sexta-feira, 17 de julho de 2020

A pandemia será manchete até quando?


                Há um tempo especulava-se quando seria anunciado o fim da pandemia, e até hoje há quem pergunte “Quando é que pandemia vai acabar?”. Depois do anúncio da OMS e pesquisadores de que a COVID 19 deve ficar circulando entre nós como estão hoje o H1N1, outros tipos de influenza, e também a zika, a chicungunha, a dengue, a hepatite, e outros vírus, já sabemos que não haverá “anúncio do fim” da COVID 19. O que cabe refletir então, é “até quando a pandemia será manchete?”.
            HIV rendeu muita manchete há 20 anos, já fez muitas fortunas, ainda rende alguma manchete e propulsiona as ações dos laboratórios e centros de pesquisas quando anunciam um novo tratamento. Cada vez que um laboratório de classe mundial consegue uma manchete sobre uma etapa da pesquisa sobre a vacina para a COVID 19, as ações disparam nas bolsas de valores. Evidentemente, sabe-se que o anuncio de uma vacina segura gerará pressões gigantescas para compras governamentais em volumes nunca antes comercializados, considerando o desejo da maioria dos 7 bilhões de habitantes do planeta. Qualquer que seja o preço, multiplicado por alguns bilhões de doses que precisam ser repetidas a cada ano, deixará obviamente muita gente bilionária. Embora já se sabe que muita gente em países pobres vão ficar sem vacina, como já ocorre com outras doenças, é certo que países em desenvolvimento ficarão mais pobres para imunizar suas populações anualmente. Uma vacina com estas características é um negócio incrivelmente lucrativo.
          O distanciamento social oportunizou um aumento das mega fortunas dos negócios de tecnologia da informação, numa velocidade e consistência como nunca antes haviam vivido. Só a riqueza dos controladores de Amazon, Facebook, Instagram, Whatsapp, Zoom, Skype, Spotify e Teams aumentou 19% nestes últimos meses. Estes negócios puxam a frente de um grupo numeroso dos novos bilionários a partir da pandemia. A agência Reuters apresentou estudos mostrando que desde que iniciou o distanciamento social nos EUA, a riqueza das pessoas mais abastadas do país aumentou mais de US$ 565 bilhões, enquanto 41,6 milhões de pessoas pediram auxílio desemprego. O Mercado Livre e outros tantos market places são outros exemplos de empresas faturando muito com os desdobramentos da pandemia.
            Que as empresas de tecnologia da informação tem capacidade de fazer mais bilionários em tempos de fatura ou de crise, a gente já sabia. O que não estava claro, era o potencial muito maior em valor, escala e apelo social, dos negócios envolvendo medicamentos, o que inclui vacinas. Potencial que vai ficando cada vez maior com o tamanho do envolvimento e foco quase que total, de tantos políticos, mídias, organizações sociais, oportunizando audiência quase que ininterrupta há quase meio ano. Segundo a Reuters, o presidente e o diretor Clínico da Moderna, fabricante de medicamentos desconhecida até antes da pandemia já embolsaram quase 100 milhões dólares nos últimos meses, somente pelos anúncios dos testes de vacinas que estariam fazendo. Outra evidência é que a manchete do único teste de vacina da COVID 19 que o laboratório Pfizer realizou, conseguiu impulsionar bolsas de valores em várias partes do planeta.
          As estatísticas econômicas mundiais mostram que as escolhas dos governos a título de conter a pandemia, em poucos meses já aumentaram significativamente a diferença entre os países mais ricos e os países mais pobres, e muito significativamente a diferença entre os bilionários e os miseráveis do planeta. Os canais de TV há muitos anos não tinham tanta audiência, com tanta gente em casa e com programação tão barata como as reprises. E o desejo de todo e qualquer patrocinador é de audiência a custo baixo.
Com estas considerações, tenho a impressão de que as muitas fortunas que estão se criando ou aumentando neste período, vão querer manter a pandemia em manchete por muito tempo.
Um abraço e até a próxima!

