terça-feira, 27 de abril de 2021

Mais um ano está passando

 


      

          Ficamos com a sensação de que 2020 passou muito rápido, mas lembrando que seguimos na mesma expectativa do momento em que poderemos viver um pouco mais tranquilos e circular livremente, também parece que 2020 ainda não terminou. Nos aproximamos do 5º mês de 2021 e seguimos atordoados com os números e as ações para prevenção da pandemia, enquanto o tempo vai passando. Ouço muita gente dizendo que está com a sensação de que o tempo “passa voando” sem que consiga fazer o que havia planejado e por este motivo apresento algumas dicas para aproveitar o tempo que resta do ano na tentativa de realizar os desejos e objetivos traçados.

“Escreva objetivos, metas e prazos” é uma frase que você já deve ter lido e ouvido muito, devido ao efeito positivo mostrado em estudos  sobre a efetividade de ter objetivos claros, escritos, quantificados e com cronograma. Não precisa compartilhar com ninguém, mas você precisa verificá-los com frequência, não só para lembrar, mas para identificar as fases já concluídas e quais ainda faltam. Quando traçamos objetivos, metas e prazos é fundamental considerar a quantidade de afazeres para você e quando for o caso, para cada pessoa no conjunto de ações que devem ser realizadas. Muitas vezes o número é maior do que o tempo disponível e a capacidade das pessoas realizar.

É preciso sonhar grande, sonhar alto, porém, é preciso considerar o tempo e o dinheiro necessários para tocar o dia-a-dia, o conjunto das coisas que nos cercam, além dos novos objetivos. Além disso, é fundamental considerar os deveres de rotina, o dia a dia, identificando como é possível reduzir o tempo, automatizar, simplificar ações operacionais, sobrando mais tempo para as ações táticas e estratégicas. Os imprevistos também precisam ser levados em conta, pois podem ocasionar perda de tempo e de dinheiro, e por isso, o fato de ter reservas de recursos e calendário, muitas se torna decisivo.

Lembrando da célebre frase de Albert Einstein "É irracional seguir fazendo a mesma coisa esperando resultados diferentes.", uma forma de aproveitar melhor o tempo e fazer o dinheiro render mais é evitar seguir fazendo o que já está comprovado que não gera o que se  deseja e espera. Persistência é importante, mas a insistência em algo que tem poucas chances de gerar resultados positivos, pode levar ao desperdício de tempo, de recursos importantes e gerar desmotivação. Procure identificar o que não está funcionando conforme o desejado na sua vida e tenha coragem para tomar medidas diferentes, pois muitas vezes é de uma atitude destas que depende o desencadear de muitas coisas boas na vida.

É preciso ter claro como vai alcançar os seus objetivos, pois além de escrevê-los indicando metas e prazos, é preciso considerar o que vai fazer especificamente com cada uma das suas peculiaridades. Ser assertivo no que fazer e o que deixar de fazer a cada dia, a cada semana, a cada mês, para chegar ao fim do ano com todos os objetivos alcançados, é fundamental. Se você valoriza e precisa de efetividade nas ações, passe a conviver mais com quem faz muito e fala pouco. Ouvir e conviver com quem fala muito atrapalha principalmente por desnortear devido ao acúmulo de informações e/ou por posições antagônicas.

Quem quer mais efetividade precisa conviver mais com pessoas que ao invés de discutir mágoas ou sonhos, fazem o máximo possível para realizar o maior número de objetivos que traçaram. Procure observar o que fazem e como agem as pessoas que você tem contato que mais concretizam seus objetivos e busque aproximar-se delas. Identifique nos seus hábitos, detalhes que transformam seus desejos em ações efetivas e veja quais você pode também incorporar. Outro motivo desta dica é que bons e sinceros relacionamentos podem contribuir com a concretização dos objetivos individuais e coletivos. Se você tem fé, é do bem e se relaciona com quem faz acontecer, compartilhe alguns de seus objetivos com as pessoas certas e verá que há várias maneiras de concretizá-los.

