sexta-feira, 5 de agosto de 2022

Pensamentos se transformam em atitudes

 


Os locais, os convívios, os diálogos determinam boa parte dos sentimentos das pessoas e sabemos que o comportamento, por sua vez, é altamente influenciado pelos sentimentos. Assim, os pensamentos determinam boa parte do que se vive.

O que se ouve, assiste, lê, vive, influencia na forma de pensar e agir de todas as pessoas, pois ninguém consegue separar os seus pensamentos, de suas atitudes. Os pensamentos, de uma forma ou outra, consciente ou inconscientemente determinam as vivências, as ações, o comportamento de cada um de nós. Este conceito está bem retratado no livro “O segredo mais estranho”, de Earl Nightingale, onde os resultados das pesquisas mostram o segredo de uma atitude mais positiva afirmando que: “nós nos tornamos o que pensamos ser”.

Quer mudar uma parte da sua vida? Então, comece por mudar parte de seus pensamentos, pois sem que você perceba eles começarão a se transformar em atitudes e comportamentos que podem gerar as mudanças que você quer. Mudar a forma de pensar, ou até mesmo o modelo mental, exige disciplina, com dedicação e prática diária.

Os seus hábitos impedem reações, atitudes, pensamentos diferentes e mais benéficos para a sua vida? Jefrey Gitomer, conhecido autor recomenda alguns exercícios com os seguintes pensamentos:

1- Quando algo dá errado, lembre-se de que é provável que a falha pode ser sua de alguma forma. Ou seja, o primeiro pensamento a mudar é parar de culpar os outros.

2- Você sempre teve e segue tendo opções;

3- Se você acha que está tudo bem, está... Se você acha que não está bem, não está;

4- Ignore as notícias inúteis, trabalhe num projeto que valha a pena, faça um plano ou algo para melhorar a sua vida;

5- Procure ler apenas livros, histórias e matérias com mensagens positivas;

6- Quando você enfrenta um obstáculo, ou algo dá errado, procure identificar as oportunidades parcialmente ocultas;

7- Ouça vídeos, áudios, palestras, seminários sobre hábitos e atitudes;

8- Avalie bem antes de seguir os pensamentos daqueles que dizem que não é para você, que não é para este lugar, que não é possível, ou que não é a hora;

9- Analise a sua linguagem, vendo se não está meio chata, vazia, negativa...;

10- Habitue-se a falar os motivos pelos quais você gosta das coisas, das pessoas, do emprego e da família e não o porque não gosta;

11- Ajude os outros sem esperar nada em troca e sem fazer comparações;

12- Quanto tempo você fica de mau humor? Se passar de alguns minutos, algo está errado!

                Uma boa disciplina nos pensamentos pode mudar significativamente as atitudes, o comportamento, e com isso mudanças bem práticas que podem melhorar paulatinamente o dia a dia e o futuro.

Convivo com muita gente que reclama de falta de tempo para fazer coisas melhores para sua vida e quando alguém me pede conselhos a respeito recomendo que troquem 1 hora por dia em que assistem telejornais e/ou novelas, ou, 1h hora nas redes sociais, sendo que ao final de 1 ano há 15 dias de 24h inteiros ou 30 dias de 12h de trabalho, para fazer algo positivo, construindo o futuro da melhor forma. A cada minuto, cada hora, cada tempo nas redes sociais, ou a frente da TV é de livre opção e escolha de cada um de nós, evidentemente, assim como a mudança da forma de pensar e se relacionar com a vida.

A mudança de 1 hábito já abre um espaço enorme, por vezes até mais do que o necessário, para realizar aquilo vem sendo adiado por falta de “tempo”. Acredite: após perceber os efeitos da mudança de 1 hábito, será possível imaginar o impacto da mudança de mais um ou outro hábito. Não é preciso mudar tudo, pois 1 ou 2 hábitos podem fazer muita diferença na vida de cada um de nós e de quem está conosco.

Um abraço e até a próxima!

quarta-feira, 3 de agosto de 2022

Decisões sobre compras

 


Conforme o texto da semana passada, por incrível que possa parecer o bom atendimento ainda é luxo em alguns locais. Por estes e outros motivos, aperfeiçoar as formas de vender e atender o cliente é uma das principais preocupações da gestão do varejo. A prioridade para este assunto tem razão de ser, pois além do impacto direto no faturamento, as pesquisas mostram significativo aumento da lucratividade média por cliente quando este se sente valorizado, bem atendido, etc.

