sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Investimentos no ensino

Ao identificar a necessidade de maiores investimentos no ensino como solução para muitos dos problemas do Brasil é preciso cuidar para não cair em lugar comum, mas enquanto não se torna realidade, é preciso insistir mais e possivelmente, entender melhor para fazer pela qualidade do ensino brasileiro. 
Antes de prosseguir preciso lembrar que me refiro ao investimento em ensino, que se faz mais em escolas e faculdades, considerando que educação se faz mais em casa, nas famílias, na convivência e nos exemplos. Não confundir gasto com investimento é algo que todos os gestores públicos brasileiros deveriam entender melhor. Gastar dinheiro para cumprir o orçamento é bem diferente do que investir em ações efetivas para melhorar a emancipação e a profissionalização das pessoas. 
Trago uma reflexão rápida sobre como a Coréia do Sul, uma das economias que mais cresce no mundo, com as indústrias mais modernas dos diversos setores mudou a concepção sobre educação para poder se desenvolver. No livro “Histórias de uma repórter na Ásia”, de Sônia Bridi, há um relato do que ela conheceu sobre o ensino na Coreia do Sul. Visitando e entrevistando famílias a repórter relata o convívio de rotinas de estudantes de ensino médio que iniciam aulas às 7 da manhã, encerrando às 20h30min. Além de conteúdos que temos como normais no Brasil, na maioria das escolas estudam-se sete idiomas, música, computação, robótica e cálculo avançado. 
Segundo pesquisas e indicadores da ONU/UNESCO, os sul-coreanos são os melhores estudantes do mundo. Além de serem disciplinados nos estudos, também observa-se que a expectativa da família e da sociedade é grande e os estudantes sentem uma forte pressão pelo desempenho escolar. Convivendo com as famílias, a repórter relata que em várias casas as crianças apresentam para as visitas, peças musicais com diferentes instrumentos. Na educação infantil, ao invés de esperar ver “robozinhos” estudando o tempo todo, Bridi relata que via crianças alegres e caras saudáveis, aprendendo se divertindo. As professoras entrevistadas se dizem bem pagas e que dispõem de farto material didático, incluindo karaokê de músicas repletas de conteúdo educacional. Os relatos são de que as crianças estudam nas escolas que ficam mais perto de casa, pois todas são muito boas escolas. A educação é um grande orgulho para os sul-coreanos, mais do que o orgulho do brasileiro sobre as conquistas do futebol. “A educação empolga a sociedade em um campeonato mundial de conhecimento, todos os dias”, escreve Sonia Bridi. 
No livro “A educação na Coréia”, do Ministério da Educação e dos Recursos Humanos da Coréia do Sul fica claro o tipo e o nível de investimento e de estrutura organizada em todo o país, como principal estratégia para terem conquistado o status de país desenvolvido, industrializado e de alta tecnologia. O país investe 20% de tudo o que arrecada em iniciativas que transformam os cidadãos em profissionais de sucesso nas suas atividades. Nos anos 70 quando começou a grande virada do ensino do país, não havia livro para todos, mas eles desenvolveram iniciativas de cooperação para dividir o material escolar entre os colegas e ninguém ia ou ficava na escola com fome. Desde então a Coreia adotou uma política decisiva e altamente diferenciada para investir no ensino, concentrando todo o dinheiro público na educação básica e zerando o analfabetismo, incluindo o analfabetismo funcional. O ensino médio é subsidiado, mas todas as famílias pagam um pouco. Construiu-se um compromisso nacional sobre a importância estratégica e de longo prazo para o país e para as famílias, onde as pessoas também investem 20% de suas rendas no ensino dos filhos como contrapartida ao que toda a nação faz pelos jovens. 
Quando vemos tantas marcas sul coreanas em veículos, equipamentos e tecnologia ao nosso redor, que possamos refletir mais sobre o que estamos fazendo em nossa família e no país.
        Um abraço e até a próxima semana!

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Comportamento do cliente

     Já passou mais de 15 anos quando numa determinada cidade estávamos promovendo um curso de estudos de comportamento do consumidor, quando nos relataram que os empregados de uma determinada empresa gostaram da ideia pois os clientes realmente não estavam se comportando bem e precisavam mesmo de um curso. Com frequência lembramos da situação que consideramos bem engraçada e inusitada. Obviamente, estudamos o comportamento do consumidor para entender e fazer melhor uso das informações para influenciar a tomada de decisões dos clientes em favor da empresa e dos produtos.
     São muitos os fatores que interferem na maneira como os clientes se comportam, e por isto mesmo é preciso procurar entender com o maior número de detalhes possível, quais são as influências diretas e indiretas em cada negócio e o quê determina quem vem até a empresa, porque o faz, quem não vem, porque não vem, porque buscam outras opções, qual o motivo de aderirem à determinada opção e não a outras, por exemplo. 
     Entender o comportamento do cliente vai muito além de manter um bom atendimento ou qualificar o relacionamento da empresa com os clientes, pois é preciso observar como é a composição do público alvo como as diferentes gerações, gêneros, níveis de renda e de formação, fatores regionais e locais. As empresas que investem tempo, energia e atenção em entender o cliente o fazem baseadas nas características dos segmentos e procurando entender as atividades mentais e emocionais envolvidas na seleção, adesão e uso de serviços ou dos bens para a satisfação das necessidades e desejos do seu público alvo. 
     Com informações detalhadas, analisadas estatística e mercadologicamente, para sustentar a tomada de decisões, planejamento e investimentos, é possível buscar uma vantagem competitiva maior do que os concorrentes cada vez mais fortes, mais numerosos e vindos de diferentes partes do mundo. Sabemos que para que um consumidor tome a atitude de aderir a uma opção é preciso que na sua mente já tenha se instalado um desejo, traduzido por um sentimento mais confortável como a consciência de uma necessidade que o leve a adesão. 
     Temos no Brasil, como em outras economias que evoluem, um aumento cada vez mais significativo do consumo de serviços e isso está diretamente ligado ao comportamento do consumidor que busca sempre uma maior conveniência para satisfazer seus desejos e  necessidades. Desta forma, quanto mais os profissionais e as empresas puderem agregar ao que é oferecido aos clientes, com serviços que proporcionem facilidade, agilidade, praticidade, menor esforço do cliente, maior será a probabilidade da adesão do cliente.
     Ao aprofundar os estudos e o entendimento sobre o comportamento do cliente fica mais evidente o tamanho do erro daqueles que pensam que há um comportamento padrão da clientela, traduzido em expressões como “os clientes só querem...”, “os clientes precisam de ...”, “ninguém gosta de...”. Quem pensa que todos os seus clientes se comportam da mesma maneira comete um erro básico. É preciso conhecer a sensibilidade e as motivações do consumidor às variações de ofertas, sendo que cada indivíduo se comportará de maneira diferente, dependendo das crenças ou predisposições ativadas pela necessidade e o desejo que ele possui no momento. As diferenças individuais influenciam e proporcionam combinações, habilidades, interesses, reações e motivações que determinarão a adesão ou não do cliente a proposta que ele encontrou, ou que foi apresentada a ele.
     Manter informações completas e atualizadas sobre o cadastro dos clientes, bem como acompanhar pesquisas publicadas nos mais diversos meios sobre o comportamento dos consumidores do que se oferece e ainda, contratar pesquisas sobre como o público alvo se comporta em relação ao setor que a empresa atua, são as formas mais objetivas de conhecer, estudar e gerir o seu negócio a partir do entendimento do comportamento do cliente.
     Desejando ótimos negócios, um abraço e até a próxima semana!