sexta-feira, 10 de julho de 2020

O que funciona agora no marketing


As crises tendem a acelerar processos que já vinham ocorrendo, conforme você já ouviu e já leu por aqui também. A crise provocada pelas decisões diante da pandemia, não fugiu, e seus efeitos de longo prazo, não fugirão a esta regra. Deste modo, precisamos nos conscientizar de que aquilo que vai funcionar nas formas de criar, promover e vender, já existe.
Twitters de 300 caracteres têm sido mais poderosos que textos impactantes dos jornais mais renomados, assim como alguns tiktoks de 11 segundos, ou vídeos no youtube conseguem mais repercussão que comerciais nos intervalos dos programas de maior audiência da TV. Um dos motivos é que nunca tanta gente passou tanto tempo diante das telas e  tampouco era possível levar as telas, com os smarphones, há qualquer lugar que se vai.
Muitas coisas que eram percebidas, ou entendidas como fundamentais, de repente, com os decretos de distanciamento social, passaram a não ser mais. Todos aprendemos a viver sem determinadas atividades, sem determinados espaços e atividades, ao passo que começamos a entender, usar e conviver com outras situações e funcionalidades que não conhecíamos ou não valorizávamos. Por estes e outros motivos, os orçamentos para promoção e vendas precisam ser alinhados cada vez mais para a atenção às pessoas, especialmente aos públicos alvos e seus influenciadores. Independente da idade, faixa de renda, ou local de residência, boa parte destes públicos está na frente da tela de um celular, mesmo quando está em frente a TV, que teve uma grande retomada de audiência na pandemia. O celular é o ponto de convergência das pessoas em qualquer tempo e é fundamental que você avalie como seu negócio é encontrado e como se apresenta no celular dos seus públicos.
Pesquisas, campanhas, produção lentas e caras devem dar lugar a velocidade! É preciso apostar em produções ágeis, testes em micro escala e diários, decidindo investir mais naquilo que os testes, projetos piloto e outras análises mais rápidas derem algum sinal positivo.
A criatividade deve ser cada vez mais diferencial competitivo, seja na concepção de bens e serviços, ou na forma de promovê-los, bem como na forma de fazer chegar aos públicos. Muitas marcas já se dedicam a produzir entretenimento e/ou conteúdo relevante, para assim obter seguidores, dentre eles, encontrar novos clientes/consumidores, obter seu engajamento, fidelidade e indicação de novos, considerando que a venda é uma consequência de um relacionamento bem feito. Vejam amigos, que não são projeções para o futuro, são observações do que está ocorrendo agora e com o objetivo de despertar os negócios locais para mudar a forma de promover e vender.
Prestar atenção nos traços de comportamento daqueles públicos que você e seu negócio desejam atrair, ser criativo e executar ideias rapidamente é um conjunto poderoso que pode gerar muito mais soluções daqui para frente. Há algum tempo atrás, isso já era importante, porém, ainda considerado por muitos como opcional, enquanto que agora precisa ser considerado obrigatório, uma questão de sobrevivência, em praticamente todos os mercados.
Nestes tempos em que muita coisa precisa ser revista, outras, reinventadas, é preciso ter coragem para romper com o que não serve mais. É preciso mudar de fato, entender rapidamente as guinadas do comportamento do seu público e seguir estes caminhos com criatividade, velocidade e muita capacidade para agir aproveitando as oportunidades que passam logo, consciente de que surgem outras.
Pense nisso! Até a próxima!