                Deixo um grande abraço e até a semana que vem!

domingo, 18 de abril de 2021

O valor da atitude



      Acredito que estamos numa fase em que a atitude das pessoas tem mais valor do que nunca. A sociedade precisa de gente com atitudes para enfrentar suas mazelas, que se agravam e tem aumento de impacto, seja pela falta de atitude, ou pelas atitudes negativas.     

     Fala-se muito em carreira e curriculum, porém, ascensão financeira, liderança, novas responsabilidades e desafios parece que estão definitivamente ligados a atitude. A ambição é inerente ao ser humano, e num determinado nível é fundamental para o progresso das organizações, das sociedades, e da qualidade de vida do indivíduo. Todavia, não basta ter ambição, num contexto social cada vez mais complexo.

     Avaliar se todas as suas habilidades estão sendo utilizadas para ajudar a si mesmo, aos outros, e a comunidade ao seu redor, é uma atitude que teve aumento de importância nos últimos anos. Há quem queira pular etapas e estes tendem a ter mais dificuldades no futuro, pois investir em conhecimento acadêmico é a base, na qual as competências necessárias para o futuro serão alicerçadas. É uma base sólida, porém, não pode acomodar ninguém, em nenhuma área, necessitando-se de qualificação continuada e atitudes positivas diante do que se apresenta na vida pessoal e profissional. As atitudes também não são garantia de permanência na empresa, até porque algumas delas podem incomodar os mais acomodados. No entanto, é preciso se ter consciência de que as atitudes são as principais responsáveis pelo declínio ou progresso da marca e imagem profissional na mente das pessoas.

     Respeito, cordialidade, segurança e complacência são atitudes fundamentais para estruturar qualquer reputação e fazem a diferença em qualquer área de atuação. Condutas negativas prejudicam até os indivíduos mais competentes, pois entre as atitudes mais indesejadas no mundo corporativo estão a arrogância, o conformismo, a desorganização, a emotividade, a fofoca, a impulsividade, a intolerância, o perfeccionismo, a teimosia, e a timidez.

     Indivíduos que fazem críticas ácidas, mas recusam qualquer crítica ou contribuição de terceiros, demonstram arrogância, o que prejudica o trabalho e a produtividade em equipe.  Pessoas conformistas, que se prendem ao que está estabelecido, permanecem em suas zonas de conforto, ignoram possibilidades para desenvolver novas habilidades e acabam não somente se prejudicando, mas também sua equipe. Indivíduos desorganizados, que não entregam suas atividades nos prazos combinados são profissionais que geram perda de tempo, afetam a produtividade, os resultados de muitos colegas e da própria organização, tanto para si quanto para times e empresa. Pessoas temperamentais quase nunca são promovidas a líderes, suas emoções dificultam a tomada de decisões, principalmente em ambientes que exigem equilíbrio, imparcialidade e objetivo.

     Outro conjunto de atitudes negativas começa com a fofoca, a criação de boatos que acabam por afetar a vida de todos direta ou indiretamente afastando a confiança dos colegas de trabalho e de gestores que tendem a não confiar em quem espalha informações. Impulsividade, reagindo sem pensar nas consequências aumenta a chance de se envolver em situações de risco, se envolvendo constantemente em controvérsias. Pessoas intransigentes tendem a desaprovar qualquer atitude que não esteja de acordo com os seus ideais, atitude que interfere nas relações interpessoais, fazendo com que sejam afastadas de qualquer tipo de equipe. O perfeccionismo e a teimosia, que às vezes andam juntas, são atitudes que geram ambientes desconfortáveis e indisposição para o trabalho coletivo.

   Os comportamentos negativos desfavorecem qualquer indivíduo, por mais competência que tenha. Atitudes positivas podem mudar a vida de muita gente, começando com a sua. Pense nisso!

       Um abraço e até a semana que vem!

domingo, 11 de abril de 2021

Para vender precisa fazer o básico e um pouco mais

 


A dificuldade de vender vinha historicamente da redução da demanda, porém, no momento este é apenas um dos motivos de preocupação. As tentativas de prevenção da pandemia pela restrição de dias e horários para alguns setores, o próprio receio de parte do público em circular, além da concorrência global através da internet, com players de todos os tamanhos, origens e formas, acirrando muito mais a disputa pelas vendas de bens de consumo e bens duráveis.

