terça-feira, 24 de março de 2020

Plano de contingência


     A concentração global em torno da COVID19, chama a atenção em muitos aspectos e preocupa em muitos outros. Já se escreveu e se falou muito e muito ainda será escrito e falado a respeito desta pandemia. Vou deixar uma pequena contribuição por aqui também.
      Primeiramente, chama muito a atenção e creio que deve ficar como uma das lições aprendidas desta mobilização gigantesca, o fato de que quando a imprensa do país, e de todo o planeta quer trabalhar em favor de prevenção de uma doença, o mundo para, assiste e se mobiliza. Da mesma forma, chama a atenção como autoridades, lideranças, entidades, são rápidas em anunciar medidas de prevenção, combate a propagação, direcionar orçamento, etc. 
     Fiquei com a impressão de que acabar com a fome, com a AIDS, Ebola, poluição e outros males do planeta, assim como dengue, chicungunha, sífilis e outros males no Brasil podem ser opções da imprensa, dos governos, instituições e autoridades da saúde, pois com a mobilização em torno do coronavírus, aplicada aos males já citados, poderíamos amenizá-los em grande parte, senão, eliminá-los do país e do planeta. 
     Além da saúde coletiva, a economia mundial preocupa e muito. Ações e bolsas de valores despencando em todos os países com exceção da China, que de forma muito rápida parou o contágio e curou os enfermos e agora parte para comprar grande volume de commodities a preços baixos, comprar empresas, e tomar mercados de concorrentes de outros países, combalidas pelas paralizações no restante do planeta. Algumas das grandes corporações irão resistir, pois tem seus planos de contingencia e reservas financeiras. As grandes que não tem estes planos talvez serão compradas por empresas e fundos com a participação de chineses. Agora, como ficam os pequenos empreendimentos, que não tem qualquer interesse dos especulares capitalizados?
     Me engajo na campanha pelo prestígio aos pequenos negócios, e na torcida para que seus empreendedores também saibam se superar, com a criatividade e a persistência que os fez nascer, para que neste momento difícil se diferenciem, inovem, flexibilizem, e encontrem oportunidades para seguir em frente e se desenvolver.
     O SEBRAE nacional está com uma campanha com lembretes aos pequenos negócios, como:
   1. Usem a tecnologia, as redes sociais, o site, tele entregas e outras ferramentas para aumentar a sua presença digital;
     2. Crie e amplie serviços de entrega, oferecendo comodidade, segurança e conforto para os clientes;
      3. Não diminua a qualidade dos serviços oferecidos;
    4. Se não houver jeito de fazer o negócio desenvolver, uma oportunidade pode ser dar férias para parte da equipe;
    5. Avalie os custos do ponto de vista do cliente, mantendo aqueles que agregam valor para o cliente e cortando aqueles que geram custo e o cliente não valoriza;
    6. Mobilize a equipe para aproveitar o período com menos clientes para economizar em itens como energia, água, e outros, tendo os colaboradores engajados nas reduções;
     7. Fracione as compras, reduzindo o investimento em estoque e o risco de perdas;
      8. Negocie tudo o que for possível com os fornecedores;
      9. Cuide da sua saúde e da saúde da sua equipe.
    Com foco, criatividade, segurança e cuidados, poderemos minimizar os efeitos negativos da pandemia para a economia, e principalmente aprender novas formas de resolver nossos problemas e alcançar nossos objetivos. A crise é sempre uma oportunidade, para fazer diferente e eventualmente descobrir um jeito melhor.
        Um abraço e até a próxima! 

