terça-feira, 18 de maio de 2021

Escolhas da vida

 


          Palavras, trocas de ideias, compartilhar sonhos... alimenta a alma, acalmando, mas também por  vezes inquietando a mente. Para as soluções dos problemas e o aproveitamento das oportunidades de nossas vidas precisamos de palavras que acalmem, mas também de outras que desacomodem.

Deepak Chopra autor de textos conhecidos mundialmente, em parte de sua obra trata das leis espirituais do sucesso sendo uma delas é a “Lei do Distanciamento”. Quando estamos em busca de soluções para os problemas que surgem, usando a lei do distanciamento ele prega que devemos desapegar do profundo envolvimento com o problema, pois quando ficamos muito envolvidos com um problema, a compulsão pela solução pode ter resultados distorcidos ou forçados, podendo até agravar o problema. A distância, por outro lado, permite abertura da mente, dos horizontes das equipes para mais possibilidades que podem surgir na busca de soluções para o problema e assim decidir e agir melhor, fazendo as melhores escolhas.

                “Todo o problema representa uma semente de oportunidade para algum benefício maior. A partir do momento em que atingir essa percepção, uma série completa de possibilidades se abrirá, fato que manterá vivos o encantamento e a excitação.”, diz Chopra. É preciso abandonar o apego pelo que se conhece, para abrir a mente para novas oportunidades, deixando a tendência de sempre buscar soluções no espectro restrito do que o indivíduo e quem está ao seu redor conhecem. Com a produção de conhecimento mundial dobrando de volume em meses, é quase uma insanidade tomar decisões baseadas apenas no que cada um, sua família ou sua equipe conhece.

          Os problemas abrem muitas possibilidades de reorganização, reestruturação a partir de uma situação nova. Uma boa busca por solução de problemas pode abrir muitos horizontes até então ignorados pela liderança e pela equipe. É sabido que quando as pessoas estão predispostas e preparadas para as soluções e para o aprendizado, as boas ideias e oportunidades ficam mais claras. Quanto a preparação/predisposição interna se encontra com a oportunidade do ambiente externo temos uma receita de sucesso, o que alguns chamam de sorte grande e outros de benção.

                Deus nos permite tomar decisões sobre todos os aspectos de nossa vida e de bônus, muitos talentos. O modelo mental desenvolvido ao longo da vida tem influencia desde muito cedo, pelas palavras, imagens, ideias, ações do meio em que se convive. Aqueles que discordam da ideia de que somos capacitados para decidir sobre tudo na vida, também acumulam queixas, mágoas e reclamações sobre companheiros, família, amigos, empresa, colegas, governos, enfim muitas das coisas que os rodeia. Infelizmente muitas pessoas não definiram ainda o seu propósito de vida e isso as faz sofrer, multiplicando esta situação em seu meio. É comum ver gente admirada, ou até fantasiando sobre como determinada pessoa conseguiu isso ou aquilo. A primeira lição a ser aprendida é que quando alguém tem um propósito de vida claro e se prepara para este propósito, suas ações passam a ser cada vez mais alinhadas com sua visão de futuro, parecendo aos olhos de muitos, que tem um caminho mais fácil.

             É preciso se conhecer melhor para estabelecer propósitos de vida e objetivos de futuro. Ninguém tem talentos exclusivos, mas o conjunto de talentos, atitudes, modelo mental, propósitos, faz um indivíduo diferenciado nos meios em que pretende seguir. Quem busca respostas se perguntando “como eu posso servir”, “de que maneira eu posso auxiliar?” parece alcançar seus objetivos com mais assertividade. Definir bem o que é possível fazer pelos outros, oportuniza muitas possibilidades de mostrar o conjunto diferenciado que cada um construiu até então, seja em valores sociais, espirituais, consciência, técnicas e/ou profissionalismo.

                As palavras, lidas ou ouvidas, as trocas de ideias com mente aberta, tem grande potencial para abrir novos horizontes. A gratidão com o que se lê, ouve, recebe tem efeitos poderosos. As vezes as palavras auxiliam tanto quanto outro recurso e auxiliar verdadeiramente a quem precisa, também é uma forma de ser grato a Deus, a família e a sociedade.