sexta-feira, 3 de julho de 2020

Ninguém tem certeza


            Nas 2 semanas anteriores escrevi sobre VUCA, relembrando que é uma sigla de 4 expressões em inglês, quais sejam, volatilidade, incerteza, complexidade e ambiguidade. Alguns perguntaram: e agora, com a pandemia, qual destas está mais intensa?
           Me parece que com todas as decisões governamentais a partir da pandemia e suas consequências tem-se a volatilidade, a incerteza, a complexidade e a ambiguidade intensificadas e ocorrendo ao mesmo tempo sobre as mesmas situações. Quem tem a solução? - Me refiro a solução real, não palpite, ou indignação com as decisões e encaminhamentos. Para cada proposição, análise, estudo, pesquisa, há um conjunto de contestações... é a ambiguidade!
          Se ninguém esta acertando, é porque deve ser difícil mesmo. Tem município que fecha, tem município que abre parcialmente, tem estados que fecham mais, outros menos... e parecem todos inseguros diante da guerra de informações e das incertezas sobre as mudanças na velocidade de contágio... é a incerteza! Hospitais demitindo profissionais da saúde por não terem atividade; municípios desativando os hospitais de campanha que não foram usados; médicos, dentistas, fisioterapeutas, e outros com consultórios vazios, enquanto a TV enfatiza que o sistema de saúde entrará em colapso nos próximos dias.
É uma crise na saúde difícil de entender, junto com uma crise econômica até bem fácil de entender. Crise que já deixou e pode deixar muito mais gente doente pela simples falta do básico. Nas crises de saúde ouviam-se médicos e demais profissionais da saúde, assim como nas crises econômicas, ouviam-se os economistas e profissionais do setor. Nesta crise, no entanto, há fartura de gente “atirando pedras”. Quem falar em salvar, sejam negócios, vidas, empregos ou saúde leva “pedradas”. Agendar data para alguma atividade... pedrada. Alguém sugere “vamos sair da inércia”... lá vem as pedras... Tal lugar, ou tal liderança acertou... pedradas; e se falar que errou... o mesmo!
A incerteza só não é maior do que o ímpeto dos que quererem ser protagonistas numa hora imprópria, quando o melhor para eles e para os outros seria ficar um pouco nos bastidores. Para o bem de todos, deveriam deixar o protagonismo do momento para quem gera solução, não mais confusão. Naquilo em que a incerteza é grande não adianta buscar culpados, inimigos, vilões. Se cada um de nós tem incertezas sobre o que é melhor a fazer em nossas casas e empresas, é certo que as lideranças públicas também têm, e ainda mais, agravado pelo emaranhado de legislações e normas que muitas vezes dificulta ações mais assertivas e precisas.
O que penso que devemos fazer? - Primeiramente, abaixar as “armas”, largar as “pedras” e colocar foco nas soluções. Na sequencia, entendo que temos que sair da inércia! Há tantas oportunidades surgindo, com tantos cenários possíveis, que são muito poucos se apresentando para “encarar”, construir e desenvolver. Este tipo de ação depende muito mais, ou quase que exclusivamente das atitudes das pessoas.
Neste momento precisamos de mais gente com atitude para ajudar a tirar outros da inércia. Mais gente com foco em soluções, que consigam ser mais ouvidos, do que aqueles que trazem problemas dia e noite, um dia após o outro. Precisamos mais gente em condições de mobilizar uma retomada, com novos hábitos, com novas ideias, em condições de conviver com um mundo onde quase tudo é volátil, incerto, complexo e ambíguo.
O “normal” não vai voltar e é por isso que precisamos de gente que consiga viver, conviver, liderar, empreender, trabalhar, mesmo com tantas mudanças ocorrendo ao mesmo tempo, com tanta complexidade e incerteza. Vamos lá?
Um abraço e até a próxima!

terça-feira, 30 de junho de 2020

Quais as suas prioridades?