Além da boa acolhida, cordialidade, atenção, respeito... quem quer aperfeiçoar o atendimento e as vendas deve prestar atenção à hierarquia das decisões do cliente. O desencontro entre a ação do profissional de vendas e a fase do cliente nesta hierarquia pode atrapalhar os negócios.

A primeira decisão de compra do cliente é sobre o próprio vendedor, pois os clientes costumam analisar se o profissional está querendo ajudá-lo ou somente querendo tomar o dinheiro dele. Sugiro avaliar: na sua equipe, os profissionais tem boa noção e agem para ajudar os clientes?

A segunda decisão de compra é sobre a empresa com quem está se relacionando. A empresa está preparada para fazer o que e como o cliente precisa e que estão se propondo a fazer? Há quanto tempo a empresa está no mercado? Para quem a empresa já fez isso? O que a empresa faz melhor do que os concorrentes? Quais são as recomendações ou testemunhas de clientes satisfeitos?

A terceira decisão de compra é sobre o bem ou serviço que está sendo oferecido. Será que este produto atende as necessidades do cliente? Resolve o problema? Se não for o caso, o vendedor ou a empresa vai recuar, não tentando forçar a barra em algo que o cliente possa se arrepender?

A quarta decisão de compra é sobre o preço. Quem compra quer mais que preço, quer VALOR pelo investimento que poderão fazer com este bem ou serviço ou se o melhor seria investir em outras áreas que a pessoa ou sua empresa teria necessidade. Lembre-se que o preço muito baixo levanta suspeitas, e também que o preço alto pode inviabilizar o negócio. O mais importante é toda a equipe, bem como a comunicação da empresa ter presente que o negócio é vender VALOR!

A quinta decisão de compra é o momento de comprar. O cliente sempre se pergunta e muitas vezes pergunta aos seus familiares ou confidentes: “Quando devo fazer esta compra?” Ou “Precisa ser agora?”. Para quem vende, agora é sempre a melhor hora, desde que o bem ou serviço esteja alinhado com a necessidade do cliente e consiga bons argumentos para isso.

Todos nós somos clientes de muitos profissionais de vendas e quando estamos exercendo o papel de vendedor, temos que ter consciência de que Eu, cliente, espero que o vendedor,
gerencie pessoalmente a solução do problema que eu apresentei e se preocupe com a minha satisfação com a solução. Como empresário, também espero que o vendedor procure entender um pouco do meu negócio, que preste atenção nas minhas necessidades e ofereça apenas o que eu realmente necessito. Como clientes, esperamos ainda que os vendedores, sejam nossos conselheiros naquilo que eles se propõem a vender e que eles ajam como meus advogados se algo não sair conforme o esperado, seja em relação a entrega, pagamento, informações ou outras eventualidades. Todos nós realmente esperamos ser atendidos por vendedores que estejam dispostos a ajudar a resolver os problemas que surgirem para nós ou para nossas organizações, inclusive e principalmente quando para isso for necessário criatividade para superar os desafios que a situação impõe.

Espero que a hierarquia das decisões dos clientes possa auxiliar em mais e melhores vendas!

Deixo um abraço e até a semana que vem!

sexta-feira, 22 de julho de 2022

Atendimento e vendas

 


Começo com uma frase de Tiger Woods, multicampeão de golf para inspirar os pensamentos e as atitudes dos amigos leitores, especialmente aqueles que atuam em atendimento do público e vendas: “Eu não busco a perfeição, porque ela é inatingível. Tudo que busco é a excelência profissional.”

Dias atrás um pesquisador da área de vendas comentou numa live que por incrível que pareça, o bom atendimento ainda é um luxo... Constatação feita a partir de pesquisas de comportamento do consumidor, nas perguntas sobre como percebem o atendimento recebido. Seguindo a reflexão, deixo algumas questões: Como é o atendimento no seu negócio, na sua organização? Quando alguém faz contato sobre preços, propostas, pesquisa, agendamento, como é o tratamento?

É preciso que as pessoas que atuam no atendimento ao público percebam sempre que estão diante de outras pessoas que tem sentimentos, percepções, inteligência e que tomam decisões importantes que geram impacto nos futuros dos negócios. Seja face a face, telefone, email, whatsapp, chat, sempre há uma pessoa do outro lado, dotada de mente, coração e espírito. É preciso um esforço de cada profissional para se conectar com a quem está naquela função de comprador, contato, representante, pesquisador, procurando e estabelecendo um vínculo. Conforme este vínculo vai sendo fortalecido é possível saber um pouco mais sobre quem está contatando e assim, mais facilmente encontrar formas de estimular relacionamentos que resultem em mais e melhores negócios.

