quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Os resultados da sua vida são sua absoluta responsabilidade

                 Reclamando menos, sabendo que o que acontece com você é resultado do que você fez e escolheu, fazendo novas escolhas melhores, você terá melhores resultados. Reclamações tanto da boca para fora, quanto em pensamentos, assim como impor culpas aos outros, ou às coisas que o cercam, só criam maiores barreiras aos seus desejos. Sugiro uma questão para refletir neste fim de ano: a sua mente, a sua forma de pensar está preparada para uma vida mais próspera, mais saudável, mais feliz? Suas decisões, suas escolhas, tanto as grandes quanto as pequenas, estão baseadas na prosperidade, na abundância, na felicidade, ou no medo, na sobrevivência, na escassez?
                Os pesquisadores e os grandes pensadores nos mostram que o segredo do sucesso de nossos desejos não é tentar evitar os problemas e nem se esquivar deles, mas crescer pessoalmente para se tornar maior que os problemas que você possa ter. Ou seja, se você conseguir ser maior que os problemas, você terá problemas pequenos e chegará mais fácil aos resultados esperados.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Foco nos resultados

               Ao mesmo tempo em que agradecemos e comemoramos nossas conquistas, as pequenas vitórias do nosso dia-a-dia de 2010, as festas de fim ano são marcadas pela solidariedade, cumprimentos, reencontros e os desejos de muita saúde, paz, felicidade e prosperidade. Neste período do ano, também é comum fazermos “planos” para o próximo ano. 
          Dinheiro, saúde, felicidade, são resultados do que fazemos e como fazemos. É preciso lembrar a todo o momento, que tudo o que temos e também o que não temos, é resultado do que escolhemos ou deixamos de escolher. As pesquisas a respeito das chamadas “mentes milionárias” mostram que o seu sucesso financeiro está muito mais ligado ao seu modelo mental de dinheiro, do que às suas habilidades ou conhecimentos. Portanto, conseguir a maioria dos resultados que você deseja, está diretamente ligado a forma como você pensa e as escolhas que você faz.
                Robert Allen lembra que “Nenhum pensamento mora de graça na sua cabeça. Todos eles são investimentos ou custos. Ou levam você em direção à felicidade e ao sucesso ou o afastam dessas coisas. Não existe pensamento neutro – todo o pensamento fortalece ou enfraquece”.
                Se o que você busca como resultado de 2011 é mais dinheiro, a sugestão é mudar especialmente a forma como você pensa e como você se relaciona com o dinheiro. Uma dica importante é que se você trabalha pelo dinheiro e para o dinheiro, você terá muitas dificuldades de gerar prosperidade. Quem faz o dinheiro trabalhar para si tem muito mais prosperidade! Pense nisso!

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Vendas para o público infantil cresce 14% ao ano

                  Pesquisas apontam que o mercado voltado para as crianças cresce em torno de 14% ao ano, ou seja, quase o dobro do mercado para adultos. Este é um indicativo muito importante para mais empresas verem este segmento como um ótimo negócio. Os empreendimentos voltados para este setor estão se multiplicando e o motivo principal são as altas taxas de retorno. Esta expansão não é somente no Brasil. Os especialistas em comportamento do consumidor atribuem este fenômeno principalmente ao aumento do tempo de exposição das crianças à televisão e ao tempo cada vez maior na internet. Um número muito significativo das crianças tem mais tempo na frente da TV e navegando na internet do que na escola ou interagindo com a família em atividades mais tradicionais. Os programas de TV e os muitos atrativos da internet são sustentados por patrocínios de produtos e marcas que desejam vender algo ao público interessado naquela atração. A influência das mídias no pensamento, decisões e visão de mundo das crianças e adolescentes está cada vez mais presente no seu comportamento. Conforme estudos do InterScience, em 2003, 8% das crianças influenciavam a decisão de consumo de suas famílias. Hoje, 49% participam deste processo de forma intensa e a projeção para daqui a 10 anos será de que este público influenciará em 82% das decisões de consumo das famílias. Este fenômeno não ocorre apenas no Brasil, mas em muitos outros países onde os estudos vem sendo realizados.
                Estamos falando de um público da chamada Geração Z, que já é considerado o principal representante do conhecido “novo consumidor”. É um público que tem muitas peculiaridades, incorporando as alterações sociais com uma velocidade espantosa. O consumidor mirim é ávido por novidades, tem muita pressa em tudo e altamente influenciável. É um público que mostra-se mais sensível que os demais, aos apelos pela preservação do meio ambiente, responsabilidade social, desde que estimulados para isso na escola e nas famílias. Por estes e muitos outros motivos, sugiro que prepare os seus negócios para serem influenciados cada vez mais pelo que pensam crianças e adolescentes e como interagem com suas famílias.
                Como pais e responsáveis, precisamos ver estes estudos como informação para uma melhor educação para o consumo, presente em pouquíssimos lares e poucas iniciativas das escolas. (comentário baseado na Revista Brasileira de Administração, jul/ago 2010)
                 A tomada de decisão baseada em informações precisas e de fontes confiáveis, é a forma mais segura de qualquer pessoa tomar uma decisão, seja ela relacionada a um negócio ou a sua vida pessoal. 

Urgente X Importante

       Reflita um pouco no tempo disponível para pensar nas coisas mais importantes que você gostaria e/ou que precisa fazer. Se você também está pensando que “o tempo está cada vez mais curto”, é preciso se dar conta de que o mais importante raras vezes é urgente, e o urgente raras vezes é o mais importante! O que tem acontecido cada vez com mais freqüência, é que a urgência se sobrepõe à importância, na nossa vida. O motivo disso é que coisas urgentes sempre têm a ver com as prioridades e os prazos dos outros! Veja que o importante é para você e o urgente é para os outros! Racionalmente, todos temos o mesmo tempo, ou seja, 24h no dia, 7 dias por semana... 
         Quem quer ter a sensação de mais tempo, precisa pensar e fazer mais o que é importante para si, ao invés de que correr atrás do urgente, que é o mais importante para os outros! (baseado em extratos do livro Se tiver pressa ande devagar, de Lothar J. Seiwert)

Para refletir

                 “Para ter um negócio de sucesso, alguém, algum dia, teve que tomar uma atitude de coragem.” Peter Druker (1909 – 2005)
                O tempo é atualmente uma das maiores queixas da maior parte dos profissionais com quem converso. Para “administrar o tempo” é preciso aprender a priorizar o que será e o que não será feito e quando priorizaremos cada tarefa.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Risco de desindustrialização

                O presidente da FIESP – Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, Benjamin Steinbruch, levanta a tese da desindustrialização do país, baseado em fatores como a entrada descontrolada de produtos importados, desvalorização do dólar em relação ao real dificultando as exportações e facilitando as importações, as altas taxas de juros e a massacrante carga tributária.
                São fundamentais as medidas de estímulo ao consumo, como a redução de juros e incentivos à produção, como a redução da carga tributária sobre a fabricação de bens de consumo e bens duráveis. Infelizmente, propostas desta natureza são levantadas apenas por aqueles candidatos que recebem muito pouca atenção do eleitor.  

