quinta-feira, 3 de abril de 2014

Saber e não fazer ainda é não saber

O título é a tradução do pensamento de Lao Tsé, pensador oriental da antiguidade. Soube de muitos leitores que seguiram comentando a reflexão da semana passada sobre a importância da disciplina e da persistência, para as nossas conquistas. Acrescento aquela reflexão, que é fácil constatar que encontramos mais pessoas que sabem a importância da disciplina e da persistência e não conseguem aplicá-las, do que gente que não aplica por que não sabe de tal importância em suas vidas.
Com o volume de informações nos meios de comunicação de massa, na internet, acesso a livros, acesso a cursos diversos e à educação profissional e superior, cada vez mais pessoas tem mais acesso ao saber. Todavia, muito do que se aprende ainda não se transforma em ações e nestes casos, o pensamento de Lao Tsé é muito propício, pois quando ainda não conseguimos fazer o que sabemos, é porque ainda não aprendemos o que seria necessário para fazer.
Pense em como é frequente ouvir pessoas dizerem que já sabiam disso, ou daquilo, ao passo que você sabe que aquela pessoa não consegue aplicar o que sabe, e o que diz. Nestes casos, a credibilidade do que é dito, ou escrito, cai consideravelmente, não é mesmo?
As vezes falta saber mais, saber de outra forma, mas muitas outras vezes falta a atitude para tomar a decisão, para fazer a escolha que levará para um caminho melhor, assim como, para muitos, falta a disciplina e a persistência para que a decisão tomada comece a gerar os resultados esperados. Em geral somos muito imediatistas com a nossa vida e com os outros.    
Um número muito grande de profissionais, empresários, ou artistas, esportitas, cantores famosos, tem em comum o fato de terem comentado seu “repentino” sucesso, ou sua carreira “meteórica”. Na maioria das vezes um comentário que ignora o fato da pessoa estar há muitos anos se dedicando, se preparando, tendo muito esforço, abrindo mão de tantas cosias, para agora finalmente colher os resultados. Não há nada de repentino e meteórico nisso, e mais, estas situações deixam sempre mais evidente que é a persistência, a dedicação e as atitudes que permitem os resultados mais duradouros.   
Em muitas áreas da vida de cada um de nós, seja no âmbito emocional, pessoal, profissional ou empresarial, os investimentos que dão mais retorno são aqueles de longo prazo. Todavia para escolher por estes, precisamos deixar o imediatismo de lado, ter um bom planejamento e investir em disciplina e persistência. Os relacionamentos com melhores e mais duradouros resultados são os de longo prazo, nos quais precisamos de persistência para superar as dificuldades que surgirem ao longo do tempo, disciplina e foco para não nos perdermos nas muitas outras oportunidades que surgem e que ao fazer a escolha errada podem por a perder o que já foi conquistado, ou nos tirar do objetivo que talvez falte pouco para ser alcançado.
Convido aos leitores para fazerem esta reflexão sobre a sua vida pessoal e também sobre seus negócios. É com os produtos “vaca-leiteira” que se tem os melhores resultados com o passar do tempo, e não com os produtos “estrela”. São os clientes mais fiéis, que ao longo dos anos se mostram os mais lucrativos. São os fornecedores mais regulares e mais persistentes, os mais confiáveis e com os quais se pode contar em todos os momentos. É preciso atitude, disciplina e persistência para as decisões que nos proporcionarão os melhores resultados.
Mais sabedoria para todos nós, um abraço e até a próxima!