Quem tem equipe de vendas deseja aquela equipe apaixonada conforme se propõe em palestras, cursos e livros, porém, na prática, não é nada fácil. Para tentar chegar lá é preciso lembrar que vendas e negócios não costumam ser tão românticos quanto algumas vezes pode parecer e também por isso, não é tão fácil fazer toda uma equipe se apaixonar pelas vendas do seu produto. É preciso lembrar também que vão se apaixonar por vendas aquelas pessoas que decidiram ser profissionais de vendas e entender que aqueles que só “estão” vendedores até que surja outra oportunidade que considere melhor, dificilmente se apaixonará por vendas.

Uma carreira em vendas exige preparação como outras tantas boas carreiras. Perceber a profissão como uma carreira é o primeiro passo, pois assim a pessoa vai buscar ser reconhecida na função e área. Renovar diariamente as energias, definindo metas que levem ao sucesso em vendas requer disciplina e é um bom caminho para a preparação.

Manter-se atualizado, estudando temas relacionados a profissão ajudam a manter o entusiasmo em algo, o que é muito importante para vibrar a cada venda realizada, comemorando e sentindo a felicidade de conquistar um novo cliente, uma nova venda, assim por diante.

O final do expediente é ótimo para uma análise dos contatos, como foram os diálogos, as visitas realizadas e o aproveitamento de cada um dos relacionamentos em andamento, o que pode auxiliar no entusiasmo para o dia seguinte. Quem ajuda o cliente a resolver um problema, bem como a obter sucesso com o seu produto (bem ou serviço) gera uma percepção positiva e colherá fidelização, indicação de novos clientes, além do fato de gerar uma boa lembrança para que sempre que precisarem ou souberem de alguém que precisa, vão lembrar de você e sua boa vontade em orientá-lo.

Finalizo lembrando que é preciso investir tempo e energia para conhecer novas pessoas todos os dias e aproveitar para crescer profissionalmente, pois além de enriquecer a lista de possíveis novos contatos comerciais, renovar e ampliar a carteira de clientes, ter mais conhecidos e amigos, é sempre prazeroso.

Desejando ótimos negócios a todos, deixo um abraço e até a semana que vem!

sexta-feira, 15 de julho de 2022

A sua causa pessoal

 


Já é bastante difundido o entendimento de que os resultados do trabalho não são apenas relativos a salários, prêmios, reconhecimentos públicos, mas também como cada um se sente em relação às atividades profissionais. Já abordamos neste espaço sobre o que está ocorrendo com parte dos trabalhadores na China com o “tang ping” (ficar deitado), e nos EUA com a “great resignation” (ou grande resignação) e no Brasil com o “apagão de trabalhadores”, pela crescente falta de gente disposta a ocupar as vagas emprego disponíveis.

Estudos mostram percentuais significativos e crescentes, muitos deles com mais de 50% de profissionais insatisfeitos ou infelizes com o seu trabalho. Profissionais que simplesmente cumprem o horário, evitam os compromissos que podem, não querem se envolver, nem saber dos resultados da sua unidade de negócios, nem da empresa, tem mais tendência a se declarar insatisfeitos e infelizes no trabalho. Evidentemente, é preciso se perguntar quais são as causas, os motivos para viver e trabalhar, destas pessoas, pois quem está infeliz no trabalho certamente não rende todo o potencial. Porque há tanta gente insatisfeita no trabalho e o que as faz infelizes com a atividade? Quantas causas da insatisfação são externas e quantas são internas, ou seja, da própria pessoa?

Tenho a impressão de que as pessoas mais felizes com o trabalho foram as que fizeram da atividade profissional uma causa para contribuir com o mundo à sua maneira. Gosto de ler e ouvir histórias de pessoas que se destacam em diferentes setores e atividades e esta diferença entre ter um trabalho ou ter uma causa é muito evidente nas pessoas que tem grandes feitos na história, nos negócios, nas profissões, na política, no voluntariado, nos esportes, na religião...