Vendendo para os mais experientes

       Ainda são poucas as empresas em nosso meio que investem em estratégias de marketing para os brasileiros acima de 65 anos, estimados em 19 milhões de consumidores. Para conhecer um pouco mais do perfil deste segmento, destaco alguns números para você pensar mais em como conquistar este público: 72% dispõem de mais tempo e vontade de ir as compras que os demais segmentos; 80% têm algum tipo de renda; A renda média da aposentadoria oficial é R$ 860,00, sendo que em alguns segmentos a média fica em R$ 3.035,70; 20% associa suas compras a uma atividade de lazer. Os idosos são responsáveis por pelo menos 10% do volume de vendas do varejo físico e tem seu potencial de consumo avaliado em R$ 7,5bilhões por ano, sendo que o aspecto que mais consideram importante em suas vidas é a saúde. (comentário baseado em dados do IBGE e da pesquisa Idoso Brasileiro do Instituto Data Folha, 2008)
         Um segmento deste tamanho, com renda estável, tempo para comprar e paciência para escolher pode representar uma boa participação em muitos negócios. Mas atenção! Situação de atendimento com pouca atenção, falta de paciência dos atendentes, ambientes pouco confortáveis, espantam este público, que também conversa muito entre si e sabe valorizar quem os valoriza.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Não mate o tempo – ele não ressuscita

       Algumas dicas para organizar o seu tempo pessoal: Planeje um uso eficiente do seu tempo. Insista em fazer o mais importante ou mais difícil primeiro. Tome as pequenas decisões prontamente. Na maioria das questões, qualquer decisão é melhor do que nenhuma. Exceda as expectativas dos clientes e consistentemente atenda aos pedidos deles um dia antes do marcado. Faça uma lista com metas mais importantes a curto prazo (seis meses) e a longo prazo (mais de um ano). Depois, faça uma lista com as atividades que o levarão a atingir essas metas. Agrupe as atividades relacionadas e similares e as faça ao mesmo tempo. Assim poupará tempo e trabalho. (baseado em extratos do livro Encantando totalmente o cliente, de John Tshohl, Makron Books)

Concorrência cada vez maior

        O Departamento de Economia do Bradesco mostra acentuado aumento na percepção de concorrência pela indústria. 25,3% de todos os entrevistados informaram que perceberam aumento da concorrência. Na primeira pesquisa, em 2005, 13,1% tinha esta percepção. O setor farmacêutico foi o que mais percebeu o aumento da concorrência, com 54,5% das respostas, seguido da indústria de bebidas, com 45,6%, da indústria do couro, com 43,8% e de móveis com 36,4%. (Fonte – Departamento de Economia do Bradesco)
      As boas práticas de gestão protegem a empresa do avanço da concorrência de qualquer natureza. Garanta a manutenção dos seus negócios, da renda da sua família e de seus colaboradores, com melhorias contínuas nos processos de gestão. Busque ser aquela empresa que ganha market share, diante do cenário de concorrência.   
     Repensar os negócios e a vida tanto pessoal como profissionalmente precisa ser um exercício freqüente para aqueles que desejam ser protagonistas do seu futuro. Desejo ótima leitura a todos!

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Vinho brasileiro tem 54,73% de impostos diretos

              A voracidade tributária no Brasil é tamanha, que a manutenção de alguns setores da indústria brasileira necessita de atos de heroísmo dos empresários e gestores. Os bons vinhos nacionais têm seu consumo prejudicado pela carga tributária direta calculada em 54,73%, enquanto os vinhos estrangeiros como os argentinos e chilenos entram no Brasil legalmente com 0,05% de taxa de importação. Uma diferença no preço final de 54,68%, ou seja, comparando uma garrafa de vinho produzido na Serra Gaúcha e outra produzida em Mendosa-AR, que pudessem chegar a prateleira do supermercado por R$ 10,00, a brasileira terá o preço de pelo menos R$ 15,47, enquanto a argentina terá o preço de R$ 10,05.
                A carga tributária é apontada atualmente como o principal motivo da estatística apresentada pelas entidades do setor, onde de cada 10 garrafas de vinhos consumido no Brasil, 8 são estrangeiras e apenas duas são produzidas no país, em que pese o grande volume de prêmios de qualidade recebidos nos últimos anos pela indústria nacional. (Baseado em fontes da ABRAVIN)

Brasil tem o maior volume de impostos sobre o PIB

       Uma das questões que deveria ser das mais cobradas dos candidatos ao próximo pleito é a redução da carga tributária sobre a produção. O Brasil vem tendo recordes de arrecadação de impostos e o grande problema é o ônus sobre a produção. Em 2008 foram 34,4% de impostos sobre o Produto Interno Bruto – PIB, ou seja, mais de 1/3 sobre tudo o que se produz no Brasil durante um ano.A Argentina vem em segundo com 29,3%, a seguir a Coréia do Sul com 26,6%, depois a Turquia com 23,5%, seguida do México com 18,%. (Fonte – Receita Federal e OCDE)

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Dicas para o seu marketing de guerrilha

          O livro “A hora da virada: como assumir o controle de sua empresa e fazê-la voltar a dar lucro em tempos difíceis”, apresenta algumas dicas para cada profissional, gestor, empreendedor implantar seu próprio marketing de guerrilha, título de uma das mais clássicas obras do marketing moderno. Vamos a elas: 1. Fale com seus clientes. 2. Desenvolva uma mensagem relevante. 3. Ande sempre com cartões de visita no bolso. 4. Seja uma figura de destaque em sua comunidade. 5. Faça o que seus concorrentes não fazem. (adaptado de Candeloro, 2009)
                Estudar o comportamento do consumidor, pensar o negócio estrategicamente para os próximos anos, trabalhando sempre em sintonia com o mercado é o que mais se ouve nas salas de aula, palestras e cursos. Ao se conhecer as empresas de referência em seus mercados, vivencia-se estas expressões na prática de cada pessoa e cada setor. E é por isso que costumo dizer que em gestão, o que estudamos não é teoria e sim, as práticas relatadas em livros e os estudos sobre as experiências das melhores organizações.
                Os impostos representam atualmente um dos pontos que precisam ser geridos melhor na maioria dos negócios, especialmente pelo volume de recursos que representam, sobre todo o movimento da empresa. Melhorando controles, atualizando a estrutura a respeito das muitas normas que se alteram todos os meses, pode-se conseguir um bom ganho de competitividade, com maior segurança e garantias.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Melhore os efeitos dos e-mails comerciais