sexta-feira, 13 de março de 2020

Desenvolvendo as soft skills

       Nos últimos anos vem crescendo no mundo do trabalho, o uso da expressão soft skills. Embora não seja um conceito novo, muita gente ainda precisa entender melhor o significado e a importância na melhor preparação pessoal e profissional para qualquer setor. O psicólogo, autor de best sellers como “Inteligência emocional”, Daniel Goleman é uma das referências no assunto, publica em vários meios e recentemente esteve no Brasil em palestras e aulas falando a respeito.
      1º - Aprenda a se autorregular - administrar suas emoções para se recuperar rapidamente do estresse; 
      2º - Aprenda a gerenciar seu tempo - quando for interrompido, pergunte se isso pode esperar. Muitas vezes você verá que sim. Comunique sua decisão com boa vontade e de maneira educada: líderes – e pessoas com boas soft skills – sabem se comunicar gentilmente.
      3º - Crie uma cultura de feedback - peça para amigos, colegas, professores, gestores e familiares – pessoas que o conhecem profissional e pessoalmente avaliarem suas habilidades de soft skills e use as respostas para melhorar.
      Os estudiosos passaram a dividir as habilidades técnicas em 2 tipos diferentes, sendo elas as hard skills e as soft skills. As hard skills são habilidades técnicas que podemos aprender e são facilmente mensuráveis, como fluência em um idioma, uma técnica, ou domínio de uma ferramenta física ou digital, enquanto que as soft skills são habilidades para lidar com a relação e interação com outros.
      Goleman tem afirmado que “Habilidades como resiliência, empatia, colaboração e comunicação são todas competências baseadas na inteligência emocional e que distinguem profissionais incríveis da média”. Ele diz que as soft skills importam cada vez mais porque “Há uma lacuna entre o que líderes esperam de recém-formados e o que estes recém-contratados oferecem”.
      As pesquisas sobre o nível de preparo para os recém formados que entram no mercado de trabalho mostram que eles tem hard skills, mas lhes faltam muitas vezes as soft skills. “Na maioria dos casos, os contratados são inteligentes, ambiciosos e sabem usar tecnologia. Provaram que conseguem fazer o trabalho. São comprometidos e apaixonados pela ideia de ascender na carreira.” Afirma o Psicólogo, completando que faltam a esses profissionais os traços e comportamentos para lidar com as outras pessoas que vão trabalhar com eles.
       Vários estudos têm mostrado que uma parte significativa dos estudantes não dá a devida importância ao valor da inteligência emocional no ambiente de trabalho, enquanto as habilidades que ela envolve são cruciais para ter foco, motivação e colaborar de maneira produtiva. São estas as habilidades que realmente capacitam alguém para ocupar cargos de liderança, que envolvem lidar com outras pessoas e com si mesmo – apenas inteligência e experiência não bastam.
       Em entrevista recente ao site gmac.com Claudio Fernández Aráoz, conselheiro da Egon Zehnder, uma grande empresa de consultoria de recrutamento e seleção de talentos profissionais, é categórico ao afirmar que “QI garante seu emprego, inteligência emocional garante sua promoção e a falta de inteligência emocional fará com que você seja demitido.”
       Claudio apresenta alguns exemplos de soft skills que estão mais presentes nas seleções solicitadas para o mercado de trabalho:
       - Comunicação eficaz – habilidade de ouvir atentamente e se comunicar de maneira clara;
       - Colaboração – habilidade de trabalhar bem em grupo;
       - Trabalhar sob pressão – habilidade de gerenciar estresse sem perder o foco;
       - Flexibilidade – habilidade de se adaptar às mudanças (cada vez mais frequentes);
       - Orientação para resultados – habilidade para atingir o resultado final da maneira mais eficaz possível;
       - Liderança de equipe - saber como motivar e engajar grupos.
       Conforme a definição, são habilidades mais difíceis de medir, nas pessoas do que as hard skills (mais técnicas). Por isso, Daniel Goleman indica algumas maneiras de desenvolver ou fortalecer as soft skills necessárias atualmente:
       Espero que as dicas melhorem suas soft skills!
       Um abraço e até a próxima! 

