sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Fidelidade aos negócios locais

Em muitos municípios percebemos a preocupação com a fidelidade dos moradores aos negócios locais. Em alguns casos, a queixa toma uma dimensão maior do que a realidade dos fatos, em outras, a queixa é pertinente, mas o problema é cada vez mais comum.
Negócios locais fortes permitem mais trabalho, mais empregos, mais renda, mais benefícios aos trabalhadores, mais retornos e segurança para os investidores, mais movimento, mais prestígio, mais satisfação. Este conjunto gera mais tributos, que são a forma pela qual municípios, estados e países tem recursos para atender a população, com infraestrutura e serviços nos mais diferentes aspectos. A tecnologia e a disponibilização dos mais diferentes tipos de dados e informações na internet permitiram saber com maior precisão o potencial de consumo de cada município e a partir de cruzamentos de informações, entender um pouco melhor o volume da renda gerada pelos salários da população empregada, bem como a parcela que evade, para municípios vizinhos e outras regiões.
Não há como reter toda a renda gerada no município, pois é inevitável que as pessoas gastem seus recursos em deslocamentos por motivos diversos, assim como é inevitável a evolução das vendas online. Contudo, é possível gerar um conjunto de atributos diferenciais e fortes o suficiente para enfrentar toda esta concorrência de fora. Como tantas e tantas situações da vida, há os que não entendem o que está ocorrendo e buscam culpados nos locais errados, há os que se prendem as queixas e ficam impressionados com o que estão vendo e há os que buscam inovar e enfrentar os desafios.
Há muitas possibilidades para enfrentar a concorrência das cidades vizinhas, das viagens de compras e da internet. Ao circular em diferentes cidades verificam-se as diferenças de organização, limpeza, arquitetura, ruas, canteiros, passeios, fachadas e vitrines muito melhores que outras, formando um atrativo forte. Os preços, o atendimento e a variedade dependem da disposição e da cooperação do conjunto de empresários. A cooperação entre os negócios gera condições para que o cliente de um, prestigie o negócio de outro e assim por diante.
Serviços pessoais como consultas e exames dos mais diferentes campos da saúde, bem como serviços educacionais, revisões de veículos, seminários, feiras, eventos, geram deslocamento de pessoas entre as cidades e comprovadamente são propulsores de maior movimentação da economia local. Nestes deslocamentos, observa-se que os consumidores de serviços em geral vem e vão acompanhados e aproveitam para antes ou depois, realizar compras e outros serviços. Promover os negócios do município para os clientes dos negócios uns dos outros é uma ação de cooperação importante que impacta na maior fidelização aos negócios locais. Ao gerar estímulos para que os seus clientes prestigiem outros negócios do município é um investimento que proporcionará que os outros negócios estimulem os clientes deles a prestigiarem o seu negócio.
É preciso mais esforço e também coerência. Utilizar jargões como “prestigie as nossas empresas”, ou “compre aqui” não convencem mais ninguém. Adquirir bens e serviços fora e querer que os outros prestigiem o seu negócio, é incoerente. É preciso criar um conjunto de atrativos entre várias empresas locais para reter uma maior parte da renda dos moradores locais, bem como vender mais bens e serviços para quem vem fazer negócios na cidade. Campanhas criativas de valorização do município, de prestígio aos negócios locais, a criação de programas de fidelização de forma cooperada entre as empresas locais, bem como a criação de aplicativos com redes locais de compras via e-commerce e m-commerce são excelentes alternativas. Todavia, é preciso sempre do esforço de cada empresário e sua equipe, na melhoria do próprio negocio e do que ele oferece aos potenciais clientes. A publicidade e a propaganda, assim como eventos podem atrair o cliente até a rua da empresa, assim como os aplicativos de vendas vão colocar os seus produtos na mão dos clientes, mas vender no volume desejado dependerá da competência do seu próprio negócio.