Ouvimos em pesquisas que os empresários do varejo já sabem “o básico”, porém, conhecendo alguns dos negócios deixa claro que precisaria ser feito o básico. Conseguindo fazer o básico, o passo seguinte para vender mais é fazer algo diferente. Em meio as tentativas de fazer algo diferente aparecem algumas ações mirabolantes, sem técnica, planejamento, pesquisa ou estudo, o que obviamente deve ser evitado. Antes disso, sugiro conferir se “o básico”, já foi feito.

Um requisito do “básico” é priorizar a atenção às pessoas, como ouvir colegas, fornecedores, clientes. “Escutar bem é quase responder!”, escreveu Pierre Marivour. Outro requisito “básico” é a comunicação visual, ou em outras palavras, como os pontos de venda/atendimento físicos e virtuais são vistos pelo público, como eles contribuem com a imagem mental do público alvo. Veronis, Shler e Associados, dentre outros pesquisadores mostram que entre 83 e 85% do que as pessoas memorizam tem origem em impressões visuais. A localização, a fachada, a vitrine, a iluminação, as cores, a organização, a limpeza, o site, os perfis nas redes sociais, as cores reforçam aquele ditado: “uma imagem vale mais do que mil palavras”.

Interesse, respeito e atenção geram a chamada empatia com quem se deseja negociar, ou apresentar algo, além de ser uma potencial vantagem do varejo físico sobre o virtual. Demonstrar interesse, respeito, afeição e especialmente atenção às prioridades de cada público é “básico”, mas muitos negócios não o fazem, além de ser mais difícil de ser imitado pelos grandes competidores, especialmente da modalidade on line. É preciso lembrar que independente da personalidade e do estilo, todos precisam de amor e respeito. Quem não valoriza o suficiente o sentimento das pessoas e importância do problema que elas apresentam pode ter perdido a oportunidade de uma boa relação.

Entusiasmo e energia são fundamentais para apresentar propostas e responder as dúvidas e objeções, que tiveram aumentada a participação como entrave às vendas. Entusiasmo e energia tem um efeito altamente benéfico sobre o processo mental, especialmente diante de decisões, todavia, é fundamental lembrar que não somente nas falas e textos, mas também o corpo deve demonstrar disposição e animação, acelerando o ritmo das decisões positivas.

                Uma equipe comercial precisa ter muito claro o que se espera tanto da equipe, quanto de cada profissional. O líder precisa definir e apresentar os valores e atitudes fundamentais para sua equipe de vendas, considerando todos os cenários que se apresentam, assim como a grande meta do ano, as prioridades em termos operacionais (o que a equipe deve fazer), o posicionamento competitivo e os seus diferenciais. Quem fizer este básico, pode dar o próximo passo, deixando claro os posicionamentos de mercado frente as várias possibilidades, a proposta de valor, o perfil do cliente ideal, forças e áreas de excelência, as oportunidades de crescimento no mercado, além da clareza de situações que a liderança e a empresa não vão tolerar. Na gestão da equipe comercial, assim como em qualquer outro setor, os problemas não se solucionam sozinhos e nem desaparecem com o tempo. Quando algo não saiu conforme o desejado, é preciso deixar muito claro e cobrar o mais rápido possível, sendo também “básico” para vender mais e melhor.

Desejando mais e melhores negócios a todos, um abraço e até a semana que vem!

 

segunda-feira, 5 de abril de 2021

Chega de desculpas!

 


Depois de um dia inteiro de trabalho, na empresa ou em home office, a maioria das pessoas quer chegar em casa e relaxar. As estatísticas mostram que a campanha fique em casa aumentou exponencialmente a audiência de canais de TV aberta, bem como o número de assinaturas e acessos a canais de TV e streaming como a Netflix por exemplo, bem como aumentou o número de horas que já era elevado, no Instagram, Facebook, Whatsapp, jogos digitais, dentre outros… Antes que alguém entenda que eu tenho algo contra quem tem estes hábitos, deixe-me dizer que o lazer é fundamental para a criatividade, saúde mental e renovação das energias.

