sexta-feira, 23 de junho de 2017

O que controlamos em nossa vida

É bastante frequente ouvirmos e lermos as pessoas reclamando sobre acontecimentos indesejados em suas vidas. Há quem trate a vida como se tivesse que seguir um roteiro sobre o qual não tem domínio, assim como há aqueles que procuram determinar o que ocorre com suas vidas. Infelizmente estas últimas parecem ser a minoria.
Quem estuda o assunto afirma que a grande maioria dos acontecimentos na vida de uma pessoa são consequências do que ela faz, portanto, controláveis por serem frutos das suas escolhas. O autor Stephen Covey é um dos que prega que apenas uma pequena parte dos acontecimentos de nossas vidas depende das circunstâncias. Para ele temos domínio sobre 90% do que ocorre conosco, assim como muitos outros autores dizem que somos nós que decidimos os fatos que terão resultados e consequências em nossas vidas e seus detalhes.
Se o celular caiu e quebrou, se derramou café na roupa, se a comida queimou, se chegamos atrasados, se perdemos algum momento importante... é certo que poderíamos ter feito algo diferente antes de cada um destes pequenos acidentes para evitar as situações desagradáveis decorrentes deles. Mas mesmo quando não nos prevenimos e estas situações ocorrem, ainda está sob o nosso controle as reações que teremos a partir destes eventos. Culpar os outros, ou a Deus, se lamentar, repetir frases sobre azar, desgraça..., ou então, entender que você é que não conseguiu evitar, que o melhor é resolver logo, com calma e tranquilidade, levantando a cabeça e seguindo em frente sem perder o foco, nem energias no que não vai auxiliar. Temos estas escolhas a todo o momento!
O horário do transporte, da aula, do trabalho, da reunião, a fila, o congestionamento, assim como o frio, o calor, o vento, a chuva, é certo que não podemos controlar, mas estes fatos correspondem a uma pequena parte de nossas vidas. Por outro lado, sair com um tempo de folga, planejar horários e trajetos, evitar horários de pico de trafego, o que levar, quando sair, quando voltar, o que aceitar e o que recusar, revisar o veículo com tempo para algum concerto preventivo, fazer exames preventivos e de rotina, dentre muitas outras ações estão sob o nosso pleno domínio.
Quando alguém nos ultrapassa numa manobra arriscada no trânsito e corta a frente para ocupar o espaço da folga de segurança que havia entre nosso veículo e o outro, é irritante, não é mesmo? Todavia, ao lembrar que não estamos no trânsito para competir e que queremos chegar com segurança, em paz e concentrados no que temos no destino, nos damos conta de que não temos motivos para gastar tempo e energia com aquela situação. Quando um evento, um voo, uma carona, ou familiares se atrasam podemos ocupar o tempo para ler, ou então, para conhecer outras pessoas que também estão aguardando. Irritar-se e até repreender alguém pelo tempo que você ficou na espera não vai auxiliar ninguém e ainda pode criar dificuldades para os relacionamentos, assim como para a imagem e marca pessoal.
Experimente controlar as suas reações diante dos acontecimentos indesejados da sua vida, se dando conta de que a energia gasta será muito maior e os resultados serão ainda piores. Em seguida, busque analisar o que você poderia ter feito de diferente para evitar a consequencia negativa, ou obter um resultado melhor. Analise os últimos acontecimentos negativos de sua vida considerando como teriam se desenrolado se você tivesse feito graça de alguns, resolvido logo outros e sem reclamar, simplesmente aguardado com paciência e uma leitura (no smartphone mesmo), ou uma boa conversa sobre amenidades, esquecido algumas mágoas, ou perdoado mais cedo...
Precisamos ter mais consciência de que temos domínio sobre quase tudo o que ocorre em nossa vida, assim como saber que daquela pequena parte que não dominamos, podemos ter o controle de nossas reações. Com a consciência do empoderamento de nossas vidas e o controle de nossas reações ao pouco que não podemos mudar, é possível termos vidas muito melhores.

Um abraço com o desejo de ótimos dias a todos!

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Entusiasmo e motivação

Dias atrás conversei longamente com um amigo pequeno empresário do setor industrial, que relatou que depois de vários anos de atividade e diferentes crises, pela primeira vez se via sem entusiasmo com a atividade empresarial. Também recebi reações de leitores, se dizendo desmotivados com tantos golpes sofridos especialmente pelas micro, pequenas e médias empresas que representam 99% da iniciativa privada no Brasil, sendo preponderantemente familiares.
Onde buscar entusiasmo e motivação, me perguntaram alguns, lembrando que nosso país não proporciona segurança jurídica para desenvolver investir ou empreender e mesmo assim, alguns tem se referido a este grupo como “poderosos”, “exploradores”, dentre outros, sendo mal tratados por segmentos do sindicalismo, da fazenda pública, do poder judiciário e de políticos brasileiros. Empresário, profissional liberal, empregado do setor privado ou servidor público, todos precisamos buscar motivação e entusiasmo para superar as dificuldades que estamos vivendo.
A gramática nos mostra que a palavra entusiasmo em português tem origem no latim, que derivado do grego significa inspiração, êxtase, normalmente ligado ao divino, pois os gregos diziam-se entusiasmados quando se sentiam arrebatados pelos deuses. A gramática também mostra que motivação tem origem nas expressões para movimento e motivo para agir, no latim e grego que originaram o português. Me parece que assim, fica mais fácil responder onde buscar entusiasmo e motivação, entendendo que significam inspiração, fatores e motivos para agir.
Tenho 2 filhos, esposa, pai, mãe, irmã, cunhados, sobrinhos, e demais familiares que todos os dias me inspiram mesmo que indiretamente a dar o melhor de mim em tudo o que eu faço, pois as minhas atividades, seus resultados e consequências repercutem na vida deles. Sugiro sempre que pensem no futuro da sua família, quando faltar entusiasmo e motivação. Tenho um nome, assim como cada um dos leitores, que é a marca pessoal e profissional, construído com muito trabalho duro, durante anos, que precisa ser mantido diariamente. Contribuo com a direção de uma instituição que impacta a vida de muitas pessoas que precisam que eu dê o melhor de mim, para que possam ter um futuro melhor. Quando faltar entusiasmo e motivação, sugiro que pensem quantas vidas são afetadas pelo que fazemos tanto profissional, quanto voluntariamente.
Vejam que entusiasmo e motivação são diferentes de otimismo, pois estamos falando de inspiração e motivos para agir. Estar entusiasmado é ter Deus dentro de si, dando força, fé e energia para transformar a realidade onde nossa ação puder alcançar, apesar das dificuldades aparentes. Eu não acredito que basta entusiasmo para vencer as dificuldades na busca do que se necessita e deseja. Acredito que sem entusiasmo não é possível vencer os muitos obstáculos que a vida impõe a cada um de nós. Motivação é o conjunto de fatores que nos colocam em movimento, então, como é que tudo o que ainda queremos fazer na vida, familiares, colegas e suas famílias, os clientes de onde trabalhamos, os clientes e familiares deles não seriam motivos suficientes para darmos menos atenção a política, a violência, as catástrofes ambientais e aos indicadores econômicos, para que eu dê o meu máximo em cada ação?
Naquilo que somos apáticos, mornos, demostrarmos mesmo que indiretamente pouca vontade, não conseguiremos motivar, nem entusiasmar ninguém a seguir conosco. Para vencer nestes tempos loucos e competitivos, concretizar sonhos em que talvez poucos acreditem, precisamos paixão, entusiasmo, Deus dentro de nós e todos os motivos para nos movimentarmos e agir presentes em nossas mentes, o tempo todo!
Pensem nisso, amigos!