Desejando excelentes negócios, um abraço a todos!

sábado, 10 de fevereiro de 2018

Momento para inovar

Dentre as muitas correntes que estudam e propõe métodos para motivar as equipes, há algumas unanimidades e dentre elas a busca pelo comprometimento da equipe fazendo com que a maior parte possível se sinta como se fossem donos. Nos processos de mudança, na inovação dos serviços e produtos, poucas atitudes engajam mais gente do que o sentimento de ser dono ou parte da ideia.
A indústria voltando a contratar, o varejo motivado pelas boas vendas de fim de ano, férias e carnaval, boas perspectivas para a economia em 2018, trazem um novo ânimo para os negócios, e com ele, mais concorrência. É o momento de inovar, tanto para se diferenciar de alguns, quanto para se equiparar aos que já saíram na frente.
Sempre que algum empresário ou executivo me fala que quer inovar mas sua equipe não tem iniciativa, não traz novidades, eu pergunto o que a empresa tem feito para incentivar a inovação entre os empregados. Os salários, os bônus, prêmios, são elementos importantes no alinhamento dos colaboradores com as metas globais da empresa, mas já está provado que não são suficientes na criação de um ambiente de criatividade e inovação. A experiência mostra que por vezes, incentivos financeiros muito focados no curto prazo até atrapalham a inovação e o desempenho da organização á longo prazo. Por este e outros motivos, é fundamental criar um ambiente positivo, que estimule a geração de novas ideias, sem qualquer tipo de penalização, ou constrangimento quando alguém apresentar um conceito considerado inicialmente absurdo.
Com o passar do tempo, é importante criar um ambiente em que a equipe como um todo se sinta co-criadora das novidades e com o tempo, “dona” do empreendimento ou produto, portanto, corresponsável pelo sucesso ou fracasso de cada iniciativa, podendo receber o reconhecimento pela superação das expectativas.
A inovação é estimulada pelo líder trazendo sua visão, desenvolvendo o espírito e dando liberdade para questionar, refletir e avaliar constantemente os mais diversos processos. Sabemos que as vezes até sem querer, a postura do dirigente inibe a exposição de novas ideias, de propostas que amadurecidas e complementadas com sua experiência e conhecimento dos outros membros da equipe, podem gerar melhores resultados. Para os dirigentes que querem melhorar a abertura para as iniciativas inovadoras, além de realizar reuniões com foco em novas ideias é preciso avaliar e reavaliar a sua própria postura nas reuniões, tanto na fala, quanto nos gestos e expressões, é pouco, mas já é um começo.
Algumas vezes os membros da equipe inibem os colegas a proporem inovações, então, sugere-se preparar, pensar e fazer tudo para ter um ambiente positivo, gerador de novas ideias e principalmente, que não desencoraje as pessoas a apresentá-las. É preciso preparar os líderes de setores para serem cada vez mais líderes, orientando mais estratégias e focando menos em cobrança de questões operacionais. Também é fundamental criar a sensação de que os projetos são de todos, não somente seus, pois o sentimento de propriedade de mais pessoas da equipe é fundamental para o desenvolvimento da inovação.
Inovação sempre é importante, mas entendo que este é um momento propício para aqueles que aguardam um bom momento para realizar mudanças nos negócios e nos processos. Para quem vai começar, é importante avaliar se tem energia positiva o suficiente para estimular e inspirar as pessoas na busca de novidades. Não esqueça de avaliar antecipadamente suas falas, textos, orientações, posturas, verificando se você tem sido mais catalisador ou mais inibidor da inovação. Aproveite o momento!
Desejando muita inovação em 2018, um abraço a todos!

Um abraço e até a semana que vem!

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Um monumento ao empreendedorismo