quinta-feira, 12 de março de 2020

Levante-se e ande


             “Levante-se, pegue a sua cama e ande.” é uma frase atribuída a Jesus Cristo, pelo evangelho de João, capítulo 5, no versículo 8. Neste trecho, João narra a passagem de Jesus por um local em que muitos doentes se aglomeravam próximo a um tanque, no aguardo de um anjo que em determinado tempo descia, agitava as águas e o primeiro doente que entrava no tanque era curado das enfermidades. Dentre os enfermos estava um homem deitado que contou a Jesus que estava ali há muito tempo, sem que ninguém o ajudasse, estando doente há 38 anos. Segundo ele, sem ajuda para chegar ao tanque, outro enfermo sempre entrava antes dele. O texto de João narra que neste momento Jesus disse ao homem para levantar-se, pegar o leito e andar, e logo o homem ficou curado.
              Escolhi trazer esta passagem, pois independente do credo, me parece que muitos amigos leitores já disseram, pelo menos em pensamento “Levante-se e ande”, para pessoas próximas que parecem atribuir a fatores externos e aos outros, as dificuldades que os impedem de seguir a vida, de trabalhar, estudar, prosperar, ser feliz. Nestes casos, curado significaria a disposição para trabalhar, estudar, assumir responsabilidades e melhorar de vida.
                O excesso de atenção às especulações das diversas mídias, assim como dar mais atenção e colocar mais energia em reclamações contra os governos, os tributos, as regras, do que para promover os produtos do seu trabalho, é como o enfermo preso à cama há anos, que precisou de uma ordem para levantar e andar. Aqueles que passam reclamando do trabalho, da empresa, do chefe, dos colegas, também precisam levantar, tomar uma atitude para mudar de trabalho, ou os seus resultados, da mesma forma como aqueles que se lamentam há tempos de seus relacionamentos.
                Aqueles que têm um empreendimento com potencial, mas considerando que o mercado está estagnado, e/ou que não recebe os incentivos que gostaria do município, tratam o negócio com desleixo, não atendem como deveriam, deixam faltar estoque, não fazem manutenção na fachada, nem renovam as vitrines, precisariam que alguém lhes ordenasse: levantem-se, peguem tuas camas e andem! Assim também, aqueles que não estudam, não buscam qualificação, mas reclamam de falta de oportunidade de trabalho mais qualificado, mesmo com farto volume de vagas em aberto para profissionais qualificados, precisam ouvir a ordem “Levante-se, pegue sua cama e ande.”
                Em todas estas e muitas outras situações em que temos vontade de orientar ou até ordenar a levantar, pegar sua cama e andar, a “cama” pode ser aquela desculpa, a bengala, o apoio que algumas pessoas entendem ser os seus limites, restringindo suas ações e opções, privando-se de muitas possibilidades. Levantar, pegar sua cama e andar é dizer para lagar o que o prende, a ideia fixa da sua limitação, a culpa nos outros, as reclamações, e tomar a sua vida para si, fazendo o seu próprio destino.
                Levantar, pegar sua cama e andar é a ordem necessária para os muitos que estão parados a espera de soluções para suas vidas, para que tenham atitudes que possam deixá-los mais próximos de onde desejam. “Tropeçar faz parte do andar, se levantar e continuar faz parte do se superar”, diz Henrique Santana, enquanto que Stefan Schweitzer diz “A escolha dos caminhos é sempre sua. As quedas também.”
            Não é tempo de parar, mas de levantar e andar. Assim, ao incentivar as pessoas próximas que se levantem, peguem (recolham) suas desculpas, reclamações, medos, preguiça, e orientar para que andem, estamos ajudando-os ao ver suas vidas e o mundo de forma diferente, com menos restrições, com desafios diferentes, e muitas possibilidades que as fará ver uma vida nova.
                Um abraço e até a próxima! 