     Neste mundo VUCA, abordado no texto da semana passada, cada vez mais volátil, mais incerto, mais complexo e mais ambíguo, que toma energia e ocupa os pensamentos, um dos desafios é como estabelecer as prioridades pessoais e profissionais?
   O que era seguro, parece agora evaporar ou escorrer por entre os dedos. Muitas certezas não existem mais, ou são contestadas diante de fatos e números que mudaram rapidamente. O que era simples, não exigia muita avaliação ou escolha, agora exige reaprendizado ou até um esforço para desaprender e aprender diferente. E para completar a VUCA, parece que quase tudo tem mais de um sentido, gerando muitas dúvidas e permitindo diferentes interpretações.
    É cada vez mais difícil saber o que é certo e seguro, porém não é isso que impede as pessoas de prosperar e fazer sucesso, o que também mudou, fragmentou, deixando em parte de ser herança, patrimônio, para ser cada vez mais distribuído entre aqueles que consegue transformar conhecimento em renda, de uma forma como nunca se registrou na história da humanidade. O que leva as pessoas para uma vida melhor, ou impede o seu desenvolvimento continua sendo as atitudes das pessoas. Falar ou pensar “não tenho sorte”, “não tenho tempo”, “não tenho dinheiro”, “não tenho experiência”, “sou velho demais”, “sou muito novo para isso”, “amanhã eu faço”, dentre outras expressões nefastas para o desenvolvimento pessoal, continuam sendo desculpas para não fazer o que deveria para uma vida melhor para si e para os seus.
   A renda limitada tem relação muitas vezes com o fato de ter uma única fonte de renda. A boa notícia é que estamos num momento de muitas oportunidades para novos negócios com pequenas estruturas que resolvem problemas específicos. Sobre a limitação da renda, ainda é preciso lembrar as pessoas que se perde dinheiro comprando coisas que não precisa, participando de jogos de azar, integrando ciclos sociais falidos, comprando tudo parcelado, entre outras atitudes que fazem até quem está em boas faixas de renda se desorganizar financeiramente. Outra atitude que destaco como altamente prejudicial à vida das pessoas é esperar que o governo mude sua a vida. Muitos governos ao longo das décadas têm caracterizado por atrapalhar bem mais do que auxiliar a vida das pessoas. Sem entrar em polêmicas, foco no fato de cobrar impostos maiores que a metade de tudo o que se produz, e não ter contrapartida em prestação de serviços ou infraestrutura adequada e ainda, sequer conseguir pagar os salários dos servidores. Tirar dinheiro da população e ainda não dar o mínimo de suporte, já é para mim uma amostra suficiente de que o governo não muda para melhor a vida de ninguém, a não ser de alguns ocupantes de alguns cargos. Esperar que o governo melhore a sua vida é uma atitude que atrapalha por paralisar muita gente.
     Quem será bem sucedido dá sinais, até mesmo desde cedo, embora não há idade para mudar de atitude. Me refiro aos seguintes sinais:
a) tem grandes objetivos e sabe que pensar pequeno e pensar grande dá o mesmo serviço e gasta o mesmo tempo;
b) começa pequeno, mas pensa grande e longe;
c) é decidido/a e é persistente;
d) fala sobre ideias e não sobre pessoas;
e) não tem medo de errar e está sempre preparado/a;  
f) é pontual, é esforçado/a e tem energia;
g) é apaixonado/a pelo que faz e trabalha duro;
h) tem ética profissional e atitudes positivas;
i) está sempre preparado/a;
j) tem linguagem corporal confiante.
   Independente da volatilidade, incerteza, complexidade e ambiguidade deste mundo, são as atitudes de cada um de nós que propiciam os resultados que colhemos ao longo da vida. Se não foi bom, ou não está bom no momento, temos de agora para frente, para mudar as atitudes diante da vida dos desafios, para colher frutos melhores.
     Um abraço e até a próxima!

segunda-feira, 22 de junho de 2020

O mundo VUCA


     Um dos termos mais falados no meio dos negócios atualmente é VUCA. Tem até alguma similaridade com “muvuca” que pelo dicionário significa “aglomeração ruidosa de pessoas, em áreas públicas, bares etc., agito”. Todavia, VUCA é a sigla, ou acrônimo das palavras em inglês Volatility, Uncertainty, Complexity e Ambiguity, que em português significam: volatilidade, incerteza, complexidade e ambiguidade, respectivamente. O conceito foi empregado pelo U.S Army War College na década de 90 para explicar o mundo no cenário pós-Guerra Fria.
    A Guerra fria que durou de 1947 até 1991, com a dissolução da União Soviética, dividiu o mundo em 2 blocos, Ocidente e Oriente. Até então o mundo parecia muito simples, mas a partir de então, tudo mudou muito rápido, complexificando as relações exteriores, a política, a economia, a tecnologia, saúde, educação, alimentação, segurança, e muito mais. Para explicar e atuar neste cenário com muita volatilidade, incerteza, complexidade e ambiguidade, os estudiosos estabeleceram o conceito de mundo VUCA.