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Ponto de Encontro

     Um dos pontos mais marcantes da transformação vivida pelo varejo é o aumento da conveniência na disputa pela preferência do cliente, especialmente na facilidade em encontrar, chegar, estacionar, agendar, entregar, instalar, contratar, consumir, transportar, e tantos outros. Uma boa conveniência também exige um aprimoramento dos ambientes de encontro entre clientes e produtos, sejam eles bens ou serviços. 
     A intenção deste texto é que os leitores reflitam sobre os diferentes ambientes em que seus negócios encontram-se com seus clientes e parceiros. Sabendo que cada dia mais se descobre que a venda ocorre pela conveniência, a pergunta que deve estar presente todos os dias nos setores comerciais de nossas organizações é: Como facilitar, estimular e proporcionar uma experiência mais prazerosa do encontro dos bens e serviços oferecidos, com os públicos alvo?
     Localização e estruturação dos pontos de vendas, escolha de nomes, identificações próximas, na frente e no interior do espaço, conforto físico e visual dos ambientes, estacionamento, horários de atendimento, qualidade das relações entre quem atende e quem demanda, merchandising físico e digital, presença em market places, integração com aplicativos, articulação com modais logísticos, formas de pagamento, são decisivos na disputa pela preferência pelo cliente. Identificação na rua, na calçada, a fachada, as vitrines, a arquitetura interna, a exposição dos produtos, a iluminação direta nos produtos e indireta no espaço todo ao longo do dia e a noite, a sonorização, a aromatização, as cores, a organização e a limpeza desde as proximidades, fazem muito mais pelo volume de vendas, atração dos melhores clientes e segmentação dos públicos do que quem não pesquisa e estuda o assunto imagina.

     Nas cidades em que tenho circulado, passo na frente de ambientes de vendas que me deixam com muita vontade de entrar e ver de mais perto, mesmo não estando no momento com necessidade de comprar algo que tenham a oferecer. Por vezes registro a imagem para estudar e guardar como bons exemplos, pois o ponto de venda precisa ser o grande atrativo para as pessoas passarem nas proximidades e serem estimuladas a entrar. Uma boa impressão visual é fundamental para isso. Quando o aplicativo de CRM da empresa tiver uma comunicação criativa e efetiva ponto a ponto com o smartphone do cliente, a atração vai sendo potencializada.
     Outros que me fazem pensar bastante são aquelas lojas, sedes de empresas, espaços de produção ou negócios cuja identificação é deficiente ou até inexistente, pintura, ou lonas desbotadas, descascadas no todo ou em partes, gerando percepção de abandono ou desleixo, assim como a sujeira, entulhos, iluminação deficiente. Sempre penso no que estes empresários e suas equipes consideram ao apresentar aquela situação como o seu espaço de negócios e produção para clientes, fornecedores e parceiros. 
     Cada ponto de encontro da marca com seus públicos, podendo ser além dos ambientes físico e virtual de vendas, outdoors, participação em feiras, espaços de representação, refletem também como os proprietários, seus executivos e suas equipes cuidam das suas fontes de renda, de onde vem a comida das mesas de suas casas, os recursos para a saúde e educação de suas famílias, seu conforto, laser e preparação do seu futuro. Por este motivo, refletir sobre: Quem são os clientes que serão atraídos para aquele espaço como ele se apresenta? Quais são os fornecedores que querem ter seus produtos naquele lugar, pois o ponto de venda influencia na imagem dos produtos que vendem? Qual o tempo de troca de panos, cores e estruturas de fundos de vitrines? Como está a limpeza de vidros das portas, vitrines e luminárias? Qual o tempo de trocas dos produtos expostos? Qual a capacidade da vitrine e fachada atraírem os públicos que a empresa precisa e deseja?
     Desejando que tenham pontos de encontros cada vez melhores com seus clientes, um abraço e até a próxima semana!

sexta-feira, 28 de julho de 2017

Conselhos e sinais

     Quem recebe conselhos, sinais, recomendações, têm presentes lhes sendo entregues. Como todo o presente, alguns conselhos têm mais valor para nós e terão mais proveito do que outros, porém, precisamos ser gratos a todos. Hoje quero relembrar alguns conselhos que recebemos e refletir que gostando ou não do presente, temos que dar atenção a todos, pois por algum motivo, alguém dedicou tempo e energia para tentar nos aconselhar e orientar.
     A maioria das pessoas está focada no que precisa fazer, para alcançar seus objetivos e desejos. Todavia, muitas vezes precisamos desistir de algumas posições, situações, para então, conseguir a condição desejada. Ao fazer isso, vemos que algumas situações que idealizamos para nossa vida são incompatíveis entre si e é fundamental abrir mão de algumas coisas, para tirarmos o melhor de nossas vidas.
     Seguem aqui um reforço nas lembranças dos conselhos que quem gosta de mim e de você, tem nos feito, até sem que estejamos dando o devido valor:
- Ter um estilo de vida mais saudável – Se o nosso corpo é o único lugar que temos para viver, tudo que queremos conquistar começa por cuidar do que comemos e manter atividades físicas.
- Pensar grande e a longo prazo – Focar em coisas grandiosas contribui mais com a construção do nosso legado, mas para isso, precisamos deixar de lado nossos medos. Pensar grande ou pequeno dá o mesmo trabalho, mas proporciona resultados diferentes. Pensar grande também requer planos de longo prazo, pois o mais importante não é urgente, sendo construído ao longo dos nossos dias.
- Deixe as desculpas – Quantas vezes deixamos de focar nas causas reais das dificuldades? As desculpas sempre nos deixam menores do que os problemas, nos limitam, atrapalham e ainda causam mal estar aos que estão próximos de nós.
- Ter uma mentalidade flexível – Temos visto pessoas deixarem legados incríveis se mantendo abertos ao aprendizado, a inovação e sendo flexíveis ao que se apresenta. Um pensamento fixo muitas vezes nos limita e atrapalha nosso desenvolvimento.
- Tenha paciência e persistência – Precisamos fazer o que deve ser feito, desistir de algumas coisas pelo caminho, ter um bom planejamento, com flexibilidade, paciência e persistência para seguir no caminho. A ansiedade pelos resultados faz com que muita gente desista de sonhos, objetivos, mesmo estando perto.
- Perfeccionismo sempre atrapalha – Estar em movimento rende mais resultados e satisfação do que tentar deixar algo perfeito. Muitas oportunidades são perdidas quando esperamos pelo melhor momento.
- Ser multitarefa não ajuda – Para fazermos algo bem feito precisamos estar focados naquilo. Da mesma forma, quem tenta ser reconhecido por várias coisas, terá mais dificuldades do que aqueles que escolhem estar de forma completa naquele momento e põe toda a sua energia naquela ação.
- Desista de controlar tudo – Algumas coisas não dependem de nós e para sermos melhor sucedidos em nossos objetivos temos que aprender quais são aquelas que devemos confiar que andarão sem a nossa participação e terão resultados mais rápido do que se intervíssemos.
- Aprender a dizer “não” – A partir do momento em que sabemos onde e como queremos chegar, é preciso abrir mão da participação em atividades que não contribuem significativamente para nosso foco e objetivos.
- Reveja sua convivência – Somos a média das pessoas com quem mais convivemos e por este motivo, rever a convivência com pessoas mal-humoradas, pessimistas, desmotivadas e que nos colocam para baixo, é muito importante. Prefira a companhia de quem faz bem para você e que tem alguns aspectos que você quer atrair para sua vida.
     Desejando que você seja cada dia melhor, um abraço e até a próxima semana!