                Um abraço e até a próxima! 

 

sexta-feira, 7 de maio de 2021

Competir por valor

 


            Quando a relação demanda X oferta desequilibra com demanda reduzida ou oferta mais abundante, a tendência é a redução de preços de alguns competidores na tentativa de manter ou melhorar a posição competitiva. Para o cliente os efeitos geralmente são bons pela redução dos custos, todavia, para o ofertante, a redução dos preços significa geralmente redução das margens, o que pode gerar dificuldades de médio e longo prazos.

                Os competidores que tiverem condições diferenciadas ou pelo menos condições de buscar um diferencial como melhor atendimento, mais conveniência, mais qualidade, e outras, deve competir por valor, evitando a competição por preços. Gerar valor para o cliente é a maneira mais lucrativa de concorrer e de se diferenciar. Um negócio saudável deveria se perguntar sempre, qual é o valor entregue aos clientes e quando obtiver uma resposta consistente, mantê-la aos olhos de todas as pessoas na organização.

                Na competição por uma maior fatia no mercado, assim como em outros momentos da vida, é preciso lembrar a frase de Douglas MacArthur “Não há segurança nesta terra, apenas oportunidades.” Trago esta frase porque na geração de valor para o cliente é preciso aumentar a atenção para o fato de que o valor para cada um vai depender diretamente da percepção que este cliente tem sobre o conjunto do que está sendo oferecido pelas opções que os competidores lhe disponibilizam. Os clientes de segmentos diferentes, ou seja, com características de consumo diferentes como gênero, faixa etária, renda, área geográfica, religião, comportamento, estilo de vida, tamanho da família, tendem a ter percepções de valores diferentes entre si. Além disso, as experiências de vida, os grupos de influência e a comunicação ao redor de cada cliente, tem forte influência sobre a percepção de valor gerada em cada tipo de produto e as marcas dos fornecedores.

                Para competir por valor, é preciso oferecer mais benefícios percebidos, em relação ao custo para o cliente. O preço pode ser igual para todos os clientes, porém, custo e valor variam, lembrando que o custo para o cliente pode variar para cada pessoa e o valor pode variar para cada ocasião. Quem quer competir por valor precisa colocar energia na criação de um diferencial exclusivo que somente a sua empresa, ou produto, possa proporcionar para aquele cliente, naquele momento. É preciso mostrar o que seu produto, seja ele um bem ou serviço, pode fazer pelo cliente no momento e também no futuro. Quanto mais motivado o cliente se sentir para comprar ou aderir, mais ele tende a ficar sensível ao valor que você oferece.

                Os clientes ficam dispostos a pagar mais quando encontram segurança, confiança, mobilidade, agilidade, flexibilidade, conveniência, conforto, informações e também quando sentem-se participantes dos processos e dos produtos. É preciso entender o que motiva os clientes a fazerem negócios com a empresa e também o que motiva os clientes dos concorrentes a fazerem negócios com eles. Entender o que os clientes valorizam e quais benefícios eles consideram mais importantes certamente vai mudar a forma como os envolvidos, acionistas, executivos, colaboradores se comportam e tomam decisões.

                Quem quer ganhar mais pelo que faz deve aprender a vender tempo e atender com mais agilidade, pois cada vez há mais pessoas dispostas a pagar por isso. Também não se pode perder de vista que os clientes querem contratar e ser atendidos mais rapidamente, sem perder a qualidade.

                Para vender valor ao invés de preço, é preciso ter produtos e marcas que os clientes atribuam valor superior, que apresentem soluções inovadoras e principalmente mais inteligentes no que tange a maior redução de gasto de energia, tempo, esforço, desperdícios, geração de resíduos, que os concorrentes. No caso dos vendedores e dos varejistas, a própria marca pode agregar valor ao que vendem, desde que a credibilidade, pontualidade, serviços agregados, representem garantia de valor superior para quem está decidindo e para os que estão envolvidos de alguma forma.