                Recebemos muitos e-mails comerciais, não é mesmo? Alguns a gente logo descarta, outros lemos e descartamos, outros salvamos para aproveitar mais tarde o seu conteúdo e alguns poucos, passamos para as pessoas de nossas relações que possam estar interessadas no que está sendo oferecido na mensagem. Observem, que os dois últimos exemplos se aplicam somente quando a mensagem é bem construída. Destaco algumas detalhes básicos.
                Tenha atenção e cuidado no que escrever no campo “assunto”, pois recebemos muitos spams todos os dias e julgamos se o conteúdo vale a pena ser lido, muitas vezes apenas pelo título, ou assunto da mensagem. Por isso, seja claro e objetivo para evitar que seu e-mail seja apagado antes de ser lido.
                Coloque o endereço do destinatário somente após ter conferido que o texto da mensagem está concluído e revisado. A falha na revisão antes de enviar, gera dificuldades em desfazer a informação enviada por engano, ou “sem querer”. Comunique-se com emoção! Lembre-se de que as emoções precedem os pensamentos e as ações. Faça isso de forma original e, ao mesmo tempo, profissional, sem arriscar um choque com a cultura e a sensibilidade de algum dos seus destinatários. (baseado em trechos do livro Negociar e Vender, de Catalão e Penim, 2009)

Observe seus clientes e aprenda

       Pesquisar o comportamento dos consumidores é uma das ações mais importantes na gestão de um negócio. Uma das maneiras de descobrir quais são suas necessidades e de que forma clientes, prospects e suspects pretendem solucioná-las.  Observe seus clientes, veja como eles tratam o produto, quantas unidades costumam levar, como pretendem utilizar, com que freqüência costumam comprar, dentre outras informações. Se você não observar o comportamento dos clientes, não será capaz de compreender a evolução do comportamento humano. (baseado em trecho do livro “Projeto cliente”, de Luiz Marins, 2009)

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Ponto de venda é ponto de encontro - meeting point

              Os consumidores criam novos sentidos para os bens de consumo, bens duráveis ou serviços a partir das emoções que estiverem envolvidas. Todos nós ansiamos por soluções para nossas necessidades, em conexão com momentos de forte conveniência, ou seja, satisfação, praticidade, facilidade, preços adequados ao valor percebido e ao custo para o cliente.
                O ponto de venda, também chamado de meeting point, é o ponto de encontro do cliente com aquilo que você oferece. Portanto deve ser tão deslumbrante quanto todo o esforço que você fez para trazê-lo até ali e ao mesmo tempo, de muito fácil acesso. O varejo moderno deve estar focado no atendimento das necessidades e desejos de seus clientes, procurando atingir seu coração, com magia e sedução.
                Atualmente, as pessoas compram muito mais pela emoção, do que pela razão. Assim, o papel do varejo é levar emoções, sensações, atendendo expectativas de seus clientes, sob a forma de bens e serviços. Nós todos, independentemente de renda, grau de instrução, idade, hábitos, compramos emoções, realizações de sonhos, desejos, fantasias, onde os produtos são apenas meios para se alcançar estes objetivos de compra. Para isso, a loja tem que ser atraente, sedutora, envolvente, confortável, amigável e aprazível. Este ponto de venda deve estar revestido de atrações para tornar o encontro, uma experiência memorável, cheia de encanto e movimento. (trecho do livro “Gestão estratégica do ponto de venda”, Blume, Daronco, Sparremberger e Zamberlan -2010)

Como atender um cliente zangado

       Uma das situações que mais deixa a vendedores e gestores embaraçados e por vezes provoca reações impensadas é o momento de atender um cliente zangado. Retirei da obra de Fábio Marques (2001) 6 dicas para sair-se bem nestes momentos.
1-ouça cuidadosamente e com interesse o que o cliente tem a dizer.
2-coloque-se no lugar do cliente (empatia). Diga coisas que mostrem o seu interesse e demonstrem que você está realmente ouvindo, por exemplo “imagino... deve ter sido desagradável”, e/ou posso entender, o/a senhor/a tem razão de estar contrariado”, etc.
3-faça perguntas de maneira atenciosa, interessada e ouça atentamente as respostas do cliente.
4-sugira uma ou mais alternativas para atender às preocupações do cliente.
5-peça desculpas e não acuse ninguém, mesmo que não seja você o responsável.
6-resolva o problema ou encontre alguém que possa resolvê-lo. Conheça a empresa o suficiente para saber se pode resolver o problema por sua conta ou se precisa da ajuda ou autorização de superiores.
    Quando falo sobre o composto promocional do marketing, costumo lembrar que a propaganda, a publicidade e as relações públicas levam o cliente até o produto e que o merchandising, o esforço de vendas e as promoções de vendas, levam o produto até o cliente. Gerindo o composto promocional, o que mais queremos é estimular o encontro entre produtos e consumidores.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Como posso motivar minha equipe?

         Muitos gestores que participam de minhas aulas/palestras me fazem esta pergunta e alguns leitores também me escreveram dizendo ter este tipo de dúvida. Costumo dizer que cada pessoa se motiva por fatores diferentes e que portanto, a primeira tarefa é saber o que é que motiva a cada um dos seus diferentes colaboradores. Depois, você criar um conjunto de ações diferentes entre si, que possam atender aos diferentes fatores motivadores do seu grupo. É por este motivo, que quando você estabeleceu uma ou duas ações para motivar o grupo todo, não estimulou alguns colaboradores.
              Diversos autores identificam os diferentes estímulos que podem ser criados depois que você identificar o fator motivador de cada um dos seus colaboradores. Aproveito para sugerir algumas dicas bem pontuais, retiradas da obra de Dolan e Pineda (2009), “Os mandamentos para a gestão de pessoas”, da QualityMark. 
1-Desejo de atividade – boa parte dos colaboradores não se motiva com tarefas rotineiras e repetitivas, mas por algo desafiador e inovador.
2-Desejo de posse – um grupo importante de colaboradores se motiva quando se sentem responsáveis por certo projeto, função ou tarefa.
3-Desejo de poder – a liberdade é um fator fundamental para uma boa parte dos colaboradores. Estruturas muito rígidas, que não oferecem espaço para criar, inovar e discutir, gera sensação de impotência nestes colaboradores, para realizar suas tarefas da melhor forma que poderiam.
4-Desejo de permanecer – a socialização é importante para colaboradores com este fator motivacional. São pessoas que valorizam relacionamentos com os colegas e o bom ambiente de trabalho.
5-Desejo de competência – colaboradores com esse perfil gostam de sentirem-se competentes dentro de uma organização, para o crescimento e a manutenção da auto-estima deles. O encaixe na função mais adequada para suas habilidades e receber as tarefas para as quais se sentem mais competentes são os grandes motivadores para este grupo.
6-Desejo de ter sucesso – para os colaboradores que se encaixem neste fator motivacional, o fato de conquistar algo fará com que eles estejam muito dispostos a trabalhar duro para superar e conquistar metas.
7-Desejo de reconhecimento – ser apreciado pela empresa, colegas e superiores, é o que mais desejam os integrantes do grupo com este fator motivacional. Eles querem ser reconhecidos por seus méritos e essa é uma forca poderosa que os gestores podem utilizar para angariar a energia e a completa motivação para este grupo.
8-Desejo de sentido essas pessoas querem uma razão para fazer suas tarefas. Gostam de entender o processo inteiro e verificar em que ponto o papel delas é importante dentro da cadeia. Querem que seus esforços, ainda que humildes, façam a diferença.