quarta-feira, 26 de março de 2014

A vida premia a disciplina e a persistência

Sabemos que muitos de nossos projetos não se concretizam por absoluta falta de disciplina, não é mesmo? Carlos Hildorf, escritor e palestrante afirma que “a disciplina é uma conquista que necessita da aquisição de novos hábitos e do abandono de antigos”. São necessárias milhares de horas de dedicação para ser um bom músico, um bom professor, um bom profissional. Milhares de horas disciplinadas de estudos, ensaio, observações, investimentos, pois para quem falta disciplina, falta tempo para o que ele deseja e então, o tempo apenas passa e não é aproveitado.
Quantas vezes ouvimos pessoas que ao admirarem os talentos das outras equivocadamente comentam “que sorte”, “que dom”, dentre outros comentários, que ignorando o quanto aquele empresário, executivo, profissional, aquele artista, esportista treinou, ensaiou, lutou, estudou, investiu, trabalhou, dedicou-se, perdeu diversões, horas de sono, descanso para chegar no ponto em que está em evidencia. Quem ignora a disciplina necessária para alcançar os objetivos não consegue entender como este ou aquele chegaram lá, deixando de considerar o tempo investido, seu esforço e energia. Os que não entendem ou desconsideram a disciplina como fundamental para o alcance dos objetivos costuma expressar a admiração do talento do outro  afrimando que a pessoa nasceu com aquile dom, ou tem  sorte, ou é um privilegiado por algum grupo ou alguém. Muitas vezes alguém muito disciplinado vai se deparar com barreiras, como a preferência por alguém com menos talento mas com melhores relacionamentos, por exemplo. Para estas e tantas outras barreiras é preciso persistência.  
Ao ter disciplina você se permite evoluir em suas competências, vencer barreiras e dificuldades aparentemente intransponíveis, inclusive compreendendo o valor das pequenas atitudes mantidas ao longo do tempo, que ampliam as habilidades e conhecimentos. Segundo o autor citado, é a disciplina que nos faz vencer a nos mesmos, nossas dificuldades físicas mentais e espirituais. A vida premia todo o esforço disciplinado.A disciplina nos permite:
- evoluir em todas nossas competências,
- vencer barreiras e dificuldades aparentemente intransponíveis,
- compreender o valor das pequenas atitudes mantidas ao longo do tempo,

Se muitos não conseguem sequer iniciar seus projetos por falta de disciplina, somente os persistentes concluem os projetos iniciados. Persistência é a capacidade que precisa ser desenvolvida para manter o esforço até que a vitória seja alcançada. Hilsdorf diz que persistir é “insistir” naquilo que vale a pena, lembrando que é diferente da teimosia, que é “insistir” naquilo que não vale a pena, pois os teimosos andam em círculo, enquanto os persistentes traçam um objetivo e caminham com garra e determinação para a sua realização.
Acredito que a medida em que a pessoa adquire persistência, vai deixando de ser imediatista e vai aprendendo que as grandes realizações custam tempo e esforço. Ao entender isso, a pessoa que aprende a ser persistente dedicará o máximo de seu tempo e os melhores esforços, de maneira contínua, até alcançar seus objetivos. A pessoa vai se dando conta de que as maiores dificuldades e os maiores obstáculos vão cedendo diante de quem tem persistência. É sabedoria milenar e popular, que a água perfura a rocha pela sua persistência e não por sua força. Uma pessoa persistente é alguém que adquiriu a capacidade de seguir em frente, enquanto os outros vão desistindo.

Disciplina e persistência na busca dos seus objetivos, amigos leitores! Um abraço e até a próxima!ra e determinação rumo a sua realização.

O persistente não é imediatista, ele sabe que as grandes realizações custam tempo e esforço; por isso, dedicará o máximo de seu tempo e seus melhores esforços, de maneira contínua, até alcançar a vitória. As maiores dificuldades e os maiores obstáculos cedem diante da persistência.

Lembre que a água perfura a rocha não por causa de sua força, mas de sua persistência! Persistência é a capacidade de continuar onde os outros desistem!
determinação rumo a sua realização.