sábado, 22 de julho de 2017

Precisamos construir novos líderes

     Talvez eu esteja sendo repetitivo e óbvio ao dizer que temos uma carência de líderes, não somente em quantidade, mas principalmente em qualidade, pois está cada vez mais fácil constatar esta realidade. Tamanha carência gera dificuldades de sucessão tanto nas entidades associativas, nas comunidades, quanto nas empresas, nas propriedades rurais e nos poderes públicos. Esta dificuldade que já vem de tempos gera consequências desastrosas para o desenvolvimento em todos os seus aspectos.
     Fazendo coro com outros pensadores e pesquisadores da área, entendo que a responsabilidade por formar outros líderes, é dos líderes atuais. Peter Druker (considerado o pai da administração moderna) chega afirmar que a principal função de um líder é formar outros líderes e justifica tal afirmação pela necessidade de sucessão e continuidade dos projetos estratégicos, em geral de longo prazo. Uma família, uma entidade associativa, uma propriedade rural, uma empresa, uma cooperativa, uma universidade, um projeto de desenvolvimento local ou regional são por natureza, de longo prazo. Ações cujos resultados dependem do longo prazo para serem desenvolvidas precisam que os atuais líderes planejem suas sucessões, considerando mais de uma alternativa. O motivo é simples, somos todos falíveis, não sabemos quanto tempo Deus nos permitirá na atual condição e se não construirmos quem e como será a sucessão colocaremos em risco tudo o que já foi construído.
     Liderança se aprende em casa, se completa na escola e ao longo da vida pessoal e profissional, principalmente no convívio com bons exemplos. Cursos específicos também auxiliam, mas praticar a liderança nas decisões familiares, no grupo de jovens, na igreja, no centro de tradições, na sala de aula e em muitos momentos que a vida proporciona desde cedo, geram um grande aprendizado. Estes espaços auxiliam na formação de hábitos que contribuem significativamente para o estilo de lideranças que a sociedade necessita, como carisma, valorização das pessoas, estímulos para a motivação dos colegas, desejo de bem estar dos pares, ouvindo e dando retornos sobre as ações de quem está ao seu lado.
     Os líderes são pontos-chaves tanto de uma unidade de negócio, um setor, uma filial, quanto de toda a organização. O sucesso de um setor e da organização como um todo é altamente dependente das atitudes dos líderes, pois uma organização nunca é e nem será maior do que a capacidade dos seus líderes de fazerem acontecer. Da mesma forma é lógico dizer que a liderança mal desempenhada é a maior razão de episódios de estagnação, desmotivação, declínio, perda de atratividade para quem trabalha e para seus públicos de interesse. Um líder precisa manter as condições de unir as pessoas, comungar objetivos, amar e respeitar o próximo.
     Bons gestores e bons líderes são atualmente os ativos mais valiosos que uma organização pode ter. Sabendo que a manutenção de talentos é a cada dia que passa um desafio maior para as organizações que desejam desenvolver-se e atrair públicos de interesse, é preciso lembrar sempre que as palavras movimentam, mas os exemplos arrastam. Os líderes precisam saber e mostrar aos seus seguidores que o futuro não é o lugar para onde estão indo, e sim, o lugar que estão construindo. Refletir como estamos preparando nossos sucessores e também, como estamos construindo o futuro, é uma tarefa diária.
     Uma das dificuldades para exercer a liderança, é entender que um líder se constrói pelo exercício das competências e não pela posse ou pelo cargo. Da mesma fora é preciso agir sabendo que os seres humanos são complexos e que possuem grandes diferenças entre si, principalmente quanto aos interesses e motivações individuais. É preciso ficar claro também, que líderes são pessoas comuns, que possuem habilidades comuns e constroem algumas competências também comuns ao longo da vida, mas que no seu conjunto, formam uma pessoa incomum, capaz de gerar nos seguidores, influências positivas, estimulando a motivação individual, para buscar objetivos coletivos e da organização.
     Desejando que você possa liderar melhor, um abraço e até a próxima semana!

sexta-feira, 14 de julho de 2017

Fazendo o que deve ser feito

Dias atrás quando eu participava de um debate sobre gestão empresarial e inovação surgiu uma questão sobre as dúvidas do que priorizar na tomada de decisões. Rapidamente vários participantes manifestaram questões e opiniões como “o tempo é curto”, “temos muito a fazer”, “como escolher o que fazer primeiro?”, “o que não fazer?”, dentre outros. Ainda enquanto os participantes se manifestavam lembrei que também me sinto assim seguidamente e aproveito o espaço de hoje para compartilhar o que faço e como penso nestes casos.
Quando o tempo é curto e há muito o que fazer, penso primeiro naquilo que não deveria ser feito naquele momento e isso já permite tirar a atenção momentânea de algumas demandas. Lembro de uma máxima de Peter Druker quando disse: “Não há nada mais inútil do que fazer com eficiência algo que não deveria ser feito.” Então, me pergunto sempre por primeiro, quando e o quanto cada demanda que tenho pela frente precisa ser atendida e qual o nível de detalhamento e atenção que devo dar a cada uma.
Diante de uma lista grande de demandas importantes procuro lembrar sempre da frase de Andrew Carnegie quando disse “Aquele que quer fazer tudo sozinho, jamais será um grande líder, muito menos aquele que quer ficar com todo o crédito por fazê-lo.” Desta maneira, vou anotando nomes com os quais posso contar para assumirem comigo cada demanda. Algumas dependem da minha supervisão ou orientação, permitindo mais tempo de envolvimento com outras, que dependem mais das minhas habilidades e competências.
É preciso ter muito claro o que é prioridade para cada um de nós, tanto no campo pessoal, quanto profissional. Ter prioridades significa também escolher uma única coisa de cada vez para fazer em cada área, esquecendo um pouco do que vem depois. Ao concentrar-se numa coisa de cada vez em cada área acelera-se e qualifica-se o processo, aumentando a produtividade e o uso do tempo, o que também permite priorizar logo outra demanda.
Lembrar os motivos pelos quais estamos atendendo a cada demanda é essencial para podermos ficar mais seguros de que o que precisa ser feito está bem encaminhado. Por vezes, mesmo sem querer, vemos como barreiras, aquilo que na verdade são desculpas para não fazer o que precisa ser feito. “A culpa não foi minha!”, “Isso sempre foi assim...”, “Mas tem muita gente pior que eu...” são frases que ouvimos de pessoas próximas demonstrando sinais de fracasso ao invés de fazerem o que precisa ser feito. Da mesma forma, aqueles que quando veem um talento diferente nos outros, ao invés de buscar sinergias passam destacar os defeitos destes, assim como aqueles que entendem que os insucessos foram causados pelo azar estão demonstrando sinais de fracasso para fazerem o que precisa ser feito.
Seria maluquice dirigir olhando pelo espelho retrovisor e por isso a vida também deve ser vivida olhando para o que vem pela frente. O que ocorreu no passado não deveria representar barreiras significativas para fazer o que precisa ser feito na vida de cada um de nós. Eu sei que a nossa mente nem sempre colabora e nos faz pensar seguida e insistentemente em erros e reveses do passado, mas é preciso saber que é uma armadilha terrível para fazer o que é preciso daqui para frente.
Ter a mente tão ocupada com os problemas, com a lista de demandas, com o pouco tempo para fazer muito, deixa pouco espaço para as soluções e até mesmo para a satisfação que nos dá a busca da solução. Quando pensamos na solução, no problema resolvido, tudo fica mais fácil. É o que tento fazer.
Para realizar nossos sonhos, precisamos fazer o que precisa ser feito, o que pode parecer simples, mas não é. Filtrar os ruídos e fazer o que precisa ser feito, independente do esforço, das horas, das dores, do tempo, do que temos que deixar de aproveitar, do desconforto, do que temos que desapegar.
Desejo que faças o que precisas fazer!
Um abraço e até a próxima semana!

 

sexta-feira, 7 de julho de 2017

O 1º dia

Você lembra do dia de abertura de sua empresa? E do seu 1º dia daquele trabalho que tanto quis? Lembra do seu nível de motivação, ansiedade e principalmente, de tudo o que você queria realizar... das contribuições que queria dar?
Quanto tempo alguém que monta um negócio fica pensando, sonhando, elaborando mentalmente tudo o que gostaria de fazer e oferecer? Seja quanto tempo for, de semanas a anos, até que tudo amadureça na mente e se possa partir para a prática, se acumulam muitos desejos, expectativas e vontade de fazer acontecer a partir deste 1º dia. Ter o emprego, cargo ou função desejada também leva algum tempo, na maioria das vezes anos, que igualmente acumulam muita vontade de realizações, a partir do 1º dia.
Deixar o seu legado, a sua marca nas pessoas, na comunidade, no meio em que você gosta é considerado por muitos, o principal elemento de motivação no trabalho, seja como empreendedor, ou profissional de uma organização. Os primeiros dias numa atividade precisam ser de ambientação, de conhecer as pessoas, entender a estrutura, como tudo funciona, etc., mas isso é a rotina, as normas, e as necessidades que se impõe. O sentimento dentro de cada um neste 1º dia na atividade não tem descrição, nem normas, mas em maior ou menor nível, sabe-se que a expectativa gera sempre muita vontade de acertar e de realizar muito.
Seja você empresário, gestor, empregado, servidor público, a intenção deste texto sugerir que procures resgatar um pouco daquele sentimento do 1º dia na atividade, querendo fazer muito, desejando proporcionar o melhor ao dar suas contribuições, deixando seu legado neste lugar e para estas pessoas.
No conhecidíssimo filme o treinador Mickey diz para Rocky Balboa “o pior que pode acontecer a um lutador é ele tornar-se domado”. Amigos, olhem para os lados e nos lugares que frequentam, para ver quantas pessoas parecem ter sido “domadas” pelo conformismo, pela  acomodação com o que está vivendo. Quantos espíritos empreendedores, quantos novos empregados entusiasmados foram “domados” pelo passar dos anos, pelas limitações que eles mesmos estabeleceram em suas mentes ao pensar que a idade, que a família, que a cidade, que fatores externos são barreiras para fazerem mais e melhor?   
O empresário gaúcho Raul Anselmo Randon, das indústrias Randon, articulou a criação e o desenvolvimento de outros 5 grandes e excelentes negócios na área de vinhos, laticínios, frutas, logística depois dos 70 anos. Erick Clapton compôs “I Still Do”, o 23º álbum da carreira, tido por muitos como o melhor da carreira. Estes e tantos outros que admiro, mas o espaço não permite mencionar não precisam mais provar nada para ninguém, nem precisam sustentar suas famílias, mas criam, fazem, empreendem, até o fim da vida como se estivessem no 1º empreendimento, no 1º dia de trabalho, na 1ª empresa, na 1ª música, no 1º álbum, querendo muito fazer melhor do que tudo o que já fizeram. Por estes tantos bons exemplos, tenho certeza que quando aprendemos a gostar do que temos, de quem temos, do que fazemos, conseguimos manter um tanto do entusiasmo, motivação e esforço do 1º dia, para fazer mais e deixar um legado melhor.
Ao pensar sobre a estagnação de determinadas empresas, instituições, ou de carreiras de gente conhecida, parece que haviam estabelecido uma linha de chegada, mas esqueceram de seguir adiante, para o próximo desafio. Depois de curtir, comemorar a chegada, descansar, precisamos planejar e partir para o próximo desafio. Além disso, a construção do legado, onde várias etapas podem ser concluídas já podendo contribuir com os outros e gerar satisfação a quem proporcionou, me parece ser mais importantes do que a tradicional linha de chegada.

