos de foco do programa em cada região. Na Noroeste Missões, onde estou envolvido, por exemplo, já ocorreu um hackathoon com foco no setor de energia e estão previstos pelo menos outros dois ainda para este ano, com foco no setor agropecuário e na indústria eletrometalmecânica. Movimentos como estes estão ocorrendo em várias regiões do Brasil envolvendo o que chamamos de quádrupla hélice de desenvolvimento, com o setor empresarial, a comunidade, o ensino e o setor público agindo de forma integrada. As instituições comunitárias de ensino superior, com justiça, tem colocado cada vez mais holofotes sobre os líderes empreendedores e profissionais que se encorajam, investem e desenvolvem novos produtos e novos negócios estimulando a economia, empregos, tecnologia e sustentabilidade. Este movimento gera esperanças de um futuro mais próspero e mais distribuído, com mais trabalho e mais qualidade de vida.

Para termos mais empreendedores, e por opção, não tanto por necessidade, é preciso iniciar em casa, com estímulos mais positivos e diversos, que propiciem a participação em atividades deste meio, além do convívio e de estímulos para conhecer com bons exemplos de empreendedores e negócios.   

                Um abraço e até a próxima!

quarta-feira, 16 de junho de 2021

Reféns do que plantamos

 


A ideia é antiga e está escrita de diferentes formas, dependendo da filosofia, religião ou época. O fato é que a vida de cada um de nós é resultado direto ou indireto do que se fez e do que se deixou de fazer no curto, médio ou longo prazos, e por este motivo, geração após geração tenta-se aprender que se colhe o que se planta.

Ações conduzem a resultados, o que quase todos sabem, mas poucos entendem que os pensamentos conduzem as ações, e que os pensamentos são originados nos sentimentos. Em outras palavras, a vida de cada um de nós é muito mais impactada pelos nossos sentimentos do que imaginamos. Quando olhamos para trás, muitas lembranças fazem sentir arrependimento, por decisões equivocadas que geraram resultados ou efeitos que diferentes do que se gostaria. Todavia, o conjunto de variáveis é tão grande, que torna impossível avaliar com alguma precisão os resultados possíveis e a cadeia de acontecimentos, se as decisões fossem outras e outros fossem os caminhos seguidos, pois eles são muitos e o mais importante é ter objetivos bem claros.   

O dia a dia é cheio de negociações, concessões, decisões, que independente de pequenas ou grandes, vão moldando a vida. Estudar, trabalhar, curtir melhor as alegrias da vida, assim como a forma como nos relacionamos com quem encontramos durante a caminhada, representam um conjunto comparável a uma plantação feita ao longo da vida, que vai permitindo, e em alguns casos obrigando, colheitas dos resultados que determinam o que consegue da vida.

Responsabilizar entidades, concorrentes, colegas, adversários, governos, pelos resultados indesejáveis da vida pessoal, ou profissional, da instituição ou da empresa que dirigem, alivia a responsabilidade de muita gente, até de gestores, reduzindo sensivelmente a culpa, o arrependimento, mas não gera aprendizado para si, nem para os sucessores. Colhem melhores frutos aqueles que não perdem tempo reclamando do azar, que não ficam com pena de si mesmos e que não culpam os outros pelos efeitos indesejáveis de sua vida. Quem corre atrás de metas e objetivos bem definidos e preferencialmente coletivos, acordando todos os dias sabendo o quer e o que precisa fazer, vai colher frutos como aquele que planta corretamente e cuida bem de todas as etapas do cultivo.

Quem conquista e ganha antes de gastar, quem procura fazer uma diferença positiva onde estiver e para as pessoas ao seu redor, assim como quem sabe amar a quem lhe dá amor, vai colher melhores frutos como aquele que sabe plantar e cultivar uma boa cultura. Aquele que sabe cultivar boas relações, que procura descobrir novas formas de resolver antigos problemas, que consegue compartilhar o que tem de bom a sua volta, cuida bem do corpo e da mente, investe no seu desenvolvimento pessoal e profissional, consegue viver mais feliz e proporcionar melhores condições de gerar felicidade ao seu redor.