                Desejando mais valor a todos, um abraço e até a próxima!

domingo, 2 de maio de 2021

Certo ou errado X concordo ou não concordo

 


Dentre as muitas confusões que vivemos no momento, creio que uma das que está dificultando ainda mais o desenvolvimento do Brasil é a confusão entre o certo e o errado, com “concordo” e “não concordo”.

É tão provável que nem todos estejam certos, quanto é provável que nem todos estejam errados na maioria das situações, e isso é óbvio. Todavia, é comum ouvirmos justificativas e defesas em citações como “fiz isso/fiz assim, porque todo mundo faz”.

           Quem tem filhos e/ou sobrinhos, convido para pensar naquela situação em que um é repreendido por ter feito algo errado e a defesa é que o outro também fez, ou que o/a vizinho/a, ou o/a colega também fez assim. Esta resposta resolve tudo?

        Quem é gestor e precisa enfrentar casos de negligência, falta de ética, desvio de conduta de alguém da equipe, ao questionar sobre o ocorrido, se satisfaz com a resposta de que um ou mais colegas cometeram o mesmo erro há tempos atrás?

Pense nas colas, plágios e outras fraudes na avaliação e frequência escolar que alguns que se consideram mais espertos que os outros cometem todos os dias no país afora... se os professores identificam/descobrem e ao registrar o ocorrido zerando a nota da avaliação, fica resolvido se o argumento é de que “no ano passado outros colaram ou plagiaram também”, ou Fulano e Beltrano também colaram/plagiaram?

     Evidentemente só porque outros fizeram ou até mesmo se todos/as fizeram não está necessariamente correto, da mesma forma, que se ninguém fez, não significa que está errado, ou que não vai dar certo. Para muita gente, e infelizmente, parece que para um número cada vez maior, o certo e o errado passaram a ser sinônimos de concordar ou não concordar. É uma confusão que faz toda a sociedade pagar cada vez mais caro e de diferentes formas. Creio que não há maior evidência disso do que as defesas em vários níveis da sociedade, dos crimes cometidos pelos vilões e bandidos preferidos de cada grupo antagônico no Brasil.

Fazer de conta que esqueceu de devolver o troco; dar o troco errado; cobrar mais do que deveria; não devolver o que pegou emprestado; colocar o nome num trabalho que não fez; colar na prova; copiar um texto de outra pessoa ou de um autor e assinar, ou insinuar que é seu; não devolver um instrumento de trabalho ou um livro; dar falsas justificativas para faltar ao trabalho, as aulas e aos compromissos; pegar o jornal do vizinho; dar atestado médico para justificar falta indevidamente; dar licenças sem vistorias; vender e comprar produtos falsificados; furar a fila; dirigir perigosamente; mentir; se vangloriar de algo que não fez ou não participou tentando receber glórias sozinho; fazer “gato” de energia elétrica, água, internet, sinal de TV fechada, dentre muitas outras fraudes, desvios, falcatruas e golpes que alguns até conseguem achar engraçadinho, ou até ato de esperteza... segue sendo errado, mesmo que quem cometeu o crime se justifique dizendo que muitos fazem o mesmo!

           Porque é que alguns pensam que podem levar vantagem sobre os outros, em todas as ocasiões possíveis, independente de quem ou quantos estejam direta ou indiretamente sendo prejudicado, às vezes pagando com a saúde, a tranquilidade e até com a vida?

     Assistir gente cometendo fraudes, crimes, tentando golpes independentemente do tamanho só não é mais lamentável do que ouvir como justificativa e defesa “outro também fez”! Aqui é importante lembrar Bertrand Russel quando escreveu “Muitos homens cometem o erro de substituir o conhecimento pela afirmação de que é verdade aquilo que afirmam.” Também é verdade que quem não admite os erros do passado será condenado a repeti-los.

         O errado está errado mesmo quando todos parecem estar fazendo, o certo é certo mesmo que quase ninguém está fazendo!

