sexta-feira, 23 de junho de 2023
Inspirando-se em outras fontes
segunda-feira, 12 de junho de 2023
Tchau para energia negativa!
Para não haver confusão entre empatia e simpatia, é importante destacar que simpatia envolve cordialidade, compaixão, sorriso, sensibilidade nas mais diferentes situações, enquanto empatia é a capacidade de colocar-se no lugar do outro e pode significar a absorção de parte da dor e sofrimento de seu ambiente.
Quem tem empatia e convive frequentemente com gente negativa, mesmo sem querer pode ser influenciado com esta energia ruim. Aprender a não absorver as energias negativas de outras pessoas é uma importante habilidade a desenvolver, assim como habilidades para não tentar agradar a todos, tendo o cuidado ao escolher de quem se aproximar, parar de prestar tanta atenção nos fatos negativos, inspirar-se na natureza e responsabilizar-se pelas suas ideias e ações.
Nem todos vão gostar de nós e aqueles que reclamam da gente, assim como aqueles que eventualmente desrespeitam, ou cometem assédio moral, podem sugar nossa energia positiva se tentarmos convencê-los a gostar da gente, além de deixar-nos dependentes da opinião deles. É preciso mais amor próprio e saber que muito dificilmente alguém pode mudar outra pessoa, a não ser a si próprio.
Para preservar a energia positiva também é preciso selecionar melhor quem faz e quem fará parte da nossa vida. É ótimo ser generoso, mas há uma linha tênue a trabalhar para que não sejamos explorados, optando por ajudar mais a quem realmente precisa. Precisamos lembrar que aprender a dizer “não” é uma outra habilidade muito importante.
Toda a vez que prestamos atenção a alguém, ou algum fato, damos-lhes parte da nossa energia. Quando nos concentramos em pessoas e fatos negativos, temos uma redução drástica de energia. Algumas pessoas podem despejar sua energia negativa em cada pessoa que se aproxima. Claro que é bom ouvir o outro e melhor ainda é ter um ouvido amigo. Todavia, ouvir muitas frustrações, reclamações, projeções pessimistas pode drenar a nossa energia positiva e fazer com que passamos a limitar nossa vida de uma maneira não produtiva. Não dá para economizar, quando o assunto é rejeitar “energia tóxica”.
Os especialistas recomendam irmos para a natureza meditar, relaxar e respirar, pois ajuda a evitar a absorção da energia negativa que nos rodeia. É preciso mais confiança, mantendo a cabeça erguida e não permitindo que ninguém faça sentir-nos inferiores. Teremos uma vida melhor e sob o nosso total controle, se nos responsabilizarmos por nossos pensamentos e sentimentos. A forma como cada um se percebe deve ser mais forte do que a percepção que os outros têm de nós. Muitos esquecem que ninguém tem poder sobre o outro, quem quer que seja. Convivemos porém, com gente que imagina equivocadamente, que há pessoas com tal poder sobre eles, que passam a culpar os outros pelas suas frustrações e dificuldades.
Ao nos conscientizarmos de que somos responsáveis por tudo o que ocorre com nossa vida, acessamos um nível mais profundo de nós mesmos, gerindo melhor o desenrolar da nossa vida, não sendo abatido, nem projetado para fora do nosso foco tão facilmente. Precisamos nos colocar em situações que aumentam nossas próprias energias. Podemos analisar cada pessoa com quem convivemos, percebendo os sentimentos gerados, se nos faz sentir bem e se fazemos esta pessoa se sentir bem. Cada um de nós é merecedor de ótimas experiências e não precisamos, seja consciente ou inconscientemente, nos aproximarmos e tão pouco repetir experiências negativas. Para nos protegermos da negatividade, precisamos ter muito amor-próprio e lembrar constantemente do quanto é importante estar feliz e em paz, pronto para dizer não para as energias negativas. Lembrando que não se conhecem pessimistas bem sucedidos!