     Este cenário altamente complexo que vivemos a partir dos anos 90 e vamos continuar vivendo cada vez mais intensamente, traz desafios nunca antes imaginados e que necessitam de superação. A complexificação que está por todos os lados, podendo começar pela comida e bebida, lembrando de quantos tipos de hambúrgueres, cervejas, cafés, você tem acesso hoje e nem conhecia há anos atrás, passando pelos veículos, tecnologias de comunicação, plataformas de serviços, tratamentos de saúde e assim por diante. VUCA é o cenário cada vez mais complexo provocado pelo avanço da tecnologia e das exigências dos consumidores e compradores organizacionais.
     Esta alta complexidade enfrentada por todos, especialmente por aqueles que precisam dirigir negócios e outras organizações na era digital oportuniza o surgimento de tecnologias disruptivas e novos modelos de negócios. Este mundo é um “prato cheio” para quem gosta de movimento intenso e  inovação, mas é uma tortura para quem tem dificuldade de mudar.
     Compreender cada um dos termos (volatilidade, incerteza, complexidade e ambiguidade) e saber interpretar como eles se aplicam no contexto da sua organização, dos parceiros, dos clientes e dos concorrentes é muito importante para definir planos e agir para minimizar os efeitos do mundo VUCA. Somente assim será possível que as organizações mais tradicionais prosperem mesmo diante de situações aparentemente desfavoráveis para o seu crescimento.
     Volatilidade é a característica que faz parecer que algumas coisas que pareciam certas, escorrem por “entre os dedos” e outras “evaporem”. O volume e a velocidade das mudanças são mais difíceis de acompanhar. Para minimizar estes efeitos, é preciso investir tempo e dinheiro numa melhor visão do que está por vir e se preparar para os possíveis cenários.
     Incerteza é o aumento da dificuldade de prever resultados futuros, mesmo quando as análises são baseadas em dados presentes. A imprevisibilidade é o elemento mais importante na viabilização da aplicação e funcionamento de novas soluções. Para minimizar a incerteza, é preciso investir na melhora do entendimento dos negócios e dos comportamentos futuros dos públicos.
     Complexidade por tantos fatores, mas aqui principalmente por aqueles que dificultam a capacidade de agir. Conectividade, interdependência, a natureza interconectada e interdependente aumenta a dificuldade para desenhar cenários de decisões em ambientes complexos. Para amenizar a complexidade é preciso cada vez mais clareza, transparência e identificação de tudo o que faz a diferença no seu negócio.
     Ambiguidade é a falta de clareza e concretitude do mundo atual, aumentando a dificuldade para encontrar as relações de causa e efeito na análise dos fatos, dados e acontecimentos determinantes. Em outras palavras, cada fato tem pelo menos 2 verdades, reduzindo a capacidade de encontrar soluções, dada a percepção de que tudo tem 2 lados e enquanto minimizam um risco, aumenta o outro. Para superar a ambiguidade, é preciso mais agilidade na tomada de decisões.
   Que possamos superar o mundo VUCA, com visão, entendimento, clareza e agilidade.
       Um abraço e até a próxima!