Com entusiasmo, motivação, desejo ótimos dias e até a próxima!

quinta-feira, 8 de junho de 2017

A força da gratidão

Na última publicação escrevi sobre minha convicção de que as pessoas do bem são a maioria, mas que ficam quase no anonimato diante do foco da mídia e no volume das notícias de tragédias, fraudes, roubos e violência. Hoje conto um pouco de uma das muitas histórias que entendo serem merecedoras de maior divulgação pelo efeito multiplicador que precisariam ter em nossa sociedade.
Auxiliar as pessoas que querem estudar e se profissionalizar, mas que não tem todas as condições de acesso, assim como realizar doações a instituições de ensino são práticas bastante difundidas nos países mais desenvolvidos. Egressos de escolas, faculdades, universidades com carreiras consolidadas fazem doações para as instituições onde estudaram, assim como algumas empresas que tem empregados formados por estas instituições. Os que se dedicam mais profundamente a esta causa criam fundações que de forma mais robusta angariam recursos em maior volume e contribuem com diferentes instituições. Infelizmente estas práticas ainda são raras no Brasil e ao meu ver, mais raras por não terem seus casos publicados e promovidos para constituir-se num exemplo a ser seguido por mais gente.
 Em Horizotina-RS há um espírito comunitário diferenciado, com várias iniciativas de participação e visando o bem comum e é deste lugar que escrevo para destacar o trabalho da Fundação Capacitar, que está completando 10 anos de atividades, envolvendo um conjunto de voluntários e beneficiários. Relatam os instituidores, Martin e Maitê Mundstock, que sempre foram muito gratos com o que receberam das suas famílias, da comunidade, da instituição em que estudaram e das empresas em que trabalharam. Para expressar esta gratidão, queriam fazer algo que contribuísse decisivamente com a vida de outros. O primeiro movimento para a criação da Fundação Capacitar foi a doação de recursos financeiros para a construção de um prédio para o campus da FAHOR. Gratos pelo gesto, a instituição entendeu que tinha que fazer a sua parte e transformou os recursos recebidos em bolsas de estudos para um fundo rotativo e auxiliou na constituição de um grupo para definir os critérios de concessão do benefício. Foi definido o processo seletivo para que o público alvo fosse candidatos que desejam estudar, mas não tem condições financeiras para bancar totalmente seus estudos e que possam demonstrar gratidão devolvendo o que receberam depois de formados e atuando profissionalmente. Além do financiamento dos estudos, cada beneficiário recebe o acompanhamento de um mentor, voluntário, geralmente profissionais formados na área ou áreas afim com o curso do beneficiário. Vários integrantes do grupo de mentores são profissionais que receberam o auxílio financeiro e mentoria da Fundação, outros são empresários, executivos, professores, profissionais que se engajam na causa e contribuem com o seu tempo, experiência e conhecimentos. Beneficiários e mentores tem um programa de encontros a serem seguidos ao longo dos 4 a 5 anos de estudos, visando o desenvolvimento de competências pessoais e profissionais, que potencializam tanto a inserção e melhor desempenho no mundo do trabalho, quanto o voluntariado e a gratidão.
10 anos depois de sua constituição, a Fundação Capacitar conta com um número significativo de egressos que devolveram e seguem devolvendo os recursos financeiros que receberam para o fundo rotativo que segue auxiliando novos beneficiários a cada semestre. O fundo também recebeu recentemente aportes financeiros de outro casal de beneméritos residentes na cidade e de duas importantes empresas multinacionais, onde o casal instituidor trabalhou, contando ainda com o apoio de uma professora doutora aposentada de uma universidade do EUA. Além dos que doam recursos financeiros, dos que doam tempo e experiência em mentoria, a Fundação conta com o trabalho voluntário de membros da diretoria que planeja e organiza as atividades de formação complementar de mentores e mentorados, de profissionais da psicologia, da comunicação, dentre outros.
Estas pessoas não buscam notoriedade, mas o que fazem merece ter ecos em muitos lugares de nosso país. Por estas e outras, acredito que os de bem são a maioria!  

Um abraço e até a próxima!

terça-feira, 6 de junho de 2017

Os do bem são maioria!

Há tanta desesperança nos comentários pós noticiários que chegamos a temer pelo futuro. Infelizmente vivemos um momento em que “notícia ruim” não falta, mas também é verdade que notícia boa não vira manchete facilmente. As vidas e os feitos da maioria, que é do bem, segue chamando menos atenção, pois é pacata e raramente dá manchete ou “viraliza” em comentários e compartilhamentos.
As notícias de violência, terrorismo e corrupção realmente nos deixam desnorteados e nos perguntando se chegamos ao “fundo do poço”, mas passam-se alguns dias e descobrimos que no fundo do poço tem um alçapão. Se focarmos somente nos atos e fatos nas minorias que fazem malefícios, corremos o risco de paralizarmos. Para mais gente agir melhor, tenho convicção de que precisamos lembrar mais e de todas as formas, dos atos e fatos da maioria que é do bem.
A maioria das pessoas, inclusive os brasileiros (contrariando comentários preconceituosos) não fura a fila, não depreda patrimônio, respeita os direitos do próximo, não passa em sinal fechado, é cordial, não é violento, não comete fraudes, não rouba, paga seus compromissos pontualmente, é sensível aos pedidos de auxílio, colabora com suas comunidades e quer deixar filhos melhores para o mundo.
Para cada terrorista disposto a matar quem não tem os mesmos hábitos que o grupo dele, há dezenas de pessoas para auxiliar sobreviventes e familiares das vítimas. Para cada político que desvia milhões de reais para criar uma fortuna maior do que a do bandido do outro partido, reduzindo recursos da saúde, da educação, da infra-estrutura, há dezenas de pessoas se mobilizando para doações de sangue, campanhas de arrecação de fundos, alimentos e materiais de limpeza, grupos doando equipamentos e recursos para manutenção, famílias fazendo mutirões de construção e reforma. Para cada estudante que cola na prova, copia textos de outros dizendo que são seus, há muitos outros querendo fazer mais do que o mínimo necessário para ser aprovado, fazendo mais do que a média e querendo ser alguém melhor para o mundo. Para cada servidor público tem má vontade pra atender, procrastina, pede ou aceita propina, não tem senso de economicidade, há muito mais servidores querendo solucionar problemas da população. Para cada empregado que não faz o que foi contratado para fazer, não tem produtividade, trabalhando contra a empresa e/ou o empregador, há muitos outros dedicados e gratos com o espaço e a oportunidade que tem. Para cada ladrão existem muitas pessoas que encontram e devolvem objetos perdidos sem violar o que encontraram. Para cada pessoa com o hábito de jogar lixo na rua há mais gente fazendo mutirões para limpar rios, nascentes, arrecadar lixo eletrônico, fazer campanha do agasalho, fazer companhia e contar histórias em hospitais e asilos. Para cada grupo disposto a depredar prédios, ônibus e equipamentos, pixar, riscar, quebrar, destruir o que é dos outros para extravasar seu instinto violento, deixando necessitados sem atendimento, há um grupo disposto a fazer mutirão para limpar, recuperar e repintar. Para cada grupo planejando e arrecadando recursos para invadir, destruir, corromper, ganhar o poder a qualquer custo, há milhares de pessoas nos templos pedindo perdão por seus atos e proteção divina para dias melhores.  
Os do bem são maioria, mas seus atos e fatos não viram notícia!
Será que poderíamos começar por nós? Conseguiríamos criar neste veículo de comunicação uma seção para destacar atos e fatos “do bem” e maior do que a seção policial? Teríamos mais dificuldades ou facilidades? Depois de convencer o comitê editorial, a dificuldade seria encontrar conteúdo, ou patrocínio para esta nova seção? Se promover o bem não fizer parte de nossa missão, o que seria mais importante? Gente do bem, busca fazer o bem, não busca notoriedade! Porém, sabemos que os exemplos e os hábitos da maioria arrastam multidões. Os terroristas, os ladrões, os corruptos, os que destroem o limitado patrimônio de uso público, por sua vez, sempre buscam notoriedade, seja individualmente ou em grupo. Vamos focar nossas atenções, nossos comentários, nossas manchetes, nossos conceitos em que tipo de atos e fatos?
Eu acredito e testemunho a minha volta, que os do bem são maioria!