Desejando mais energia positiva para todos, deixo um abraço e até a próxima!
segunda-feira, 5 de junho de 2023
Cuidando da saúde mental do empreendedor
É comum falar-se dos desafios dos empreendedores que se dedicam de corpo e alma para fazer o negócio “dar certo”. Tirar um negócio do campo das ideias e colocar para funcionar, com contratações, captação e retenção de clientes, impactos e retornos financeiros, representa um conjunto de desafios. Poucas horas de sono, estresse excessivo e a pressão por resultados podem trazer desafios pouco comentados, que são os prejuízos á saúde mental. Hoje vamos colocar luz neste assunto, com algumas reflexões.
De acordo com uma pesquisa feita pela Harvard Business Review com 326 empreendedores norte-americanos, 25% deles sofrem com um início da síndrome de burnout ou esgotamento motivado pelo trabalho. No Brasil, uma pesquisa da UFMG mostrou que especialmente na pandemia 76% dos empreendedores relatou que teve a vida muito afetada, 20% afirmou que passou por problemas psicológicos severos e 15% que iniciou tratamento com antidepressivos e ansiolíticos. Quem não quer fazer parte dessas estatísticas precisa tomar alguns cuidados preventivos.
Aquela ideia de trabalhar enquanto eles dormem precisa ser esquecida. Os maiores e mais famosos empreendedores do mundo já falaram sobre a importância de uma boa noite de sono e momentos de descanso ao longo do dia. Elon Musk, multi bilionário fundador da Tesla e outras empresas conhecidas já afirmou em entrevistas e palestras que já tentou dormir menos, mas a produtividade diminui, então, mantém pelo menos 6 horas de sono. Musk afirma que trabalha até tarde da noite ao longo da semana, mas apenas poucos sábados e domingos. Warren Buffett diz “você será um desastre se não cuidar da sua saúde mental”. Estudos mostram que a partir de 17 horas seguidas sem dormir o cérebro começa a dar sinais importantes de comprometimento de atenção e cognição.
Respirar bem e respirar profundamente, ajuda a relaxar, assim como manter a calma ajuda a decidir melhor. Os vínculos sociais, não de negócios, ajudam a ter conversas diferentes do trabalho e contribuem com o bem estar. Conectar-se com pessoas queridas aumenta a felicidade. Manter um relacionamento romântico, dedicar algumas horas para amigos e familiares queridos são ações que contribuem mais para o bom andamento dos negócios do que pode se imaginar. A tendência é que este convívio gere bons estímulos para o alcance de objetivos.
Fazer exercícios não é uma dica nova, não é mesmo? Eu também preciso, é óbvio! Um estilo de vida com alimentação mais saudável e atividade física regular, melhora a capacidade cognitiva, dá mais energia e aumenta a autoestima e confiança. As pesquisas mostram que alimentação saudável e exercícios melhoram a memória e a concentração, elevam o humor, fortalecem o sistema imunológico, aliviam dores e tensões musculares e melhoram a qualidade do sono.
Aumentar o autoconhecimento, entender os efeitos dos momentos vividos nos negócios em seu corpo, mente, emoções e reações, com ajuda profissional, quando preciso, é uma dica importante. Desenvolver a capacidade de administrar crises e solucionar problemas com mais facilidade merece investimento de tempo e recursos, pois sentir-se bem, forte, confiante permite um maior controle das emoções e pode ser a base forte para fazer bons negócios e investimentos em projetos inovadores.
Quando aqueles que estão próximos e o/a próprio/a empreendedor/a percebem que não está dando conta sozinho/a de controlar o estresse e a pressão, é hora de buscar um/a profissional da psicologia pode ajudar a refletir sobre as alternativas e trazer a lógica, para que possa buscar dentro de si as respostas para as angústias.
Um abraço e até a próxima!
quinta-feira, 1 de junho de 2023
Revolução híbrida
A pandemia atrasou e atrapalhou muita coisa e acelerou e melhorou outras.