terça-feira, 16 de junho de 2020

Para onde vai o dinheiro


           Nas últimas semanas temos ocupado este espaço com informações e principalmente ideias para vender e movimentar os negócios. Quem perdeu algum destes textos, ou quer reler, compartilhar, pode acessar www.gestaonegociosecia.blogspot.com e ver todos textos, separados por assuntos e datas. Relembro que para receber toda a semana um texto novo, basta informar o seu email.
O dinheiro troca de mãos mais rápido nas crises! Relembro a frase do início do texto da semana passada para ajudar na reflexão sobre a geração de emprego e renda, sempre importante, mas mais do que nunca neste momento. Ao mesmo tempo em que muita gente perdeu renda e emprego, é muito importante saber que outros estão ganhando dinheiro, claro que muitas vezes em atividades diferentes. Trazer esta discussão é uma contribuição para mostrar oportunidades que podem ser aproveitadas por aqueles que querem e precisam estimular a renda da família ou de seus negócios.
O SEBRAE vem realizando semanalmente pesquisas com empresários de micro e pequenos negócios e no último relatório é possível constatar situações e percepções bem diferentes, como o fato de que 19% dos pequenos negócios declararem que o faturamento aumentou durante abril e maio de 2020, sendo que 9% afirma que o movimento se manteve estável. Os demais (72%) registraram queda de faturamento, sendo a maior parte destes, do comércio e serviços. Os dados servem para constatar que tanto grandes, quando micro e pequenas empresas conseguem aproveitar as crises para vender mais, se “reinventar” e captar parte do dinheiro que troca de mãos. 
Comentar e repercutir fatos ruins, tragédias, mortes, acidentes de grandes proporções notadamente dá muito mais repercussão do que os fatos positivos não é mesmo? Neste período de farta notícia ruim, encontramos gente que se incomoda quando falamos de fatos ou números ou fatos positivos. É intrigante, não é? Bem... vamos em frente, pois apesar de uma grande massa preferir focar sempre no que é ruim, tem grupos criando soluções, aproveitando as oportunidades e ganhando o dinheiro que vai deixando de entrar em alguns negócios, para ser gasto ou investido em outros. Em toda a parte há quem fica no sofá se apavorando com as tragédias, se encolhendo cada vez mais, enquanto outros aproveitam o momento para captar o dinheiro, que não está circulando em outros meios e com a tecnologia, fazem isso inclusive, sentado no sofá, porém, projetando, fazendo algo produtivo, sem o foco na política e nas más notícias.
Os jogos digitais estão em alta, na faixa de 25 a 60% de aumento de procura, mas também é verdade que as buscas por mesas de sinuca aumentaram em 300%, de jogos de tabuleiro 101% e quebra-cabeças 98%, conforme o Google Trends Brasil. Dentre outros muitos dados que podem ser encontrados nesta fonte, pode-se destacar que muitas pessoas passaram a se interessar mais por atividades físicas, com aumento de 100% nas buscas por acessórios. Este hábito está fazendo surgir o negócio de aluguel de equipamentos como esteiras, alteres e outros equipamentos e acessórios para exercícios físicos em casa.
Determinadas linhas de materiais de construção, acessórios para a casa e jardins também mantiveram ou aumentaram o movimento neste período, como efeito de mais atenção para a casa. A casa ou apartamento passou a acumular trabalho, estudo, laser, convivência, o que gera muitas oportunidades de negócios, pois certamente, muitas empresas, independente do tamanho, têm bens duráveis, de consumo ou serviços para vender, oferecendo conforto, entretenimento, organização, trabalho, estudo, lazer, limpeza, higiene, jardim, de casas, prédios e apartamentos.  É o seu caso? Então veja como melhor expor, apresentar, divulgar, estes produtos, gerando interesse e despertando o desejo das pessoas. Muita gente está buscando “o que fazer” de diferentes formas, tempo e níveis. Se você precisa vender, isso ficará mais fácil apresentando ideias, sugestões, propostas, que podem ser tanto para o que já apresentamos neste texto, ou nos anteriores, quanto naquilo que pode ser relacionado a formas de renda extra em casa, ou na linha do “faça você mesmo”, envolvendo artesanato e também pequenos consertos, praticidade e outros. 
               Um abraço, e até a próxima!

sexta-feira, 5 de junho de 2020

O que está vendendo agora?