Um abraço, força, fé e até a próxima!

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Golpe

Tenho escrito os textos deste espaço aos Domingos, ou segundas-feiras pela manhã a partir das leituras do fim de semana, em função da agenda concorrida da semana e pela data limite para envio. O relato se deve ao “golpe” que levamos quando o texto “Preparados” tinha a intenção trazer uma reflexão sobre como cada um se  preparava para a retomada do crescimento da economia brasileira a partir das reformas trabalhista e previdenciária, queda de juros, queda da inflação, fortalecimento da taxa cambial, dentre outros.
Mesmo que ao final do texto eu tenha escrito “...se a política não atrapalhar muito...”, não esperava que depois de tantas prisões e denúncias, as falcatruas continuariam no mesmo nível. Quando saíram as novas denúncias, o texto que já havia sido publicado em alguns jornais e enviado para outros, ao invés “preparados” para crescer, poderia ser uma reflexão sobre  “preparados” para um novo golpe nas esperanças.
Escolhida com maestria pelos marqueteiros de um grupo, a palavra “golpe” passou a ser repetida e eficientemente conseguiu polarizar boa parte das manifestações, debates e comentários. No meu entender a expressão símbolo de quem não queria o impeachment do ano passado seria muito mais apropriada se fosse utilizada pelos brasileiros que tentam sobreviver na plateia deste palco de horrores, onde os bandidos prediletos de um e de outro se digladiam em delações, com cifras de milhões e milhões alcançando patamares inimagináveis e absurdos.
Investidores internos e externos que queriam acreditar novamente no Brasil levaram um golpe logo no início de um novo ciclo. Os pequenos e médios empresários brasileiros, já levaram tantos golpes dos governos e da política que podem ser exemplos de resistência. Quem atua em setores altamente regulados como educação, saúde, alimentos, finanças, cooperativas, dentre outros, leva um golpe atrás do outro com as seguidas alterações de legislação, normas e entendimentos jurídicos. Quem escreve, leciona ou tenta orientar sobre como lidar com investimentos leva um golpe a cada novo acordo político e escuso que tem reações dos mercados.
Enquanto transações coletivas ou individuais de 5 a 500 milhões de reais, circulam de um bolso ao outro sem que a Receita Federal perceba ao longo de anos e anos, a população brasileira que paga imposto de renda na fonte ou na declaração, leva um golpe a cada mês!
“É golpe!” deveria gritar também aquela legião de pequenos empresários que seguem sem acesso aos recursos do BNDES porque o sistema e o gerente do banco dizem que apesar do projeto ser bom, não pode conceder o crédito porque não tem garantias suficientes, enquanto os irmãos, amigo e afilhado do ex-presidente receberam em 22 dias recursos do BNDES para comprar a maior rede de frigoríficos dos Estados Unidos, levar a sede da empresa daqui pra lá e atuar em 150 países, sem qualquer necessidade de análise técnica. Da mesma forma, ao pagar o combustível dos veículos de trabalho e passeio deveríamos gritar “é golpe!”, ao ver o quanto os bandidos eleitos por nós embolsaram deste dinheiro.
Ao transportar a produção agrícola ou industrial, sem pontes e estradas em condições, também deveríamos gritar “É golpe!” ao saber que as empreiteiras que decidiram os candidatos e as eleições dos últimos anos receberam recursos do BNDES para obras faraônicas em países cujas lideranças alinhavam suas ações ao que ocorre no Brasil. É golpe lá e golpe cá!
“É golpe!” deveriam gritar também o pai, a mãe, os filhos, os companheiros de enfermos em fila de espera de atendimentos, tratamentos, transplantes, ao saber por exemplo, dos dois irmãos que entregaram muitas falcatruas de quase 2.000 políticos entre eles os últimos 3 presidentes da república, fizeram acordo com a justiça lhes dando as condições para entre outras, comprar 1 bilhão de dólares (R$ 4bi), com lucro de R$ 200mi num dia antes de serem publicadas as denúncias, além de sair do país para viver num dos endereços mais caros do mundo.
 Para suportar tantos golpes, muito mais do que estas poucas linhas mencionam, somos em verdade, muito fortes, amigos!

Um abraço, força, fé e até a próxima!

terça-feira, 23 de maio de 2017

Poderosos

Acompanhando os acalorados debates e discussões sobre governos, reformas, economia, fico com a sensação de que a necessidade de alguns movimentos transformarem inocentes úteis em inimigos é insaciável. É sabido que utilizando de técnicas relativamente conhecidas troca-se propositalmente o sentido dos termos e palavras, mas mais lamentável é ver gente desavisada repetindo a cartilha, sem analisar com profundidade.
“Poderosos”, “democracia”, “empresários”, “mercado” são alguns entre tantos termos com o sentido deturpado de acordo com o interesse particular, fragilizando ainda mais o entendimento do contexto por segmentos que tem sabidas dificuldades de compreensão, pelo contexto educacional e cultural. Nos debates sobre linha dos governos e especialmente reformas trabalhista, previdenciária, tributária, o termo “poderosos” é frequentemente utilizado pelas diferentes matizes, que por vezes os atribui ao empresário.
O SEBRAE em parceria com o DIEESE apresentou uma pesquisa na Revista Pequenas Empresas e Grandes Negócios mostrando que 99% das empresas brasileiras são micro e pequeno porte, que geram 15 milhões de empregos formais. A pesquisa mostra que nos últimos anos, os empregados das micro e pequenas empresas brasileiras tiveram um aumento real 3 vezes maior do que os trabalhadores das grandes empresas. As barbaridades que estamos lendo e ouvindo nas discussões sobre as reformas, sobre pagamentos de impostos, encargos e relação entre empregadores e empregados não condizem com esta realidade.
No último dia 1º de maio, feriado internacional, enquanto a mídia transmitia movimentos, protestos, shows comemorativos, em todas as nossas cidades, uma parte dos mais legítimos representantes da classe empresarial deste país estavam trabalhando em seus mercadinhos de bairro, na fruteira, na padaria, no açougue, no comércio de bebidas, na lancheria, no restaurante, na serralheria, na construção civil, no transporte, na banca de jornais e revistas, no escritório contábil, no escritório de engenharia e arquitetura, no escritório de consultoria, nos seus stands nas várias feiras e eventos deste período.
A quase totalidade dos empresários que eu conheço, e posso dizer que conheço muitos, tem o patrimônio pessoal limitado a casa e um ou dois veículos, geralmente dos mais simples, para que o maior investimento seja no negócio, em máquinas, prédios, conforto e segurança de quem trabalha com ele e fazendo o melhor para manter os clientes. São patrimônios pessoais insignificantes quando comparado com parte daqueles que falam e escrevem sobre empresários e gritam contra os poderosos. Todo o patrimônio da empresa e a família do micro e pequeno empreendedor é colocado em risco todos os dias no mercado das causas trabalhistas, na indústria de multas fiscais, na fragilidade contratual e na insegurança jurídica de nosso país. Neste contexto, os empresários brasileiros são na verdade super heróis das nossas comunidades, garantindo emprego, renda, serviços, benefícios sociais, tributos, mesmo sendo injustamente considerados em tantos discursos e movimentos equivocados país a fora. Esta minoria de cidadãos brasileiros que têm sido citados como vilões em petições trabalhistas, em argumentos sobre as reformas, seguem sem proteção, pagam uma conta cada vez maior assumindo além da maior carga tributária do planeta, áreas em que o Estado é absolutamente ineficiente como ações sociais, planos de saúde e previdência, educação e qualificação profissional das suas equipes.
Nas mais diferentes mídias, temos visto diariamente pessoas com vasto curriculum de cargos exercidos para defender e proteger o trabalhador, a sociedade, o interesse público, o país, sendo denunciadas, algumas poucas presas, delatando outras e mostrando recebimentos ilegais de quantias estratosféricas. É lamentável saber que os vilões, e verdadeiramente poderosos contam com ferrenhos defensores, para que possam seguir livremente suas práticas, enquanto os empresários brasileiros, verdadeiramente heróis tem seus interesses atacados e não conseguem a simpatia dos que se proclamam defensores interesses públicos.