Já ouvi gente que gostaria de estar em níveis mais altos da hierarquia, ou em atividades mais relacionadas ao que mais gostam de fazer, dizendo que quando estiverem no lugar que almejam, vão se comprometer e produzir bem mais do que atualmente. Sempre que ouço sobre um caso assim fico pensando como é que alguém vai ser lembrado para uma promoção no trabalho atual, ser convidado ou indicado para um trabalho novo, melhor, mais valorizado, se na atividade atual, é pouco produtivo e não se destaca? O mundo, via de regra acaba entendendo que se a pessoa não dá conta e não é produtiva com o que tem hoje, possivelmente não dará conta de algo maior, ou mais complexo.

Se eventualmente seja o caso de alguém que você conhece, sugiro uma reflexão com perguntas como “Como você deseja ser reconhecido/a no meio profissional?”, “Como você está se mostrando para o mundo do trabalho?”, “Qual é a imagem mental que os seus colegas de trabalho tem de você e passam para quem eles conversam eventualmente ao seu respeito?” As respostas a estas perguntas vão definir as condições de avançar ou não na carreira para uma atividade profissional mais desejada.

Qual é a sua causa pessoal e profissional? Quem ainda não tem uma ou mais causas profissionais para buscar com dedicação e muito envolvimento, sugiro que tente olhar o que deseja do trabalho como uma causa para contribuir com o mundo. Recomendo que faça do trabalho e do que quer com os resultados dele, a sua causa profissional. O engajamento no trabalho atual, na empresa, na relação com os colegas, com amigos e família vai mudar e muito.

Quem consegue entender seu trabalho como uma causa, apaixona-se pelo que faz, gera inspiração, encontra a sua motivação e aumenta em muito a satisfação pessoal e profissional.

Pense nas pessoas que você admira pessoal e profissionalmente. Veja se não é evidente que elas têm uma causa, lutam muito por ela tendo como consequência reconhecimento e os resultados que você também gostaria de ter?

Um abraço e até a próxima!

 

quarta-feira, 6 de julho de 2022

Foco para objetivos


          Alcançar um objetivo pode ser uma tarefa muito árdua quando não se coloca foco no que é necessário para alcançá-lo. Mesmo que estejamos apaixonados por aquele objetivo e queiramos aproveitar logo os resultados, as distrações, mesmo com outros projetos, objetivos, mídias sociais, entretenimento, dúvidas, tarefas diárias podem tornar quase impossível se concentrar no que precisa ser feito para alcançar o objetivo maior.

          No texto de hoje resgato uma postagem feita há algum tempo pela redatora do site Entrepreneur, Nina Zipkin, quando reforçou a importância do foco para alcançar objetivos. Entrepreneur (Empreendedor) é um site que há anos se dedica a orientar pessoas a ter melhor desempenho em suas atividades, seja no seu negócio ou colaborando em outros empreendimentos.

          A primeira recomendação é sempre diminuir a quantidade de ruído na mente, e na sequencia, parar com a ideia e tentativas de ser multitarefa. Ao invés de tentar tocar várias coisas ao mesmo tempo, está provado que atender uma tarefa de cada vez é muito mais produtivo. Iniciar o dia colocando a mente para funcionar logo em tarefas mais difíceis desafiando-se com um esforço maior e mais criativo pode tornar o dia mais produtivo do que iniciar vendo mensagens e e-mails.

          Uma boa maneira de focar num projeto é bloqueando a agenda para atendimentos durante 1 a 2h por dia, silenciando o barulho ao seu redor. Um controle do que se consegue produzir neste tempo a cada dia é fundamental para medir o quanto está funcionando e se o tempo é suficiente para alcançar o referido objetivo.

          É bem difícil manter a concentração o dia inteiro olhando para uma tela. Por isso, caminhar por uns 20min, tomar ar fresco, se movimentar, beber bastante água e descansar um pouco vão ajudar no foco do objetivo. Meditar, orar, refletir em algum momento do dia também é importante, assim como iniciar as reuniões com uma breve reflexão espiritual, e/ou motivacional. Conte com a tecnologia, aplicativos e agenda eletrônica para ajudar a lembrar destas paradinhas que são tão importantes, bem como entender como está a sua produtividade, quais os pontos estão demorando mais, assim por diante. 

          Está bem frequente o uso de fones de ouvido no trabalho, nas mais diversas atividades. Muitas vezes a ideia é tirar o ruído de fundo para aumentar a concentração, todavia o que está nos fones pode distrair ainda mais. Músicas com letras podem tirar o foco de tarefa que precisa ser concluída, então as melhores para este fim são as instrumentais como clássica ou eletrônica. 