quarta-feira, 19 de março de 2014

Não conheço muitos pessimistas bem sucedidos

Para quem não tem o hábito de ler e acompanhar diferentes análises de tendências do seu setor de atividade, a dificuldade em saber quais perspectivas seguir para os próximos anos aumenta em muito. Nas conversas com amigos, ao ouvir outros empresários e lideranças diversas, ao assistir palestras, programas especializados, percebemos que as diferenças de percepção sobre o que deve ocorrer nos próximos anos são tão diversas quanto os setores de atividade que podem ou não sofrer mudanças nos próximos anos.
Na economia de mercado que vivemos, sempre que alguns negócios entram em estagnação, outros entram em ascensão. É regra que toda a ameaça, gera algumas  oportunidades e vice-versa. Portanto, amigo leitor, a perspectiva de declínio de um setor, ou mesmo de alguém do seu setor de atividade, pode ser uma oportunidade que você e sua empresa podem aproveitar para expandir os negócios e consolidar-se em um novo patamar. Com um bom planejamento, as organizações aproveitam as expectativas de crises dos outros para crescerem. Poderíamos citar uma lista muito grande de empresas invejadas hoje, que se desenvolveram justamente quando outras pararam, ou pior, se encolheram diante de uma leitura equivocada ou pessimista sobre o futuro. Um dos grupos que aprendeu a desenvolver-se independente da mudança do ambiente, é a AMBEV, cujos empreendedores estão entre os homens mais ricos do mundo e alvo de entrevistas e palestras, onde relatam sobre o modelo de gestão que os empresários brasileiros bem sucedidos criaram, mesmo em meio a crises internas e externas.
O modelo de gestão baseado em boas análises de cenários, organização, planejamento, valorizando bons talentos executivos, tem oportunizado ao grupo de empresários brasileiros liderado por Jorge Paulo Lemman, parcerias, joint ventures, fusões, aquisições, associações, altamente lucrativas. A forma de pensar, agir e gerir deste grupo é o principal motivo do crescimento forte e contínuo das empresas onde tem influência, independente das turbulências e da boataria positiva ou negativa do mercado. Lemman é o brasileiro mais bem colocado no ranking dos maiores bilionários do mundo, publicado anualmente pela revista FORBES, ocupando o 34º lugar. Para ilustrar os resultados financeiros que este grupo vem obtendo, além de Lemman, dois de seus principais sócios brasileiros, Marcel Hermman Telles e Carlos Alberto Sicupira, também estão nas primeiras posições do ranking dos mais ricos do mundo, ocupando respectivamente a 119ª e 146ª posições.
Assim, sugiro aos amigos leitores uma análise própria da sua área geográfica de ação e do seu setor de atividade, antes de se impressionar negativa, ou positivamente com os comentários ou análises conjunturais do país ou do mundo que pipocam por aí. Eu particularmente tenho preferido ver oportunidades em todos os cenários que vão surgindo e acompanho o pensamento de Lemman quando afirma “Prefiro ser otimista, não conheço muitos pessimistas bem sucedidos.”
Para conferir este entendimento, sugiro um rápido exercício, fazendo uma análise da sua rede de contatos e procurando verificar entre aqueles cujos negócios estão com forte desenvolvimento, quantos dos empreendedores e executivos estão otimistas e quantos estão pessimistas quanto aos seus negócios em particular. A partir daí você já pode ter alguns indicativos sobre qual a melhor atitude na gestão da sua vida e dos seus negócios.    


Boas perspectivas para você, um abraço e até a próxima!    