Um abraço e até a próxima!

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Mundo 4.0

No ano passado escrevi um pouco sobre o movimento tecnológico que avança rapidamente chamado Indústria 4.0 ou Manufatura Avançada ou ainda 4ª Revolução Industrial. A convergência entre as tecnologias da operação e da informação aumenta e se alastra por todas as cadeias produtivas. A velocidade com que a Indústria 4.0 tende a se disseminar em todas as cadeias produtivas provocando o aumento da conexão e interação entre insumos, consumidores, mercado e tecnologias permite dizer que caminhamos para um verdadeiro Mundo 4.0.
Na indústria inteligente as máquinas, os insumos, o varejo e os mercados “dialogam”, trocando dados ao longo das operações e transações e este conceito ultrapassa a fabricação,  iniciando na concepção e no desenvolvimento de novos produtos, alcançando o pós-vendas e o relacionamento com o cliente. A Indústria 4.0 vem promovendo um encurtamento dos prazos de lançamento de novos produtos no mercado, maior flexibilidade nas linhas de produção e mais eficiência no uso de recursos naturais e energia.
A customização em massa era algo sonhado pelos profissionais de marketing no passado, quando viam a indústria tendo dificuldades para atender as diferentes necessidades dos consumidores. Hoje vemos a criação de novos modelos de negócios com base nas demandas reais de diferentes tipos de clientes. Logo veremos cada vez mais empresas podendo fabricar em tempo real boa parte do que o consumidor demanda, reduzindo em muito a necessidade de estoques e o tempo de adaptação de máquinas e procedimentos. Serão modelos cada vez mais automatizados de produção que permitirão gerar tamanha flexibilização na produção.
A fábrica mais moderna do grupo Fiat Crysler Automobiles (FCA) foi finalizada em Goiânia-GO-Brasil em 2015 e tem capacidade para fabricar 250.000 carros por ano, através de uma gestão integrada que reúne digitalização, conectividade e realidade virtual, permitindo agilidade e flexibilização atuando em tempo real com dados de produto e processo, permitindo fabricar até 4 modelos diferentes de veículos, com apoio de 604 robôs em funcionamento e conectados. A BASF multinacional do setor químico investe em aplicativos inteligentes para dentro das fábricas reduzindo desperdícios de matérias primas, enquanto oferece para o agricultor aplicativos que permitem identificar com base em análise de dados, o momento de maior vulnerabilidade de cada cultura para realizar as aplicações de defensivos com mais economia, eficiência e responsabilidade ambiental.
Sabemos que o Brasil precisa resolver grandes desafios de infraestrutura e conectividade (redes banda larga e móveis), além de identificar instrumentos de melhoria da política industrial que viabilizem o desenvolvimento do país. Mais do que isso, temos que nos preparar pois a Indústria 4.0 mudará o mundo que conhecemos para um mundo com menos emprego, mas com mais trabalho, um mundo com mais trabalho inteligente e menos trabalho braçal e insalubre, com menos profissionais “chão de fábrica” e mais pessoal técnico especializado.
A regulamentação ambiental, trabalhista e tributária, assim como a competição impulsionam as empresas para acelerar a entrada na Indústria 4.0. Neste momento, a adaptação mais difícil é para as grandes empresas, pois as novas empresas tem menos comprometimento com operações específicas e infraestrutura. A aproximação das empresas com instituições de ensino com prática e capacidade de pesquisa é um caminho que se mostra cada vez mais bem sucedido em várias partes do mundo.
Um Mundo 4.0 ainda é muito incipiente, mas podemos dizer que terá um consumo muito mais consciente, com uma produção adequada e sem desperdícios, muito mais sustentável, mais cooperativo, mais inteligente com menos acidentes e doenças do trabalho, com mais respeito e valor a qualidade de vida no trabalho e do trabalhador.

Um abraço e até a próxima!

terça-feira, 16 de maio de 2017

O cliente não é o problema!

Nestes momentos de fim de recessão, crescendo a ansiedade para que o mercado fique mais favorável ao aumento do consumo, onde alguns negócios reagem melhor e mais rápido que outros, a tensão aumenta dentro e fora das organizações. Falar ou escrever sem refletir produz conceitos que muitas vezes são indesejáveis e contrários a intenção do autor. Sabemos que os negócios entram em dificuldades por um conjunto de fatores que coincidem num determinado momento. Na indignação momentânea ou não, há quem equivocadamente pensa que o cliente é o problema.
Já ouvi empresários, executivos e vendedores desabafando e apontando questões muito pertinentes, mas eventualmente há quem reflete pouco e acaba culpando os outros e até o cliente, quando o negócio não funciona como gostaria. Como é que os clientes e os prospects (aqueles que tem potencial, mas ainda não são clientes) poderiam ser culpados daquilo que não produziu os resultados que o empresário e a equipe gostariam? Recentemente li um texto que repete um equívoco de outros, que se tivessem refletido um pouco ou conversado com alguém, mudariam de ideia, pois não tem noção do estrago que fazem em seus negócios. Não foi a primeira opinião neste sentido que li ou ouvi, mas chamou atenção a forma como empresário protestava entendendo que mais gente deveria prestigiar o negócio e as promoções da empresa, culpando a comunidade pelos resultados que não tem vindo conforme o desejado para o seu negócio.
Dispensa dizer que ter um negócio requer disposição ao risco, ainda mais quando o negócio tem uma boa carga de inovação no seu mercado. Ao invés de pensar que os clientes e prospects são o problema dos resultados aquém do desejado, há um conjunto importante de situações para analisar e verificar o que poderia ter sido feito melhor. Primeiro é preciso analisar o resultado da ação direta e pontualmente com algumas reflexões como: O seu público alvo estava desejando exatamente o que foi oferecido? Será que a ação foi bem promovida? O esforço de divulgar para quem é potencial consumidor foi suficiente para o resultado desejado? A data foi a mais adequada para o público potencial?
Com as respostas sinceras sobre as questões acima, é preciso analisar ainda, o contexto do negócio fazendo outras reflexões como: Como tem sido a rotina de promoções anteriores nesta linha? O mercado tem o potencial para os resultados desejados? O volume desejado é compatível com o atual momento da economia e as condições do consumidor? O empresário e a equipe estão investindo em relacionamento, prestigiando outros ambientes e espaços para se aproximar dos clientes? O empreendimento trabalha adequadamente a fidelização dos clientes, fazendo inclusive que os mais fiéis tragam outros das suas relações? O atendimento e a relação com as pessoas ao redor tem tido a simplicidade e a humildade requerida nos dias de hoje para todos os mercados? Como o negócio, a marca e o ambiente estão posicionados na mente do público? O negócio tem a dose certa de foco, ou o tamanho da diversidade de produtos e promoções tem dificultado a posição da marca na mente dos prospects?
Muitas vezes encontramos excelentes negócios, criativos, inovadores, de bom gosto, com muita vontade dos empreendedores darem certo, que quando algo não vai bem, pode estar faltando apenas uma boa e sincera reflexão, com ajustes necessários sendo muitas vezes pequenos, mas com grandes diferenças. Claro que para refletir com sinceridade sobre o seu negócio a arrogância que por vezes existe e nem sempre é reconhecida facilmente, precisa ficar de lado. A ansiedade também atrapalha, pois em atividades inovadoras e criativas em seus mercados, mesmo tendo resolvido bem as questões apontadas acima é preciso paciência, “sangue frio”, equilíbrio mental e estrutura financeira para suportar o tempo de construção do posicionamento no mercado.
Por último e não menos importante, penso que antes de protestar contra quem ainda não é cliente, precisa haver mais gratidão com aqueles que são clientes sejam assíduos ou eventuais, pois além de serem estes os que sustentam o negócio, são eles que podem trazer mais clientes através das redes de relacionamento.

