sexta-feira, 24 de setembro de 2021

Criatividade e inovação

 




                A inovação finalmente entrou na pauta de governos, políticas públicas e na “moda” no Brasil e já pode-se ver resultados com a melhora da posição no ranking do Índice Global de Inovação, onde o país ainda tem muito a avançar. Os Estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina demoraram para criar programas estruturantes de inovação, mas já aparecem como o 5º e o 6º, Estados respectivamente, com mais inovação no país.

Globalmente os países mais inovadores são Suíça, Suécia, Estados Unidos, Reino Unido, Holanda, Dinamarca, Finlândia, Singapura, Alemanha, Israel e Coreia do Sul. Entender como chegaram ao topo da lista é fundamental e um ponto em comum em todos os casos é o estímulo à criatividade e o desafio ao aprimoramento da inteligência dos envolvidos. Nestes países, criatividade e inovação está envolvida com a cultura, com a forma de agir de pessoas e organizações, há muitos anos.

            "Criatividade não é um talento. É uma forma de agir", conforme a frase célebre de John Cleese. Sabe-se que o QI (Quociente de Inteligência) não é garantia de um trabalho de sucesso, nem de prosperidade, que são influenciados mais pela criatividade, do que pela inteligência. Gênios reconhecidos pela sua criatividade são capazes de reunir elementos aparentemente contraditórios de forma incomum e inesperada. A análise mostra que apesar de cada um ter seu estilo e seu método Wolfgang Amadeus Mozart, Albert Einstein e Pablo Picasso, tinham características em comum para expressar a criatividade em suas respectivas artes. Mais do que inteligência e criatividade, ao ler suas biografias, fica claro que eles tinham a determinação necessária para dominar suas áreas, o que fez toda a diferença na vida e na obra de cada um.

Determinação é um fator que aparece com muita frequência nas pesquisas sobre sucesso pessoal e profissional, especialmente ligados a inovação e criatividade. Determinação pode ser muitas vezes tão ou mais importante que o talento pessoal para determinada atividade. É bastante comum os casos de pessoas muito talentosas, que ao não seguir aperfeiçoando suas competências, tem carreiras curtas e são superados por outros com mais determinação.

Os gênios, do passado e do presente, podem ser analisados e reconhecidos pela perseverança, concentração e foco absoluto naquilo que eles querem fazer de melhor. Dedicação acima da média parece ser pré-requisito ao status de gênio numa profissão, arte, esporte, função, ou posição. Einstein, por exemplo, tinha uma inteligência altíssima, mas diversos indicativos mostram que ele amava e era obcecado em buscar a sua teoria da relatividade, estando sempre curioso e disposto a estudar ideias novas e radicais.

Criatividade e inovação são alcançadas com determinação, dedicação, esforços em longos períodos focados naquilo em que se acredita. Também é preciso ter a coragem suficiente para abraçar o desconhecido, abrindo novos caminhos e formas de pensar. A disposição para arriscar-se, deixar o conforto da forma de fazer e pensar é fator chave para ações criativas e inovadoras. O ápice de uma carreira dificilmente é alcançado sem risco e sem lidar com o que ainda não conhece.

Arriscar mais para ter melhores resultados está presente nas ações dos que são considerados gênios da criatividade e inovação ao longo da história como Einstein, Mozart, Picasso, dentre outros, que valorizaram seus processos de trabalho, tanto quanto os resultados, pois viam os obstáculos para aprender, criar, inventar e fazer algo além, como oportunidades para conseguir progredir mais a cada dia. Uma declaração conhecida de Einstein é "Eu não tenho nenhum talento especial. Sou apenas alguém profundamente curioso." Outra revelação foi feita por Mozart quando disse que as pessoas pensam que era fácil para ele, mas que no entanto, ele dedicava-se muito mais tempo numa composição do que todos os demais músicos que ele conhecia.