Vendendo com as redes sociais

           O número de brasileiros nas redes sociais da internet, já alcançou o 2º lugar no mundo, apenas atrás dos Estados Unidos. Muitas são as empresas que utilizam esta nova mídia para vender de tudo, fortalecer marca, imagem, relacionamento, realizar promoções de vendas dirigidas, marketing direto, dentre muitas outras ações.
         Se ao invés de cortar todos os acessos dos empregados, para estas novas mídias, ou ficar reclamando que eles gastam muito tempo “teclando”, que tal utilizar as habilidades e os relacionamentos deles para colocar a sua empresa e seus produtos nestas redes de milhões de potenciais clientes? Preste atenção! Tem muita gente fazendo muitos negócios direta ou indiretamente por estas redes.
     O comportamento dos colaboradores e também dos clientes é preocupação crescente para muitos gestores. Ter dúvidas sobre qual a melhor decisão a tomar em cada situação, é muito comum e o texto de hoje busca apontar alguns caminhos, de forma resumida.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

10 erros mais comuns cometidos nas empresas

      O consultor Sidney Shiroma, da Fagus, publicou pesquisa nesta semana, sobre os 10 erros mais comuns cometidos pelas pequenas empresas. Sintetizo a seguir, os principais pontos:
1-       Não possuir um plano de negócios, planejamento estratégico e análise mercadológica.
2-       Misturar finanças da empresa, com finanças pessoais.
3-       Contratar por ser familiar, amigo, ou ser conveniente, sem avaliar se é o mais adequado para a função.
4-       Não estabelecer metas e prazos para os colaboradores.
5-       Tomar decisões sem informações precisas, sobretudo financeiras e mercadológicas.
6-       Contrair empréstimos para pagar despesas operacionais, especialmente se for sem um plano de recuperação e reestruturação.
7-       Não tomar decisões no momento em que é preciso.
8-       Perder o comando, a comunicação e o respeito das pessoas.
9-       Ficar dependente de alguns colaboradores, ou de algum/ns cliente/s e/ou fornecedor/es.
10-   Acreditar que sabe tudo, que não precisa de ajuda e não enfrenta e nem enfrentará dificuldades.
Ter um negócio, significa que você vai “ganhar a vida” explorando oportunidades num determinado segmento do mercado. Tem gente que parece ter esquecido, com o passar do tempo, que foi a inovação, o foco e a percepção de novas oportunidades que garantiram a criação do seu negócio! Isso nunca deve ser deixado de lado!

Êxodo de jovens do campo, estagnou no RS

        A proporção de jovens vivendo no meio rural que vinha reduzindo significativamente no Estado, estagnou desde 2000. Em 1970 eram 85,8% e 30 anos depois, em 2000, eram 19,7%, o mesmo número apurado pelo IBGE em 2008. A melhoria da infra-estrutura de estradas, telefonia e acesso à internet, aliada ao surgimento de mais cursos técnicos e superiores nas pequenas cidades são algumas das razões apontadas para estes números considerados positivos. Apesar das muitas dificuldades que ainda existem, os estudiosos apontam que dentre os fatores que fazem os jovens permanecerem no campo, as possibilidades de diversificar, modernizar e qualificar as propriedades das famílias e obter uma renda melhor, são os mais atrativos importantes. A tranqüilidade e a menor exposição à insegurança das grandes cidades também contribuem para a permanência dos jovens no meio rural.
          Sua atitude é determinada por você, pela maneira como faz e quais são suas escolhas, e ainda, como controla seus ímpetos. Independente dos fatores externos, diga-se “os outros”, você é sempre dono do seu destino. O conjunto das suas escolhas é que vão te levar aos resultados esperados! Lembre-se sempre, que resultado é conseqüência daquilo que fizemos! Ninguém chega a um lugar diferente, fazendo sempre as mesmas coisas!

A importância da aparência do seu estabelecimento

       Os aspectos externos da apresentação da loja provocam um forte impacto em sua imagem e devem ser planejados cuidadosamente para atrair o consumidor. Os aspectos externos determinam a impressão que a comunidade tem sobre a empresa, influenciando a percepção sobre qualidade,  atendimento e o tipo de loja. Por meio de aspectos como visibilidade, tamanho, estilo arquitetônico, cores, conservação da pintura, das aberturas e materiais de acabamento da fachada, comunicação visual externa, vitrines, o seu estabelecimento projeta uma imagem e cria um conceito na mente das pessoas antes mesmo de conhecerem você e o que você oferece. A partir destes aspectos, as pessoas vão construindo conceitos desejáveis por você ou não, que poderão ser sofisticado ou popular, ou conservador, ou jovem, ou de uma grande loja de descontos, ou de uma loja alegre e de sucesso, ou ainda de uma loja que pode ser interpretada como triste, decadente, com produtos de baixa qualidade e ultrapassados.
                Independente do tipo de estabelecimento, minimizar a importância da apresentação externa da loja é um grande equívoco. Os clientes novos são cada vez menos freqüentes, os clientes antigos vão se afastando aos poucos e antes que o caixa apresente mais dificuldades, veja se não é o caso de promover melhorias na aparência do seu negócio. Devido a concorrência cada vez mais acirrada, uma fachada e apresentação externa bem desenvolvidas podem significar uma substancial vantagem competitiva, pois são elementos que determinam não apenas a capacidade de atrair novos clientes, mas também são fatores relevantes para reter os consumidores atuais, sem falar na maior satisfação e motivação que ocorre com os empreendedores e colaboradores.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Porque não vende?