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2020

Felicidade X produtividade X tecnologia


       Os produtos da tecnologia da informação estão cada vez mais presentes no cotidiano de cada vez mais pessoas, independente da idade. Sempre me impressiono ao saber do número de pessoas viciadas nisso ou naquilo, assim como na variedade de atividades com potencial para viciar muita gente.
Entender o vício na tecnologia da informação tem estimulado pesquisadores pelo mundo e uma delas é a jornalista espanhola Marta Peirano, que pesquisa o tema desde os anos 90 e recentemente publicou o livro “O inimigo conhece o sistema”. A autora descreve o cotidiano digital como um sequestro rotineiro de nossos cérebros, energia, horas de sono e até a possibilidade de amar.
A jornalista chama de “economia da atenção” o esforço das empresas de aplicativos por manter as pessoas conectadas por mais tempo, que se estimulam pela busca por um usuário novo, uma notícia nova, um novo recurso, alguém que fez algo diferente, que enviou uma foto, um vídeo, rotularam algo, ou alguém. Ficamos muito inquietos ao saber que tem 5 mensagens não lidas, 20 curtidas, 3 comentários, 8 compartilhamentos e ainda não fomos conferir. “As pessoas que você segue seguem esta conta, estão falando sobre este tópico, lendo este livro, assistindo a este vídeo, usando este boné, comendo esta tigela de iogurte com mirtilos, bebendo este drinque, cantando esta música..." estão determinando nossas escolhas, reduzindo nossas opções ao que os algoritmos identificaram que é a tendência para o segmento que nos enquadramos.
"O preço de qualquer coisa é a quantidade de vida que você oferece em troca", escreve a jornalista que mais adiante fala no condicionamento de intervalo variável, no qual você não sabe o que vai acontecer. “A cada ação nas redes sociais, postando, curtindo ou compartilhando você não sabe se receberá uma recompensa, uma punição ou nada, você fica viciado mais rapidamente. A lógica deste mecanismo faz com que você continue tentando, para entender o padrão. E quanto menos padrão houver, mais seu cérebro ficará preso e continuará, gera um vício especial, porque trata-se do que a sua comunidade diz, se o aceita, se o valoriza.” Lembrando que isso ocorre pelo esforço que cada um de nós faz para ser aceito e entrar nos grupos.
Ao circular por um ambiente com presença de crianças parece que uma criança sem tela fica entediada, quando na verdade, uma criança fica entediada e consequentemente irritada por falta de interação. “O vício é o mesmo, mas cada um o administra de maneira diferente, em geral dizendo que não é um vício, pois estamos nos atualizando e ficando mais produtivos. “Você não é viciado em notícias, é viciado em Twitter, ou viciado em seus amigos ou nos seus filhos cujas fotos são postadas, você é viciado em Instagram. O vício é gerado pelo aplicativo e, quando você o entende, começa a vê-lo de maneira diferente.” escreve Peirano.
As leis de proteção de dados mostram que estamos obcecados com nossos dados pessoais, fotos, mensagens, porém, o que interessa aos desenvolvedores e aos clientes deles é o valor estatístico que o seu (e o meu) comportamento gera, mostrando as empresas e governos o que tendemos a aceitar, gostar, rejeitar, compartilhar, e a partir daí vão direcionando informações, anúncios, notícias, dicas, para todos os seus perfis. Os dados estatísticos das suas atividades são vendidos primeiro para os anunciantes, depois para criar as previsões, lembrando que muito se fala na internet de “mercado de futuros.”
O problema mesmo não é o celular, não é a internet, pois todas estas tecnologias das quais dependemos são ferramentas para facilitar a vida contemporânea. O que Marta Peirano e outros estudiosos têm defendido é que elas não precisam da vigilância para funcionar, nem precisam monitorar nossa vida para prestar um serviço.
Finalizando, precisamos utilizar a internet, o celular, o computador para facilitar a vida, melhorar a produtividade, mas redobrar a atenção para o fato de que estamos ficando menos felizes e menos produtivos por estarmos viciados na tecnologia da informação.
          Um abraço e até a próxima! 