Determinação e curiosidade são componentes que acompanham os gênios da inovação e criatividade, há séculos. Vamos aprender com eles.

                Um abraço e até a próxima!

sexta-feira, 17 de setembro de 2021

Como você percebe as coisas ao seu redor?



O modo de ver as coisas afeta diretamente a percepção e portanto o conceito particular sobre tudo o que rodeia cada um de nós. Por isso antes de alterar alguma situação da vida pessoal, profissional, ou ainda da empresa cidade ou país, é preciso entender a percepção dos outros a respeito. Muitas vezes é possível obter melhores resultados ao agir sobre a percepção sobre determinada situação, do que mudar, reformar, comprar, reestruturar. 

Quando se olha para o que se tem, o que é positivo na empresa, na cidade, ao redor, é possível perceber que há muito. Quando olha-se para o que não se tem, o que falta, fica-se com sensação de que falta muito e o tempo todo. Ao dar muito mais atenção ao que se consegue, nos resultados positivos, mesmo que pequenos, a tendência é a maior satisfação com o que se vive e se faz, enquanto que os que dão mais atenção ao que não tem e ao que não conseguem, o muito não é o suficiente. 

Gostar do que se tem, não significa acomodar-se na situação atual, mas estruturar-se  para evoluir, desenvolver e poder criar mais coisas boas na vida. Trata-se de aprender a valorizar o que se tem, o que foi conseguido até então, ao invés de desejar o que não se tem. Friedrich Nietzsche, consagrado filósofo e escritor alemão lembrava que “Tudo é precioso para aquele que foi, por muito tempo, privado de tudo!”. Quem tem pouco e valoriza este pouco, está mesmo que inconscientemente se preparando para ser e ter muito mais. Quem não se dá conta disso, vive em diferentes escalas, a situação de lamentar e dar valor ao que tem ou tinha, após perder.

Esta mensagem é um convite a avaliar melhor como você percebe os diferentes momentos da vida e que se conseguiu até aqui. Um homem do campo, que gosta da sua pequena propriedade a ponto de percebê-la como seu império, é o oposto daquele milionário que não fica satisfeito com o que possui, entendendo seu império como se fosse uma pequena propriedade onde lhe falta muito. Fernando Pessoa lembra que “não possuímos mais que as nossas próprias sensações”. Temos do mundo, da vida, dos outros, do que está ao nosso redor, o que percebemos deles. Vamos levar desta vida, exatamente as sensações vividas e por isso precisamos valorizar o que de melhor conseguimos, para que ainda possamos viver mais.

Estamos falando de felicidade! O modo como cada pessoa se vê e percebe tudo ao seu redor impacta diretamente no sentimento de felicidade. Thomas Hardy escreveu “A felicidade não depende do que nos falta, mas do bom uso do que temos.” Acrescento que o mesmo conceito pode ser levado para cada casa, cada equipe de trabalho, negócios e instituições. O sucesso depende mais do bom uso que se faz dos talentos que cada um possui. Um pequeno negócio, bem planejado, bem gerido, bem cuidado, por uma pequena equipe bem treinada e que ama o que faz, pode gerar muito mais e melhores resultados do que uma grande estrutura, com uma equipe numerosa que não tiver propósito e sem compromisso.

A beleza, os valores e a natureza de uma pessoa podem ser observados a partir do modo como ela vê o mundo. Pode-se cultivar este modo de ver e perceber a vida e o que está ao redor com a família, colegas de trabalho, de voluntariado e amigos. Num ambiente em se dá mais atenção para as coisas ruins, se reclama mais do que se elogia, as energias do que é bom, vão se esvaindo e o que era uma visão negativa vai se concretizando. Por outro lado, num meio em que mais gente valoriza o que têm, valoriza as coisas ao seu redor, é sempre mais evidente a prosperidade, passando muito mais tranquilos pelas intempéries invitáveis do ambiente externo.