É muito comum ouvir vendedores e até empresários culparem o mercado, a concorrência, o governo, a crise, os impostos, o clima, o noticiário, e tantos outros, como resposta a simples pergunta “Porque não está vendendo mais?” São desculpas, pois a racionalidade indica que o clima, o governo, a crise, os impostos são os mesmos para todos e se há quem esteja vendendo melhor, é uma evidência de que é possível vender mais e melhor. Há ainda situações piores e mais ridículas, como aqueles que atribuem a culpa por não vender, aos clientes!
                Gosto de uma frase do publicitário Nissan Guanaes (agência África) quando diz “enquanto uns choram, outros vendem lenços”. Vende bem quem entende que o cliente é o protagonista da venda. Ele nunca será fiel, se não formos fiéis e leais a ele. Para quem acha que faz “tudo” pelo cliente, procure refletir se o “tudo” é o seu melhor e mais, se a concorrência não faz melhor, especialmente aquilo que o cliente realmente valoriza. Reflita se você não está fazendo o que VOCÊ acha melhor e não exatamente o que o CLIENTE que você deseja, considera melhor.
                As empresas que vendem mais e melhor, são aquelas que entendem antes de atender, os clientes que elas desejam. As pessoas gastam mais, quando recebem mais, portanto, ofereça algo a mais e terá clientes fiéis, fãs e amigos. 
Números impressionantes
                48% das vendas não realizadas são decorrentes de alguma falha no processo de vendas e contato com o cliente. (pesquisa da Revista Venda Mais)
                81% é o percentual de decisões de compras no ponto-de-venda, ou seja, em frente as mercadorias, identificado no Brasil. É a chamada compra por impulso, que funciona muito bem por aqui. (pesquisa da Consultoria Nielsen, 2008)
                8,8% de empregos gerados a mais do que antes da crise de 2008 são alguns dos números positivos apontados pelas indústrias do RS. Os setores de máquinas agrícolas, construção civil e móveis estão entre os que mais empregaram nos últimos meses. O único setor que ainda não conseguiu superar os números de 2008 é a indústria calçadista. (Fonte: ZH 25/7/10)
                75% foi o aumento das vendas de televisores no primeiro semestre de 2010, em relação a 2009. O resultado é atribuído à copa do mundo da FIFA.
                4,2 bilhões de reais é o que deve faturar a indústria de móveis do Rio Grande do Sul. Aproveito para lembrar que a região Noroeste possui o segundo pólo moveleiro do Estado. (Fonte: Movergs)
                17,5% foi o aumento no faturamento das 20 maiores redes de supermercados do Brasil em 2009, comparado com 2008. (ABRAS 2010)
                179.109.801 foi o número de celulares ativos em março deste ano, no Brasil. São 93,01 telefones celulares para cada 100 habitantes. (ANATEL 2010)
                29 milhões de brasileiros se conectam a uma nova rede social como orkut, facebook, twitter, hi5, ... dentre outros (Revista Venda Mais)
                1,324 trilhão de reais somam os investimentos projetados pelo setor de infra-estrutura e construção civil para o período 2010 – 2013, no Brasil, sendo 54,6% maior que o investido entre 2005 e 2008. (BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento)               

Fatores de sucesso de pequenos negócios

Muitos são os pequenos negócios de sucesso, por isso, não espere o seu negócio ser maior do que é, para torná-lo uma referência positiva. Se esperar, é possível que ele nunca seja melhor do que hoje. Para gerar os resultados que você deseja, as decisões mais importantes e as ações mais efetivas, são para agora! Mas quais são os fatores de sucesso dos pequenos negócios que se tornam referência? Selecionei alguns fatores de sucesso de pequenos negócios, que tenho observado nestes quase 15 anos de atuação em consultoria de gestão.
a) não dê descontos, agregue valor e ofereça novidades.
b) faça pesquisas de mercado antes de criar um novo negócio ou um novo produto.
c) tenha um posicionamento claro e bem definido.
d) não tenha medo de divulgar e defender seu posicionamento nas propagandas, relações com clientes, mobiliário, apresentação do ambiente e no restante do composto mercadológico.
e) pense em alternativas criativas de oferecer o que você já oferece, em locais e datas diferentes das habituais.
f) tente fazer parcerias com outras empresas que possam se associar a sua marca e agregar valor ao que você oferece.
g) pense nos clientes que deseja conquistar, identificando o que eles mais gostam, suas preferências, estilos, perfis, e pense sempre em como aproximar o seu negócio destes clientes, da maneira mais agradável para eles.
h) nunca se esqueça que as pessoas são atraídas e pagam bem, por algo que gostam muito e lhes dá satisfação.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Lucro é resultado e conseqüência de algo bem feito

            Que lucro é resultado, todo mundo sabe, o que parece não ser assim tão óbvio, para alguns gestores, é que lucro é conseqüência daquilo que fazemos muito bem feito. Se quisermos prosperar, é preciso aprimorar o estamos fazendo, pois fazer a mesma coisa nos deixará no máximo, no mesmo lugar. 
              As pessoas estão dispostas a pagar mais e melhor para alguém que as ajudar efetivamente a resolver seus problemas. Será que você e cada um da sua equipe têm isso bem claro? Estão mesmo preocupados em resolver os problemas de quem os procura? Se a resposta for positiva, provavelmente você está satisfeito com os resultados do seu negócio. Se for negativa, algumas coisas precisam melhorar!

Anúncios pelo celular

           Nenhuma outra ação promocional cresce mais neste momento do que anúncios em celulares. É uma ação eficiente, de retorno rápido, de custo baixo, dirigida diretamente a quem interessa. Você pode fazer muito mais do que mandar “torpedos” para seus clientes, lembrando de liquidações ou chegada de novas mercadorias. Esta mídia direta pode ser utilizada para manter vivo o relacionamento com os clientes, lembrando-os de datas significativas, enviando cumprimentos, oferecendo programas para os aparelhos e dicas úteis para suas vidas. 
          Mas não se esqueça da determinação da Anatel, que é proibido enviar “torpedos” sem autorização dos clientes. Portanto, você pode enviar mensagens apenas para aqueles que cadastraram o número na sua empresa, através de questionários, fichas, site, promoções e outros, cientes que de alguma forma, você os contataria. 

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Uma rede gaúcha entre os maiores supermercados do Brasil

       No Ranking da ABRAS – Associação Brasileira de Supermercados, a Companhia Zaffari Comércio e Indústria (Zaffari e Bourbon) aparece na 5ª posição, com um faturamento de 2,110 bilhões de reais. É a única rede gaúcha a figurar no ranking das 20 maiores redes de supermercados do Brasil. A Cia. Zaffari que pode chegar na 4ª posição nos próximos anos, está no entanto, muito longe de alcançar as 3 maiores redes. O maior faturamento é da Companhia Brasileira de Distribuição, (Grupo Pão de Açúcar), com R$ 26,223 bilhões, seguida de perto pelo Carrefour com R$ 25,622 bilhões e pela Walmart Brasil, que ocupa a 3ª posição no ranking com R$ 19,725 bilhões de faturamento em 2009. (ABRAS, 2010)

A falta de dinheiro pode ter várias soluções

     Para quem viu a oportunidade, já fez o planejamento do negócio, avaliou o mercado e só falta mesmo o dinheiro, lembro aqui de algumas soluções. Você pode buscar um financiamento, como o PROGER/FAT, por exemplo, com juros de 2,5% ao ano, para quem precisa até R$ 200.000,00. Para quem necessitar mais recursos, o BNDES e/ou BRDE, tem taxas em torno de 6% ao ano. Há períodos de carência, onde se pagam somente os juros, até que o negócio possa se estabelecer e gerar receitas suficientes (6 a 12 meses). Os prazos para amortização ficam em torno de 5 a 6 anos.
   Buscar um ou mais sócios que participem com capital, é outra solução que recomendo, por conhecer muitas experiências de sucesso onde um sócio tem maior participação no capital, outro na gestão, talvez outro na produção, dentre outros acordos.
   Enfim, se você acredita que tem uma boa ideia para um negócio, acredita no seu potencial e fez um bom plano para o negócio, vá em busca de alternativas, que o seu negócio vai se concretizar de alguma forma.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