Com o entusiasmo e a motivação do 1º texto, da 1ª aula, da 1ª palestra, da 1ª consultoria, da 1ª gestão, da 1ª empresa, do 1º livro, da estreia no jornal, desejo ótimos dias e até a próxima!

terça-feira, 4 de julho de 2017

Você conhece o mercado do seu negócio

Para inovar mais, empreender mais, desenvolver e fazer novos e melhores negócios é preciso conhecer melhor o mercado onde você faz ou quer fazer negócios. Um dos temas que tenho contribuído com debates e palestras em vários municípios é inovação e oportunidades para empreendedorismo, assuntos que também refletimos por aqui algumas vezes.
Ao preparar um painel e as palestras sobre inovação, empreendedorismo e desenvolvimento dos municípios temos levantado informações sobre investimentos e resultados de cada setor de atividade, números de empreendimentos, renda e empregados em cada setor. Um dos pontos que chama a atenção é que muitas lideranças tanto empresariais quanto públicas, trabalham com percepções que muitas vezes não condizem com vários indicadores fundamentais para entender e contribuir com o desenvolvimento local e regional.
Um dos equívocos que se comete ao não saber com precisão os dados da economia local é ignorar o fato de que o setor de serviços é o mais importante para os empregos e a renda da  maioria dos municípios. A quem quiser saber mais, sugiro verificar quantas empresas de serviços como saúde, engenharia, contabilidade, direito, assistência técnica, mecânica, elétrica, terraplanagem, costura, construção, transportes, informática, bares, restaurantes, hotelaria, limpeza, e outros existem no seu município? Quantas pessoas elas empregam? Qual o valor adicionado deste setor na economia local? Quanto é investido para desenvolver o setor de serviços e quanto ele retorna em tributos?
Quantas empresas de varejo como comércio de roupas, veículos, máquinas, peças, alimentos e bebidas, móveis e eletrodomésticos, produtos agropecuários e outros e quantas indústrias tem no município? Quantas pessoas elas empregam? Qual o valor adicionado deste setor na economia local? Quanto o município investe para desenvolver o varejo e a indústria e quanto este setor retorna em tributos?
Quantas propriedades rurais existem no seu município? Quantas pessoas elas empregam? Qual o valor adicionado deste setor na economia local? Quanto o município investe para que este setor tenha um maior valor agregado e como a agropecuária pode ampliar a contribuição em agregação de valor, empregos e tributos para aumentar o retorno sobre o que recebem de investimentos e incentivos?
Quais são os serviços e os produtos que os moradores não encontram localmente? Qual o volume de cada um deles? Quais os motivos dos moradores comprarem em outros locais fisicamente ou pela internet? Quantos e quais destes produtos e serviços poderiam ser incorporados ao portfólio das empresas locais? Quantos e quais deles poderiam ser desenvolvidos com o apoio do Parque Tecnológico mais próximo? Quantos poderiam estimular o surgimento de novas empresas apoiados ou não pela Incubadora local, ou mais próxima?
Qual é a renda média do município em cada segmento da população por faixa etária, grau de instrução, setor de atividade? Muitas lideranças de muitos municípios desconhecem os números que mostram por exemplo, o quanto a renda média das pessoas com ensino profissionalizante e principalmente com ensino superior impacta positivamente na economia local, pois se soubessem, certamente trabalhariam mais para aumentar esta fatia da população.
Certamente é preciso mais do que estas informações para um município decidir suas prioridades, mas para decidir investimentos, já é um bom começo. Embora alguns estes números até possam ser bem conhecidos, é preciso se perguntar se quem decide investimentos também tem estas informações e as suas consequências. Precisamos reduzir significativamente a tomada de decisões baseada em opiniões pessoais, ou de um pequeno grupo e aumentar o uso dados estatísticos, informações precisas, atualizadas e confiáveis para decidir detalhes da vida de pessoas, empreendimentos, negócios e municípios.

Pensem nisso, amigos! Um abraço e até a próxima!

sexta-feira, 23 de junho de 2017

O que controlamos em nossa vida

É bastante frequente ouvirmos e lermos as pessoas reclamando sobre acontecimentos indesejados em suas vidas. Há quem trate a vida como se tivesse que seguir um roteiro sobre o qual não tem domínio, assim como há aqueles que procuram determinar o que ocorre com suas vidas. Infelizmente estas últimas parecem ser a minoria.
Quem estuda o assunto afirma que a grande maioria dos acontecimentos na vida de uma pessoa são consequências do que ela faz, portanto, controláveis por serem frutos das suas escolhas. O autor Stephen Covey é um dos que prega que apenas uma pequena parte dos acontecimentos de nossas vidas depende das circunstâncias. Para ele temos domínio sobre 90% do que ocorre conosco, assim como muitos outros autores dizem que somos nós que decidimos os fatos que terão resultados e consequências em nossas vidas e seus detalhes.
Se o celular caiu e quebrou, se derramou café na roupa, se a comida queimou, se chegamos atrasados, se perdemos algum momento importante... é certo que poderíamos ter feito algo diferente antes de cada um destes pequenos acidentes para evitar as situações desagradáveis decorrentes deles. Mas mesmo quando não nos prevenimos e estas situações ocorrem, ainda está sob o nosso controle as reações que teremos a partir destes eventos. Culpar os outros, ou a Deus, se lamentar, repetir frases sobre azar, desgraça..., ou então, entender que você é que não conseguiu evitar, que o melhor é resolver logo, com calma e tranquilidade, levantando a cabeça e seguindo em frente sem perder o foco, nem energias no que não vai auxiliar. Temos estas escolhas a todo o momento!
O horário do transporte, da aula, do trabalho, da reunião, a fila, o congestionamento, assim como o frio, o calor, o vento, a chuva, é certo que não podemos controlar, mas estes fatos correspondem a uma pequena parte de nossas vidas. Por outro lado, sair com um tempo de folga, planejar horários e trajetos, evitar horários de pico de trafego, o que levar, quando sair, quando voltar, o que aceitar e o que recusar, revisar o veículo com tempo para algum concerto preventivo, fazer exames preventivos e de rotina, dentre muitas outras ações estão sob o nosso pleno domínio.
Quando alguém nos ultrapassa numa manobra arriscada no trânsito e corta a frente para ocupar o espaço da folga de segurança que havia entre nosso veículo e o outro, é irritante, não é mesmo? Todavia, ao lembrar que não estamos no trânsito para competir e que queremos chegar com segurança, em paz e concentrados no que temos no destino, nos damos conta de que não temos motivos para gastar tempo e energia com aquela situação. Quando um evento, um voo, uma carona, ou familiares se atrasam podemos ocupar o tempo para ler, ou então, para conhecer outras pessoas que também estão aguardando. Irritar-se e até repreender alguém pelo tempo que você ficou na espera não vai auxiliar ninguém e ainda pode criar dificuldades para os relacionamentos, assim como para a imagem e marca pessoal.
Experimente controlar as suas reações diante dos acontecimentos indesejados da sua vida, se dando conta de que a energia gasta será muito maior e os resultados serão ainda piores. Em seguida, busque analisar o que você poderia ter feito de diferente para evitar a consequencia negativa, ou obter um resultado melhor. Analise os últimos acontecimentos negativos de sua vida considerando como teriam se desenrolado se você tivesse feito graça de alguns, resolvido logo outros e sem reclamar, simplesmente aguardado com paciência e uma leitura (no smartphone mesmo), ou uma boa conversa sobre amenidades, esquecido algumas mágoas, ou perdoado mais cedo...
Precisamos ter mais consciência de que temos domínio sobre quase tudo o que ocorre em nossa vida, assim como saber que daquela pequena parte que não dominamos, podemos ter o controle de nossas reações. Com a consciência do empoderamento de nossas vidas e o controle de nossas reações ao pouco que não podemos mudar, é possível termos vidas muito melhores.