  Desejando uma melhoria de percepção a todos, um abraço e até a próxima!


sábado, 11 de setembro de 2021

7 passos para melhorar o país

 


         Se muitos temas importantes para o país e para o mundo tem uma semana para ser mais lembrado, discutido, refletivo, estudado, a Semana da Pátria parece ser uma excelente oportunidade para que mais gente passe a refletir mais profundamente como melhorar o país.

          O que é melhor para o país sempre rendeu grandes discussões e atualmente o tema domina muitas rodas e espaços na mídia. Hoje faço uso deste espaço para apresentar o meu entendimento de como melhorar o Brasil em 7 passos, sintetizados a seguir.

Como primeiro passo, entendo que cada brasileiro deveria cuidar bem melhor da sua saúde, começando com a higiene pessoal, alimentação, exercícios, vacinas, seguindo as demais orientações dos agentes de saúde como exames e consultas preventivas. Com hábitos mais saudáveis, atuando preventivamente o país teria mais pessoas animadas para trabalhar, empreender, atuar em causas sociais, e também poderia direcionar melhor os recursos da saúde.

Segundo passo - cada brasileiro poderia fazer um esforço para estudar mais, orientar os familiares para seguir estudando, estimular a qualificação profissional continuada e assim, dotar o país de mais profissionais qualificados e capazes de agregar valor a produção nacional, que preponderantemente é de baixo valor. Pessoas que estudam mais, também tem mais saúde, mais renda, caem menos em golpes e informações falsas, tem melhores condições de conhecer os indicadores econômicos e contribuir com as propostas de vereadores, prefeitos e lideranças locais e regionais públicas e comunitárias, bases das estruturas do país.

Terceiro passo - a educação financeira deveria ser estimulada nas famílias, nas escolas, nas comunidades, para a organização pessoal e emocional de todos, lembrando que ter poupança é fruto de disciplina no uso da renda e não de renda maior. Com mais educação financeira os programas sociais poderiam abranger mais aspectos da dignidade dos brasileiros, sendo uma porta para sair da condição de vulnerabilidade. Pessoas com contas pendentes, com o tempo nesta situação tendem a acumular outros problemas por não conseguir se concentrar nos demais pontos importantes da sua vida.

Quarto passo – mais pessoas deveriam ser orientadas o tempo todo a assumir a responsabilidade pessoal pela sua vida, pelo seu desenvolvimento, evitando culpar os outros, a sociedade, o governo e outros países pelas coisas que não gosta. Assim o país teria mais pessoas tomando decisões baseadas em indicadores e fatos, e não em boatos, fofocadas e ideias que impedem o desenvolvimento.

Quinto passo - cuidar melhor da sua casa, com limpeza e organização capaz de eliminar focos de insetos e roedores transmissores de doenças, lembrando que um ambiente organizado contribui significativamente para a organização metal e ânimo para empreender, aprender e estabelecer relações saudáveis.

Sexto passo - entender que o ímpeto de levar vantagem em tudo, desde furar fila, esconder informações e querer resolver tudo com um jeitinho, até comprar produtos falsificados e contrabandeados, subornar e aceitar suborno, é uma das maiores barreiras para o país se desenvolver.

Sétimo passo – saber que o desenvolvimento precisa de paz e que as pessoas, as empresas, as sociedades se desenvolvem em ambientes de paz, tanto interna, quanto externa. A história do Brasil e de outros países mostra que a paz, a confiança, a estabilidade geram as melhores condições para o desenvolvimento econômico e social.

Pensando no 7 de setembro, semana da Pátria, escrevi estes 7 passos para melhorar o país. A partir deles, certamente os leitores lembraram de outros e sugiro que compartilhe, tanto estes 7, se lhe fizerem sentido, quanto os outros que lhe sugiram.