          Simplifique a comunicação, para melhor concentração, foco e agilidade. Quem tem o hábito de “zerar” a caixa de entrada antes de enfrentar as tarefas que levam ao alcance de seu objetivo deve pensar em como se livrar de muitos e-mails que não são mais lidos ou não lhe são mais tão úteis. Avaliar se ainda vale a pena se manter em listas de e-mails como determinadas news é importante para, se for o caso, pedir exclusão e reduzir o volume de e-mails recebidos. Uma avaliação constante pode ser nas trocas de e-mails e mensagens de aplicativos longas, que poderiam ser substituídas com mais agilidade por telefone ou pessoalmente. As vezes os 5min para ir ao espaço dos colegas ou telefonar pode ser mais produtivo do que escrever uma troca de e-mails, ou mensagens de texto ou áudio, além de deixar claro para os colegas que aquela ação deve ser agilizada.

          Reduzir o nível de ruído no ambiente e na mente não quer dizer silêncio total. Algum nível de atividade no ambiente, até uma brincadeira vez por outra pode beneficiar a capacidade de realizar tarefas criativas, desde que haja atração para uma conversa mais extensa. O ambiente de trabalho ideal para a criatividade e inovação tem algum ruído de fundo, e o desafio é encontrar um equilíbrio delicado no som e movimentos do ambiente. 

          Desejando mais produtividade e foco nos objetivos, deixo um abraço e até a semana que vem!

domingo, 26 de junho de 2022

Grandes Lições

 


A vida parece ter ficado mais complicada, não é mesmo? É impressionante quanta gente está disposta a reclamar e xingar por qualquer situação! Assim é difícil ser feliz! Para compartilhar, trago hoje alguns trechos das crônicas de Roberto Shinyashiki, médico psiquiatra, empresário e escritor de muitos títulos.

As recomendações começam com ser ético e estudar muito. A vitória que vale a pena é a que aumenta a dignidade e reafirma valores profundos, enquanto as atitudes que atrapalham os outros para subir despertam o desejo de vingança e, conviver com isso gera barreiras a felicidade. A glória pertence àqueles que têm um trabalho especial para oferecer e isso é possível com muito estudo.

Acredite sempre no amor e curta muito a sua companhia, mas lembre que casamentos e amizades dão certo para quem não é dependente. Assim como ninguém vai empolgadíssimo todos os dias para o trabalho, ninguém está sempre no auge da paixão. Cobrar de si e do outro uma vida nas nuvens é fonte de frustração.

O amor é um jogo cooperativo, lembra o autor, pois quem está junto deve jogar no mesmo time. Alimentar relacionamentos que só trazem sofrimento é masoquismo, estimulando dificuldades para a própria vida. Quem quer continuar e ser feliz deve enterrar o passado para viver feliz. Todo mundo erra, e preciso lembrar que cada um de nós também. Por estas e outras, arrisque!

Tenha amigos vencedores e aproxime-se de pessoas com alegria de viver e por isso, a recomendação é para ampliar os relacionamentos profissionais. Ter bons contatos é essencial em momentos decisivos. Os amigos são a melhor referência em crises e a melhor fonte de oportunidades na expansão.

Seja grato a quem participa de suas conquistas, pois quem costuma vencer sabe que as vitórias são alimentadas pelo trabalho em equipe. Lembre que agradecer é a melhor maneira de deixar os outros motivados.

Eleve suas expectativas, pois pessoas com sonhos grandes obtêm energia para crescer. Os perdedores dizem frases como: "isso não é para nós" ou “quem somos nós para isso”. Os vencedores pensam em como realizar seu objetivo e por isso é preciso ter metas claras.  A história da humanidade é cheia de vidas desperdiçadas como amores que não geram relações enriquecedoras, talentos que não levam a carreiras o sucesso, etc. Ter objetivos evita desperdícios de tempo, energia e dinheiro.

Cuide bem do seu corpo, pois ele é o seu tempo. Alimentação, sono e exercício são fundamentais para uma vida saudável e gostar de si mesmo ajuda os outros a gostarem também.

Celebre suas vitórias para que o seu corpo, mente e espírito ajudem a conquistar mais. Compartilhe o sucesso, mesmo as pequenas conquistas, com pessoas queridas. Grite, chore, encha-se de energia para os desafios seguintes e... Perdoe!