quinta-feira, 6 de março de 2014

INSS não incide sobre 1/3 das férias, auxílio-doença e aviso prévio indenizado


A iniciativa privada brasileira obteve na semana passada uma importante vitória, após mais de um ano de discussões no Superior Tribunal de Justiça (STJ), que finalizou o julgamento que discutia a incidência de contribuição previdenciária sobre cinco verbas trabalhistas. Por cinco votos a um, os ministros da 1ª Seção decidiram na quarta-feira, 26/2, que não devem ser tributados o auxílio-doença, o aviso prévio indenizado e o terço constitucional de férias. Entram no cálculo, entretanto, os salários maternidade e paternidade.
O caso analisado para “padronizar” a decisão dos tribunais envolve a Hidrojet Equipamentos Hidráulicos, que foi julgado sob o rito dos recursos repetitivos, o que significa que as instâncias inferiores deverão aplicar o entendimento do STJ. Ao longo do processo a União fez diferentes tentativas de mudar a decisão, mas com a decisão final, os efeitos já podem ser colhidos de forma definitiva pelas empresas, sem a necessidade de recorrer a tribunais superiores, pois além de ser confirmado que estes tributos não são devidos, é possível recuperar os créditos das contribuições já realizadas nos últimos anos.
Com muito orgulho, a Hidrojet é uma das muitas clientes de nosso grupo de consultores, e é atendida pelos colegas e parceiros Marino Fernandes Viegas e Marcelo Verdum Viegas, consultores e auditores da Viegas Auditores e Consultores. O caso desta cliente que gerou a decisão a ser seguida para todo o país discute cerca de R$ 1 milhão no processo, pois a empresa pagou nos últimos anos, a contribuição previdenciária sobre as verbas discutidas e agora poderá compensar o valor recolhido indevidamente. A Viegas Auditores e Consultores já atua em vários outros casos semelhantes ao da Hidrojet, com valores que beiram os R$ 10 milhões. "A decisão sobre o terço de férias vai repercutir em todas os pagamentos que uma empresa fizer no ano. Quanto maior o número de empregados, maior o impacto", afirma o consultor e auditor Marcelo Verdum Viegas.
A decisão proferida quarta-feira, poderá impactar ainda em uma outra ação que tramita no STF, onde discute-se a incidência de contribuição previdenciária sobre salário-maternidade e férias.
Com o verdadeiro emaranhado de normativas da legislação tributária brasileira, podemos considerar que o judiciário garantiu neste caso, a correção de um abuso que vinha ocorrendo no cálculo do INSS incidente sobre as verbas trabalhistas, desonerando um pouco a folha de pagamento, um dos fatores que mais pesa na dificuldade para expandir os negócios que envolvem volume de mão de obra e para todos os negócios que disputam mercado com empresas estrangeiras.
Para os amigos leitores que queriam saber mais como obter os benefícios desta decisão, recomendamos consultas aos seus consultores, auditores, contadores e advogados, bem como estão à disposição as equipes da Viegas Auditores e Consultores ((51) 3331-9178) e Referenda Consultoria ((55) 3312-9509). A Viegas Auditores e Consultores está fazendo 35 anos de atuação na área tributária, neste mês de março de 2014, possuindo escritórios em que possui escritórios em Porto Alegre, Florianópolis, Caxias do Sul e Santo Ângelo e a Referenda Consultoria completou 19 anos de atuação em janeiro de 2014, possuindo escritórios em Santo Ângelo e Porto Alegre.
 

Que possamos todos exercer nossos direitos para servimos com mais sustentabilidade e qualidade nossos clientes, deixo o meu abraço e até a próxima semana!    

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Inovação para a conveniência