Um abraço e até a próxima!

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Retomada gradual

     Depois de 2 anos seguidos de PIB negativo, o que nunca havia ocorrido na história do Brasil, gerando a pior recessão desde o impacto mundial da crise de 1930, vivemos o início de um ano de retomada. Com a queda da inflação, a redução das taxas de juros, a significativa melhora da taxa de câmbio, com o Real se valorizando frente ao dólar e outras moedas, mais estabilidade política, mais confiança dos consumidores e dos investidores, 2017 iniciou mostrando que podemos ter mais esperanças de que mesmo havendo muito a ser feito, o país vai reencontrando o caminho para a plena evolução do ambiente de negócios.     
     Uma pesquisa com 746 das maiores empresas do país, de vários segmentos, feita pela Deloitte, uma das maiores empresas de auditoria e consultoria do planeta, mostra que o emprego deve ganhar fôlego em 2017 e já é possível ver esta realidade em estatísticas locais. A busca por profissionais qualificados é a tônica das primeiras levas de contratações, onde 40% dos entrevistados também admitem substituir parte do quadro atual por mão de obra mais qualificada. 38% das empresas afirmam que vão aumentar e 53% que vão manter o volume de investimentos em treinamento e qualificação das suas equipes. A pesquisa também mostra que o lançamento de novos produtos e serviços e a substituição de máquinas e equipamentos, após um período de contenções, devem ser o foco dos aportes financeiros que estavam represados, visando para melhorar a gestão operacional.
     As empresas devem priorizar a gestão financeira, mantendo foco na geração de resultados e na melhoria da produtividade, com previsão de aumento de receitas e de investimentos a realizar, considerando como maiores impactos a retomada econômica, a variação cambial e o preço do petróleo.
     A pesquisa publicada na revista Mundo Corporativo, mostra ainda que 56% das empresas entrevistadas afirma que vai crescer mais de 10% em 2017. Os principais setores em retomada, ou seja, que estiveram em baixa ou cresceram pouco em 2015 e 16 e que crescerão mais de 10% em 2017 serão por ordem: infraestrutura, construção civil e bens de consumo. Já os principais setores em ascensão, ou seja, que já cresceram em torno de 10% em 2016 e em 2017 devem crescer mais 10% sobre o ano anterior são por ordem: os serviços financeiros, a tecnologia, saúde e farmacêuticos.
     Os lançamentos de novos produtos e serviços, a substituição de máquinas e equipamentos são as prioridades de investimentos das empresas para 2017. “Com um cenário político mais estável e a esperada aplicação das reformas estruturais, o Brasil voltará a ser um destino atraente para investimentos. Vai entrar muito dinheiro de fora.” Diz, José Cláudio Securato, presidente do IBEF - Instituto Brasileiro dos Executivos de Finanças.
    Pelo que se lê, há grandes volumes de recursos, segundo alguns economistas “um excesso de liquidez” no mundo e as economias emergentes não conseguem absorver. Por este motivo, é possível acreditar que a medida em que as reformas estruturais comecem a ser aprovadas, que a estabilidade política volte e que aumente a segurança jurídica, o Brasil possa atrair uma fatia maior destes recursos.  “Os ativos brasileiros estão com um preço mais realista, do que a três anos atrás. Para os investidores que pensam em médio e longo prazos, somos um mercado muito atrativo. Há boas oportunidades para investimentos nos setores de saúde, educação, tecnologia e infraestrutura.” (Eduardo Martins, sócio da Deloitte no Brasil).
   Edemir Pinto, Presidente da BM&FBovespa prevê um ano de retomada de investimento e abertura de capital de mais de 50 empresas brasileiras. Ainda segundo Securato, do IBEF, as fusões e aquisições também devem ser retomadas com negócios de grande porte em maior volume do que nos últimos anos.
   Temos muito trabalho pela frente para recuperar nosso país, mas quando a expectativa é positiva, o entusiasmo aumenta e a missão fica mais fácil de ser cumprida.

    Um abraço e até a próxima!

quinta-feira, 11 de maio de 2017

Humildade e confiança

     Há tantas receitas de como liderar, gerenciar, desenvolver equipes, algumas mais filosóficas, outras mais teóricas, outras mais práticas, de diferentes tendências, que somente lendo, ouvido e praticando bastante, será possível para cada um de nós criar seus próprios conceitos e práticas. De tudo o que já li, ouvi, pratiquei e percebi, entendo que além dos aspectos mais técnicos, a humildade e a confiança na dose correta, devem estar presentes quando desejamos uma boa relação com os outros, seja numa equipe de trabalho, ou nas relações pessoais.
     A humildade parece tão presente em algumas pessoas, algumas vezes até em excesso, enquanto em outras, parece faltar para poder ver com mais clareza e para ter suas ações mais bem recebidas pelos que o cercam. A falta de humildade cria dificuldades para aprender e se desenvolver, além das dificuldades com os outros. Nas falas, nas atitudes, nas respostas e nos atendimentos, um espaço para ser mais humilde abre tantas oportunidades que se muitos profissionais soubessem, repensariam imediatamente seu modo de agir. Precisamos tratar bem a todos os que estão ao nosso redor e a melhor escolha sempre é ser amável com as pessoas e áspero com os problemas.
     Reconhecer os erros e desculpar os erros dos outros é sobretudo respeitar o próximo. Ser cordial e sorrir faz bem para quem está perto, mas é melhor ainda para quem é capaz destas atitudes. Ajudar alguém todos os dias, fazendo exatamente o que gostaríamos que fizessem por nós em momentos de dificuldade, é uma rotina que faz um bem incalculável e se um dia precisar, será muito bom ter mais gente por perto que pensa e age desta forma. Estas são situações que não dependem das condições financeiras das pessoas, nem do seu nível de instrução, mas dependem dos valores pessoais de cada um.
     Muitas correntes de pensamento e filosofia dizem que um sinal de sabedoria é quando a pessoa se satisfaz em saber dos seus próprios feitos, sem a necessidade de promoção pessoal para os outros e pelos outros. Por isso, aqueles a quem atribui-se sabedoria falam pouco, ouvem muito, falam menos de si, para ouvir os outros e entender melhor o mundo ao seu redor. Uma postura mais humilde, mais simples, transforma para melhor a vida pessoal e profissional.
    A humildade também contribui com a confiança, que é fundamental para criação de vínculos, manutenção e desenvolvimento das relações. Ser e parecer confiável necessita de investimento em atitudes, ações e escolhas que por vezes exigem mais energia, mais atenção e até desapego. Uma análise mais focada na qualidade da confiança entre pessoas, empresas, organizações, estados e países, demonstra que este aspecto por vezes esquecido, está muito mais ligado ao desenvolvimento e a prosperidade, do que se imagina.
     Fechando a reflexão de hoje, trago um texto pouco conhecido, quase uma oração, de autoria de Viegas, La Mote, Carneiro e Lorenzon (1999), que poderia ser lido com frequencia, por aqueles que desejam uma melhor relação com os outros, com mais humildade e mais confiança: “Que eu possa ver com clareza, que eu tenha coragem de crescer, que eu aprenda para servir e que eu cure pelo amor.”
     Em tempos de quaresma, quando somos convidados a lembrar da paixão de Cristo, da necessidade de renovação da vida, dos relacionamentos e dos vínculos, a humildade deste grande líder e a confiança do povo cristãos em Deus, são grandes lições que precisamos reviver de tempos em tempos, quando podemos aproveitar para convidar familiares, amigos e colegas para conversar, refletir e ter presente os valores da vida em comunidades.
     Um abraço e até a próxima!