        Em cada uma de nossas comunidades temos organizações que orgulham, atraindo olhares, admiração e merecendo nosso respeito. As empresas têm funções sociais da maior relevância garantindo com seus empregos, com os encargos sobre a folha de pagamento, com os investimentos e com seus resultados, a manutenção de uma infinita cadeia de negócios, estruturas, organizações privadas, comunitárias e públicas, que ultrapassa os espaços da comunidade, do município e da região.
      Os planos de saúde, planos dentários, higiene e segurança do trabalho, orientações nutricionais e de saúde, atenção aos relacionamentos, a saúde mental com os descansos semanais remunerados, as férias, os fundos de garantia por tempo de serviço, as gratificações por produtividade, os treinamentos, o apoio a qualificação, os incentivos diversos que são proporcionados aos trabalhadores de tantas organizações da iniciativa privada são apenas alguns dos impactos da função social das empresas, substituindo o Estado muitas vezes, nos cuidados com os cidadãos.
Infelizmente, vivemos num país que ainda tem grande dificuldade para estimular o desenvolvimento de negócios atuais e futuros. As crises cíclicas muitas vezes geradas a partir da política e das práticas partidárias controversas, a insegurança jurídica especialmente em questões trabalhistas e tributárias aumentam o grau de dificuldade e de risco para quem está á frente dos negócios.
Quando homens, mulheres e suas famílias tem plena noção da função social dos seus empreendimentos, e mesmo conscientes das dificuldades de nosso país, criam novos negócios e/ou ampliam os negócios atuais, precisamos aplaudir, comemorar juntos, contribuir com seu desenvolvimento e admirar seus atos torcendo para dar certo para que também outros se encorajem em contribuam com a sociedade de maneira tão nobre.
Na última sexta-feira tive a honra de participar, acompanhando uma comitiva da FAHOR e também colegas da MV Group, na inauguração da nova planta da São José Industrial. A solenidade foi prestigiada por mais de 2 mil pessoas, dentre eles o governador do Rio Grande do Sul, Ministros, Secretários de Estado, Prefeitos da região, muitos empresários e lideranças de entidades, além de colaboradores e fornecedores. Tive o privilégio de participar de 3 visitas ao canteiro de obras que se agigantava a cada etapa, concretizando os sonhos dos 3 sócios, de suas famílias e dos colaboradores, mas não só deles, pois era visível na apresentação e fala dos maiores aos menores fornecedores, o orgulho de estarem participando daquele projeto grandioso.
A nova fábrica é um verdadeiro monumento ao empreendedorismo! Os espaços de trabalho, sejam os de chão de fábrica, com postos de trabalho seguros, ergonômicos, claros e bem equipados, seja nos escritórios da engenharia e administração, organizados, transparentes, integrados, confortáveis, com belíssimo mobiliário e decoração, ou nos espaços de convivência como vários espaços para café, área para confraternizações, mezanino, refeitório, e um belo auditório com lounge, deixam uma mensagem muito marcante da empresa que quer cuidar muito bem de quem lá trabalha.
A nova planta com 23mil metros de área construída, investimento de mais de R$ 50milhões vai permitir ampliar as linhas de produtos, focadas em implementos agrícolas, é um monumento ao empreendedorismo pelo cuidado com o ambiente de trabalho, mas também pela motivação e orgulho gerado aos moradores de São José do Inhacorá e região. Aqueles que empreendem e acreditam no que uma empresa pode fazer por uma comunidade tem na história de 25 anos da São José Industrial, um case inspirador, com evolução e investimentos constantes e focados no negócio. Conheço muitos empresários, vários deles com mais tradição e mais capital do que os empreendedores da São José Industrial, porém poucos com a mesma dedicação e crença e foco no próprio negócio.

Um abraço com o desejo de mais casos inspiradores em 2018!