Um abraço com o desejo de ótimos dias a todos!

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Entusiasmo e motivação

Dias atrás conversei longamente com um amigo pequeno empresário do setor industrial, que relatou que depois de vários anos de atividade e diferentes crises, pela primeira vez se via sem entusiasmo com a atividade empresarial. Também recebi reações de leitores, se dizendo desmotivados com tantos golpes sofridos especialmente pelas micro, pequenas e médias empresas que representam 99% da iniciativa privada no Brasil, sendo preponderantemente familiares.
Onde buscar entusiasmo e motivação, me perguntaram alguns, lembrando que nosso país não proporciona segurança jurídica para desenvolver investir ou empreender e mesmo assim, alguns tem se referido a este grupo como “poderosos”, “exploradores”, dentre outros, sendo mal tratados por segmentos do sindicalismo, da fazenda pública, do poder judiciário e de políticos brasileiros. Empresário, profissional liberal, empregado do setor privado ou servidor público, todos precisamos buscar motivação e entusiasmo para superar as dificuldades que estamos vivendo.
A gramática nos mostra que a palavra entusiasmo em português tem origem no latim, que derivado do grego significa inspiração, êxtase, normalmente ligado ao divino, pois os gregos diziam-se entusiasmados quando se sentiam arrebatados pelos deuses. A gramática também mostra que motivação tem origem nas expressões para movimento e motivo para agir, no latim e grego que originaram o português. Me parece que assim, fica mais fácil responder onde buscar entusiasmo e motivação, entendendo que significam inspiração, fatores e motivos para agir.
Tenho 2 filhos, esposa, pai, mãe, irmã, cunhados, sobrinhos, e demais familiares que todos os dias me inspiram mesmo que indiretamente a dar o melhor de mim em tudo o que eu faço, pois as minhas atividades, seus resultados e consequências repercutem na vida deles. Sugiro sempre que pensem no futuro da sua família, quando faltar entusiasmo e motivação. Tenho um nome, assim como cada um dos leitores, que é a marca pessoal e profissional, construído com muito trabalho duro, durante anos, que precisa ser mantido diariamente. Contribuo com a direção de uma instituição que impacta a vida de muitas pessoas que precisam que eu dê o melhor de mim, para que possam ter um futuro melhor. Quando faltar entusiasmo e motivação, sugiro que pensem quantas vidas são afetadas pelo que fazemos tanto profissional, quanto voluntariamente.
Vejam que entusiasmo e motivação são diferentes de otimismo, pois estamos falando de inspiração e motivos para agir. Estar entusiasmado é ter Deus dentro de si, dando força, fé e energia para transformar a realidade onde nossa ação puder alcançar, apesar das dificuldades aparentes. Eu não acredito que basta entusiasmo para vencer as dificuldades na busca do que se necessita e deseja. Acredito que sem entusiasmo não é possível vencer os muitos obstáculos que a vida impõe a cada um de nós. Motivação é o conjunto de fatores que nos colocam em movimento, então, como é que tudo o que ainda queremos fazer na vida, familiares, colegas e suas famílias, os clientes de onde trabalhamos, os clientes e familiares deles não seriam motivos suficientes para darmos menos atenção a política, a violência, as catástrofes ambientais e aos indicadores econômicos, para que eu dê o meu máximo em cada ação?
Naquilo que somos apáticos, mornos, demostrarmos mesmo que indiretamente pouca vontade, não conseguiremos motivar, nem entusiasmar ninguém a seguir conosco. Para vencer nestes tempos loucos e competitivos, concretizar sonhos em que talvez poucos acreditem, precisamos paixão, entusiasmo, Deus dentro de nós e todos os motivos para nos movimentarmos e agir presentes em nossas mentes, o tempo todo!
Pensem nisso, amigos!

Com entusiasmo, motivação, desejo ótimos dias e até a próxima!

quinta-feira, 8 de junho de 2017

A força da gratidão

Na última publicação escrevi sobre minha convicção de que as pessoas do bem são a maioria, mas que ficam quase no anonimato diante do foco da mídia e no volume das notícias de tragédias, fraudes, roubos e violência. Hoje conto um pouco de uma das muitas histórias que entendo serem merecedoras de maior divulgação pelo efeito multiplicador que precisariam ter em nossa sociedade.
Auxiliar as pessoas que querem estudar e se profissionalizar, mas que não tem todas as condições de acesso, assim como realizar doações a instituições de ensino são práticas bastante difundidas nos países mais desenvolvidos. Egressos de escolas, faculdades, universidades com carreiras consolidadas fazem doações para as instituições onde estudaram, assim como algumas empresas que tem empregados formados por estas instituições. Os que se dedicam mais profundamente a esta causa criam fundações que de forma mais robusta angariam recursos em maior volume e contribuem com diferentes instituições. Infelizmente estas práticas ainda são raras no Brasil e ao meu ver, mais raras por não terem seus casos publicados e promovidos para constituir-se num exemplo a ser seguido por mais gente.
 Em Horizotina-RS há um espírito comunitário diferenciado, com várias iniciativas de participação e visando o bem comum e é deste lugar que escrevo para destacar o trabalho da Fundação Capacitar, que está completando 10 anos de atividades, envolvendo um conjunto de voluntários e beneficiários. Relatam os instituidores, Martin e Maitê Mundstock, que sempre foram muito gratos com o que receberam das suas famílias, da comunidade, da instituição em que estudaram e das empresas em que trabalharam. Para expressar esta gratidão, queriam fazer algo que contribuísse decisivamente com a vida de outros. O primeiro movimento para a criação da Fundação Capacitar foi a doação de recursos financeiros para a construção de um prédio para o campus da FAHOR. Gratos pelo gesto, a instituição entendeu que tinha que fazer a sua parte e transformou os recursos recebidos em bolsas de estudos para um fundo rotativo e auxiliou na constituição de um grupo para definir os critérios de concessão do benefício. Foi definido o processo seletivo para que o público alvo fosse candidatos que desejam estudar, mas não tem condições financeiras para bancar totalmente seus estudos e que possam demonstrar gratidão devolvendo o que receberam depois de formados e atuando profissionalmente. Além do financiamento dos estudos, cada beneficiário recebe o acompanhamento de um mentor, voluntário, geralmente profissionais formados na área ou áreas afim com o curso do beneficiário. Vários integrantes do grupo de mentores são profissionais que receberam o auxílio financeiro e mentoria da Fundação, outros são empresários, executivos, professores, profissionais que se engajam na causa e contribuem com o seu tempo, experiência e conhecimentos. Beneficiários e mentores tem um programa de encontros a serem seguidos ao longo dos 4 a 5 anos de estudos, visando o desenvolvimento de competências pessoais e profissionais, que potencializam tanto a inserção e melhor desempenho no mundo do trabalho, quanto o voluntariado e a gratidão.
10 anos depois de sua constituição, a Fundação Capacitar conta com um número significativo de egressos que devolveram e seguem devolvendo os recursos financeiros que receberam para o fundo rotativo que segue auxiliando novos beneficiários a cada semestre. O fundo também recebeu recentemente aportes financeiros de outro casal de beneméritos residentes na cidade e de duas importantes empresas multinacionais, onde o casal instituidor trabalhou, contando ainda com o apoio de uma professora doutora aposentada de uma universidade do EUA. Além dos que doam recursos financeiros, dos que doam tempo e experiência em mentoria, a Fundação conta com o trabalho voluntário de membros da diretoria que planeja e organiza as atividades de formação complementar de mentores e mentorados, de profissionais da psicologia, da comunicação, dentre outros.
Estas pessoas não buscam notoriedade, mas o que fazem merece ter ecos em muitos lugares de nosso país. Por estas e outras, acredito que os de bem são a maioria!  