Um abraço e até a semana que vem!

segunda-feira, 6 de setembro de 2021

As maiores vendas do varejo

 


Grande parte dos players do comércio de bens duráveis e de consumo se prepara para seu melhor período do ano, que promete ser um dos melhores dos últimos anos. O fim do ano, as festas, o ingresso do 13º salário, arrumar a casa para o Natal, perspectivas de visitas, férias, verão... é um conjunto imbatível para animar a maioria das pessoas para as compras.

A Pesquisa Mensal do Comércio (PMC/IBGE) mostra crescimento das vendas de bens de consumo e bens duráveis ao longo de 2021, em 9 dos 10 setores analisados. Os destaques positivos desde o início do ano têm sido os segmentos de “tecidos, vestuário e calçados”, “combustíveis e lubrificantes” e “outros artigos de uso pessoal e doméstico”. Diversos outros institutos e organizações que estudam o setor entendem que as vendas no varejo continuaram aumentando ao longo do 2º semestre, respaldadas pelos avanços na campanha de vacinação contra a Covid-19.

Maiores condições de biossegurança provocam outra alteração importante na circulação de dinheiro. Se no início da pandemia, com muita insegurança e muitas informações desencontradas o dinheiro foi para aplicações financeiras conservadoras e depois, com um melhor entendimento e maior convívio nas casas, os recursos foram investidos em melhorias para a infraestrutura das moradias, mobiliário, comida e bebida, a partir de agora o dinheiro volta a cada dia, a ser mais disputado com os setores que mais tiveram retração durante a pandemia, ou seja, passeios curtos, viagens um pouco mais longas com hospedagem, além de maior frequência em restaurantes, cinemas, ambientes de cuidados pessoais e tratamentos não eletivos. Resumindo, o consumo das famílias volta a ser mais distribuído entre bens e serviços.

As vendas do varejo estão projetadas para fechar o ano com crescimento de 8,2% em 2021, segundo o IBGE, recuperando com folga a queda de 1,5% em 2020. A recuperação robusta do setor a partir do 2º trimestre contribuirá de forma relevante para o crescimento do PIB Brasileiro este ano, projetado em 5,2%, previsto em analises de órgãos nacionais e internacionais.

Para quem está no varejo de bens e serviços, é hora de focar nos preparativos que vão desde o reforço e a organização dos estoques, melhorias de processos para reduzir filas e atender rápido pelos meios digitais, melhorar o atendimento para não perder o contato captado, para a concorrência mais ágil. Seleção de pessoal, calendários de decoração, de exposição interna, de vitrine física e de exposição externa quando for o caso, bem como para sites e perfis, devem ser planejados com antecedência.

Tudo alinhado com os fornecedores? Como está a sinalização para localizar do ponto de venda físico?  A pintura da fachada e acabamentos estão com boa qualidade e são atrativos para o público desejado? Analise também a vitrine e a exposição interna e verificando se a iluminação é adequada ao longo do dia e também á noite. Lembre-se que nas noites de verão aumenta significativamente o número de pessoas que passeiam, caminham pelas ruas e calçadas e por isso fachada, vitrine e organização interna da loja representam o maior e melhor outdoor que você pode ter.

O ponto de vendas digital está em boas condições de competir com os demais? As imagens dos produtos estão adequadas, mostrando-os em cenários de utilização? A comunicação visual física ou digital das seções de mercadorias e dos preços estão auxiliando no estímulo para a compra? É preciso lembrar toda a equipe que os ambientes de vendas, físicos e digitais precisam ser vendedores silenciosos e quem faz isso bem, sabe que são muito eficientes.

As perspectivas são muito boas, mas só vão transformar em resultados positivos, aqueles que se prepararem.