É preciso mais coragem e auto-estima para empreender

        Costumo perguntar aos participantes de minhas palestras aulas “quem já pensou em ter um negócio?”. Muitos respondem positivamente. Quando pergunto “Porque não tem ainda?”, aparecem várias respostas similares, como “não tenho dinheiro”, “não sei o que fazer”, “quero me formar antes”, “tem muitos impostos”, “o governo não incentiva”, “a concorrência é desleal”, “no meu município não dá certo”, “meus pais querem que eu faça um concurso”. Costumo responder que o problema verdadeiro está no interior de cada um.
    Alguns estudiosos do assunto dizem estas expressões comuns, escondem os verdadeiros motivos que seriam a falta de coragem e de auto-estima. O prof. James Heckmann, prêmio Nobel de Economia em 2000, diz que “o maior problema do Brasil é a baixa estima dos brasileiros.” A ideia é corroborada por Martin Sorrel, Chairmann do WPP Group quando diz “O brasileiro é muito bom, muito criativo, só não desenvolve mais, porque falta auto-estima.”
           Se você gosta do assunto, procure conhecer um pouco a história de empreendedores de sucesso de nossa região, do estado, país, ou do mundo. Já li e ouvi muitas das biografias destas pessoas e praticamente todas mostram pessoas que iniciaram um negócio com pouco ou até nenhum dinheiro, em ambientes muitas vezes mais difíceis do que o seu, mas com muita convicção, foco e persistência na visão de negócio e na oportunidade de mercado que perceberam.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

O brasileiro é empreendedor, mas precisa ser preparar melhor

   Uma pesquisa da ONU, aponta que o Brasil conta com o maior percentual de pessoas capazes de empreender, dentre todos os países avaliados. Outra pesquisa, do Bobson College, juntamente com a consultoria Ernst & Young, aponta que 16% da PEA (população economicamente ativa) do Brasil é auto-empregada. Na Coréia do Sul, são 14% e nos Estados Unidos, os empreendedores seriam 13% da PEA.
    O brasileiro é empreendedor mas precisa se preparar melhor e a medida que o negócio cresce, deve profissionalizar a gestão. Para cada 8 brasileiros, um está abrindo ou pensando em abrir um negócio. Mas a oportunidade de criá-la e mantê-la por mais de 3 anos é relativamente baixa. Outras pesquisas, como as do Sebrae, por exemplo, apontam que de cada 100 empresas abertas, 35 não chegam ao final de 1º ano, 46 não sobrevivem ao 2º ano e 56 fecham as portas no 3º ano de vida. As pesquisas revelam também, que os motivos do fechamento não são os impostos ou a falta de crédito, mas a falta de preparo do gestor, desinformação, falta ou mau planejamento antes e durante, e desconhecimento do negócio em que decidiu atuar.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Vitrine é uma mídia do ponto-de-venda

      A vitrine define e comunica com propriedade o conceito da empresa. Comunica o comportamento esperado e percebido do cliente em potencial e deve convidá-lo a cair em tentação e entrar. Com luzes, cores e materiais especialmente dispostos, as vitrines podem ser consideradas uma das vendedoras mais eficientes de um estabelecimento. A vitrine é uma importante mídia do ponto-de-venda e tem função estratégica porque cria uma identificação direta da empresa e seus produtos, com o consumidor. Para começar, muitas vezes é preciso aumentar a visibilidade da vitrine melhorando a iluminação, reduzindo os reflexos do vidro e deixando o “ponto focal” livre de adesivos, cartazes, grades, dentre outros. Uma boa vitrine “foca” alguns produtos por vez. É preciso lembrar que tudo o que está no “ponto focal” está concorrendo pela atenção do seu cliente potencial. Com muitos produtos expostos num local pequeno, você corre o risco de não fixar nada na memória de quem viu sua vitrine.

Sonorização adequada também ajuda a vender mais e melhor

             Assim como a iluminação, a música pode adicionar qualidade ou depreciar atmosfera geral de um ponto-de-venda. A música pode controlar o ritmo do tráfego da loja, contribuir com a imagem e atrair ou distrair a atenção de quem estiver no interior do estabelecimento. São muitos os estudos sobre o uso da sonorização em ambientes de venda e destaco alguns pontos destes estudos como: a presença de música tem efeito positivo na clientela e no prazer percebido; a familiaridade e gosto musical têm agradável para o cliente; tempo mais lento, volume mais baixo e música familiar resultam nas pessoas permanecendo mais tempo no local, que quando o tempo e o volume são altos e a música menos conhecida; quanto mais altos forem o volume e o tempo e menos agradável for a música, mais demorada é a percepção de tempo e portanto de que as filas e o atendimento são demorados; tempo da música tem o maior impacto sobre ativação da motivação para comprar. Bem... são inúmeros os estudos científicos que apontam a música como grande influenciadora do nosso cérebro. Tente aproveitá-la no seu estabelecimento da melhor forma possível e boas vendas! (Fonte: Livro Gestão Estratégica do PDV, 2010)

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Boa iluminação vende mais e melhor

       Será que algumas coisas que estão vendendo pouco não estão pouco iluminadas? A boa iluminação favorece a percepção do espaço e dos produtos expostos, influencia no estado emocional do consumidor, mesmo que ele não perceba e é vital para a boa avaliação da mercadoria, o que desperta o desejo da compra. Existem evidências, com estudos e pesquisas mostrando que a iluminação afeta diretamente o volume de vendas. A iluminação envolve mais que a simples colocação de lâmpadas. Ela deve ser usada para destacar mercadorias, esculpir espaços e melhorar o humor e melhorar a imagem do ponto-de-venda. A iluminação também é usada para disfarçar elementos menos atrativos que você eventualmente não quer ou não pode mudar. Destaco algumas dicas importantes: a iluminação deve vir de frente, evitando vir de cima, sobre o “topo” da mercadoria; deve ser direcionada indiretamente, nunca sobre o cliente; não se deve iluminar o chão (piso), a menos que ali exista um display (plataforma/base); deve-se evitar sempre a geração de brilho ou reflexo no vidro dos balcões e prateleiras, pois atrapalha a visualização da mercadoria por incomodar a visão do cliente. 
         Na maioria dos casos, a iluminação geral da loja deve ser feita, com lâmpadas fluorescentes aliando alto rendimento e durabilidade, com baixo consumo. É fundamental também, luminárias (suportes) com refletores adequados para aproveitar todo o potencial das lâmpadas. Na iluminação específica dos produtos é necessário utilizar lâmpadas incandescentes (halógenas/dicróicas) que possuem maior poder para destacar e maior IRC - Índice de Reprodução de Cor, objetivando reproduzir mais fielmente cores, brilhos e texturas. Então, se quiser vender mais e melhor, nada de vitrines escuras, lojas na penumbra e mercadorias com pouca visibilidade!  (Fonte: Livro Gestão Estratégica do PDV, 2010)