Quando faço a provocação do título (chega de desculpas), é para lembrar que para quem tem tempo para ficar em frente a TV ou na internet não poderia faltar tempo para aprender um idioma, fazer um curso, assistir uma palestra/live, obter uma nova competência, aprofundar habilidades profissionais... O mesmo vale para quem pensa em compartilhar seu conhecimento e experiência escrevendo um artigo, criando um blog, gravando vídeo.

É importante saber que algumas pessoas que admiramos pelos hábitos pessoais ou sucesso profissional acima da média, relaxam aprendendo. Thomas Corley é um dos pesquisadores que estuda os hábitos de pessoas bastante prósperas financeiramente e um dos resultados importantes é que estas pessoas praticamente não assistem TV e dedicam uma boa parte do seu tempo à leitura e à busca de novos conhecimentos. Estas pessoas tem hábito de aproveitar todos os momentos possíveis para aprender.

Michale Simmons, fundador da Empact, uma empresa que se dedica a ajudar as pessoas a superar a pobreza mental e financeira para viver com paixão, propósito e prosperidade, desenvolvendo o melhor potencial para suas vidas, também estuda os hábitos das pessoas que são mais admiradas pelo que conseguem fazer tanto no campo pessoal, quanto profissional. Dentre outros conceitos, Simmons criou a “regra das 5 horas”, cujo conceito é simples, pois não importa o quanto são ocupadas, as pessoas de sucesso pessoal e profissional gastam pelo menos 1 hora por dia, ou 5 horas por semana aprendendo e fazem isso por boa parte da vida. É como outros aspectos da vida, e até comparável aos flocos de neve que vão se acumulando até gerar uma “avalanche” de efeitos positivos na vida.

A primeira atitude deve ser o abandono das desculpas, e a primeira delas é "não tenho tempo", pois francamente, sabemos que não é verdade. A disciplina de escolher algumas coisas para serem substituídas por 60 minutos por dia , para aprender coisas novas, podendo ser divididos em dois tempos de 30 minutos ou três de 20, não pode ser muito difícil. Depois disso, é preciso refletir sobre o quê está aprendendo. Anotar as boas ideias, pensamentos e insights que surgem enquanto estou aprendendo, num arquivo, caderno, ou post-its, é uma prática que tenho, para que mais tarde, ou outro dia fazer o encaminhamento com mais tempo e atenção.

Tente ao máximo colocar as boas ideias em prática, pois não adianta pensar “fora da caixa” e guardar as ideias, pois novos conhecimentos surgem a partir da experiência. Experimentando é que se vê o que funciona, o que não funciona e o que pode funcionar a partir de novas reflexões em cima desse novo processo. Quem pensa que não tem tempo, ao iniciar esta prática logo encontrará tempo disponível, sabendo usar melhor o seu próprio tempo com mais inteligência, obtendo maiores retornos em todas as suas atividades. Quem inicia esta prática relata que logo se dá conta que gradativamente fica mais fácil aprender novas habilidades, o que é essencial, pois o capital intelectual se sobrepõe ao capital financeiro.

Finalizo com a frase de Benjamin Franklin "investir em conhecimento rende sempre os melhores juros". 

Um abraço e até a próxima!ra e determinação rumo a sua realização.

O persistente não é imediatista, ele sabe que as grandes realizações custam tempo e esforço; por isso, dedicará o máximo de seu tempo e seus melhores esforços, de maneira contínua, até alcançar a vitória. As maiores dificuldades e os maiores obstáculos cedem diante da persistência.

Lembre que a água perfura a rocha não por causa de sua força, mas de sua persistência! Persistência é a capacidade de continuar onde os outros desistem!
determinação rumo a sua realização.

sábado, 27 de março de 2021

Racionalidade é preciso

 


O equilíbrio sempre gera melhores resultados no médio prazo, e neste texto venho defender que razão e emoção também precisam andar juntas, na mesma medida, para enfrentar as adversidades que o mundo, o Brasil, nossas cidades e negócios vivenciam.