Um abraço e até a semana que vem!

terça-feira, 31 de agosto de 2021

Mais clientes ou Melhores clientes

 


Você já parou para pensar se é mais rentável ter o maior número de clientes, ou ter os melhores clientes? Volume de clientes é importante para muitos negócios, no entanto, para a manutenção e o futuro de muitos outros negócios, a qualidade dos clientes é fundamental. Na busca por um número maior dos melhores clientes, é preciso avaliar o que tem sido feito de significativo para manter e atrair os melhores.
Faça uma análise comparativa de investimentos em atração de novos clientes, com os investimentos em manutenção dos clientes atuais. Com isso já pode-se ter uma ideia de como se valorizam os melhores clientes da empresa. Com ou sem auxílio de uma consultoria, procure analisar quanto a organização investe em manter quem já é cliente, principalmente os melhores, antecipando-se a iniciativa de buscarem outras soluções e novidades em outros players. É imprescindível uma análise criteriosa de quanto é investido em tempo, recursos financeiros, ações, esforço da equipe, treinamento para manter os melhores clientes. 
Um dos entendimentos mais importantes que precisa ser difundido é que são os BONS clientes que garantem o desenvolvimento e a sobrevivência da organização! E considerando que o que não é medido não é gerido, é preciso avaliar quantos são, quem eles são, porque eles são os melhores clientes... Quem ainda não o fez, precisa começar por definir o que é um bom cliente para o negócio da organização. Na sequencia, é importante organizar um plano de investimento nos indivíduos deste grupo, que certamente atrairão outros e o melhor de tudo, gratuitamente. Richard Whiteley diz que as organizações incapazes de se relacionar bem com seus clientes a ponto de mantê-los por longo tempo, gastam muito dinheiro simplesmente para substituir os clientes que estão perdendo. Tem muitas empresas fazendo isso, mas além de ser pouco produtivo, é pouco inteligente, não é mesmo?
Aumentar os índices de satisfação dos clientes com o negócio é apenas o primeiro passo para fidelizar um número interessante de clientes. É preciso se dar conta de que clientes altamente satisfeitos podem ser altamente fiéis, se não aparecer nada melhor! Para ter clientes fiéis, é preciso ser a melhor opção para estas pessoas, gerando segurança e confiança de que estão recebendo sempre o melhor possível naquelas condições. Não há fidelidade que resista quando a pessoa percebe que as novidades, os melhores produtos e as melhores condições estão sempre na concorrência. Fidelidade não se compra, mas se conquista com prestação de serviços, atendimento personalizado e satisfação das necessidades, superando as expectativas do cliente. É preciso encantar com conteúdo antes, durante e depois da compra, para abrir o coração do cliente, para que então, ele abra a carteira.
É muito mais importante garantir que o cliente volte, ou que seja provável um novo contato, do que forçar uma venda que no futuro possa gerar algum reticência para o cliente voltar a visitar ou consultar a empresa. Em cada contato é preciso aprender mais alguma coisa sobre o cliente. A equipe precisa ser lembrada de tratar o cliente da mesma forma como gostariam de ser tratados, avaliando sempre como foi a experiência do cliente. 
Uma equipe que se relaciona bem com os clientes deve demonstrar interesse sincero e vibrar com satisfação dos clientes. É preciso viver uma história de relacionamentos, criando laços duradouros com aqueles que a organização deseja manter ao longo da vida. A fidelização depende do comprometimento total da equipe, desde o operacional a direção. Toda a equipe precisa saber que os clientes não criam vínculos com produtos ou organizações, mas elas se vinculam a conceitos, ideias e a outros atributos intangíveis mesclando razão com emoção. Recomendo uma boa análise se o conjunto da organização está oferecendo de forma equilibrada, razão e emoção. Quem desperta boas emoções nos clientes, normalmente terá bons clientes e em bom número. 
Desejando mais e melhores clientes, um abraço e até a próxima!

terça-feira, 24 de agosto de 2021

Fortaleça sua marca

 


                Há muitos e muitos anos se fala da necessidade dos empresários locais e de um modo geral, brasileiros e de todos os ramos de atividade, de competir agregando valor ao que produzem e oferecem. Vários indicadores vêm mostrando que há pouco retorno sobre o grande esforço e uso de recursos sejam eles humanos, infraestruturais e naturais.

