Seguindo
na reflexão da semana anterior, da qual também recebi boas manifestações sobre
as estratégias propostas por Phillip Kotler, um dos mais célebres estudiosos da
área, seguimos comentando e abordamos hoje mais algumas ideias que podem ser
adaptadas para os negócios dos amigos leitores.

- Seus clientes devem participar do desenvolvimento
de produtos - Kotler é um dos defensores da cocriação de produtos e negócios entre
direção, colaboradores, clientes e consultores. A criação coletiva e
colaborativa de negócios e produtos permite de alguma forma que o cliente,
consumidor ou usuário faça parte e sinta-se parte do processo criativo e
produtivo, permitindo mais e melhores relacionamentos, buscando clientes
defensores de sua marca e seus produtos. Não é apenas chamar os clientes para
testar os produtos e sim, realmente participar da criação tanto de novos
produtos, quanto do aprimoramento e da inovação dos produtos e dos negócios
atuais. Pense na fábrica de salgadinhos e na fábrica de refrigerante nas quais
os consumidores foram convidados a sugerir novos sabores, dando direito a participação
nos lucros das respectivas propostas implantadas. Fábricas de motocicletas,
automóveis, brinquedos, já são expoentes desta linha de trabalho.
– Lembre da responsabilidade
socioambiental da organização - As tendências mostram que cada vez mais
consumidores quando tem opção, escolhem produtos, marcas e empresas que mostram preocupação
com algum tipo de questão socioambiental. É preciso alinhar as diretrizes do
negócio, visão, missão e valores com a mente, o coração e o espírito do mercado
alvo. Para vender mais e melhor é preciso entender, atender e conquistar a
mente, o coração e o espírito das pessoas. Cada vez mais gente está escolhendo
entre o que é certo e o que é lucrativo, preferindo o que é certo. A cada dia,
mais pessoas abrem mão de alguma vantagem momentânea por atos de
responsabilidade social e ambiental, assim como mais empresas abrem mão de lucro
momentâneo para embutir em seu DNA, na visão percebida, nos princípios
institucionais, um forte apelo de responsabilidade social. O estudioso afirma
que é preciso substituir o conceito de que o que é bom para a empresa, é bom
para a sociedade, pelo conceito de que o que é bom para a sociedade, é bom para
a empresa.
Negócios cada vez
mais conectados com seus clientes e prospects, não somente por um atendimento
de necessidades racionalmente identificadas como preços melhores, ou entregas
mais rápidas, ou ainda melhor desempenho serão cada vez mais prósperas. É
preciso que cada pessoa na organização entenda ao tomar uma decisão, uma
atitude, ou realizar uma ação, que o cliente é dotado de mente, coração e
espírito. Quem entender e atender a estas três dimensões vai conquistar de
forma completa os clientes que deseja.
Desejando que cada
um possa identificar mais e melhores formas de conexão entre clientes e
negócios, um abraço a todos e até a próxima!