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020

Verdades sejam ditas


      “Verdade seja dita” é uma expressão popular e bastante utilizada, mas neste período da chamada pós verdade, onde os discursos, os textos, as afirmações mesclam verdades parciais e mentiras que convém, onde as fake news, atrapalham e atrasam a vida de quase todos, mais do que nunca, precisamos que as verdades sejam ditas, e mostradas de diferentes formas.
Embora possam ter milhões de seguidores e aumentando, os influencers que não estudaram, que não leem, parecem viver num mundo a parte, também parecem não se importar em propagar ideias que não condizem com a realidade, nem com a ciência, defendendo “fakes’ de todo o tipo, incluindo aquelas com consequências para a saúde física, mental e financeira das pessoas e das organizações. Quem se beneficia destas ações possivelmente são aqueles patrocinadores que ficam nos bastidores e não aparecem para não vincular sua imagem as ideias falsas e distorcidas. Verdade seja dita: para escrever, apresentar ideias é preciso estudar o assunto, ler mais, entender as consequências tendo responsabilidade sobre o que vai propor,  assim como para ensinar, é preciso aprender continuamente!
      O mundo não é dos espertos, escreveu Chico Xavier, é das pessoas honestas e verdadeiras, verdade seja dita, pois esta esperteza sem-vergonha, mais cedo ou mais tarde vira vergonha. Por outro lado, tempo faz a honestidade se transformar em exemplo. A malandragem, a esperteza corrompe os valores, a vida, a honestidade, a verdade enobrece a alma. Edgar Abbenhusen, escritor popular nas mídias sociais complementa, dizendo que o mundo é de quem pensa no quanto cada uma das suas ações e decisões podem auxiliar ou prejudicar alguém. Verdade seja dita, o mundo é de quem respeita os outros, não fura a fila, não tenta levar vantagem em tudo o que pode...  E de quem, antes de ser verdadeiro com os outros, é verdadeiro consigo mesmo.
    Verdade seja dita, os exemplos positivos, as pessoas que admiramos e reverenciamos mesmo muito tempo depois de sua morte é lembrado pelo seu legado e empresta nome as ruas, prédios, praças, parques, bibliotecas, e outros, além de serem fontes de inspirações e grandes ideias, nos mostrando que o mundo é das pessoas verdadeiras, honestas, capazes de ter empatia, entender e colocar-se no lugar dos outros!
       Se o mundo fosse dos espertos, não teria tanta gente retrocedendo... Nunca soube que malandragem desse futuro, nunca vi a pressa trazer perfeição e excelência, assim como nunca soube de trapaceiros que ficassem felizes por muito tempo. Então não inveje a esperteza dos tolos, que quase sempre leva a lugar algum. A terra que habitamos é dos sábios, inteligentes e corajosos. Sobrevive quem tem fé, quem arrisca, quem está disposto a aprender até com quem parece não ter nada pra oferecer... Que a vida nos ensine e que Deus nos surpreenda (Cecília Sfalsin)
     Verdade seja dita, o mundo é de quem consegue equilibrar os desafios, as necessidades e os desejos. O mundo me parece ser dos sábios, dos persistentes, dos responsáveis, das pessoas de fé.
     Abbenhusen termina uma de suas postagens dizendo que ouvimos: “ah, mas vejo muitos espertos se dando bem por aí” e ele responde: “e é exatamente por isso que o mundo sempre dá voltas completas e justas...”
     Verdade seja dita, aqueles que têm opiniões, frases, postagens, textos, vídeos verdadeiros,  honestos, baseados em fatos, números, estudos, ciência, não tem muito seguidores, nem chamam tanto a atenção, nem tem muitos patrocinadores, a moda é chamá-los de chatos, mas são cercados de gente verdadeira, honesta, sábia, de valor e que tem muito futuro. 
     Um abraço e até a próxima! 


quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

Escolhas da vida


         Para escrever, é preciso ler e bastante. Deveria ser assim para falar também e se fosse, talvez ouviríamos ideias e posicionamentos melhores. Palavras e ideias lidas melhoram a mente e também alimentam a alma.
         Deepak Chopra autor de muitos livros e artigos conhecido mundialmente, em parte de sua obra fala das leis espirituais do sucesso, onde uma delas é a “Lei do Distanciamento”. Para usar esta lei em nosso favor quando estamos em busca de soluções para os problemas que surgem, precisamos desapegar do profundo envolvimento com o problema. Quando ficamos muitíssimo envolvidos com um problema, temos uma compulsão pela solução que pode sair forçada, podendo não ser a melhor solução. Quando nos distanciamos, os problemas parecem diminuir de tamanho e as soluções parecem mais simples.
        Chopra diz que “Todo o problema representa uma semente de oportunidade para algum benefício maior. A partir do momento em que atingir essa percepção, uma série completa de possibilidades se abrirá, fato que manterá vivos o encantamento e a excitação.” É preciso abandonar o apego pelo que se conhece, pois busca-se soluções dentre o que já se conhece e que é sabidamente muito restrito, enquanto o que não conhecemos pode ter infinitas possibilidades.
      Os problemas abrem muitas possibilidades de reorganização, reestruturação a partir de uma situação nova. Uma boa solução pode abrir muitos horizontes até então ignorados. É sabido que quando se esta predisposto/a e preparado/a para as soluções, ao aprendizado, as boas coisas, vemos melhor as oportunidades. Esta situação, onde a oportunidade se encontra com a preparação/predisposição, que inclusive alguns chamam equivocadamente de sorte, é uma receita de sucesso!
      Deus nos permite decidir por tudo o que quisermos na vida e nos dá muitos talentos. Todavia, muitas pessoas infelizmente não pensam assim e acumulam reclamações sobre quase tudo que os rodeia. São pessoas que normalmente não conseguiram definir ainda o seu propósito de vida e isso as faz sofrer, assim como faz sofrer quem está ao redor. É comum ver gente admirada, ou até fantasiando sobre como determinada pessoa conseguiu isso ou aquilo. A primeira lição a ser aprendida é que quando alguém tem um propósito de vida claro e se prepara para este propósito, este alguém está alinhando as suas escolhas, as suas atitudes e a sua visão, ao propósito de vida, parecendo aos olhos dos outros mais fácil o caminho para chegar ao sucesso pessoal e profissional.
        É muito difícil alguém ser bem sucedido sem ter tido antes uma visão de futuro da sua vida alinhando as suas escolhas, preparação e atitudes para aquele foco. É preciso se conhecer muito bem, para estabelecer um propósito de vida e uma visão de futuro. Reconhecer e reforçar os seus talentos exclusivos tornando-se cada vez mais diferenciado nos meios em que você pretende seguir, é outra necessidade. Além disso, é preciso definir bem o que você pode fazer pelo outros. Perguntando “como eu posso servir”, “de que maneira eu posso auxiliar?” você verá muitas possibilidades de auxiliar os outros com o seu talento e a si mesmo, enquanto valor social, espiritual e consciência.
      É preciso lembrar sempre que a gratidão é poderosa em nossa vida e nos que estão ao nosso redor. Auxiliar verdadeiramente a quem precisa, também é uma forma de ser grato a Deus, a sua família e a sociedade, pela vida que temos.
         Um abraço e até a próxima! 