Neste mais de um ano de pandemia, quando também ficaram mais aparentes outras mazelas, as emoções parecem aflorar cada vez mais e a razão vai ficando fora dos holofotes, dos microfones, dos comportamentos, das ações, das cartas, das postagens, dos discursos e até dos Decretos.

Quem empreende e segue a carreira, geralmente tem criatividade e aceita riscos, mas precisa de elementos concretos para tomar decisões. Neste momento de tanta emoção expressada em opiniões, discussões, discursos e ações, sobra incerteza e falta racionalidade e segurança para investir, decidir, inovar, ampliar, principalmente para aqueles que não têm o suporte de uma equipe interna, ou apoio externo para análise do ambiente, cenários e perspectivas.

A falta da razão, sobra da emoção, falta de segurança e elementos concretos dificulta a criatividade e congela ações pelo medo e angústia, tirando as pessoas do foco, dispersando a atenção e o próprio juízo. A ciência, mesmo desempenhando o seu melhor papel na pesquisa aplicada em várias frentes da pandemia, possui muitas limitações, que poderiam ser menores, se tivesse recebido mais atenção ao longo das últimas décadas. Muita gente, muitas autoridades e entidades subestimaram a pandemia, e apenas agora todos começam se dar conta de que não há uma previsão assertiva de quando tudo passará. Sem elementos concretos para tomar decisões, agir e investir, os empreendedores, como também a população economicamente ativa vai reduzindo as iniciativas, compras e ações que fariam aumentar o capital circulando.

A incerteza é a tortura sem fim para quem lidera uma organização afetada por restrições governamentais, convivendo há mais de um ano, com aumento de questionamentos e certezas cada vez mais escassas. O comércio tradicional, focado nos pontos de venda físicos, bem como os setores de turismo e entretenimento físicos tem um número maior de negócios em dificuldades. As renegociações de aluguel, tributos, créditos bancários, títulos, ficam mais difíceis de serem efetivadas sem prazos concretos. Mesmo que as portas dos estabelecimentos físicos sejam abertas, é provável que durante um tempo, uma parte dos clientes optará por permanecer mais isolado. Além disso, há segmentos importantes da população que perderam poder de compra. Ao tratar comunidades, as pessoas, as empresas tão diferentes entre si, com regras iguais, a ação do Estado cria mais desigualdade. Cada empresa é um ser vivo, com suas peculiaridades. Num período de turbulência como este, o melhor negócio é sobreviver e para isso é preciso sair do marasmo. Antes, é preciso fazer um “pente fino” para ver se não está sendo desperdiçada energia, esperança, dinheiro bom e foco em situações que não ajudarão em nada.

O caminho exige racionalidade, serenidade, prudência e transparência. A redução de custos sempre pode ser feita também com racionalidade, para não gerar problemas logo ali adiante. Quase tudo tem risco, a questão é saber quais são e aqueles que menos impactam na ação planejada. Sem orientação adequada, as decisões diárias podem se acumular gerando problemas que comprometem a sustentabilidade do negócio. Estamos diante de uma questão estratégica, que não tem solução padrão, nem exata. Precisamos em todas as instâncias, sejam elas particular, coletiva, pública, privada, local, estadual e federal, executivo, legislativo e judiciário, de mais equilíbrio entre a emoção e a razão.

A sabedoria está no equilíbrio, então, novamente, desejo mais sabedoria para todos e até a próxima!ra e determinação rumo a sua realização.

O persistente não é imediatista, ele sabe que as grandes realizações custam tempo e esforço; por isso, dedicará o máximo de seu tempo e seus melhores esforços, de maneira contínua, até alcançar a vitória. As maiores dificuldades e os maiores obstáculos cedem diante da persistência.

Lembre que a água perfura a rocha não por causa de sua força, mas de sua persistência! Persistência é a capacidade de continuar onde os outros desistem!
determinação rumo a sua realização.

terça-feira, 23 de março de 2021

Saber e não fazer

 


Saber e não fazer é ainda não saber, é uma das frases mais conhecidas do filósofo oriental Lao Tsé. Atualmente a falta de informação é atribuída como problema para saúde, economia, política, endividamento pessoal e empresarial, falta de acesso a serviços públicos, dentre outros. A falta de informação é inegavelmente um grande problema, porém, quando há informação e ainda assim não se faz o que é orientado, tem-se um problema maior e diferente.