As dinâmicas do trabalho e a virtualização de algumas funções, com a
possibilidade de trabalhar em casa, assim como de qualquer lugar do mundo,
interagindo e co-produzindo, reduzindo custos, “desapegando” alguns hábitos
essencialmente presenciais, acelerou muito e no pós-pandemia se tornou uma
realidade num número enorme de empresas.
Vivemos
uma espécie de "revolução híbrida" no trabalho. De
acordo com o levantamento realizado pelo Google Workspace, em parceria com a
consultoria IDC Brasil, 56% das empresas brasileiras adotaram o trabalho híbrido em 2022. O
mesmo levantamento havia identificado que em 2021, ainda em plena pandemia a
taxa era de 44%. Durante a pandemia, o modelo foi adotado para cumprir
determinações dos protocolos de saúde pública, mas aquilo que foi visto como um
grande problema inicialmente, depois das adaptações, parece ter virado vantagem
em muitos casos. As vantagens que têm sido faladas sobre este modelo são flexibilidade, redução de
custos, pessoas atuando de lugares diferentes, mais produtividade, mais
diversidade, mais inovação, mais interatividade, funcionários mais felizes...
As empresas que tem filiais parecem ter adotado o modelo para quem mora nos
municípios sede das matrizes, com 3 dias em casa e 2 presenciais, por exemplo,
com equipes das matrizes se encontrando para trocar ideias “olho no olho”, almoçando
juntos, criando vínculos, soluções imediatas das dúvidas, estimulando
relacionamentos de maior confiança, etc. E para a turma que mora longe, a
possibilidade de participação online, gravação de reuniões para quem tem outro
compromisso, etc., viabilizando para quem está a trabalho em locais com outro
fuso horário, inclusive, diferentes formas de participar.
O híbrido ainda é uma modalidade de trabalho desconhecida para muitas
empresas, instituições, organizações diversas e é preciso mais experiências,
mais tempo de práticas para estabelecer mais avaliações, controles,
organização, planejamento, orientações, normas. Gestores de RH relatam que foi
nas confraternizações que algumas falhas foram percebidas, como a falta de alguns
colegas presencial ou remotamente, e assim decididas ações para resgatar a
presença. Uma confraternização no final pode ser o motivador para a presença
física. Mas para aqueles que realmente não podem por estar muito distantes,
quem sabe é possível enviar uma encomenda para o local físico em que estão os
participantes do remoto. Acompanhar aqueles momentos de confraternização que
envolvam os “comes e bebes”, música, risos, homenagens no palco e nas redes,
assistindo e se sentindo parte, reduz o sentimento de exclusão. Conexões
caindo, áudios ruins, câmeras desfocadas, apresentações falhando, quebras no
tempo, sem respostas no chat, sem o bom da festa, já é suficientemente excludente.
Muitas empresas e suas equipes vêm usando uma diversidade de ferramentas
tecnológicas, nem todas digitais, para aumentar a integração entre quem está
presente fisicamente e quem está no remoto. Reunir pessoas de cidades
diferentes no mesmo local, criar mini eventos, buscar mais interatividade
remota, imprimir ou projetar fotos de quem estava longe para dar a sensação de presença,
distribuir cestas interativas, fazer chamadas nas horas das fotos e brindes,
são algumas das ações relatadas como exitosas. É importante lembrar também que
os que gostam de só olhar para a festa, seguiram fazendo isso com mais
tranquilidade, enquanto os que não gostam de festa, não foram e não mudou nada.
Estamos
vendo muitos caminhos para colaboração e interação, e aprendendo a co-existir em
espaços diferentes. A pandemia afastou, aproximou, reformou e agora exige novas
habilidades para reconexão, seja ela física ou virtual. O híbrido tem se
mostrado bastante inclusivo na participação de quem está longe em reuniões de
trabalho, sem falar na economia de tempo e dinheiro. Em outras funções, mais
criatividade, diversidade, alternativas serão necessárias para manter a
participação efetiva, seja no trabalho, estudos, discussões. São adversidades
técnicas e gerenciais diferentes, que merecem nossa atenção para seguirmos
aproveitando o melhor do presencial e do virtual.