Um abraço e até a próxima!

terça-feira, 6 de junho de 2017

Os do bem são maioria!

Há tanta desesperança nos comentários pós noticiários que chegamos a temer pelo futuro. Infelizmente vivemos um momento em que “notícia ruim” não falta, mas também é verdade que notícia boa não vira manchete facilmente. As vidas e os feitos da maioria, que é do bem, segue chamando menos atenção, pois é pacata e raramente dá manchete ou “viraliza” em comentários e compartilhamentos.
As notícias de violência, terrorismo e corrupção realmente nos deixam desnorteados e nos perguntando se chegamos ao “fundo do poço”, mas passam-se alguns dias e descobrimos que no fundo do poço tem um alçapão. Se focarmos somente nos atos e fatos nas minorias que fazem malefícios, corremos o risco de paralizarmos. Para mais gente agir melhor, tenho convicção de que precisamos lembrar mais e de todas as formas, dos atos e fatos da maioria que é do bem.
A maioria das pessoas, inclusive os brasileiros (contrariando comentários preconceituosos) não fura a fila, não depreda patrimônio, respeita os direitos do próximo, não passa em sinal fechado, é cordial, não é violento, não comete fraudes, não rouba, paga seus compromissos pontualmente, é sensível aos pedidos de auxílio, colabora com suas comunidades e quer deixar filhos melhores para o mundo.
Para cada terrorista disposto a matar quem não tem os mesmos hábitos que o grupo dele, há dezenas de pessoas para auxiliar sobreviventes e familiares das vítimas. Para cada político que desvia milhões de reais para criar uma fortuna maior do que a do bandido do outro partido, reduzindo recursos da saúde, da educação, da infra-estrutura, há dezenas de pessoas se mobilizando para doações de sangue, campanhas de arrecação de fundos, alimentos e materiais de limpeza, grupos doando equipamentos e recursos para manutenção, famílias fazendo mutirões de construção e reforma. Para cada estudante que cola na prova, copia textos de outros dizendo que são seus, há muitos outros querendo fazer mais do que o mínimo necessário para ser aprovado, fazendo mais do que a média e querendo ser alguém melhor para o mundo. Para cada servidor público tem má vontade pra atender, procrastina, pede ou aceita propina, não tem senso de economicidade, há muito mais servidores querendo solucionar problemas da população. Para cada empregado que não faz o que foi contratado para fazer, não tem produtividade, trabalhando contra a empresa e/ou o empregador, há muitos outros dedicados e gratos com o espaço e a oportunidade que tem. Para cada ladrão existem muitas pessoas que encontram e devolvem objetos perdidos sem violar o que encontraram. Para cada pessoa com o hábito de jogar lixo na rua há mais gente fazendo mutirões para limpar rios, nascentes, arrecadar lixo eletrônico, fazer campanha do agasalho, fazer companhia e contar histórias em hospitais e asilos. Para cada grupo disposto a depredar prédios, ônibus e equipamentos, pixar, riscar, quebrar, destruir o que é dos outros para extravasar seu instinto violento, deixando necessitados sem atendimento, há um grupo disposto a fazer mutirão para limpar, recuperar e repintar. Para cada grupo planejando e arrecadando recursos para invadir, destruir, corromper, ganhar o poder a qualquer custo, há milhares de pessoas nos templos pedindo perdão por seus atos e proteção divina para dias melhores.  
Os do bem são maioria, mas seus atos e fatos não viram notícia!
Será que poderíamos começar por nós? Conseguiríamos criar neste veículo de comunicação uma seção para destacar atos e fatos “do bem” e maior do que a seção policial? Teríamos mais dificuldades ou facilidades? Depois de convencer o comitê editorial, a dificuldade seria encontrar conteúdo, ou patrocínio para esta nova seção? Se promover o bem não fizer parte de nossa missão, o que seria mais importante? Gente do bem, busca fazer o bem, não busca notoriedade! Porém, sabemos que os exemplos e os hábitos da maioria arrastam multidões. Os terroristas, os ladrões, os corruptos, os que destroem o limitado patrimônio de uso público, por sua vez, sempre buscam notoriedade, seja individualmente ou em grupo. Vamos focar nossas atenções, nossos comentários, nossas manchetes, nossos conceitos em que tipo de atos e fatos?
Eu acredito e testemunho a minha volta, que os do bem são maioria!

Um abraço, força, fé e até a próxima!

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Golpe

Tenho escrito os textos deste espaço aos Domingos, ou segundas-feiras pela manhã a partir das leituras do fim de semana, em função da agenda concorrida da semana e pela data limite para envio. O relato se deve ao “golpe” que levamos quando o texto “Preparados” tinha a intenção trazer uma reflexão sobre como cada um se  preparava para a retomada do crescimento da economia brasileira a partir das reformas trabalhista e previdenciária, queda de juros, queda da inflação, fortalecimento da taxa cambial, dentre outros.
Mesmo que ao final do texto eu tenha escrito “...se a política não atrapalhar muito...”, não esperava que depois de tantas prisões e denúncias, as falcatruas continuariam no mesmo nível. Quando saíram as novas denúncias, o texto que já havia sido publicado em alguns jornais e enviado para outros, ao invés “preparados” para crescer, poderia ser uma reflexão sobre  “preparados” para um novo golpe nas esperanças.
Escolhida com maestria pelos marqueteiros de um grupo, a palavra “golpe” passou a ser repetida e eficientemente conseguiu polarizar boa parte das manifestações, debates e comentários. No meu entender a expressão símbolo de quem não queria o impeachment do ano passado seria muito mais apropriada se fosse utilizada pelos brasileiros que tentam sobreviver na plateia deste palco de horrores, onde os bandidos prediletos de um e de outro se digladiam em delações, com cifras de milhões e milhões alcançando patamares inimagináveis e absurdos.
Investidores internos e externos que queriam acreditar novamente no Brasil levaram um golpe logo no início de um novo ciclo. Os pequenos e médios empresários brasileiros, já levaram tantos golpes dos governos e da política que podem ser exemplos de resistência. Quem atua em setores altamente regulados como educação, saúde, alimentos, finanças, cooperativas, dentre outros, leva um golpe atrás do outro com as seguidas alterações de legislação, normas e entendimentos jurídicos. Quem escreve, leciona ou tenta orientar sobre como lidar com investimentos leva um golpe a cada novo acordo político e escuso que tem reações dos mercados.
Enquanto transações coletivas ou individuais de 5 a 500 milhões de reais, circulam de um bolso ao outro sem que a Receita Federal perceba ao longo de anos e anos, a população brasileira que paga imposto de renda na fonte ou na declaração, leva um golpe a cada mês!
“É golpe!” deveria gritar também aquela legião de pequenos empresários que seguem sem acesso aos recursos do BNDES porque o sistema e o gerente do banco dizem que apesar do projeto ser bom, não pode conceder o crédito porque não tem garantias suficientes, enquanto os irmãos, amigo e afilhado do ex-presidente receberam em 22 dias recursos do BNDES para comprar a maior rede de frigoríficos dos Estados Unidos, levar a sede da empresa daqui pra lá e atuar em 150 países, sem qualquer necessidade de análise técnica. Da mesma forma, ao pagar o combustível dos veículos de trabalho e passeio deveríamos gritar “é golpe!”, ao ver o quanto os bandidos eleitos por nós embolsaram deste dinheiro.
Ao transportar a produção agrícola ou industrial, sem pontes e estradas em condições, também deveríamos gritar “É golpe!” ao saber que as empreiteiras que decidiram os candidatos e as eleições dos últimos anos receberam recursos do BNDES para obras faraônicas em países cujas lideranças alinhavam suas ações ao que ocorre no Brasil. É golpe lá e golpe cá!
“É golpe!” deveriam gritar também o pai, a mãe, os filhos, os companheiros de enfermos em fila de espera de atendimentos, tratamentos, transplantes, ao saber por exemplo, dos dois irmãos que entregaram muitas falcatruas de quase 2.000 políticos entre eles os últimos 3 presidentes da república, fizeram acordo com a justiça lhes dando as condições para entre outras, comprar 1 bilhão de dólares (R$ 4bi), com lucro de R$ 200mi num dia antes de serem publicadas as denúncias, além de sair do país para viver num dos endereços mais caros do mundo.
 Para suportar tantos golpes, muito mais do que estas poucas linhas mencionam, somos em verdade, muito fortes, amigos!