Seja simples. Retire da vida tudo o que dá trabalho e preocupação desnecessários.

Shinyashiki recomenda ainda que tenhamos um orientador, afirmando que viver sem, é decidir na neblina sabendo que o resultado só será conhecido quando pouco resta a fazer. Procure alguém de confiança, de preferência mais experiente e mais bem sucedido, para lhe orientar nas decisões, caso precise.

Jogue fora o vício da preocupação, pois viver tenso e estressado está virando moda. Ao conversar com contatos do meio profissional parece que ser competente e estar de bem com a vida são coisas incompatíveis atualmente. E o que é incompatível com o sucesso é ter uma vida ruim. Defina suas metas, conquiste-as e deixe as neuras para quem gosta delas. Resolva os problemas de forma rápida e assertiva!

Relembre estas reflexões com frequência e seja mais feliz!

Um abraço e até a semana que vem!

 

domingo, 19 de junho de 2022

Habilidades profissionais mais procuradas

 


O Fórum Econômico Mundial mantem um trabalho ativo entre uma edição e outra, principalmente com publicações sobre as tendências apresentadas e debatidas nos encontros. Uma destas publicações aborda um conjunto de 10 habilidades mais procuradas nos ambientes de trabalho, citadas pelos maiores líderes mundiais e seus assessores, presentes no Fórum e hoje as trazemos para este espaço.

Os estudos também indicam que 50% de todos os trabalhadores precisarão ser requalificados em boa parte de suas funções, até 2025. Estas aptidões que deverão ser incorporadas por um número cada vez maior de trabalhadores são particularmente importantes em setores de rápido crescimento, indústrias que tenham projetos inovadores, negócios com forte atuação em tecnologia da informação e comunicação, assistência médica e serviços de informação que dependem das capacidades colaborativas e adaptativas dos profissionais.

Completar as lacunas de habilidades, especialmente as finas e leves, exigirá muito mais do que treinamento técnico adicional. Os empregadores querem cada vez mais que os novos contratados tenham um conjunto de habilidades que sejam fundamentais para o sucesso naquele setor. Antecipando o cenário de empregos no futuro, o Fórum Econômico Mundial identificou essas habilidades essenciais para manter a empregabilidade e buscar novas oportunidades. São habilidades que os profissionais precisarão cultivar para se manter e crescer nas organizações que precisam mudar e de maneira rápida para serem negócios do século XXI.

As seguintes habilidades profissionais estão entre as mais procuradas pelos executivos participantes do Fórum Econômico Mundial:

- pensamento crítico, analítico e sistêmico;

- foco nas soluções;

- capacidade para analisar e inovar rápido;

- aprendizagem ativa e estratégias de aprendizagem;

- resolução de problemas complexos;

- criatividade, originalidade e iniciativa;

- liderança e influência social;

- uso, monitoramento, projeto, programação e controle de tecnologia;

- resiliência, tolerância ao estresse e flexibilidade;

- raciocínio lógico e ideação.

Dominar estas habilidades, que em sua maioria, são habilidades sociais, sabidamente não é simples, pois são mais subjetivas do que as habilidades técnicas e, muitas vezes, mais desafiadoras para desenvolver. As vezes é necessário preparar estudantes para empregos que só vão existir quando eles se formarem e para tecnologias que só serão inventadas quando eles irão atuar profissionalmente, além de serem capazes de solucionar problemas que não estão no radar de ninguém. As escolas, faculdades e universidades precisam cada vez mais auxiliar na construção destas habilidades essenciais, incorporando como parte da cultura das instituições, estabelecendo padrões para melhorar sua entrega e preparar seus egressos para trabalhar em ambientes dinâmicos.

Para dotar os profissionais destas habilidades, tanto as instituições de ensino, quanto as famílias, os próprios estudantes e os profissionais egressos, precisam avaliar o desenvolvimento dessas habilidades menos tangíveis, mas essenciais, como as estratégias de empregabilidade de médio e longo prazo. Ações deste tipo requerem mudanças na mentalidade do corpo docente para que desenvolvam estas habilidades integradas com os conteúdos obrigatórios legalmente. Assim, tem mais chance dos estudantes liberarem todo o seu potencial e se tornarem colaboradores mais engenhosos, receptivos e resilientes para suas comunidades e para o mundo.

Um abraço e até a semana que vem!

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