Cada situação vivida requer um nível de superação, quando superar o ímpeto da transferência da responsabilidade do que não se deseja, para outros é uma das necessidades mais importantes para uma vida melhor e com melhores efeitos no que se faz ou deixa-se de fazer. Cabe avaliar algumas vezes ao dia o que está sendo plantado e cultivado no caminho, ao redor e ao longo da vida. Martinho Lutero escreveu que se soubesse que teria apenas um dia de vida, imediatamente plantaria uma macieira, quando se referia a importância de se deixar um legado, que pode ser aproveitado por outros.

As marcas, os legados deixados em diferentes pessoas com quem se convive e lugares que se passa, independente do tempo, são frutos deixados para outros seguirem colhendo o que se plantou e cultivou. As relações, as repercussões dos feitos, das ideias, das pequenas e das grandes realizações repercutem como as colheitas, que por vezes são frustradas, e por vezes surpreendem de tão fartas. Assim, convido os amigos para avaliar melhor o que plantam, cultivam em suas palavras, ações e reações, em todos os momentos da vida.

Um abraço e até a próxima!

segunda-feira, 7 de junho de 2021

Não espalhe medo e caos!

 


           Vivemos em momentos e ambientes cada vez mais complexos e por motivos diferentes, a vida de cada um de nós e o restante do mundo seguirão se complexificando. É certo que ambientes complexos trazem problemas, mas é preciso que mais gente preste mais atenção nas oportunidades que surgem. O que ninguém, assim como nenhuma organização, comunidade ou país precisa, é de gente espalhando medo, caos e confusão.

           Quando a aflição com os problemas, ou a ansiedade com as oportunidades afetam a vida pessoal e profissional, não deve haver dúvidas em procurar ajuda para agir rapidamente, antes de um desgaste maior. Nas equipes, se houver problemas de gestão, o foco deve ser na solução, não nos culpados, pois todos esperam de um gestor, de um proprietário, ou executivo de um negócio, atitudes de liderança e decisões. Se eventualmente uma liderança, por algum motivo espalha medo, ou confusão, o resultado é a perda de direção, fragilidade, incerteza e insegurança.

           Precisamos de mais gente focada nas soluções! Quem espalha medo e caos é indesejado e por isso, totalmente dispensável de equipes, grupos e companhias. Ocupar espaço em reuniões, encontros, lives, redes sociais, para lamentar, reclamar, estimular o medo e passar a ideia de caos só gera reações negativas no ambiente interno ou externo. Nestes casos, os melhores talentos começam a buscar outras opções e a desmotivação vai corroendo o que funciona bem. De nada adianta esperar de outros, as soluções que somente uma boa liderança tem poder para despertar. É preciso que tanto as lideranças quanto os membros da equipe assumam seus papeis e caminhem juntos rumo a uma nova fase. Quem mantém relações ruins, acomodando-se nas reclamações sobre os outros, ao invés de desacomodar-se e agir, deve rever suas posições e opções para permanecer nas equipes. Muitas vezes o maior motivo dos problemas das organizações está na liderança omissa, procrastinadora, desorganizada, que não está qualificada para a complexidade das suas atividades e para enfrentar o momento da organização, do setor ou da economia.

É possível verificar muitas vezes que os que se queixam dos outros, relatam problemas muitas vezes vagos, ou incoerentes, enquanto outros têm razão, mas não estão dispostos a dar as contrapartidas ou agir conforme seu discurso. Conversar periodicamente com as pessoas faz uma grande diferença. Diálogos tranquilos e respeitosos onde todos possam apresentar suas ideias e opiniões sem receio de ironias, retaliações, no momento ou em comentários posteriores. As falas do líder e de quem mais se manifesta devem ser transparentes, diretas e objetivas deixando claro o que se espera da equipe e de cada um. Seriedade e positivismo são palavras-chave para agir coletiva, ou individualmente e a boa lembrança da última reunião pode ser uma oportunidade para buscar soluções, gerar comprometimento e ainda, garantir a participação.