Desde que eu tendo lembrança a falta de leitos clínicos e de UTI, medicamentos, profissionais da saúde, e hospitais com dificuldade de se manterem são a pauta do noticiário brasileiro. A nova onda de COVID 19, as medidas governamentais para tentar amenizar o  contágio exponencial e as consequências destas medidas mostram que o pensamento de Tsé está mais presente do que nunca, especialmente em nosso meio. Houve um ano de grandes volumes de informações repetidas 24h por dia, 7 dias por semana em todos os meios possíveis para que as pessoas pudessem se prevenir. Um ano de mobilização social para produção de máscaras e aquisição de equipamentos, compras públicas sem licitações, bem como para cadastramento, recrutamento de voluntários, contratação de profissionais, preparação e treinamento de pessoal, enfim, preparar o sistema de saúde para a pandemia. Um ano de fartura de informações em canais tradicionais e digitais de todo o planeta noticiando resultados de pesquisas e experiências práticas, com várias formas de enfrentar dificuldades na saúde e na economia e com tudo isso, ver o Brasil vivendo o pior momento da pandemia, estando dentre os piores indicadores do planeta, a frase de Tsé faz muito sentido em pleno 2021.

Há um ano começavam as restrições dos governos ao funcionamento do comércio no Brasil, depois de várias notícias com estas mesmas restrições na Itália, Espanha, França, Alemanha. Embora já pudéssemos imaginar que as restrições seriam adotadas por aqui, poucos negócios se prepararam para este cenário. As restrições começaram surpreendendo muitos, e por isso, muitas redes de cooperação foram criadas, com muitos voluntários para compartilhar conhecimento, técnicas, ferramentas de transformação digital, venda on line, ecommerce, televendas, tele-entrega, aplicativos de vendas, market place, vendas digitais, e outras para seguir vendendo mesmo não podendo abrir totalmente as lojas físicas. Depois de um ano de muitas lives gratuitas, de muitas ferramentas de apoio disponibilizadas, treinamentos realizados por entidades, palestras e apresentações de casos de sucesso, o novo período de restrições ao comércio ainda pegou muitas empresas despreparadas. Ao acompanhar esta situação e tendo sido um dos que tentou auxiliar voluntariamente fazendo pesquisas, mostrando resultados, caminhos, ferramentas, para manter os negócios com as restrições do distanciamento, tenho refletido se o problema é “saber e não fazer é ainda não saber”, ou muitas vezes também é dificuldade de aceitar a mudança, negar a inovação, intolerância com a necessidade de evolução dos negócios.

Pode faltar atenção, interesse, saber mais, saber de outra forma, mas muitas outras vezes falta a atitude para tomar decisões para fazer escolhas que levarão a caminhos e resultados melhores, assim como falta disciplina e persistência para projetos de médio e longo prazo. As ações, os investimentos de longo prazo são os que tendem a gerar melhores resultados, porém são poucos aqueles dispostos à disciplina e à persistência necessárias para cumprir as etapas e aguardar os retornos, o que faz com que muitos nem comecem. Para isso, é preciso sabedoria, e este parece ser um insumo mais raro do que aqueles necessários para produzir vacinas para todos.

 Mais sabedoria para todos nós, um abraço e até a próxima!ra e determinação rumo a sua realização.

O persistente não é imediatista, ele sabe que as grandes realizações custam tempo e esforço; por isso, dedicará o máximo de seu tempo e seus melhores esforços, de maneira contínua, até alcançar a vitória. As maiores dificuldades e os maiores obstáculos cedem diante da persistência.