domingo, 28 de janeiro de 2018

Porque você faz isso

“As pessoas não compram o que você faz, elas compram porque você faz isso!” é uma afirmação que vem intrigando muita gente quando reflete a respeito e por isso tem se tornado frequente na avaliação de negócios e de atividades profissionais. A origem da afirmação é do livro “Start With Why”, literalmente “Comece com o Porquê”, de Simon Sinek, que na versão em português ficou com o título “Por Quê?: Como grandes líderes inspiram ação”, da editora Saraiva.
        Simon Sinek repete incansavelmente que um propósito bem definido é capaz de inspirar pessoas e organizações a agirem. Especialmente quem trabalha com bens e serviços que buscam alguma diferenciação frente a concorrência, que tem valor agregado, que oferecem valor para os clientes, precisa ter no propósito um dos principais meios de diferenciação e de criação de vínculos com seus públicos.
         Pessoas com propósito inspiram quem está a sua volta e assim realizam grandes feitos, que por sua vez, inspiram ainda mais pessoas, o que pode dar a volta ao mundo. Dentre outras formas de apresentar o tema, destaca-se o que Simon chama de “Círculo de Ouro”, para que os leitores não esqueçam “por que nós fazemos o que fazemos”. A intenção é uma reflexão em três níveis, iniciando com o “por que”, depois o “como” e finalizando com “o que”. Esta sequencia é a mais correta para que as pessoas e as organizações possam pensar, agir e se comunicar de dentro para fora. Infelizmente muita gente e muitas organizações entram em dificuldades por começar pelo “o que”, ou seja “fazem”, e algumas destas procuram descrever o “como fazem” e raramente e por último, deixam claro o motivo pelo que fazem, ou seja, vão do mais claro para o mais difuso, conforme o autor.
         Aqueles que inspiram as pessoas a agir e, por isso se destacam, começam sua abordagem com o “porque”, fugindo do tradicional e do comportamento da maioria, conseguindo no entanto, resultados melhores, por se tornarem mais autênticos. Quando uma pessoa ou uma empresa deixa claro o porquê ela faz o que faz, ela supera a razão da compra ou escolha, e passam a ser vista como protagonista de uma causa. Qual é a sua causa? É uma boa pergunta para começar a reflexão.
         O propósito da sua marca é o centro do negócio e quando explorado adequadamente traz vantagens importantes frente aos demais, orientando como o motivo, a maneira e o que você oferece seja percebido. Com isso, você se comunica de maneira mais eficiente reduzindo o risco de ser percebido como “mais um”. Como base no propósito de marca a organização age de forma legítima, pois diminui a necessidade de correr atrás de uma diferenciação que pode ser intangível e suas ações de marketing, bem como as ações de comunicação com os diferentes públicos passam a fluir mais naturalmente, orientadas e sustentadas por conceitos mais claros para todos. Este conjunto auxilia no entendimento de quem é a empresa e com quais públicos ela quer se relacionar, aumentando o poder da mensagem e proporcionando maiores e melhores oportunidades de aproximação e interação com seus públicos, que por sua vez, passam a ter maior disposição para criar e manter relacionamentos com a equipe, com a marca, com os bens e serviços oferecidos.
         Refletir sobre o que propõe Simon Sinek, clareando junto com a equipe o porquê sua organização existe, o porquê ela faz o que faz e depois deixar claro para os seus públicos vai contribuir muito com o futuro do seu negócio!  Aproveite o momento e comece hoje! 
         Um abraço e até a próxima!