Um abraço e até a próxima!
sexta-feira, 19 de maio de 2023
Emoção X Negócios
Quem
observa de longe, e para quem estuda pouco, talvez o mundo dos negócios pode
ser tido como muito racional, com poucas emoções impactando nas decisões. No
entanto, observando e estudando mais profundamente os processos de adesão, é
possível identificar um forte impacto das emoções nas decisões. O fato é que as
pessoas compram com emoção e depois justificam com lógica.
Quem
quer utilizar melhor a emoção para vender mais deve focar na transformação que será
proporcionada ao cliente, e não nas características, ou componentes dos produtos
e serviços. A transformação é o valor que o seu produto tem para o momento do
cliente. Para quem faz isso bem feito, o preço não será problema.
As
pessoas aderem bem mais fácil a uma oferta que resolva uma dor, do que algo que
satisfaça um desejo. Independente do setor de atividade, é muito importante estudar
psicologia, tendências cognitivas, comunicação, linguagem corporal,
comportamentos de consumo, dentre outros. Lembre-se que as pessoas dão importância
ao que o produto pode fazer por elas.
O seu
composto de produto/serviço deve atender a demanda, não tentar criá-la.
Na
comunicação procure inserir depoimentos com imagens para aumentar a
credibilidade das informações. Acrescentar palavras e números específicos
também ajuda bastante. Uma boa escrita, bom conteúdo tem ¾ de pesquisa e 1/4 de
redação. Uma pessoa com ensino fundamental incompleto deve ser capaz de
entender o que você e sua empresa escrevem/dizem para promover a empresa e
vender os produtos. Se difícil, ou confuso, menos pessoas vão comprar. Usar as
mesmas expressões do seu mercado alvo ajuda a aumentar as adesões.
Não
são os notebooks, smartphones, eventos, cursos caros e famosos que fazem os negócios
de sucesso. Os melhores e mais inovadores negócios nascem com bem menos
aparatos, mas bastante energia, persistência, criatividade e ação.
Lembre-se
que os produtos de grande valor agregado e os profissionais mais bem pagos, se
tornam primeiro valiosos, e depois escassos. No início, é preciso dizer sim,
para muitas oportunidades, mas para crescer é preciso aprender a dizer não. Um
uma prova social como resultados e depoimentos, usando o conceito de
escassez/urgência, com baixo risco e garantias, mais um bônus, gera uma oferta
irresistível. Concorrer por valor, não tem preço!
As
ofertas, quando existirem, devem ter prazo estabelecido e preferencialmente
curto. Quem acredita que o mercado esteja saturado, precisa reavaliar a oferta
em relação ao público. Além disso, ter uma ótima oferta não significa que a
empresa é ótima em vendas. Os bons resultados é que medem a qualidade das
vendas. Muitas vezes não é o preço que é muito alto, mas o valor entregue as
pessoas que é muito baixo.
Um
produto de qualidade média, com um bom trabalho de marketing sempre vai vender
mais do que um ótimo produto com marketing ruim. Mas lembre de alguns pontos
importantes sobre marketing: 1) um cliente fidelizado é uma das estratégias
mais poderosas; 2) marketing precisa de empatia; 3) quem entrega valor para o
cliente não precisa se preocupar muito com os preços; 4) vender um bom produto
em um mercado ruim é uma batalha perdida.
Para
vender melhor é preciso ouvir bem mais do que falar. Um bom “discurso” de
vendas deveria ser de 2 minutos, então aprenda sobre pitch.
Revise
o site e os apps, procurando substituir as palavras e descrições chatas por
outras mais impactantes, fortes, e crie uma seção de perguntas frequentes para
também responder as possíveis objeções. Se você ou a empresa não poderão ajudar
o cliente naquele momento, seja honesto.