Há uma máxima recorrente em nosso meio, mas apesar de conhecida, ainda vemos muitas organizações fracassarem olhando para os motivos errados. “Quando o ritmo das mudanças fora da sua organização é mais rápido do que dentro dela, você será engolido”. E é uma questão de tempo para uma organização que não consegue acompanhar o ritmo do seu setor, entrar em decadência.
É relativamente comum ver também em alguns meios, gestores comemorando quando a organização superou resultados do ano anterior, esquecendo de verificar como foi o ritmo de crescimento e de inovação dos concorrentes. Se a organização cresceu e evoluiu menos que os concorrentes, na verdade, não deveria se comemorar, pois se perdeu preferência do mercado, encolhendo, ficando para trás na posição relativa. De qualquer forma, é preciso cada vez mais inovar na forma de pensar, na forma de fazer e de gerir.
Tanto a colaboração, como a competição tem um papel importante no processo de inovação. Por este motivo, o gestor precisa ao mesmo tempo promover algum nível de competição na busca pela inovação, principalmente na fase inicial, como gerar colaboração para que as soluções encontradas se complementem em benefício da organização e por consequência, dos clientes atendidos. Apesar da ideia ser antiga, ainda é pouco explorada, pois Alexander Graham Bell afirmava que “As grandes descobertas e melhorias invariavelmente envolvem a cooperação de muitas mentes. Posso receber os méritos por ter aberto o caminho, mas quando olho os desenvolvimentos subsequentes, sinto que o crédito devia ser dado aos outros, não a mim.”
A diversidade de pensamentos, contando com pessoas de talentos e posicionamentos diferentes é que faz uma organização inteligente, inovadora e principalmente preparada para imprevistos e ameaças que um grupo de especialistas em somente uma área teriam maior dificuldade para perceber a aproximação. Desde que todos tenham o foco no cliente, é preciso envolver profissionais com talentos diferentes para encontrar as melhores soluções.
Os clientes devem estar no centro da estratégia de inovação, mas é preciso compreender realmente os desejos e necessidades das pessoas. A maioria das organizações não consegue entender exatamente o que o cliente busca e por isso não consegue fidelizá-lo. É preciso entender principalmente aquilo que o cliente não expressa, utilizando diferentes mecanismos de observação, pesquisas e métricas, com indicadores estatísticos para apoiar as decisões. Muitos clientes não sabem o que não sabem e por isso são necessárias análises mais complexas do que a opinião deste ou daquele, ou rápidas enquetes.
É preciso que nossa empresa seja a solução para o problema que o cliente tem, ou tinha e muitas vezes nem se dava conta. Outro dia numa entrevista me perguntaram: “Na sua opinião, qual o negócio do futuro?” Respondi sem pestanejar: “Os negócios do futuro serão aqueles que mais facilitarem a vida das pessoas.” E não tenham dúvidas, amigos leitores, as organizações que oferecerem mais conveniência, ou seja, facilidade de acesso, facilidade de pagamento, facilidade de funcionamento e entendimento, rapidez, conforto e outros, será preferida sempre, em relação a quem não oferece estas, ou algumas destas condições.
Todo o profissional da área de confecções já entendeu que o tamanho único não serve para todos e assim fica cada vez mais claro que os produtos ofertados no mercado precisam atender as necessidades específicas dos clientes. As pessoas querem soluções únicas, pelo menos que pareçam únicas, para que elas se sintam tratadas como únicas, especiais e tendo as suas necessidades tratadas com a atenção que elas entendem que merecem. Para fazer isso cada vez melhor, a organização necessita de inovação em todos os setores e principalmente vindas de várias pessoas que possam interagir e gerar soluções que facilitem a vida de cada um dos seus clientes, ou clientes pretendidos.
Que você possa ser mais inovador, um abraço e até a próxima!    

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Vida profissional é meio ou é fim?