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Fazer diferente

Mais gente vai voltando das férias, organizando as casas e os negócios para 2018 e a motivação para um novo ano mais tranquilo e mais promissor vai contribuindo com as iniciativas e novas ideias. Depois de um período de descanso, mesmo que breve, as mentes, os corações e os espíritos estão naturalmente mais preparados para pensar e fazer diferente, dando continuidade as melhorias e mudanças necessárias para a evolução que nós e nossos negócios buscamos para manutenção e desenvolvimento. 
        Sobre a sua vida, nos aspectos pessoais, profissionais, familiares, o que você fará de diferente para melhorar, para olhar o mundo e ao seu redor de forma mais positiva e assim agir melhor consigo e com os outros? Sabe-se que a forma como cada um de nós percebe o mundo e o que ocorre ao seu redor influencia bem mais a sua vida do que fatores externos relacionados a economia, política, local onde mora, dentre outros. O que você vai fazer de diferente em 2018?
        No que tange aos negócios, é notório que um número significativo de pessoas repete ou copia, fazendo muito parecido com alguém próximo, ou que outro negócio já fez. As vezes é coincidência, outras não, mas o que quero refletir com os amigos leitores é de que nós e nossas comunidades não precisamos de mais do mesmo, justificando a provocação para fazermos diferente. É preciso serviços diferentes, comidas, bebidas, peças, móveis, aparelhos, equipamentos, promoções, diferentes do que foram feitos por seu negócio e pelos outros.
       Precisamos de mais vida em nossos negócios, e vida é inovação, é movimento, é renovação constante! Como vamos dar mais vida aos nossos negócios em 2018? Fachadas e vitrines diferentes, atrativos diferentes, novos cheiros, novos sabores, novas tecnologias, novas abordagens, novas parcerias, novos relacionamentos, novas apresentações, também podem fazer a diferença nos seus negócios em 2018. 
       Precisamos fazer diferente para fazer a diferença na trajetória desafiadora para repensarmos a forma de vivermos em sociedade, com respeito a diversidade de pensamentos, de posturas diante da vida, assim como rever a forma de fazer negócios, de fazer política e de como nos relacionamos com aquilo que é de todos. Já sabemos que é preciso esperar cada vez menos de governos municipais, estaduais e federal, mas mais do que isso, precisamos entender como sociedade que é preciso esperar menos dos outros, e dar mais de si mesmo. 
       Queremos relações, instituições, negócios, comunidades, municípios, estados e um país diferente, entendendo que isso tudo só é possível, quando cada um de nós efetivamente, faz algo diferente do que vem fazendo. As dificuldades coletivas pelas quais passamos em 2014, 15, 16 e 17 nos ensinaram que mais do mesmo não vai nos levar a um lugar diferente! As dificuldades de nossa existência só tem razão em ser quando geram aprendizado e vale a reflexão de quem entendeu bem as lições, avaliando se realmente aprendemos mudando hábitos, atitudes e visões de mundo. 
       Mais aprendizado, mais pesquisa, mais organização, mais planejamento e mais ações? O que você vai fazer diferente em 2018? O que sua equipe e seus negócios vão fazer de diferente neste próximo ano?
       Que Deus ilumine a todos os amigos leitores, suas famílias e suas equipes de trabalho, para terem atitudes que levem as melhores escolhas na busca por fazer diferente e melhor em 2018! Precisamos!
       Um abraço e até a próxima!

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Entregue um você melhor para 2018

Desejamos e precisamos muito mais deste 2018! Ainda temos que recuperar boa parte do que foi perdido em 2015 e 16 e queremos mais. Nosso País, nosso Estado, nossas comunidades, nossas famílias precisam de um grande ano e para fazer este grande ano acontecer, é preciso compromisso e ação de cada um de nós.
Além de querer e esperar por um grande ano, precisamos entregar pessoas melhores para 2018. Precisamos entregar atendimentos, negócios, bens, serviços e produções melhores, assim como filhos e relacionamentos melhores, e ainda, política e economia melhor, bem como mais responsabilidade, mais respeito, mais tolerância... e para tudo isso precisa-se de gente melhor.
Gente melhor requer também mais responsabilidade sobre tudo o que acontece consigo, sendo tanto para boas coisas quanto para as ruins. Quem adota este entendimento sobre a vida se torna mais forte, vive melhor, orienta filhos e suas equipes a fazer o mundo um pouco melhor. Ajudar as pessoas a verem que somente cada um de nós pode decidir o futuro através das pequenas escolhas de todos os dias é altamente benéfico para todo o ambiente ao seu redor.
        Quando as pessoas passam a assumir o controle de suas vidas, sem culpar algo ou alguém, sem criar subterfúgios e estando plenamente conscientes de suas escolhas e decisões, ficam favorecidos os ambientes para melhores acolhidas, convívio e desenvolvimento. Mais empoderados de suas escolhas e decisões, o potencial das pessoas se amplia significativamente e tem-se uma força muito maior, tanto individualmente, quanto em grupos. 
Neste contexto, o início do ano é sempre um bom momento para as reflexões, então, seguem 5 questões para boas reflexões:
         - Se não houver outras vidas, o que você está fazendo desta é o suficiente?
         - Quanta garra existe em você?
         - Quanto você vai esperar para fazer mais em busca de objetivos maiores?
         - Reclamar, resmungar, se considerar injustiçado e que o mundo lhe deve um retorno melhor, pode trazer algo positivo para a sua vida?
         - Em seus pedidos, desejos, orações, após clamar por mais oportunidades, você faz a sua parte, ou espera Deus e os outros fazerem algo em seu favor primeiro?
         As respostas destas questões para reflexão dependem da postura de cada um diante da vida. Certamente eu e você temos muito mais a oferecer ao mundo, do que o que estamos fazendo. Podemos ter um dia bem diferente, dependendo das nossas escolhas do próximo minuto em diante. O amanhã pode ser bem diferente, dependendo do que estivermos dispostos a fazer dele.
         Os obstáculos que surgem toda a vez que alguém tem alguns objetivos servem para uma parte das pessoas aprender e ficar mais forte, enquanto que infelizmente para outros serão desculpas para compensar ou disfarçar decisões e ações desalinhadas com aqueles objetivos. Sempre que conseguimos ultrapassar algo que dificulta a nossa vida, aquilo nos torna mais fortes e facilita a transposição do  próximo obstáculo.
          Que Deus nos permita seguir firmes e que possamos ser mais fortes que nossas melhores desculpas! E que assim, sejamos melhores em 2018!
          Um abraço e até a próxima!