            Deixo um grande abraço e até a semana que vem!

terça-feira, 27 de abril de 2021

Mais um ano está passando

 


      

          Ficamos com a sensação de que 2020 passou muito rápido, mas lembrando que seguimos na mesma expectativa do momento em que poderemos viver um pouco mais tranquilos e circular livremente, também parece que 2020 ainda não terminou. Nos aproximamos do 5º mês de 2021 e seguimos atordoados com os números e as ações para prevenção da pandemia, enquanto o tempo vai passando. Ouço muita gente dizendo que está com a sensação de que o tempo “passa voando” sem que consiga fazer o que havia planejado e por este motivo apresento algumas dicas para aproveitar o tempo que resta do ano na tentativa de realizar os desejos e objetivos traçados.

“Escreva objetivos, metas e prazos” é uma frase que você já deve ter lido e ouvido muito, devido ao efeito positivo mostrado em estudos  sobre a efetividade de ter objetivos claros, escritos, quantificados e com cronograma. Não precisa compartilhar com ninguém, mas você precisa verificá-los com frequência, não só para lembrar, mas para identificar as fases já concluídas e quais ainda faltam. Quando traçamos objetivos, metas e prazos é fundamental considerar a quantidade de afazeres para você e quando for o caso, para cada pessoa no conjunto de ações que devem ser realizadas. Muitas vezes o número é maior do que o tempo disponível e a capacidade das pessoas realizar.

É preciso sonhar grande, sonhar alto, porém, é preciso considerar o tempo e o dinheiro necessários para tocar o dia-a-dia, o conjunto das coisas que nos cercam, além dos novos objetivos. Além disso, é fundamental considerar os deveres de rotina, o dia a dia, identificando como é possível reduzir o tempo, automatizar, simplificar ações operacionais, sobrando mais tempo para as ações táticas e estratégicas. Os imprevistos também precisam ser levados em conta, pois podem ocasionar perda de tempo e de dinheiro, e por isso, o fato de ter reservas de recursos e calendário, muitas se torna decisivo.

Lembrando da célebre frase de Albert Einstein "É irracional seguir fazendo a mesma coisa esperando resultados diferentes.", uma forma de aproveitar melhor o tempo e fazer o dinheiro render mais é evitar seguir fazendo o que já está comprovado que não gera o que se  deseja e espera. Persistência é importante, mas a insistência em algo que tem poucas chances de gerar resultados positivos, pode levar ao desperdício de tempo, de recursos importantes e gerar desmotivação. Procure identificar o que não está funcionando conforme o desejado na sua vida e tenha coragem para tomar medidas diferentes, pois muitas vezes é de uma atitude destas que depende o desencadear de muitas coisas boas na vida.

É preciso ter claro como vai alcançar os seus objetivos, pois além de escrevê-los indicando metas e prazos, é preciso considerar o que vai fazer especificamente com cada uma das suas peculiaridades. Ser assertivo no que fazer e o que deixar de fazer a cada dia, a cada semana, a cada mês, para chegar ao fim do ano com todos os objetivos alcançados, é fundamental. Se você valoriza e precisa de efetividade nas ações, passe a conviver mais com quem faz muito e fala pouco. Ouvir e conviver com quem fala muito atrapalha principalmente por desnortear devido ao acúmulo de informações e/ou por posições antagônicas.

Quem quer mais efetividade precisa conviver mais com pessoas que ao invés de discutir mágoas ou sonhos, fazem o máximo possível para realizar o maior número de objetivos que traçaram. Procure observar o que fazem e como agem as pessoas que você tem contato que mais concretizam seus objetivos e busque aproximar-se delas. Identifique nos seus hábitos, detalhes que transformam seus desejos em ações efetivas e veja quais você pode também incorporar. Outro motivo desta dica é que bons e sinceros relacionamentos podem contribuir com a concretização dos objetivos individuais e coletivos. Se você tem fé, é do bem e se relaciona com quem faz acontecer, compartilhe alguns de seus objetivos com as pessoas certas e verá que há várias maneiras de concretizá-los.