Analise
e haja sobre o comportamento na decisão pelo que você e o seu negócio oferecem.
Assim, precisará se preocupar menos com as vendas e ganhar mais.
Um abraço e até a próxima!
sexta-feira, 12 de maio de 2023
O valor da persistência
Um
objetivo é uma situação que se deseja alcançar no futuro, indo do ponto “a” ao
ponto “b”. Escrevendo parece fácil de entender, mas na prática há um caminho de
altos e baixos, com diversos obstáculos. Todo bom plano prevê alguns
obstáculos, porém, alguns surgem sem dar sinal antecipadamente. Nesses
momentos, há quem desista e há quem continue até sair vitorioso. O que faz a
diferença é a persistência. O quão persistente você realmente é? Qual é a importância
da persistência em todas as áreas da vida? Hoje vamos refletir um pouco sobre
esta importante competência para a vida pessoal e profissional.
O
propósito, a autoconfiança, a resiliência e a flexibilidade são os 4 pilares da
persistência. Persistir é necessário para alcançarmos nossos objetivos e
realizarmos os sonhos. Qualquer objetivo ou sonho terá obstáculos e é assim
para todas as pessoas, em qualquer época e lugar do mundo. Quem não tem
persistência desiste da formação desejada, do emprego sonhado, da casa, da
pessoa amada, da viagem especial, da prosperidade, dentre outros. A
persistência é a força que motiva e permite superar obstáculos para viver a
vida desejada.
Para ser
capaz de superar obstáculos, é preciso, antes de tudo, saber o que se quer. Se
você se propõe a abrir uma empresa, por exemplo, mas não tem certeza se é uma
boa ideia ou se você realmente deseja empreender, as chances de desistir são
grandes. Já uma pessoa que realmente sabe qual é o propósito de suas ações
encontra muito mais motivação, como o sonho de ter seu próprio negócio, e a
atividade o que lhe fará feliz. Com esse propósito a pessoa vai enfrentar a
burocracia, falta de recursos, limitações, contratações, planejamento,
estruturação, etc., sem desistir.
A
autoconfiança é a capacidade de reconhecer e confiar em seus talentos,
capacidades, habilidades e experiências que a vida lhe trouxe. Quanto mais
conhecemos a nós mesmos, maior a autoconfiança e nesse sentido, relembrar das dificuldades
superadas e como as suas competências ajudaram solucionar problemas são sempre
ótimas escolhas. Quando uma pessoa desenvolve a autoconfiança, ela torna-se
mais otimista em relação a superação dos desafios do caminho. Quando falta a
autoconfiança, as chances de desistência aumentam.
Boa preparação,
propósito e autoconfiança não evitam o surgimento de obstáculos. É preciso ter
em mente que “Perder uma batalha não é perder a guerra” e por isso a resiliência
é o outro pilar tão importante na persistência. A capacidade de retomar seu
rumo depois de uma dificuldade, aprendendo a fazer melhor a cada nova tentativa
é de uma riqueza sem par. Os erros que cometemos quando encarados como fontes
de aprendizado, geram uma competitividade incomparável. A inteligência
emocional contribui decisivamente para a resiliência e assim, reforçamos a
persistência.
A
flexibilidade completa os pilares da persistência, e faz toda a diferença da teimosia,
que por sua vez, é ignorar o fato de que as circunstâncias mudam de tempos em
tempos. As pessoas e as organizações verdadeiramente vencedoras se adaptam aos
novos cenários. Enquanto a determinação é importante, também é preciso
flexibilidade para recalcular a rota, sempre que houver uma alternativa melhor.
A flexibilidade também é fundamental para reconhecer que ninguém faz nada
sozinho, que pedir ajuda é necessário e ainda, para admitir quando não foi
possível alcançar um objetivo. É a flexibilidade que desperta a hora de partir
para a próxima missão, sem perder a motivação. No fim da jornada, fica claro
que de pouco em pouco, alcançamos grandes resultados.