         Agregar valor a produção e oferta local valoriza a região, as pessoas envolvidas, gera prosperidade e tributos que melhoram a estrutura e as políticas públicas. Muitas empresas vêm fazendo esta “lição de casa”, por outro lado muitas ainda precisam fortalecer suas marcas, e claro, aumentar a valorização do que produzem. As empresas locais, assim como boa parte dos negócios do país, precisam promover sua produção de diferentes formas, quer seja na divulgação do respeito as pessoas, aos insumos utilizados, o cuidado com meio ambiente, os processos diferenciados, a tecnologia utilizada, dentre outros. Estas e outras ações de agregação de valor devem ser acompanhadas de investimentos no fortalecimento da marca, reduzindo a competição por preços que muitas vezes é maléfica para os negócios, especialmente para os que não possuem grande escala. Buscar vantagem competitiva em custo é para poucos setores brasileiros, num tempo em que até o varejo está globalizado. A carga tributária, os encargos sociais, a papelada que alguns órgãos insistem em manter, mesmo que todos considerem inútil e ultrapassada, a logística baseada no modal rodoviário, as péssimas condições de muitas rodovias, enfim, o chamado custo brasil impede grande parte dos negócios de competir por preços.

                O fortalecimento das marcas, que só se sustenta a longo prazo com entregas diferenciadas, é a melhor chance de melhorar as posições brasileiras tanto no mercado local, quando no mercado nacional e nas exportações. Milhares de micro e pequenas empresas brasileiras tem oportunidade para exportar, a exemplo do que ocorre em países com melhor relação na balança comercial. Na condição de exportador de commodities, o Brasil não gera riqueza proporcional ao esforço, não melhora a imagem internacional e atrapalha os poucos que tentam produzir e exportador de produtos de maior qualidade e construir marcas reconhecidas pelo valor superior.

                Quem estuda estratégias mercadológicas e/ou analisa a média geral das ações das empresas locais, ou até mesmo nacionais têm feito “coro” ao alertar os empresários sobre a necessidade de inovação e qualificação de suas atividades tanto no mercado interno, quanto externo. Independente do tamanho e do setor de atividade podemos ter mais produtos para competir internamente com os produtos importados cada vez mais disponíveis entre nós.

                Quem sente pressão para reduzir as suas margens e percebe dificuldades aumentando, precisa mudar para sair desta posição. As empresas que não querem ou não podem mais ficar disputando preço até comprometer o negócio, precisam alterar a estratégia para não arriscar ainda mais o futuro dos seus negócios, da família e dos colaboradores. É preciso um mix de produtos que seja visto como melhores que a média, onde a marca e a apresentação sejam componentes que gerem confiança e credibilidade para que os clientes entendam e decidam pelo valor superior. No mercado, não basta ser, é preciso também parecer melhor. Construir marcas fortes, bem vistas, confiáveis e bem relacionadas com os seus públicos, é o caminho do sucesso e a saída para quem não quer arriscar tudo o que já fez, reduzindo preços a cada nova negociação, ou tentando enfrentar de forma inglória as disputas por preços.

                Uma marca que ajude o cliente a ter uma referência positiva em meio a tantas opções existentes, que transmita confiança, com benefícios claros e bem focados no que ele espera e está disposto a pagar, contando com características únicas que permitam uma experiência positiva para quem consumir ou utilizar, proporciona maiores margens e assim melhores condições de competição para empresas independentemente do tamanho.

                Desejando ótimos negócios, um abraço e até a próxima!

sexta-feira, 13 de agosto de 2021

Preparados para crescer?