Um abraço, força, fé e até a próxima!

terça-feira, 23 de maio de 2017

Poderosos

Acompanhando os acalorados debates e discussões sobre governos, reformas, economia, fico com a sensação de que a necessidade de alguns movimentos transformarem inocentes úteis em inimigos é insaciável. É sabido que utilizando de técnicas relativamente conhecidas troca-se propositalmente o sentido dos termos e palavras, mas mais lamentável é ver gente desavisada repetindo a cartilha, sem analisar com profundidade.
“Poderosos”, “democracia”, “empresários”, “mercado” são alguns entre tantos termos com o sentido deturpado de acordo com o interesse particular, fragilizando ainda mais o entendimento do contexto por segmentos que tem sabidas dificuldades de compreensão, pelo contexto educacional e cultural. Nos debates sobre linha dos governos e especialmente reformas trabalhista, previdenciária, tributária, o termo “poderosos” é frequentemente utilizado pelas diferentes matizes, que por vezes os atribui ao empresário.
O SEBRAE em parceria com o DIEESE apresentou uma pesquisa na Revista Pequenas Empresas e Grandes Negócios mostrando que 99% das empresas brasileiras são micro e pequeno porte, que geram 15 milhões de empregos formais. A pesquisa mostra que nos últimos anos, os empregados das micro e pequenas empresas brasileiras tiveram um aumento real 3 vezes maior do que os trabalhadores das grandes empresas. As barbaridades que estamos lendo e ouvindo nas discussões sobre as reformas, sobre pagamentos de impostos, encargos e relação entre empregadores e empregados não condizem com esta realidade.
No último dia 1º de maio, feriado internacional, enquanto a mídia transmitia movimentos, protestos, shows comemorativos, em todas as nossas cidades, uma parte dos mais legítimos representantes da classe empresarial deste país estavam trabalhando em seus mercadinhos de bairro, na fruteira, na padaria, no açougue, no comércio de bebidas, na lancheria, no restaurante, na serralheria, na construção civil, no transporte, na banca de jornais e revistas, no escritório contábil, no escritório de engenharia e arquitetura, no escritório de consultoria, nos seus stands nas várias feiras e eventos deste período.
A quase totalidade dos empresários que eu conheço, e posso dizer que conheço muitos, tem o patrimônio pessoal limitado a casa e um ou dois veículos, geralmente dos mais simples, para que o maior investimento seja no negócio, em máquinas, prédios, conforto e segurança de quem trabalha com ele e fazendo o melhor para manter os clientes. São patrimônios pessoais insignificantes quando comparado com parte daqueles que falam e escrevem sobre empresários e gritam contra os poderosos. Todo o patrimônio da empresa e a família do micro e pequeno empreendedor é colocado em risco todos os dias no mercado das causas trabalhistas, na indústria de multas fiscais, na fragilidade contratual e na insegurança jurídica de nosso país. Neste contexto, os empresários brasileiros são na verdade super heróis das nossas comunidades, garantindo emprego, renda, serviços, benefícios sociais, tributos, mesmo sendo injustamente considerados em tantos discursos e movimentos equivocados país a fora. Esta minoria de cidadãos brasileiros que têm sido citados como vilões em petições trabalhistas, em argumentos sobre as reformas, seguem sem proteção, pagam uma conta cada vez maior assumindo além da maior carga tributária do planeta, áreas em que o Estado é absolutamente ineficiente como ações sociais, planos de saúde e previdência, educação e qualificação profissional das suas equipes.
Nas mais diferentes mídias, temos visto diariamente pessoas com vasto curriculum de cargos exercidos para defender e proteger o trabalhador, a sociedade, o interesse público, o país, sendo denunciadas, algumas poucas presas, delatando outras e mostrando recebimentos ilegais de quantias estratosféricas. É lamentável saber que os vilões, e verdadeiramente poderosos contam com ferrenhos defensores, para que possam seguir livremente suas práticas, enquanto os empresários brasileiros, verdadeiramente heróis tem seus interesses atacados e não conseguem a simpatia dos que se proclamam defensores interesses públicos.

Um abraço e até a próxima!

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Mundo 4.0

No ano passado escrevi um pouco sobre o movimento tecnológico que avança rapidamente chamado Indústria 4.0 ou Manufatura Avançada ou ainda 4ª Revolução Industrial. A convergência entre as tecnologias da operação e da informação aumenta e se alastra por todas as cadeias produtivas. A velocidade com que a Indústria 4.0 tende a se disseminar em todas as cadeias produtivas provocando o aumento da conexão e interação entre insumos, consumidores, mercado e tecnologias permite dizer que caminhamos para um verdadeiro Mundo 4.0.
Na indústria inteligente as máquinas, os insumos, o varejo e os mercados “dialogam”, trocando dados ao longo das operações e transações e este conceito ultrapassa a fabricação,  iniciando na concepção e no desenvolvimento de novos produtos, alcançando o pós-vendas e o relacionamento com o cliente. A Indústria 4.0 vem promovendo um encurtamento dos prazos de lançamento de novos produtos no mercado, maior flexibilidade nas linhas de produção e mais eficiência no uso de recursos naturais e energia.
A customização em massa era algo sonhado pelos profissionais de marketing no passado, quando viam a indústria tendo dificuldades para atender as diferentes necessidades dos consumidores. Hoje vemos a criação de novos modelos de negócios com base nas demandas reais de diferentes tipos de clientes. Logo veremos cada vez mais empresas podendo fabricar em tempo real boa parte do que o consumidor demanda, reduzindo em muito a necessidade de estoques e o tempo de adaptação de máquinas e procedimentos. Serão modelos cada vez mais automatizados de produção que permitirão gerar tamanha flexibilização na produção.
A fábrica mais moderna do grupo Fiat Crysler Automobiles (FCA) foi finalizada em Goiânia-GO-Brasil em 2015 e tem capacidade para fabricar 250.000 carros por ano, através de uma gestão integrada que reúne digitalização, conectividade e realidade virtual, permitindo agilidade e flexibilização atuando em tempo real com dados de produto e processo, permitindo fabricar até 4 modelos diferentes de veículos, com apoio de 604 robôs em funcionamento e conectados. A BASF multinacional do setor químico investe em aplicativos inteligentes para dentro das fábricas reduzindo desperdícios de matérias primas, enquanto oferece para o agricultor aplicativos que permitem identificar com base em análise de dados, o momento de maior vulnerabilidade de cada cultura para realizar as aplicações de defensivos com mais economia, eficiência e responsabilidade ambiental.
Sabemos que o Brasil precisa resolver grandes desafios de infraestrutura e conectividade (redes banda larga e móveis), além de identificar instrumentos de melhoria da política industrial que viabilizem o desenvolvimento do país. Mais do que isso, temos que nos preparar pois a Indústria 4.0 mudará o mundo que conhecemos para um mundo com menos emprego, mas com mais trabalho, um mundo com mais trabalho inteligente e menos trabalho braçal e insalubre, com menos profissionais “chão de fábrica” e mais pessoal técnico especializado.
A regulamentação ambiental, trabalhista e tributária, assim como a competição impulsionam as empresas para acelerar a entrada na Indústria 4.0. Neste momento, a adaptação mais difícil é para as grandes empresas, pois as novas empresas tem menos comprometimento com operações específicas e infraestrutura. A aproximação das empresas com instituições de ensino com prática e capacidade de pesquisa é um caminho que se mostra cada vez mais bem sucedido em várias partes do mundo.
Um Mundo 4.0 ainda é muito incipiente, mas podemos dizer que terá um consumo muito mais consciente, com uma produção adequada e sem desperdícios, muito mais sustentável, mais cooperativo, mais inteligente com menos acidentes e doenças do trabalho, com mais respeito e valor a qualidade de vida no trabalho e do trabalhador.