Pessoas bem preparadas com trabalho alinhado cuidarão melhor e de mais detalhes oportunizando melhores resultados. Todavia, não dá para confundir a necessidade da equipe aprender, com a necessidade de motivação. A qualificação profissional tem a função de ensinar a fazer melhor e a motivação deve auxiliar a terem mais vontade de fazer. As duas atividades são fundamentais em qualquer organização e por isso, são necessários espaços e momentos adequados.

                Um abraço e até a próxima!

segunda-feira, 31 de maio de 2021

Dia da Indústria

 


25 de maio é o dia do calendário para lembrar e valorizar a Indústria, também conhecida como o setor secundário da economia, por transformar a produção primária, (extrativa, mineral e agropecuária), em produtos com valor agregado para o uso e consumo. Dia Nacional da Indústria é anualmente comemorado em 25 de maio, em homenagem ao patrono da indústria nacional, Roberto Simonsen, que faleceu nesta data, em 1948.

A indústria brasileira é responsável por 20,4% do PIB (tudo o que se produz no Brasil), enquanto a agropecuária é responsável 6,8%, com o comércio e prestação de serviços completando os 72,8% restantes. No Rio Grande do Sul, com 23% e Santa Catarina, com 27% a indústria tem maior participação relativa no PIB, sendo mais importante na estrutura econômica e na vida das pessoas.

Na vida de quem se envolve diretamente com a indústria, o impacto é bem mais relevante, por ser o setor da economia que mais gera empregos, que mais agrega valor e que tem entregado mais benefícios diretos ao trabalhador. A atividade industrial competitiva tem cuidado cada vez melhor de sua força de trabalho, investindo forte em contratação de pessoal bem formado em nível técnico e superior, além de ser altamente atrativo oferecendo planos de saúde, formação continuada, segurança no trabalho, bem estar, dentre outros.

Tudo começou, conforme estudamos nos livros de história, na revolução industrial, quando as máquinas a vapor e as primeiras produções em série começaram produzir em maior escala o que era feito artesanalmente. A segunda revolução industrial, acelerada pelas grandes guerras trouxe a rápida mecanização da produção, desde a produção agrícola até as fábricas com motores elétricos e a combustão. A terceira revolução industrial ficou marcada pela automação, robotização, informação em tempo real e veio mais rápido do que se imaginava. Com máquinas, fábricas e todo o tipo de empresas automatizando processos, aumentando a presença de sensores, robôs e outros, mudando a característica da mão-de-obra que era mais braçal, para um número cada vez maior de empregos com maiores níveis de conhecimento agregado. Este conjunto de inovações, que está integrando cada vez mais a indústria com as necessidades, uso e consumo, é chamado de 4ª revolução industrial.

Esta nova revolução industrial gerada dentre vários motivos pela maior preocupação social, ambiental, comportamento e hábito das pessoas, gera impactos cada vez maiores na economia local e mundial. O movimento iniciado na Alemanha, com forte crescimento e destaque na Europa, chamado de Indústria 4.0, ou Manufatura Avançada, logo teve forte adesão na América do Norte, Ásia e agora está se construindo rápido em nosso meio.

Independente do tamanho, as empresas que não tiverem capacidade de se adaptar, mais cedo ou mais tarde serão meras lembranças. Produtos mais orientados aos interesses dos consumidores, com mínimo desperdício, serviços cada vez mais colaborativos e bens duráveis cada vez compartilhados, como carros elétricos e autônomos, escritórios e unidades de produção serão cada vez mais presentes na indústria, dando mais acesso e deixando mais baratos produtos e processos.

Grandes volumes de informações disponíveis para serem utilizadas das mais diferentes maneiras, reduzindo custos, melhorando em muito a vida das pessoas, a qualidade dos produtos, a adaptação ao uso e com o mínimo desperdício é o futuro da indústria, lembrando que os estudiosos dizem que nos próximos 5 anos, 85% do que vamos comprar e consumir ainda não foi criado! Vejam que 5 anos é logo ali, 2026, quando estiverem se formando, aqueles que vão ingressar agora na faculdade.

Um abraço e até a semana que vem!

sexta-feira, 21 de maio de 2021

Menos Brasília X Mais sua comunidade

 


                É certo que Brasília segue dominando o noticiário e é compreensível a dificuldade em não se envolver em algum comentário, discussão ou análise a respeito. Diante de muitas contrariedades e contradições que vemos e ouvimos, uma das poucas unanimidades é que precisamos retomar o mais rápido possível, o crescimento e o desenvolvimento do Brasil “pós covid”.