                Deixo um grande abraço e até a semana que vem!

domingo, 18 de abril de 2021

O valor da atitude



      Acredito que estamos numa fase em que a atitude das pessoas tem mais valor do que nunca. A sociedade precisa de gente com atitudes para enfrentar suas mazelas, que se agravam e tem aumento de impacto, seja pela falta de atitude, ou pelas atitudes negativas.     

     Fala-se muito em carreira e curriculum, porém, ascensão financeira, liderança, novas responsabilidades e desafios parece que estão definitivamente ligados a atitude. A ambição é inerente ao ser humano, e num determinado nível é fundamental para o progresso das organizações, das sociedades, e da qualidade de vida do indivíduo. Todavia, não basta ter ambição, num contexto social cada vez mais complexo.

     Avaliar se todas as suas habilidades estão sendo utilizadas para ajudar a si mesmo, aos outros, e a comunidade ao seu redor, é uma atitude que teve aumento de importância nos últimos anos. Há quem queira pular etapas e estes tendem a ter mais dificuldades no futuro, pois investir em conhecimento acadêmico é a base, na qual as competências necessárias para o futuro serão alicerçadas. É uma base sólida, porém, não pode acomodar ninguém, em nenhuma área, necessitando-se de qualificação continuada e atitudes positivas diante do que se apresenta na vida pessoal e profissional. As atitudes também não são garantia de permanência na empresa, até porque algumas delas podem incomodar os mais acomodados. No entanto, é preciso se ter consciência de que as atitudes são as principais responsáveis pelo declínio ou progresso da marca e imagem profissional na mente das pessoas.

     Respeito, cordialidade, segurança e complacência são atitudes fundamentais para estruturar qualquer reputação e fazem a diferença em qualquer área de atuação. Condutas negativas prejudicam até os indivíduos mais competentes, pois entre as atitudes mais indesejadas no mundo corporativo estão a arrogância, o conformismo, a desorganização, a emotividade, a fofoca, a impulsividade, a intolerância, o perfeccionismo, a teimosia, e a timidez.

     Indivíduos que fazem críticas ácidas, mas recusam qualquer crítica ou contribuição de terceiros, demonstram arrogância, o que prejudica o trabalho e a produtividade em equipe.  Pessoas conformistas, que se prendem ao que está estabelecido, permanecem em suas zonas de conforto, ignoram possibilidades para desenvolver novas habilidades e acabam não somente se prejudicando, mas também sua equipe. Indivíduos desorganizados, que não entregam suas atividades nos prazos combinados são profissionais que geram perda de tempo, afetam a produtividade, os resultados de muitos colegas e da própria organização, tanto para si quanto para times e empresa. Pessoas temperamentais quase nunca são promovidas a líderes, suas emoções dificultam a tomada de decisões, principalmente em ambientes que exigem equilíbrio, imparcialidade e objetivo.

     Outro conjunto de atitudes negativas começa com a fofoca, a criação de boatos que acabam por afetar a vida de todos direta ou indiretamente afastando a confiança dos colegas de trabalho e de gestores que tendem a não confiar em quem espalha informações. Impulsividade, reagindo sem pensar nas consequências aumenta a chance de se envolver em situações de risco, se envolvendo constantemente em controvérsias. Pessoas intransigentes tendem a desaprovar qualquer atitude que não esteja de acordo com os seus ideais, atitude que interfere nas relações interpessoais, fazendo com que sejam afastadas de qualquer tipo de equipe. O perfeccionismo e a teimosia, que às vezes andam juntas, são atitudes que geram ambientes desconfortáveis e indisposição para o trabalho coletivo.

   Os comportamentos negativos desfavorecem qualquer indivíduo, por mais competência que tenha. Atitudes positivas podem mudar a vida de muita gente, começando com a sua. Pense nisso!