Espero que esta reflexão contribua
decisivamente com a melhoria da forma como levar a sua vida.
Um abraço e até a próxima!
quarta-feira, 10 de maio de 2023
O futuro do trabalho
Em meio as comemorações do Dia do Trabalhador, as análises
sobre o futuro do trabalho também tiveram o seu espaço, e vale compartilhar algumas
reflexões com os amigos. Algumas profissões em fase de declínio e morrendo, enquanto surgem novas
profissões faz parte do ciclo da humanidade. Então, o que mais podemos observar
no futuro do trabalho?
Um número cada vez maior de pessoas está se
demitindo de seus empregos e gerando novas atividades com renda para si e
geração de novos empregos. As relações de trabalho estão se modificando e algumas,
se automatizando. As funções que não exigem muito das
habilidades humanas, tendem a ser substituídas por robôs. E estas situações não
deveriam causar medo em ninguém, nem grupos, nem classes. Este movimento deve
liberar mais pessoas para trabalhos criativos e mais inteligentes. É um ciclo
que se repete ao longo da história, vejam: começou na agricultura, foi para a
indústria, depois para a prestação de serviços e para a digitalização, e ao que
tudo indica a robotização e automatização farão a grande transformação das
relações de trabalho. Os trabalhadores terão atividades com menos riscos de
acidentes, mais seguras, menos insalubres, mais inteligentes, mais criativas, e
assim, mais qualidade de vida.
As habilidades são sempre realocadas para manter, e se possível
aumentar, a competitividade no mercado de trabalho. Por este motivo as
habilidades necessárias aos trabalhadores são reavaliadas conforme as
transformações da tecnologia vão gerando mais impacto nas organizações. De
outra forma podemos dizer que os robôs não vão competir com os humanos em vagas
de empregos, pois novas vagas dependentes das habilidades humanas serão e
precisam ser criadas para que a tecnologia faça o que se espera.
As vagas
de trabalho na tecnologia da informação e engenharias como ciber segurança,
internet das coisas, inteligência artificial, computação em nuvem, novos
materiais, novos produtos, novos processos, condutores de processos
robotizados, pesquisadores de engenharia e tecnologia, e outras nesta linha seguirão
crescendo forte. Por outro lado, a remuneração média não deve mudar muito nos
próximos anos, enquanto a transparência salarial, a flexibilidade nos horários
e locais de trabalho podem ter mudanças mais rápidas.
As
habilidades e competências leves, chamadas soft skills como a criatividade,
resiliência, capacidade de se reinventar e inteligência emocional seguem
aumentando de importância nas carreiras e serão cada vez mais requisitadas no
mercado.
Estima-se
para o Brasil, a necessidade de requalificação de mais de 6 milhões de trabalhadores
ao ano, para manter os empregos e a competitividade das empresas. No sul do
Brasil, quase 50% das vagas de trabalho formal estão na indústria e se prevê um
aumento nas vagas neste setor.
Com as
novas gerações Millennials e Geração Z assumindo mais funções de liderança, a
hierarquia vai perdendo a importância. Ambientes de trabalho em que todos
conversam com todos, independente dos cargos na organização, serão cada vez
mais frequentes. Estas gerações são desapegadas de alguns dogmas do mundo do
trabalho, como as 8 horas fixas por dia, local fixo de trabalho, preferindo
modelos híbridos de horários, locais, remuneração, etc., que devem ser cada vez
mais frequentes neste e nos próximos anos.
Ambientes
de trabalho mais aconchegantes, customizados com o jeito de cada grupo que os
ocupa vão contribuir cada vez mais com a atração e a retenção dos talentos.
Você, sua organização estão se preparando para o futuro do trabalho? Espero que
esta reflexão tenha contribuído.
Um abraço
e até a próxima!