                A retomada do crescimento e do desenvolvimento dependem, agora da vacinação, claro, mas há muito tempo, da melhoria das práticas de gestão em todas as esferas públicas e também no âmbito privado. Nossa vida e nossos negócios porém, dependem muito mais do nosso trabalho, pois tem sido assim com tudo o que fez e faz a diferença no país. O governo precisa mais dinheiro, que vem dos impostos que pagamos e a arrecadação só pode aumentar através da aceleração da economia, pelo aumento do giro dos estoques no comércio, aumento e agregação de valor na produção primária e secundária. Para que a economia brasileira tenha um desempenho melhor precisamos gerar mais trabalho e renda dignos.

Estes são alguns dos motivos pelos quais precisamos dar menos atenção a Brasília e mais atenção ao nosso trabalho, empresa e comunidade local/microrregional. A curiosidade gerada pela imprensa sobre como vai se desenrolar o processo contra “X”, é muito menos importante do que melhorar o atendimento e as vendas do estabelecimento que você trabalha, não é mesmo? Tem muita gente, e há muito tempo, disputando posição sobre quais as formas de resolver os problemas do Brasil, enquanto pouca gente e pouco esforço para estimular e inovar a economia local e microrregional, por exemplo. Faça um pequeno teste contando quanto tempo gasta lendo, ouvindo, comentando as notícias de Brasília, e compare contando também o tempo gasto num projeto para melhorar a fachada, a exposição de produtos, o desenvolvimento de produtos e processos onde você ganha o seu sustento. Qual é o tempo gasto na discussão com os seus conhecidos sobre as soluções para a economia do país? E qual é o tempo gasto com as soluções inovadoras, criativas para a economia da sua cidade e do seu negócio? O mesmo vale para as carreiras de cada um/a que esteja refletindo agora, pois o que impacta mais na sua vida; ações diretas na sua carreira; ou discutir o posicionamento ideológico deste ou daquele figurão que gasta os impostos que nós geramos?

                Em qual dos lados você aposta nas disputas de Brasília? A repercussão, mais do que os resultados de lá impactam nas cotações de títulos da dívida pública, fundos de investimentos, câmbio... se estiver com dúvidas, vou deixar uma “dica de ouro”: aposte tudo em você mesmo! Tenho certeza de que o seu futuro e dos seus mais queridos depende de muitas coisas, mas principalmente do que você fez, faz, fizer e do que deixará de fazer. Entendo que a maior descoberta que uma pessoa pode fazer é o entendimento de que pode modificar a sua vida apenas mudando suas atitudes e mentalidade. É pouco provável que alguma medida governamental mude a nossa vida, mas é muito provável que sua vida mude se mudar sua atitude diante da vida, influenciando ainda, quem o cerca.

                Estamos diante de um conjunto de problemas que se acumulam, como pandemia, a consequente crise econômica, crise política...  mas é preciso lembrar que todo conjunto de problemas gera um conjunto de oportunidades. Nas crises, os recursos trocam de mão mais rápido e recebe mais quem está mais preparado para aquele momento. Não há ninguém impedindo você de fazer um planejamento pessoal, nem sua empresa de (re)fazer o planejamento estratégico, rever processos, sistemas e implantar projetos, não é mesmo? Se você não está satisfeito com o negócio ou com o emprego atual, qual é o impedimento para traçar o plano do seu possível novo negócio? As crises não impedem de visitar física ou virtualmente os “velhos” e bons clientes verificando como estão, o que estão fazendo, do que eventualmente precisam e que você poderia encontrar uma forma de fornecer. Quando olho por este prisma lembro da frase de Kelly Young, quando disse que “O problema não é o problema, o problema é a atitude em relação ao problema.”

                O Brasil e os brasileiros estão precisando muito e o mais rápido possível cuidar mais da sua vida, da sua comunidade, da sua microrregião, do que de Brasília.

                Um abraço e até a próxima!

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