 


                Nossas comunidades têm crescido de maneira muito significativa nos últimos tempos, mesmo que por vezes este movimento esteja ficando fora dos holofotes e das manchetes. Notícias dos veículos regionais e mais próximos das comunidades mostram bons investimentos em andamento. As tendências mostram que os próximos meses tendem a ser bem mais animadores para os setores produtivos, com resultados já percebidos pelos indicadores econômicos positivos, que sempre geram impulsos nos demais setores da sociedade.

O crescimento econômico está acelerando em nossas comunidades conforme evidenciado pelas informações dos veículos locais, fontes oficiais e também nas informações colhidas em comunidades dos 3 Estados do sul do Brasil, em que tenho mais contato através das universidades e dos jornais em que contribuo. Superada a dúvida sobre quando vamos voltar a crescer, é preciso focar no ritmo do crescimento e na limitação de alguns setores, pela falta de mão de obra qualificada, pela capacidade da cadeia de suprimentos e pelos problemas de organização interna das empresas.

Alguns municípios têm registrado 1 empresa nova a cada 48 horas, mas mesmo que a média de outros seja de 1 a cada 72 horas, ou mais, ainda é muito positivo, ao meu ver. Os movimentos pela inovação e empreendedorismo em muitas escolas, faculdades e universidades, bem como as ações das incubadoras de base tecnológica, os hackathoons, os incentivos fiscais e infraestruturais dos municípios, a melhoria e a expectativa de maior liberdade econômica, o entendimento de que o mundo tem cada vez mais oportunidades de trabalho e de diversas formas além do tradicional vínculo empregatício, são algumas das ações de médio e longo prazo, das diversas forças da sociedade, para que estes frutos pudessem ser colhidos a partir de agora.

O volume de investimentos pela iniciativa privada, principalmente na indústria de bens duráveis, bens de consumo e construção civil impressionam, principalmente quando analisados de forma segmentada e começando pelas comunidades em que vivemos. Em nível de país, no primeiro semestre de 2021 o Brasil ultrapassou a marca de 20 “unicórnios”, expressão utilizada no mundo empresarial para definir empresas que nasceram, cresceram rápido, alcançaram o valor de mercado de 1 bilhão de dólares. Além destes, tem pelo menos mais 20 faltando pouco para entrar nesta seleta lista nos próximos meses, algumas marcas bem conhecidas, outras nem tanto, mas atraindo atenção de investidores do mundo todo.

O crescimento do PIB – Produto Interno Bruto do Brasil deve ser de 5,3% conforme nova avaliação de organismos internacionais como o FMI. A taxa de desemprego medida pelo IBGE no Rio Grande do Sul é de 8,9%, Santa Catarina 6% e Paraná 9,2%, sendo que segundo os números do SINE e empresas de agenciamento de emprego só não são menores porque é flagrante a falta de mão-de-obra qualificada para ocupar as muitas vagas abertas, especialmente em setores da indústria de bens de consumo, bens duráveis e construção civil.

As entidades do varejo estão orientando os empresários do setor para prepararem-se para o melhor fim de ano em vendas dos últimos anos, com os mais otimistas acreditando que será o maior em uma década. O faturamento do comércio eletrônico tem um crescimento estimado pela associação do setor em 72% para 2021.

Com estas informações, números, perspectivas, volto a questão inicial provocando os amigos leitores para refletir como suas equipes e seus negócios estão preparados para este crescimento que se acelera. Ficar assistindo para ver o que fazer depois, definitivamente não é um bom negócio para nos tempos atuais. As formas de atrair clientes para seu negócio e produtos, foram e estão sendo atualizadas? A equipe está preparada para lidar com parte das etapas de demonstração, vendas e entregas sendo presencial, outras no virtual, outras terceirizadas? Os estoques e especialmente a cadeia de suprimentos está preparada para a variedade e variabilidade exigida pelo estilo de demanda e segmentos que mais crescem? Pensem nas demais respostas para a pergunta: Preparados para crescer?  

                Um abraço e até a próxima!

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