As pessoas do lugar é que fazem a diferença


          
       Quem me acompanha nas redes sociais sabe que passei alguns dias pelo interior dos municípios de Flores da Cunha, Pinto Bandeira, Bento Gonçalves e Alto Feliz vendo in loco o que pessoas de muito bom gosto, mas especialmente trabalhadores de pequenas propriedades, famílias empreendedoras no meio rural fazem tanto na sede destes pequenos municípios, quanto em suas localidades como Otávio Rocha, São Gotardo, Alfredo Chaves, Linha Jansen, Linha Jacinto Sul, Via Trento, Nova Alemanha, dentre outros.
       Porque fui nestes locais? - Pela indicação de muitos amigos e conhecidos, também por encontrar indicações positivas e boas avaliações dos produtos e negócios destes lugares, e ainda, porque como sabem, sou um admirador (e curioso) das iniciativas de desenvolvimento local e regional.
Um terreno extremamente acidentado, variando rapidamente entre 150 e 800 metros de altitude em relação ao nível do mar, solo rochoso e temperaturas que variam 20 graus num mesmo dia, nas 4 estações bem definidas, são algumas das características em comum destes municípios e localidades. É intrigante saber que os primeiros colonos foram atraídos para e ficaram neste locais, que por estas características, foram considerados inóspitos por expedições francesas e outras que séculos antes haviam passaram por lá.
Uma parte deste interior eu já conhecia, porém, a maior parte dos caminhos percorridos e locais visitados foi novidade e quanto mais adentrávamos ao interior, em meio a subidas e descidas de morros, mais ficávamos admirados com a quantidade de empresas produtoras de vinhos, sucos, bebidas destiladas, doces de frutas, embutidos de carne, queijos, móveis, máquinas e ferramentas industriais.
Especialmente Flores da Cunha, com quase que a totalidade das vias de acesso às mais distantes localidades, asfaltadas, com excelente acabamento, sinalização, sem buracos ou desníveis, garantindo segurança, conforto, orientação e assim atraindo e mantendo compradores, clientes, turistas, visitantes, consultores, vendedores, fornecedores de insumos, e especialmente, motivando os trabalhadores e empreendedores a permanecerem na localidade. É a descentralização do desenvolvimento econômico na prática, distribuindo melhor o transito, a geração de tributos, de resíduos e ruídos, ocupação da mão de obra, dentre outros.
Conheci somente por leitura, e ainda assim, poucos lugares em que as indústrias estão distribuídas quase que equitativamente ao longo do território, nas mais diversas localidades, como nestes municípios. Entre uma empresa e outra, entre a sede de uma localidade e outra, as propriedades rurais, tanto a área residencial, quando os espaços de cultivo, principalmente videiras, milho, pomares de frutas com destaque para o pêssego, chamam a atenção pela organização, cuidado, limpeza, gramados amplos e bem aparados, jardins floridos e bem cuidados, assim como os acessos, as casas, os silos, armazéns e abrigos para as máquinas.
O que tem aqueles lugares de diferente de tantos outros que convivemos, conhecemos e que gostaríamos que fossem assim? É uma pergunta que me faço há tempos, e é o que me motiva a visitar e revisitar, ler, estudar, tanto a história dos lugares, quanto as pesquisas realizadas a respeito do seu desenvolvimento. Até o momento, as respostas que tenho encontrado é de que são as pessoas que moram nestes locais que fazem tamanha diferença. Claro que as administrações municipais fizeram chegar o asfalto e a energia de excelente qualidade aos locais mais distantes das sedes, mas quem empreendeu, construindo fábricas, lojas e locais para visitação e compras, nos pés ou nos altos dos morros, agregando valor a produção de frutas da propriedade, e também a outros produtos a base de madeira, aço, fios, assim como cuida impecavelmente das lavouras, casas, instalações para animais e máquinas, estando ou não a primeira vista da estrada, foram as pessoas que moram lá e seus antepassados. Um conjunto que é fruto de um legado de amor pelo lugar e satisfação com o que fazem, plenamente demonstrado na capacidade de cuidar do que conquistaram, acolher muito bem a quem chega e buscar o melhor a cada dia.
Todo e qualquer lugar pode ser muito melhor, e só depende de mora lá!    
             Um grande abraço e até a próxima!

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...