                “Apenas o otimismo honra o ser humano. O pessimismo aproxima-se muitas vezes da inação, da imobilidade, e nossa história é a negação do pessimismo.” Mário Sérgio Cortella
Numa entrevista para a HSM Management, o admirado pensador Mário Sérgio Cortella, provoca os leitores com questões existenciais e filosóficas como “ter” e “ser”, que geram angústias e afligem muitos executivos, incluindo situações como a demissão e a aposentadoria. Outro estudioso, Jean Bartoli relembra que o fato de que atualmente a inserção social se dá por meio da vida profissional. A questão que se põe é que cabe a cada um de nós olhar a profissão como um meio ou um fim.
                Para muitas pessoas a vida familiar é que é fundamental, enquanto a vida profissional serve de sustento da família e do indivíduo, o que não é impeditivo para ser um profissional honrado, digno e eficiente, não mudando nada em termos de desempenho.
Os estudiosos acreditam que a angústia que aflige os executivos no momento de um desligamento está associada ao sentimento de pertencimento a um grupo cada vez mais forte na sociedade, especialmente, na ocidental. O desligamento de uma organização seja por demissão, transferência ou aposentadoria obrigam a pessoa a retornar para a sua estrutura individual, o que principalmente para aqueles que priorizam a vida profissional é mais difícil. A pessoa sente que perde, por exemplo, um sobrenome corporativo, que na maioria das vezes, dá uma identidade mais ampla.
                A recomendação é para superarmos pelo menos três desafios:
1-      Excesso de informações e escassez de tempo – é preciso discernimento para a escolha das atividades prioritárias e eliminar as tarefas desnecessárias. Para isso é preciso disciplina, foco e concentração;
2-      Pessimismo sobre a situação econômica – visões otimistas ou pessimistas podem alimentar círculos virtuosos ou viciosos na economia das organizações. O otimismo por sua vez não pode ser ingênuo, portanto, precisamos de um otimismo crítico, para sermos realmente construtivos;
3-      Ética e valores – se a grande questão da economia é como vamos sobreviver, a grande questão da ética é como vamos conviver e as duas são fundamentais para responder como vamos viver. Os princípios éticos não são imutáveis, pois precisam ser postos dentro dos devidos contextos. A ética é sempre de uma comunidade, de um coletivo e  de um tempo, conforme defendem estudiosos como Cortella.
O combate ao utilitarismo e o produtivismo da sociedade ocidental é feito por vários grupos, referindo-se aos momentos de trabalho e também de lazer. A visão mais hedonista da vida vai ganhando espaço neste combate. Para o grupo que prefere aproveitar a vida sem compromissos coletivos, tendo apenas o compromisso consigo mesmo e com o próprio prazer, o que pode-se entender como hedonismo maléfico, possivelmente haverá mais dificuldades de convívio social, na contemporaneidade.
Já para o hedonismo mais positivo, que recusa o trabalho como um fim em si mesmo, o que vale é o que é essencial para a vida, como a amorosidade, afetividade, sexualidade e religiosidade. Produtividade, rentabilidade, lucratividade e a ideia de competitividade são fundamentais, mas não essenciais nesta linha de pensamento. O fundamental é aquilo que ajuda a chegar no essencial.


Com este breve reflexão, espero que você possa ser e ter para alcançar o essencial! Até a próxima!    

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Mudando em 1 minuto

                Costumo dizer que um dos recursos mais escassos que temos é o tempo e é fácil observar que muita gente não faz o melhor uso deste precioso recurso que todos nós temos. Temos o mesmo volume de tempo disponível, pois todos temos 24h por dia, 7 dias por semana..., mas alguns parecem fazer muito mais com o seu tempo do que outros, não é mesmo?
Para lidar melhor com o tempo é preciso ter em mente que cada minuto tem muito valor, pois são muitas as variáveis que podem mudar neste tempo. É possível dar muitas chances para o novo na nossa vida, aproveitando o melhor de cada minuto vivido.
Ana Costa, colaboradora da revista Venda Mais, na edição de janeiro de 2014, fez uma lista do que pode ser feito nestes preciosos 60 segundos que somam um minuto:
- contar uma história;
- tomar uma grande decisão;
- salvar uma vida;
- cair no sono;
- escolher um caminho;
- acordar para a realidade;
- montar um origami;
- descobrir uma verdade;
- compor uma música;
- ir em frente;
- sorrir para o mundo;
- dar um abraço sincero;
- solucionar um problema;
- fazer alguém feliz;
- pedir desculpas;
- dizer “eu te amo!”;
- fazer a diferença;
- inventar um personagem;
- mudar sua vida;
- olhar ao longe;
- preparar uma receita de micro-ondas;
- dar um passo;
- fazer um novo amigo;
- ter uma grande ideia;
- gostar de si mesmo;
- apreciar um bom trabalho;
- fazer uma boa ação.
                O que mais poderia ser acrescentado na lista? Fazer uma venda; fechar um negócio; fazer uma oração de agradecimento; elogiar alguém; ler uma bela mensagem...   
Podemos muito em 1 minuto e muito mais em tantos minutos que constituem a nossa vida. Aproveitar cada minuto da melhor maneira possível é o único caminho para valorizar este recurso precioso e escasso que é o tempo. Já utiliza-se o tempo para medir muitas atividades e valorá-las, situação que estará cada vez mais presente em nossas vidas pessoais e profissionais. Por isso, gerir este precioso recurso é estratégico para quem deseja desenvolver-se.

Desejando que você possa aproveitar cada um dos seus preciosos minutos, agradeço a atenção e até a próxima!    
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