terça-feira, 9 de maio de 2017

Quem paga pelo seu trabalho?

A pergunta é para ser provocativa e até incomodar um pouco enquanto cada leitor encontra a melhor resposta para o seu caso. Muitas vezes esta pergunta serve para uma boa reflexão nas nossas empresas e instituições.
Sabe-se que muitos se esmeram em atender da melhor maneira os pedidos de seu superior e nem sempre tem o mesmo cuidado com os clientes. Todavia, quem paga a todos numa organização estatal é o cidadão, através dos impostos e em todas as demais organizações, é o cliente. Por estes motivos pode-se clarear o fato de que a maioria das vezes é aquele quem está sendo atendido que paga pelo nosso trabalho e tudo o que há nele.
A reflexão também é boa se pensarmos que numa organização atendemos o cliente, ou a quem atende o cliente, que no caso seria o seu colega. Quem garante a alimentação da nossa família, estudos dos nossos filhos, nossos passeios, nosso lazer, nossos tratamentos de saúde, nossas compras são aqueles a quem atendemos. O mesmo vale para as funções públicas, onde a renda vem dos tributos e taxas pagos muitas vezes diretamente por aqueles que o servidor atende.
O entendimento de que é o cliente que garante nossa sobrevivência e as nossas conquistas parece muito óbvio quando ouvimos ou lemos algo assim. Todavia, ao analisarmos como agem alguns, poucos ainda bem, fica evidente que ignoram completamente o motivo que os faz ou que os impede de gerar mais e melhores negócios. No caso de uma instituição pública que não atende bem, o cidadão passa a ser um refém daquela situação. No entanto, nos demais casos, o cliente tem o poder de reduzir a renda e até o emprego de quem não o trata bem, simplesmente deixando de comprar, ou frequentar o estabelecimento.
Recebi dias atrás uma mensagem com uma frase do ex-presidente dos EUA, Barack Obama, quando diz “Livre-se dos bajuladores. Mantenha perto de você pessoas que te avisem quando você erra.” É uma dica bastante direta e prática para todos, independente da posição de gestor ou colaborador. Ter colegas, lideres ou liderados que aplaudem e elogiam é confortável e muito agradável. Contudo, quando há alguém por perto que não avisa quando temos opiniões e posições equivocadas nem quando há erros de fato, é preciso se perguntar qual o motivo que os mantém na equipe, para o que eles servem.
Algumas empresas têm feito esforços frequentes para lembrar as equipes que são os clientes e usuários que lhes mantém no emprego, que geram renda para eles e receita para a organização. A consciência de que melhores resultados aparecem quando são gerados melhores resultados para quem está sendo atendido precisa ser disseminada nas equipes.
Independente da posição na equipe e a atividade da organização, lembrar a todos que os resultados vêm dos clientes, pode auxiliar em muito o entendimento do que é uma boa organização e efetivamente, obter melhores resultados.

Aproveito o espaço para desejar sucesso e ótimos negócios aos amigos leitores! Um abraço e até a próxima!

terça-feira, 2 de maio de 2017

Você é uma Marca

     A carreira profissional há tempos deixou de ser comparável a uma escada embora ainda há muitos com esta imagem mental. Atualmente as carreiras funcionam de diferentes formas e linearidade foi deixada de lado. A melhor comparação com a carreira de hoje seria um jogo de dominó, ou tabuleiro de xadrez, ou ainda um labirinto, ao invés da escada.
     As carreiras profissionais mais modernas estão cheias de movimentos que vão para o lado, para a frente, em diagonal e eventualmente para trás, pois as vezes faz sentido e é preciso. Uma carreira profissional contemporânea deve ter um portfólio de projetos com aprendizagem de novas habilidades, aquisição de novas competências, desenvolvimento de novas capacidades, crescimento conjunto com colegas de trabalho, e principalmente reinventar-se constantemente, como uma marca de sucesso.
    Boas experiências além de muito divertidas, geram aprendizado valioso, enriquecem o currículo e são bem vistas pelos recrutadores de talentos. Procurar projetos interessantes, desafiadores, provocantes na maior parte da vida, é melhor do que buscar linearmente cargos como gerente, coordenador, supervisor, pois estes muitas vezes são sinônimos de "beco sem saída". Dependendo da hierarquia da organização, se der certo há acomodação naquele posto de liderança e se não der certo, teria que sair da organização, pois dificilmente há clima para voltar a ser colega dos que recém foram subordinados.
     Ver-se como uma marca que se valoriza ao ter investimentos constantes para ganhar relevância, atratividade e maior impacto em suas áreas de atuação é o que tenho indicado a estudantes, colegas e amigos. Uma dica é escrever a missão, visão de futuro e negócio da sua marca profissional. Esta ação pode deixar mais claro algumas respostas para dúvidas que muitos profissionais possuem como ganhar reconhecimento por suas habilidades como um técnico ou  prospectar novas idéias para o mercado? Também é uma oportunidade para a sua própria definição pessoal de sucesso como dinheiro, ou poder, ou fama, ou fazer o que você ama, ou ainda, tudo isso junto? Convivo diariamente há 28 anos com profissionais em formação, e em qualificação de suas carreiras. No meu entendimento, aqueles que conseguem ter mais claro para si as respostas destas questões anteriores conseguem mais facilmente oportunidades de trabalho ou projetos que se encaixam no que desejam para suas vidas.
Cada um de nós tem uma marca pessoal iniciada ao nascer, como “Fulaninho/a, filho do Beltrano”, que vai sendo construída a partir das causas que abraçamos, do que fizemos ou deixamos de fazer. Ser um colega admirável pela parceria, solidariedade e profissionalismo deve estar em primeiro lugar nesta busca, seguida de ser um especialista excepcional em algo que tem valor real para a organização e para as pessoas. Em terceiro lugar, é importante ser um visionário positivo, perspicaz, um mentor de outros colegas e em quarto lugar é preciso ser muito persistente por resultados efetivos, que possam facilmente ser comprovados e percebidos.
Você, eu, nossos colegas, temos e somos marcas, das quais estamos na gestão. Uma marca profissional bem construída tem alta empregabilidade e alto potencial para empreender com sucesso. Quem tem uma boa marca profissional pode desejar mais da sua carreira, da sua renda, com menos tensão sobre as oscilações do mercado de trabalho. Uma marca pessoal forte é a garantia de mais tranquilidade, mais satisfação pessoal, mais reconhecimento de colegas e amigos, mais prestígio e mais convites para atividades diversas, aumentando as oportunidades e possibilidades.
Sabemos que não há um caminho único para o sucesso e não há um caminho certo para qualificar a marca chamada você, mas é fundamental entender que construímos nossa marca pessoal e profissional com escolhas, atitudes, fazendo e deixando de fazer um conjunto de coisas ao nosso redor. Quem ainda não havia pensado nisso pode começar hoje, pois sempre é tempo!
Um abraço e até a próxima!