       Um abraço e até a semana que vem!

domingo, 11 de abril de 2021

Para vender precisa fazer o básico e um pouco mais

 


A dificuldade de vender vinha historicamente da redução da demanda, porém, no momento este é apenas um dos motivos de preocupação. As tentativas de prevenção da pandemia pela restrição de dias e horários para alguns setores, o próprio receio de parte do público em circular, além da concorrência global através da internet, com players de todos os tamanhos, origens e formas, acirrando muito mais a disputa pelas vendas de bens de consumo e bens duráveis.

Ouvimos em pesquisas que os empresários do varejo já sabem “o básico”, porém, conhecendo alguns dos negócios deixa claro que precisaria ser feito o básico. Conseguindo fazer o básico, o passo seguinte para vender mais é fazer algo diferente. Em meio as tentativas de fazer algo diferente aparecem algumas ações mirabolantes, sem técnica, planejamento, pesquisa ou estudo, o que obviamente deve ser evitado. Antes disso, sugiro conferir se “o básico”, já foi feito.

Um requisito do “básico” é priorizar a atenção às pessoas, como ouvir colegas, fornecedores, clientes. “Escutar bem é quase responder!”, escreveu Pierre Marivour. Outro requisito “básico” é a comunicação visual, ou em outras palavras, como os pontos de venda/atendimento físicos e virtuais são vistos pelo público, como eles contribuem com a imagem mental do público alvo. Veronis, Shler e Associados, dentre outros pesquisadores mostram que entre 83 e 85% do que as pessoas memorizam tem origem em impressões visuais. A localização, a fachada, a vitrine, a iluminação, as cores, a organização, a limpeza, o site, os perfis nas redes sociais, as cores reforçam aquele ditado: “uma imagem vale mais do que mil palavras”.

Interesse, respeito e atenção geram a chamada empatia com quem se deseja negociar, ou apresentar algo, além de ser uma potencial vantagem do varejo físico sobre o virtual. Demonstrar interesse, respeito, afeição e especialmente atenção às prioridades de cada público é “básico”, mas muitos negócios não o fazem, além de ser mais difícil de ser imitado pelos grandes competidores, especialmente da modalidade on line. É preciso lembrar que independente da personalidade e do estilo, todos precisam de amor e respeito. Quem não valoriza o suficiente o sentimento das pessoas e importância do problema que elas apresentam pode ter perdido a oportunidade de uma boa relação.

Entusiasmo e energia são fundamentais para apresentar propostas e responder as dúvidas e objeções, que tiveram aumentada a participação como entrave às vendas. Entusiasmo e energia tem um efeito altamente benéfico sobre o processo mental, especialmente diante de decisões, todavia, é fundamental lembrar que não somente nas falas e textos, mas também o corpo deve demonstrar disposição e animação, acelerando o ritmo das decisões positivas.

                Uma equipe comercial precisa ter muito claro o que se espera tanto da equipe, quanto de cada profissional. O líder precisa definir e apresentar os valores e atitudes fundamentais para sua equipe de vendas, considerando todos os cenários que se apresentam, assim como a grande meta do ano, as prioridades em termos operacionais (o que a equipe deve fazer), o posicionamento competitivo e os seus diferenciais. Quem fizer este básico, pode dar o próximo passo, deixando claro os posicionamentos de mercado frente as várias possibilidades, a proposta de valor, o perfil do cliente ideal, forças e áreas de excelência, as oportunidades de crescimento no mercado, além da clareza de situações que a liderança e a empresa não vão tolerar. Na gestão da equipe comercial, assim como em qualquer outro setor, os problemas não se solucionam sozinhos e nem desaparecem com o tempo. Quando algo não saiu conforme o desejado, é preciso deixar muito claro e cobrar o mais rápido possível, sendo também “básico” para vender mais e melhor.

Desejando mais e melhores negócios a todos, um abraço e até a semana que vem!

 

segunda-feira, 5 de abril de 2021

Chega de desculpas!