                Durante as crises, o dinheiro troca de mãos mais rápido! Isso mesmo, não evapora, não é queimado, nem rasgado ou descartado, evidentemente, mas sai dos bolsos de alguns e vai para as contas de outros. É uma constatação de todas as crises e nesta especialmente prolongada, e em pleno uso de vasto volume de tecnologia da informação, é possível ver mais claramente para onde vai o dinheiro.
             A população mudou seus hábitos diários e isso impactou o consumo, sendo que algumas fontes permitem identificar e quantificar estas mudanças. Para uma grande quantidade de consumidores e famílias que tiveram a renda preservada, mas não podem viajar, ou passear pela cidade, nem ir a parques, cinemas, shoppings, shows, bailes, feiras, a realidade é de busca por atividades que substituam suas rotinas anteriores. Como vender para eles? É preciso dar ideias que ocupem o tempo e envolvam a família, preferencialmente. A seguir, traço algumas observações e informações oriundas de estudos como o relatório do BTG Pactual e outras, baseadas em fontes como Decode, SEMrush, Google Trends, dentre outras.
Algumas corporações mundiais estão vendendo produtos e serviços como nunca sequer imaginavam.  Por exemplo, o leitor de ebooks Kindle aumentou as vendas em 80% no Brasil, nestes primeiros meses de 2020. Estima-se que entre fevereiro e março 40% da população brasileira acessou o Youtube, com tempo médio de permanência calculado em 35min. Os aplicativos de música Deezer e Spotify foram baixados em 6 milhões de dispositivos. A Netflix aumentou em 29% o volume de downloads, e 65% o volume de buscas entre março e abril, enquanto a Globo Play teve um aumento de 68%, frente aos 96% da Prime Video. Os aplicativos para atividade física aumentaram incrivelmente, sendo que os 3 maiores (BTFIT, Nike e Adidas training) registraram aumentos médios de 291% nas buscas entre fevereiro e março.
Pesos (halteres) e elásticos tiveram aumento de procura em 100%, sendo que o interesse por colchonetes de atividade física teve 82% de aumento e aluguel de esteiras, impressionantes 572%, neste período da pandemia. A busca por preços e opção de conjuntos de home theater cresceu 160% e consoles de videogame, 60%. Todavia, os jogos e entretenimentos tradicionais viram revitalizar muito as buscas, tendo aumento de 300% na busca por mesas de sinuca, 101% nos jogos de tabuleiro, 98% quebra-cabeças e 70% as mesas de ping pong. Você tem alguns destes produtos para vender ou alugar? Já colocou na vitrine física? Caprichou nas fotos e detalhes das redes sociais da loja?
Os produtos que se caracterizam pelo cuidado com a pele tiveram aumento de procura em 66% do dia 18 de março, até 30 de abril. Nem preciso dizer aqui que os recordistas em buscas são álcool gel e máscaras de diferentes tipos. Outra informação já esperada é o aumento de vendas das farmácias e drogarias em 12%. Neste setor se destacam os ansiolíticos, com aumento de 50% na procura.
Na cozinha, especialmente, mas para todas as áreas de casa se observa aumentos consideráveis de buscas. Pesquisas por receitas gourmets, especialmente aquelas que podem ser curtidas em família aumentaram significativamente. Ingredientes gourmets estão em alta e devem ser priorizados na exposição física e virtual para quem quer vender mais. A procura por vinhos, por exemplo, aumentou 15%, de acessórios 38% e outras informações sobre vinhos 60%.
A busca por informações sobre alimentos que “aumentam a imunidade” cresceu 130% a partir de 12 de março deste ano.  A busca por lava-louças aumentou 170%, enquanto que mini forno elétrico aumentou 150%, liquidificador +80%, batedeira +40% e fogão +32%. Sua empresa tem alguns destes produtos para vender? Como você e sua empresa estão apresentando estes produtos aos clientes nas redes sociais, nas vitrines físicas, ou na exposição interna?
Muitos outros produtos e serviços passaram a ser mais procurados, mais vendidos, muitas vezes em substituição àqueles que tiveram as atividades impedidas por diferentes razões. Semana que vem continuamos apresentando oportunidades de negócios na pandemia. Vamos em frente com criatividade e fé!         
               Um abraço, desejando dias melhores!

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...