   

sexta-feira, 28 de abril de 2017

Indispensável

     Além do agronegócio que amenizou os impactos da crise econômica brasileira em várias regiões, outros setores começam a dar sinais positivos de que o país está iniciando um novo ciclo de crescimento. Estamos levando mais tempo do que gostaríamos mas certamente mais importante do que lamentar o que perdemos e o que deixamos de ganhar, são as lições que deveriam ser aprendidas.
     Quem aproveitou os dois anos de recessão para fazer o indispensável, como se reorganizar, o popular colocar a “casa em ordem” desenvolvendo programas de gestão pela qualidade, implantando rotinas, otimizando a produção, revisando custos e contratos, fazendo planejamento estratégico, qualificando o pessoal, dentre outros, está vendo agora com muito mais clareza o que fazer, como e para onde ir.
     Os ajustes de pessoal, de fornecedores e até de clientes foram inevitáveis e em vários casos, indesejáveis, o que em alguns setores ainda segue ocorrendo. Nestes momentos, ser indispensável é o que garante a posição, tanto para empregados, quanto para fornecedores e até clientes.
     Entregar bons resultados parece ser a receita para ser indispensável, mas na verdade, não é tudo! Os resultados precisam ser de qualidade e sustentáveis a longo prazo. Com frequência quem foca em resultados de curto prazo sem compromisso com as consequências ou efeitos colaterais no futuro, aumenta o risco de passivos para a organização.
     Ser pró-ativo, ou seja, agir sem que seja necessário ser mandado é outro requisito importante para ser indispensável. Para isso, é preciso ter uma visão aguçada do que precisa ser feito e estar disposto a sair da zona de conforto assumindo e aceitando tarefas mesmo que não são do seu total domínio ou que não esteja na descrição das suas atividades.
   Independente do cargo ou da função que exercem, profissionais e fornecedores indispensáveis são capazes de ligar os pontos, solucionar problemas e trazer novas propostas. Geralmente são pessoas criativas, que estão um passo à frente da maior parte da população.
O trabalho coletivo é cada vez mais valorizado pelas melhores organizações, que consideram indispensáveis aqueles que sabem dar feedback, transmitir conhecimentos e valorizar todos com quem trabalha. Quem não está em cargos de liderança, pode agir desta maneira explorando a capacidade de gerar vínculos que contribuem para um ambiente corporativo amigável. Essa capacidade de gerar vínculos é fundamental para os bons profissionais influenciarem os outros, sem manipulá-los.
      Aquela metáfora antiga, de “ter brilho no olhar” ainda vale para quem quer ser indispensável. Tem gente que não brilha por quase nada, mas tem gente que brilha quando recebe um desafio novo, quando tem algo a aprender e são estes que os líderes gostam de ter por perto. Outro dia quando falei isso numa palestra, uma pessoa perguntou: “O que está por trás de olhos brilhantes diante de novos desafios profissionais?” - Paixão pelo que faz, respondi, pois sempre faremos muito bem aquilo que amamos fazer.
Para quem foi dispensado ou está temerário disso, é importante lembrar que caminhamos cada vez mais forte para um mundo com mais trabalho, mas com menos emprego. A tendência já vem se consolidando há décadas e a cada ano que passa há um número menor de grandes empregadores e em contrapartida um número cada vez maior de pessoas auto-empregadas e equipes pouco numerosas fazendo negócios gigantes e impressionantes.
     Finalizando, sustentar-se como empregado, fornecedor, ou outra posição começa por realmente gostar do que faz, traduzido em tomar iniciativa, dispensar o conforto e assumir riscos, influenciar positivamente as pessoas e contribuir para um ambiente motivador no trabalho.
       Um abraço e até a próxima!

quarta-feira, 26 de abril de 2017

A era do compartilhamento

          Vivemos dias ricos em mudanças que vão desde as coisas que nos rodeiam até o modo de pensar e ver as relações com as pessoas e com o ambiente. Ao longo da história podemos ver claramente a evolução da sociedade agrícola com o poder oriundo da posse de terras e produção primária, para a sociedade industrial com mais acesso a produtos transformados e domínio do capital, seguida pela sociedade da informação com domínio do conhecimento, onde estamos hoje.
        Os estudos e até as especulações sobre como será a próxima era marcante da sociedade gera diferentes perspectivas e uma delas é a constatação de que entramos na era do compartilhamento. Se ela vai se consolidar como uma das grandes eras da sociedade só o tempo dirá, mas é fato que há um volume crescente de iniciativas geradoras de trabalho e renda com colaboração e compartilhamento, atingindo cifras astronômicas. O compartilhamento de caronas de carro, que ficou mais conhecido e ganhou muito mais adeptos, depois das polêmicas geradas com as organizações de taxistas é um dos movimentos mais fortes desta era, mas não foi o primeiro e de longe será o último negócio que envolve compartilhamento de bens, com grande envolvimento de parceiros e usuários em todo o mundo. O compartilhamento de vagas de garagem/estacionamento, de roupas de festa, de quartos, de livros, máquinas, carros, aeronaves, são os mais frequentes de uma lista enorme de serviços que está se espalhando pelo planeta.
            Esse cenário criou uma nova realidade que amplia em muito o conceito de que ser, é mais importante do que ter. É certo que uma motivação importante é o fato de que os proprietários possam ter uma importante fonte de receita com a ociosidade dos seus bens, mas a economia do compartilhamento gera uma cadeia de oportunidades e transforma o relacionamento e o conceito de clientes e fornecedores, redesenhando os modelos corporativos.
           A era do compartilhamento estimula o acesso, em detrimento da posse, permitindo que o usuário tenha segurança, praticidade, conforto, confiança, sem custos fixos e o proprietário tenha mais renda com a melhor utilização do que possui. As empresas neste caso, são responsáveis por apenas criar e manter plataformas virtuais que conectam todos os envolvidos no processo, como os usuários e os parceiros que se dispõe a compartilhar seus recursos.
            A era do compartilhamento poderá reduzir sensivelmente a exploração de recursos naturais e o consequente impacto ambiental, pela redução da necessidade de produção de bens duráveis, considerando que o tempo ocioso de imóveis, veículos e máquinas será utilizado por quem talvez fosse comprar bens como estes. Os detentores dos recursos poderão investir em imóveis, veículos e máquinas mais novos, mais econômicos, com mais qualidade, com a renda que tiverem, assim como os usuários que não necessitarão investir para acessar determinados bens, terão uma melhor qualidade de vida, com acesso a mais coisas e recursos para investir em outras necessidades.
           O compartilhamento e o foco na comunidade, onde mais pessoas possam ser atendidas em suas necessidades, com menor impacto ambiental, promove o acesso e o “ser”, propondo uma alternativa ao “ter”, permitindo mais experiências, satisfação de necessidades, através de uma economia colaborativa, onde muitos saem ganhando.

            Ainda veremos muito compartilhamento e alguns deles podem ter a minha e a sua participação. Um abraço e até a próxima!