Um abraço e até a próxima!

terça-feira, 16 de maio de 2017

O cliente não é o problema!

Nestes momentos de fim de recessão, crescendo a ansiedade para que o mercado fique mais favorável ao aumento do consumo, onde alguns negócios reagem melhor e mais rápido que outros, a tensão aumenta dentro e fora das organizações. Falar ou escrever sem refletir produz conceitos que muitas vezes são indesejáveis e contrários a intenção do autor. Sabemos que os negócios entram em dificuldades por um conjunto de fatores que coincidem num determinado momento. Na indignação momentânea ou não, há quem equivocadamente pensa que o cliente é o problema.
Já ouvi empresários, executivos e vendedores desabafando e apontando questões muito pertinentes, mas eventualmente há quem reflete pouco e acaba culpando os outros e até o cliente, quando o negócio não funciona como gostaria. Como é que os clientes e os prospects (aqueles que tem potencial, mas ainda não são clientes) poderiam ser culpados daquilo que não produziu os resultados que o empresário e a equipe gostariam? Recentemente li um texto que repete um equívoco de outros, que se tivessem refletido um pouco ou conversado com alguém, mudariam de ideia, pois não tem noção do estrago que fazem em seus negócios. Não foi a primeira opinião neste sentido que li ou ouvi, mas chamou atenção a forma como empresário protestava entendendo que mais gente deveria prestigiar o negócio e as promoções da empresa, culpando a comunidade pelos resultados que não tem vindo conforme o desejado para o seu negócio.
Dispensa dizer que ter um negócio requer disposição ao risco, ainda mais quando o negócio tem uma boa carga de inovação no seu mercado. Ao invés de pensar que os clientes e prospects são o problema dos resultados aquém do desejado, há um conjunto importante de situações para analisar e verificar o que poderia ter sido feito melhor. Primeiro é preciso analisar o resultado da ação direta e pontualmente com algumas reflexões como: O seu público alvo estava desejando exatamente o que foi oferecido? Será que a ação foi bem promovida? O esforço de divulgar para quem é potencial consumidor foi suficiente para o resultado desejado? A data foi a mais adequada para o público potencial?
Com as respostas sinceras sobre as questões acima, é preciso analisar ainda, o contexto do negócio fazendo outras reflexões como: Como tem sido a rotina de promoções anteriores nesta linha? O mercado tem o potencial para os resultados desejados? O volume desejado é compatível com o atual momento da economia e as condições do consumidor? O empresário e a equipe estão investindo em relacionamento, prestigiando outros ambientes e espaços para se aproximar dos clientes? O empreendimento trabalha adequadamente a fidelização dos clientes, fazendo inclusive que os mais fiéis tragam outros das suas relações? O atendimento e a relação com as pessoas ao redor tem tido a simplicidade e a humildade requerida nos dias de hoje para todos os mercados? Como o negócio, a marca e o ambiente estão posicionados na mente do público? O negócio tem a dose certa de foco, ou o tamanho da diversidade de produtos e promoções tem dificultado a posição da marca na mente dos prospects?
Muitas vezes encontramos excelentes negócios, criativos, inovadores, de bom gosto, com muita vontade dos empreendedores darem certo, que quando algo não vai bem, pode estar faltando apenas uma boa e sincera reflexão, com ajustes necessários sendo muitas vezes pequenos, mas com grandes diferenças. Claro que para refletir com sinceridade sobre o seu negócio a arrogância que por vezes existe e nem sempre é reconhecida facilmente, precisa ficar de lado. A ansiedade também atrapalha, pois em atividades inovadoras e criativas em seus mercados, mesmo tendo resolvido bem as questões apontadas acima é preciso paciência, “sangue frio”, equilíbrio mental e estrutura financeira para suportar o tempo de construção do posicionamento no mercado.
Por último e não menos importante, penso que antes de protestar contra quem ainda não é cliente, precisa haver mais gratidão com aqueles que são clientes sejam assíduos ou eventuais, pois além de serem estes os que sustentam o negócio, são eles que podem trazer mais clientes através das redes de relacionamento.

Um abraço e até a próxima!

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Retomada gradual

     Depois de 2 anos seguidos de PIB negativo, o que nunca havia ocorrido na história do Brasil, gerando a pior recessão desde o impacto mundial da crise de 1930, vivemos o início de um ano de retomada. Com a queda da inflação, a redução das taxas de juros, a significativa melhora da taxa de câmbio, com o Real se valorizando frente ao dólar e outras moedas, mais estabilidade política, mais confiança dos consumidores e dos investidores, 2017 iniciou mostrando que podemos ter mais esperanças de que mesmo havendo muito a ser feito, o país vai reencontrando o caminho para a plena evolução do ambiente de negócios.     
     Uma pesquisa com 746 das maiores empresas do país, de vários segmentos, feita pela Deloitte, uma das maiores empresas de auditoria e consultoria do planeta, mostra que o emprego deve ganhar fôlego em 2017 e já é possível ver esta realidade em estatísticas locais. A busca por profissionais qualificados é a tônica das primeiras levas de contratações, onde 40% dos entrevistados também admitem substituir parte do quadro atual por mão de obra mais qualificada. 38% das empresas afirmam que vão aumentar e 53% que vão manter o volume de investimentos em treinamento e qualificação das suas equipes. A pesquisa também mostra que o lançamento de novos produtos e serviços e a substituição de máquinas e equipamentos, após um período de contenções, devem ser o foco dos aportes financeiros que estavam represados, visando para melhorar a gestão operacional.
     As empresas devem priorizar a gestão financeira, mantendo foco na geração de resultados e na melhoria da produtividade, com previsão de aumento de receitas e de investimentos a realizar, considerando como maiores impactos a retomada econômica, a variação cambial e o preço do petróleo.
     A pesquisa publicada na revista Mundo Corporativo, mostra ainda que 56% das empresas entrevistadas afirma que vai crescer mais de 10% em 2017. Os principais setores em retomada, ou seja, que estiveram em baixa ou cresceram pouco em 2015 e 16 e que crescerão mais de 10% em 2017 serão por ordem: infraestrutura, construção civil e bens de consumo. Já os principais setores em ascensão, ou seja, que já cresceram em torno de 10% em 2016 e em 2017 devem crescer mais 10% sobre o ano anterior são por ordem: os serviços financeiros, a tecnologia, saúde e farmacêuticos.
     Os lançamentos de novos produtos e serviços, a substituição de máquinas e equipamentos são as prioridades de investimentos das empresas para 2017. “Com um cenário político mais estável e a esperada aplicação das reformas estruturais, o Brasil voltará a ser um destino atraente para investimentos. Vai entrar muito dinheiro de fora.” Diz, José Cláudio Securato, presidente do IBEF - Instituto Brasileiro dos Executivos de Finanças.
    Pelo que se lê, há grandes volumes de recursos, segundo alguns economistas “um excesso de liquidez” no mundo e as economias emergentes não conseguem absorver. Por este motivo, é possível acreditar que a medida em que as reformas estruturais comecem a ser aprovadas, que a estabilidade política volte e que aumente a segurança jurídica, o Brasil possa atrair uma fatia maior destes recursos.  “Os ativos brasileiros estão com um preço mais realista, do que a três anos atrás. Para os investidores que pensam em médio e longo prazos, somos um mercado muito atrativo. Há boas oportunidades para investimentos nos setores de saúde, educação, tecnologia e infraestrutura.” (Eduardo Martins, sócio da Deloitte no Brasil).
   Edemir Pinto, Presidente da BM&FBovespa prevê um ano de retomada de investimento e abertura de capital de mais de 50 empresas brasileiras. Ainda segundo Securato, do IBEF, as fusões e aquisições também devem ser retomadas com negócios de grande porte em maior volume do que nos últimos anos.
   Temos muito trabalho pela frente para recuperar nosso país, mas quando a expectativa é positiva, o entusiasmo aumenta e a missão fica mais fácil de ser cumprida.

    Um abraço e até a próxima!
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