Bons negócios para a alimentação

            O faturamento da indústria da alimentação no Brasil vem crescendo de forma impressionante. Consultores do setor estimam que o faturamento das indústrias de alimentos chegue a um total de R$ 300 bilhões em 2010. Este montante é mais de 50% maior que em 2005, quando o faturamento total apurado foi de R$ 195,7bi. Estes valores são relativos apenas aos alimentos processados (85%) e bebidas industrializadas (15%), excluindo alimentos e bebidas in natura. Excelentes perspectivas para as indústrias de alimentos do nosso estado e da região. Seriam melhores, se mais agroindústrias de nossa região investissem em processos para ganhar escala e se desenvolverem. Melhor ainda, se houvessem mais iniciativas para transformar a produção primária da região em alimentos industrializados por aqui mesmo, gerando maior prosperidade para nossa gente. (Fonte: ABIA – Assoc. Brasileira da Indústria de Alimentos)
                O varejo sempre foi lugar de muita competição, mas os últimos anos o acirramento da concorrência tornam fundamental a atenção a todos os detalhes. Para atrair mais clientes, manter clientes atuais, vender sempre mais e melhor a atenção aos detalhes é fundamental. Neste espaço vamos procurar apontar semanalmente, alguns detalhes que fazem a diferença. Hoje vamos falar sobre iluminação e sonorização do ponto-de-venda.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Incentivos fiscais para a inovação

      Abater do Imposto de Renda a pagar, os investimentos realizados em inovação, está previsto em lei no Brasil, pelo menos desde 2006, quando a chamada “lei do bem” ampliou a previsão de benefícios e detalhou as formas do aproveitamento fiscal para estes investimentos. Até o fim de 2009, apenas duas grandes empresas da região estavam cadastradas no MCT para aproveitarem tais benefícios. Agora, com a atuação local de consultores especializados na área, várias empresas daqui estão se organizando e se cadastrando para aproveitar benefícios entre 60 e 120% do IRPJ em investimentos em inovação de processos e de produtos. Há casos de empresas regionais, que têm volume considerável em inovação, que após estudos, verificaram que é mais vantajoso optar pelo “Lucro real”, ao invés do “SIMPLES”, para aproveitar os incentivos fiscais previstos em lei. (Fontes: Bianchi Advocacia e Viegas Auditores e Consultores)  

Negócios e produtos difíceis de imitar

         Os consultores norte-americanos Kandybin e Gorver que há anos pesquisam diferenciação em negócios e produtos, listaram alguns pontos que podem efetivamente fazer a diferença na conquista do mercado. São poucas as empresas que conseguem alcançar todos estes pontos, mas se o seu negócio se tornar referência em 2 ou 3 destes pontos, já estará garantindo a sobrevivência. Vamos a 5 dos pontos apontados pelos autores: 
Tecnologia – não permita que seu produto perca mercado por falta de tecnologia. Invista em inovação.  
Benefícios – invista e promova aquilo que o cliente efetivamente percebe para decidir a compra e que ele de alguma forma vai usar. 
Características únicas – promova aquilo que somente a sua empresa e/ou o seu produto tem, ou faz diferente. Caso não tiver, crie algo que transforme a sua empresa e/ou o seu produto  diferenciando-os de todos os outros e que seja valorizado pelo cliente, é claro. 
Experiência – desenvolva muitas formas para que o cliente experimente o seu produto. Experiência envolve o emocional, que é imbatível em vendas. Design e embalagem – o consumidor está cada vez mais sensível a embalagem e ao design. Estes quesitos estão decidindo muito mais do que preço, composição, dentre outros.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

As empresas brasileiras precisam ter produtos de marcas fortes

         Com a crescente facilidade de importação, aliada a dificuldade das empresas brasileiras exportarem, é preciso invistam cada vez mais na agregação de valor aos seus produtos. Os executivos das melhores empresas brasileiras já estão fazendo a “lição de casa” para salvar o futuro das suas empresas. Na opinião de Márcio Utsch, Presidente da Alpargatas, a saída para o Brasil enfrentar os produtos chineses por exemplo, é investir na valorização das marcas brasileiras. Ele destaca que é preciso promover os valores de produtos produzidos respeitando as pessoas, o meio ambiente, dentre outras ações de agregação de valor a marca, que os produtos chineses não tem. Ele afirma “Está na hora de o Brasil investir neste conceito para virar o jogo. Sei que custa dinheiro, mas isso pode melhorar nossa posição no mundo, diminuindo nosso papel como exportador de commodities e aumentando nossa importância em produtos de maior qualidade.”
        Este e outros executivos, bem como os estudiosos de estratégias mercadológias têm feito “coro” ao alertar os empresários para a necessidade de inovação e qualificação de suas atuações no mercado. Penso que nossas empresas podem ter produtos para continuar competindo internamente com os muitos importados que vêm chegando e também podem competir no mercado internacional de igual para igual com produtos manufaturados de valor agregado. Consolidam-se as tendências de  mercado mostrando que as empresas brasileiras que continuarem tentando competir apenas por preço, tem grande probabilidade de sucumbirem à concorrência de produtos asiáticos dentre outros.
        Se você se sente pressionado a reduzir as suas margens e tem dificuldades de fazer isso, é porque a sua empresa já está sentido os efeitos desta situação. Se você não quer ficar disputando preço até não conseguir mais e arriscar o futuro dos seus negócios, a sua estratégia precisa ser alterada para um mix de produtos que sejam vistos como melhores que os outros. No mercado, não basta ser, é preciso também parecer melhor. Construir marcas fortes, bem vistas, confiáveis e bem relacionadas com os seus públicos, é o caminho do sucesso nos negócios e a saída para quem não quer arriscar tudo o que já fez, reduzindo preços a cada nova negociação.  

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Quem ama vender...