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Um novo Brasil

       Precisamos acreditar que um novo Brasil é possível, pois a crença é fundamental para termos mais força para que cada um mude a realidade ao seu redor e com a soma dos esforços individuais.
       Acredito que não haja dúvidas de que o comportamento médio do brasileiro precisa mudar para haver um novo Brasil. Aqueles pais que se vangloriam pelas colas que faziam na escola, que fazem manobras arriscadas e ilícitas no trânsito, dentre outros, precisam entender que os filhos veem os pais como exemplos de vida. As ocasiões que a vida reserva, vão revelar em ações, o que cada um aprendeu ao longo da vida e as colas, as transgressões, os jeitinhos, que foram naturalmente se incorporando a jeito de levar a vida, tendem a se transformar em propinas, desvios, golpes pequenos ou grandes, dependendo do tamanho dos recursos que estiverem a sua frente.
Algumas gerações mais velhas, com as quais ainda convivemos e pode-se compartilhar ricas experiências, tiveram bem mais dificuldades no acesso aos estudos do que as gerações mais novas. O estudo era um privilégio para muito poucos e mesmo quem queria, muitas vezes não tinha como estudar. Hoje vivemos tempos em que não se precisa mais de tanto esforço ou distâncias para estudar, considerando a quantidade, proximidade e variedade de cursos, além da sobra vagas e até mesmo bolsas de estudos e financiamentos facilitados. Outra diferença importante, é que os mais antigos viveram tempos em que quem não demonstrava esforço suficiente para bom desempenho nos estudos precisava dar satisfações para escola e para os pais, sendo muitas vezes repreendidos e até castigados. Hoje, são os professores que muitas vezes precisam dar satisfações as famílias quando os filhos são desleixados, não tem frequência suficiente, são indisciplinados, desistem, reprovam ou faltam com respeito. A gratidão pela insistência em tentar ensinar alguém que muitas vezes está sem vontade para aprender, é certamente uma das maiores raridades da atualidade. 
O tempo vai passando, as práticas ganhando escala e já vivemos tempos em que muitas vezes são membros das equipes que fazem queixas dos seus líderes, quando estes se sentem cobrados por melhores resultados, por mais empenho, mais entusiasmo. Os que reclamam aos colegas e protestam aos superiores quando o líder quer que façam o que foram contratados para fazer tem grande chance de ser parte daqueles estudantes que tentam responsabilizar professores e instituições quando não tem frequência e desempenho satisfatório.
Precisamos de um novo Brasil, começando no seio das famílias com valores morais e éticos passados em boas conversas e bons exemplos, de pais para filhos, que cheguem na escola e vão para faculdade com capacidade para terem vergonha de querem aprovação sem frequência, falta de estudo e empenho insuficiente. Um novo Brasil com profissionais, líderes e gestores bem formados técnica e moralmente que tenham consciência do certo e do errado não aceitando vender ou comprar algo em troca de favores e benefícios pessoais, daria poucos espaços para os que insistirem em levar vantagens pessoais em tudo. Precisamos de um novo Brasil onde filhos sejam educados em casa e que possam seguir para as escolas e faculdades sabendo que o certo é o certo, mesmo que ninguém esteja vendo e mesmo que possa parecer que só eles estejam fazendo, assim como o errado é errado, mesmo quando pode parecer que todos estejam fazendo.
Podemos ter um novo Brasil, mudando o jeito de pensar de cada um, sendo disciplinados e educando filhos para uma vida em que se tenha claro que não há vantagem se não for ético, legal ou outros ficarem no prejuízo. Precisamos de um novo Brasil que inicie dentro de nossas famílias, passe pelas nossas organizações e alcance todas as esferas de poder.        

         Um abraço e até a próxima!

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Determinação e genialidade

    Há algum tempo a inovação vem sendo mais falada, escrita e também por isso, tendo ações efetivas e mais diretas em várias áreas. O pano de fundo das ações é sempre o estímulo à criatividade e o desafio ao aprimoramento da inteligência dos envolvidos.
    Sabe-se há um bom tempo que o QI (Quociente de Inteligência) não é garantia de um trabalho de sucesso, pois há mais fatores que influenciam a criatividade do que a inteligência. "Criatividade não é um talento. É uma forma de agir", disse o ator John Cleese.
    Uma matéria da revista Inc. e outra da revista Época Negócios mostram que gênios reconhecidos pela sua criatividade são capazes de reunir elementos aparentemente contraditórios de uma forma incomum e não esperada. A análise mostra que apesar de cada um ter seu estilo e seu método, Wolfgang Amadeus Mozart, Albert Einstein e Pablo Picasso, compartilhavam certas características em comum para expressarem a criatividade em suas respectivas artes. Mais do que inteligência e criatividade, fica claro que eles tinham a determinação necessária para alcançar o nível de domínio em suas áreas, o que fez toda a diferença na vida e na obra de cada um.
    Determinação tem se mostrado em muitas pesquisas a respeito do sucesso pessoal e profissional, um indicador mais importante do que o talento pessoal. Conhecemos gente muito talentosa, mas parte delas não é capaz de se aperfeiçoar constantemente, não conseguindo transformar o talento em sucesso numa carreira, como outros tão talentosos quanto.
    Pessoas muitíssimo criativas têm uma grande motivação, o que evidencia que apenas talento nunca é o suficiente. Os gênios, do passado e do presente podem ser analisados e reconhecidos pela perseverança, concentração e foco absoluto naquilo que eles querem fazer de melhor. Dedicação em um nível fora do comum é pré-requisito para conquistar o status de gênio numa arte, ofício, trabalho. Einstein, por exemplo, tinha uma inteligência altíssima, mas ele realmente amava e era obcecado em buscar a sua teoria da relatividade. Ele estava sempre curioso e disposto a estudar ideias novas e radicais.
    Para ser mais criativos, é preciso o desejo mais de trabalhar duro e concentrar esforços em longos períodos naquilo em que se acredita. Também é preciso ter a coragem suficiente para abraçar o desconhecido, estimulando novos caminhos de seus pensamentos. A disposição para arriscar-se, saindo da zona do conforto ou do jeito que sempre se pensou e se fez as coisas, fazem um bem enorme à criatividade. Só é possível explorar todo o potencial pessoal abraçando o risco associado ao fazer coisas diferentes, inovando. Ninguém conseguirá atingir o ápice de uma carreira sem tolerar e lidar com o desconhecido. A história mostra que os gênios criativos arriscavam mais para obter melhores resultados.
   Na análise feita nas matérias citadas, gênios de sucesso como Einstein, Mozart e Picasso valorizaram seus processos de trabalho, tanto quanto os resultados, pois viam os obstáculos como oportunidades para conseguir progredir mais a cada dia. Eles direcionam a insatisfação para aprender, criar, inventar e fazer algo além. Numa entrevista famosa Einstein disse "Eu não tenho nenhum talento especial. Sou apenas alguém profundamente curioso." Outra expressão que revela o quanto o sucesso de um gênio depende de sua determinação é o texto de Mozart a um amigo: “As pessoas pensam que a arte é algo que vem fácil a mim. Mas eu garanto a você, meu caro amigo, que não há ninguém mais devotado e que dedica tanto tempo a uma composição quanto eu. Não deve haver um mestre famoso que eu não tenha estudado minuciosamente diversas e diversas vezes".
    Escutar música clássica potencializa a atividade cerebral, mostra a pesquisa da Universidade de Helsinque (Finlândia). Todavia, está provado que determinação, criatividade, curiosidade são componentes da inovação que precisam acompanhar a inteligência para gerarem sucesso.
    Um abraço e até a próxima!
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