 


Depois de um dia inteiro de trabalho, na empresa ou em home office, a maioria das pessoas quer chegar em casa e relaxar. As estatísticas mostram que a campanha fique em casa aumentou exponencialmente a audiência de canais de TV aberta, bem como o número de assinaturas e acessos a canais de TV e streaming como a Netflix por exemplo, bem como aumentou o número de horas que já era elevado, no Instagram, Facebook, Whatsapp, jogos digitais, dentre outros… Antes que alguém entenda que eu tenho algo contra quem tem estes hábitos, deixe-me dizer que o lazer é fundamental para a criatividade, saúde mental e renovação das energias.

Quando faço a provocação do título (chega de desculpas), é para lembrar que para quem tem tempo para ficar em frente a TV ou na internet não poderia faltar tempo para aprender um idioma, fazer um curso, assistir uma palestra/live, obter uma nova competência, aprofundar habilidades profissionais... O mesmo vale para quem pensa em compartilhar seu conhecimento e experiência escrevendo um artigo, criando um blog, gravando vídeo.

É importante saber que algumas pessoas que admiramos pelos hábitos pessoais ou sucesso profissional acima da média, relaxam aprendendo. Thomas Corley é um dos pesquisadores que estuda os hábitos de pessoas bastante prósperas financeiramente e um dos resultados importantes é que estas pessoas praticamente não assistem TV e dedicam uma boa parte do seu tempo à leitura e à busca de novos conhecimentos. Estas pessoas tem hábito de aproveitar todos os momentos possíveis para aprender.

Michale Simmons, fundador da Empact, uma empresa que se dedica a ajudar as pessoas a superar a pobreza mental e financeira para viver com paixão, propósito e prosperidade, desenvolvendo o melhor potencial para suas vidas, também estuda os hábitos das pessoas que são mais admiradas pelo que conseguem fazer tanto no campo pessoal, quanto profissional. Dentre outros conceitos, Simmons criou a “regra das 5 horas”, cujo conceito é simples, pois não importa o quanto são ocupadas, as pessoas de sucesso pessoal e profissional gastam pelo menos 1 hora por dia, ou 5 horas por semana aprendendo e fazem isso por boa parte da vida. É como outros aspectos da vida, e até comparável aos flocos de neve que vão se acumulando até gerar uma “avalanche” de efeitos positivos na vida.

A primeira atitude deve ser o abandono das desculpas, e a primeira delas é "não tenho tempo", pois francamente, sabemos que não é verdade. A disciplina de escolher algumas coisas para serem substituídas por 60 minutos por dia , para aprender coisas novas, podendo ser divididos em dois tempos de 30 minutos ou três de 20, não pode ser muito difícil. Depois disso, é preciso refletir sobre o quê está aprendendo. Anotar as boas ideias, pensamentos e insights que surgem enquanto estou aprendendo, num arquivo, caderno, ou post-its, é uma prática que tenho, para que mais tarde, ou outro dia fazer o encaminhamento com mais tempo e atenção.

Tente ao máximo colocar as boas ideias em prática, pois não adianta pensar “fora da caixa” e guardar as ideias, pois novos conhecimentos surgem a partir da experiência. Experimentando é que se vê o que funciona, o que não funciona e o que pode funcionar a partir de novas reflexões em cima desse novo processo. Quem pensa que não tem tempo, ao iniciar esta prática logo encontrará tempo disponível, sabendo usar melhor o seu próprio tempo com mais inteligência, obtendo maiores retornos em todas as suas atividades. Quem inicia esta prática relata que logo se dá conta que gradativamente fica mais fácil aprender novas habilidades, o que é essencial, pois o capital intelectual se sobrepõe ao capital financeiro.

Finalizo com a frase de Benjamin Franklin "investir em conhecimento rende sempre os melhores juros". 

Um abraço e até a próxima!ra e determinação rumo a sua realização.

O persistente não é imediatista, ele sabe que as grandes realizações custam tempo e esforço; por isso, dedicará o máximo de seu tempo e seus melhores esforços, de maneira contínua, até alcançar a vitória. As maiores dificuldades e os maiores obstáculos cedem diante da persistência.

Lembre que a água perfura a rocha não por causa de sua força, mas de sua persistência! Persistência é a capacidade de continuar onde os outros desistem!
determinação rumo a sua realização.

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