...interessa-se constantemente sobre tudo o que influencia e pode influenciar as suas vendas, gosta de desafiar a si mesmo para cumprir e superar metas ousadas e tem prazer nas tarefas de vendas; ...realiza-se a cada meta atingida e comemora cada conquista, independente do tamanho...é um apaixonado por pessoas e por ajudar a encontrar soluções para os problemas e necessidades que elas lhe apresentam; ...desenvolve a capacidade de agregar valor e vender valor acreditando que é isso que traz prosperidade para si e para a empresa; ...é automotivado e autogerenciado, recorrendo aos superiores apenas quando esgotam as suas possibilidades e capacidade de solucionar os problemas; ...percebe que o sucesso de suas vendas é o meio que consegue realizar os seus sonhos. (baseado em Carlos Hilsdorf)

Negociação em Vendas

            Há muitos profissionais que por venderem a muitos anos, pensam que sabem negociar bem. É preciso lembrar que vender e negociar são coisas distintas, que requerem conhecimentos complementares e revisão constante nos seus conceitos. Aprimorar constantemente a sua percepção sobre todos os detalhes é fundamental e a melhor qualidade que pode ter um profissional destas áreas.
          O comportamento no  processo de negociação deve ter como objetivo maior o alcance de um acordo interessante para as duas partes. Sair vencedor, pensando que o outro perdeu, é sinal de que saiu algo errado! Você pode ter ganho um negócio e perdido muitas relações e negócios futuros. É preciso usar a empatia e ser ético! Para ser negociador não há uma receita pronta, mas flexibilidade, simpatia, persuasão, ética e principalmente o conhecimento das técnicas recomendadas para a boa condução da discussão, costumam gerar os melhores resultados.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Vagas para os mais experientes

           O número de trabalhadores com mais de 50 anos cresceu 68% entre 2002 e 2010 no Brasil. Os dados são da pesquisa do IBGE, nas maiores metrópoles do Brasil – Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador, Recife, Belo Horizonte e Porto Alegre.
          Com a economia dos países emergentes aquecida, as oportunidades vão aparecendo para todos aqueles que querem mais para si e para seus negócios.

Hoje é o dia!

      Problemas todo mundo tem, não adianta fugir. Problemas vem e vão e somente você pode escolher qual rumo dar a eles. Se quiser contornar a situação, pode ainda mais, basta querer. Você tem o dia de hoje para fazer tudo diferente, querer mais da sua vida, conquistar mais clientes, mais prosperidade, mais felicidade, vender mais, e... tudo o que quiser.
      Dê a volta por cima, quantas vezes for preciso. Se seus negócios estão ruins, alguns detalhes da vida não estão bem, está mais do que na hora de chamar alguém para conversar, desabafar, explicar... faça tudo o que tiver que ser feito, mas dê a volta por cima! Se você não acreditar que hoje é um dia diferente, ninguém acreditará em você! Se não fizer nada, ninguém fará nada por você! Procure acreditar e entender que somente você pode realizar os seus sonhos!  Só você!

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Organizando a equipe

                 Muitos gestores se queixam de suas equipes e os problemas relatados são algumas vezes vagos e outras, incoerentes. A primeira coisa que pensam é em demissão, mas logo lembram que já fizeram isso e não resolveu. A seguir, 4 sugestões importantes para melhorar o desempenho da organização:
                Converse com a equipe:
                Há gestores que raramente reúnem o pessoal para uma conversa e certamente não sabem, que isso gera silenciosamente, grandes problemas. Reúna a todos periodicamente e estabeleça um diálogo, isto é, um momento tranqüilo e respeitoso onde todos possam falar sem receio de retaliações. Quando o líder falar, deve ser transparente, direto e objetivo deixando claro o que espera da equipe e de cada um. Seriedade e positivismo são duas palavras-chave. Para buscar soluções e gerar comprometimento, a reunião deve ser sempre uma boa lembrança. Reunir todos num café da manhã, por exemplo, pode ser uma boa opção.
                Boas equipes são qualificadas permanentemente e intensivamente:
                A falta de qualificação das equipes gera falta de argumento, de conhecimento e a conseqüência são as baixas no faturamento. Quem não enxerga quando sua equipe precisa de qualificação está sofrendo de “miopia gerencial”. Ações de qualificação são importantes em todos os pontos da organização, pois colaboradores bem preparados cuidarão de todos os detalhes para que todos os que dependem do seu trabalho façam suas atividades bem feitas, garantindo o melhor atendimento ao cliente.
                Não confunda qualificação da equipe com motivação:
       Muitos gestores hoje em dia parecem confundir a necessidade de sua equipe aprender como fazer suas atividades, compreender melhor o comportamento do consumidor, inserir-se nas novas tendências de consumo, com palestras de motivação. A qualificação tem a função de ensinar a fazer e a motivação auxiliará a terem mais vontade de fazer. As duas atividades são fundamentais em qualquer negócio e cada uma precisa do espaço e do momento adequado. Gente motivada, não sabendo bem o que fazer, pode gerar uma grande confusão!
      Contrate bem:
      O lucro de uma empresa começa com as contratações corretas. Converse, treine, qualifique e motive. Se não funcionar, comece a substituir quem não se encaixa. Traga  “sangue novo” para sua equipe renovando o clima e dando um “gás”. Um bom profissional é capaz de renovar o ânimo de toda a equipe e inclusive o seu.

Não espalhe o medo e o caos!

           Se você tem problemas de gestão e quer mesmo resolver, foque nas soluções! Não reúna a equipe para lamentar, reclamar, espalhar o medo e o caos. Isso só vai gerar comentários negativos dentro e fora da organização. Os melhores colaboradores vão começar a buscar outras opções e a desmotivação vai corroer o que ainda está funcionando. De nada adianta ficar reclamando e esperando dos subordinados as soluções que na realidade, somente a liderança tem o poder para fazer surgir. Assuma o seu papel de líder e caminhe rumo a uma nova fase. Seja mais crítico da sua própria atuação como líder, pois muitas vezes, o grande motivo dos problemas das organizações está na liderança fraca, omissa, desorganizada, que já não está mais qualificada para a complexidade das suas atividades.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Qualificação profissional pode ser a grande barreira


         A possibilidade do Brasil ascender mais posições no ranking das maiores economias mundiais é posta em cheque quando avaliam-se falta de rodovias, ferrovias, portos, aeroportos, energia, impostos e custo dos combustíveis. No entanto, muitos pensadores começam a apontar como barreira ainda maior do que estas, a falta de qualificação profissional de gestores e da mão-de-obra como um todo. Uma pesquisa da Target Marketing, publicada no Jornal do Comércio em 13/5/2008 já apontava que a educação está em 8º lugar na preferência de gastos dos brasileiros. Apenas 2,61% da população dá alguma prioridade para a educação, em seus investimentos. Os resultados aparecem no ranking mundial de desempenho dos estudantes da educação básica, onde o Brasil ocupa o 54º lugar em matemática entre 57 países e em leitura, ocupa o 49º lugar entre 56 países participantes do sistema de avaliação. As estatísticas do ENEM mostram que apenas 9,8% dos alunos dos 3º anos do ensino médio sabem o conteúdo de matemática e 24,5% os conteúdos de língua portuguesa.
          Para concluir o cenário e confirmar que a educação é uma barreira ao desenvolvimento, maior do que a infra-estrutura, o INAF – Instituto nacional de analfabetismo funcional diz que 74% da população brasileira não consegue entender um texto simples. Somente grandes investimentos em educação básica de qualidade podem nos levar a outros níveis de desenvolvimento.
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