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Arrisque mais em 2018

     Quando avalio o ano que passou fico com a sensação de que arrisquei pouco e nos últimos anos tem sido assim. Nas rápidas férias entre o Natal e o Ano Novo, conversa daqui e dali, entre votos de felicidades e prosperidade com quem estava próximo, para aproveitei para perguntar para alguns se haviam arriscado o suficiente no ano que passou. Confirmando o que já se sabe pelo que algumas pesquisas tem mostrado, assumimos com frequência pequenos riscos, até sem saber e sem que fossem necessários, mas não assumimos riscos por coisas médias e grandes. 
     No mundo acadêmico há mais de 20 anos acompanho gente muito preparada que deixa de fazer coisas grandes e boas por não estarem dispostas ao risco. É sabido que só se alcança algo grandioso quando se arrisca. Gente que sonha grande, que tem iniciativa, que vai em busca dos sonhos são essenciais para a sociedade, mas acima de tudo, fazem muito bem para si mesmos. Arriscar é fazer o que tem que ser feito, mesmo não se sentido totalmente preparado. Convivemos com muita gente que se prepara muito mais do que outras e mesmo assim não arrisca iniciativas novas. É a dificuldade em arriscar em médias e grandes iniciativas, que tanta gente bem preparada possui em nosso país.
     Dinheiro é só uma das maneiras de medir risco e resultado. As experiências, o sentimento de objetivos alcançados, de desafios transpostos, de quem experimentou transformar seus sonhos em realidade, não tem preço. Quem espera por dinheiro para fazer algo grande está se enganando, pois o dinheiro é só a forma de fazer um volume maior de  negócios e apenas um dos vários indicadores de sucesso. 
     Vivemos num país onde a cultura governamental cria dificuldades das mais diversas complexificando muitas atividades que poderiam ser mais simples. Em contrapartida é um país de grandes oportunidades, o que deveria ser um incentivo para mais pessoas arriscarem-se em atividades das mais diversas. Esta cidade, esta região tem tantas oportunidades esperando por alguém com mais disposição ao risco e com vontade de inovar.
     Claro que os grupos, especialmente as famílias, influenciam nos comportamentos de risco e geralmente querendo proteger filhos e netos, constroem conceitos e comportamentos de baixo risco especialmente no que tange a médios e grandes objetivos.
     Sonhar grande ou pequeno custa o mesmo esforço! Só que sonhar grande inspira outras pessoas e isso pode gerar um efeito grandioso. Fazer grandes coisas só é possível trabalhando com outras pessoas e para outras pessoas. Compartilhar o sonho grande com outros pode ser um dos  caminhos de colocá-lo em prática. Algumas pessoas para auxiliar, para investir, para complementar, para experimentar, promover, são sempre estratégicas para tornar realidade uma iniciativa grandiosa.
     Que 2018 nos inspire para buscar sonhos maiores, que Deus nos ilumine e dê coragem para arriscar mais e chegar mais próximos de nossos objetivos.
Um abraço a todos com o desejo de um feliz e próspero Ano Novo!

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