Lembre que a água perfura a rocha não por causa de sua força, mas de sua persistência! Persistência é a capacidade de continuar onde os outros desistem!
determinação rumo a sua realização.

sexta-feira, 12 de março de 2021

Sobre a crise



Crise na saúde, crise econômica, crise política, crise moral... vivemos dias de muitas crises e que, cá entre nós, já davam muitos sinais de que iriam durar bastante. Há tempos vive-se uma crise de bom senso e de ética na responsabilidade social, nas atitudes quanto aos outros e ao que é público, onde levar vantagem sobre os outros chegou a níveis jamais imaginados em outros tempos. Já me manifestei em diversas ocasiões dizendo que esta é a crise que tem ocasionado ou agravado todas as demais.

Levar vantagem em tudo é insustentável a longo prazo. A crise política vem daí, onde a criação e a manutenção de alianças se dá quase que exclusivamente por vantagens individuais ou pequenos grupos, ignorando a melhoria do coletivo. Quanto mais gente se dá conta disso, mais forte fica a crise de confiança. Internamente é o receio de ser enganado, de perder dinheiro ou patrimônio, de arriscar e perder tudo. Externamente, a mudança constante de entendimento sobre leis e normas faz com que não só o futuro, mas por mais incrível que seja, no Brasil, até o passado é incerto. Empreendedor, investidor, de qualquer porte, espera criar algo em setores e atividades confiáveis, mas este cenário parece estar cada vez mais distante no Brasil. O consumidor por sua vez também precisa de confiança para compras mais importantes, compromissos de mais longo prazo e assim, a falta de confiança abala diretamente o consumo.

Notadamente, outra crise decorrente do desejo de levar vantagem em tudo é a especulação, característica muito presente em diversas culturas há tempos, porém, nestes últimos anos com o fenômeno da pós verdade, onde boatos misturados com fatos são lançados a todo o momento com o intuito de especular, alteram o câmbio, a bolsa de valores, a política, a saúde, as vendas, e as diferentes esferas, níveis e escalas. 

      Sobre crise, também podemos aprender com uma das grandes figuras de nossa história, o físico alemão Albert Einstein, cuja própria vida, é um grande exemplo de superação. Preocupava os pais aos 3 anos ao ter dificuldades em se comunicar e por mais tarde ter reprovado no primeiro vestibular. Na escola, mesmo tendo desempenho com notas acima da média, era considerado mais lento que os colegas de sala na resolução de problemas matemáticos. Foi influenciado por um médico para fazer a leitura de obras complexas, mesmo desde cedo. A superação de dificuldades particulares e as leituras variadas renderam-lhe a condição de ver o mundo muito além de cálculos e física, deixando brilhantes pensamentos sobre os momentos de crises, como este: “Não pretendemos que as coisas mudem, se sempre fazemos o mesmo. A crise é a melhor benção que pode ocorrer com pessoas e países, porque a crise traz progressos. A criatividade nasce da angústia, como o dia nasce da noite escura. É na crise que nascem as invenções, os descobrimentos e as grandes estratégias. Quem supera a crise, supera a si mesmo, sem ficar superado.”

A superação é importante em todos os obstáculos e com ela temos oportunidades de progredir até onde nossas forças permitirem. Albert Eintein ainda tem outro pensamento que deve vir a luz neste momento: “Quem atribui à crise seus fracassos e penúrias, violenta seu próprio talento e respeita mais os problemas do que as soluções. A verdadeira crise é a crise da incompetência. O inconveniente das pessoas e dos países é a esperança de encontrar as saídas e as soluções fáceis. Sem crise não há desafios. Sem desafios, a vida é uma rotina, uma lenta agonia. Sem crise não há mérito. É na crise que aflora o melhor de cada um. Falar de crise é promovê-la e calar-se sobre ela é exaltar o conformismo. Em vez disso, trabalhemos duro. Acabemos de uma vez com a única crise ameaçadora, que é a tragédia de não querer lutar para superá-la.” 

Depois de um ano de pandemia, que por vezes parece muito com a primeira semana, depois de quase uma década de embates políticos e jurídicos entre antagonistas que a cada dia ficam mais parecidos entre si, depois de tantos desdobramentos de crise fico com Einsten, no entendimento de que precisamos acabar com a crise ameaçadora que é a tragédia de não querer lutar para superá-la. 

Um abraço, e até a próxima!  

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